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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Siac receberá relato de acidente com produto para saúde

Foto: Reprodução
O governo federal inaugura nesta quinta-feira, 29, um sistema pelo qual os profissionais de saúde vão relatar casos de acidentes graves ou fatais relacionados a produtos ou serviços defeituosos. No Sistema de Informações de Acidentes de Consumo (Siac), esses profissionais registrarão ocorrências como medicamentos com efeitos inesperados a falhas em brinquedos, cosméticos e alimentos que colocaram em risco a saúde e a segurança do consumidor. 

A ideia é que a notificação desses casos pelos profissionais da rede pública de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, entre outros) seja obrigatória. No primeiro momento, porém, a adesão ao Siac será espontânea. O Hospital Municipal de Cuiabá foi escolhido para testar o sistema, embora qualquer profissional de saúde já possa fazer a ocorrência por meio do site (siac.justica.gov.br). 

Para preencher o formulário, é preciso informar o número de registro nos conselhos profissionais. O Ministério da Saúde informou que estão previstos cursos para incentivar a adesão dos profissionais ao cadastro e que o processo será semelhante ao que foi feito para a identificação nos hospitais de ocorrências de violência a mulheres. 

"Não queremos criar mais uma obrigação. Esperamos encontrar novos parceiros para ampliar a fiscalização de produtos inseguros no Brasil, responsáveis por muitos gastos da saúde pública e privada no País", disse Juliana Pereira, titular da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça. 

Os agentes de saúde informarão dados pessoais dos pacientes, qual o produto ou o serviço que gerou o problema e os procedimentos adotados. Há campos específicos para colocar a marca, o modelo e o fornecedor do produto, mas o preenchimento não é obrigatório, porque muitas vezes os próprios consumidores não se lembram dessas informações. O Ministério da Justiça não pretende tornar públicas essas denúncias, a não ser que alguma irregularidade motive uma reação governamental. 

A análise dos dados será feita pelos ministérios da Justiça e da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é que esse monitoramento dos acidentes de consumo amplie a fiscalização por parte do governo. Será possível, por exemplo, determinar medidas corretivas como recall ou identificar categorias de consumidores e regiões mais afetadas por produtos e serviços defeituosos. O governo espera, inclusive, reduzir o impacto desses acidentes nos cofres públicos, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O modelo, de acordo com a secretária, é semelhante ao de outros países, como os Estados Unidos, com a diferença de que lá os dados repassados pelos profissionais da área de saúde são comprados por diferentes órgãos, incluindo os governamentais. Juliana afirma que o projeto representa um "grande salto" porque permite o mapeamento de problemas por um profissional com faro investigativo. 

Estadão

Nova cirurgia reconstrói de uma vez a mama, o mamilo e a auréola após câncer

Nova técnica minimiza as consequências de uma
intervenção por câncer de mama
Hospital da Espanha lança sistema de reconstrução mamária integral 

Um hospital da Espanha lançou um sistema de reconstrução mamária integral que, em uma única cirurgia de extirpação de um tumor, permite reconstruir a mama, o mamilo e a auréola. 

Os responsáveis do Hospital do Bellvitge, em Barcelona, apresentaram nesta quinta-feira (30), a nova técnica, com a qual já foram operados 22 pacientes, que minimiza as consequências de uma intervenção por câncer de mama e que se publica na revista referente mundial em cirurgia plástica, "Plastic and Reconstructive Surgery". 

O cirurgião plástico do Hospital de Bellvitge, Joaquim Muñoz, explicou que a nova técnica se aplica às pacientes às quais não é recomendável o autotrasplante de tecido por estarem abaixo do peso ou serem fumantes, por exemplo.

Entre 25% e 35% das mulheres com câncer de mama precisam fazer mastectomia total para fazer a extirpação do tumor maligno. Até agora, a reconstrução do mamilo e da auréola era feita em um intervalo entre três meses e um ano depois da primeira cirurgia. A cirurgia é feita utilizando uma endoscopia para extrair o músculo grande dorsal para ser transplantado no "recheio" da mama extirpada.

A função desse músculo é ser uma espécie de sutiã natural com o mesmo tecido da paciente, assim como proteger a prótese mamária que dá o volume ao peito reconstruído. 

Outra vantagem dessa técnica inovadora é a possibilidade de uma rápida incorporação a outro tratamento complementar que possa ser aplicado, como radioterapia ou quimioterapia. Muñoz lembrou que mais de 90% das pacientes com câncer de mama superam a doença, mas o objetivo é minimizar as consequências e garantir a melhoria da qualidade de vida das pacientes.

EFE / R7

Tomar sol sem proteção pode provocar doenças nos olhos, afirma especialista

A utilização de óculos escuros é fundamental para proteger
os olhos da luz intensa
Exposição excessiva ao ultravioleta pode danificar córnea ou superfície ocular 

A exposição ao sol por longos períodos podem provocar problemas nos olhos, de acordo com o médico cirurgião-oftalmologista Renato Neves.

— Não sentimos os raios ultravioleta, porém eles causam sérias doenças no nosso organismo. Pessoas mais expostas à luz solar têm uma maior tendência a desenvolver doenças oculares, como por exemplo, a catarata. 

De acordo com o médico, a ação aguda dos raios UV sobre os olhos provoca queimaduras na superfície ocular semelhantes aquelas causadas na pele. E o efeito da longa exposição sem a devida proteção é cumulativo.

Neves ainda explica que a exposição excessiva ao ultravioleta refletido na areia ou no chão, ou até mesmo na neve, pode danificar a córnea ou a superfície ocular, causando doenças como a conjuntivite. Segungo o especialista, é necessário também proteger os olhos de lesões agudas causadas por breves saídas durante os dias de sol muito forte. 

O especialista ainda acrescenta que em dias nublados também é recomendado o uso de óculos escuros.

— O que pouca gente sabe é que mesmo nos dias nublados, os raios de sol passam através das nuvens finas, por isso também é importante usar os óculos de sol. Verão requer cuidado especial com os olhos.

A escolha do óculos de sol adequado também é indispensável, pois o principal é que os óculos bloqueiem de 99 a 100% dos raios UVA e UVB. E os óculos devem envolver a sua face, de têmpora a têmpora, para que os raios solares não penetrem pelo lado. 

Dicas:

— Se possível proteja-se do sol das 10h da manhã e 14h da tarde; 

— O que vale é a lente filtrar toda a radiação UV. O preço, modelo e cor dos óculos são de importância secundária; 

— Veja sempre se há o selo de qualidade e de proteção UV nos óculos de sol

R7

Regras para termos como "light" e "isento de" já entraram em vigor

Regras para termos como "light" e "isento de" já entraram em vigor Jonas Ramos/Especial
Foto: Jonas Ramos / Especial
Critérios, estabelecidos pela Anvisa em 2012, buscam evitar mensagens enganosas 

Você sabe o que é um alimento light? E o que significa um produto "rico em"? Ou com "alto teor de"? Desde o dia 1º de janeiro, as novas regras para o uso desses e outros termos já estão em vigor. 

Os critérios foram estabelecidos em novembro de 2012 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para auxiliar os consumidores a entender as nomenclaturas, evitar mensagens equivocadas e ajustar as normas brasileiras aos países do Mercosul. 

A resolução alterou a forma de uso de termos como light, baixo, rico, fonte, não contém, entre outros. Os alimentos que trouxerem na rotulagem a alegação light, por exemplo, devem ter pelo menos 25% a menos de algum nutriente. Ou seja, o termo só poderá ser empregado se o produto apresentar redução nutricional em comparação com a versão convencional. 

A norma estabelece, ainda, critérios para o uso das alegações de fonte e alto teor de proteínas, que receberam a exigência de comprovação adicional de critério mínimo de qualidade. 

— Essa determinação tem por objetivo proteger o consumidor de informações e de práticas enganosas — afirma a gerente de produtos especiais da Anvisa, Antônia Aquino. 

A regulamentação também criou oito novas alegações nutricionais. Para isso, foram desenvolvidos critérios para alimentos isentos de gorduras trans, ricos em ômega 3, ômega 6 e ômega 9, além dos sem adição de sal. 

De acordo com Antônia, essas alegações foram estabelecidas com o intuito de estimular a reformulação e desenvolvimento de produtos industrializados mais adequados do ponto de vista nutricional. 

A norma exige, também, o uso de esclarecimentos e advertências relacionados ao uso de uma alegação nutricional de forma visível e legível nas embalagens, com o mesmo tipo de letra da alegação nutricional. Devem ter cor contrastante com o fundo e, pelo menos, metade do tamanho da alegação nutricional.

Zero Hora

Pediatras indicam cuidados com a saúde das crianças no calor

Pediatras indicam cuidados com a saúde das crianças no calor Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra /  Agência RBS
Uso de boné é importante para proteger as crianças do sol
Alimentação, proteção solar e segurança são 
fatores importantes 

Tradicional período de descanso e lazer, os meses de verão exigem dos pais o reforço em alguns cuidados com as crianças. Além da segurança no mar, piscina ou rios, é preciso prestar atenção em fatores como alimentação, vestimenta e exposição ao sol. 

De acordo com a pediatra Roseli Kripka, a alimentação das crianças nos dias muito quentes deve ser variada, composta de legumes, verduras, carbodratos (arroz, batata, polenta), proteína animal (carnes, aves, peixes) e proteína vegetal (feijões, lentilha, grão de bico). 

— As carnes, os peixes e as aves devem ser cozidos, assados ou grelhados. É importante sempre ter cuidado na aquisição e conservação dos alimentos, para afastar o risco de contaminação — indica a pediatra.

Ainda segundo Roseli, um prato colorido é sempre mais atraente para as crianças. Uma dica é colocar os alimentos em porções pequenas, adequadas a idade da criança, sem forçar a alimentação. Também é importante nunca guardar para outra refeição o resto da comida que sobrou no prato pelo alto risco de contaminação. 

O calor pode diminuir o apetite das crianças. Nesses casos, é recomendado que os pais ofereçam frutas frescas da estação, sucos naturais sem adição de açúcar e muita água. Se a comida ou a bebida forem rejeitadas, o indicado é oferecer os alimentos com maior frequência. Para o preparo dos pratos, não esquecer de higienizar adequadamente frutas, legumes e verduras, além de sempre lavar bem as mãos.

Cuidados na viagem 
Para quem vai aproveitar os meses quentes para viajar deve levar na mala roupas leves e realizar a viagem em horários de menor intensidade do trânsito. Se o trajeto for longo, é recomendado organizar paradas para descanso e não esquecer de oferecer água e alimentos para as crianças. Verificar se a criança está com a carteira de vacinação em dia também é importante antes de embarcar. 

— Conforme a idade da criança, é aconselhável preparar algum tipo de entretenimento para o trajeto da viagem e protegê-la da incidência direta do sol — lembra o pediratra Marcelo Pavese Porto. 

Se for viagem de avião, o especialista recomenda ter alguma mamadeira para a criança sugar na aterrissagem. Aqueles que mamam no peito, oferecer especialmente durante os procedimentos de aterrissagem, para não causar dor no ouvido. Para os maiores é indicado oferecer um chiclete. 

Se o destino da viagem tiver praia ou piscina, é preciso ficar atento à segurança e sempre acompanhar os pequenos. Também recomenda-se evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, sempre com fotoprotetores, e utilizar outras formas de proteção como roupas com tecidos protetores, chapéus e óculos. 

— Todas as partes do corpo devem ser protegidas, mas especialmente as mãos, o rosto, nariz, orelhas, pernas e pés, que são mais expostos ao sol que as outras partes. Lembrar sempre de utilizar chapéus ou bonés — lembra o pediatra. 

As crianças podem e devem usar óculos escuros, desde que sejam com boas lentes. Os protetores solares são recomendados para crianças a partir de seis meses de idade. Porém, não é recomendado expor bebês menores de seis meses ao sol, exceto por períodos curtos e respeitando o horário do sol, sempre protegidos com roupas e chapéus. 

Outra dica é que os pais desenvolvam atividades na sombra para diminuir o período de exposição ao sol. Reaplicar o protetor solar a cada duas horas ou menos, se a criança estiver brincado muito na água.

Zero Hora

Pessoas com reações lentas são mais propensas a morrer mais cedo, indica estudo

Pessoas com reações lentas são mais propensas a morrer mais cedo, indica estudo Diego Medrano/Stock.xchng
Foto: Reprodução
Segundo pesquisadores britânicos, falta de atenção é tão perigosa quanto o cigarro 

Se você é um tanto demorado para tomar decisões não corre apenas o risco de ficar para trás, mas também de acabar morrendo mais cedo. Pelo menos é o que dizem pesquisadores da Universidade de Edimburgo. Segundo eles, a falta de atenção pode ser tão perigosa quanto o hábito de fumar. Acredita-se que a lentidão do cérebro pode ser um sinal de uma deterioração maior do corpo. 

O estudo avaliou os dados de mais de cinco mil participantes, que realizaram testes do seu tempo de reação em 1990, quando tinham entre 20 e 59 anos. Aqueles que foram mais lentos se mostraram 25% mais propensos à morte nos 15 anos seguintes do que os que foram rápidos na média. Aqueles que foram lentos em algumas ocasiões e rápidos em outras também apresentaram risco de morte precoce. 

O tempo de reação não foi relacionado a mortes por câncer, mas sim por ataque cardíaco ou derrame. 

— Nossa pesquisa mostra que um simples teste de tempo de reação de pode prever a sobrevivência independente da idade, sexo, grupo étnico ou nível socioeconômico — afirmou o principal autor do estudo, Gareth Hagger-Johnson. 

Segundo Hagger-Johnson, a velocidade com a qual o cérebro responde pode espelhar o estado geral do organismo. Isso significa que o tempo de reação lento pode ser sinal de outras doenças.

Zero Hora

Doenças respiratórias também podem surgir no verão

Doenças respiratórias também podem surgir no verão Ilya Andriyanov/Deposit Photos
Foto: Reprodução
Uso mais frequente do ar condicionado e aumento do consumo de bebidas geladas podem contribuir para a incidência do problema 

O verão de 2014 está entre um dos mais quentes dos últimos anos. Mas temperaturas elevadas não livram as pessoas das infecções respiratórias. A pneumonia, por exemplo, é muito comum também no verão. A necessidade dos cuidados de prevenção continua, principalmente entre os grupos mais suscetíveis: idosos e crianças menores de cinco anos. 

O pneumologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Roberto Jardim, explica que o ar condicionado, tão utilizado no verão, ajuda a proliferar bactérias e fungos e por isso exige manutenção e limpeza constantes. 

— O uso do ar condicionado acaba trazendo mais infecções, além de ressecar as mucosas nasais, barreiras importantes para filtrar o ar inspirado — diz. 

Para amenizar a baixa umidade do ar, a recomendação do especialista é beber muita água. 

Cerca de 1,6 milhão de mortes — a maioria em idosos e crianças menores de cinco anos — são causadas no mundo a cada ano por uma única bactéria, o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A mesma bactéria pode ser a causadora de um grupo de infecções conhecidas como doenças pneumocócicas (DPs), sendo a pneumonia a mais comum. 

Jardim também explica que o consumo de bebidas geladas pode diminuir a resistência pulmonar, principalmente em idosos ou pessoas com a saúde debilitada. Com a resistência mais baixa, o risco da pneumonia é maior. 

— Alimentação adequada e atividade física são fundamentais para melhorar a resistência do organismo e, consequentemente, diminuir as infecções — diz o especialista.

Zero Hora

Contra intervenção, Saúde garante abastecimento de hospitais

Um dia depois dos Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual ajuizarem ação com pedido de intervenção federal na rede pública estadual de saúde, diretores da Fundação Hospitalar convocaram imprensa e os órgãos de controle para conhecer o Centro de Logística, onde ficam armazenados todos os medicamentos e insumos que abastecem a rede hospitalar; governo fez investimento de R$ 10 milhões na compra de materiais 

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ASN - Os órgãos de controle externo e a imprensa conheceram na manhã desta quarta-feira, 29, o Centro de Logística da Fundação Hospitalar de Saúde. No local, ficam armazenados todos os medicamentos e insumos que abastecem a rede hospitalar do Estado, gerenciada pela FHS, assim como o setor de expedição desses itens para as unidades da rede. 

Os diretores da Fundação apresentaram, também, o novo sistema de controle de produtos, desenvolvido pela equipe de informática da FHS, que permite a visualização do estoque desde a ata de preço até a chegada na farmácia da unidade hospitalar. 

A promotora de justiça do Estado, Euza Missano, o controlador geral do Estado, Adinelson Alves, e o médico cirurgião Ivan Paixão acompanharam a visita e a apresentação. "Está excelente", disse Euza Missano. Enquanto conhecia cada setor da Celog, Euza Missano destacou que o estoque abastecido das unidades hospitalares é um grande avanço. "A assistência farmacêutica é um dos principais itens no atendimento de qualidade assistencial à população", destacou.

A apresentação serviu, também, para esclarecer sobre os investimentos em medicamentos e insumos realizados nos últimos dias com recursos no valor de R$ 10 milhões, resultado também de medidas adotadas que visam à economia. "Nesses dois últimos meses, a nova gestão da Fundação Hospitalar, por determinação do governador Jackson Barreto, reduziu diversos contratos, rescindiu outros, exonerou diversos cargos, o que proporcionou economia", explicou o diretor geral. 

A economia proporcionou a compra de medicamentos e insumos suficientes para abastecer a rede hospitalar da FHS nos próximos dois meses, além de permitir que a gestão faça o planejamento dos itens para 2014. "Isso dá uma tranquilidade à gestão e ao usuário porque a partir de agora, além de estarmos com a rede abastecida, podemos planejar nos próximos dias todo o ano de 2014", destacou. 

Após a estrutura de armazenamento e estoque dos medicamentos e insumos, os presentes conheceram o novo sistema de controle online dos estoques de medicamentos. "Esse software foi desenvolvido por técnicos da Fundação", explicou o diretor administrativo financeiro da FHS, André Marques. "O sistema permite a comunicação entre as unidades hospitalares e a Celog em tempo real e vai permitir também visualizar o que está faltando ou que poderá faltar, ou não", destacou. 

André Marques demonstrou o sistema passo a passo. "Esse novo sistema possibilita ver na tela o lote, a validade, a quantidade, o dia da entrega e até o preço unitário de cada medicamento ou insumo", falou. 

Ele acrescentou que o controle de estoque em tempo real otimiza o atendimento e consequentemente vai gerar economia nas compras, pois evita desperdícios.

"É uma medida importante, pois a partir do momento que são adotados sistemas de controle é possível gerenciar melhor o estoque, acabando com os eventuais desabastecimentos que possam ocorrer na rede hospital", ressaltou. "O sistema é uma ferramenta ágil que vai evitar a falta de medicamentos e insumos. Com ele podemos saber se determinado medicamento foi consumido em qualquer unidade hospitalar da Fundação e promover a reposição desse item", detalhou o coordenador de TI da FHS, Cláudio Ramos.

Brasília 247

Assistir a um programa burro deixa você mais burro

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Pense duas vezes antes de ligar a televisão no BBB
Segundo um estudo, as pessoas são influenciadas de maneiras sutil, mas signifcativamente, por produtos de baixa qualidade. 

Você não precisa ser muito esperto para saber que o Big Brother é um lixo. Entre as piores desculpas para assistir o programa, uma delas é que ele é “desestressante” e “inofensivo” (qualquer coisa com Pedro Bial declamando poema não pode ser descrita dessa maneira, mas vamos adiante). 

Bem, não é inofensivo. Ao contrário. É emburrecedor — cientificamente falando. 

Um estudo conduzido por Markus Appel, professor associado da Universidade de Linz, na Áustria, concluiu que quando as pessoas não pensam criticamente sobre o que estão consumindo numa mídia correm o risco de “assimilar características mentais expostase”. 

Em outras palavras, a estupidez de participantes e apresentadores de absurdos como o BBB é danosa à saúde, ainda que temporariamente. 

“Não é como uma doença que você pode ter por um longo tempo. Nós não estamos dizendo que você será prejudicado um dia depois de ler um livro estúpido ou ver um programa de TV ruim”, disse Appel. “Mas a pesquisa mostrou que o desempenho em testes de conhecimento é prejudicado por esse tipo de coisa”. 

Apesar de sua tese ter sido publicada em 2011, no jornal Media Psychologyi, em tempos de BBB ela é mais atual do que nunca. 

Num experimento com 81 pessoas, Appel pediu a diferentes grupos que lessem um roteiro que contava o caso de Meier, um hooligan alcoólatra e intelectualmente debilitado. Metade recebeu a instrução de pensar de maneira diferente do protagonista, enquanto a outra metade não teve instrução nenhuma antes de ler. 

Em seguida, todos fizeram um teste. O grupo que fez uma leitura crítica se saiu muito melhor — um processo que Appel considera ser responsável por manter longe do efeito contagioso da imbecilidade. Conhecimento geral não é o mesmo que QI, é claro. Mas os resultados, de acordo com Appel, “ajudam a reforçar a tese de que as pessoas são influenciadas de maneira sutil, mas significativamente, por produtos de baixa qualidade”.

Bella, uma bailarina do BBB 14, parecia ter alguma consciência do nível de indigência da atração criada pelo hoje milionário John De Mol. Há algumas semanas, foi flagrada pela TV numa dúvida. “Será que as pessoas ‘faz’ isso mesmo, ‘compra’ [o pacote para ver o BBB]? Tem mais o que fazer, não, que ficar vendo umas conversa ‘troncha’ (sic) que nem essa…” 

Inteligente essa Bella.

El Hombre

Amil é obrigada a custear medicamento para câncer de mama a todos os clientes

Divulgação
Amil: nova condenação para custear tratamento
Dose do Faslodex custa cerca de R$ 3 mil; decisão é tomada depois de empresa negar custeio a paciente de São Paulo, que faleceu 

Depois de se negar a custear um medicamento para câncer de mama para uma de suas clientes, a Amil – maior grupo de saúde suplementar do Brasil – foi condenada a fornecê-lo para todos os seus 3,2 milhões de clientes de planos médico-hospitalares. A decisão, de um juiz de São Paulo, saiu nesta segunda-feira (27) – depois da morte da paciente, segundo seu advogado. Cabe recurso. 

O remédio é o Faslodex, usado para tratar o câncer quando a doença começa a se espalhar da mama para outros tecidos do corpo – a chamada metástase. Cada dose custa em média R$ 3 mil, um preço relativamente baixo, segundo Rafael Schmerling, diretor de Pesquisas Clínicas da Sociedade Brasileira de Oncologia Química (SBOC). 

“Está longe de ser um dos mais caros da oncologia. O problema é que a estratégia dos convênios médicos é reduzir a assistência ao paciente”, afirma o médico. “E a melhor estratégia para redução de custos é melhorar o atendimento à doença precoce, não é deixar de assistir o paciente no curso final [da doença].” 

Segundo a gerente jurídica da SBOC, Lúcia Maria de Paula Freitas, a negativa de cobertura de medicamentos para câncer é comum. "Não interessa nem ao Sistema Único de Saúde (SUS) nem às operadoras, com honrosas exceções, que sejam agregados ao tratamento [do paciente] os custos das práticas mais avançadas", afirma. 

O Faslodex também não é fornecido pelo SUS, e já existe pelo menos uma ação coletiva, movida pela Defensoria Pública da União em Goiânia, para garantir o custeio pela rede pública. 

Descumprimento de decisão
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), uma cliente da Amil conseguiu, na Justiça, o direito ao custeio do medicamento. A operadora, entretanto, estava descumprindo a decisão e, por isso, um inquérito civil foi instalado. 

Nesta segunda-feira (27), o juiz Sergio da Costa Leite, da 33ª Vara Cível de São Paulo, concedeu uma liminar (decisão provisória) que obriga a Amil a custear o medicamento para todos os seus clientes, mesmo que os contratos firmados com os clientes prevejam a exclusão. 

Para o promotor responsável pelo caso, Gilberto Nonaka, a decisão – que entra em vigor dois dias depois de a empresa ser notificada, o que ainda não ocorreu – vale para todo o País, e até mesmo para clientes de outras operadoras do Grupo Amil (Amico, ASL, Excelsior e Amil Planos por Administração). No total, o conglomerado tem 4,7 milhões de clientes de planos médico-hospitalares. 

“No caso de outras empresas do grupo econômico virem a descumprir a liminar, isso será interpretado como burla à decisão judicial, porque se estará incidindo na prática abusiva – já reconhecida pelo Poder Judiciário – por intermédio de outra pessoa jurídica, mas do mesmo grupo econômico”, diz Nonaka. 

O MP-SP ainda pediu que a Amil seja condenada a reembolsar todos os clientes que tiveram de bancar o Faslodex até hoje, e a divulgar a sentença em seu site. Os pedidos, entretanto, ainda não foram analisados. 

A Amil informou que não comenta decisões Judiciais em processos nos quais ainda caiba recurso. 

Caso os pedidos do MP-SP sejam aceitos pelo juiz Sergio Leite, será pelo menos a terceira vez que a Amil é condenada a ressarcir seus clientes por práticas consideradas ilegais pela Justiça de São Paulo. 

Em novembro do ano passado, a operadora foi condenada a pagar pelos stents, dispositivos que evitam o entupimento de vasos sanguíneos e usados em cirurgias cardíacas ou vasculares. Cada prótese custa, em média, de R$ 2 mil a R$ 10 mil.

Em 2012, o grupo também foi condenado a rever os reajustes aplicados aos contratos firmados com micro e pequenas empresas. A decisão obriga a Amil a deixar o critério da sinistralidade, que permite aumentar o valor das mensalidades de acordo com o grau de utilização dos serviços médicos. 

ANS nega insegurança jurídica 
As três decisões contra a Amil põem em causa condições estabelecidas nos contratos que as operadora firma com os seus clientes – termos que passam pelo crivo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Questionada sobre a série de questionamentos judiciais à maior operadora do País, o órgão regulador nega a existência de insegurança jurídica no setor. 

"Os efeitos dessa decisão judicial não alcançam a ANS nem qualquer outra operadora, somente a que está referida no processo", informou a agência, em nota. "Portanto, não há o que falar sobre 'insegurança jurídica no setor'." 

A agência descatou ainda que seu programa de mediação de conflitos resolveu 84% das 71.431 queixas recebidas contra as empresas, e que a lista básica de produtos e serviços a serem oferecidos por todas as operadoras – chamada de Rol de Procedimentos – é revisada a cada dois anos com a participação da sociedade.

Neste ano, passaram a constar do rol 37 medicamentos para tratamento oral de diversos tipos de câncer (como intestino, mama, próstata, alguns dos mais frequentes entre a população) na lista de produtos a serem fornecidos gratuitamente pelas empresas. 

Elas [as operadoras] têm 21 dias, depois de acionadas, para fornecer o medicamento ao paciente."

iG

Médicos brasileiros criam técnica que devolve ereção a quem tirou a próstata

Técnica desenvolvida por médicos religa os nervos
rompidos na prostatectomia, que levava à disfunção erétil
Cirurgia retira nervos da perna e liga com nervos que foram lesados por conta da retirada da próstata; técnica inovadora foi desenvolvida na Faculdade de Medicina da Unesp 

Médicos brasileiros da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) em Botucatu desenvolveram uma cirurgia que religa os nervos que foram rompidos durante a retirada da próstata, o que reverte o problema da impotência sexual. 

A técnica consiste em retirar um pedaço de cerca de 30 centímetros de um nervo na perna, dividir esse nervo em dois pedaços de 15 centímetros cada e fazer um enxerto no nervo lesado da face lateral do pênis. 

“Quando retiramos o nervo da perna do paciente (nervo sural), ele fica com a face lateral do pé como se estivesse permanentemente anestesiada. Mas é algo leve, que a pessoa nem se importa”, explica José Carlos Souza Trindade, urologista e coordenador da pesquisa. 

Depois da cirurgia, que é considerada pouco invasiva, o paciente vai para casa em até 48 horas e o resultado final da cirurgia – o fim da impotência sexual – pode aparecer em até 2 anos. O motivo da demora é porque é necessário que fibras cresçam a partir do nervo enxertado e façam a ligação com o nervo do pênis. 

“É possível comparar a cirurgia com um fio elétrico. Abrimos a capa do fio e expomos o cobre. Retiramos esses vários fiozinhos de cobre que estão rompidos e substituímos por outro, mas este outro demora cerca de 8 meses para crescer (fibras) e fazer a ligação com o outro nervo receptor, que seria na vida real o nervo do pênis”, explica Trindade. 

A técnica é complexa, mas os resultados são satisfatórios. Dos 10 pacientes que foram submetidos a essa cirurgia, quatro já podem se dizer curados e outros dois ainda não completaram um ano de cirurgia, tempo médio para se obter resultados. Segundo Trindade, o prognóstico deles é bom. Os outro quatro não tiveram bom resultado por conta de outros tratamentos como radioterapia para combater o câncer. 

Histórico 
O início dos estudos que levaram à essa técnica revolucionária foi um trabalho experimental de estrutura de nervos. “Publicamos em 1994. A técnica chamada término lateral foi desenvolvida por nós para outro uso, como recuperar paralisias musculares da face”, conta o urologista. 

O uso da técnica no combate à falta de ereção, apesar de já ter sido apresentada em congressos no Brasil e no exterior e ser amplamente discutida com o nome de “end to side” (tradução para Término Lateral), ainda será publicada em periódicos científicos, quando poderá servir de base para cirurgiões aplicarem a técnica ao redor do mundo. 

Participaram do desenvolvimento do estudo também os filhos de Trindade, o urologista José Carlos Souza Trindade Filho e o radiologista André Petean Trindade, além do cirurgião plástico Fausto Viterbo, todos da Unesp de Botucatu, além do anatomista Wagner de Favaro, que atualmente leciona na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

iG

Samu poderá ser acionado através do Facebook

Foto: Reprodução
Aplicativo foi anunciado nesta quinta pelo Ministério da Saúde 

Rio - Uma ambulância com apenas um clique no Facebook. O Ministério da Saúde apresentou ontem um aplicativo integrado à rede social que permite acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O mecanismo possibilita ainda acompanhar o trajeto da ambulância até o local do atendimento e prever o tempo de socorro. 

A novidade será usada, em fase de testes, no Carnaval de Salvador e durante a Copa do Mundo. Ao acessar o aplicativo, o cidadão deverá informar se tem plano de saúde, se é hipertenso, diabético ou alérgico. As informações ficarão disponíveis para os integrantes da equipe que prestará o socorro. 

Como o aplicativo é sincronizado ao perfil no Facebook, o usuário pode indicaros parentes ou amigos para serem acionados, automaticamente, em caso de uma emergência. O chamado será registrado também na página do doentes.

A expectativa é a redução do tempo de resposta para cada atendimento, pois o aplicativo fornece, de forma automatizada e instantânea, ao sistema do Samu, todas as informações básicas que são pedidas pelo técnico que atende ao chamado. Além disso, a identificação e a localização precisas são enviados pela internet.  

Diagnóstico ampliado 
O Ministério da Saúde anunciou também que vai incorporar 15 novos exames para diagnosticar doenças raras e credenciar hospitais e instituições para fazer atendimento de pacientes portadores dessas enfermidades. Será criada uma rede para tratamento para cerca de oito mil doenças raras. 

Atualmente, pessoas com doenças raras são atendidas principalmente em hospitais universitários. Com a mudança, o número de instituições de apoio aumentará.

iG

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Diagnóstico rápido da meningite ajuda a evitar sequelas

O sistema público de saúde disponibiliza vacina contra
 a Meningite C
Chances de contração da doença são maiores durante a infância e a velhice

A meningite é uma infecção causada por bactéria ou vírus que consegue vencer as defesas do organismo e ataca as membranas que protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Porém, se o diagnóstico for rápido será possível evitar sequelas, como por exemplo, amputação de membros.

O exame que garante um diagnóstico preciso é o exame do líquor. O líquor é encontrado na medula e é retirado por meio de uma punção. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores são as chances de cura.

Atualmente o sistema público de saúde só disponibiliza a vacina para o tipo C da doença, o tipo A só está disponível nas redes privadas. Segundo o pediatra Marcelo Reibscheid, nenhuma vacina protege 100% contra as doenças.

 — Ao tomar a vacina você tem uma diminuição muito grande na chance de adquirir a doença, mas devem permanecer os cuidados com uma boa alimentação e uma higiene adequada. As chances de contração da doença são maiores durante a infância e a velhice, pois o organismo ou está imaturo, no caso das crianças, ou está enfraquecido, no caso dos idosos.

R7

Anvisa suspende lote de água mineral

AFP
Água continha a bactéria pseudomonas aeruginosa em
concentração acima do limite aceito
A água mineral continha quantidade de bactéria acima do limite aceito 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quarta-feira (29), a interdição cautelar de um lote de água mineral em todo país. 

Segundo a agência, o lote 213238 da água mineral natural Raposo, continha a bactéria pseudomonas aeruginosa em concentração acima do limite aceito. 

A bactéria encontrada na água da empresa Hidromineral Fluminense Ltda é originária do solo e é caracterizada por explorar as fraquezas do sistema imunológico de quem a contrai provocando uma infecção.

R7

Viagens longas podem provocar o desenvolvimento da trombose

Viagens longas podem provocar o desenvolvimento da trombose Divulgação/Stock Photos
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Especialista explana algumas orientações para evitar a doença 

Para aproveitar suas férias você resolveu fazer uma viagem, além de se preocupar com os detalhes do roteiro, hospedagem, bagagens é importante ficar atenta também à sua saúde, principalmente se a sua viagem for longa. Para a surpresa de alguns, manter um extenso período sem movimentar as pernas durante uma viagem pode aumentar o risco de trombose.

Segundo o Dr. Fernando Bacalhau (CRM-SP 116.809), cirurgião vascular com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC), permanecer mais de duas horas sem movimentar as pernas reduz o fluxo sanguíneo.

- A redução da circulação do sangue dentro dos vasos podem provocar os quadros de trombose, que é caracterizada pelo entupimento de um vaso sanguíneo por formação de coágulo (trombo) - afirma. A trombose do viajante recebe o apelido de “síndrome da classe econômica”, porque o espaço entre os acentos no avião são estreitos e impede o passageiro de se movimentar. 

As tromboses podem ser classificadas em superficiais quando acometem as veias, ou profunda, quando atinge as veias do interior do corpo. Além disso, podem ser distais, quando são apenas abaixo do joelho. - 

Nos casos mais graves pode ser caracterizada por embolia pulmonar que ocorre após um trombo se desprender, causando uma complicação circulatória nos pulmões - explica o cirurgião vascular. 

Sinais de riscos 
Dores na batata da perna, vermelhidão, aumento de temperatura e inchaço pode indicar a doença. 

- O passageiro deve ficar atento aos sinais durante e após a viagem, uma vez que a trombose é silenciosa - alerta o Dr. Fernando. 

O médico ainda ressalta que a trombose é mais frequente em gestantes, em obesos, fumantes e também em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais. 

Confira as orientações para manter a boa circulação sanguínea em viagens longas: Carro, avião ou ônibus 
Durante a viagem procure sentar no banco do automóvel com a coluna bem apoiada no encosto do assento. Além disso, mantenha as pernas um pouco abertas e evite cruzá-las, a flexão do quadril pode sobrecarregar a coluna podendo causar uma hérnia de disco na coluna. 

Hidratação 
Os viajantes devem dar prioridade a hidratação, já que a falta de água ou alimento provoca uma queda do volume sanguíneo, aumentando o risco de infarto agudo do miocárdio ou trombose. 

Sapatos
Procure viajar com um calçado confortável e macio, como o tênis. Durante a viagem, é recomendado os passageiros tirar o calçado e usar apenas a meia de compressão.

- As meias elásticas são uma ótima alternativa para prevenir a trombose. Elas melhoram o fluxo de sangue nas áreas periferias e evitam a formação de coágulos - acrescenta o cirurgião. 

E lembre-se de seguir com uma alimentação balanceada e realizar caminhadas.Ambos os cuidados contribuem para uma vida longe de problemas vasculares.

Zero Hora

Probióticos ajudam mulheres a perder peso, aponta pesquisa

Probióticos ajudam mulheres a perder peso, aponta pesquisa Julie Frender/Morguefile
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Flora intestinal tem papel importante no metabolismo 

Certos probióticos podem ajudar as mulheres na perda e na manutenção do peso, de acordo com estudo recente publicado no British Journal of Nutrition por uma equipe de cientistas da Université Laval.

Liderados pelo professor Angelo Tremblay, os pesquisadores demonstraram que a flora instestinal de indivíduos obesos não é igual àquela de pessoas magras. Essa diferença pode ser causada pelo fato de que uma dieta rica em gordura e pobre em fibras promove algumas bactérias à custa de outras. Os investigadores tentaram determinar se o consumo de probióticos poderia auxiliar a restabelecer o equilíbrio da flora intestinal em favor de bactérias que induzem a um peso saudável. 

Para testar as hipóteses levantadas, a equipe recrutou 125 homens e mulheres acima do peso. Os indivíduos foram submetidos a uma dieta de 12 semanas para diminuição do peso e, em seguida, enfrentaram mais três meses para estabelecer a manutenção do novo peso corporal adquirido. No decorrer da pesquisa, metade dos voluntários ingeriram duas pílulas diárias contendo probióticos provenientes da família do Lactobacillus rhamnosus, enquanto a outra metade recebeu um placebo.

Após o período de emagrecimento, foi constatado uma perda de peso média de 4,5 quilos nas mulheres, no grupo no qual os probióticos foram administrados, e de 2,6 quilos nos participantes que receberam o outro medicamento. Porém, nenhuma diferença foi verificada entre os dois grupos masculinos. 

— Não sabemos porque os probióticos não tiveram efeito nos homens. Pode ser uma questão de dosagem, ou a duração dos testes pode ter sido muito curta— diz Tremblay 

Durante os meses de manutenção do peso, o peso das mulheres submetidas ao placebo permaneceu estável, diferentemente do grupo no qual os probióticos foram administrados. As participantes desse núcleo continuaram a diminuir de peso, em um total de 5,2 quilos por pessoa. Na conclusão, mulheres que consumiram os probióticos reduziram duas vezes mais peso durante as 24 semanas de estudo. Os pesquisadores também atentaram, neste grupo, para uma diminuição no hormônio leptina, responsável por regular o apetite, assim como uma concentração inferior das bactérias intestinais relacionadas à obesidade. 

Conforme o professor, os probióticos devem atuar na alteração da permeabilidade da parede intestinal. Ao impedir que determinadas moléculas pró-inflamatórias passem para a corrente sanguínea, eles podem ajudar a prevenir a reação em cadeia que leva à intolerância à glicose, obesidade e diabetes tipo 2. 

O Lactobacillus rhamnosus usado nos testes da pesquisa pertence à empresa Nestlé, que o utiliza em alguns dos iogurtes que produz para o mercado europeu. Contudo, Tremblay acredita que os probióticos encontrados em produtos lácteos na indústria norte-americana poderiam ter um efeito similar àqueles da multinacional. Entretanto, ele enfatiza que os benefícios dessa bactéria tendem a ser observados mais facilmente em um indivíduo dentro contexto nutricional saudável, com baixa ingestão de gordura e porções adequadas de fibras.

Zero Hora

Dermatologista esclarece as principais questões sobre câncer de pele

Dermatologista esclarece as principais questões sobre câncer de pele Elena Shchipkova/Deposit Photos
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Forma mais comum da doença pode ser evitada com medidas simples 

A exposição ao sol sem proteção é um risco que muitas pessoas ainda não levam a sério. Mas o câncer de pele é a forma mais comum de câncer e uma das principais causas de morte. No mundo, são quase 3,5 milhões de casos por ano, que levam pelo menos 12 mil pessoas à morte. 

Durante as estações da primavera e verão, a exposição aos raios solares é ainda mais intensa. Por isso, a dermatologista da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, Anokhi Jambusaria, especializada em câncer de pele, explica algumas questões que as pessoas devem conhecer e levar em conta. 

Confira:

O que é câncer de pele? 
Câncer de pele é qualquer crescimento maligno na pele. De uma maneira geral, há dois tipos principais: melanoma e não melanoma. No caso do câncer de pele não melanoma, também há dois tipos mais comuns, o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer diagnosticado em todo o mundo. Na verdade, é mais comum do que o câncer de mama, câncer de pulmão e mesmo o câncer de cólon. O carcinoma de células escamosas, por sua vez, é o segundo tipo de câncer mais comum em todo o mundo. 

O que é melanoma? 
O melanoma é a forma mais fatal de câncer de pele, porque ele tende a se disseminar e atingir outros órgãos. Outros tipos de câncer de pele raramente se espalham para outras áreas que não a superfície da pele. Mas o melanoma, por ter essa capacidade de entrar em metástase, é o mais letal. Ele se distingue porque é uma proliferação das células que contêm grânulos de pigmento. Mas ele também pode ser originar de diversas partes do tecido mucoso, incluindo os da cabeça e do pescoço, bem como do trato gastrintestinal. Ele também pode aparecer nas palmas das mãos e nas solas dos pés. 

Quais são os sintomas desse tipo de câncer? 
Frequentemente, as pessoas notam que alguma coisa está crescendo em suas peles ou notam alguma mudança. Essa é a primeira coisa a ser observada. Tipicamente, esse câncer tende a ser assintomático, ou seja, ele não dá sinais de sua presença. Algumas vezes, esse crescimento pode sangrar ou doer um pouco, quando pressionado. 

Quais são os tratamentos para os diversos tipos de câncer de pele? 
Os tratamentos para o câncer de pele são individualizados. Depende de cada paciente, do tipo de câncer e como ele é visto no microscópio. Para um câncer de pele pequeno, em estágio inicial, muitas vezes um tratamento tópico ou um simples procedimento de raspagem podem ser o suficiente. Para um câncer mais agressivo, o médico pode recomendar que a lesão seja removida cirurgicamente. 

Qual é a probabilidade de cura de um paciente com melanoma? 
No estágio 1, a probabilidade de cura de um melanoma é de cerca de 95%. Por isso, a detecção precoce é fundamental. No caso de um melanoma mais denso (grosso, volumoso), confinado na pele, mas que ainda não se disseminou para os gânglios linfáticos ou para outro órgão do corpo (em estágio 2), a cura também é possível — a probabilidade de cura é de 70 a 80%. No estágio 3, o melanoma já "escapou" de seu confinamento na pele e atingiu os gânglios linfáticos. Nesse caso, há três fases diferentes — A, B e C, conforme a quantidade de gânglios linfáticos que foram atacados pelo melanoma. A probabilidade de cura pode cair muito, para níveis tão baixos quanto 20%, se houver muitos gânglios linfáticos envolvidos. Mas pode cair apenas para 60 a 70%, se houver apenas um gânglio linfático atingido. O melanoma de estágio 4 é o que já se disseminou para além dos gânglios linfáticos e atingiu outros órgãos do corpo. Nesse caso, a probabilidade de sobrevivência é muito baixa. Em média, um paciente pode sobreviver de alguns meses a um ano. Mas novas terapias estão melhorando essas situações. 

Como a exposição ao sol ajuda a contrair essa doença? 
A exposição ao sol é um fator de risco muito importante no desenvolvimento do câncer de pele. Sabemos que a exposição que uma pessoa sofreu em sua infância e, particularmente, um histórico de queimaduras de sol excessivas são fatores importantes. No entanto, muitos médicos concordam que é importante minimizar a exposição ao sol na vida adulta, porque isso reduz ainda mais o risco de câncer de pele. Há pessoas com um risco maior do que outras de contrair a doença? Os genes também exercem um papel importante. Pessoas com predisposição genética podem contrair câncer de pele mais facilmente. Há certos grupos de pacientes com maior probabilidade de sofrer esses tipos de câncer. Por exemplo, as pessoas com pele mais claras tendem a se queimar, em vez de se bronzear, e, por isso, correm um risco maior. Normalmente, essas pessoas que correm os maiores riscos são ruivas, com olhos azuis. Mas, pessoas com pele mais escura também podem ter câncer de pele, embora o risco seja menor. Na verdade, qualquer um pode desenvolver câncer de pele. 

Que outros fatores podem influenciar? 
O local onde você vive também exerce um papel, em termos de riscos de desenvolvimento do câncer de pele. Raios ultravioletas, que causam o câncer, são mais fortes em áreas mais próximas ao equador e mais fracos em áreas longínquas do equador. A altitude também tem influência no desenvolvimento do câncer de pele. Pessoas que vivem em regiões mais altas, por muitos anos, tendem a ser mais expostas aos raios ultravioletas do que as que vivem em regiões de menor altitude ou a nível de mar. Portanto, tudo isso deve ser levando em conta quando uma pessoa quer determinar seus parâmetros de risco de contrair câncer de pele. 

Como uma pessoa pode se proteger das radiações solares? 

As principais diretrizes para a proteção solar ou para a prática do "sol seguro" são: 

 — Aplique protetor com um fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30, e se assegure de que ele tenha um amplo espectro protetor, isto é, que proteja contra a radiação ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB)

 — Aplique o protetor aproximadamente 30 minutos antes da exposição ao sol e volte a aplicá-lo a cada duas horas e imediatamente depois de nadar ou suar em excesso. Protetor solar à prova de água ou de suor é um mito. 

 — Aplique uma quantidade equivalente a um copo de drinque pequeno em todo o corpo, incluindo embaixo da roupa. 

 — Torne a aplicação do protetor solar uma rotina. As mulheres devem aplicar protetor solar diariamente, sob a maquiagem.

 — Invista em um chapéu de abas largas, que cubra não apenas a cabeça, mas também as orelhas e a parte de trás do pescoço. Use óculos de sol. Para as atividades ao ar livre, existem roupas que protegem contra o sol, com tecidos tratados com protetor solar. Isso reduz a quantidade de protetor solar que você precisa aplicar na pele.

 — Não se esqueça de que os raios solares são mais intensos entre 10h e 16h. Portanto, é preferível realizar atividades ao ar livre fora desse período. 

Quando é preciso ver um médico para prevenir o câncer de pele? 
É recomendável que qualquer pessoa, desde a que está entrando na puberdade à que está entrando na vida adulta seja examinada por um dermatologista, para um exame de avaliação dos parâmetros de risco, particularmente se tem um histórico familiar de câncer de pele ou um histórico de exposição excessiva ao sol. Com base no que for descoberto no exame, o médico irá recomendar a frequência dos exames. Tudo depende do nível de risco de cada pessoa.

Zero Hora

Café da manhã pobre na juventude aumenta chances de síndrome metabólica na fase adulta

Café da manhã pobre na juventude aumenta chances de síndrome metabólica na fase adulta Divulgação/Stock Photos
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Pesquisa sueca indica que incidência de desenvolver o problema pode ser até 68% maior

Certamente você já ouviu falar que o café da manhã é uma uma refeição importante para a saúde. Um estudo desenvolvido pela Universidade de Umeå, na Suécia, e publicado na Public Health Nutrition reforça ainda mais essa ideia. A pesquisa revelou que adolescentes que tinham um café da manhã pobre apresentaram maior incidência de síndrome metabólica 27 anos depois.

Síndrome metabólica é um termo que abriga todos os fatores ligados a um maior risco de sofrer doenças cardiovasculares. A síndrome metabólica inclui obesidade abdominal, altos níveis de triglicérides, níveis baixos de colesterol HDL (o "bom"), pressão arterial alta e altos níveis de glicose no sangue. 

A pesquisa começou em 1981, quando os pesquisadores pediram a adolescentes para relatar o que eles comiam no café da manhã. Os entrevistas foram submetidos a um exame de saúde 27 anos depois, que investigou a presença de síndrome metabólica. 

O estudo mostrou que os jovens que não costumavam tomar café da manhã ou tinham uma refeição pobre tiveram uma incidência 68% maior de síndrome metabólica quando adultos. A conclusão foi levou em consideração os fatores socio-econômicos e os hábitos de vida dos participantes. Obesidade abdominal e altos níveis de glicose no sangue foram os fatores mais claramente relacionados ao café da manhã pobre. 

 — Outros estudos são necessários para que possamos entender os mecanismos envolvidos na relação entre a síndrome metabólica e o café da manhã, mas nossos resultados demonstram que dispensar ou negligenciar essa refeição pode ter efeito negativo na regulação do açúcar no sangue — disse Maria Wennberg, principal autora do estudo.

Zero Hora

Você tem medo de quê? Veja como curar as fobias

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Palpitações, sudorese, medo excessivo de algo. A fobia pode ser incapacitante, mas a terapia cognitivo comportamental e a hipnose ajudam a superar o problema 

É natural e até saudável ter medo. Quando o temor, porém, ultrapassa a barreira da normalidade e passa a ser irracional - por situações ou objetos que não oferecem perigo - o nome muda e começa a ser chamado de fobia. Os sintomas, físicos e emocionais, incluem palpitações, tonturas, sudorese, agonia e aflição. 

Como surge, não se sabe exatamente. “As fobias podem ter um componente genético, mas a forma em que ela surge tem a ver com a exposição inicial com o objeto ou situação que é encarada como aversiva”, explica o psiquiatra Gabriel Lopes. “Um exemplo é alguém que estava dentro de um elevador quando faltou luz. A partir dali, a pessoa pode começar a desenvolver medo de elevadores”. 

O problema da fobia é que, quando não tratada, ela pode se generalizar. “A pessoa pode começar a evitar de entrar em um prédio só porque ele tem elevadores”, completa Lopes.

Veja 10 fobias comuns:

1. Medo de altura

2. Medo de ambientes fechados

3. Medo de sangue ou de ferimentos

4. Medo de falar em público ou do julgamento alheio

5. Medo de elevadores

6. Medo de estar no meio de uma multidão

7. Medo de insetos

8.  Medo do escuro

9. Medo de pegar doenças

10. Medo de andar de avião

A psicóloga Ana Cristina Fraia, da Clínica Maia Prime, explica que embora muita gente pense que esse medo é frescura, ele não é. “Chega a ser incapacitante. Dependendo do tipo de fobia, a pessoa começa a ter medo de sair na rua, de qualquer lugar alto, não consegue mais falar em público. ” 

E então, o que fazer para se liberar deste pânico que tornando a pessoa escrava de evitar situações que não oferece perigo real algum? 

A boa notícia é que as fobias têm cura. E, ao contrário do que muita gente pensa, o tratamento não é complexo, sendo na maioria dos casos uma terapia rápida, que não proporciona desconforto ao paciente. 

Terapia cognitivo comportamental 
A terapia cognitivo comportamental é, de longe, o mais indicado para o tratamento de fobias. “É feito um remanejamento de pensamentos. A pessoa vai sendo exposta aos objetos que geram medo, mas de uma forma mais controlada”, explica Ana Cristina. 

A chamada terapia de exposição com prevenção de resposta obedece uma escala de zero a 10, sendo que o zero é um estímulo que não causa nenhuma aversão a quem tem fobia e o 10 o estímulo que provoca mais sofrimento. “Tem que ser bem gradual, o paciente vai sendo exposto aos poucos até se acostumar com o objeto ou situação”, explica Lopes. 

O psiquiatra explica que, embora algumas teorias psicanalíticas procurem buscar a raiz do problema, o intuito do paciente no momento de sofrimento é se livrar da fobia, então o tratamento deve ter foco no presente. “Precisa ser de hoje para trás. Em alguns casos, o primeiro trauma que fez a pessoa ter a fobia nem mais tem significado”, explica. 

Hipnose 
O psiquiatra e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fernando Portela Câmara explica que a hipnose é muito bem indicada no tratamento das fobias simples, que são aquelas em que a pessoa tem uma aversão a um objeto ou situação, como medo de insetos, sangue, altura ou viajar de avião. No caso da fobia social, quando a pessoa tem medo de ser julgada ou sofre para falar em público, a hipnose não funciona bem. 

“A pessoa é levada a enfrentar o medo dentro do transe hipnótico, que é um estado relaxado. Ela confronta na imaginação o estímulo fóbico, mas ao mesmo tempo o terapeuta mantém a pessoa relaxada, ou seja, cria um reflexo de tranquilidade." 

Osmar Colas, professor e coordenador do grupo de estudos de hipnose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a hipnose proporciona a dessensibilização dos sintomas. “Começamos com a terapia cognitivo comportamental para ensinar a pessoa a controlar os sintomas físicos do medo, como palpitações, respirações rápidas, etc. Depois, a hipnose vai ajudar a amplificar o resultado dessas técnicas”, explica Colas. 

Na hipnose, a exposição ao objeto ou situação em que alguém tem fobia é feita pela imaginação. “É mais confortável porque a pessoa sabe que está ali na poltrona do consultório, que está segura. Mas ela vai sentir como se estivesse em contato com a razão do seu medo, é uma realidade virtual”, explica o professor da Unifesp. 

Outra técnica é regredir o paciente hipnoticamente para encontrar a razão da fobia, e então mudar o significado daquilo que foi mais traumático. “A regressão deve ser muito cuidadosa, para não gerar desconforto no paciente”.

iG

Padilha anuncia vacinação contra HPV

ELZA FIÚZA/ABR - 5.3.2013
Em rede nacional, Padilha anuncia vacinação contra HPV
Ministro da Saúde declarou que a prevenção começará apenas no próximo dia 10 de março deste ano 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou na noite desta quarta-feira (29) um pronunciamento em cadeia de rádio e TV nacional para divulgar o início da campanha de vacinação contra o HPV. A vacinação, entretanto, começará apenas no próximo dia 10 de março. O HPV atualmente é um dos principais responsáveis pelo câncer de colo de útero, o terceiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. 

O principal público-alvo da vacinação serão meninas entre 11 e 13 anos de idade. Segundo o ministro, a vacina vai estar disponível durante todo o ano em 36 mil postos de saúde da rede pública e também nas escolas públicas e privadas. "Com essa campanha o governo federal vai dar uma contribuição decisiva para a saúde da mulher brasileira que até então tinha poucos meios para prevenir já na infância o câncer do colo do útero", afirmou Padilha. 

Conforme revelou o Estado na sua edição de quarta-feira, o pronunciamento um mês antes da campanha custou R$ 55 mil e foi preparado pela agência Propeg. De acordo com o ministério, ao todo R$ 15 milhões serão destinados a ações nas redes sociais, de mobilização em eventos e campanha publicitária. Desse total, metade dos recursos está destinada a divulgação da campanha em televisão. 

A outra metade está dividida entre rádio (15%), internet (10%), revista (7%), cinema (5%) e demais meios (13%), como outdoors e publicações. Também serão produzidos 213.000 cartazes, ao custo total de R$ 152.699,7, que serão distribuídos a todas as secretarias estaduais de saúde. 

Pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo na próxima disputa eleitoral de outubro, Padilha também reservou parte do pronunciamento para fazer um balanço do Programa Mais Médicos, que também deverá ser uma das principais bandeiras da campanha à reeleição da presidente Dilma. 

"Agora com o Programa Mais Médicos o governo federal está dando outro passo decisivo para levar mais saúde às áreas que durante décadas viveram esquecidas como a periferia das grandes cidades e as regiões mais pobres e isoladas do país", disse antes de apresentar números. Segundo ele, o programa tem mais de 6.500 médicos e beneficia 23 milhões de brasileiros e brasileiras. De acordo com cálculos do ministro até o mês de março um total 13 mil médicos farão parte do programa, beneficiando 45 milhões de pessoas. 

O Tempo

Os 10 erros mais comuns na hora de tirar a fralda das crianças

Uma das tarefas mais difíceis para os pais é perceber se já
está na hora de tirar a fralda do filho
Começar o desfralde antes da hora, dar bronca pelos escapes e deixar a tarefa somente a cargo da escola são atitudes equivocadas que podem trazer prejuízos para as crianças 

Retirar a fralda das crianças é um processo que exige muita paciência dos pais. Algumas levam poucas semanas para aprender a usar o banheiro, enquanto outras podem demorar até seis meses e demandar atenção maior. “O desfralde não é meramente um treinamento mecânico, pois envolve a parte psicológica da criança, algo vincular”, afirma a pediatra Anna Julia Sapienza, do Hospital Infantil Sabará (SP). 

De acordo com a psicóloga Susana Ório, coordenadora da unidade infantil do colégio Madre Alix (SP), esta é uma etapa de extrema importância no desenvolvimento, pois mostra que a criança está se abrindo para o social. “Para ela, fazer coco é como deixar algo dela para o mundo, tem um significado”, diz a especialista. Isso porque os pequenos normalmente têm uma relação prazerosa em evacuar e urinar no momento que desejarem, e passar a controlar isso é como se eles estivessem abrindo mão desta sensação de bem-estar. 

Nesse período, que ocorre por volta dos dois anos de idade, uma das tarefas mais difíceis para os pais é perceber se está realmente na hora começar a tirar a fralda. “Os pais devem avaliar a maturidade psicólogica da criança. Uma dica é notar se ela já desenvolveu certa coordenação motora e se já tem a percepção que está com vontade de ir ao banheiro”, recomenda Susana. 

Outra orientação é observar se a fralda passa a ficar seca por um período maior de tempo, mesmo pela manhã, ao acordar. Possivelmente, também será o momento certo se notar que a criança fica incomodada com a fralda e tenta retirá-la com frequência. 

Como começar? 
Depois de identificar a hora certa de retirar a fralda, muitos pais cometem erros que podem prejudicar o avanço do processo, tais como apressar a criança no banheiro, repreender por ela não conseguir se segurar ou mesmo delegar a responsabilidade para a escola (veja os principais erros abaixo). 

Para não atrasar o desfralde nem inviabilizar todo o trabalho, o ideal é começar o procedimento quando os pais estiverem mais tranquilos (pode ser nas férias, por exemplo) e com tempo para dedicar a isso. Ao retirar a fralda, comece explicando à criança que ela precisa pedir para fazer xixi ou coco toda vez que estiver com vontade. Durante o treinamento, pergunte se ela quer ir ao banheiro pelo menos a cada duas horas. Utilize itens como penicos ou redutores de vaso sanitário, para facilitar a evacuação. Leia também: Fraldas, mamadeira, chupeta: existe idade certa para largar? Quando é hora de levar a criança ao psicólogo? 

No entanto, se depois de algumas semanas de tentativa os responsáveis não notarem avanços ou perceberem que o filho não está preparado, é melhor não insistir. “Pare, espere mais um mês e depois recomece o processo. Caso contrário, a tendência vai ser a criança se reprimir e os pais se estressarem”, afirma Anna Julia. 

Veja os principais erros que os pais cometem ao desfraldar os filhos e tente evitá-los: 

Erro 1: Começar antes da hora 
Não existe uma idade marcada para tirar a fralda das crianças. O que normalmente acontece é que a criança mesma começa a sinalizar, dizendo que quer fazer xixi ou apontando para a fraldinha. No entanto, apressar o processo pode gerar prejuízos para o desenvolvimento dela. “Antes de um ano e meio, geralmente, a criança não tem preparo neurológico para fazer esse desfralde”, afirma a pediatra Anna Julia Sapienza, do Hospital Infantil Sabará (SP). A médica diz que o ideal é preparar o treinamento a partir dos dois anos, pois nesta fase os filhos já possuem autonomia motora para andar, tirar a roupa e expressar que estão incomodados com o coco. 

Erro 2: Expor a criança em lugares públicos
Assim como acontece com os adultos, ir ao banheiro é algo privado. Por isso, desde o início, os pais não devem colocar o penico, por exemplo, no meio da sala ou no quarto, nem expor a criança na frente de todos. O recomendado é usar o sanitário preferencialmente com a porta fechada. “Caso contrário, a criança fica exposta socialmente, causando traumas, já que, se ela se sujar na frente dos outros, não será algo nada agradável”, orienta Anna Julia. 

Erro 3: Delegar a tarefa unicamente para a escola
O momento de retirada de fralda deve acontecer primeiramente em casa. A escola serve como uma base de apoio e continuidade da orientação dada pelo pai e pela mãe. A psicóloga Susana Ório lembra também que as crianças têm períodos diferentes de desenvolvimento. Portanto, não é porque o coleguinha da turma está saindo da fralda que o seu filho obrigatoriamente precisa deixá-la também. 

Erro 4: Pressionar a criança para ser rápida
Jamais fique dizendo à criança para fazer logo o xixi ou o coco, que tem que sair ou que está com pressa. O treinamento para o desfralde requer tempo e paciência. Por isso, leve para o banheiro algumas distrações para o pequeno, como livros, joguinhos, giz de cera, para tornar aquele momento prazeroso e evitar o tédio e a desistência. “Tem de ser um processo carinhoso, sem correria”, recomenda a médica Anna Julia. 

Erro 5: Não providenciar os itens de apoio
É claro que se a criança não tiver a estrutura básica, ficará mais complicado utilizar o banheiro. Por isso, os pais devem providenciar um penico ou um redutor de vaso sanitário, para que haja mais comodidade e conforto na hora de aprender a usar o toalete.

Pais devem evitar apressar a criança para fazer xixi
ou coco:“Tem de ser um processo carinhoso,
sem correria”, recomenda pediatra
Erro 6: Esperar a criança pedir para ir ao banheiro
Para facilitar o treinamento, os pais devem começar a retirada das fraldas durante o dia, período em que a criança está mais alerta para pedir para usar o banheiro. No entanto, os adultos não podem apenas ficar esperando a demonstração espontânea desta vontade. É preciso insistir e perguntar, pelo menos a cada duas horas, se ela quer fazer xixi ou coco. Também é importante ficarem mais atentos após as refeições ou depois da ingestão excessiva de líquidos. Intensifique o processo nesses horários e, mesmo que a criança não peça, deixe que ela permaneça um pouco sentada no vaso sanitário para tentar evacuar. 

Erro 7: Dar bronca se a criança não consegue se segurar
Uma das coisas que os pais devem evitar de qualquer maneira é dar bronca ou brigar com a criança se ocorrer um escape. Nestes casos, o melhor a fazer é levar o filho a um lugar reservado, limpá-lo e trocá-lo. Nada de dizer: “nossa, sujou a roupa de novo” ou “você não aprende”. “Quando essa repreensão acontece, a criança pode tentar prender o coco da próxima vez para não envergonhar o pai ou a mãe ou até ficar com a bexiga cheia, causando infecções urinárias”, explica a pediatra Anna Julia Sapienza. 

Erro 8: Fazer cara de nojo quando acontecer um escape
Mesmo sem dar bronca, muitos pais fazem uma expressão de reprovação, constrangimento ou nojo quando a criança, sem querer, faz coco na roupa ou xixi na frente das visitas. Vale dizer que os escapes, principalmente os noturnos, em muitos casos, são frequentes até que ela desenvolva um controle total. “A retirada das fraldas à noite poderá durar um pouco mais, em média até os quatro anos de idade. Há casos em que algumas crianças poderão persistir um pouco mais, até os seis anos, o que consideramos normal”, explica o pediatra Antonio Carlos Turner, diretor da Clínica Materno Infantil (RJ). 

Erro 9: Colocar roupas difíceis de tirar Se a criança pede para ir ao banheiro, os pais têm de agir rápido.
Por isso, nada de colocar calças muito apertadas ou meia-calça durante o treinamento de desfralde. Desta forma, o verão é realmente um ótimo período para iniciar o processo, já que roupas leves como vestidinhos, bermudas e shorts facilitam a retirada na hora da “emergência”. 

Erro 10: Escolher um momento de estresse para tirar a fralda
Se os pais estão em época de balanço no trabalho ou fechamento de relatórios, certamente é melhor deixar o momento do desfralde para depois. Isso porque as primeiras semanas de treinamento requerem muita disponibilidade de tempo, afinal os adultos têm de estar dispostos a passar vários minutos com o pequeno no banheiro. “Paciência e todo cuidado são poucos nesta hora. Caso contrário, essa fase de dependência das fraldas poderá durar mais”, orienta Antonio Carlos. 

 Delas