Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 3 de janeiro de 2015

Obesidade não significa estar mal de saúde, afirmam pesquisadores

Cada indivíduo envolvido no estudo foi incentivado a consumir 1.000 calorias a mais por dia em lanchonetes, com o objetivo de aumentar seu peso em 6%
 
Pesquisadores da Washington University School of Medicine de St Louis, no Missouri, incentivaram 20 pessoas obesas a comer mais durante vários meses e descobriram que parte do grupo manteve um bom estado de saúde, apesar de ter engordado, revela nesta sexta-feira o Journal of Clinical Investigation.
 
Cada indivíduo envolvido no estudo foi incentivado a consumir 1.000 calorias a mais por dia em lanchonetes, com o objetivo de aumentar seu peso em 6%. "Não foi fácil. Fazer com que as pessoas aumentem de peso é tão difícil como fazê-las engordar", explicou Elisa Fabbrini, professora de medicina e principal autora do estudo.

Os que não sofriam dos problemas tradicionalmente relacionados à obesidade, como resistência à insulina, alta taxa de colesterol, pressão elevada e excesso de gordura no fígado seguiram sem apresentar estas complicações após engordar mais 7 quilos, afirma o estudo.

Os resultados confirmam o que os cientistas já haviam observado entre a população: aproximadamente um quarto das pessoas obesas não sofre complicações passíveis de provocar problemas cardíacos, acidentes vasculares cerebrais ou diabetes. Mas a pesquisa concluiu também que o estado de saúde dos obesos que engordaram se agravou após a experiência.

Todo o grupo que participou do estudo foi acompanhado posteriormente por especialistas para perder peso. O trabalho levou ao documentário da HBO "Weight of the Nation". Segundo seus autores, o trabalho permitiu entender como distinguir os obesos com risco de desenvolver problemas de saúde.
 
Correio Braziliense

Quem aparenta ter boa saúde pode levar vantagem em entrevistas de emprego

 Você não gostaria de seguir um líder que não é saudável.
O que acontece se eles ficam doentes no meio da liderança
 de algo importante?
Na pesquisa realizada na Holanda, os cientistas pediram a 148 mulheres que escolhessem um novo gerente para a empresa na qual trabalhavam
 
Antes de ir a uma entrevista de emprego, o candidato geralmente toma alguns cuidados com a aparência. Escolhe a roupa, ajeita o cabelo, corta as unhas, tudo para passar uma boa impressão ao, se tudo der certo, futuro patrão.
 
Contudo, poucas pessoas se preocupam em parecerem saudáveis nesse primeiro encontro profissional, mas pode estar aí o grande diferencial para se destacar na concorrência. Pelo menos é o que aponta um estudo da Universidade VU, em Amsterdã, Holanda.
 
De acordo com um experimento realizado recentemente por especialistas da instituição, uma fisionomia que dá a sensação de a pessoa ser saudável costuma agradar mais aos responsáveis por processos seletivos do que sinais de inteligência.

“Nossa ideia foi analisar a ‘atratividade’ por meio de dois de seus subcomponentes principais: a saúde e a inteligência. Analisamos como esses dois fatores influenciam a vontade de seguir um líder, o que é conhecido como a emergência de liderança”, explica Brian Spisak, principal autor do estudo e professor assistente no Departamento de Gestão e Organização da instituição de ensino.

No experimento, os cientistas pediram a 148 mulheres que escolhessem um novo gerente para a empresa na qual trabalhavam. A escolha deveria ser baseada apenas em fotos de rostos masculinos que lhes eram mostradas.
 
Além disso, as participantes deviam apontar o “candidato” mais adequado para diferentes desafios, como lidar como uma concorrência agressiva, renegociar com outra empresa, conduzir mudanças no mercado e supervisionar a exploração de energia sustentável.

As fotos mostradas eram sempre do mesmo homem, mas com alterações feitas no computador para que seu aspecto passasse uma impressão de ser mais ou menos saudável ou inteligente.
 
Os cientistas notaram que, entre as opções mais saudável-menos inteligente e menos saudável-mais inteligente, a preferência das participantes costumava recair sobre a primeira.
 
“A resposta que tivemos nos nossos resultados sugere que, pelo menos nesse experimento particular, as pessoas, em geral, preferem um líder com aspecto saudável. Isso faz sentido. Você não gostaria de seguir um líder que não é saudável. O que acontece se eles ficam doentes no meio da liderança de algo importante?”, destaca Spisak.
 
Correio Braziliense

5 alimentos que podem "salvar sua vida" após um ataque cardíaco

Segundo o DATASUS, Departamento de Informática do SUS integrado ao Ministério da Saúde brasileiro, 84.113 pessoas tiveram um infarto agudo do miocárdio em 2012
 
Doenças cardíacas, incluindo o infarto, são a principal causa de morte no mundo. Se você já teve um ataque cardíaco (ou quer prevenir um), estas cinco dicas de alimentos podem te ajudar a melhorar sua saúde cardíaca.
 
1. Coma mais cereais e fibras integrais
Fibras integrais fazem bem para o coração, incluindo cevada, trigo-mourisco, triguilho ou bulgur, milho, milho-miúdo, pipoca, aveia, quinoa, arroz integral, arroz selvagem, centeio, triticale (híbrido de trigo-centeio) e espelta ou trigo-vermelho.
 
Os benefícios de saúde de algumas fibras têm sido estudados extensivamente. O beta-glucano, por exemplo, é uma fibra solúvel encontrada na aveia e cevada. Ela ajuda a reduzir o LDL (mau colesterol). Já arabinoxilano é uma fibra de trigo que melhora os níveis de açúcar no sangue e sensibilidade à insulina.
 
Psyllium (da semente da planta Plantago ovata) pode dar um impulso extra. Ele pode ser comprado como um ingrediente seco e forma um gel quando misturado com líquidos. Funciona para reduzir a absorção de ácidos biliares no intestino delgado, o que ajuda a reduzir os níveis de gordura no sangue, incluindo colesterol e triglicéridos.
 
Um estudo sobre o consumo de fibras em adultos que sobreviveram a um ataque cardíaco descobriu que os que consumiam mais fibras de cereais tinham um risco 27% menor de morte. Aqueles que aumentaram a sua ingestão de fibra após o ataque cardíaco tinham um risco 31% menor de morte em geral e um risco 35% menor de morrer de doença cardíaca, em comparação com aqueles que tinham a menor melhora na ingestão de fibras.
 
Maior consumo de fibras também deixa as pessoas se sentindo mais satisfeitas, ou seja, elas comem menos.
 
2. Coma mais frutas e legumes
Especialistas recomendam que as pessoas comam duas porções de frutas e cinco de vegetais por dia. Enquanto mais de 50% dos adultos cumprem a meta de frutas, menos de 7% das pessoas fazem isso com vegetais e legumes.
 
Uma revisão de seis estudos com mais de 670 mil pessoas descobriu que, para cada porção extra de frutas ou legumes consumidos por dia, o risco de morrer de doença cardíaca é reduzido em um adicional de 4%.
 
O maior consumo de fitonutrientes contidos em frutas e vegetais, tais como polifenóis, vitamina C, carotenoides e flavonoides, ajuda a diminuir o endurecimento de artérias e a coagulação do sangue.
 
Comer mais frutas e legumes também aumenta a ingestão de potássio, que ajuda a reduzir a pressão arterial, anulando parte do efeito nocivo do sal.
 
3. Concentre-se em gorduras saudáveis
Para a saúde cardíaca ideal, é importante obter o equilíbrio certo de gorduras saudáveis versus gordura insalubres. Isso significa evitar carnes gordas, doces comerciais, bolos e biscoitos, frituras, alimentos processados e gorduras comerciais, como óleo de palma e de coco.
 
Em vez disso, prefira gorduras monoinsaturadas, gorduras poli-insaturadas de cadeia longa (incluindo gorduras ômega-3), nozes, sementes, abacates, azeitonas, peixes oleosos, óleos monoinsaturados e poli-insaturados e margarina, incluindo o óleo de oliva e canola. Isso ajuda a reduzir o colesterol total e o colesterol LDL e otimiza o HDL (bom colesterol).
 
Um estudo da fundação American Heart Foundation com mais de 4.000 pessoas que haviam sobrevivido a um ataque cardíaco descobriu que, entre aqueles que seguem dietas de baixo carboidrato, o consumo elevado de gorduras e proteínas animais eram prejudiciais em relação a dietas com gordura e proteína à base de plantas. Aqueles que têm maior consumo de proteína e gordura de origem animal tinham 51% mais riscos de morte por doença cardíaca.
 
4. Tenha um consumo moderado de álcool
Embora não tomar álcool seja mais seguro para reduzir o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, o consumo moderado é associado com melhores taxas de sobrevivência quando se trata de doenças cardíacas.
 
Em um estudo de 2013 com mais de 11 mil italianos que tiveram um ataque cardíaco recentemente, aqueles que bebiam vinho com moderação (até 500 mililitros por dia) tinham um risco 12 a 13% menor de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral ou morte por doença cardíaca ao longo os próximos 3,5 anos em comparação com não bebedores.
 
Ao longo de sete anos de acompanhamento, quem bebia mais de 500 ml por dia tinha um risco de 15 a 20% menor de morrer em comparação com os não bebedores.
 
Alguns dos mecanismos de proteção incluem níveis maiores de HDL (bom colesterol), melhor sensibilidade à insulina, menos inflamação e menor tendência à formação de coágulos sanguíneos.
 
Vinho, especialmente o tinto, contém fitonutrientes incluindo flavonoides, taninos e outros compostos fenólicos que fazem bem à saúde.
 
No entanto, para aqueles que são não bebedores, começar a beber depois de um ataque cardíaco não é necessariamente recomendado – é melhor falar com seu médico. E, como tudo na vida, o excesso não faz bem – se você é um bebedor pesado, trate de consumir menos álcool.
 
5. Reduza o sal
Reduzir o consumo de sal reduz a pressão arterial, o que por sua vez diminui o risco de doença cardíaca e derrame.
 
Cerca de 75% do sal que consumimos vem de alimentos processados, como batatas fritas, frutos secos salgados, sopas e molhos de pacote, conservas, tortas, salsicha, salgadinhos e pizza. Diminuir o consumo de alimentos processados e fast food vai ajudar a reduzir o consumo de sal a partir de uma média de nove gramas por dia ao máximo recomendado de seis gramas (2.300 mg de sódio).
 
Escolha alimentos que têm menos de 120 mg de sódio por 100 gramas de alimento (verifique essas informações na embalagem). Além disso, evite adicionar sal quando estiver cozinhando.
 
A dieta ideal
Confira um cronograma para colocar todas essas dicas em sua dieta diária:
 
Café da manhã: cereais integrais ou aveia em flocos com Psyllium polvilhado por cima

Lanche: frutas ou pipoca

Almoço: um sanduíche de pão integral com salada e atum ou salmão

Jantar: uma proteína magra, legumes e grãos como quinoa ou arroz selvagem
 
O esforço vale a pena?
Não é fácil mudar os padrões alimentares estabelecidos ao longo da vida. Será que vale a pena o esforço?
 
Sim. Em uma pesquisa com 4.000 homens e mulheres adultos que tinham sobrevivido a um ataque cardíaco e foram acompanhados ao longo de nove anos, aqueles que melhoraram os seus hábitos alimentares tinham um risco 29% menor de morrer de qualquer coisa e um risco 40% menor de morrer de doença cardíaca em comparação com aqueles que não melhoram ou pioraram seus hábitos alimentares.
 
As maiores melhorias feitas por homens foram comer mais grãos integrais, gorduras ômega-3, frutas e vegetais, e comer menos carne vermelha e processada, gorduras trans e sal. Para as mulheres, é bom aumentar grãos integrais e reduzir gorduras trans, carne vermelha, processados e sal.
 
Science20, DataSUS /  Hypescience

Mulher passa por tratamento experimental e acaba com nariz na coluna

Desde pequenos, sabemos que o nariz fica bem no meio do nosso rosto
 
Porém, aqui está um caso curioso: uma jovem de 18 anos de idade sofreu uma lesão da medula espinhal que deixou suas pernas paralisadas. Três anos mais tarde, células-tronco de seu nariz foram transplantadas para o local da lesão.
 
Oito anos depois, ela desenvolveu uma dor nas costas e exames revelaram uma massa no local da implantação. A massa de 3 centímetros de comprimento da medula espinhal era predominantemente de tecido nasal e continha grandes quantidades de material semelhante a muco grosso.
 
Embora a massa não fosse cancerosa, estes resultados demonstram o quão importante é o monitoramento de segurança após tratamentos com células-tronco e como ele deve ser mantido durante anos. A equipe que removeu o crescimento, liderada por Brian Dlouhy, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, publicou os resultados da cirurgia na revista “Journal of Neurosurgery: Spine” no início deste mês.
 
As células tronco olfativas foram implantadas em sua coluna com o objetivo de fazê-las se desenvolver em células neurais para ajudar a reparar a lesão do nervo. Não deu certo, e mesmo que o volume incomum contivesse pedaços de osso e minúsculas ramificações nervosas, eles não se conectaram com os nervos espinhais.
 
“[Isto] é preocupante”, opina Harvard George Daley, que não esteve envolvido no estudo. “Isso fala diretamente de quão primitivo é o nosso estado de conhecimento sobre como as células se integram, dividem e expandem”.
 
Este é o primeiro relato de uma massa da medula espinhal humana complicando o transplante de células da medula espinhal e a terapia com células-tronco neurais.
 
A mulher não identificada foi tratada no Hospital de Egas Moniz, em Lisboa, onde a equipe recebeu a aprovação de testes em estágio inicial para explorar o potencial das células nasais no tratamento de paralisia. Em 2010, a equipe de Lisboa apresentou os resultados de um estudo piloto, onde 20 pacientes com lesões na medula espinhal receberam implantes de “autoenxertos de mucosa olfativa”, pequenos pedaços do forro nasal. Todos os pacientes sobreviveram e parecia que a mobilidade de vários deles havia melhorado.
 
I Fucking Love Science / Hypescience

Janeiro tem o Dia Nacional de Combate à Hanseníase

hanseníase25
 
O último domingo do mês de janeiro é considerado pelo Ministério da Saúde (MS) o Dia Nacional de Combate à Hanseníase
 
Nós, do AHANSEN (Associados Hansenpontocom), convidamos você, amigo jogador de futebol, artista, político, a participar de um evento único realizado no Brasil: uma partida de futebol para nos ajudar a divulgar o tratamento gratuito da Hanseníase e lutar contra o preconceito a esta doença, que dificulta a visibilidade para este grave problema de saúde pública que o Brasil ainda não conseguiu eliminar, ajudando também aos familiares dos pacientes e ex pacientes de Hanseníase na luta pela indenização dos filhos que foram separados de seus pais na época do Isolamento Compulsório.
 
Precisamos da tua visibilidade para que nos vejam também!!
 
Informações: hansenpontocom@gmail.com
 
Whatsapp: 11 974559021

Crianças autistas que vivem com pets são mais sociáveis, diz pesquisa

Divulgação / Universidade de Missouri
Pesquisa conclui que conviver com animais fortalece as
 habilidades sociais das crianças autistas
Estudo americano concluiu que as crianças aprendem diversas habilidades como se apresentar, pedir informações e responder perguntas, atividades difíceis para os autistas
 
Considerados catalisadores de interação social, animais de estimação desempenham um papel importante na vida das crianças. Isso não é novidade, mas a Universidade de Missouri-Columbia, nos Estados Unidos, decidiu estudar a interação dos pets com crianças autistas e descobriu que essa parceria só traz benefícios. Após viver com eles em casa, segundo os pesquisadores, crianças com autismo fortalecem suas habilidades sociais.
 
Gretchen Carlisle, pesquisadora do núcleo de interação animal do Departamento de Medicina Veterinária, explica que crianças autistas criadas com qualquer animal de estimação demonstraram maior capacidade comportamental. Elas aprendem a se apresentar, pedir informações e responder perguntas. “Essas ações normalmente são muito difíceis para autistas, mas o estudo mostrou que elas se tornam assertivas quando vivem com os animais”. Ela cita ainda cães e gatos como “lubrificantes sociais”.  
 
Outro ponto interessante do estudo são as suas variáveis. Enquanto o resultado pode ser mais efetivo quando o cão está com a família por muitos anos, crianças autistas mais velhas classificaram como “fraca” a relação delas com o animal. Além disso, os participantes do estudo demonstraram preferência por cães pequenos. “Temos muitas crianças que são apegadas em outros pets, como coelhos e gatos, o que serve como evidência de que outros animais [além dos cães] também podem beneficiá-las”.   
 
A universidade entrevistou 70 famílias com crianças autistas entre 8 e 18 anos. Entre os participantes, quase 70% têm cães em casa e metade prefere gatos. “Cães são bons para algumas crianças, mas pode não ser a melhor opção para todas”. Ao buscar um pet para o filho diagnosticado com autismo, alguns entrevistados escolheram peixes, animais de fazenda, roedores, coelhos, répteis, pássaros e até aranhas como animal de estimação.

Assista ao vídeo em inglês sobre o estudo com crianças autistas: 
 




Children with Autism Who Live With Pets Are More Assertive from MU News Bureau on Vimeo.

Delas

Riscos no uso abusivo dos descongestionantes nasais

A congestão nasal é um problema de saúde que acomete adultos e crianças e caracteriza-se por processos obstrutivos nas vias nasais, induzindo a dificuldades respiratórias, complicações no ouvido, comprometimento no desenvolvimento da fala, além de interferir na qualidade do sono, trazendo enorme desconforto e refletindo negativamente na qualidade de vida do paciente
 
Existem diversas causas para este quadro clínico, como resfriados, rinite alérgica e não alérgica, sinusite e desvio do septo nasal.
 
A classe de medicamento mais utilizado no alívio desses sintomas são os descongestionantes nasais, porém o uso abusivo desses medicamentos envolvem implicações perigosas em todo o organismo, incluindo aumento da pressão arterial, dependência psicológica e rinite medicamentosa, sendo o risco maior em hipertensos, cardíacos e crianças.
 
A rinite medicamentosa é a uma condição provocada pelo uso incorreto de alguns medicamentos, incluindo os descongestionantes nasais de uso local, também conhecidos como gotas nasais, que quando usado de modo excessivo ou por tempo prolongado induzem a este tipo de rinite.
 
Esta forma de renite não alérgica acarreta agravamento das lesões previamente existentes na mucosa nasal, aumentando os sintomas de congestão nasal, além de induzir espirros excessivos e coriza. O tratamento para rinite medicamentosa é a suspensão do uso do medicamento que a causou. Pacientes que inicialmente não apresentavam nenhuma forma de rinite podem vir a desenvolver rinite medicamentosa induzida por uso abusivo dos descongestionantes nasais.
 
Os descongestionantes nasais contendo nafazolina, oximetazolina, clonidina, xilometazolina, tetraidrozolina são mais frequentemente responsáveis por causar dependência do uso e rinite medicamentosa.
 
Quanto mais se usa estes medicamentos, menor é o tempo de ação destes, induzindo o paciente a utilizar o medicamento em um intervalo de tempo a cada vez menor, e assim, se estabelece um ciclo de dependência e exposição progressivamente maior as ações prejudiciais dos mesmos.

Essas substâncias contraem os vasos sanguíneos nasais e assim desobstruem as narinas, porém o uso excessivo e a longo prazo levam a contração de diversos outros vasos sanguíneos do organismo, induzindo à arritmias cardíacas e favorecendo o desenvolvimento do quadro de hipertensão arterial, mesmo em pacientes sem doenças pré-existentes, além de também propiciar o aparecimento de outros efeitos negativos como dor de cabeça, dificuldades para dormir, irritação nasal, agitação, espirros excessivos, tremores e retenção urinária. Por este motivo, estes medicamentos são contraindicados à pacientes hipertensos, cardíacos, diabéticos ou portadores de hiperplasia prostática.
 
A demais, os descongestionantes nasais aliviam apenas os sintomas da congestão nasal e o seu uso incorreto, pode inclusive, agravá-los, por isso, recomenda-se que pessoas que frequentemente apresentam congestão nasal procurem ajuda médica para iniciar um tratamento efetivo a esta condição.
 
No Brasil, os descongestionantes nasais pertencem à classe de medicamento mais procurado pelos pacientes que buscam a automedicação, representando 7% deste grupo5, sendo, em sua maioria, vendidos sem receita, porém, devido aos inúmeros malefícios trazidos pelo uso excessivo, é importante se conscientizar da relevância do seu uso correto e buscar sempre a orientação do médico e/ou farmacêutico.
 

5 medicamentos que não devem ser misturados com suplementos alimentares

Confira abaixo associações perigosas de medicamentos com suplementos alimentares
 
1 – Estimulantes
Os estimulantes são medicamentos usados para aumentar a consciência, concentração e movimento físico e mental. Estes tipos de drogas são frequentemente prescritos para pacientes que sofrem de condições como a ADD, ADHD e narcolepsia.
 
Ocasionalmente, são prescritos para tratar a depressão e obesidade. Por causa dos efeitos dessas drogas, eles também são utilizados abusadamente.
 
Se este tipo de prescrição é misturado com suplementos, mesmo aqueles que são considerados seguros, pode causar pressão arterial elevada, dor no peito, convulsões ou alucinações. Deste modo o usuário deve estar ciente da composição e ingredientes dos suplementos, mesmo de origem natural, que induzem efeitos estimulantes.
 
2 – Medicamentos para o coração
Prescrição de medicamentos que são usados para qualquer tipo de condição de coração, muitas vezes contêm cálcio e outras substâncias importantes que visam ajudar o corpo a funcionar corretamente.
 
Pesquise seu medicamento para o coração em particular e evite quaisquer suplementos que contêm ingredientes similares.
 
Por exemplo, os suplementos de cálcio irá impactar diretamente outros medicamentos que contenham cálcio e pode criar um excesso no corpo.
 
Uma superabundância de cálcio causa sintomas leves como crônica náuseas, vômitos e diarréia, e sintomas mais graves como cálculos renais, pressão arterial perigosamente baixa, batimento cardíaco irregular e hipocalcemia.
 
3 – Medicamentos contra o câncer
Muitos medicamentos prescritos estão disponíveis para o tratamento de câncer, possuem Magnésio em sua composição, além de ser extremamente benéfico para muitos processos diferentes do corpo, muitas drogas para tratamento de cancro tiram vantagem deste conhecimento.
 
É importante saber o quanto você está consumindo de magnésio, pois em excesso pode levar a náuseas, vômitos, pressão arterial baixa, deficiências minerais, coma ou até a morte.
 
Mesmo o uso crônico de antiácidos que contêm magnésio, juntamente com medicamentos para determinados tipos câncer podem levar a problemas.
 
4 – Diluentes de sangue
Anticoagulantes são medicamentos que trabalham para diluir o sangue, ajudando a reduzir o risco de coágulos sanguíneos. Acoplamento desses medicamentos com certos vegetais ou suplementos dietéticos que ajudam com o mesmo problema pode diluir o sangue em demasia, causando mais problemas.
 
A vitamina K é uma substância que participa da formação dos "fatores de coagulação. Embora a vitamina K seja extremamente saudável e necessário para a existência saudável, deve-se limitar a ingestão exagerada via alimentação tendo em vista a utilização conjunta com anticoagulantes via medicação.
 
5 – Anti-depressivos
Anti-depressivos ou medicamentos SSRI trabalham para elevar os níveis de serotonina no cérebro. Estes tipos de medicamentos são geralmente prescritos para tratar a depressão e mudanças de humor.
 
Há muitos suplementos de dieta, remédios de ervas e vitaminas que ajudam com esse problema também. Você nunca deve mesclar suplementos como erva de S. João quando tomar prescrição de anti-depressivos, pois isso pode causar ou contribuir para a pressão arterial elevada.

Minuto Farmácia