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sábado, 30 de junho de 2012

Padilha elogia ampliação do sistema de saúde pública americano e diz que decisão poderia ser copiada por países

Rio de Janeiro – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, espera que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de aprovar a ampliação do sistema de saúde pública seja copiada por outros países do mundo. Segundo Padilha, que esteve ontem (29) em um evento sobre saúde e desenvolvimento no Rio, “é inspirador para outros países que os Estados Unidos ampliem a universalização, embora não tenham ainda assumido, como o Brasil assumiu em sua Constituição, a saúde como um direito e um dever do Estado, mas é um passo importante para a universalização”.

A Suprema Corte americana declarou ontem (28) a constitucionalidade do projeto criado pelo presidente Barack Obama, há cerca de dois anos, obrigando os cidadãos dos Estados Unidos a ter um seguro médico até 2014 sob pena de multas. Com o aumento do número de usuários, o objetivo apresentado, na época, pelo presidente, era o barateamento dos custos e dar subsídios para os mais pobres.

As empresas de seguro são obrigadas a aceitar mesmo pessoas com problemas crônicos de saúde. A Corte, porém, não aprovou um item do projeto que exigia dos estados investimentos para ampliar o atendimento gratuito aos mais pobres.

Padilha ressaltou que o Brasil é o único país no mundo, com mais de 100 milhões de habitantes, que assumiu o desafio de levar a saúde universal e integral para toda a população, desde a vacinação até o transplante. “Precisamos, porém, ser muito realistas de tudo o que precisamos avançar no Sistema Único de Saúde (SUS) para darmos conta do que é o objetivo do nosso país de ter um sistema público e universal com qualidade. Melhorar a qualidade do atendimento e reduzir o tempo de espera é uma obsessão do Ministério da Saúde”, declarou.

A descentralização do atendimento é outro grande desafio do país, que tem uma média de quatro médicos a cada mil habitantes no Rio de Janeiro e 0,6 no Maranhão. Em todo o país, a média é 1,9 médico para cada mil habitantes, enquanto na Argentina e na Inglaterra essa média é 2,9 médicos por mil habitantes, segundo Padilha.

Fonte Agência Brasil

Brasil inicia distribuição de remédio para Alzheimer fabricado no país

Rio de Janeiro - O laboratório do Instituto Vital Brazil (IVB), localizado em Niterói, na região metropolitana da capital fluminense, entregou ontem (29) às secretarias estaduais de Saúde os primeiros lotes de rivastigmina, medicamento destinado ao tratamento dos portadores de Alzheimer. A fórmula foi desenvolvida nacionalmente após a patente do proprietário original ter expirado.

Estão sendo entregues quatro toneladas do remédio, que serão distribuídas gratuitamente. A quantidade é capaz de atender ao total da demanda do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), cerca de 6% dos 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos sofrem com a doença.

O vice-presidente do IVB, Bernardo Horta, disse que o projeto é fruto de uma nova política de governo federal que, por meio de legislações específicas, incentivou a produção nacional da rivastigmina, fortalecendo o campo da saúde através de uma parceria público-privada.

De acordo com Horta, o processo de produção teve início há dois anos, quando o IVB constituiu uma parceria que envolvia o laboratório Laborvida, do Rio de Janeiro, e o laboratório EMS, de São Paulo, o maior produtor do país no campo dos medicamentos genéricos.

“Foi necessária muita pesquisa para desenvolver a formulação do medicamento. Um laboratório multinacional detinha a sua patente, que foi posteriormente expirada. Isso propiciou o processo de desenvolvimento da formulação do medicamento. A partir daí, resultou o registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], e foi então iniciada a sua produção”, disse Horta.

Segundo o vice-presidente, o remédio deve estar disponível a partir de julho, e será entregue trimestralmente. O Ministério da Saúde será o responsável pela distribuição nacional gratuita do medicamento, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O medicamento vai ser distribuído hoje a todos os almoxarifados de todas as secretarias de todos os estados da Federação. Haverá ainda uma destinação ao almoxarifado do ministério em Brasília, [para formação] do chamado estoque estratégico, ou seja, se faltar esse medicamento em algum local, por acréscimo de demanda, vai existir um quantum que poderá ser encaminhado”.

O Alzheimer é uma doença degenerativa, caracterizada pela perturbação das funções cognitivas, e é ainda incurável e progressiva, levando à morte. Esses sintomas muitas vezes são acompanhados pela deterioração do comportamento social, da motivação e do controle emocional.

Para a distribuição dos lotes, o Instituto Vital Brazil firmou com o Ministério da Saúde contrato de cinco anos, com o compromisso de atender toda a demanda nacional necessária. O medicamento a ser entregue possui formulações que variam de 1,5 mg a 6 mg, em embalagens de 15 cápsulas cada.

Fonte Agência Brasil

Dieta de baixa acidez é mais eficaz do que remédio contra refluxo

A banana tem um ph baixo, além de ser nutritiva
Refrigerantes e morangos estão vetados, enquanto brócolis, aveia e banana estão liberados

O ácido estomacal é, há muito tempo, apontado como causador de males como refluxo e azia. Mas agora, alguns especialistas começam a afirmar que o problema não está só no ácido estomacal que sobe, e sim, no tipo de comida que desce.

A ideia tem recebido atenção ultimamente, principalmente em livros populares como "Crazy Sexy Diet" e "The Acid Alkaline Food Guide" - que afirmam ser possível melhorar a saúde concentrando-se no equilíbrio acidobásico na dieta, principalmente comendo mais vegetais e determinadas frutas, e menos carnes e alimentos processados.

Embora a ciência por trás de tais afirmações não seja definitiva, algumas pesquisas sugerem que haja benefícios numa dieta de baixa acidez. Estudos recentes indicam uma ligação entre a saúde dos ossos e uma dieta de baixa acidez, enquanto outros estudos sugerem que a acidez da dieta ocidental aumenta o risco de diabetes e doenças cardíacas.

Este ano, um pequeno estudo concluiu que limitar a ingestão de alimentos ácidos pode aliviar sintomas de refluxo como tosse e rouquidão em pacientes que não obtiveram melhora com tratamento à base de medicamentos, de acordo com a publicação científica Annals of Otology, Rhinology & Laryngology.

No estudo, 12 homens e 8 mulheres com sintomas de refluxo, que não melhoraram com medicação, foram colocados numa dieta de baixa acidez durante duas semanas, eliminando todos os alimentos com pH menor que 5. Quanto menor o pH, maior a acidez; entre os alimentos altamente ácidos estão refrigerantes diet (2,9 a 3,7), morangos (3,5) e molho barbecue (3,7). De acordo com o estudo, 19 entre 20 pacientes melhoraram depois da dieta de baixa acidez, e 3 eliminaram todos os sintomas.

A autora do estudo, Jamie Koufman, especialista em distúrbios da voz e refluxo laringo-faríngeo (o tipo associado à rouquidão), defende a dieta de baixa acidez em seu novo livro, "Dropping Acid: The Reflux Diet Cookbook & Cure."

Medicamentos contra refluxo agem neutralizando ou reduzindo o ácido produzido no estômago. Mas, apesar do ácido estomacal ser um fator, diz Koufman, o verdadeiro culpado em muitos pacientes é a pepsina, uma enzima digestiva que pode existir no esôfago. Nesses pacientes, diz ela, não é suficiente neutralizar o ácido que sobe do estômago.

"Uma vez que você tenha pepsina no tecido, o acido ingerido é igualmente danoso," disse ela. "Quando você bebe um refrigerante e sente dor no peito, pode ser por causa do ácido que sobe ou por causa do ácido que vem de cima."

Evite ou aposte
Alimentos de baixa acidez equilibram a dieta: menos alimentos de alta acidez e mais alimentos de alta alcalinidade. A escala de pH vai de 0 a 14; a água destilada tem um pH de 7 e é considerada neutra, e a acidez aumenta 10 vezes a cada unidade de pH que diminui. Um alimento com pH 4 é 10 vezes mais ácido que um com pH 5. (o pH do ácido estomacal varia de 1 a 4.)

Para aliviar a azia e os sintomas de refluxo, Koufman recomenda uma dieta "introdutória" estrita, por duas semanas, sem nada que tenha pH inferior a 5 - nenhuma fruta exceto melão e banana, nada de tomate ou cebola, mas muito de outros vegetais, grãos integrais e peixe ou frango sem pele. Alimentos de alta alcalinidade incluem banana (5,6), brócolis (6,2) e aveia (7,2).

Alguns alimentos devem ser eliminados por razões outras que não a acidez. Independentemente dos níveis de pH, carnes gordurosas, laticínios, cafeína, chocolate, bebidas gasosas, frituras, álcool e hortelã são conhecidos por agravar os sintomas de refluxo. Outros alimentos como alho, nozes, pepino e pratos muito condimentados também podem desencadear o refluxo em alguns pacientes.

Para as pessoas que não têm refluxo grave, Koufman sugere uma dieta de manutenção evitando alimentos com pH inferior a 4, que permite itens como maçã, framboesa e iogurte.

Ela observa que a dieta não é tão radical, e é coerente com as recomendações de vários médicos de uma alimentação rica em vegetais, grãos integrais e com redução de carnes e alimentos gordurosos. Mesmo assim, muitas pessoas que seguem dietas relativamente saudáveis podem estar ingerindo muitos alimentos ácidos demais, como refrigerantes diet e sucos cítricos. Ela diz que, uma vez que a pessoa conheça o básico sobre a acidez dos alimentos, assim como quais são seus alimentos-gatilho, é uma dieta relativamente simples de se seguir.

"É um processo de tentativa e erro," disse Koufman. "Os grãos são bons, assim como a maioria dos vegetais. Nada que venha enlatado ou envasado, exceto água, é bom. E feche a cozinha às oito da noite."

Fonte iG

Uso prolongado de remédio para refluxo pode ser prejudicial

Consumo prejudica a absorção de nutrientes e vem sendo associado a aumento no risco de fraturas ósseas, infecção bacteriana e até pneumonia

O uso prolongado de medicamentos para combater a doença do refluxo gastroesofágico e a azia grave pode dificultar a absorção de alguns nutrientes.

A classe de medicamentos conhecida como inibidores da bomba de prótons (IBP), da qual fazem parte substâncias como omeprazol, lansoprazol e esomeprazol, já é a terceira mais vendida dos Estados Unidos, superada apenas pelos antipsicóticos e pelas estatinas, com mais de 100 milhões de receitas médicas e 13,9 bilhões de dólares em vendas em 2010.

Nos últimos anos, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) emitiu vários avisos sobre os IBPs, dizendo que o uso prolongado e em altas doses do medicamento tem sido associado ao aumento do risco de fraturas ósseas e de infecção por uma bactéria chamada Clostridium difficile, que pode ser especialmente perigosa para pacientes idosos. Em um artigo recente, especialistas recomendam que os adultos mais velhos usem os medicamentos apenas “durante o menor período de tempo possível”.

Estudos têm demonstrado que o uso prolongado de IBPs pode reduzir a absorção de nutrientes, vitaminas e minerais importantes, incluindo cálcio, magnésio e vitamina B12, podendo ainda reduzir a eficácia de outros medicamentos, sendo que a FDA adverte que tomar omeprazol em conjunto com o agente anticoagulante clopidogrel pode enfraquecer o efeito protetor do clopidogrel em pacientes cardíacos.

Outra pesquisa descobriu que as pessoas que tomam IBPs correm um risco maior de desenvolver pneumonia – um estudo até mesmo identificou uma ligação entre o uso dessa classe de medicamentos e o aumento de peso.

Representantes de empresas farmacêuticas repudiam tais relatórios, dizendo que eles não provam que os IBPs são a causa dos problemas, e que muitos usuários dos IBPs são adultos mais velhos, suscetíveis a infecções e mais propensos a fraturas e déficits nutricionais.

Porém, mesmo que usar esses medicamentos por períodos curtos possa não ser problemático, eles tendem a produzir dependência, dizem especialistas, levando o paciente a tomá-los por muito mais tempo do que as recomendadas oito a 12 semanas – alguns continuam a usá-los pelo resto da vida. Muitos hospitais costumam administrar IBPs em pacientes como rotina, para evitar úlceras causadas por estresse e em seguida, passam a eles instruções para continuar a medicação em casa.

“Estudos têm mostrado que quem começa a tomar esses medicamentos tem dificuldades para interrompê-los. É quase como um vício”, diz a médica Shoshana J. Herzig, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston.

Os IBPs funcionam bloqueando a produção de ácido no estômago, mas o corpo reage, conduzindo a uma sobrecompensação e, explica ela, “acelerando a produção” de células que produzem ácido.

“Há crescimento excessivo dessas células no estômago, então quando a produção é desbloqueada, o mecanismo de produção de ácido funciona de modo ainda mais intenso.”

Além disso, os inibidores da bomba de prótons não têm sido os remédios milagrosos que os especialistas esperavam. Um tratamento mais disseminado da DRGE não reduziu a incidência de câncer de esôfago. A incidência do carcinoma de células escamosas, associado ao tabagismo, diminuiu, mas a de adenocarcinomas de esôfago, associados à DRGE, aumentaram 350% desde 1970.

“Quando as pessoas tomam os IBPs, eles não curam o problema de refluxo. Elas apenas controlam os sintomas”, afirma Joseph Stubbs, médico internista de Albany, Geórgia, e ex-presidente do Colegiado Americano de Médicos.

E os IBPs são uma maneira de as pessoas evitarem fazer mudanças difíceis no estilo de vida, como perder peso ou cortar os alimentos que causam azia, diz ele.

“As pessoas achavam que poderiam continuar comendo o que querem comer, tomar o medicamento e ficar bem. Estamos começando a ver que se elas fizerem isso, alguns efeitos colaterais de risco podem ocorrer.”

Pode ser que muitos pacientes tomem esses medicamentos sem um bom motivo médico, causando um custo enorme para o sistema de saúde, aponta Joel J. Heidelbaugh, médico especialista em medicina familiar de Ann Arbor, Michigan. Ao examinar prontuários de quase mil pacientes que tomam IBPs em um ambulatório de Assuntos dos Veteranos de Guerra, em Ann Arbor, ele descobriu que somente um terço tinha recebido diagnósticos que justificassem o uso dos medicamentos. Os outros pareciam ter recebido as medicações “só para o caso de precisarem”.

“Recomendamos que as pessoas tomem os IBPs e ignoramos o fato de que nosso corpo foi projetado para ter ácido no estômago”, argumenta Greg Plotnikoff, médico especializado em terapia integrativa do Instituto de Saúde e Cura Penny George, em Minneapolis.

É necessário haver ácido no estômago para decompor os alimentos e absorver nutrientes, disse ele, bem como para o bom funcionamento da vesícula biliar e do pâncreas. O uso em longo prazo dos IBPs pode interferir nesses processos, observou ele. E a supressão de ácido do estômago, que mata bactérias e outros micróbios, pode tornar as pessoas mais suscetíveis a infecções, como a causada pelo Clostridium difficile.

Tomar IBPs, segundo Plotnikoff, “muda a ecologia do intestino e permite, na verdade, o aumento excessivo de algumas substâncias que normalmente seriam mantidas sob controle”.

O ácido presente no estômago também estimula a tosse, o que ajuda a limpar os pulmões. Alguns especialistas acham que é por isso que muitos pacientes, especialmente aqueles que são frágeis e idosos, enfrentam um risco maior de ter pneumonia quando tomam IBPs.

Mas muitos gastroenterologistas respeitados estão convencidos de que os benefícios apresentados pelos medicamentos superam os riscos. Eles dizem que os medicamentos previnem complicações graves da DRGE, como as úlceras de esôfago e estômago e as estenoses pépticas, que ocorrem quando um processo inflamatório faz com que a extremidade inferior do esôfago se estreite.

Os estudos que detectaram que os pacientes que tomam IBPs correm riscos mais elevados “são análises estatísticas de populações enormes de pacientes. Mas como elas se relacionam com um único indivíduo que toma o medicamento?”, defende Donald O. Castell, diretor de doenças do esôfago da Universidade Médica da Carolina do Sul e um dos autores das diretrizes de prática para a DRGE do Colegiado Americano de Gastroenterologia, que tem relações financeiras com as empresas farmacêuticas que produzem os IBPs.

“Ninguém quer abrir mão dos benefícios que esses medicamentos trazem”, acrescenta ele.

A maioria dos médicos acha que a DRGE é um efeito colateral da epidemia de obesidade e que mudanças de estilo de vida podem amenizar a azia vivenciada por muitas pessoas.

“Se convidássemos 100 pessoas com refluxo a seguir rigidamente as recomendações de mudança de estilo de vida, 90 delas não precisariam tomar medicação alguma”, diz Castell.

“Difícil é conseguir que elas façam isso.”

Fonte iG

Comprometimento com exercício está vinculado ao prazer e não aos benefícios

Revisão de estudos indica que melhoras na saúde ajudam, mas não são um fator decisivo para manter praticantes engajados em atividades físicas

Quase todos já entenderam que o exercício é importante para a saúde, principalmente aqueles que começaram a se exercitar e depois pararam. Talvez, dizem os pesquisadores, o jeito de persuadir mais pessoas a se exercitarem seja estudando os raros indivíduos que amam se exercitar.

Mas, o que faz com que uma pessoa se comprometa com os exercícios? E como motivar as melhorias para a saúde?

Recentemente, essas questões tornaram-se mais urgentes. Neste mês, um grupo de pesquisa sobre exercícios publicou uma análise de cinco estudos rigorosos relatando que cerca de 10% das pessoas têm uma "resposta adversa" a exercícios. Nelas, pelo menos um fator de risco cardiovascular piorou em vez de melhorar.

Alguns especialistas em exercícios e em saúde pública preocupam-se com o fato de as pessoas estarem usando esses resultados como uma desculpa para não se exercitar. Mas isso indica que os exercícios são motivados principalmente por questões de saúde.

"Quando um médico diz a um paciente que ele precisa fazer uma mudança pela sua saúde, isso pode ser motivador, especialmente se a pessoa tem um problema", diz Rodney Dishman, diretor do laboratório de psicologia do exercício na Universidade da Geórgia.

"Mas, geralmente, essa motivação diminui ao longo do tempo, pois as pessoas não sentem que os seus ossos estão ficando mais fortes nem que seus lipídeos e sua pressão arterial estão mudando."

A maioria dos que passam a se exercitar diz que o objetivo é perder peso ou melhorar a saúde. Mas aqueles que começam com o intuito de beneficiar efeitos da saúde quase imperceptíveis acabam parando, afirma Dishman, alegando falta de tempo, muito cansaço ou que simplesmente perderam o interesse.

Por outro lado, não existem bons estudos que investiguem as razões que mantêm as pessoas praticando exercícios. Dishman e outros suspeitam que a motivação seja o prazer – sentir-se energizado, um impulso no humor, além de sentir-se inquieto e desconfortável sem exercício. E você pode não ser capaz de conseguir ter essa reação.

Características biológicas, disse Dishman, "parecem desempenhar um papel maior, tanto na opção por ser ativo quanto nos resultados da atividade, do que as pessoas – isto é, os defensores da saúde pública – estão dispostas a admitir."

Dishman cita-se como um exemplo de alguém que anseia por fazer atividades físicas. Até cerca de cinco anos atrás, ele era um corredor ávido. Então, ele teve um problema no joelho – osteoartrite severa – e nunca mais pôde correr. Hoje, ainda sonha que está correndo. Mas em vez de desistir dos exercícios, ele pedala uma bicicleta ergométrica, simplesmente porque isso faz com que ele se sinta bem.

"Se eu posso me sentir melhor após 30 minutos pedalando no meu escritório, sozinho, indo a lugar nenhum, tem que haver algo em relação ao exercício", disse ele.

Mas para ele, assim como para muitos outros, o exercício lento e moderado não traz o mesmo prazer físico. O exercício tem que ser pesado, o que significa que tem que exigir um esforço real, o tipo de treino que faz com que as pessoas respirem aceleradamente e pinguem de suor, segundo Dishman.

Muitos cientistas e médicos que praticam ávidos exercícios – e que conhecem e compreendem a ciência médica – dizem que nunca foram motivados pela ideia de diminuir fatores de riscos para problemas no coração.

Barry Zirkin, biólogo reprodutivo da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins, anseia por seu esporte – basquete – a tal ponto que três lesões parciais em cada tendão de Aquiles não conseguiram mantê-lo afastado do exercício. Seu ortopedista disse a ele para parar.

"Ele sabia que eu não iria parar. E não parei. Posso dizer que esse jogo faz parte de mim", Zirkin acrescenta.

Christine Lawless, presidente do Colégio Americano de Cardiologia Esportiva e do Conselho de Cardiologia do Exercício, era patinadora e participava de competições até pouco antes dos 50 anos de idade. Ela era motivada pela competição, pela vontade de vencer. Então ela quebrou a perna esquerda durante um salto e não pôde se exercitar por seis meses.

"Fiquei muito deprimida, sabia que não iria patinar novamente. Realmente tive que mudar minha mentalidade e pensar em outras formas de me motivar", conta Lawless.

Hoje, com 59 anos, ela se exercita cerca de uma hora por dia, cinco dias por semana, por meio de ioga, caminhada e musculação. Ela diz que sua motivação agora é o desejo de permanecer ativa e flexível pelo resto da vida. Mas para ela, assim como para Dishman e Zirkin, o exercício também é um prazer inato, importante para o bem-estar.

"Sinto que não tive um bom dia quando não me exercito", diz Lawless.

Talvez apontar os benefícios para a saúde por meio dos exercícios não seja a melhor maneira de incentivar as pessoas a praticar atividades, de acordo com Dishman. Mas e quanto a um cientista ou médico que realmente tenha uma doença cardíaca? Será que uma resposta adversa gerada por exercícios poderia fazer alguma diferença?

Segundo Robert Green, da Faculdade de Medicina de Harvard, esse é o caso dele. Green costumava correr, mas não pode mais fazer isso por causa das juntas. Em vez de correr, agora ele anda de bicicleta e nada.

Efeitos adversos, disse ele, não o deteriam. Qual o real significado de dizer que sua pressão arterial sobe um pouco com o exercício, questiona o médico.

Não existem dados sobre efeitos de longo prazo para a saúde, como ataques cardíacos e AVCs, em pessoas que se exercitam e têm respostas adversas. Então ele simplesmente não se importa. O exercício faz com que ele se sinta bem. E se ele tivesse um efeito adverso, como um aumento na pressão sanguínea?

"Eu continuaria me exercitando."

Fonte iG

Por um café mais suave ao estômago

Cientistas buscam o grão e a torrefação ideal para por fim à azia causada pela bebida em muitos consumidores

Com as irritações do estômago impedindo duas em cada dez pessoas de tomarem café, os cientistas anunciaram esta semana a descoberta de algumas substâncias que podem estar entre as principais responsáveis por gerar a azia e a dor de estômago que potencialmente reside em cada copo da bebida apreciada mundialmente.

O estudo, apresentado na 239ª reunião nacional da Sociedade Americana de Química, apontou que os cafés de torrefação escura – a mais conhecida é a french roast – podem ser mais suaves para o estômago porque contêm substâncias que “dizem” ao estômago para reduzir sua produção de ácido. A pesquisa pode conduzir a uma nova geração de cafés mais amigáveis ao estômago, mas com o mesmo sabor e aroma do café normal.

“Essa descoberta ajudará muitas pessoas que sofrem de sensibilidade ao café. Como apreciadores da bebida, estamos muito orgulhosos de nossa descoberta” afirmam Veronika Somoza, da Universidade de Viena, na Áustia, e Thomas Hofmann, da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, que conduziram o estudo.

Estudos sugerem que mais de 40 milhões de pessoas, somente nos Estados Unidos, evitam beber café ou não consomem o quanto gostariam da bebida por conta de irritações no estômago. Os médicos acham que as substâncias químicas presentes no café fazem com que o estômago produza ácido em excesso. Algumas pessoas tomam antiácidos ou optam pela versão descafeinada da bebida, num esforço para reduzir esse efeito. Outros se voltam para um pequeno mas crescente mercado de cafés especiais, vendidos como menos agressivos ao estômago (em inglês, stomach friendly).

“O problema é que até hoje nenhum estudo havia verificado o potencial de irritação do café ou de seus componentes. Os produtores de café fazem a versão menos agressiva ao estômago processando as sementes de café cruas com vapor e solventes específicos para reduzir os níveis de substâncias irritantes, mas a eficácia ainda não é 100% certa” disse Somoza.

Os processos para produzir os cafés “amigos do estômago” também reduzem as quantidades de substâncias saudáveis, inclusive as já associadas a benefícios para a saúde como a proteção contra o diabetes e doenças cardíacas, dizem os pesquisadores. Além disso o processo geralmente afeta o gosto e o cheiro forte do café.

Para estudar as substâncias irritantes ao estômago no café os cientistas expuseram culturas de células estomacais humanas a uma variedade de cafés com diferentes pontos de torrefação e também aos cafés mais suaves para o estômago. Com isso, identificaram substâncias que, aparentemente, desencadeavam mudanças químicas associadas com um aumento na produção de ácido – estas substâncias incluíam cafeína, catecóis e outros ingredientes.

“Nossos dados mostram, pela primeira vez, que não há apenas uma substância irritante, mas um conjunto que age interligado e cujos expoentes são a cafeína e os catecóis. A maioria deles é removida pelo vapor e pelos solventes usados na produção do café mais suave para o estômago” diz Somoza.

Durante o estudo a dupla descobriu, sem querer, que um dos componentes do café conhecido como NMP, é capaz de bloquear a habilidade das células estomacais de produzir ácido hidroclorídrico e poderia originar uma maneira de reduzir a acidez e a irritação no estômago. Como a NMP é gerada com a torrefação e não é encontrada nos grãos de café crus, os cafés torrados escuros, como o french roast, podem ter potencialmente o dobro desse componente em relação aos cafés torrados claros.

Os cientistas estão testando diferentes variedades de grãos crus de café e diferentes métodos de torrefação em um esforço para aumentar os níveis de NMP e produzir um café “amigável aos estômago” cada vez melhor e mais eficaz. A dupla espera testar a mistura eleita em humanos até o final deste ano.

Fonte iG

Dossiê do café

Sabia que o risco de doenças cardíacas é menor entre bebedores de café saudáveis? Conheça os pontos positivos e negativos desta famosa bebida na saúde

Um aviso: não tenho ações do Starbucks ou, até onde sei, de qualquer outra empresa que venda café e derivados. A última vez em que escrevi sobre esta popular bebida foi há quatro anos, e o maior e mais recente estudo até hoje defende as primeiras avaliações dos efeitos do café à saúde.

Embora a nova pesquisa, que envolveu mais de 400 mil pessoas num estudo observacional de 14 anos, ainda não possa provar a relação entre causa e efeito, as descobertas são consistentes com outros estudos recentes.

Os resultados foram amplamente divulgados, mas aqui está o principal: quando o tabagismo e muitos outros fatores conhecidos por afetar a saúde e longevidade foram levados em consideração, os bebedores de café no estudo acabaram de alguma forma vivendo por mais tempo que os abstêmios. Além disso, quanto maior a quantidade de café diária – até certo ponto, pelo menos –, maiores os benefícios à longevidade.

O benefício observado do café não foi enorme – uma taxa de mortalidade de 10% a 15% menor do que entre abstêmios. Mas as descobertas são certamente reconfortantes e, considerando quantas pessoas bebem café, o número de vidas afetadas pode ser bastante amplo.

Evidências atualizadas
Em décadas passadas, especialistas advertiam repetidamente que o hábito do café poderia prejudicar a saúde e encurtar a vida. E de fato, segundo o novo estudo, quando os dados eram ajustados penas por idade, o risco de morte era maior entre os bebedores de café.

Mas quando os pesquisadores consideravam outras características ligadas à saúde, como o cigarro, o consumo de álcool e de carne, atividades físicas e índice de massa corporal, os bebedores de café viviam por mais tempo.

“Os bebedores de café não devem se preocupar. Seu risco é bastante semelhante ao dos que não consomem a bebida”, afirmou Neal Freedman, epidemiologista do National Cancer Institute, que dirigiu o estudo.

Longevidade
Os bebedores de café que eram relativamente saudáveis no início do estudo mostraram menor probabilidade de morrer de doenças do coração, problemas respiratórios, AVC, diabetes, infecções, ferimentos e acidentes. O estudo, publicado em maio deste ano no periódico The New England Journal of Medicine, examinou dados de 402.260 adultos do Estudo de Alimentação e Saúde dos Institutos Nacionais de Saúde-AARP. Eles estavam entre 50 e 71 anos e não tinham doenças cardíacas, câncer ou AVCs quando o estudo começou, em 1995. Em 2008, 52.515 participantes haviam morrido.

Freedman e seus coautores examinaram o motivo dessas mortes em relação a quanto de café eles declararam beber no início do estudo e descobriram que o risco de morte caía gradualmente à medida que o número de xícaras subia para quatro ou cinco. Em seis ou mais xícaras por dia, havia um leve aumento no risco de morte frente. Mas as chances de morrer permaneciam mais baixas do que entre as pessoas que não bebiam café.

Refletindo práticas de meados da década de 1990, os pesquisadores consideraram uma xícara de café como tendo de 237 a 296 mililitros. Os copos colossais servidos atualmente corresponderiam a mais de uma xícara, explicou Freedman. Beber muitos desses copos extragrandes pode causar inquietação, irritabilidade, insônia e ansiedade.

Ao contrário da crença anterior, em níveis usuais de consumo, o café não é mais diurético do que seu equivalente em água. Um consumo de até seis xícaras por dia pode ser incluído na ingestão de líquidos recomendada.

Efeitos sobre a saúde
O café é uma substância complexa, com mais de mil compostos que podem afetar a saúde. A cafeína, um estimulante, é o mais estudado e pesquisado. As quantidades no café podem variar amplamente, de cerca de 70 miligramas numa dose de expresso a mais de 100 miligramas em 237 mililitros de café coado.

Mas pode existir uma grande variedade nos níveis de cafeína, mesmo em bebidas similares. Conforme Jane V. Higdon e Balz Frei, da Universidade Estadual de Oregon, reportaram em Critical Reviews in Food Science and Nutrition, quando o mesmo tipo de café foi comprado na mesma loja em seis dias diferentes, a proporção de cafeína variou de 130 a 282 miligramas numa porção de 237 mililitros.

Antioxidantes
Mas a cafeína não é o único composto do café que é importante à saúde. No novo estudo, foi encontrada pouca ou nenhuma diferença nas taxas de mortalidade entre os que bebiam café cafeinado ou descafeinado. Outras substâncias – como antioxidantes e polifenóis – provavelmente também desempenhavam um papel ligado à saúde, segundo os pesquisadores.

Suas descobertas devem tranquilizar aqueles preocupados com possíveis danos por substâncias usadas para remover a cafeína da bebida. O medo dessa química levou muitos fabricantes a adotarem o método suíço de remoção de cafeína, usando água.

Expresso ou coado?
A forma como o café é preparado pode fazer diferença na saúde. Dois conhecidos elementos químicos dos grãos do café, o cafestol e o caveol, elevam os níveis de colesterol e LDL no sangue. Essas substâncias são removidas quando o café é preparado via filtro, mas permanecem no expresso, no estilo francês e no café fervido – os sachês individuais de café, usados em algumas cafeteiras, contêm filtros.

Efeito protetor
Embora o café possa causar um aumento temporário na pressão sanguínea, o novo estudo, como os anteriores, descobriu que o risco de doenças cardíacas é menor entre bebedores de café saudáveis. Outros benefícios sugeridos por estudos recentes incluem risco reduzido de diabetes tipo 2, doenças do fígado e Parkinson. Algumas pesquisas descobriram um risco reduzido de depressão, demência e Alzheimer entre bebedores de café.

Exercícios
Pessoas envolvidas em atividades físicas pesadas também podem se beneficiar, mas apenas se o café contiver cafeína – que ajuda os músculos a usar os ácidos graxos para gerar energia e atrasa o efeito da adenosina, prolongando o tempo até que os músculos se cansem. As dores pós-exercícios e o tempo de recuperação também são reduzidos.

Gravidez
Ainda é controverso se o café oferece riscos a grávidas. Não foi demonstrada uma relação causal entre o consumo da bebida e abortos em ingestões de cafeína inferiores a 300 miligramas por dia, mas alguns estudos descobriram um maior risco de baixo peso ao nascer associado ao consumo de mais de 150 miligramas por dia.

Interações
Tenha em mente, também, que a cafeína é uma droga. Alguns medicamentos, incluindo Tagamet, Diflucan, Luvoz, Mexitil, estrógenos e antibióticos como Cipro e Levaquin, interferem com o metabolismo da cafeína e podem potencializar seus efeitos.

Fonte iG

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Exame de sangue pós-cirurgia pode prever risco de infarto

Taxa de mortalidade de infartos relacionados a operações chega a 14%

Um estudo publicado no Journal of the American Association pode mudar a maneira como a evolução clínica de pacientes recém-operados é conduzida. Após o acompanhamento de 15 mil pacientes de diferentes países, inclusive do Brasil, pesquisadores descobriram que um exame de sangue simples pode apontar quais indivíduos precisam de cuidados especiais com o coração.

Segundo o diretor do projeto, cirurgias de impacto, como ortopédicas e urológicas, são um verdadeiro teste de esforço, já que há aumento dos níveis de adrenalina e maior tendência de o sangue coagular. Ele aponta que o infarto que ocorre nas primeiras horas após a cirurgia é mais grave do que os que acontecem em outras situações. A taxa de mortalidade decorrente de infartos não relacionados a operações é de 8%, enquanto a taxa relacionada a intervenções cirúrgicas chega a 14%.

A explicação é o fato de o paciente estar sedado ou tomando analgésicos, o que pode mascarar os sinais típicos do infarto, como dor no peito. Entretanto, se os pacientes forem submetidos ao exame, os médicos conseguem identificar uma enzima, chamada troponina-T, liberada na corrente sanguínea em caso de infarto ou outro problema cardíaco. O teste é já é usado para diagnóstico, mas não para acompanhamento do paciente.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que 25% dos pacientes considerados de baixo risco, com boa evolução pós-operatória, apresentavam altos níveis de troponina-T. Isso mostra que os médicos não estariam preparados para eventuais complicações. O estudo aponta ainda que apenas a avaliação do histórico familiar do operado nem sempre é um bom indicador dos riscos a que o paciente está exposto e que a adoção da prática poderia salvar milhares de vidas.

Adote essas medidas para proteger a saúde do coração

O Ministério da Saúde estima que 31,5% dos óbitos no Brasil são provocados por doenças cardiovasculares, tornando-se a primeira causa de morte entre a população brasileira. A doença mata por ano, 7.6 milhões de pessoas no mundo todo, devido às suas complicações como AVC, infarto, entre outras. A seguir, confira maneiras de proteger esse órgão vital.

Combata o estresse
O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos.

Prefira os óleos vegetais
Na luta para abaixar os níveis de colesterol, em vez de apenas restringir o consumo dos tradicionais vilões do coração (como as gorduras saturadas), você pode recorrer à ajuda de alguns mocinhos. O óleo de canola e o azeite de oliva são bons exemplos de alimentos que você deve incluir na dieta. Já os óleos vegetais ricos em gorduras poli-insaturadas, como o de soja, girassol e milho, aumentam os níveis de HDL, considerado como bom colesterol.

Maneire nas carnes
Principalmente a carne vermelha apresenta uma quantidade maior de colesterol. Ainda mais se conter capas generosas de gordura. O fato de as carnes vermelhas oferecerem mais colesterol, no entanto, não faz com que os outros tipos de carnes possam ser consumidos à vontade. Uma dica: 100 gramas de contrafilé grelhado com gordura contêm 144 mg de colesterol. Sem a gordura, a quantidade diminui para 102 mg.

Até o açúcar?
Isso mesmo. Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que, assim como uma dieta rica em gordura pode aumentar os níveis de triglicerídeos e colesterol, a ingestão de açúcar também pode afetar as taxas de lipídios. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular.

Fonte Minha Vida

Nas mulheres, medicamento contra o fumo é mais eficaz se aliado ao controle de peso

Terapia comportamental mostrou-se fundamental para o sucesso do tratamento

A preocupação em ganhar peso é um dos principais motivos que impedem as pessoas de largarem o vício do cigarro. Mas, nas mulheres, essa questão parece ser ainda mais acentuada.

Tanto é que um estudo recente da Universidade de Pittsburgh Medical Center, nos Estados Unidos, sugere que o medicamento antitabagista Zyban é mais eficaz em mulheres, quando usado em conjunto com sessões de terapia que objetivavam ensiná-las a controlar o peso.

Durante um período de seis meses, os pesquisadores avaliaram 349 mulheres, que foram divididas em quatro grupos:

1. Mulheres que faziam uso do medicamento Zyban e tinham aconselhamento de controle de peso

2. Mulheres que faziam uso do Zyban e recebiam a assistência padrão

3. Mulheres que faziam uso de placebo e recebiam aconselhamento de controle de peso

4. Mulheres que faziam uso de placebo e recebiam assistência padrão

Os resultados do estudo, publicado na revista Archives of Internal Medicine mostrou que, de uma forma geral, 31,8% das mulheres se abstiveram de fumar depois de três meses, 21,8% após seis meses e 16,3% após um ano. Entre o grupo que recebeu o Zyban e mais o aconselhamento de peso, mais de 40% das mulheres se abstiveram de fumar por um longo tempo, em comparação a 18,4% das mulheres que tomaram placebo e receberam o aconselhamento.

Em seis meses, 34% das mulheres do grupo 1, se mantiveram completamente livre do vício, enquanto no grupo 3, essa taxa foi de apenas 11,5%. E, no período de um ano, 23% das pacientes que se trataram com Zydan permaneceram livres do fumo, em comparação a 8,1% das pacientes que fizeram uso de placebo.

Através desses dados, os cientistas concluíram que o tratamento mais próximo do ideal é o uso do medicamento específico para a cessão do fumo combinado com sessões de terapia comportamental focada no controle de peso. Com o tratamento feito dessa forma, a recaída acontecia em média, após 266 dias, período muito mais longo do que o de pessoas submetidas a tratamentos comuns, que é, em média, 46 dias.

O programa de terapia comportamental voltado para o controle de peso mostrou-se fundamental para o sucesso do tratamento. Essa terapia era em grupo e feita em sessões de 90 minutos, durante um período de três meses.

O estudo foi feito com mulheres pelo fato de serem elas que mais freqüentaram todas as sessões, comparadas aos homens. O processo de fumar faz com que o corpo queime calorias mais rápido, por isso, quando a pessoa para, o metabolismo fica mais lento.

O ganho de peso é uma preocupação significativa para as mulheres que querem largar o vício e é frequentemente citado como a maior razão para não se largar o vício. Por isso, o tratamento torna-se mais eficiente de acordo com o controle de peso.

Fonte Minha Vida

Saiba quais são os sinais e sintomas que ajudam a identificar o hipotireoidismo

Doença bastante comum e potencialmente séria pode passar despercebida

O hipotireoidismo é o conjunto de sintomas e sinais clínicos resultantes da secreção insuficiente dos hormônios tireóideos para suprir as necessidades do organismo. Pode, também, ser decorrente da falha da ação dos hormônios produzidos pela glândula tireoide. A deficiência hormonal é potencialmente séria e, frequentemente, pode passar despercebida. Em contrapartida, é de fácil diagnóstico e tratamento.

Várias doenças podem provocar o hipotireoidismo, contudo, a Tireoidite Crônica Autoimune - também chamada de Tireoidite de Hashimoto - é a mais frequentemente responsável pelo seu aparecimento. Ela ocorre mais comumente em áreas geográficas onde a dieta é insuficiente em iodo, tais como o Brasil. Nesse tipo de tireoidite são produzidas reações imunes contra as próprias estruturas do corpo humano. Em outras palavras, o organismo passa a atacar e destruir suas próprias células. Neste caso, as da glândula tireoide.

Há algumas condições que podem predispor as pessoas a um maior risco de desenvolver hipotireodismo - tais como o histórico familiar de Tireoidite de Hashimoto na família-, quem foi submetido à radioterapia da região cervical ou à cirurgia do pescoço, quem têm outras doenças autoimunes (lúpus, vitiligo, artrite reumatoide etc.) e as mulheres no período pós-parto.

As manifestações clínicas do hipotireoidismo são muitas, incluem vários aparelhos e sistemas orgânicos e dependem da intensidade da carência de hormônios tireóideos. O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e nos testes laboratoriais.

As principais manifestações clínicas do hipotireoidismo são:

•Aumento de peso
•Bradicardia (redução da frequência de batimentos cardíacos por minuto)
•Cabelos secos e frágeis
•Cãibra
•Cansaço
•Constipação intestinal
•Depressão
•Derrame pleural
•Diminuição da memória
•Dispneia (sensação de falta de ar)
•Alterações do ciclo e do fluxo menstrual
•Dor muscular
•Edema de face, especialmente das pálpebras
•Edema de mãos, pernas (que não deprime após a compressão) e pés
•Fraqueza
•Aumento do colesterol total e incremento do LDL colesterol
•Intolerância ao frio
•Mãos e pés frios
•Parestesias (formigamentos)
•Pele seca, delgada, pálida ou amarelada (excesso de caroteno - carotenose)

Fatores de risco e diagnóstico
É claro que esses sintomas e sinas são comumente encontrados em pessoas sem hipotireoidismo, uma vez que podem ser provocados por muitas razões. Dessa maneira, tais manifestações clínicas têm maior probabilidade de indicar hipotireoidismo quando estão combinadas e seu aparecimento é recente.

Diante de uma suspeita clínica, a dosagem sérica de tireotropina (o TSH, hormônio produzido pela hipófise que tem a função de estimular a fabricação dos hormônios tireóideos) e tetraiodotironina livre (T4 livre, um dos hormônios produzidos pela tireoide) é, na maioria das vezes, suficiente para estabelecer o diagnóstico do hipotireoidismo. As determinações das concentrações de anticorpos antitireoideos no sangue (anticorpos produzidos pelo sistema imune de um indivíduo contra substâncias de sua própria tireoide) são importantes para estabelecer a causa da doença, que é mais comumente associada à Tireoidite de Hashimoto.

Adultos com hipotireoidismo sintomático têm, frequentemente, os níveis sanguíneos de TSH acima de 10 mU/L, associadas às de T4 total ou livre abaixo dos valores de referência. Outros adultos apresentam hipotireoidismo menos intenso, com os níveis sanguíneos de TSH, habitualmente, entre 5 mU/L e 10 mU/L, mas as de T4 total e/ou livre encontram-se dentro dos valores de referência. Tal condição nomeia-se hipotireoidismo subclínico.

Acompanhamento
Uma vez estabelecido o diagnóstico de hipotireoidismo, é indicado o início da terapia de reposição com hormônio tireóideo (levotiroxina). A finalidade é normalizar as concentrações dos hormônios tireóideos e do TSH.

Vale lembrar que o acompanhamento constante dos pacientes com hipotireoidismo é muito importante. Eles devem ser avaliados sistematicamente e não, simplesmente, tomar a levotiroxina e esquecer completamente da tireoide. Isso porque as doses necessárias de levotiroxina podem variar periodicamente. Uma situação comum e, infelizmente, pior, é a descontinuação do tratamento por parte de alguns pacientes. Além de provocar sintomas e sinais de hipotireoidismo, isso também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, por exemplo.

É particularmente preocupante quando as mulheres em idade fértil suspendem seu tratamento, pois, se engravidarem, a falta de hormônio tireóideo pode levar a sérios problemas de desenvolvimento do sistema nervoso do feto. Entretanto, todos esses inconvenientes podem ser facilmente prevenidos quando se faz um monitoramento adequado com um especialista.

Fonte Minha Vida

Conheça sete artimanhas para evitar e combater a sinusite

Especialistas recomendam fazer lavagem nasal e beber bastante água

Embora afete somente a região da face, a sinusite chega a ser um problema incapacitante para muitos. Por causar dores de cabeça, congestão nasal e sensação de pressão no rosto, ela atrapalha até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia. "A sinusite nada mais é do que a inflamação dos seios nasais, cavidades que ficam dos dois lados do nariz", explica o otorrinolaringologista Marco Jorge dos Santos (otorrinolaringologista) - diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Segundo o especialista, entre 15 e 20% da população mundial é vítima do problema, que pode ser decorrente de resfriado mal tratado, processos alérgicos e deformidades anatômicas do nariz, como desvio de septo. Nesse último caso, a cirurgia acaba sendo a única solução efetiva. Mas, se você não se encaixa nesse grupo, é possível ficar livre dessa inflamação adotando as medidas abaixo.


Mulher inalando vapor - Foto Getty Images1. Inale vapor
O ressecamento das mucosas nasais favorece o acúmulo de impurezas. "Isso cria um ambiente ideal para a proliferação de micro-organismos que podem causar uma infecção e, consequentemente, levar a um quadro de sinusite", explica o otorrinolaringologista Marco. Por isso, a inalação de vapor é um método de evitar o problema, já que promove a limpeza das vias aéreas. Além disso, o hábito fluidifica o catarro acumulado, facilitando a sua eliminação.


Fumo passivo - Foto Getty Images2. Fique longe do cigarro
"O tabagismo é altamente irritante para o nariz porque prejudica o batimento ciliar, que é o movimento de pequenos pelos que drenam as secreções da cavidade nasal", afirma o otorrinolaringologista Reginaldo Fujita, professor adjunto do departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Desta maneira, a fumaça dificulta a limpeza e favorece a concentração de secreções, o que pode levar à sinusite. O fumo passivo é especialmente prejudicial para crianças, pois têm cavidades nasais menores que facilmente podem ficar congestionadas. O mesmo acontece quando respiramos um ar com muita poluição.


Mulher bebendo água - Foto Getty Images3. Beba água
A ingestão de água fluidifica todas as secreções do corpo e, por isso, é uma medida essencial para quem deseja combater a sinusite. "Quando uma pessoa apresenta um quadro de sinusite, as secreções geralmente estão mais concentradas, o que dificulta sua eliminação", aponta o otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia. Beber bastante líquido ganha ainda mais importância no caso da sinusite causada por vírus e bactérias. Isso porque o processo infeccioso pode causar febre, aumentando a sudorese e a perda de água. Repor essa quantia perdida é fundamental para o bom funcionamento do organismo.


Lavagem nasal - Foto Getty Images4. Faça lavagem nasal
A prática deveria estar na rotina mesmo daqueles que não sofrem de sinusite, pois reduz o risco de problemas respiratórios e alivia dores de cabeça. Para quem é vítima da sinusite, a lavagem nasal deve ser obrigatória. "Ela deixa as secreções concentradas nos seios nasais mais líquidas, facilitando a drenagem", aponta o otorrinolaringologista Gilberto. O especialista recomenda o uso de soro fisiológico na versão spray para evitar que vírus ou bactérias contaminem o interior do produto, o que pode acontecer com o uso da versão tradicional.

Vale lembrar que a frequência da lavagem depende da necessidade do paciente. "Ela deve ser feita no mínimo três vezes por dia ou sempre que o paciente sentir dificuldade de eliminar secreções nasais", indica o médico.


Mulher passando aspirador de pó na sala - Foto Getty Images5.Elimine alérgenos do ambiente
Quem sofre de alguma alergia respiratória sabe: basta entrar em contato com pó, pelo ou seja qual for o alérgeno e já começam os espirros, a coceira nos olhos e o inchaço das estruturas nasais. Esta última reação, entretanto, pode ser determinante na evolução para um quadro de sinusite. "Com o nariz bloqueado, o paciente tem dificuldade de respirar e até de assoar o nariz, favorecendo o acúmulo de secreções", explica o otorrinolaringologista Marco. O especialista reforça que quem sofre de sinusite deve primeiramente tratar a rinite alérgica - e parte do tratamento consiste em afastar da rotina os fatores que causam as crises.


Homem com agasalhos de inverno - Foto Getty Images6. Proteja-se do frio
O nariz é responsável por aquecer, umedecer e filtrar o ar. A respiração costuma ficar um pouco mais difícil em temperaturas baixas, já que é necessário reter o ar por mais tempo na cavidade nasal para que seja aquecido antes de chegar aos pulmões. "O problema é que a mudança brusca de um ambiente quente para um ambiente frio pode paralisar - ainda que temporariamente - o funcionamento do batimento ciliar, que faz esse trabalho de aquecimento", alerta o otorrinolaringologista Reginaldo. Com essa função suspensa, há um risco maior de acúmulo de secreções que podem levar à sinusite. Por isso, antes de sair à rua, proteja boca e nariz com um lenço ou um cachecol, evitando a entrada direta de ar gelado.


Ar condicionado - Foto Getty Images7. Desligue o ar condicionado
O ar condicionado consegue unir três problemas em um só equipamento. "Ele retira a umidade do ar, deixa o ambiente frio e ainda pode favorecer a concentração de poluentes se não for submetido à limpeza regular", diz o especialista Marco. Por isso, sempre que possível, desligue o aparelho. Ele também costuma piorar quadros de rinite alérgica pelos mesmos motivos.

Fonte Minha Vida

Remédios antigos: Venocur triplex

 

Saiba mais sobre a neuropatia diabética, complicação mais frequente do diabetes

Problema pode gerar manifestações diversas, como disfunção erétil e perda de sensibilidade nas extremidades do corpo

O aumento dos casos de diabetes chama a atenção da comunidade médica e das autoridades ao redor do mundo. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) há mais de 12 milhões de casos no país, no entanto, estima-se que a metade dos diabéticos não saiba de sua condição. A maior disponibilidade de alimentos e os novos hábitos de vida da população urbana contribuem para o fato.

A doença é caracterizada pelo aumento anormal dos níveis de açúcar no sangue e pode ter graves consequências, como cegueira, infarto e amputações. Segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), o custo global com o tratamento do diabetes passará dos mais de 8 bilhões de dólares gastos em 2010 para 13 bilhões de dólares em 2030.

Membro efetivo da SBD, o endocrinologista Luiz Clemente Rolim afirma que a neuropatia diabética, também chamada de neurite diabética, é uma das complicações mais frequentes em decorrência do diabetes mellitus, principalmente do tipo 2, atingindo cerca de 50% de seus portadores.

As neuropatias diabéticas podem ser definidas como um grupo heterogêneo de disfunções do sistema nervoso periférico que pode afetar virtualmente todas as fibras nervosas do nosso corpo.

— Costumo dizer que o açúcar em excesso no sangue é tóxico para os nervos da mesma forma que o excesso de álcool, isto é, ambos são neurotóxicos — diz o especialista.

Segundo Rolim, o excesso de açúcar no organismo dos diabéticos favoreceria a proliferação de agentes oxidantes no sangue, substâncias prejudiciais às células dos nervos.

Manifestações diversas
Por representar um risco em potencial a todo o sistema nervoso periférico, a neuropatia diabética tem manifestações diversas: disfunção erétil, descontrole da evacuação, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo, dores nas pernas e nos pés, entre outras.

Estima-se que 20% a 30% dos portadores de neuropatia diabética sentem dor intensa nas pernas ou nos pés, embora a maioria não encontre alterações visíveis. Quando detectada nos primeiros anos, a doença pode ser reversível.

— Na verdade, a dor é um bom sinal, pois mostra que o nervo ainda está vivo. O pior é quando para de doer, depois de dez anos de evolução da neuropatia, quando o nervo já morreu — comenta Rolim.

Nesses casos, é grande o risco de o paciente desenvolver feridas nos pés, já que lesões ocasionais não são percebidas e quando não tratadas, podem evoluir para ulcerações irreversíveis que, nos casos mais graves, podem levar à amputação do membro.

Conforme o médico, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais. Além de manter o controle glicêmico, o paciente diabético deve estar permanentemente atento aos possíveis sinais de neurite. O endocrinologista deve examinar periodicamente os pés de seus pacientes, em busca de indícios de alterações na sensibilidade. Para isso, são necessários quatro testes clínico-neurológicos: o térmico, o reflexo aquileu, o teste de sensibilidade dolorosa e a sensibilidade vibratória.

— Se conseguirmos prevenir a neuropatia diabética estaremos prevenindo inúmeras internações e cirurgias de amputação, e também poupando bilhões em custos anuais — alega o especialista.

Fonte Zero Hora

Sucos ajudam a combater envelhecimento da pele

Frutas como ameixa, romã e cranberry são ricas em antioxidantes

Sinais da idade na pele do rosto são motivo de preocupação para a maioria das mulheres entre 25 e 50 anos. O estresse de um dia lotado de compromissos, a agitação no trânsito e as noites mal dormidas são alguns dos fatores predominantes para que elas apresentem, ao longo do tempo, uma pele com pouco brilho, com as rugas e linhas de expressão.

Muitos cremes industrializados e com custo elevado prometem receitas milagrosas para acabar com esses sinais. Porém, uma solução natural pode ser mais barata e saudável. A nutricionista Rafaela Isis Reis Allevato destaca que o consumo diário de suco de frutas, como ameixa, romã e cranberry, pode estimular a circulação sanguínea e combater os temíveis sinais de envelhecimento da pele.

— A ingestão diária de suco de romã mantém elevado o nível de antioxidantes circulantes. Tais fitoquímicos possuem efeito protetor contra o envelhecimento precoce das células, como os neurônios e as da pele do rosto, onde mais se apresentam os sinais de cansaço e estresse — explica Rafaela.

A nutricionista Andréa Naves destaca o cranberry como alimento fundamental para o combate do envelhecimento da pele, pela alta concentração dos antioxidantes, como luteína e zeaxantina, responsáveis por combater a danificação das células no organismo humano. Vale lembrar que, segundo ela, a fruta também é muito indicada por conter outros nutrientes e fitoquímicos, como vitaminas A, E e C, beta-caroteno, fibras dietéticas, frutose, flavonoides e taninos.

— Os flavonoides, por exemplo, podem contribuir para a redução do risco de doenças cardiovasculares, além de exercerem atividade anticâncer, anti-inflamatória, imunomoduladora (autorregulação do sistema imunológico), antiviral, hepatoprotetora (proteção ao fígado) e antioxidante — comenta Andréa.

Fonte Zero Hora

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realiza concurso para provimento de 3 vagas para professor no Departamento de Ciências Administrativas da Escola de Administração e no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina

Inscrições:
Até 16 de julho pelo www.progesp.ufrgs.br.


Valor:
Entre R$ 87,00 e R$ 293,00.

Remuneração:
De R$ 3.482,77 a R$ 11.755,05

Seleção:
Haverá conferência, exame de títulos e trabalhos, defesa e arguição de memorial

Universidade de São Paulo - USP

A Universidade de São Paulo (USP) realiza seleção para preenchimento de vaga para Técnico de Laboratório da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE).

Inscrições:
Até 29 de junho pelo uspdigital.usp.br


Valor:
R$ 49,00.

Área:
Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Atividade Motora do Departamento de Biodinâmica do Movimento do Corpo Humano

Remuneração:
R$ 3.212,36.

Provas;
Haverá provas objetivas

Prefeitura Municipal de Toledo - PR

A Prefeitura Municipal de Toledo, Paraná, realiza concurso para provimento de 24 vagas

Inscrições:
Até 12 de julho pelo www.toledo.pr.gov.br


Valor:
R$ 80,00.

Remuneração:
De R$ 2.299,36 a R$ 12.822,96

Cargos:
Médico, Pediatra Plantonista, Clínico Geral Plantonista, Pediatra, Neuropediatra, Neurologista, Nefrologista, Otorrinolaringologista, Oftalmologista, Angiologista Vascular, Clínico Geral e Farmacêutico Bioquímico.

Provas:
Haverá prova escrita

Prefeitura Municipal de Amparo - SP

A Prefeitura Municipal de Amparo, São Paulo, realiza seleção para preenchimento de vaga

Inscrições:
Até 1º de julho pelo www.amparo.sp.gov.br/concursos.


Cargo:
Médico Plantonista Pediatra

Remuneração:
R$ 59,30 por hora

Provas:
Prova objetiva: 2 de julho

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí - IFPI

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) realiza concurso para provimento de 53 vagas para professor

Inscrições:
Até 6 de julho pelo www.ifpi.edu.br/concur
sos. A documentação deve ser enviada para o email selecaoead@ifpi.edu.br

Áreas:
Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Ambiente e Saúde, Segurança, Turismo, Hospitalidade e Lazer e Desenvolvimento Educacional e Social.

Provas:
Haverá provas objetiva e discursiva

Instituto Clemente Ferreira – SP

O Instituto Clemente Ferreira – SP realiza seleção para preenchimento temporário de 2 vagas.

Inscrições:
De 11 de junho a 10 de julho, no Núcleo de Recursos Humanos do respectivo Instituto, sito à Rua da Consolação, nº. 717, Consolação, São Paulo-SP.

Cargos:
Médico - Pneumologia - Pneumologia Pediátrica.

Seleção:
Haverá Análise Curricular

Governo de São Paulo - Hospital Maternidade Interlagos

O Governo de São Paulo realiza concurso para provimento de 20 vagas para o Hospital Maternidade Interlagos (HMI) "Waldemar Seyssel - Arrelia"

Inscrições:
De 2 a 20 de julho pelo www.hminterlagos.com.br ou www.saude.sp.gov.br

Valor:
R$ 60,85.

Remuneração:
R$ 2.471,64

Provas:
Prova objetiva: 12 de agosto
Haverá prova de títulos.

Governo de São Paulo - Hospital Geral de Taipas

O Governo de São Paulo realiza concurso para provimento de 10 vagas para o Hospital Geral de Taipas

Inscrições:
De 2 a 31 de julho pelo site www.saude.sp.gov.br


Valor:
R$ 60,85

Cargo:
Médico - Clínica Médica

Remuneração:
R$ 1.862,64

Provas:
Provas objetivas: 19 de agosto
Haverá prova de títulos

Governo de São Paulo - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

O Governo de São Paulo realiza concurso para provimento de 1 vaga para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

Inscrições:
Até 25 de julho pelo www.hcrp.usp.br


Valor:
R$ 60,00.

Área:
Médico: Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Remuneração:
R$ 3.095,64

Provas:
Prova objetiva: 1º de agosto

Governo de São Paulo (II) - Saúde

O Governo de São Paulo realiza concurso para provimento de vagas para o Centro Pioneiro em Atenção Psicossocial "Arquiteto Januário José Ezemplari".

Inscrições:
De 2 a 6 de julho, na unidade detentora do certame, sito à Rodovia Edgard Maximo Zambotto, s/nº., km 46,5, Serra dos Cristais, Franco da Rocha-SP, CEP 07.834-000. A documentação está disponível pelo www.saude.sp.gov.br


Valor:
R$ 60,85.

Cargo:
Agente Técnico de Assistência à Saúde (Terapeuta Ocupacional)

Remuneração:
R$ 1.186,00

Provas:
Prova objetiva: 29 de julho

Governo de São Paulo - Saúde

O Governo de São Paulo realiza concurso para provimento de 8 vagas para o Hospital Geral "Dr. José Pangella" de Vila Penteado.

Inscrições:
De 2 a 31 de julho, na Seção de Recrutamento e Seleção, do Serviço de Recursos Humanos, Avenida Ministro Petrônio Portela, nº. 1.642, Freguesia do Ó, São Paulo-SP. A documentação está disponível pelo www.crh.saude.sp.gov.br


Valor:
R$ 60,85

Área:
Médico: Pediatria

Remuneração:
R$ 1.862,64

Provas:
Provas objetivas: 19 de agosto

Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Doutor David Capistrano da Costa Filho - CAISM Água Funda - SP

O Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Doutor David Capistrano da Costa Filho, CAISM da Água Funda, realiza concurso para provimento de 4 vagas

Inscrições:
Até 28 de junho, na avenida Miguel Estéfano, nº. 3030, Água Funda, São Paulo ou pelo www.saude.sp.
gov.br

Cargos:
Médico Psiquiatra.

Remuneração:
R$ 1.862,64

Provas:
Provas objetivas: 22 de julho
Haverá análise de títulos.

Prefeitura de Iomerê (SC) abre processo seletivo

A Prefeitura de Iomerê, Estado de Santa Catarina, divulgou edital ACT Nº. 0007/2012 de processo seletivo visando preencher 03 vagas de níveis fundamental e superior, com salário de até R$ 1.867,33, para jornada de trabalho de 30 e 40 horas semanais.

Cargos

Professor, Agente Comunitário de Saúde e Motorista de Ambulância.

Inscrição

As inscrições serão realizadas na Secretaria de Administração e Finanças, localizada na Rua João Rech nº500, centro, município de Iomerê, ou mediante encaminhamento através de agência do Correio, até o dia 13 de julho de 2012, excetuados sábados, domingos, feriados e pontos facultativos nos seguintes horários: das 8:00 às 11:30 horas e 13:30 às 17:00 horas.

Prova

O processo seletivo será constituído de prova escrita, prática e títulos.
As provas escritas serão realizadas na data provável de 16 de julho de 2012, com início às 09:00 horas e término às 11:00 horas, no Auditório da Prefeitura de Iomerê.
As provas práticas serão realizadas após o término da prova escrita, tendo como local de encontro em frente a Prefeitura Municipal.

Validade

O prazo de validade do processo seletivo será de 01 ano, podendo ser prorrogado.

Edital / Publicações

Prefeitura de Divinópolis (MG) oferece vagas na área da saúde

A Prefeitura de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, publicou edital Nº. 034/2012 - SEMUSA para realização de processo seletivo. A seleção destina-se ao preenchimento de 01 vaga para o cargo de Médico Ginecologista, para uma carga horária de 20 horas semanais, com remuneração de até R$ 2.043,71 mais 20% insalubridade sobre o salário mínimo.
Os interessados deverão enviar os currículos à Secretaria Municipal de Saúde, em atenção aos Recursos Humanos, localizada à Rua Minas Gerais, 900, Centro, Divinópolis/MG - CEP: 35500-007, até o dia 02 de julho de 2012.
A avaliação final será feita através de análise do Curriculum Vitae, pelo setor de recursos humanos da Secretaria Municipal de Saúde Pública e a classificação e desempate ocorrerão com base nos seguintes critérios:
Especialidade em neurologia e ortopedia para o cargo de fisioterapeuta;
Residência no Município de Divinópolis;
Maior tempo de experiência profissional na área;
Mais jovem.

IFRJ abre processo seletivo

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ, divulgou edital N° 47/2012 de processo de seleção de Tutor a Distância para as disciplinas dos Cursos Técnicos em Serviços Públicos, Agente Comunitário de Saúde e Lazer na modalidade à distância, dentro do Programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil) da Secretaria de Educação à Distância (SEED) do Ministério da Educação (MEC).
São distribuídas 31 vagas de nível superior com salário de R$ 765,00, para carga horária de 16h semanais, sendo 6 delas compostas de aulas pedagógicas complementares e aulas presenciais.
Para concorrer basta preencher formulário e enviá-lo ou entregá-lo pessoalmente na Secretaria do Núcleo de Educação a Distância do IFRJ, campus Nilo Peçanha/Pinheiral (rua José Breves, nº. 550, Centro, Pinheiral, RJ, CEP 27.197-000), até o dia 10 de julho de 2012.
O processo seletivo será constituído da análise curricular, curso de capacitação e entrevista em três etapas distintas.

Prefeitura de Fernandópolis (SP) abre processo seletivo

Foi divulgado o edital nº 01/2012 do processo seletivo da Prefeitura de Fernandópolis, Estado de São Paulo, para contratação de Médico Veterinário e Agente de Vetores, sendo 10 vagas ao todo. O salário oferecido é de até R$ 1.248,66.

Os interessados devem fazer as inscrições até o dia 29 de junho de 2012, preenchendo a ficha de inscrição no endereço eletrônico www.personacapacitacao.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 25,00 para Médico Veterinário e R$ 15,00 para Agente de Vetores.
Os candidatos serão avaliados a partir de prova objetiva formulada com 30 questões que versam sobre língua portuguesa, conhecimentos gerais e específicos. A data provável para aplicação desta prova será dia 03 de julho de 2012. O local onde será prestada a prova será na Escola Municipal de Ensino Fundamental Koei Arakaki, situada à Avenida Rubens Padilha Meato, nº 783, Jardim Paraíso, Fernandópolis, São Paulo.
O gabarito da prova poderá ser consultado através do site da organizadora no endereço eletrônico www.personacapacitacao.com.br.

Edital / Publicações

Concurso do Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha (SP)

A Coordenadoria de Serviço de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, em São Paulo, publicou edital Nº. 138/2012 para realização de concurso público. O concurso visa preencher 12 vagas de nível médio/técnico para o cargo de Técnico de Enfermagem. O vencimento mensal será de até R$ 961,44, com jornada de trabalho de 30 horas semanais, acrescido de Prêmio Incentivo no valor de até R$ 302,00.
As inscrições, no valor de R$ 40,57, serão recebidas do dia 05 a 10 de julho de 2012, no Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha, localizado na avenida Deputado Emílio Carlos, nº. 3000, Vila Nova Cachoeirinha, das 9h às 16h.
O candidato poderá preencher a ficha de inscrição pelo site www.saude.sp.gov.br ou retirá-la no Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha.
O processo seletivo será constituído de prova de conhecimentos específicos.
A prova está prevista para ser aplicada no dia 5 de agosto, em locais e horários a serem informados por meio de edital no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Prefeitura de Suzano - SP abre processo seletivo

A Prefeitura de Suzano, Estado de São Paulo, através do edital nº 03/2012, estará recebendo inscrições para o processo seletivo que objetiva o provimento de diversas vagas em seu quadro de servidores públicos. As oportunidades são para profissionais de medicina, sendo o salário inicial entre as cifras de R$ 2.465,77 e R$ 5.632,11 .
As vagas são para os seguintes cargos:
Médico Clínico Geral, Médico Clínico Geral Plantonista, Médico Pediatra Palntonista, Médico Cirurgião Geral Plantonista e Médico Psiquiatra.
Os interessados deverão se inscrever na Secretaria Municipal de Saúde, situada à Rua Basílio Valente de Aguiar, nº. 4.100, piso térreo, Via São Jorge, Centro, das 8h às 17h. As inscrições poderão ser realizadas até 29 de junho de 2012.
Os candidatos serão classificados a partir de análise curricular e de títulos.
Validade:
O concurso de Suzano será válido por 12 meses.

Edital / Publicações

Concurso Prefeitura de Machacalís - MG

A Prefeitura de Machacalís, Estado de Minas Gerais, através da empresa TR Concursos, publicou editais de concurso público e processo seletivo para provimento de 166 vagas, em cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os salários variam de R$ 622,00 a R$ 15.000,00 para carga horária de 25 a 40h semanais.
Cinco por cento do número de vagas de cada cargo ofertado ficam reservadas para as pessoas portadoras de deficiência, desprezadas as frações.
Cargos
As oportunidades são para os cargos de agente de controle interno, agente de vigilância sanitária, assistente social, atendente de farmácia, auxiliar de limpeza pública (gari), auxiliar de saúde I, auxiliar de serviços gerais, auxiliar de serviços I, bibliotecário, condutor de veículos e máquinas III, digitador e demais cargos.
Inscrições e Taxas
As inscrições serão efetuadas, exclusivamente, via internet, por meio de acesso ao site www.trconcursos.com.br, entre 20 de agosto e 21 de setembro de 2012, sendo que a Prefeitura Municipal de Machacalís – MG disponibilizará servidor e equipamento de informática necessário para a efetivação das inscrições, no Telecentro comunitário de Machacalís, situado à Rua Manoel Vital nº 53- A, Centro - CEP: 39.873-000, no horário de 08:00 às 16:00h.

As taxas variam de R$ 37,32 a R$ 102,00 de acordo com o nível de escolaridade.

Provas e Validade
As provas objetivas serão realizadas na data prevista de 21 de outubro de 2012, conforme Edital de Convocação a ser publicado no quadro de avisos da Prefeitura Municipal de Machacalís e no site: www.trconcursos.com.br.

O prazo de validade do concurso é de 02 anos, a contar da publicação da homologação, prorrogável uma vez por igual período (Inciso III, do Art. 37, da Constituição Federal).
A validade do processo seletivo será de 01 ano prorrogável por igual período a critério da administração municipal, ou enquanto durar o Programa, vinculado a sua existência e repasses de recursos pela esfera governamental convenente.
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