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segunda-feira, 7 de março de 2011

Cientistas encontram novas pistas sobre origem genética dos infartos

Fatores genéticos expliquem 40% do risco da presença da doença na população Um grupo internacional de cientistas identificou 13 novas variantes genéticas associadas ao risco de sofrer cardiopatia isquêmica (infarto do miocárdio), o que permite aprofundar o conhecimento sobre a doença, a principal causa de morte nos países industrializados. Se estima que os fatores genéticos expliquem 40% do risco de apresentar a doença na população, explicou à agência Efe o coordenador do grupo de Pesquisa em Epidemiologia e Genética Cardiovascular do Instituto de Pesquisa Hospital del Mar (IMIM), Roberto Elosua. Em estudos anteriores, nos quais também participou esse centro de pesquisa espanhol, já se encontraram 12 variantes vinculadas à doença. - Agora se identificaram 13 novas características genéticas associadas a uma maior probabilidade de apresentar um infarto do miocárdio, de modo que na atualidade conhecemos 25 variantes associadas a essa doença. Embora com este estudo tenham conseguido duplicar, essas 25 características genéticas só explicam 10% dos fatores genéticos relacionados com a cardiopatia isquêmica. Por enquanto, os pesquisadores não conhecem o 90% restante, apesar de já terem dado passos para seu estudo. Tais 90% podem estar relacionados com variantes genéticas raras ou pouco frequentes na população que, embora afetem menos de 5%, implicam um grande risco de sofrer infarto, ou outras características genéticas que modificam a estrutura do DNA que estão começando a serem estudados, indicou Elosua. As 25 variantes identificadas até agora são variantes comuns, presentes em mais de 10% da população. Em cada uma destas há uma característica genética que indica o excesso de risco cardiovascular. Cada pessoa pode apresentar esta característica genética nenhuma vez (não herdada de seus pais), uma vez (herdada de seu pai ou mãe) ou duas vezes (herdada de seu pai e mãe). Para cada vez que se apresente uma destas características genéticas de risco, a probabilidade de apresentar cardiopatia isquêmica aumenta entre 6% e 17%. Esse estudo também constou que das 13 características genéticas novas, só três estão relacionadas com fatores de risco cardiovascular clássicos: dois com colesterol e um com hipertensão. Elosua explicou que as outras dez poderiam estar associadas a fatores de risco desconhecidos até agora. Destacou, além disso, que quando aprofundarem o conhecimento genético sobre esta doença, isto permitirá identificar e entender melhor suas causas, o que, em um futuro, possibilitará desenvolver novos fármacos, assim como quantificar melhor o risco de uma pessoa ter a doença. Apesar da patologia ter um componente genético, 60% depende de fatores ambientais. - As recomendações sobre um estilo de vida saudável seguem tendo a mesma relevância, e inclusive mais, porque é o único que podemos ser modificado, não assim os genes. A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Nature Genetics, está envolvida no Cardiogram - projeto no qual participam mais de cem instituições internacionais. http://noticias.r7.com/saude/noticias/cientistas-encontram-novas-pistas-sobre-origem-genetica-dos-infartos-20110306.html

Uma soneca contra a hipertensão

Cochilar pode ajudar a manter a pressão arterial controlada, diz estudo Um cochilo diurno de pelo menos 45 minutos pode ajudar as pessoas estressadas, reduzir a pressão arterial e protege o coração, sugere um novo estudo. A constatação vem da pesquisa que envolveu 85 estudantes universitários saudáveis, divididos em dois grupos. Um grupo teve um período de uma hora durante o dia para dormir, e os outros não tinham tempo algum para fazer isso durante o dia. Ambos receberam um teste de estresse mental. Faça o teste: Qual seu estilo de sono? http://delas.ig.com.br/saudedamulher/teste+qual+e+o+seu+estilo+de+sono/n1237708416663.html
A pressão arterial e pulsação foram aumentadas nos dois grupos de alunos quando eles fizeram o teste de estresse, mas a média da pressão arterial de quem dormiu durante pelo menos 45 minutos foi significativamente menor após o teste de estresse do que para aqueles que não dormiram. "Nossos resultados sugerem que o sono diurno podem oferecer benefícios cardiovasculares, acelerando a recuperação cardiovascular após estressores mentais", escreveram os pesquisadores, Ryan Brindle e Sarah Conklin de Faculdade Allegheny, em Meadville, na Pensilvânia (EUA). "Mais pesquisas são necessárias para explorar o mecanismo pelo qual o sono diurno está relacionado com a saúde cardiovascular e para avaliar o sono durante o dia, como prática de recuperação e proteção, especialmente para indivíduos com risco de doença cardiovascular conhecida e com qualidade do sono ruim", acrescentaram eles. O estudo foi publicado no International Journal of Behavioral Medicine. Em média, os americanos vêm tendo quase duas horas a menos de sono do que tinham 50 anos atrás, o que poderia afetar a saúde a longo prazo. http://saude.ig.com.br/bemestar/uma+soneca+contra+a+hipertensao/n1238128686963.html