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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Porque o paladar é sensível ao açúcar?

Cientistas do Centro Monell, nos Estados Unidos, descobriram que as células gustativas têm vários detectores adicionais de açúcar, além do receptor de doce anteriormente conhecido.
 
O Dr. Robert Margolskee, coordenador da pesquisa, explica que detectar a doçura de açúcares nutritivos é uma das tarefas mais importantes das células gustativas. Segundo ele, "muitos de nós comem muito açúcar e para ajudar a limitar o consumo excessivo precisamos entender melhor como uma célula gustativa 'sabe' que algo é doce".
 
 
O receptor T1r2+T1r3 é o principal mecanismo que permite que as células gustativas detectem os compostos doces. Isso inclui os açúcares como a glicose e a sacarose, além dos adoçantes artificiais, como a sacarina e o aspartame. Entretanto, nem todos os aspectos do sabor doce podem ser explicados por estes receptores.
 
Os cientistas já sabiam que os sensores de açúcar no intestino são importantes para a detecção e absorção dos açúcares, e que os sensores metabólicos no pâncreas são fundamentais para a regulação dos níveis sanguíneos de glicose. A partir desses dados, decidiram pesquisar se esses mesmos sensores também poderiam ser encontrados nas células gustativas.
 
O resultado foi positivo, mostrando que vários sensores de açúcar do intestino e do pâncreas também estão presentes exatamente nas mesmas células sensíveis ao sabor doce que têm o receptor T1r2+T1r3. Os cientistas esperam, com esses dados, encontrar uma maneira de controlar o consumo excessivo de açúcar, que leva a vários problemas de saúde.
 
Fonte: Diário da Saúde, 7 de março de 2011
 
Por Boa Saúde

Paladar sensível para gostos amargos pode indicar sistema imunológico mais eficiente

Pessoas que possuem um senso aguçado de paladar para gostos amargos podem ter também sistemas imunológicos mais resistentes. A habilidade forte de sentir a amargura pode estar relacionada com uma melhor capacidade de combate a infecções respiratórias causadas por bactérias.
 
Acreditava-se que os receptores de sabores amargos estavam localizados apenas na língua, mas novas pesquisas mostram que eles também podem ser encontrados nas cavidades nasal e sinusal.
 
As pesquisas mostram também que os receptores estão envolvidos na ativação da proteção do sistema imunológico contra infecções bacterianas comuns. Eles exercem o papel de “sistema de detecção precoce”, avisando o sistema imunológico da invasão de bactérias e ativando as defesas do corpo.
 
 
Porém, não são todas as pessoas que colhem esse benefício. De acordo com pesquisadores da University of Pennsylvania, EUA, cerca de um terço das pessoas nos Estados Unidos e na Europa não possuem o gene que permite o desenvolvimento dessa capacidade especial – o TAS2R38.
 
Os resultados da pesquisa podem levar a descobertas que ajudem no tratamento de pessoas que sofrem de rinossinusite crônica.
 
O estudo foi publicado no periódico Journal of Clinical Investigation.
 
Fonte: Live Science, 8 de outubro de 2012.
 
Por Boa Saúde

Groselha

Resumo
Groselha: Planta Medicinal utilizada em folha seca contra os distúrbios reumatismais e em bagas contra as dores de garganta, pode ser encontrada em cápsulas ou pastilhas.
 
Observações
A groselha é bastante utilizada em balas durante o inverno contra as dores de garganta, a tosse leve, a irritação na garganta e a rouquidão. Graças ao teor gelationoso das balas, estas são eficazes e de gosto agradável para as leves infecções bucais do inverno.
 
Nomes
Nome em português: Groselha
Nome latim: Ribes nigrum
Nome inglês: Blackcurrant, Quinsy Berry
Nome francês: Cassis, groseiller noir
Nome alemão: Schwarze Johannisbeere
 
Família
Grossulariaceae
 
Constituintes
Flavonóides, vitamina C, proantocianidina, pectina
 
Partes utilizadas
Folhas secas e bagas secas
 
Efeitos da groselha
1. Em folhas secas de groselha
Uso interno (infusão, gotas, comprimidos,...) Diurético, inibidor de prostaglandinas
 
Uso externo (pomadas,...)
Antiexsudativo

2. Em bagas secas de groselha Antimicrobiano, calmante.
 
Indicações
1. Em folhas secas de groselha Uso interno (infusão, gotas, comprimidos,...): Distúrbios reumatismais: artrite, artrose, gota. Distúrbios urinários, pernas pesadas, diarréia (leve) [em suco de groselha]
 
Uso externo (pomada,...) : Machucados, picadas de insetos
 
2. Em bagas secas de groselha
Dores de garganta, síndrome gripal, rouquidão.
 
Efeitos secundários Desconhecemos
 
Contra-indicações
Desconhecemos
 
Interações
Desconhecemos
 
Preparações à base de groselha
- Infusão de folhas de groselha (chá de groselha)
- Cápsulas de groselha
- Xarope de groselha
- Balas de groselha
- Suco de groselha
 
Onde cresce a groselha?
A groselha cresce na Europa e na América. É uma planta bastante cultivada em jardins.
 
Quando colher as bagas de groselha?
A bagas ficam maduras geralmente no mês de agosto.
 
Fonte Criasaúde

Exames: Cintilografia óssea (código da AMB 4.07.06.01-0)

O que é o exame: injeção intravenosa de isótopo radioativo (tecnécio 99m) e detecção da radiação por aparelhos de câmara gama, com formação de imagem. O isótopo se localiza em áreas de remodelação óssea aumentada.
 
Para que serve: detecção de tumores ósseos primários malignos, tumores ósseos benignos, metástases ósseas, fraturas que não foram detectadas pela radiografia convencional, osteonecrose, osteomielite (infecção óssea), transtornos osteometabólicos e estudo de próteses articulares.
 
Instruções para realização do exame: é desejável bom estado de hidratação e que não tenham sido realizados exames prévios com uso de radioisótopos. Mulheres grávidas ou que estão amamentando devem adiar a realização da cintilografia para prevenir a exposição do feto ou recém-nascido à radiação. Há um risco mínimo de infecção ou sangramento no local de injeção do contraste intravenoso. 

 
Riscos: a quantidade de radiação utilizada é muito pequena e, virtualmente, toda a radiação é eliminada em 2 a 3 dias. O paciente pode desenvolver lesões de pele, inchaço ou anafilaxia, embora seja extremamente raro.

Fonte:
- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
 
Por Boa saúde

Extrato de alcaçuz pode esterilizar e proteger dispositivos e implantes médicos

Material protege biocomponentes funcionais que formam os dispositivos durante o processo de esterilização
 
Cientistas do Institute for Biomedical Research, na Alemanha, descobriram que um material de nanotecnologia contendo extrato de alcaçuz pode ser usado para esterilizar e proteger dispositivos e implantes médicos.
 
A pesquisa mostra que o material protege os biocomponentes funcionais que formam os dispositivos durante o processo de esterilização.
 
As técnicas de esterilização convencionais com base em uma explosão de radiação ou na exposição a gases tóxicos podem danificar os componentes biológicos funcionais dos implantes.
 
Segundo o pesquisador Joachim Koch, os dispositivos médicos e implantes estão cada vez mais utilizando proteínas farmacologicamente ativas, anticorpos e outras biomoléculas. Procedimentos de esterilização compactos, incluindo radiação beta e gama ou exposição ao óxido de etileno tóxico podem danificar essas moléculas sensíveis e tornar o aparelho inútil. No entanto, sem a esterilização o paciente está em risco de infecção quando o dispositivo é usado ou implantado.
 
Já o novo revestimento, que contém um componente encontrado no alcaçuz, protege os componentes sensíveis, segundo os pesquisadores.
 
A equipe agora criou um novo nano revestimento, uma tecnologia que emprega uma composição de nano moléculas estabilizadas. Um ingrediente importante é um composto conhecido como ácido glicirrízico, um produto químico natural encontrado no alcaçuz.
 
Ao contrário de outras abordagens de estabilização utilizadas em formulações de produtos biofarmacêuticos, o nano revestimento não contém açúcares ou proteínas que de outra forma interferem com a atividade biológica do dispositivo.
 
"Esta formulação de nano revestimento pode ser aplicada para a produção de melhores dispositivos médicos biofuncionais, tais como implantes ósseos, stents vasculares, além de facilitar a aplicação de produtos biomédicos", conclui Koch.
 
Fonte isaude.net

Terapia com inibidores de enzima pode encolher tumores do câncer de próstata

Compostos que bloqueiam ação específica da enzima PARP-1 tem potencial para criar tratamentos eficazes contra a doença avançada
 
Cientistas da Thomas Jefferson University, nos EUA, descobriram que o bloqueio de uma ação específica da enzima PARP-1 pode ser a chave para criar terapias mais eficazes contra o câncer de próstata.
 
A pesquisa sugere que inibidores de PARP-1 podem desacelerar a doença em estágio avançado e encolher tumores.
 
A equipe, liderada por Karen E. Knudsen, descobriu que as funções de PARP-1 não apenas incluem o reparo de danos no DNA, como havia sido mostrado em estudos anteriores. Eles mostraram que a enzima também regula o receptor de andrógeno (AR) durante o crescimento e progressão do câncer de próstata.
 
A inibição de PARP em diferentes modelos mostrou ser capaz de suprimir a atividade de AR, que estimula o crescimento da próstata.
 
Os investigadores acreditam que a função dupla de PARP-1, tanto como regulador de AR, bem como reparador de danos críticos no DNA, pode ser aproveitada para benefício terapêutico. Segundo eles, inibidores de PARP podem desacelerar o câncer de próstata em estágio avançado e encolher tumores.
A equipe agora espera aproveitar esta função até então desconhecida de PARP-1 no câncer de próstata. "Nossos dados mostram que PARP-1 desempenha um papel importante no controle da função de AR e que, quando reprimida com inibidores, os efeitos antitumorais são melhorados", afirma Knudsen.
 
Segundo os pesquisadores, a pesquisa representa a base de apoio para um ensaio clínico que vai investigar inibidores de PARP-1 em pacientes com doença avançada.
 
"Essas descobertas introduzem uma mudança de paradigma em relação a PARP-1 no câncer de próstata e fornecem a base para novas terapias que poderiam ajudar a toda uma população de pacientes com câncer de próstata", concluem os autores.
 
Fonte isaude.net

Consumo de café acelera a recuperação intestinal após cirurgia de cólon

Pacientes que tomavam café após operação para remover parte do cólon desenvolveram tolerância mais precoce a alimentos sólidos
 
Cientistas do University Hospital Heidelberg, na Alemanha, descobriram que o consumo de café acelera a recuperação intestinal após a cirurgia de cólon.
 
Os resultados sugerem que pacientes que tomavam café, em vez de água, após a cirurgia para remover uma parte do cólon experimentaram um retorno mais rápido dos movimentos intestinais e da tolerância a alimentos sólidos.
 
"A obstrução intestinal pós-operatória é um problema comum que segue a cirurgia abdominal e o objetivo deste estudo foi testar nossa teoria de que o café poderia ajudar a aliviar este problema", afirma a autora Sascha Müller.
 
A equipe recrutou 80 pacientes que foram separados em grupos que receberam café e água antes da operação.
 
As características dos pacientes foram semelhantes em ambos os grupos. A média de idade foi de 61 anos e 56% eram do sexo masculino.
 
Pouco mais da metade (56 %) teve câncer de cólon, 28% tinham doença diverticular (um problema estrutural com a parede do cólon), 13% tinha doença inflamatória intestinal e 4% tinham outras condições. A maioria dos participantes passou por cirurgia aberta e o restante recebeu cirurgia laparoscópica.
 
Os pacientes receberam 100 ml de café ou água três vezes por dia.
 
Os resultados mostraram que o tempo para primeira evacuação após a cirurgia foi de pouco mais de 60 horas no grupo de café e 74 horas no grupo que recebeu água.
 
O grupo que tomou café foi capaz de tolerar alimentos sólidos em pouco mais de 49 horas, em comparação com 56 horas do outro grupo.
 
Segundo, os pesquisadores, o tempo de permanência hospitalar e problemas de saúde foram semelhantes em ambos os grupos.
 
"O estudo mostrou que o tempo da primeira evacuação após a cirurgia foi muito menor nos consumidores de café do que entre os bebedores de água. Não está claro como o café estimula o intestino e a cafeína parece ter sido descartada por estudos anteriores, que descobriu que o café descafeinado, que não foi usado neste estudo, também tem efeitos benéficos", afirma Müller.
 
A equipe conclui quem, seja qual for o mecanismo, o consumo de café no pós-operatório é uma forma barata e segura para ativar a motilidade do intestino após a cirurgia colônica eletiva.

 
Fonte isaude.net

Uso regular de aspirina reduz risco de tipo agressivo do câncer de ovário

Pesquisa sugere que medicamento analgésico tem efeito protetor contra câncer que afeta a superfície do ovário
 
Pesquisadores do Danish Cancer Society Research Center descobriram que a aspirina pode reduzir o risco de câncer de ovário agressivo.
 
A pesquisa, publicada na revista Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, sugere que mulheres que fazem uso regular do medicamento têm menos risco de um tipo de câncer que afeta a superfície do ovário.
 
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica mais letal e a quinta causa principal de morte por câncer em mulheres em países desenvolvidos.
 
"O câncer de ovário tem uma alta taxa de mortalidade. Entender o que fatores estão envolvidos no desenvolvimento da doença e investigar intervenções preventivas para as mulheres são de vital importância", afirma a autora principal Susanne Kjær.
 
Para o presente estudo, os pesquisadores se basearam em um estudo populacional que avaliou esse tipo de câncer em mulheres dinamarquesas entre 1995 e 1999.
 
A equipe analisou dados de 756 mulheres com câncer epitelial de ovário. Uma amostra aleatória de 1.564 mulheres entre as idades de 35 e 79 anos foi retirada da população em geral como controle. Entrevistas pessoais foram realizadas para determinar o uso de drogas analgésicas.
 
Os resultados mostraram que as mulheres que tomam aspirina regularmente diminuíram seu risco de câncer de ovário. Os pesquisadores não encontraram uma diminuição do risco de câncer de ovário em mulheres que regularmente utilizaram remédios como paracetamol e outros tipos de analgésicos.
 
"Nossos resultados sugerem um potencial efeito protetor do uso de analgésicos no risco de câncer de ovário, mas ressaltam que o benefício deve ser equilibrado com os efeitos nocivos do consumo de analgésicos, como o risco de úlceras", conclui Kjær.
 
Os autores recomendam a realização de mais estudos a fim de avaliar a frequência e a dosagem dos medicamentos com precisão.
 
Fonte isaude.net

Enxerto de células-tronco no cérebro restaura impulsos nervosos

Pesquisa realizada com bebês doentes mostra que células estaminais são capazes de ativar a produção de mielina pelo cérebro
 
Cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, descobriram que células-tronco neurais enxertadas nos cérebros de pacientes conseguiram produzir mielina.
 
A pesquisa realizada com bebês mostra que o enxerto é capaz de restaurar impulsos nervosos no cérebro de pacientes e é seguro um ano após ser colocado no cérebro.
 
"Pela primeira vez temos provas de que o transplante de células-tronco neurais é capaz de produzir novas doses de mielina em pacientes com uma doença grave que causa desmielinização. Também vimos ganhos modestos na função neurológica, e enquanto esta não pode necessariamente ser atribuída à intervenção da pesquisa porque este foi um ensaio não controlado com um pequeno número de pacientes, os resultados representam um primeiro passo importante que apoia mais testes desta abordagem como um meio para tratar a patologia fundamental no cérebro destes doentes", afirma o líder da pesquisa Nalin Gupta.
 
Para o estudo, os pesquisadores injetaram células-tronco neurais diretamente no cérebro de quatro bebês com uma condição conhecida como doença de Pelizaeus-Merzbacher (PMD).
 
Em PMD, um defeito genético herdado impede que as células do cérebro chamadas oligodendrócitos produzam mielina, um material que isola a substância branca que serve como um condutor para os impulsos nervosos através do cérebro.
 
Sem o revestimento de mielina, a substância branca sofre um tipo de curto-circuito e não é capaz de propagar corretamente os sinais nervosos, resultando em disfunção neurológica e neurodegeneração.
 
A doença é mais comum entre os homens, os pacientes com início precoce de PMD ficam incapazes de andar ou falar, e apresentam, na maioria das vezes, dificuldade para respirar e passam por deterioração neurológica progressiva, levando à morte entre as idades de 10 e 15 anos.
 
A esclerose múltipla e certas formas de paralisia cerebral também se caracterizam por danos nos oligodendrócitos e em desmielinização subsequente.
 
Antes e após os procedimentos de transplantes em crianças com PMD, que foram realizadas entre 2010 e 2011, os pacientes passaram por exames padrão neurológicos e avaliações de desenvolvimento, além de se submeterem a ressonância magnética (MRI) para avaliar a quantidade de mielina.
 
Os pesquisadores encontraram evidências de que as células-tronco obtiveram sucesso ao serem enxertadas no cérebro, possibilitando a ele receber sangue e nutrientes do tecido circundante.
 
Segundo os pesquisadores, este achado foi particularmente significativo porque as células não eram células-tronco dos próprios pacientes e não causaram rejeição.
 
Os investigadores descobriram ainda evidências indiretas de que as células-tronco se tornaram oligodendrócitos e estavam produzindo mielina. "Não há nenhuma maneira não invasiva para testar isso definitivamente, mas nossos resultados de MRI sugerem mielinização nas regiões que foram transplantadas", observa o pesquisador David H. Rowitch.
 
Fonte isaude.net

Santo André é a primeira cidade do ABC a fornecer medicamento para evitar AVC

Prefeitura conclui licitação e passa a disponibilizar o remédio a partir do próximo mês na rede pública de saúde
 
Os munícipes de Santo André, na região do ABC, em São Paulo, passam a contar agora com um forte aliado na luta preventiva contra acidentes vasculares cerebrais, o chamado AVC. Foi concluída a licitação para a compra do princípio ativo Etexilato de Dabigatrana 150 miligramas e a partir de novembro o medicamento estará disponível na rede pública do município. Santo André é pioneiro no ABC e um dos primeiros municípios do país a disponibilizar gratuitamente o medicamento.
 
O Etexilato de Dabigatrana 150 miligramas passa a integrar o REMUME (Relação Municipal de Medicamentos), que é uma padronização dos remédios disponíveis na rede pública municipal. Santo André, aliás, possui a maior gama de medicamentos gratuitos do ABC com 476 itens padronizados.
 
O remédio visa a combater a formação de trombos, ou seja, massas formadas por acúmulo de sangue nos átrios, cientificamente denominado Fibrilação Atrial. Estes pequenos fragmentos, com a turbulência do coração, podem se soltar e uma vez na corrente sanguínea pode ser levado ao cérebro e causar o entupimento de artérias da cabeça. O resultado são os chamados AVC, estaticamente quase sempre mortais.
 
Quando não mata, o acidente vascular cerebral deixa danos irreversíveis, como a paralisação de um dos lados do corpo. O AVC atinge tanto jovens quanto idosos, mas são nas pessoas de mais idade que a doença é mais comum.
 
Fonte isaude.net

AVC atinge cerca de 15 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo

Para presidente da Organização Mundial de AVC, problema pode ser evitado, tratado e manejado a longo prazo
 
A Organização Mundial de AVC (WSO) alerta que, no mundo, 15 milhões de pessoas têm AVC a cada ano, e, dessas, cerca de 6 milhões não sobrevivem. A afirmação é do presidente da WSO, Stephen Davis, na abertura do 8° Congresso Mundial de AVC, que ocorreu nesta quarta-feira(10). Segundo ele, esse problema " pode ser evitado, tratado e pode ser manejado a longo prazo" .
 
O acidente vascular cerebral decorre da insuficiência no fluxo sanguíneo em uma determinada área do cérebro. Essa falta ou restrição no fornecimento de sangue pode provocar lesão ou morte celular e danos nas funções neurológicas. Além de provocar mortes, o AVC é a principal causa de incapacidade em adultos no mundo.
 
A WSO recomenda, para saber se uma pessoa está tendo AVC, primeiramente, pedir que a pessoa sorria e que se observe se o sorriso está torto. Em seguida, verificar se ela consegue levantar os dois braços. Outro passo é verificar se há alguma diferença na fala, se está arrastada ou enrolada. Caso seja identificado algum desses sinais, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde.

Campanha " 6 em 1"
O Brasil participa da campanha mundial de combate ao AVC da WSO " 6 em 1" . O nome da campanha é uma alusão à estatística que aponta que a cada seis pessoas, uma terá AVC durante a vida.
 
Na abertura do Congresso, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que é fundamental reduzir o tempo entre a percepção dos sintomas e a aplicação dos medicamentos. " Uma parcela muito pequena que tem sintomas de AVC chega ao serviço especializado antes das quatro horas e meia, período chave para reduzir a mortalidade" , disse o ministro.
 
No evento, Padilha assinou a habilitação que cria dois Centros de Atendimento de Urgência - Tipo 3, voltados para pacientes com AVC, um em Fortaleza (CE) e outro em Porto Alegre (RS). Este terá dez leitos e aquele, 20 leitos.
 
Até 2014, o Ministério da Saúde deverá investir R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas de AVC. Desse total, cerca de R$ 370 milhões serão utilizados para financiar leitos hospitalares e R$ 96 milhões serão aplicados na oferta de tratamento com uso de Alteplase (enzima que ajuda na dissolução de coágulos sanguíneos).
 
Dados do Ministério da Saúde apontam que entre 2000 e 2010, a mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) caiu 32% na faixa etária até os 70 anos, que concentra as mortes evitáveis. Apesar disso, a doença está entre as principais causas de morte e internação no país, segundo o próprio ministério, e, só em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência de AVC nessa faixa etária.
 
Fonte isaude.net

Exercício elimina células velhas e fortifica sistema imune contra o câncer

Prática de atividade física após o tratamento quimioterápico remodela células T imunes e ajuda a proteger contra a doença futura
 
Pesquisadores do University of Nebraska Medical Center, nos EUA, descobriram que a prática de exercício após o tratamento quimioterápico pode fortificar o sistema imunológico contra cânceres futuros.
 
A pesquisa sugere que a atividade física torna as células T mais sensíveis em pacientes semanas após o fim da quimioterapia.
 
A descoberta pode ajudar a explicar por que o exercício pode reduzir significativamente as chances de cânceres secundários em sobreviventes ou reduzir as chances de câncer por completo em pessoas que nunca tiveram a doença.
 
Laura Bilek e seus colegas analisaram células T no sangue dos sobreviventes de câncer antes e depois um programa de exercício de 12 semanas.
 
Eles descobriram que uma parcela significativa dessas células imunes se converteu de uma forma senescente, que não é tão eficaz no combate à doença, para uma forma pronta para combater câncer e infecções.
 
Baseados em estudos anteriores que mostraram uma associação entre o exercício e um menor risco de câncer, os pesquisadores decidiram investigar como o exercício afeta o sistema imunológico de pacientes com câncer.
 
Trabalhando com um grupo de 16 sobreviventes de câncer, os investigadores se centraram nas células T, tipo de célula imune que ataca uma variedade de agentes infecciosos, bem como as células cancerosas.
 
Após a quimioterapia, pesquisas anteriores haviam demonstrado que a maioria das células T tornam-se senescentes, com uma redução da capacidade de combater infecções e cânceres.
 
No entanto, a reconstrução da resposta dessas células é fundamental para recuperar a função imunológica normal e a habilidade anticâncer.
 
Os pesquisadores primeiro retiraram amostras de sangue de cada um dos voluntários para examinar quantas células T senescentes e quantas células T ativas cada um tinha.
 
Em seguida, todos os participantes do estudo foram matriculados em programas de 12 semanas de exercícios. Todos os programas foram individualizados para os participantes do estudo, incorporando elementos de exercício cardiovascular, treinamento de força e resistência, e exercícios de flexibilidade, postura e equilíbrio, com ênfase em áreas onde os participantes eram fracos.
 
Após o programa de 12 semanas, os pesquisadores recolheram uma segunda amostra de sangue de cada voluntário e analisaram a mesma célula T.
 
Os resultados mostraram que a proporção de células T senescentes e ativas mudaram favoravelmente na maioria dos participantes, com a maioria dos sujeitos do estudo recuperando um maior número da variedade ativa.
 
"O que estamos sugerindo é que com o exercício, você pode se livrar de células T que não são úteis e abre espaço para as células T que podem ser úteis na prevenção da doença", afirma Bilek.
 
A equipe ressalta que a descoberta destaca a importância do exercício para todos, incluindo aqueles com câncer e sobreviventes de câncer.
 
"Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora a vigilância do câncer, devemos educar mais os pacientes sobre mudanças no estilo de vida", conclui Bilek.
 
Fonte isaude.net

Rio quer realizar 500 cirurgias de redução de estômago até o fim deste ano

Mais de 400 cirurgias bariátricas já foram realizadas no estado; MS quer reduzir idade mínima para procedimento
 
O Programa de Cirurgia Bariátrica do Rio de Janeiro já superou a marca de 400 pacientes operados no Hospital Estadual Carlos Chagas. Implantado em dezembro de 2010, o serviço registrou crescimento entre 2010 e 2011 de mais de 2.400%, atendendo pacientes do SUS, moradores de 30 municípios do estado.
 
"Esperamos fechar 2012 com mais de 500 cirurgias. Chegamos a mais de 300 pacientes operados sem nenhuma intercorrência", disse Cid Pitombo, coordenador do programa.
 
Nesta quinta-feira (11), o Ministério da Saúde anunciou a redução da idade mínima para pacientes que necessitam de cirurgia bariátricado procedimento cirúrgico. Pacientes que apresentam obesidade mórbida e dificuldades para sair de casa podem se cadastrar e tem direito a receber atendimento domiciliar com médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros.
 
A cirurgia bariátrica, ou cirurgia de redução de estômago como é conhecida no país, vem possibilitado mais qualidade de vida e saúde a um número cada vez maior de pacientes.
 
Para se candidatar a uma cirurgia bariátrica no programa do estado, o paciente deve procurar um atendimento ambulatorial mais próximo de casa para que um médico faça uma primeira avaliação se a cirurgia é necessária ou não. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação para a Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica do Estado, que encaminha o pedido de forma online ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada.
 
Fonte isaude.net

Antioxidante pode curar catarata e doenças degenerativas dos olhos

Pesquisa sugere que colírio preparado com antioxidante N-acetylcysteine amide (NACA) pode ser eficaz contra doenças oculares
 
Pesquisadores da Universidade de Missouri, nos EUA, descobriram um antioxidante que pode prevenir ou curar catarata, degeneração macular e outras doenças degenerativas dos olhos.
 
A pesquisa sugere que um colírio preparado com o antioxidante N-acetylcysteine amide (NACA) pode ser um tratamento eficaz para essas doenças oculares.
 
NACA representa uma alternativa melhor em relação a outro tratamento experimental, o antioxidante N-acetilcisteína (NAC), uma vez que ele passa mais facilmente através das membranas celulares, permitindo que o medicamento seja usado em doses mais baixas.
 
"Como NACA pode ser administrado em uma dose mais baixa, o fármaco tem um maior índice terapêutico e reduz o risco de efeitos secundários normalmente associados com NAC. O antioxidante também é uma excelente fonte de glutationa, que é reduzida durante distúrbios oculares degenerativos", afirma a pesquisadora Nuran Ercal.
 
A perda de visão devido a distúrbios oculares relacionados à idade afeta mais de 30 milhões de pessoas nos Estados Unidos e deve dobrar nas próximas décadas, segundo os pesquisadores.
 
Além disso, mais de US$ 9 bilhões são gastos anualmente apenas na cirurgia de catarata. O custo total anual de todos os serviços relacionados a problemas de visão superam US$ 20 bilhões.
 
"O colírio NACA pode reduzir drasticamente estes custos e representam uma alternativa à cirurgia cara, enquanto melhora muito a qualidade de vida dos pacientes", observa Ercal.
 
Ercal e sua equipe testavam NACA contra problemas relacionados com o HIV, envenenamento por chumbo e outras toxicidades há 10 anos. Cerca de quatro anos atrás, eles começaram a testá-la em distúrbios oculares.
 
Ensaios clínicos com camundongos mostraram que o antioxidante NACA foi capaz de impedir o aparecimento de catarata nos animais tratados.
 
De acordo com a equipe, mais testes irão ajudar a estabelecer dose e frequência adequada, bem como possíveis efeitos secundários e outros fatores associados ao antioxidante. Se os estudos adicionais forem bem sucedidos em animais, Ercal acredita que isso pode apoiar a viabilidade de uso em humanos.
 
Fonte isaude.net

Entenda os padrões e riscos do consumo excessivo de álcool

Frequência e volume de álcool ingerido determinam prejuízos à saúde
 
O impacto do consumo nocivo de álcool na saúde pública é algo considerável, tanto em termos de morbidade como mortalidade. Além de atuar no funcionamento cerebral (deprime as atividades do Sistema Nervoso Central), esta substância também age diretamente em diversos órgãos - como fígado, coração e parede do estômago, - contribuindo para que seus efeitos na saúde sejam ainda mais complexos.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo ingerem bebidas alcoólicas. Em relatório divulgado pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso), em maio deste ano, na 65ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada pela OMS, foi indicado que o volume médio de álcool puro consumido por pessoa no Brasil equivale a 6,9 litros por ano - quantidade inferior aos padrões da Europa (13 litros), Estados Unidos (9,4 litros) e Canadá (9,8 litros), porém elevado.
 
Além do volume ingerido, é importante estar atento ao padrão de uso da substância, ou seja, a maneira ou circunstâncias em que isso ocorre. Por exemplo, os padrões mais pesados de uso frequentemente expõem o consumidor a diversos tipos de problemas e ao desenvolvimento de transtornos relacionados ao consumo de álcool (abuso e dependência).É o caso do beber pesado episódico (BPE, definido como a ingestão de cinco ou mais doses de álcool para homens e quatro ou mais doses para mulheres em um período de 2h), considerado um dos principais indicadores relacionados ao padrão de uso prejudicial desta substância, que tem um impacto significativo no cenário mundial.
 
Entre os principais prejuízos do BPE, destacam-se os danos à saúde física, sexo desprotegido, gravidez indesejada, infarto agudo do miocárdio, overdose alcoólica, quedas, violência (incluindo brigas, violência doméstica e homicídios), acidentes de trânsito, comportamento antissocial como, por exemplo, na família e trabalho além de queda no rendimento escolar e ocupacional, tanto em jovens como na população em geral.
 
Em contraste aos padrões de uso pesado, diversos estudos apontam que em pequenas quantidades (cerca de duas doses* por dia) as bebidas alcoólicas podem ser benéficas à saúde, estando associadas à diminuição no risco de doenças cardiovasculares, diminuição nas perdas cognitivas decorrentes da idade, redução de estresse e de ansiedade, promoção de bem-estar, entre outros fatores.
 
Entretanto, vale ressaltar que não existe um nível seguro para o consumo do álcool; se a pessoa bebe, já pode estar em risco de sofrer problemas de saúde e outros, principalmente, se ingerir mais de duas doses por dia e não deixar de beber pelo menos dois dias na semana.
 
Em algumas situações, ainda, o uso não é recomendado mesmo em pequenas quantidades, como é o caso de:

- Menores de 18 anos;

- Mulheres grávidas, tentando engravidar ou amamentando;

- Indivíduos que vão dirigir, operar máquinas ou sob o uso de medicamentos que interagem com o álcool;

- Indivíduos que não conseguem controlar seu consumo ou que possuem problemas de saúde que podem ser agravados pelo uso de bebidas alcoólicas.
 
Nesse contexto, estudos de monitoramento são essenciais para verificar como o brasileiro se comporta frente ao álcool, a fim de que seja possível promover programas de prevenção específicos e, sobretudo, eficazes.
 
* Uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 14 g de álcool puro.
 
Fonte inha Vida

Proteja os olhos ao assistir televisão

A falta de adequação do espaço entre o espectador e o monitor provoca até dor de cabeça
 
A Copa do Mundo mexeu com o bolso dos brasileiros. A venda de televisores está a todo vapor, pois o mercado oferece vários tipos de modelos, justamente para agradar a todos.

Mas, independente do tamanho da sua televisão, o importante é que a relação entre o tamanho da tela e uma distância saudável entre os seus olhos seja respeitada para não haver desconforto no seu momento de lazer.

Você deve levar em consideração que as telas de até 29 polegadas devem ser colocadas em locais que permitam uma distância de pelo menos três metros de distância do telespectador.

As telas planas, a partir de 32 polegadas, nas tecnologias Plasma e LCD são as escolhas mais realizadas atualmente. Outra tendência que vem se firmando é a opção de investir em um bom modelo de TV Full HD, que é capaz de exibir imagens em alta resolução.

Já as telas com mais de 34 polegadas precisam ficar a uma distância mínima de cinco metros da visão. A distância apropriada é que vai tornar menos cansativa o tempo de exposição em frente à televisão.
 
Sinta-se confortável na frente da TV
A falta de adequação deste espaço provoca perda de atenção, sonolência e em alguns casos, se o espectador for portador de hipermetropia ou astigmatismo - e não usar óculos ou lentes corretivas - poderá sentir dor de cabeça ao assistir a TV.

As TVs em 3D já estão no mercado e vendendo bem. Uma onda de dores de cabeça pode surgir, pois, há, definitivamente, um subconjunto da população que sempre se sentirá desconfortável diante destas imagens.

O melhor é experimentar o novo aparelho na loja, para saber se compensa levar ou não a TV para casa. As TVs que permitem a percepção da imagem em terceira dimensão devem seguir a mesma regra de distanciamento do telespectador.

O ideal seria que a televisão em 3D pudesse estar, a pelo menos, cinco metros de distância do telespectador, mas isso é quase impossível, pois a maioria das salas dos imóveis atuais não tem essa metragem.
 
A iluminação da sala deve estar adequada
Outra preocupação diz respeito à iluminação do ambiente onde a TV está localizada. Natural ou artificial, a iluminação é decisiva na qualidade de uma boa imagem. A intensidade moderada e a direção da fonte de luz são fundamentais para evitar problemas de visão.

A ausência total de iluminação não é recomendada. Um ambiente totalmente escuro pode ser utilizado no cinema, mas, no dia a dia, pode ser prejudicial à visão. Deve-se evitar uma iluminação frontal, como uma janela aberta ou um spot de luz, com luz proveniente do mesmo sentido da imagem.

A luminosidade traseira também pode provocar reflexos na tela, que desviam a atenção da imagem, restando assim, a opção de janelas laterais.
 
Fonte Minha Vida

Invista nesses sete alimentos amigos da visão

Peixes e frutas previnem problemas e impedem sua evolução
 
Você provavelmente já deve ter ouvido sua mãe ou avó dizer que você deveria consumir determinado alimento pelo fato de ele "fazer bem para a visão". Talvez tenha sido apenas uma estratégia para fazê-lo comer, mas, no fundo, elas estão certas. Há diversos alimentos amigos da saúde ocular que combatem problemas como o glaucoma e a degeneração macular. Segundo a nutricionista Daniela Cyrulin, de São Paulo, a falta de certos nutrientes na alimentação pode afetar algumas funções do corpo, incluindo a capacidade de enxergar.
 
Inclua sete alimentos no seu cardápio para beneficiar os olhos:
 
Salmão - Foto Getty ImagesPeixesFontes de ácidos graxos ômega 3 e das vitaminas A, B, D e E, peixes como sardinha, bacalhau, salmão e atum são ótimos estimulantes da boa circulação sanguínea, explica a nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição. Por isso, ingerindo esses alimentos, todas as estruturas oculares - especialmente a retina - receberão bastante oxigênio, essencial para a saúde dos olhos. "Outro benefício é o combate aos radiais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce", conta a profissional.
                  
Frutas, verduras e legumes - Foto Getty ImagesFrutas, legumes e verduras
"Frutas, verduras e legumes de pigmentação amarela e verde costumam ser fontes ricas de carotenoides, substâncias que previnem a deterioração da mácula, ponto responsável por nos permitir enxergar cores", aponta Paula. Esse nutriente pode ser encontrado em alimentos como laranja, maçã, mamão papaya, cenoura, tangerina, brócolis e couve.
 
Ovos - Foto Getty ImagesOvos
Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition revelou que consumir de dois a quatro ovos por dia durante cinco semanas reduz o risco de degeneração macular em idosos. Segundo Daniela Cyrulin, os resultados refletem a ação das substâncias foto-oxidantes, como a luteína e a zeaxantina, presentes na gema do ovo. Antes de apostar nesse alimento, entretanto, fique atento aos níveis de colesterol no seu sangue.
 
Alho e cebola - Foto Getty ImagesAlho e cebola
O alho e a cebola são ricas fontes de cálcio, fósforo e vitaminas B e C, aponta a nutricionista Daniela. Assim, ambos possuem ação antimicrobiana (contra micróbios) e antiviral. Eles agem como dilatadores dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial e prevenindo contra o glaucoma, uma vez que a pressão intraocular é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
 
Cereja - Foto Getty ImagesMirtilos, amoras e cerejas
Essas três frutinhas, assim como o morango, a framboesa e outras diversas frutas vermelhas e roxas são bons exemplos de alimentos antioxidantes, que combatem os radicais livres e são fontes de vitamina C e de flavonóides, aponta Paula Castilho. "Assim, seus benefícios vão desde a prevenção contra a perda de visão e contra a degeneração macular até a redução dos riscos de desenvolver doenças, como o câncer de próstata", conta a nutricionista.
 
Óleo de linhaça - Foto Getty ImagesÓleo de linhaça
Um problema comum em pessoas de idade avançada é o olho seco, cujos principais sintomas são sensação de ardência, coceira e sensibilidade à luz. Para combater esse mal, muitos tratamentos já incluem o consumo de óleo de linhaça, fonte de vitamina E e dos ácidos graxos ômega 3, ômega 6 e ômega 9. O alimento também é efetivo contra a hipertensão e a queda do sistema imunológico.
 
Azeite - Foto Getty ImagesAzeite virgem
"Alimento rico em ômega 3, o azeite virgem é considerado um grande aliado na prevenção contra a degeneração macular, lesão que pode levar à perda irreversível da visão", afirma a nutricionista Daniela. A constatação foi feita por meio de um estudo publicado na revista científica Archives of Ophtalmology que recomendou a ingestão de 100 ml de azeite por semana. Segundo a pesquisa, mesmo aqueles que já apresentavam a doença tiveram redução ou estabilização de sua evolução.
 
Fonte Minha Vida

Nordeste tem a maior queda na taxa de gravidez na adolescência

Região Norte foi a campeã no número de filhos entre as mulheres jovens
 
De acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a queda da fecundidade ocorreu em todas as faixas etárias, especialmente entre as mulheres de 15 a 19 anos. A maior queda foi observada na região Nordeste — que em 1992 tinha a taxa mais elevada. Os dados foram divulgados hoje (11) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e se referem ao ano de 2011.
 
Enquanto o Norte registrou a fecundidade mais elevada, as regiões Sudeste e Sul foram as campeãs nas baixas taxas de fecundidade, com 1,6 e 1,7 filho respectivamente. Para se ter uma ideia, em 1992, uma mulher nordestina tinha 1,2 filho a mais que uma moradora do Sudeste e essa diferença caiu para 0,2 filho em 2011. Já o diferencial entre as mulheres do Norte e as do Sudeste foi de 0,4 filho.
 
O estudo também mostrou que em 1992, nasciam 88 bebês vivos para cada 1.000 mulheres de 15 a 19 anos. Já em 2011, essa taxa caiu para 58 filhos nascidos vivos por 1.000 mulheres.
 
Renda e escolaridade
A fecundidade é mais elevada nas camadas de renda mais baixa, mas esses diferenciais também estão diminuindo ao longo do tempo. Segundo os dados, em 1992, era de 3,3 a diferença no número de filhos tidos entre as mulheres de renda mais baixa e as de renda mais alta. Em 2011, esse diferencial caiu para 2,7.
 
Comparando escolaridade com taxa de fecundidade, em 1992 uma mulher com o nível de educação mais baixo tinha 1,6 filho a mais que as com escolaridade mais alta. Em 2011, esse diferencial caiu para 1,0.
 
De acordo com o estudo, a queda da fecundidade iniciou-se na segunda metade dos anos 1960 e está resultando em uma desaceleração do ritmo de crescimento da população brasileira e provocando importantes mudanças na sua estrutura etária, que poderá diminuir a partir de 2030 e apresentar uma população superenvelhecida.
 
Fonte R7

Mulher tinge o cabelo e fica com o rosto inchado

Selma admitiu não ter feito o teste antes de aplicar o produto no cabelo
 
Selma Jesus, de 32 anos, que mora em Bournemouth, Inglaterra, sofreu uma reação alérgica no rosto após tingir o cabelo.
 
Ela pensou que fosse morrer, pois seus olhos e sua testa começaram a inchar, segundo o site Daily Mail.
 
Imediatamente, ela chamou os paramédicos em sua casa e, assim que chegaram, eles aplicaram uma injeção.
 
Logo em seguida, o médico receitou alguns comprimidos para aliviar a alergia. No entanto, ela precisou ir ao hospital horas depois, porque o inchaço piorou.
 
Selma admitiu não ter feito o teste do corante antes de colocar no cabelo, pois ela já tinha usado o mesmo produto no ano passado.
 
Um porta-voz da marca de tintura explicou que está claramente indicado na embalagem que o consumidor deve realizar o teste cada vez que for usar o produto.
 
Fonte R7

Estudo afirma que país que consome mais chocolate, ganha mais Prêmios Nobel

Quanto mais chocolate consumir a população de um país, mais prêmios Nobel vai conquistar, o que prova que o cacau pode aumentar a capacidade mental de seus consumidores, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na respeitada revista médica New England Journal of Medicine.
 
Os flavonoides, poderosos antioxidantes presentes nos grãos de cacau, o chá verde e o vinho tinto demonstraram a capacidade de reduzir o risco de demência e melhorar a função mental nos idodos, explica Franz Messerli, da Universidade de Columbia (Nova York) e autor da pesquisa.
 
"Dado que o chocolate hipoteticamente pode melhorar a função cognitiva nos indivíduos e, por isso, a população em seu conjunto, me perguntava se poderia existir uma correlação entre o consumo de cacau em um país e a capacidade mental de sua gente", disse ainda, com um toque de humor.
 
"Que eu saiba, não há dados disponíveis que meçam as funções mentais de toda uma nação", acrescentou. "Portanto, é concebível que o número total de prêmios Nobel per capita possa dar alguma medida da função cognitiva geral de um país", acrescentou.
 
Segundo suas observações, "há uma correlação significativa surpreendente entre o consumo de chocolate per capita e o número de prêmios Nobel por cada dez milhões de pessoas em um total de 23 países".
 
A Suíça encabeça tanto o número de prêmios Nobel como a quantidade consumida de chocolate, afirma Messerli, que diz ter utilizado as estatísticas de consumo fornecidas por diferentes fabricantes.

Estados Unidos, França e Alemanha se encontram no meio, enquanto a China, o Japão e o Brasil estão no final da classificação.
 
A Suécia é a exceção. Enquanto, segundo os cálculos, com 6,4 quilos de chocolate consumidos por habitante por ano os suecos deveriam ter conquistado cerca de 14 prêmios Nobel, na realidade acabaram levando 32 ao todo.
 
Há duas explicações possíveis, ironizou o pesquisador: "O Comitê Nobel de Estocolmo pode ter favorecido os suecos, ou os suecos podem ser particularmente sensíveis aos efeitos do chocolate".
 
O cientista acrescentou que estes dados se baseiam no consumo médio por país e que a quantidade de chocolate consumida individualmente pelos ganhadores do Nobel "é desconhecida", da mesma fomra que as doses acumuladas de cacau necessárias para aumentar as possibilidades de ganhar um Nobel.
 
Fonte R7

Estresse e depressão elevam risco de doenças cardíacas

Pessoas felizes e otimistas têm menos risco de sofrer infarto, diz estudo
 
A saúde do coração está intimamente ligada ao estado emocional do indivíduo. Um estudo divulgado na revista Psychological Bulletin constatou que pessoas que sofrem de depressão e estresse têm mais risco de ter doenças cardíacas.
 
No entanto, faz bem ao coração manter o bom humor elevado. Pessoas felizes e otimistas têm menos risco de sofrer infarto, diz o estudo. Os benefícios proporcionados pelo alto astral independem da idade do indivíduo.
 
Ser feliz não beneficia apenas o coração, mas também a circulação.
 
Pessoas de bem com a vida também têm menos chances de desenvolver colesterol alto e diabetes. Outro detalhe ligado à pessoa feliz é o fato de ela ter hábitos de vida mais saudáveis.
 
O estudo percebeu que pessoas otimistas geralmente tinham uma alimentação mais saudável e praticavam atividade física, o que são fundamentais para a saúde do coração.
 
Fonte R7

Prática de atividade física reduz risco do câncer de mama

Vida ativa reduz em 30% risco de ter a doença
 
A mulher que tem uma vida ativa e pratica atividades físicas tem 30% menos risco de ter câncer de mama.
 
O estudo é da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.
 
Na pesquisa que foi publicada no periódico Cancer, constatou-se que as mulheres que praticavam de 10 a 19 horas de atividade física por semana, corriam menos risco de ter a doença do que aquelas que não movimentavam o corpo.
 
Isso se justifica porque após a menopausa, o ganho de peso normal na idade aumenta os riscos de câncer de mama. No entanto, a mulher que pratica atividade física, consegue evitar esse ganho de peso e com isso, diminui o risco da doença.
 
Fonte R7

Alimentos orgânicos são tão nutritivos quanto os convecionais

Índices de nutrientes e pesticidas presentes nos dois tipos de produtos são idênticos
 
Um estudo da Universidade de Stanford derrubou por terra a teoria de que os alimentos orgânicos são mais nutritivos do que os convencionais.
 
A pesquisa analisou 17 estudos em humanos e 223 compararam níveis de nutrientes e contaminantes.
 
Os índices de nutrientes e de pesticidas presentes nos dois tipos de produtos são idênticos, concluiu a Universidade de Stanford. Constatou-se pouca evidência de que o alimento orgânico tenha mais nutrientes do que os convencionais.
 
A única diferença que os cientistas constataram é que os alimentos orgânicos são menos expostos a agrotóxicos e a bactérias resistentes a antibióticos. Também não foi encontrada nenhuma diferença significativa em relação as vitaminas e fósforo entre o orgânico e o convencional.
 
Fonte R7

Diabetes piora o estado cognitivo do idoso

Doença piora a memória, o raciocínio e outros processos mentais
 
Uma pesquisa da Universidade da Califórnia constatou que o idoso que sofre de diabetes tem o seu estado cognitivo comprometido. A doença piora a memória, o raciocínio e outros processos mentais.
 
Para chegar a essa conclusão a pesquisa acompanhou 3.069 idosos ao longo de dez anos.
 
Ao responderem a questionários e realizar testes, os idosos diabéticos apresentaram os piores resultados, com queda em seu raciocínio, por exemplo.
 
A pesquisa salienta que a diabetes também contribui para o desenvolvimento do Alzheimer, que é uma doença que atinge o sistema cognitivo.
Fonte R7

Exercícios físicos aumentam autoestima e socialização em adolescentes

Todos sabem que exercícios físicos são bom para a saúde mental. Mas como isso acontece? Será que fazer atividades físicas melhora a saúde do cérebro e isso leva a uma melhor saúde mental? Ao que parece é uma combinação de fatores psicológicos e fisiológicos.
 
Ao menos essas são as conclusões de uma pesquisa feita pela Universidade de Trimbos, na Holanda, e publicada no periódico Clinical Psychological Science. De acordo com os autores o principal motivo dos exercícios serem tão bons para a saúde mental é que eles ajudam a combater a depressão e a ansiedade.
 
Os pesquisadores holandeses focaram nos fatores psicológicos e apontam que eles ocorrem por dois prováveis motivos. O primeiro seria a hipótese da autoimagem, ou seja, os exercícios fazem com que as pessoas se sintam melhores com si mesmas, e com isso se sentem mais confiantes no trato social com outras pessoas. Maior confiança pode ser também sinônimo de menor ansiedade e mais determinação para combater os pensamentos negativos.
 
A segunda hipótese é que os exercícios físicos envolvem interações sociais, espírito de equipe e pertencimento a um grupo e apoio de outros companheiros dentro e fora do ambiente de competição.
 
Karin Monshouwer e sua equipe de pesquisa chegaram a essas conclusões depois de entrevistar e colher diversos dados de mais de 7 mil estudantes com idades entre 11 e 16 anos em escolas na Holanda. A pesquisa incluiu questionários socioeconômicos, situação da família e detalhes das áreas onde viviam (campo ou cidade).
 
A análise desses dados mostrou que quanto menos exercícios esses adolescentes faziam, pior sua autoimagem e mais eles guardavam seus problemas para si próprios, tendo uma rede de amigos muito menor.
 
Quando seus problemas atingiam níveis críticos, eles também afirmavam que normalmente respondiam com maior agressividade. Quanto maior a carga de exercícios durante a semana, menor esses indicadores que podem levar à depressão e transtornos ansiosos.
 
A associação de benefícios psicológicos aos fisiológicos (também documentados por inúmeras pesquisa na área) é uma combinação perfeita dizem os autores.
 
“Nós acreditamos que todos que estão envolvidos com assuntos de saúde, seja em família, trabalho, instituições e escolas, devem entender que os exercícios físicos são uma ótima forma de prevenir o aparecimento de transtornos mentais. E isso, em especial, é muito positivo para os adolescentes”, finalizam os autores.
 
Fonte O que eu tenho

Tratamento para infertilidade traz grande estresse emocional para as mulheres

O tratamento para infertilidade tem grande impacto emocional nas mulheres que estão tentando engravidar mas têm algum problema. Um estudo recente tentou identificar as causas do estresse nesse grupo de mulheres com algum problema de infertilidade e que também afeta suas famílias.
 
“A infertilidade é responsável por uma série de emoções varidas, das negativas até as positivas, e impacta diversos aspectos da vida dessas mulheres. Esse tipo de problema está ligado ao desenvolvimento da depressão, ansiedade, raiva, cognição comprometida e baixa na auto-estima”, explica Juan Garcia Velasco, autor do estudo publicado no periódico Human Reproduction e pesquisador da Universidade de Madri, na Espanha.
 
De acordo com o estudo, que acompanhou mais de 440 mulheres com idade variando entre 18 e 44 anos e fazendo tratamento por conta de problemas de fertilidade, as preocupações e estresse começam nos primeiros dias em que os tratamentos começam a ser feitos.
 
Os piores sentimentos eram superados após o início do tratamento
Sentimentos como vergonha e que “falharam em serem mulheres” estavam entre as afirmações mais comuns entre essas participantes da pesquisa. Muitas delas relataram também piora nos seus relacionamentos logo após o início do tratamento para fertilidade, outro fator de estresse bastante marcante.
 
Mas quando o tratamento estava em andamento, esses sentimentos se invertiam. Aproximadamente 33% afirmaram que seus parceiros se tornaram mais próximos e 63% diziam que eles estavam se comportando de forma especialmente positiva após algum tempo.
 
Mesmo assim sentimentos de impaciência e frustração ainda eram recorrentes. Houve aumento da ansiedade e emoções negativas associadas ao sexo e as participantes também afirmavam se sentirem exaustas e confusas sobre o que estava ocorrendo com elas.
 
Outro dado interessante é que 68% mulheres mais velhas (e, portanto, menores chances de engravidar) mesmo sabendo que poderiam ter problemas de fertilidade, diziam que estar surpresas com a condição.
 
“Esses dados apontam para a necessidade de rever protocolos relacionados com os tratamentos para infertilidade, o que causa grande estresse físico e emocional. O aumento de informações disponíveis aos pacientes de forma geral pode gerar maior sentimento de satisfação e diminuir essa ansiedade e estresse”, diz Velasco.
 
Maior educação para o problema
Outro problema, diz o autor, é que muitas mulheres que estão no risco de maior infertilidade (como aquelas com mais de 35 anos ou que tiveram problemas de saúde como a endometriose, entre outros) tentam durante muito tempo engravidar de forma natural.
 
“Há um período de quase 2 anos de espera para procurar um tratamento para o problema. Quase 58% das participantes do estudo disseram que sentiam que haviam esperado tempo demais. Esse é outro fator que contribui com a frustração ao início do tratamento”, diz o autor.
 
“Educar a população para problemas relacionados com a infertilidade é algo importante para que os efeitos emocionais negativos associados aos tratamentos sejam menos impactantes”, diz.
 
Fonte O que eu tenho
-Fonte O que eu t

Como o temperamento infantil pode prever transtornos ansiosos

O modo com as crianças interpretam certas situações é influenciado pelos pais. E filhos de pais com temperamentos negativos são mais propensos a desenvolver transtornos ansiosos no futuro.
 
É isso o que afirma uma pesquisa feita por Andres Viana, pesquisador da Universidade do Mississipi, nos EUA e publicado no periódico Journal of Clinical Psychology. De acordo com estudos anteriores, 32% das crianças e adolescentes com menos de 18 anos terão algum tipo de transtorno ansioso. Desses, muitos podem levar esse tipo de transtorno para a idade adulta.
 
Os transtornos ansiosos são um grupo de problemas que abrange a ansiedade generalizada, fobia social, transtorno do pânico e estresse pós-traumático, entre outros.
 
A equipe de Viana observou como os traços de personalidade como a introspeção tem relações com maior nível de alerta quando há uma situação nova a ser enfrentada. Nessa equação também entram o modo como os pais apresentam ou ajudam a criança a assimilar essas novas situações.
 
Crianças mais introspectivas e cujos pais são mais negativos têm maior tendência, de acordo com a pesquisa, a desenvolverem os transtornos ansiosos.
 
“A tendência dessas crianças é interpretar situações novas como uma ameaça em potencial. Saber como os pais as ajudam a enxergar um problema – no caso um problema para os introspectivos – é um bom indicativo se uma crianças está na faixa de risco para transtornos ansiosos”, diz o pesquisador.
 
“Um exemplo claro disso é quando um amiguinho da escola, por exemplo, passa por uma criança introspectiva e que aprendeu a ser mais negativa e não dá um ‘oi’. O amigo pode simplesmente não tê-la visto, mas a interpretação da criança sobre o fato é que ele a está evitando”, completa.
 
É nessa idade escolar, diz o pesquisador, que essas crianças começam também a enfrentar problemas de ansiedade. A escola traz um grande impacto na forma como elas vivem, aponta Viana, sendo que cada dia novos problemas são apresentados e elas precisam resolver da melhor forma possível. Não conseguir resolver essas novas situações pode levar ao isolamento e pressão social.
 
“Os transtornos ansiosos impactam a vida da criança em níveis funcionais, piorando a qualidade das relações na escola, na família e em diversas situações de socialização. Quanto melhor identificarmos os riscos para o desenvolvimento desse tipo de problema, melhor vamos conseguir evitar que na idade adulta isso se torne pior”, conclui Viana.
 
Fonte O que eu tenho

Estudo sugere que mulheres estressam mais com más notícias

Quantidade de hormônio ligado ao estresse é maior depois de ler noticias ruins; efeito não foi observado em homens.
 
Uma pesquisa realizada no Canadá sugere que más notícias, por exemplo as que detalham assassinatos, afetam mais as mulheres do que os homens.

As mulheres pesquisadas produziram mais hormônios relativos ao estresse ao serem expostas a notícias negativas. Esses efeitos não foram observados nos homens.

O estudo, feito com 60 pessoas, foi publicado no periódico especializado PLoS One.

Os pesquisadores da Universidade de Montréal juntaram recortes de jornais com notícias de acidentes e assassinatos e também histórias mais neutras, sobre estreias de filmes, por exemplo.

Homens e mulheres leram os recortes com as notícias negativas e neutras e foram submetidos a exames para detectar os níveis do cortisol, hormônio relacionado ao estresse, durante todo o período do estudo.

"Apesar de as notícias por si só não terem aumentado os níveis de estresse, elas fizeram com que as mulheres ficassem mais reativas, afetando as respostas psicológicas delas a situações estressantes que ocorreram depois", afirmou Marie-France Marin, uma das pesquisadoras da Universidade de Montréal.

Nos homens, os níveis de cortisol não se alteraram.

Para a pesquisadora, "é difícil evitar as notícias, levando em conta a variedade de fontes de notícias por aí".

"E se essas tantas notícias forem ruins para nós? Certamente parece ser o caso", acrescentou.

Ameaça aos filhos
Os cientistas sugeriram que as mulheres podem identificar melhor possíveis ameaças aos filhos, o que afeta a forma como elas reagem ao estresse.

"Segundo estudos envolvendo autoavaliações, mulheres afirmaram que, em média, 'reagem mais ao estresse' do que homens", afirmou o professor Terrie Moffitt, do Instituto de Psiquiatria no King's College de Londres.

"Este estudo acrescenta novas e fascinantes provas de mudança no hormônio do estresse depois de um desafio experimental."

"Os pesquisadores do estresse enfrentam um verdadeiro quebra-cabeça dos gêneros. Como grupo, as mulheres parecem reagir mais a fatores estressantes, mas elas vivem mais do que os homens", disse Moffitt.

"Como as mulheres conseguem neutralizar o efeito do estresse em seus sistemas cardiovasculares? Uma resposta para essa pergunta poderia melhorar a saúde de todos", afirmou.

No entanto, outros especialistas afirmaram que o estudo da Universidade do Canadá é pequeno, então seriam necessários mais testes e exames para chegar a suas conclusões.
 
Fonte Estadão