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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fatores que modificam a estabilidade dos medicamentos parte 1

Quando se realiza uma mistura IV, alteram-se de forma significativa todas e cada uma das características de seus componentes, sendo por isso necessário conhecer as consequencias relativas à perda da atividade ou aparecimento de toxicidade. Por outro lado, nem sempre que se prepara uma mistura,esta será administrada imediatamente, por isso é necessário conhecermos os fatores que podem afetar sua estabilidade, dentre eles: 1 Natureza e concentração do medicamento; 2 Composição e pH do solvente; 3 Perfis de pH e velocidade da degradação; 4 Natureza do recipiente e da solução; 5 Temperatura; 6 Luz natural e outras radiações.

Transmissão de microorganismos no ambiente hospitalar

A propagação de microorganismos no ambiente hospitalar envolve três elementos básicos: 1 Fonte de microorganismo 2 Modo de Transmissão 3 Indivíduo susceptível Como resultado da interação microorganismo-hospedeiro ,o indivíduo susceptível pode apresentar: Colonização - Presença e multiplicação de microorganismos nos tecidos do hospedeiro, que pode ser identificada através de cultura, mas sem manifestação clínica ou desenvolvimento de resposta imune. Infecção - Presença e multiplicação de microorganismos nos tecidos do hospedeiro acompanhada de resposta clínica, produção de sinais e sintomas( infecção clínica ) ou apenas resposta imune (infecção subclínica). Ambas as interações têm importância epidemiológica e demandam medidas de contenção da disseminação dos microorganismos. A aderência de microorganismos a receptores celulares da pele e mucosas é a condição básica para que haja colonização e infecção. O uso de antimicrobianos, procedimentos invasivos e certas condições clínicas favorecem a mobilização da microbiota normal do paciente facilitando a aderência de microorganismos hospitalares.

    Classificação de materiais - ABC e XYZ

    Segundo Viana (2002), a classificação de materiais é o processo de aglutinação de materiais por características semelhantes. Para o referido autor, grande parte do sucesso no gerenciamento de estoques depende fundamentalmente de bem classificar os materiais da empresa. Para Barbieri e Machline (2006), os principais objetivos específicos da classificação de materiais são os seguintes: 1. Identificar o material certo para o usuário e a organização; 2. Organizar o processo de aquisição, guarda e manuseio dos materiais;
    3. Facilitar a comunicação com fornecedores, usuários e os setores contábil e financeiro;
    4. Estabelecer instrumentos de planejamento e de controle apropriados;
    5. Reduzir custos com material;
    6. Melhorar o nível de serviço.
    Ainda sobre o assunto, Viana (2002) salienta que se pode classificar os materiais por:
    a) tipo de demanda;
    b) demanda não previsível ou de não estoque7;
    c) materiais críticos;
    d) pelo nível de perecibilidade e de periculosidade;
    e) tipo de estocagem;
    f) dificuldade de aquisição e pelo tipo de mercado fornecedor.
    Com base nesses tipos de classificação pode-se distribuir esses materiais através do diagrama de Pareto8, também conhecido pro curva ABC. Segundo Barbieri e Machline (2006) o objetivo da classificação ABC é fornecer informações para que se possa estabelecer políticas, objetivos e controle diferenciados conforme a importância de cada item em relação ao valor de utilização dos itens.
    A Classificação ABC baseia-se na divisão dos materiais por classes:
    • Classe A: Grupo de itens que têm uma maior importância e devem ser tratados com atenção especial, os materiais que compõem esse grupo representam o maior valor em termos de consumo, sendo o de menor quantidade.
    • Classe B: Grupo de itens que vivem numa situação intermediária entes os de classes A e C.
    • Classe C: Corresponde ao grupo de itens de menos importância, representando o menor valor de consumo, porém, estão em maior quantidade, financeiramente são menos importantes, o que justifica uma menor atenção em seu gerenciamento.
    Quando se trata sobre material médico-hospitalar, deve-se avaliar o uso desse sistema num hospital, pois, independente do grupo em que estejam todos os itens, eles são de fundamental importância, devendo ser gerenciados com maior critério de organização e controle, visto que um procedimento médico-cirúrgico pode não acontecer pela falta de um desses itens, independente do grupo em que esteja.
    Barbieri e Machline (op cit) utilizam também outra forma de classificação do estoque, a qual varia de acordo com o grau de criticalidade, conhecida como Classificação XYZ.
    Para os citados autores, essa classificação tem por critério o grau de criticalidade ou imprescindibilidade do material para as atividades em que eles estarão sendo utilizados, pois a falta de determinados materiais pode provocar a paralisação de atividades essenciais e coloca em risco a vida das pessoas, o ambiente e o patrimônio da organização.
    Segundo o critério XYZ, os itens da Classe X podem faltar sem acarretar prejuízo ao funcionamento de uma empresa, apenas pelo fato de poderem ser substituídos com facilidade. Os itens da Classe Y representam um nível de criticidade médio, por poderem ser substituídos por itens de mesma equivalência. Os itens pertencentes à Classe Z correspondem aos mais críticos. Sua falta pode provocar transtornos e até a paralisação de atividades básicas e essenciais, colocando em risco a vida das pessoas. Sua falta não pode ser substituía por similares.
    Ao se analisar o uso dos sistemas ABC/XYZ, deve-se agir com parcimônia, pois o uso de um método pode servir para uma empresa e não servir para outra, sendo comum que um administrador faça as devidas adaptações à realidade da sua empresa, principalmente quando se trata de um hospital.

    Organização das atividades do almoxarifado

    Viana (2002) analisa que a amplitude da administração de materiais pode ser identificada esquematicamente através de seis pontos:
    a) A atividade de cadastramento visa a cadastrar os materiais necessários à manutenção e ao desenvolvimento da empresa, o que implica o reconhecimento perfeito de sua classificação, estabelecimento de codificação e determinação da especificação, objetivando a emissão de catálogo para utilização dos envolvidos nos procedimentos de Administração de Materiais.
    b) A atividade de gestão visa ao gerenciamento dos estoques por meio de técnicas que permitam manter o equilíbrio com o consumo, definindo parâmetros e níveis de ressuprimento e acompanhando sua evolução.
    c) A atividade de compras tem por finalidade suprir as necessidades da empresa mediante a aquisição de materiais e/ou serviços, emanadas das solicitações dos usuários, objetivando identificar no mercado as melhores condições comerciais e técnicas.
    d) A atividade de recebimento visa a garantir o rápido desembaraço dos materiais adquiridos pela empresa, zelando para que as entradas reflitam a quantidade estabelecida, na época certa, ao preço contratado e na qualidade especificada nas encomendas.
    e) A atividade de armazenagem visa a garantir a fiel guarda dos materiais confiados pela empresa, objetivando sua preservação e integridade até o consumo final.
    f) A atividade de inventário físico visa ao estabelecimento de auditoria permanente de estoques em poder do almoxarifado, objetivando garantir a plena confiabilidade e exatidão de registros contábeis e físicos, essencial para que o sistema funcione com a eficiência requerida.

    Brasil produzirá antirretroviral genérico

    A produção nacional do Tenofovir vai gerar uma economia de R$ 440 milhões em cinco anos ao país. Com ela, 10 dos 20 medicamentos antiaids fornecidos pelo SUS deixarão de ser importados O Brasil vai produzir o medicamento antirretroviral genérico do Tenofovir, usado por 64 mil pacientes com aids e 1,5 mil com hepatite. O remédio será produzido pelo laboratório oficial da Fundação Ezequiel Dias (Funed) do governo de Minas Gerais, informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (9). A produção do remédio é fruto de uma Parceria Público Privada (PPP) firmada pelo governo em 2009. A produção nacional vai gerar uma economia de cerca de R$ 440 milhões nos próximos cinco anos. O primeiro lote nacional do Tenofovir começará a ser produzido nesta semana e deve estar disponível para os pacientes no fim de março. A produção nacional, de 9 milhões de comprimidos, será suficiente para atender toda a demanda do medicamento no país. Com ela, 10 dos 20 medicamentos antiaids fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam a ser produzidos no Brasil. "É uma medicação extremamente importante dentro do chamado coquetel para a aids. A produção nacional facilita o processo de sustentabilidade do programa de acesso universal aos medicamentos", disse o diretor do departamento, Dirceu Greco. "É um grande momento. Tomara que tenhamos vários outros", completou. O diretor do Complexo Industrial e Inovação em Saúde, Zich Moysés, explicou que, além de "internalizar" a tecnologia, a produção nacional do Tenofovir aumenta a competitividade da própria indústria e facilita que o processo se estenda a outros remédios. "A produção interna significa ter produtos na hora em que a gente precisa", destacou. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI209970-15257,00-BRASIL+PRODUZIRA+ANTIRRETROVIRAL+GENERICO.html

    Falta de médicos e demora no atendimento do SUS levam população a ter planos de saúde

    População também se queixa da demora nas consultas públicas e do preço do serviço privado A constante falta de médicos em postos de saúde e hospitais e a demora em ser atendido nesses locais são apontados como os principais problemas que impedem o SUS (Sistema Único de Saúde) de funcionar. Essas são informações do relatório SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social), divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quarta-feira (9). De acordo com a pesquisa, 58,1% da população aponta a falta de médicos como o principal problema do sistema público de saúde. O tempo de espera para conseguir acesso a determinados serviços de saúde, sobretudo nos postos de saúde e nos hospitais, é considerado um grande problema da rede pública para 35,4% dos entrevistados, seguida de outra preocupação: a demora para conseguir uma consulta com especialista (33,8%). Mesmo entre os que utilizam pouco o sistema, as queixas são as mesmas. Por percepção ou por acompanharem alguém em instituições públicas, eles concluem que a falta de médicos constitui o pior problema do SUS, com percentual ainda maior, 57,9%. Entre os que não usam o sistema público, a reclamação atende ao maior percentual (58,8%). Trecho do relatório indica que a intenção do documento é mostrar diferentes opiniões. - Deve ficar claro que o SIPS aborda a percepção sobre os serviços de saúde a partir da visão de todos os entrevistados ou daqueles que utilizaram ou acompanharam alguém na utilização dos serviços. Embora 50,1% dos entrevistados vejam com bons olhos a gratuidade do SUS, seu atendimento universal (48%) e a possibilidade de ter remédios gratuitos (32,8%), os problemas citados são o principal fator que leva parte da população a optar pelos planos de saúde. Segundo o levantamento, as principais razões que levam a aderir à saúde suplementar são: a maior rapidez para realizar uma consulta ou exame (40%); ter o seguro fornecido pelo empregador de forma gratuita (29,2%); ter mais liberdade na hora de escolher o médico (16,9%). Entretanto, o preço da mensalidade é julgado como o maior problema desse segmento, entre os que têm planos de saúde. Outro problema apontado é a falta de cobertura de algumas doenças e procedimentos (35,7%) ou tratamentos (21,9%). A demora para conseguir um especialista e para ser atendido em hospitais também foi indicada como problemas dos planos, mas com percentuais menores – 18,5% e 15,3%, respectivamente. Os dados do relatório foram coletados durante os dias 3 e 19 de novembro de 2010, por meio de entrevistas com 2.773 pessoas nas cinco regiões do país. Foram consideradas questões como sexo, faixa etária, renda e escolaridade para levantar a percepção da população sobre o SUS. Para a avaliação geral dos serviços públicos de saúde prestados pelo SUS, as categorias de resposta foram: “muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim”. Para a apresentação dos resultados, as categorias de resposta “muito bom” e “bom” foram agrupadas, da mesma maneira que as categorias “ruim” e “muito ruim”. http://noticias.r7.com/saude/noticias/falta-de-medicos-e-demora-no-atendimentodo-sus-leva-populacao-a-ter-planos-de-saude-20120208.html

    Piores notas do SUS vêm de pessoas que não usam o serviço

    Qualidade do sistema é ruim para 34% dos não usuários e para 27% dos que o utilizam A qualidade do SUS (Sistema Único de Saúde) foi avaliada de modo mais negativo pelas pessoas que não utilizam o serviço público, de acordo com o relatório SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta quarta-feira (9). Para 34,3% dos não usuários, a qualidade dos serviços do sistema foi classificada como “ruim” ou “muito ruim”. Já entre os que usam o SUS, o índice foi menor (27,6%). Os dados do relatório foram coletados durante os dias 3 e 19 de novembro de 2010, por meio de entrevistas com 2.773 pessoas nas cinco regiões do país. Foram consideradas questões como sexo, faixa etária, faixas de renda e escolaridade para levantar a percepção da população sobre o SUS. Para a avaliação geral dos serviços públicos de saúde prestados pelo SUS, as categorias de resposta foram: “muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim”. Para a apresentação dos resultados, as categorias de resposta “muito bom” e “bom” foram agrupadas, da mesma maneira que as categorias “ruim” e “muito ruim”. Para os que acham a qualidade dos serviços “regular”, o índice também é maior entre os que não utilizam o sistema (46,5%), ante os 42% dos que o utiliza. Da mesma forma, os usuários (30,4%) acham o sistema “bom” ou “muito bom” frente aos 19,2% dos não usuários. A avaliação foi mais equilibrada quando comparada entre homens e mulheres. Na opinião de 29,7% dos homens e 28,17% das mulheres, esses serviços são “muito bons” ou “bons”. Ainda segundo o relatório, pode haver relação entre a percepção dos serviços com o estado de saúde, já que os serviços prestados pelo SUS foram qualificados como “bons” ou “muito bons” por 29,1% dos entrevistados que avaliaram seu estado de saúde como positivo. Entre aqueles que tiveram avaliação negativa de sua saúde, o percentual caiu para 25,2%. Por outro lado, os serviços foram qualificados como “ruins” ou “muito ruins” por 28,1% que avaliaram seu estado de saúde como positivo e 37,1% daqueles que avaliam seu estado de saúde como negativo. Segundo o SIPS, os diferentes olhares sobre o SUS indicam que a população entende as dificuldades do sistema. - A percepção da população é mediada por inúmeros fatores, entre eles sua própria experiência na utilização dos serviços, a experiência de outros membros da família ou da comunidade, sua visão sobre como deveria ser o atendimento prestado pelos profissionais de saúde, a formação de uma opinião geral a partir daquilo que é divulgado nos meios de comunicação, entre outros. http://noticias.r7.com/saude/noticias/piores-notas-do-sus-vem-depessoas-que-nao-usam-o-servico-20120208.html

    Brasileiros avaliam serviços de emergência como os piores do SUS

    31,4% da população reprova esse atendimento; postos de saúde têm a 2ª pior avaliação Os serviços de emergência e urgência foram considerados os piores entre os oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), com reprovação de 31,4% da população. As informações são do relatório SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta quarta-feira (9). Segundo o levantamento, esse índice de pessoas classificou os serviços como “ruins” ou “muito ruins”. A pior avaliação veio da região Nordeste (36,1%), seguida do Centro-Oeste (34,9%) e do Sul (34,4%). Os dados do relatório foram coletados durante os dias 3 e 19 de novembro de 2010, por meio de entrevistas com 2.773 pessoas nas cinco regiões do país. Foram consideradas questões como sexo, faixa etária, renda e escolaridade para levantar a percepção da população sobre o SUS. Os serviços oferecidos pelos postos de saúde foram considerados os piores no Norte (42,2%) e Sudeste (28,3%). Mas, de modo geral, as unidades básicas de saúde ficaram em segundo lugar entre os mais mal avaliados serviços do SUS. Em todo o país, 31,1% os consideraram ruins ou muito ruins. As piores avaliações voltaram a ser no Nordeste (33,6%) e no Centro-Oeste (29,1%), enquanto no Sul foram um pouco melhores (27,7%). As consultas de médicos especialistas são ruins ou muito ruins para 18,8% da população, sendo o terceiro serviço pior avaliado por todas as regiões. A maior média de descontentes aparece no Sul (26,5%) e a menor no Sudeste (14,4%). O mesmo serviço, no entanto, foi bem avaliado por 60,6% da população numa média nacional, com maior aceitação no Centro-Oeste (71,5%) e no Sudeste (65,9%). Já os serviços prestados pelos programas de saúde da família e de distribuição de medicamentos foram apontados como os melhores oferecidos pelo sistema público de saúde. O primeiro, no qual médicos e outros profissionais de saúde visitam pacientes em casa, foi considerado bom ou muito bom por 80,7% da população. No Sul, houve a maior aprovação (85,2%) e no Norte a menos expressiva, mas ainda alta, com 71,2%. A distribuição de remédios gratuitos foi avaliada como o segundo melhor serviço do SUS por 69,6% da população. No Sudeste, 71% da população considerou o serviço como “bom” ou “muito bom”. No Norte, a mesma avaliação foi de 62,3%, a menor média. Segundo o relatório, esses indicadores mostram que o SUS “apresenta dificuldades para garantir o acesso oportuno e de qualidade para toda a população brasileira”. - Essas dificuldades estão relacionadas, entre outros fatores, ao subfinanciamento desse sistema, a problemas de gestão e à relação entre o SUS e o sistema privado de saúde, que muitas vezes concorre por recursos humanos, financeiros e físicos. Mas também aponta avanços do sistema que está presente há mais de 20 anos no Brasil. - Em 2009, foram realizados 721 milhões de atendimentos ambulatoriais e 11 milhões de procedimentos de média e alta complexidade e internações. Destacam-se as experiências bem-sucedidas da eliminação do sarampo, da campanha de vacinação contra a influenza H1N1 e do tratamento do HIV/Aids. Para a avaliação geral dos serviços públicos de saúde prestados pelo SUS, as categorias de resposta foram: “muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim”. Para a apresentação dos resultados, as categorias de resposta “muito bom” e “bom” foram agrupadas, da mesma maneira que as categorias “ruim” e “muito ruim”. http://noticias.r7.com/saude/noticias/brasileiros-avaliam-servicos-deemergencia-como-os-piores-do-sus-20120208.html

    Encantamento do cliente vs melhora do paciente?

    Na edição de agosto/2010 da Harvard Business Review os autores Dixon, Freeman e Toman fazem uma análise bastante interessante sobre o senso comum que existe dentro das organizações a respeito da necessidade de fidelização dos clientes a partir de estratégias de melhor atendimento, baseadas em ações que "encantem" os mesmos. Segundo os autores, nem sempre o fato de atender o cliente utilizando meios periféricos para a sua satisfação promovem a fidelização. Na verdade, uma das conclusões do artigo se baseia na premissa de que cliente fiel é cliente que tem o seu problema resolvido de forma rápida e que o satisfaça dentro da dimensão do próprio problema, olhando com bastante desconfiança para as informações derivadas dos índices de satisfação dos clientes. Mesmo que ele não esteja encantado. As abordagens recomendadas pelos mesmos, na busca de clientes mais fiéis, incluem medidas para minorar eventuais esforços dispensados pelos clientes quanto às suas demandas, através de uma ação antecipatória de prevenção de queixas, esta por sua vez baseada no histórico de queixas mais comuns apresentadas. Sugere também a necessidade de treinar os variados setores que fazem a interação direta com o cliente quanto ao lado "emocional", considerando esse um fator crucial desta interação para a imagem da empresa. Por mais estranho que pareça, outra constatação dos autores é que poucas empresas realmente levam em consideração as opiniões expressas nas pesquisas de opinião, verbais ou escritas, e ainda menos empresas efetivamente desenvolvem planos de ações baseados nessas informações. Sem dúvida que um olhar mais atento a essas questões ajudaria no processo de fidelização. Se concentrar na resolução do problema do cliente e não na velocidade com que o mesmo será resolvido (ou encaminhado para outro setor) também figuram como medidas eficientes de fidelização. Em que medida as organizações de saúde se encaixam dentro destes pressupostos? Será que precisamos fidelizar pacientes? Nosso foco deve privilegiar a resolução efetiva do problema do paciente, resultando daí um tempo de permanência curto e uma recuperação rápida, ou incorporamos medidas periféricas direcionadas a um diferencial competitivo aparente? Uma organização de saúde, principalmente um hospital, deve sempre incorporar todas as inovações e medidas úteis para o melhor tratamento de todos os pacientes que o procuram, dentro de um ambiente seguro, confortável e agradável. De todas as maneiras que se oferecem como alternativas à consecução desse objetivo, em apenas um, a prática médica, a variabilidade de meios para este fim pode ser um entrave. Nesse sentido, nunca é demais ressaltar a importância da busca constante de métricas de abordagens diagnósticas e terapêuticas que primem pela qualidade e pela rapidez, através de diretrizes e protocolos técnicos ajustados à realidade organizacional. Não somente isso, mas também a monitorização e todo o processo através de indicadores de desempenho por grupos diagnósticos, por equipes, etc. Não confundamos os conceitos. Encantamento não é satisfação, e qualidade se faz no dia a dia. http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154

    Falta de saneamento e higiene interna 1300 pessoas por dia

    Doenças infecciosas intestinais seriam menos frequentes se fossem seguidas regras simples de higiene e cuidado Diarreias, infecções alimentares, viroses, verminoses e outras doenças infecciosas intestinais foram responsáveis por 1.391.429 internações no Sistema Único de Saúde nos últimos três anos, o equivalente a 1.369 pessoas por dia. Os dados são resultados do levantamento feito pelo iG Saúde no banco virtual do Ministério da Saúde. A maioria das doenças tem causa e consequência conhecidas, e muitas das infecções que atacam o intestino poderiam ser evitadas. "A falta de higiene com a água e os alimentos, os excessos populacionais em determinadas regiões, e a ausência de saneamento básico, colaboram para a contaminação e para a reprodução dos parasitas", diz Vera Castilho, médica-chefe do Laboratório de Parasitologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O ideal seria que não tivéssemos nenhuma internação por conta dessas doenças. Com educação, conhecimento da importância de lavar bem as mãos e os alimentos, e saneamento básico, os números cairiam expressivamente.” Na análise por região, os estados da Bahia e de São Paulo lideram o ranking. De 2008 a 2010, 218.424 pessoas ocuparam leitos nos hospitais públicos da Bahia. Os paulistanos estão em segundo lugar: mais de 177 mil internados nos últimos três anos. O Acre representa o estado com o menor índice. Menos de oito mil pessoas registradas com infecções intestinais no mesmo período. Entender as bruscas variações, porém, requer um trabalho investigativo nas respectivas regiões. A incidência de determinada doença tem razões múltiplas em uma população, endossa Vera. “É necessário identificar a área mais afetada, o foco de transmissão, a qualidade do atendimento, o tempo de espera, o diagnóstico feito, por exemplo. São fatores combinados que justificam os dados.” Para Gilberto Ducato, infectologista do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, a falta de informação e de educação sanitária para a população contribuem para a contaminação. São inúmeras as bactérias a tira colo, e os vírus presentes no ar. Na opinião do especialista, campanhas ilustrativas, que reforcem a importância do uso de sapatos em determinadas áreas, de lavar bem as mãos e os alimentos e de coibir a entrada de animais nas praias, deveriam ser permanentes. “Quando há informação, entendimento das razões para tais medidas, é possível evitar alguns tipos de infecções.” A volta do Jeca Tatu Personagem do escritor Monteiro Lobato, o Jeca Tatu, caipira que tinha os calcanhares rachados, pois não gostava de usar sapatos e era avesso aos hábitos de higiene, contribuiu para ilustrar uma das infecções intestinais mais comuns no século 19. Popularmente conhecida como amarelão, a ancilostomose – e o Jeca Tatu – já foram temas de campanhas do Ministério da Saúde para combater a doença, apenas uma das inúmeras causadas por vermes. Hoje, a amebíase, doença transmitida por meio de alimentos e água contaminados, é a verminose mais comum no País. Em tempos de viroses no litoral e bactérias superpoderosas, os vermes ficam à margem da prevenção – e muitas vezes do diagnóstico. No verão, como a exposição das pessoas é maior, a contaminação tende a ser mais frequente. “Cabe ao médico sempre considerar a possibilidade de vermes. Para que o diagnóstico aponte se a infecção é provocada por verme, bactéria ou vírus, basta realizar um exame de fezes”, explica Vera Castilho. Os cuidados, porém, são sempre universais. A tradicional receita das avós, que sempre receitam vermífugos para prevenir tais doenças, foge à regra da recomendação médica e pouco efeito faz, revela Ducato. “A prática é um tiro no escuro. Isso é feito até por veterinário. Embora não tenha efeitos colaterais graves, deve ser evitada. Não existe um remédio que dê conta de todos os parasitas intestinais, uma janela sempre ficará aberta”, alerta o infectologista do hospital Oswaldo Cruz. Alimentos que supostamente combateriam a contaminação por determinados vermes também são pouco úteis. “Não há nada cientificamente comprovado que possa exercer tal poder.” Uma vez comprovada a presença de vermes no organismo, o tratamento é simples e, normalmente, de curta duração. Dependendo da doença, são necessários cinco dias de medicação, mas em média, 72 horas são suficientes. É fundamental, porém, repetir o exame de fezes para certificar que não restaram larvas no intestino do paciente. Nesses casos, o medicamento deve ser mantido ou substituído. http://saude.ig.com.br/minhasaude/falta+de+saneamento+e+higiene+interna+1300+pessoas+por+dia/n1237980726167.html

    SUS - Faltam médicos e agendamento de consultas é demorado

    Pesquisa do Ipea aponta principais queixas do brasileiro contra o SUS. Programa saúde da família é bem avaliado em 80,7% dos casos A falta de médicos e a demora no atendimento são os problemas do SUS (Sistema Único de Saúde) que mais incomodam o brasileiro. Os dados acabam de ser divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com base em 2.773 entrevistas feitas em domicílios particulares entre os dias 3 e 19 de novembro do ano passado para avaliar a percepção dos brasileiros sobre o serviço. Apesar das críticas, o SUS ganha aprovação do País com o Programa Saúde da Família (PSF). Ele é bem avaliado por 80,7% da população e considerado ruim ou muito ruim por apenas 5,4% dos entrevistados. Entre as sugestões de melhorias apontadas pelas pessoas ouvidas na pesquisa estão uma lista maior de medicamentos gratuitos e menos falhas de abastecimento destes. Pontos críticos Os entrevistados sugeriram que poderia haver mais médicos nos atendimentos em centros e postos de saúde. Também ajudaria se houvesse reforço nos serviços de urgência e emergência, além das consultas com especialistas. Com o reforço no número de médicos, o segundo alvo de reclamações, a demora no atendimento, provavelmente apresentaria melhorias. Hoje, os centros e postos de saúde deveriam diminuir o tempo entre marcação e realização da consulta para 15,5% dos entrevistados. A sugestão é ainda mais prevalente (34%) quando se trata da consulta com especialistas. Maria da Conceição Alves Ribeiro, 35 anos, tenta fazer uma cirurgia para retirada de um nódulo na tireóide há mais de três anos. Mas não consegue marcar exames e consultas básicas para a cirurgia. Nesta quarta-feira, ela pegou o primeiro ônibus em Águas Lindas, cidade no entorno de Brasília, às 5h. Antes das 6h, já estava no Hospital de Base de Brasília, o maior público da cidade. Mas não conseguiu pegar uma das 30 fichas distribuídas para a marcação de consultas. A atendente se sente frustrada e preocupada. “Faltam médicos, faltam atendentes. A demanda é muito grande e não existem profissionais suficientes. Tudo o que a gente vai marcar é muito difícil, demora até quatro meses para conseguir uma consulta”, lamenta. Ela conta que tem dificuldades até para levar o filho ao pediatra, em processos de rotina. “Em Águas Lindas, então, não tem nada”, diz. A pesquisa investigou também por que alguns entrevistados têm ou já tiveram plano de saúde. Foi constatado que a maioria deles recorreu à saúde suplementar pela rapidez no atendimento para consultas e exames (40%) e boa parte (29,2%) aproveitou o fato do empregador fornecer o benefício gratuitamente. A liberdade de escolha do médico (16,9%) também foi citada como uma razão para adquirir um plano de saúde. Mas o segmento apresenta problemas significativos. O principal é o preço da mensalidade, apontado por 39,8% dos entrevistados. Além disso, as restrições para cobertura de doenças e procedimentos também incomoda 35,7% da população. Processo complicado O estudo aponta centros e postos de saúde como os primeiros locais em que a população busca atendimento. Depois de esperar pela consulta, o encaminhamento ao especialista aparece como outro ponto de desgaste. “Em geral, (os entrevistados) não saem dali com a consulta marcada, mas com um encaminhamento para realizar essa marcação. Novamente, outra espera. Uma resposta possível: faltam médicos”, informa o material da pesquisa. As dificuldades para atendimento no SUS nos grandes centros se multiplicam nas cidades menores. Na Cidade Ocidental, localizada em Goiás, no entorno da capital federal, Alberto Fernando Marques dos Santos, 30 anos, não consegue fazer consultas de rotina, exames ou ser atendido em caso de emergência. “Tem hospital e posto de saúde. Mas não tem médico para atender. As filas são enormes”, diz. Por isso, sempre que precisa, se locomove 48 quilômetros até Brasília para tentar atendimento. O que não evita, porém, a frustração. “Tem de ter paciência. Na sexta, trouxe minha avó para fazer um raio-x. Não conseguimos. Chegamos hoje às 6h30. Até as 9h, ela ainda esperava”, conta. Alberto define a situação como descaso. “Pagamos impostos, mas não temos acesso a serviços básicos”, protesta. Saúde da família As avaliações mais positivas do SUS aparecem nos atendimentos realizados pelo programa saúde da família (PSF). Se consideradas apenas as famílias visitadas pelo PSF, o índice de aprovação chega a 80,7%. Apenas 5,7% dos entrevistados consideram o atendimento ruim ou muito ruim. Alberto, por exemplo, não consegue avaliar o serviço. “Nunca foi atendido pelo programa”, lamenta. Em segundo lugar aparece a distribuição de medicamentos gratuitos, considerada muito boa ou boa por 69,6% da população. O serviço é reprovado por 11% dos entrevistados. Em seguida aparece o atendimento com médicos especializados, bem-visto por 60,6% do País. O mais alto índice negativo marca os atendimentos de urgência e emergência, com 31,4% de avaliações ruins ou muito ruins. A avaliação dos serviços do SUS é muito semelhante em todo o País, exceto pela região Norte, onde os percentuais aparecem de cinco a dez pontos mais baixos. Isso vale inclusive para os atendimentos do PSF, que são bem-vistos por 71,2% dos entrevistados no Norte. Nela, o menor índice de aprovação aparece nos atendimentos de urgência e emergência, com 38,1%, enquanto o índice chega a 48,4% no Sudeste. Na avaliação geral do estudo, a percepção do SUS é mais positiva entre aqueles que utilizaram os serviços nos últimos 12 meses. Neste grupo, o atendimento do SUS é bom ou muito bom para 30,4% e ruim ou muito ruim para 27,6%. Entre aqueles que não utilizaram o SUS no último ano, apenas 19,2% consideram os serviços bons ou muito bons, e 34,3% consideram ruins ou muito ruins. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/faltam+medicos+e+agendamento+de+consultas+e+demorado/n1237995028411.html

    Você sabe quanto custa pedir demissão?

    Perda de benefícios, tempo médio de desemprego e redução salarial devem entrar na conta de quem deixa o emprego sem nada em vista Seu trabalho é entediante, seu chefe é incapaz de motivar a equipe e seus colegas de profissão parecem disputar o prêmio de um reality show. E, em um momento de fúria, você resolve pedir demissão sem ter nenhuma oportunidade de emprego em vista. Não importa se você é considerado louco ou corajoso, o fato é que uma decisão como esta traz custos. E eles não estão restritos à perda do aviso prévio ou das multas por rescisão do contrato de trabalho, recebidos quando a iniciativa parte da empresa. O tempo médio de busca por uma nova oportunidade, os benefícios perdidos e a redução salarial na recolocação profissional são alguns dos custos atrelados a um pedido de demissão intempestivo. Afora os valores referentes às verbas rescisórias garantidas pela legislação trabalhista (aviso prévio e multa equivalente a 40% do saldo do FGTS) e ao direito de receber o seguro-desemprego – o que não é permitido quando o trabalhador pede demissão -, a primeira conta a ser feita diz respeito aos benefícios que o profissional perde ao deixar a empresa. Tíquete -refeição, vale-alimentação e plano de saúde são os mais comuns. Mas, há ainda quem tenha que contabilizar telefone celular, seguro de vida, previdência privada, pagamento de cursos como pós-graduações e até mesmo automóveis. O valor varia de acordo com o cargo e com a política de benefícios adotada por cada empresa, mas a conta, por si só, já fica bastante salgada. Multiplicada pelo número de meses em que o profissional fica desempregado, tanto pior. Recolocação pode demorar até 12 meses O tempo perdido até encontrar uma nova ocupação também deve entrar na planilha. Obviamente, não se pode prever um prazo com exatidão, mas empresas e consultorias especializadas em recolocação profissional trabalham com médias que variam de um a até 12 meses de busca. Quanto maior o cargo, maior a espera. De acordo com pesquisa da empresa Catho Online, técnicos e profissionais de nível operacional, como consultores de vendas e assistentes administrativos, precisam de 30 a 60 dias para encontrar um novo emprego. Analistas e especialistas demoram entre um e três meses para se recolocarem. Já coordenadores e gerentes costumam levar entre três e seis meses desempregados. No caso de diretores e presidentes, essa espera pode levar até um ano. “É preciso tomar cuidado com a percepção de que o mercado está aquecido. A despeito da escassez de talentos, este profissional que pediu demissão pode não ser tão “empregável” quanto pensa”, afirma Fátima Brandão, gerente de projetos do Grupo Foco, especializado em seleção e recrutamento. E isso vale, inclusive, para os setores que hoje mais demandam profissionais, como o de infra-estrutura. Serviço de outplacement Headhunter com experiência na seleção de executivos para o setor de óleo e gás, Augusto Dias Carneiro contraria o senso comum de que segmentos como este estão contratando o primeiro profissional que aparece. “É verdade que faltam pessoas qualificadas. Mas as empresas estão buscando, cada vez mais, perfis específicos, o que afunila o recrutamento de profissionais”, diz. Em casos assim, há quem prefira contar com o serviço especializado na busca de oportunidades profissionais oferecido pelas empresas de outplacement. Normalmente utilizado por profissionais que já atingiram,no mínimo, cargos de chefia, o outplacement é capaz de acelerar a recolocação profissional a partir da análise criteriosa do perfil e do currículo do candidato e de sua indicação às vagas disponíveis nos segmentos em que deseja atuar. Entretanto, contratar esse serviço exige fôlego financeiro, sobretudo quando se está desempregado. Na Dqueiroz, uma das mais tradicionais empresas de outplacement voltadas para pessoas físicas, um projeto com prazo de 12 meses custa entre R$ 7 mil e R$ 13 mil, dependendo do cargo pretendido pelo cliente. Redução salarial atinge todos os níveis Encontrada uma nova oportunidade profissional, surge mais uma conta a ser inserida na planilha: a perda salarial. Seja na remuneração fixa ou na variável, o fato é que são exceções os casos de quem está desempregado e consegue um novo emprego para ganhar mais. E, ao contrário do que ocorre com as outras perdas, que são maiores para os cargos mais altos, a redução salarial média na recolocação é democrática. Não importa o nível hierárquico ocupado, a remuneração no novo emprego tende a ser entre 20% e 30% menor que no trabalho anterior. Na melhor das hipóteses, a empresa contratante oferece o último salário pago ao profissional. “Profissionais desempregados têm menos poder de negociação e, por necessidade, acabam aceitando propostas menos interessantes”, afirma Claudio Pereira, sócio da NetCo , especializada em recrutamento para alta gerência e diretoria. Ele lembra ainda que, para executivos de alto escalão, existe também a perda do hiring (ou signing) bônus, oferecido ao diretor ou presidente de uma empresa que recebe uma proposta para trabalhar em outra companhia. Pago para atrair executivos, o hiring bônus costuma ficar entre 20% e 30% da remuneração anual oferecida. Desempregado, o executivo de alto escalão dificilmente recebe essa oferta, já que, em tese, a empresa contratante não precisa fazer grande esforço para atraí-lo. Para se ter uma idéia do prejuízo, basta fazer uma conta simples. Um diretor que receba uma proposta com salário mensal de R$ 30 mil e que poderia receber um hiring bônus de 20% do salário anual, perde R$ 72 mil já na entrada. Mudança na carreira Diante de uma fatura tão extensa, os consultores são unânimes ao aconselhar um planejamento cuidadoso. A primeira recomendação é tentar reverter o quadro de insatisfação na empresa, conversando com o chefe e buscando alternativas como transferência de área, mudanças no escopo de trabalho ou programas de desenvolvimento. Mas, se a situação é realmente insustentável e se o descontentamento não tem solução, o ideal é avaliar os próximos passos. “Mudar de emprego já representa um risco altíssimo. Sair sem ter nada em vista é ainda mais complicado. Por isso, o profissional que decide pedir demissão deve fazer uma auto-análise e descobrir o que o motiva, porque essa pode ser uma ótima oportunidade de repensar a carreira”, Irene Azevedo, diretora de negócios da empresa de outplacement DBM Brasil. Foi o que fez o engenheiro de produção Rogerio Bandeira. Insatisfeito na empresa de catering onde ocupava o cargo de coordenador de operações, ele planejou seu pedido de demissão. Além de fazer as contas para saber por quanto tempo poderia manter seu padrão de vida sem trabalhar, ele repensou sua carreira e deixou o emprego decidido a estudar para prestar um concurso público. Aprovado no primeiro concurso que prestou, ele só foi chamado para ocupar a vaga um ano e meio depois. Nesse intervalo, voltou a trabalhar na iniciativa privada, ocupando um cargo mais baixo que o anterior em uma empresa de telefonia. Ao todo, ficou três meses desempregado, estudando em um cursinho especializado em concursos públicos. Mas, o investimento valeu a pena, diz o engenheiro, que hoje é gerente de um banco estatal. “Tive a sorte de contar com o apoio da família para tomar essa decisão. Mas, com certeza, o planejamento dos passos seguintes ao pedido de demissão foi fundamental”, afirma.