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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Preocupados com efeitos colaterais, médicos cortam remédios de pacientes

Leia a reportagem

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/07/1661645-preocupados-com-efeitos-colaterais-medicos-cortam-remedios-de-pacientes.shtml

Drone pode transportar amostra de sangue para exame em zonas remotas

Médico patologista Timothy Amukele (esq.) fez parceria com Robert Chalmers e outros engeneiros para criar um sistema de correio por drone para transportar amostras de sangue para exame  (Foto: Johns Hopkins Medicine/Divulgação)
Foto: Johns Hopkins Medicine/Divulgação
Médico patologista Timothy Amukele (esq.) fez parceria
com Robert Chalmers e outros engeneiros para criar um
sistema de correio por drone para transportar amostras
de sangue para exame
Conclusão é que percurso no drone não altera amostras de sangue. Projeto piloto com drones poderá ser lançado em regiões remotas da África
 
Um estudo demonstrou que é possível transportar amostras de sangue em drones pequenos para a realização de exames sem alterar a qualidade da amostra. A estratégia pode ajudar a tornar exames de rotina mais acessíveis em regiões isoladas, com pouco acesso por estrada, por exemplo.
 
A pesquisa que chegou a essa conclusão - feita pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos - foi publicada na revista científica "PLOS ONE" nesta quarta-feira (29).
 
O que os cientistas queriam avaliar era se as amostras não perdem a qualidade depois de jornadas de até 40 minutos a bordo do drone. Além do tempo do percurso, preocupava os pesquisadores a aceleração no lançamento do veículo e o impacto quando o drone pousa em seu destino.
 
"Tais movimentos poderiam destruir células do sangue ou fazer com que o sangue coagulasse, então eu pensava que todo o tipo de teste de sangue poderia ser afetado, mas nosso estudo mostra que eles não foram afetados e isso foi legal", disse o médico patologista Timothy Amukele, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
 
Fotos mostram como especialistas embalam amostras de sangue para as acomodarem dentro do drone  (Foto: PLOS ONE/Reprodução)
Foto: PLOS ONE/Reprodução
Fotos mostram como especialistas embalam amostras de sangue para as acomodarem dentro do drone
 
Os pesquisadores coletaram 6 amostras de sangue de cada um dos 56 voluntários recrutados para o experimento. Parte das amostras foi submetida a um voo de drone com duração de cerca de 40 minutos até o laboratório e a outra parte foi levada de carro.
 
As amostras passaram por uma bateria de 33 exames de laboratório. A comparação entre os resultados obtidos nas amostras que passaram pelo drone e nas amostras que foram de carro mostrou que não houve diferença.
 
Projeto piloto na África
Os resultados devem levar ao desenvolvimento de um projeto piloto na África, onde os laboratórios muitas vezes ficam a muitos quilômetros de distância das comunidades."Um drone pode percorrer 100 km em 40 minutos", diz Amukele.
 
"Eles são mais baratos que motocicletas e não estão sujeitos a atrasos relativos ao trânsito, e a tecnologia já existe para o drone ser programado para ir voltar para a 'casa', com algumas coordenadas de GPS, como um pombo-correio."

G1

Sem receber, laboratório deixa de fornecer remédios anticâncer ao GDF

Trecho de ofício enviado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal ao Ministério Público (Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação)
Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação
Trecho de ofício enviado pela Secretaria de Saúde do Distrito
Federal ao Ministério Público
Secretaria de Saúde enviou ofício ao Ministério Público pedindo intervenção. Pendência é de gestão anterior e chega a R$ 17 milhões, diz Fábio Gondim
 
Responsável por fornecer à rede pública do Distrito Federal remédios usados no tratamento contra câncer, o laboratório Roche encaminhou uma carta à Secretaria de Saúde dizendo não ter interesse em manter contratos com a pasta por causa de dívidas deixadas pela gestão anterior. O titular da pasta, Fábio Gondim, afirmou que acionou o Ministério Público. O G1 procurou o órgão, que disse ainda não ter recebido o documento.
 
“Embora isso não seja explicitamente dito, nós acreditamos que alguns dos laboratórios têm se recusado a entregar os medicamentos em função de despesas do exercício anterior, que ainda precisariam, inclusive, ser apuradas se são realmente devidas, enfim o que está acontecendo. E, infelizmente esses, laboratórios estão usando vidas humanas pra cobrar a administração pública, sem demonstrar nenhum tipo de sensibilidade”, declarou.
 
O gestor afirma que as dívidas com fornecedores de remédios superam R$ 17 milhões. Em nota, a Roche informou que tem cumprido integralmente os contratos com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

"Em relação ao ofício recebido, informamos que este era inespecífico no ponto relacionado ao prazo de entrega. Portanto, não haveria como a Roche confirmar o fornecimento. A Roche segue empenhada em atender as demandas da área da saúde pública e em acordo com legislação vigente", diz treco da nota.
 
Já são dez entre 65 o número de medicamentos usados pela rede pública no tratamento contra câncer que têm estoques zerados. Quatro deles estão em falta desde o segundo semestre do ano passado. A Secretaria de Saúde afirmou que deu início a um mutirão para adquirir remédios e que a medida deve sanar o problema. Não há prazo para o reabastecimento.
 
De acordo com a pasta, as medicações Rituximabe (50 ml), Citarabina e Bleomicina estão em falta desde outubro do ano passado. O estoque de Rituximabe (10 ml) acabou em novembro de 2014. As doses de Carboplatina terminaram em março, e as de Tamoxifeno, em maio. Já Topotecana, Gencitabina e Melfalano estão indisponíveis desde junho.
 
Os dez se somam a outras dezenas de remédios indisponíveis na rede. Na lista constam ainda antibióticos contra toxoplasmose, sífilis, tétano, tuberculose e infecções no coração, além de um tipo de Ritalina – usado contra déficit de atenção e hiperatividade. A secretaria afirma que o vazio nas prateleiras está relacionado a dívidas com fornecedores herdadas da gestão anterior e alegações dos laboratórios de escassez de matéria-prima e diz não faltar dinheiro para a compra de medicamentos.
 
O oncologista Sandro José Martins afirma que, via de regra, não há tratamento que seja insubstituível. Mas, segundo ele, troca das medicações, no entanto, interfere de modo imprevisível sobre o resultado final para o paciente, porque já não se sabe mais qual a chance de dar certo.
 
"A quimioterapia do câncer é uma modalidade de tratamento que requer o uso diligente de medicamentos: na hora certa, na dose certa, para o paciente certo. Falha em observar qualquer uma destas condições interfere de modo desconhecido com a segurança e eficácia do tratamento", explica.
 
A preocupação passou a fazer parte da rotina do técnico em informática Israel Cardoso dos Santos, que conta que a mãe luta contra um câncer nos ovários desde 2013. Sem o medicamento Gencitabina na rede, a idosa de 69 anos está há três semanas sem fazer quimioterapia.
 
“Não avisam antes. Na hora que chega para consultar é que avisam que está faltando o remédio, mandam de volta para casa”, afirma. “Eu me sinto péssimo, quantos anos minha mãe contribuiu para o INSS e hoje aposentada não tem direito [a tratamento?] A gente fica constrangido.”
 
Relatório médico aponta falta do medicamento Gencitabina, usado em quimioterapia no tratamento contra câncer (Foto: Israel Cardoso dos Santos/Arquivo Pessoal)
Israel Cardoso dos Santos/Arquivo Pessoal
Relatório médico aponta falta do medicamento Gencitabina,
usado em quimioterapia no tratamento contra câncer Foto:
Santos diz ainda que a mãe desenvolveu depressão por causa da doença e ficou pior depois que o medicamento ficou indisponível na rede. “Ela está preocupada com isso. E eu fico com medo de perdâ-la, corro para cá, corro para lá, fico angustiado.”
 
O oncologista afirma que situações do tipo causam "muito sofrimento" ao doente e aos familiares, atrapalhando a terapia. "Qualquer condição estranha ao tratamento que possa interferir na sua continuidade como previsto – exemplo: falta de medicamentos, autorizações de convênio atrasadas, dificuldades pessoais e econômicas – causam enorme frustração, sensação de impotência e medo – emoções que prejudicam sobremaneira o paciente."
 
Dados da pasta mostram que, entre 1º de janeiro e 15 de julho, o DF recebeu 336 notificações judiciais para fornecimento de remédios. Os principais medicamentos oncológicos solicitados por meio de demandas judiciais são o Bortezomibe, a Abiraterona e o Fingolimode.
 
Tratamento
A secretaria não respondeu o número de pessoas atualmente em tratamento contra câncer na rede pública. Os tipos mais comuns em homens são próstata, cólon e reto e traqueia, brônquio e pulmão, enquanto mulheres são atingidas em maior frequência na mama, cólon e reto e no colo do útero.
 
O tratamento é oferecido em oito hospitais: da Criança, Base, regionais de Taguatinga , Asa Norte, Sobradinho, Gama e Ceilândia, além do Materno Infantil. As consultas são marcadas pela central de regulação. A rede oferece quimioterapia e radioterapia.
 
G1

Hospital São Vicente de Paulo promove curso gratuito sobre Emergências Clínicas

O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ), está promovendo curso gratuito sobre Emergências Clínicas, nos meses de agosto e setembro, para médicos e estudantes de Medicina
 
Em formato de sessão clínica, o próximo evento abordará as doenças cardiovasculares que, segundo o Ministério da Saúde, são as que mais matam no mundo. Dados do Ministério revelam que o infarto agudo do miocárdio atinge mais de 300 mil pessoas por ano e faz aproximadamente 80 mil vítimas fatais, representando um óbito a cada 5 minutos.
 
Marcado para o dia 11 de agosto, às 19h, as palestras Síndromes Coronarianas Agudas e Arritmias Cardíacas, objetiva informar médicos e estudantes sobre a importância do rápido atendimento para reversão do estado de saúde do paciente. “Cerca de 40% das pessoas que sofrem infarto, morrem antes mesmo de chegar ao hospital. Quanto mais ágil for o atendimento, mais chances o paciente terá de sobreviver”, adverte o palestrante Cyro Vargues, que é presidente do Centro de Estudos, chefe do serviço de Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica do HSVP e membro-titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.
 
Chefe do serviço de Arritmia do HSVP, Claudio Munhoz reforça a importância do atendimento de emergência em casos de arritmias cardíacas, complicações frequentes no dia a dia dos hospitais. “Elas podem ou não ter uma gravidade significativa. Por esse motivo é importante que o médico esteja preparado para atender o paciente e agir de forma rápida nesta situação”, destaca Munhoz, que é especialista em Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, e em Eletrofisiologia, pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC). E convida: “Durante a palestra apresentaremos estudos de casos e discutiremos sobre as abordagens”.
 
As palestras fazem parte do curso de Emergências Clínicas, que ainda prevê encontros nos dias 13 de agosto sobre Insuficiência Cardíaca Descompensada e Choque Tromboembolismo Pulmonar; 8 de setembro sobre Distúrbios Metabólicos/Hidroeletrolíticos e Sepse-Emergências; e 10 de setembro sobre Emergências Urológicas e Fratura do Colo de Fêmur.
 
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas antecipadamente pelo telefone (21) 2563-2147 ou pelo e-mail comunicacao@hsvp.org.br. O evento será realizado no Centro de Convenções Irmã Mathilde, na sede do HSVP, que está localizado na rua Dr. Satamini, 333, Tijuca, Rio de Janeiro.
 
Vagas limitadas!
 
Donato de Almeida – SB Comunicação
Assessor de Imprensa
Tel.: (21) 3798-4357
Cel.: (21) 9.8964-8920

Médico diz que subfinanciamento é uma das principais dificuldades do SUS

Doutor em saúde pública, o médico Luís Eugênio Souza afirmou ontem (30) que são dois os principais desafios nos serviços do setor: a formação de profissionais de saúde descolada das necessidades e o subfinanciamento da rede pública de saúde
 
“Temos uma oferta insuficiente de profissionais e uma formação centrada em doenças tratáveis em hospitais, que negligencia os problemas de atenção primária, mais comuns na sociedade e que, se tratados, evitam os mais complexos. Segundo ele, de forma geral, há uma educação centrada nas doenças raras.
 
Na véspera do fim do seu mandato de três anos como presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia conversou com a reportagem da Agência Brasil sobre o sistema de saúde brasileiro.
 
Durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o professor explicou que muitos procedimentos, hoje feitos apenas por médicos, poderiam ser de responsabilidade de outros profissionais. “Por exemplo, a maioria dos países com sistema universal usa a figura do optometrista, que não pode fazer cirurgias, não trata doenças, mas é capaz de identificar o grau de sua miopia, hipermetropia, astigmatismo”.
 
A classe médica é contra a regulamentação da profissão, um posicionamento que Souza considera corporativista. Outro exemplo usado por ele é o parto. “Em outros sistemas, temos as enfermeiras obstetrizes. Não é preciso médico para fazer todo parto natural.”
 
Financiamento
Sobre o financiamento público de saúde, ele fez uma comparação entre o gasto anual por habitante no Brasil e outros países com sistema universal de saúde. Enquanto a média entre Inglaterra, Canadá, Japão e Austrália é de US$ 3 mil por habitante/ano, o Brasil gasta em torno ds US$ 500. Na rede privada brasileira, são gastos cerca de US$1.500 por ano. Durante a abertura do congresso, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, concordou que falta dinheiro.
 
A saúde pública brasileira, que tem como objetivo constitucional servir aos cidadãos de forma integral, tem, segundo Luís Eugênio Souza, basicamente três fontes de doenças que precisam de diferentes tipos de atenção. São as infecciosas, as crônicas e as decorrentes de vários tipos de violência.
 
“O grande problema é organizar um sistema de saúde capaz de tratar dessa tripla carga de doenças. Isso exige competências diversificadas, entre elas a construção de redes de atenção à saúde, boa rede disseminada pelo território nacional, cobertura de atenção primária à saúde, por meio do fortalecimento da estratégia de saúde da família e, ao mesmo tempo, estratégia especializada e que garanta segmento aos problemas das pessoas que necessitam de outros recursos tecnológicos. Para isso, é preciso dinheiro”, esclareceu o professor.
 
Avanços
Apesar das críticas, Souza ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) merece parabéns por uma série de motivos. Segundo ele, a conquista mais importante da saúde brasileira foi o controle das doenças passíveis de prevenção por vacinação.
 
"Também merecem elogios o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], o Programa Brasil Sorridente, a rede de saúde mental, que reduziu significativamente os leitos psiquiátricos, uma tendência mundial, e a rede Caps [Centros de Atenção Psicossocial], articulada em poucos anos, que ainda tem problemas, mas é um avanço”, destacou Souza.
 
Para o especialista, outros avanços na saúde pública são a estratégia de saúde da família e as parcerias de desenvolvimento produtivo, que trazem tecnologia à produção de remédios para o Brasil.
 
A Abrasco é a entidade que, em 1988, esteve envolvida na construção do Sistema Único de Saúde. O ministro da saúde, Arthur Chioro, que é médico sanitarista e doutor em saúde coletiva, foi membro da entidade e esteve na abertura do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, quarta-feira (29), explicando os gargalos da saúde pública brasileira e apontando caminhos adotados pelo governo.
 
Agência Brasil

Questionada lei que obriga presença de farmacêutico em transportadora de remédios

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5352) em que pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de medida cautelar para suspender lei estadual que obriga as empresas transportadoras de medicamentos e de insumos a manterem um farmacêutico responsável técnico em seus quadros
 
Segundo informa a ação, o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo foi integralmente vetado pelo governador, que sustentou não ser de competência dos deputados estaduais legislarem sobre a matéria. No entanto, a assembleia derrubou o veto do governador e converteu o projeto na Lei 15.626/2014.
 
Conforme a lei estadual, as empresas que fazem transporte terrestre, aéreo, ferroviário e fluvial de remédios devem manter em seus quadros um farmacêutico devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP). A obrigatoriedade vale também para as matrizes e filiais dessas transportadoras situadas no estado, sob pena de sanções em caso de descumprimento.
 
O governador paulista sustenta na ação que a lei estadual é inconstitucional por afrontar o artigo 24, inciso XII, e parágrafos 1º e 2º da Constituição Federal, que atribui à União, estados e Distrito Federal a competência para legislar concorrentemente sobre proteção à saúde. Argumenta, entretanto, que, conforme esses dispositivos constitucionais, quando se trata de matéria submetida à competência concorrente, cabe à União a edição de normas gerais, restando aos estados o cumprimento obrigatório.
 
Assim, a ADI pede a concessão de liminar para suspender a eficácia da Lei estadual 15.626/2014 e, no mérito, a procedência da ação para declarar a inconstitucionalidade da norma.
 
O relator da ação é o ministro Teori Zavascki.
 
Fonte: Supremo Tribunal Federal

Rótulos poderão ter mais informações sobre teor de sal, gordura e açúcar

Segundo o novo presidente da Anvisa, os rótulos atuais não trazem os dados necessários
 
O novo presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, defende mudanças na embalagem dos alimentos, para tornar mais fácil a identificação de produtos com alto teor de sal, açúcar ou gordura. De acordo com Barbosa, os rótulos atuais não trazem as informações necessárias para que consumidores façam suas escolhas de forma consciente.
 
“O problema da rotulagem é importante porque torna claro para o consumidor o que ele está comprando”, afirmou o sanitarista na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo.
 
O consumo excessivo de açúcar, sal e gordura é considerado fator de risco para doenças crônicas como diabete, hipertensão e obesidade. Dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), de 2014, mostraram que 25% da população é hipertensa e metade está acima do peso.
 
Para evitar o aumento de casos das doenças crônicas, responsáveis por cerca de 72% das mortes no país, o Ministério da Saúde recomenda a adoção de uma dieta rica em frutas e verduras e com quantidades moderadas de sal, gordura e açúcar.
 
Recentemente, a Anvisa aprovou uma resolução que trata dos requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares.
 
Veja

Uso de remédio para dormir pode levar a acidentes automobilísticos

O uso de medicamentos indutores do sono aumenta o risco de acidentes automobilísticos entre os novos usuários em comparação com não usuários, com o risco se mantendo por até um ano entre usuários regulares
 
Estas são as conclusões de um novo estudo publicado online pela revista American Journal of Public Health.
 
Pesquisadores norte-americanos examinaram registros de prescrição de medicamentos e registros de acidentes de trânsito de 409.171 motoristas no estado de Washington. Os participantes foram acompanhados até a morte, deixarem de usar medicamentos, ou até o final do estudo. A trazodona foi o medicamento mais comumente prescritos, seguido por temazepam e zolpidem.
 
Dos três medicamentos, o temazepam parecia ter o menor risco de acidentes. No geral, o risco de cidentes de trânsito relacionados ao uso desses sedativos foi semelhante ao risco de acidentes relacionadoa com a condução alcoolizado, disseram os pesquisadores.
 
Os riscos associados com medicamentos indutores do sono são conhecidos há algum tempo, embora este estudo mostra algumas consequências reais. Assim, segundo os pesquisadores, os médicos, farmacêuticos e pacientes devem discutir este risco potencial ao selecionar uma medicação de indução do sono, disseram os pesquisadores.

Fonte: American Journal of Public Health.
 
Terra

Anvisa avalia métodos alternativos ao uso de animais

A reunião pública da Diretoria Colegiada da Anvisa traz em sua pauta desta quinta-feira (30/7) uma proposta de resolução para a aceitação de métodos alternativos de experimentação animal
 
O tema tem sido discutido pela Agência e pode representar uma redução na necessidade de uso de animais em testes, utilizando métodos alternativos reconhecidos pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea).
 
Também está na pauta uma proposta de consulta pública sobre método geral de Difração de raios X para inclusão na Farmacopeia Brasileira.
 
A diretoria analisará ainda 87 recursos administrativos de diferentes áreas da Anvisa. Assista em tempo real (apenas para Internet Explorer).
 
 
ANVISA

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Simplesmente fantástico: TU Delft - O Drone Ambulância

A cada ano cerca de um milhão de pessoas na Europa sofrem de uma parada cardíaca. Um mero 8% sobrevive devido ao lento tempo de resposta dos serviços de emergência


A ambulância-robô é capaz de salvar vidas com um desfibrilador integrado. O objetivo é melhorar a infraestrutura existente de emergência com uma rede de drones. Este novo tipo de drone pode ir mais de 100 km / h, e chega ao seu destino dentro de 1 minuto, o que aumenta a chance de sobrevivência de 8% para 80%! Este zangão dobra-se e torna-se uma caixa de ferramentas para todos os tipos de suprimentos de emergência. Implementações futuras também irá servir outros casos de uso, como afogamento, diabetes, problemas respiratórios e traumas.
 
Project Creator: Alec Momont - alecmomont.com

Film Director: Samy Andary - samyandary.com
Cinematographer: Tomas J. Harten - vimeo.com/user12379455
Actress: Rebecca ter Mors - rebeccatermors.com
Actor: Roland van der Velden
Speed test drone clip: SkyHero - sky-hero.com

Project Sponsor: Living Tomorrow - livingtomorrow.com
Project Facilitator: TU Delft - tudelft.nl
Project Chair: Prof.dr.ir. Richard Goossens
Project Mentor: Ir. Kees Nauta
Project Supervisor: Peter de Jonghe
Project Coordinator: Jurgen de Jaeger
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Vilão do câncer de colo de útero, HPV ainda encontra barreiras para sua contenção

Maioria das medidas é voltada para as mulheres, sendo que o homem é um dos maiores vetores do papilomavírus
 
A disseminação do papilomavírus humano (HPV) tem contribuído para o crescimento do número de câncer de colo do útero, que no mundo registra 500 mil novos casos a cada ano. No Brasil, são 15 mil mulheres com o tumor anualmente, e cinco mil mortes decorrentes desse tipo de câncer, de acordo com o Ministério da Saúde. Conforme o Estado de Minas mostrou (clique aqui para ler), casos de câncer de cabeça e pescoço, que antigamente tinham maior correlação com hábitos de ingestão de álcool e fumo, têm sido associados ao HPV, pela prática sexual sem proteção, nesse caso, especificamente o sexo oral. Uma das grandes dificuldades de frear a transmissão do vírus, segundo especialistas, é o fato de os homens serem um dos principais transmissores do HPV e as campanhas de prevenção estarem destinadas quase que totalmente ao público feminino.

A indicação para que mulheres façam visitas rotineiras ao ginecologista para o exame de papanicolau não encontra equidade no caso dos homens: para eles, não há normativa a ser seguida. De acordo com o coordenador geral do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Sylvio Quadros, o exame masculino que poderia detectar a presença do HPV é a genitoscopia, mas só quando há lesão ele é indicado. Segundo ele, é alta a incidência de falso positivo e falso negativo. Por isso, o teste é indicado em casos bem pontuais. “Além disso, é preciso levar em conta que o pênis tem um epitélio resistente, então, mesmo quando o homem tem HPV e a manifestação em forma de verruga, apenas entre 5% e 6% dos casos evoluem para o câncer de pênis. No caso da mulher, não. O colo do útero tem células mais predispostas a transformar o vírus”, diz.

Segundo o médico Krishnansu Tewari, pesquisador-chefe do Grupo de Oncologia Ginecológica nos Estados Unidos, o HPV é o maior agente de risco para mulheres, pois é responsável por 99% dos cânceres no colo do útero. “E um dado interessante é que esse é o único câncer para o qual há vacina. Nenhum outro tem”, alertou Tewari, há 20 dias, num evento para especialistas e jornalistas na Colômbia. A vacinação em vários países, inclusive no Brasil, também é voltada exclusivamente para a mulher. “Apenas em três países (Estados Unidos, Áustria e Austrália) os governos se convenceram de que a vacinação tem que ser ampla, para meninos e meninas”, acrescenta Sylvio.

O contágio com o papilomavírus humano não se dá apenas pela relação sexual homem/mulher. Pode ocorrer sem penetração em casos de relações sexuais entre mulheres, contato pele/pele onde há lesão ou quando há uso de acessórios entre os parceiros. De acordo com o professor Sérgio Augusto Triginelli, doutor em ginecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), há cerca de 150 tipos de papilomavírus, dos quais dois estão relacionados ao câncer de colo do útero (16 e o 18) e dois à manifestação do HPV na área externa da vagina e no pênis (6 e 11). “A transmissão pode se dar por meio do contato do pênis com a vagina, com a vulva e o ânus, vagina-vagina, com o uso de acessórios entre os parceiros e pelo sexo oral. A transmissão gestacional, da mãe contaminada pelo HPV para o bebê, existe, mas é muito raro”, explica Triginelli. Segundo ele, a maioria dos contágios se curam espontaneamente, pelo sistema imunológico de cada um.
 
Camisinha
Apesar de a camisinha ainda ser uma das melhores opções para se evitar o HPV e tantas outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a percepção de diminuição no seu uso é relatada pelos médicos. “Notamos nos consultórios uma redução no uso do preservativo, principalmente pelos jovens. São pessoas que não viveram o boom da Aids; cresceram ouvindo sobre a diminuição de soropostivos e a melhora da doença com os antirretrovirais. Então, eles acham que a Aids tem cura. A camisinha não previne 100% do HPV, pois uma área lesionada, com o vírus, pode transmiti-lo. Registrar 15 mil novos casos de câncer no colo do útero por ano é um absurdo, pois essa é uma doença 100% evitável, desde que a mulher faça os exames preventivos. Um dos graves problemas é que não temos educação para a saúde no país. Com isso, muitas mulheres não se dispõem a ir ao posto de saúde fazer o papanicolau, sentem vergonha de tirar a roupa e constrangidas com o exame”, diz o ginecologista Délzio Bicalho, diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig).

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde com 12 mil pessoas, de 15 a 64 anos, dá o tom do comportamento do brasileiro: 94% dos entrevistados sabem que a camisinha é a melhor forma de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, entre elas HPV e HIV, que causa a Aids, mas, ainda assim, quase metade da população sexualmente ativa (45%) não usou preservativo nas relações sexuais casuais durante um ano. Todos os postos de saúde do país distribuem preservativos de forma gratuita, segundo o MS. Em 2014, foram distribuídos 443,8 milhões de preservativos masculinos em todo o país. Entre janeiro e junho de 2015, 283,4 milhões. Numa farmácia, a unidade custa, em média, R$ 1.

DNA para rastrear gravidades
O exame mundialmente mais comum para detectar o HPV ou alterações nas células do colo do útero é o papanicolau, desenvolvido por George Nicolas Papanicolau (1833-1962), mas novas técnicas, como o teste de DNA para HPV, já estão disponíveis. “O papanicolau é a técnica de citologia que permite ver a mal formação das células nessa região do corpo e um dos mais usados no mundo. Para se ter ideia, um tumor nessa região pode levar até 15 anos para se desenvolver, mas com a medicina que temos hoje, o ideal é toda mulher ter acesso ao exame regularmente, para se prevenir”, comenta Tewari.

O teste de DNA para HPV é indicado, segundo ele, para mulheres com idade entre 21 e 65 anos, que mantêm relações sexuais frequentes. “Esse teste pode ser feito a cada três anos, associado à citologia. Indicamos que o DNA seja feito antes pois pode, de cara, indicar a severidade do problema, se houver.”

No Brasil, o teste está no rol da Agência Nacional de Saúde, mas não é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Custa entre R$ 300 e R$ 500, no serviço privado. Ele é feito de forma semelhante e concomitantemente ao papanicolau: com uma espátula, o médico colhe amostra do colo do útero e um aparelho analisa o DNA do tecido.

“Estudo usando o equipamento cobas 4800 de teste de DNA para HPV, realizado com mais de 47 mil mulheres nos EUA, constatou que uma em cada 10 pacientes que apresentaram resultado positivo para o teste de HPV 16/18 tinham pré-câncer de colo de útero, embora seu exame de papanicolau estivesse dentro da normalidade”, diz Lenio Alvarenga, diretor médico da Divisão Farmacêutica da Roche Brasil. “O exame pode substituir o papanicolau com segurança, além de ter maior sensibilidade para detectar as lesões”, acrescenta.

Segundo o professor Sérgio Triginelli, “o papanicolau pode realmente ter até 25% de falsos negativos devido a vários fatores, entre eles a forma como é colhido, maneira de conservação até chegar ao laboratório etc.”, mas como rastreamento geral da população ainda é o mais viável. “O teste de DNA é muito bom para tipificar o HPV que está acometendo as mulheres, mas seu custo ainda é elevado para ser adotado na população em geral, pelo menos aqui no Brasil”, avalia.

Prevenção é a chave
Para Krishnansu Tewari, a prevenção deve nortear as políticas de governo, principalmente nas localidades mais carentes, como países da América Latina. “Por isso, temos insistido na temática da educação sexual e da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para meninas que ainda não tiveram sua primeira relação sexual. A eficácia da vacina chega a 100%, quando ministrada corretamente.”

Para Triginelli, é fundamental que haja campanhas para melhorar a vacinação no Brasil, educação sexual nas escolas e também orientação das famílias com seus filhos. “A vacina é de grande importância, inclusive nas mulheres que já tiveram contato com o vírus, pois ela pode ser infectada com outros subtipos. O assunto é um alerta e precisamos trazer outras questões que envolvem o HPV, inclusive os exames de rotina e a vacinação em homens.”

O HPV não tem cura. O tratamento, em homens e mulheres, cuida das lesões ou verrugas que surgem nos órgãos sexuais. No caso das mulheres, há uso de pomadas ou a cirurgia de alta frequência (CAF), nos casos moderados a acentuados. Nos casos leves, é feito acompanhamento. “Grande parte dos casos leves tem regressão espontânea da manifestação clínica do vírus HPV”, acrescenta Triginelli.

Brasil imuniza meninas
No Brasil, a vacinação foi introduzida no calendário e 5 milhões de meninas de 11 a 13 anos tomaram a primeira dose em 2014. Dessas, 3,1 milhões já receberam a segunda. Este ano, 2,37 milhões de garotas, de 9 a 11 anos vacinaram, 48% do público-alvo. O esquema é composto por duas doses, com intervalo de seis meses, e um reforço, cinco anos após a primeira dose. Os meninos não são convocados. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo dessa estratégia é reduzir casos e mortes de câncer de colo do útero. “Estudos comprovam que os meninos passam a ser protegidos indiretamente com a vacinação no grupo feminino (imunidade coletiva), havendo drástica redução na transmissão de verrugas genitais entre homens após a implantação da vacina contra o HPV como estratégia de saúde pública.” pasta. Sylvio Quadros, da Sociedade Brasileira de Urologia, critica a medida. “O ideal é que haja um sistema de vacinação para todo mundo, mas é caro. Então, é uma questão de decisão política mesmo”, diz.

Estado de Minas

Gestores têm até 28 de agosto para apresentar boas práticas de saúde do idoso

Foto: ChaiyonS021
Começam na próxima segunda-feira (3) as inscrições para a 3ª Edição do Mapeamento de Experiências Municipais e Estaduais no Campo do Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa
 
O levantamento tem por objetivo conhecer e dar visibilidade às boas práticas de municípios e Estados no campo da saúde da pessoa idosa. A proposta é incentivar os gestores a promoverem estratégias e ações que contribuam para qualificar o cuidado à pessoa idosa no SUS (Sistema Único de Saúde). O prazo para efetuar a inscrição termina no dia 28 de agosto.
 
O edital 2015 está disponível no site http://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/. As inscrições poderão ser realizadas por meio de formulário eletrônico no mesmo endereço eletrônico. A iniciativa integra a agenda anual da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (Cosapi/Dapes/SAS), do Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz).
 
Conasems
As experiências premiadas na edição de 2014 serão apresentadas durante o 31º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, entre os dias 6 a 8 de agosto, em Brasília (DF).
 
No dia 6 de agosto acontece o seminário “Equidade no acesso de populações vulneráveis: ainda um discurso ou uma prática reparadora?”. Um das experiências em destaque é o Programa de Qualidade em Saúde em Instituições de Longa Permanência para Idosos, em Campo Grande (MS).
 
No dia 7 de agosto será realizado o painel Saúde da Pessoa Idosa: Municípios que Apostam no Viver Mais e Melhor. A atividade será aberta com o debate “Estratégias para a Qualificação do Cuidado à Pessoa Idosa nos Territórios”, com a participação da coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann, e da pesquisadora do Laboratório de Informação em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Lis/Icict), Dalia Romero. A troca de ideias terá sequência com a mesa “Como os municípios estão se organizando para responder às demandas de saúde da população idosa?”, seguida das apresentações das experiências “Tecendo Redes de Cuidados em Saúde do Idoso” (Canoas - RS), “Curso de Cuidador Informal na Área Rural de Manaus” (Manaus - AM), e do “Projeto Carta ao Amigo” (São Paulo - SP).

Por dentro do calendário da 3ª Edição do Mapeamento e Experiências Exitosas de Gestão Estadual e Municipal no campo do Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa.

ETAPAPERÍODO
1ª - Inscrição3 a 28 de agosto de 2015
2ª - Avaliação das experiências inscritas7 a 25 de setembro de 2015
3ª - Divulgação dos resultados1º de outubro de 2015
4ª - Apresentação e premiação das 12 experiências     selecionadas Novembro/Dezembro(data a definir) 

Blog da Saúde

Uso de quimioterapia não beneficia doentes terminais

Câncer
Câncer: quimioterápicos podem não ser indicados para
doentes terminais
Novo estudo publicado pela revista científica JAMA Oncology mostrou que pacientes com câncer não se beneficiam do uso de quimioterápicos quando o prognóstico é ruim
 
O que deve ser feito ao receber o diagnóstico de um câncer em estágio avançado, com um prazo de poucos meses de vida? Após a notícia, os pacientes se questionam se devem largar tudo e viver aventuras que não tiveram coragem antes. Ou se devem se submeter a um tratamento contra a doença, na tentativa de ganhar mais tempo. Atualmente, os protocolos das sociedades de oncologia determinam que a quimioterapia não deve ser utilizada em doentes que estão em estado gravíssimo.
 
O tratamento, contudo, ainda é indicado pelos médicos como uma estratégia para melhorar as condições do doente 'mais forte' até os últimos dias. Agora, uma nova pesquisa, publicada na última edição da revista científica JAMA Oncology, avaliou o impacto da terapia na qualidade de vida dos pacientes com câncer grave.
 
Para o estudo, os pesquisadores do Hospital Presbiteriano de Nova York, nos Estados Unidos, examinaram a associação entre o uso de quimioterapia e a qualidade de vida nos pacientes com prognóstico ruim. Para isso, eles consideraram a rotina dos doentes: se conseguiam fazer acompanhamento ambulatorial, trabalhar, realizar atividades cotidianas e lidar com os cuidados pessoais. No total, 312 pacientes com câncer metastático progressivo foram acompanhados, sendo que metade optou por utilizar quimioterapia no fim da vida. A maioria deles era homem, com idade média de 59 anos.
 
Segundo os resultados, a quimioterapia não foi associada a uma melhor qualidade de vida em pacientes próximos à morte e que tinham habilidades baixa a moderada de cumprir as funções. Os achados mostraram ainda que o medicamento piorou a qualidade de vida de doentes que ainda tinham uma boa capacidade de desempenhar as atividades. Ou seja, além de não beneficiar pacientes independentemente do estado de saúde no fim da vida, a quimioterapia parece ser danosa para pacientes mais 'fortes', com uma boa capacidade de realizar atividades do cotidiano."Os protocolos de oncologia sobre o tratamento de doentes terminais devem ser revisados para reconhecer o potencial danoso que a quimioterapia pode ter em pacientes com câncer progressivo metastático", concluíram os autores.

Veja

Separar recém-nascidos das mães pode causar transtornos intestinais

Foto Reprodução
A separação da mãe na infância provoca alterações na microbiota (microorganismos) intestinal do bebê que podem causar o desenvolvimento de transtornos de comportamento que persistem até a idade adulta, segundo um estudo realizado com roedores que foi publicado na revista “Nature Communications”
 
A separação da mãe na infância provoca alterações na microbiota (microorganismos) intestinal do bebê que podem causar o desenvolvimento de transtornos de comportamento que persistem até a idade adulta, segundo um estudo realizado com roedores que foi publicado na revista “Nature Communications”.
 
Os episódios traumáticos durante a infância estão associados com um maior risco de desenvolver doenças psiquiátricas, metabólicas e intestinais na idade adulta, embora os mecanismos pelos quais é produzido este fenômeno em patologias tão diversas são desconhecidos, segundo o espanhol Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).
 
Yolanda Sanz, do Instituto de Agroquímica e Tecnologia de Alimentos do CSIC, detalhou que o estresse prolongado provocado pela separação da mãe em roedores recém-nascidos provoca uma disfunção no eixo hipotálamo-pituitário-adrenal, um dos principais sistemas de controle neuroendócrino do organismo.
 
“Isto, por sua vez, ocasiona alterações em diversas funções fisiológicas afetando, entre outros, ao sistema nervoso central e às emoções”, disse.
 
Segundo a cientista, neste trabalho ficou demonstrado que a separação da mãe na infância provoca alterações na composição e funções da microbiota intestinal relacionadas com a sínteses de neurotransmissores.
 
Estas alterações, por sua vez, são responsáveis pelo desenvolvimento de transtornos do comportamento como a ansiedade, o que poderia aumentar o risco de desenvolver doenças psiquiátricas como a depressão na idade adulta.
 
Neste estudo foram usados ratos livres de germes e ratos convencionais para poder estabelecer uma relação causal entre o estresse, os transtornos do comportamento e a microbiota intestinal.
 
Assim, ficou constatado que enquanto algumas das alterações neuroendócrinas produzidas pelo estresse crônico são independentes da presença de microbiota, esta é essencial para o desenvolvimento de alterações do comportamento, atuando como fator causal da ansiedade.
 
Os resultados do trabalho, liderado pela Universidade McMaster do Canadá, poderiam ser aplicados em um futuro para melhorar o estado da saúde mental e reduzir o risco de desenvolver patologias psiquiátricas mediante a modulação da microbiota intestinal através da dieta, por exemplo através da administração de bactérias beneficentes conhecidas como probióticos, segundo o CSIC.
 
EFE Saúde

Chocolate amargo faz bem às artérias

Estudo revelou que o chocolate amargo tem um efeito muito favorável às artérias, o que pode abrir a possibilidade do alimento ou algum de seus componentes se tornarem, no futuro, uma opção terapêutica para o tratamento de pessoas com doenças cardíacas
 
O estudo inédito “Efeitos do chocolate na função endotelial de pacientes com síndrome coronariana aguda”, publicado na revista científica Internacional Journal of Cardiovascular Sciences (IJCS), da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), revelou que o chocolate amargo tem um efeito muito favorável às artérias, o que pode abrir a possibilidade de o chocolate ou algum de seus componentes se tornarem, no futuro, uma opção terapêutica para o tratamento de pessoas com doenças cardíacas.
 
Existem evidências que apontam que os flavonoides, composto químico existente no cacau, possuem efeitos anti-inflamatórios, como a ação antioxidante, além de inibirem a oxidação do LDL (colesterol ruim), promoverem o aumento de HDL (colesterol bom) e parecerem reduzir os níveis de marcadores inflamatórios (substâncias que indicam quando o organismo está sofrendo alguma agressão).
 
“De acordo com o estudo, o consumo de chocolate amargo parece melhorar a vasodilatação em indivíduos saudáveis". Também propõe existir uma relação inversa do consumo de flavonoides e mortalidade cardiovascular”, explica o cardiologista Claudio Tinoco, diretor da Socerj e editor da IJCS.
 
“O estudo não consegue afirmar de modo definitivo que o chocolate amargo previne o infarto, pois precisaríamos de mais pacientes e um prazo maior para esta análise. Mas já foi um grande avanço”, complementa Tinoco.
 
A pesquisa analisou o consumo de chocolate amargo e de chocolate branco por 11 pacientes que estiveram internados no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina, em São José (SC), no período de outubro a dezembro de 2013. “Este ensaio clínico demonstrou que tanto o chocolate amargo quanto o chocolate branco promovem um aumento significativo da ‘vasodilatação fluxo-mediada’, sendo este aumento significativamente maior em resposta ao chocolate amargo”, diz o artigo. A vasodilatação fluxo-mediada ocorre quando se aumenta o fluxo de sangue na parede dos vasos.
 
“O benefício do chocolate branco chamou a atenção por ser um chocolate que não tem a mesma quantidade de cacau, o que pode sugerir uma outra substância causando o efeito”, avalia Tinoco.
 
O estudo concluiu que o chocolate amargo é mais benéfico para causar a vasodilatação fluxo-mediada, sendo então melhor para as artérias. “Pacientes com doença cardíaca avançada, inclusive fumantes, tiveram benefício com o tratamento”, aponta o diretor da Socerj.
 
A pesquisa analisou o consumo diário de 100 g de chocolate amargo, com 85% de cacau, e afirma que isso poderia impactar no peso dos pacientes, visto que significa um ganho de 502 calorias na dieta. Foram autores do estudo: Ana Maria Junkes Colombo, Jamil Mattar Valente Filho e Daniel Medeiros Moreira. O estudo completo está em: http://bit.ly/ijcs_chocolate
 
EFE Saúde

Exposição a antibióticos pode aumentar risco de artrite juvenil, aponta estudo

Foto Reprodução
Pesquisadores analisaram dados de mais de 450 mil crianças
 
Estudos anteriores já indicaram que cerca de um quarto dos antibióticos prescritos para as crianças — metade deles para infecções respiratórias — são desnecessários. Recentemente, mais uma razão foi apontada por uma equipe americana para evitar o uso desses medicamentos na saúde dos pequenos: o risco de desenvolver artrite pode aumentar.
 
Conforme estatísticas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, entre 4,3 mil e 9,7 mil crianças com menos de 16 anos são diagnosticadas com a doença por ano. Causas ambientais também podem estar relacionadas a esse índice.
 
Pesquisadores descobriram que crianças prescritas com antibióticos tiveram duas vezes mais risco de desenvolver artrite juvenil — uma doença autoimune, caracterizada por inflamações crônicas que podem levar à dor, deficiência e perda de visão. O estudo, publicado no periódico Pediatrics, foi realizado em parceria das universidades de Rutgers e da Pensilvânia.
 
Incentivados por outros levantamentos que comprovaram a maior incidência de doenças crônicas causadas pelo uso de antibiótico, os americanos iniciaram as análises em cima de dados do THIN (Rede de Melhoria da Saúde, na tradução em português), que recolheu informações de mais de 450 mil crianças. Destas, 152 mil foram diagnosticadas com artrite juvenil. Após os ajustes para outras doenças autoimunes e infecções, as crianças que receberam prescrições de antibióticos tiveram um risco aumentado de desenvolver a doença.
 
Além disso, foi possível concluir que infecções respiratórias foram mais associadas à artrite na infância quando tratadas com antibióticos. Como medicamentos contra vírus e fungos não foram relacionadas ao problema, pesquisadores concluíram que o risco foi específico para antibacterianos.
 
Daniel Horton, um dos autores, explica que o rompimento das comunidades microbianas no organismo desempenham um papel na doença inflamatória e em outras autoimunes. Segundo ele, os antibióticos são um dos mais conhecidos disruptores dessas comunidades.
 
Horton advertiu que pesquisas adicionais são necessárias para confirmar esses resultados, a fim de compreender melhor os mecanismos da artrite causada por antibióticos.
 
Zero Hora

Quem fica sentado muito tempo pode ter problemas circulatórios, alerta entidade

Pessoas que ficam sentadas durante longos períodos, em especial em viagens de avião, ônibus e carro, e mesmo em escritórios, estão mais propensas a ter problemas circulatórios
 
O alerta é da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, que está lançando campanha nacional de orientação à população. A ação será reforçada em agosto, quando se comemora o Dia do Cirurgião Vascular, no dia 14.
 
“A posição sentada não é anatômica para o ser humano. Anatômico é caminhar ou deitar. O sentar é uma imposição da sociedade e da evolução do ser humano”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Pedro Pablo Komlós. Ele destacou que mesmo quando senta no escritório, no restaurante, em casa para assistir à TV, a pessoa costuma levantar de tempos em tempos, inclusive para ir ao banheiro, e cruza e descruza as pernas. “Existe um movimento. O coração das pernas, que são as panturrilhas [chamadas de barrigas ou batatas das pernas], se movem constantemente no dia a dia”, acrescentou.
 
Porém, quando a pessoa faz uma viagem longa, em espaços apertados, a movimentação se torna difícil. Há imobilidade, “e aí começam a surgir os problemas”, ressalta. Com o movimento reduzido, a tendência é a pessoa se desidratar, em função do ambiente seco, com ar refrigerado permanentemente ligado e ingestão de quantidade pequena de líquidos. Segundo o especialista, todos que ficam muitas horas sentados tendem a inchar e, depois que levantam, sentem desconforto, “as pernas ficam doloridas, pesadas”.
 
“Depois de ficar muito tempo sentado em uma mesma posição, sem movimentar as pernas, com os joelhos dobrados, sem sequer cruzar (as pernas) porque não cabe, desidratando, a pessoa tem dificuldade de retorno do sangue nas veias, dos pés ao coração”, diz o presidente da entidade. A partir disso, pode acontecer trombose, embolia no pulmão, que eventualmente podem ser fatais.
 
Se a pessoa tem uma história familiar de trombofilia, essa é uma característica que tende a se repetir. O mesmo ocorre se há deficiência de algum fator de coagulação. Outro elemento desencadeante de trombose é a presença de varizes volumosas, que precisam ser tratadas, não só por serem feias ou provocarem dores, mas também por serem potencialmente perigosas e favorecerem o aparecimento de trombose.
 
Há ações simples que podem ser feitas para evitar os problemas. O programa de check-up vascular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, que será divulgado para a população leiga de todo o país, pode ser permanentemente atualizado, chamando a atenção dos profissionais da área para a existência de doenças vasculares. As pessoas sadias passarão a fazer também check-ups vasculares, que envolvem exames físicos e de coagulação sanguínea, além de ecografia.
 
Com esses procedimentos avalia-se a condição da pessoa. O tratamento das varizes nesse contexto vai ser um elemento importante na vida do indivíduo, por ser um "tratamento preventivo, que vai evitar que ele tenha outras complicações no futuro”, acrescentou.
 
Para viagens com duração acima de oito horas, ele disse que o uso de meia elástica de média compressão ajuda muito a prevenir inchaço e dores, além de prevenir da trombose. Segundo o especialista, quando existe preocupação ou conhecimento de enfermidade prévia na família, a indicação é que a pessoa procure um angiologista ou cirurgião cardiovascular. Existe também a possibilidade de uso de alguns medicamentos, como flebotônicos (substância para estimular o funcionamento das veias) e até anticoagulante oral simples, de curta duração. Os medicamentos devem, entretanto, ser prescritos por especialistas.
 
Caminhar de tempos em tempos é recomendável. Além disso, estando em um mesmo lugar, a pessoa deve procurar mexer os pés, como se estivesse acionando o pedal de uma máquina de costura. “É um exercício bom, que vai movimentar a panturrilha. Com isso, você está bombeando as veias”, ressaltou.
 
Agência Brasil

quarta-feira, 29 de julho de 2015

HDL é bom, mas não tanto assim

Pesquisa recente do centro médico e acadêmico Cleveland Clinic, nos EUA, descobriu que o chamado “bom colesterol” é positivo, mas também traz malefícios à saúde. Em alguns casos, o HDL pode perder seu fator protetor e desencadear inflamações e até entupimento de artérias. Similar aos efeitos brandos do LDL, o “mau colesterol”
 
De acordo com o médico do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Carlos Scherr, a qualidade do HDL é mais importante que a quantidade. E os resultados são mais satisfatórios quando a pessoa naturalmente tem esse colesterol em bom nível no corpo. As pesquisas em relação ao HDL começaram a ser feitas, inclusive, porque foi observado que quem nasce com o bom colesterol alto tem menos chance de apresentar doença coronariana.
 
“No HDL existem partes diferentes e, provavelmente, estaríamos elevando todas genericamente ou uma porção não eficaz. Seria preciso criar medicamentos que identificassem as boas propriedades e as elevassem, o que ainda não é possível”.

O cardiologista do INC concorda que os estudos com medicamentos para aumentar o colesterol bom não deram resultados satisfatórios até hoje, mas lembra que manter o HDL alto com atividades físicas e outras atividades não medicamentosas oferece proteção contra os problemas cardiovasculares.
 
“Há substâncias que baixam o HDL e são extremamente maléficas para a saúde, como o cigarro e o uso de anabolizantes”, acrescenta Carlos Scherr, reforçando que até o momento o que se entende é que a presença do “bom colesterol” é fundamental para a saúde do coração.
 
Fonte: INC / Blog da Saúde

Ministério da Saúde amplia clínica farmacêutica em Curitiba

Depois de implantar a clínica farmacêutica nas unidades básicas de saúde da rede municipal de Curitiba, o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, está ampliando os serviços de clínica farmacêutica para outros pontos de atenção à saúde no SUS
 
A partir de julho, os usuários do SUS que são assistidos pelos Centros de Especialidades, Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), unidades da Farmácia Popular e das farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Paraná também passarão a contar com um atendimento diferenciado acompanhado por farmacêuticos.
 
Em 2014, o Ministério da Saúde implantou em Curitiba o Projeto de Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica como parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS (Qualifar SUS), do Governo Federal. O projeto permitiu que 30 profissionais farmacêuticos fossem capacitados e deixassem de ser apenas uma peça importante na logística de medicamentos nas unidades de saúde, passando a lidar diretamente com os pacientes e com o cuidado integral da população. Além de frequentar as consultas médicas, os pacientes polimedicados de Curitiba foram convidados a se consultarem também com farmacêuticos.
 
A experiência, que teve investimento de cerca de R$400 mil nos anos de 2013 e 2014, é financiada por meio do projeto Qualisus Rede – cooperação entre o Banco Mundial e o Mistério da Saúde que tem como proposta de intervenção apoiar a organização de redes de atenção à saúde no Brasil.
 
Depois de consolidar a experiência na Atenção Básica, o Ministério da Saúde dá os primeiros passos para a implantação do serviço de cuidado farmacêutico em outros de pontos de atenção do SUS.  Na etapa atual da implantação, estão sendo realizadas oficinas com os farmacêuticos para adequar o modelo de clínica farmacêutica desenvolvido nas unidades básicas de saúde para estes outros estabelecimentos de saúde.
 
 “A partir desse projeto, o farmacêutico passa a assumir um novo papel social dentro do SUS, de forma a aproximar mais do paciente e contribuir na minimização dos problemas relacionados ao uso inadequado de medicamentos, contribuindo para melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, afirma o Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.
 
Toda a experiência da implantação do projeto em Curitiba está relatada em detalhes na série de cadernos temáticos intitulados “Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica”. As publicações orientam a implantação do serviço em qualquer município que trata dos serviços farmacêuticos na atenção básica à saúde. Os cadernos estão disponíveis para download.
 
Sobre o QualifarSUS
A proposta do QualifarSUS é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nos serviços de saúde. Para que a proposta seja eficaz, o programa será executado em quatro eixos – cuidado, educação, estrutura e informação –, incluindo ações que visem o aprimoramento dos processos e práticas de trabalho adotadas pelas gestões locais na assistência farmacêutica.

Fonte: Cibele Tenório /Assessora de Comunicação Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Ministério da Saúde
 
Blog da Saúde

Laqueadura moderna é pouco invasiva, dura 10 minutos e não tem anestesia

A molinha é inserida nas tubas uterinas. Em três meses, forma-se uma fibrose e impede a passagem do óvulo
Reprodução/Pinterest/Jenny Jones
A molinha é inserida nas tubas uterinas. Em três meses, forma-se
 uma fibrose e impede a passagem do óvulo
Procedimento não exige internação e mulher leva três meses para ficar protegida contra gravidez; saiba como funciona
 
Conhecido como Essure, o método minimamente invasivo é uma alternativa à laqueadura convencional, que pode envolver cortes e exige anestesia, além de um tempo mínimo de internação.
 
Na técnica disponível no Brasil há alguns anos, duas finas molas de 4 centímetros de comprimento são inseridas nas tubas uterinas, gerando uma inflamação local que obstrui a passagem impedindo que o espermatozoide encontre o óvulo.
 
Segundo Bárbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, a técnica é definitiva, mas só pode ser confirmada cerca de três meses depois de feito o procedimento. Nesse meio tempo, a mulher que não deseja engravidar deve se valer de outros métodos anticoncepcionais. A laqueadura, explica a médica, é a obstrução do trânsito entre o ovário e o útero, por meio da tuba.
 
“Qualquer coisa que obstrua a tuba é considerada uma laqueadura. Quando nós falamos de laqueadura histeroscópica (Essure), fazemos uma obstrução desse trânsito sem ter nenhum corte e sem anestesia, coisa que antes não era possível”, diz ela. “Essa laqueadura pode ser feita via ambulatorial. Coloca-se a câmera dentro do útero por meio da vagina, assim é possível acessar as tubas uterinas e, por meio de um cateter, coloca-se o dispositivo”, explica.
 
O ginecologista Reynaldo Machado Junior, do Hospital Beneficência Portuguesa, diz que não há risco de a mola se deslocar com o tempo.
 
“A partir do momento que formou essa fibrose, ela fecha e não vai se deslocar mais. Esse é o período do processo que a gente chama de corpo estranho em adaptação”, descreve.
 
Desconforto
Bárbara conta que, na inserção das molas, a mulher pode sentir um desconforto abdominal semelhante a uma cólica, mas analgésicos comuns já barram essa dor.
 
“Alguns calmantes específicos ajudam a deixar a tuba com menos movimentação (menos contração) e a paciente mais calma, o que facilita o procedimento”, conta ela.
 
Em 10 minutos, no entanto, as duas tubas são obstruídas e a laqueadura é completada com sucesso.
 
Depois, só esperar os três meses e reavaliar se a tuba está completamente obstruída, o que é confirmado por meio de uma radiografia convencional.
 
Consentimento
Bárbara conta que qualquer mulher acima de 25 anos e que já tenha dois filhos vivos, pode fazer, por lei, qualquer tipo de laqueadura. Antes disso, ou mesmo se a mulher for mais velha e não tiver dois filhos, a lei não permite o procedimento, salvo quando ela corre risco de morte caso engravide.
 
“Alguns estudos mostram que, abaixo dos 30 anos, a chance de a mulher se arrepender é maior do que acima dessa idade, mesmo que ela já tenha a prole constituída”, conta Bárbara. Segundo ela, isso acontece por causa de troca de parceiros e outros motivos que levam a mulher a desejar mais um filho.
 
“Costumamos sugerir outros meios de anticoncepção e recomendar que a laqueadura seja feita acima dos 30 anos e já com prole constituída”.
 
Ainda assim, a mulher que tiver esse desejo deve preencher um termo de consentimento livre esclarecido no mínimo 60 dias antes do procedimento.
 
“Se a paciente diz hoje que quer fazer a laqueadura, terá que assinar o consentimento agora, mas só será operada depois de dois meses, para que tenha tempo de digerir todas as informações e decidir”, explica a médica.

iG

Congresso Internacional de Acreditação premiará trabalhos científicos sobre segurança do paciente. Prazo para concorrer é até 21 de agosto

A terceira edição do Congresso Internacional de Acreditação está com inscrições abertas de trabalhos científicos para a sessão de pôsteres do evento, que é promovido pela Joint Commission International (JCI) em parceria com o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

Para participar não é necessário ser acreditado pela JCI/CBA, basta que a instituição desenvolva ações sobre o tema “Cuidados centrados no paciente – A Segurança Assistencial na Perspectiva Atual”. O prazo de inscrição vai até 21 de agosto.
 
Os projetos podem contemplar as categorias: processos clínicos/assistenciais; processos administrativos/gerenciais ou processos de educação de pacientes e colaboradores. E devem atender aos critérios de inovação, consistência, impacto e origem.
 
Além da apresentação na sessão de pôsteres na programação oficial do evento, os três melhores trabalhos selecionados pelo Comitê Acadêmico de Ensino do CBA farão parte da publicação científica oficial elaborada pelo CBA e indexada pelo Capes/MEC. Os três primeiros colocados receberão ainda premiação em dinheiro.
 
Os trabalhos a serem inscritos deve ser apresentado em formato lauda (máximo de 3 laudas) e seguir a seguinte formatação de texto: Introdução, Objetivos, Metodologia, Resultado e Conclusão, seguidos das referências bibliográficas, que podem ficar em uma quarta lauda, caso necessário. Os projetos selecionados serão divulgados no dia 10 de setembro no site do CBA. Os selecionados devem confeccionar o pôster para a exposição no III Congresso Internacional de Acreditação, no formato 0,9 x 1,2m. Mais informações e a ficha para inscrição do trabalho estão disponíveis em http://cbacred.org.br/congresso-internacional/iii/posteres.asp.
 
O III Congresso Internacional de Acreditação irá oferecer conferências, debates e painéis com diversos profissionais renomados da área de acreditação do Brasil e do exterior. O evento ocorrerá de 20 a 23 de setembro no Windsor Barra Hotel, que fica na Avenida Lúcio Costa, nº 2630, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
 
Outras informações pelos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8202 ou 3299-8242 ou ainda através dos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br.
 
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação, (21)3798-4357
Cristina Miguez, (21)98214-8996

Anvisa registra novo medicamento antineoplásico

A Anvisa publicou nesta segunda-feira (27/7) o registro do medicamento novo Imbruvica® (ibrutinibe), um antineoplásico sob a forma de cápsula gelatinosa dura indicado para o tratamento de pacientes que apresentam Leucemia linfocítica crônica ou Linfoma linfocítico de pequenas células (LLC/LLPC) tratados com no mínimo um tratamento anterior
 
Trata-se de um medicamento novo, ou seja, de uma substância terapêutica que ainda não existia no país.
 
Esse novo produto deve melhorar a rotina dos paciente, pois possui a vantagem de ser de administrado por via oral, uma vez ao dia, diferente de outros tratamentos aprovados ou recomendados que devem ser administrados por via intravenosa.
 
A ingestão oral é a via de administração que propicia uma maior comodidade ao paciente e maior adesão ao tratamento.
 
Tem como vantagem também o fato de ser compatível com tratamento domiciliar, já que não requer a presença de um profissional para fazer a aplicação.
 
ANVISA

Aparelhos ortodônticos devem virar peça de museu, diz estudo

 Foto: auleena / Shutterstock
Com tratamento inovadores é possível tratar os dentes ainda
 em desenvolvimento e evitar aparelhos na adolescência
e vida adulta
Estudo promete corrigir má oclusão antes de a pessoa nascer
 
Um estudo feito pela University of Oregon Dental garantiu que, em um futuro não muito distante, os aparelhos ortodônticos virarão peças de museu. Os pesquisadores mapearam todos os genes responsáveis pela má oclusão (mordida torta) e, em breve, será possível fazer uma correção genética antes mesmo de a pessoa nascer.
 
Para Nelly Sanseverino, dentista especialista em ortodontia e ortopedia facial, realmente é possível que os avanços genéticos tenham chegado a esse nível, mas apenas mapear esses genes não é suficiente para eliminar os aparelhos.
 
“A posição dos dentes e a formação das arcadas não dependem única e exclusivamente da genética. Hábitos orais como chupar chupeta, mamadeira, dedos e até dormir inadequadamente com as mãos apoiadas na mandíbula também são capazes de causar esse problema. Isso sem falar do hábito da respiração oral que pode modificar toda a estrutura orofacial”, diz a especialista.
 
Vida longa aos aparelhos
 Apesar de a especialista afirmar que não há como evitar a má oclusão, o que torna os aparelhos necessários, ela garante que hoje é possível reduzir o tempo de uso com a Ortopedia Facial e Funcional.
 
Essa modalidade, relativamente nova e alternativa, tem como objetivo prevenir e tratar a má oclusão, intervindo desde cedo, quando a pessoa, e a arcada, ainda estão se desenvolvendo. “É possível tratar crianças a partir dos 3 anos de idade que já possuam alguma alteração na dentição de leite, impedindo problemas estruturais capazes de atrapalhar o desenvolvimento e crescimento da face da criança”, diz Nelly.
 
Para atingir seus objetivos, a Ortopedia Funcional utiliza aparelhos removíveis na maxila e mandíbula. “Esse tratamento reduz a necessidade de se usar aparelhos ortodônticos fixos na fase da adolescência e adulta”, diz a especialista.
 
Antes e depois
Quem vê os aparelhos de hoje em dia não imagina como eles eram há alguns anos. Em pouco tempo, muita coisa mudou, e para melhor. Para se ter uma ideia, o primeiro conceito de ortodontia só surgiu em 1957 e era um pouco assustador.
 
“Pessoas com dentes encavalados tinham um problema plástico que deveria ser solucionado através da extração de um ou mais dentes, criando espaço necessário para a correção do problema”, diz Nelly.
 
Quando os aparelhos fixos começaram a surgir, eram formados por bandas metálicas que cobriam quase toda a coroa dentária, e eram responsáveis pela formação de cáries e manchas nos dentes.
 
“Atualmente, os braquetes são da cor dos dentes e são colados sem a necessidade do uso das bandas”, diz a especialista.

E quem não se lembra dos extintos aparelhos extra-orais? Aqueles que eram presos com faixas flexíveis na cabeça, parecendo um capacete. Eles caíram em desuso e foram substituídos por outros mais funcionais ou pelos mini-implantes para ancoragem de dentes. Essa técnica usa um ponto fixo dentro da boca para facilitar a movimentação dos outros dentes.
 
Além de mais práticos e menos traumáticos, os aparelhos de hoje em dia são altamente estéticos.
 
Hoje eles podem ser feitos de policarbonato, porcelana, podem ser pequenos, transparentes e auto-ligados, que é uma opção sem fios e borrachinhas. “Eles propiciam uma redução das visitas ao dentista e do tempo de tratamento”, diz a especialista.
 
E o custo? Quem viveu na época de nossos pais sabe que os tratamentos ortodônticos eram muito caros. “Era muito comum ouvir as pessoas comentando que o preço do tratamento era igual ao do Fusca”, lembra Nelly.
 
Terra

Evitando o infarto em qualquer idade

Logo cedo, eles mal acordam e já estão acessando os smartphones para verificar questões de trabalho
 
Durante o almoço, não se alimentam direito e sempre ocupam a cabeça com os milhares de compromissos de trabalho que têm pelo dia. Ao chegaram em casa, à noite, a palavra descanso é proibida.
 
Em vez disso, viram a madrugada mergulhados em mais trabalho. Estes são os chamados workaholics – termo em inglês para ‘viciados em trabalho’ –, perfil apropriado para sofrer um infarto a qualquer momento.
 
Há também os que já se aposentaram, mas não se exercitam com regularidade e se alimentam mal. Esse grupo mostra que não basta apenas viver de forma relaxada e/ou tomar os remédios no horário certo (para os que sofrem com a pressão), desde que a saúde do corpo também não esteja em dia.

“Manter a mente tranquila e evitar grandes emoções é muito importante, mas também é fundamental manter uma vida plenamente saudável, principalmente na terceira idade”, alerta a cardiologista Cynthia Magalhães, diretora médica do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), que enumera abaixo dicas para evitar o enfarto em qualquer idade.
 
• Não fume e nem seja fumante passivo. O cigarro é um dos grandes inimigos do coração.
 
• Faça exercícios regularmente. Há uma série de benefícios proporcionados pela atividade física: aumento do bom colesterol (HDL), controle da pressão arterial, redução de peso, sensação de bem estar, redução do açúcar no sangue, etc.
 
• Cheque e trate a sua pressão arterial, caso ela esteja elevada. Considere como normal a pressão de 12x8 (doze por oito).
 
• Cheque e trate o seu nível de açúcar no sangue, caso ele esteja elevado. Considere como normal até 99 mg/dl.
 
• Cheque e trate o seu colesterol, caso ele esteja elevado no sangue. Considere como normal para indivíduos saudáveis colesterol total menor que 200mg/dl e LDL (mau colesterol) menor que 100 mg/dl.
 
• Reduza seu estresse e procure dormir bem à noite. Proporcione-se momentos de lazer.
 
• Alimente-se corretamente, com mais qualidade do que quantidade. Não esqueça de que não podemos abusar do sal e, às vezes, ele vem disfarçado em alimentos. Portanto, crie o hábito de ler rótulos no mercado.
 
• Controle seu peso. Cheque-o com frequência.
 
• Consulte um médico regularmente. Não espere ficar doente para marcar uma consulta. A prevenção é o melhor remédio que existe.
 
• Ame a vida e o seu coração. Não desista nunca!
 
Fonte: INC / Blog da Saúde