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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Brasileiros avaliam serviços de emergência como os piores do SUS

31,4% da população reprova esse atendimento; postos de saúde têm a 2ª pior avaliação Os serviços de emergência e urgência foram considerados os piores entre os oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), com reprovação de 31,4% da população. As informações são do relatório SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta quarta-feira (9). Segundo o levantamento, esse índice de pessoas classificou os serviços como “ruins” ou “muito ruins”. A pior avaliação veio da região Nordeste (36,1%), seguida do Centro-Oeste (34,9%) e do Sul (34,4%). Os dados do relatório foram coletados durante os dias 3 e 19 de novembro de 2010, por meio de entrevistas com 2.773 pessoas nas cinco regiões do país. Foram consideradas questões como sexo, faixa etária, renda e escolaridade para levantar a percepção da população sobre o SUS. Os serviços oferecidos pelos postos de saúde foram considerados os piores no Norte (42,2%) e Sudeste (28,3%). Mas, de modo geral, as unidades básicas de saúde ficaram em segundo lugar entre os mais mal avaliados serviços do SUS. Em todo o país, 31,1% os consideraram ruins ou muito ruins. As piores avaliações voltaram a ser no Nordeste (33,6%) e no Centro-Oeste (29,1%), enquanto no Sul foram um pouco melhores (27,7%). As consultas de médicos especialistas são ruins ou muito ruins para 18,8% da população, sendo o terceiro serviço pior avaliado por todas as regiões. A maior média de descontentes aparece no Sul (26,5%) e a menor no Sudeste (14,4%). O mesmo serviço, no entanto, foi bem avaliado por 60,6% da população numa média nacional, com maior aceitação no Centro-Oeste (71,5%) e no Sudeste (65,9%). Já os serviços prestados pelos programas de saúde da família e de distribuição de medicamentos foram apontados como os melhores oferecidos pelo sistema público de saúde. O primeiro, no qual médicos e outros profissionais de saúde visitam pacientes em casa, foi considerado bom ou muito bom por 80,7% da população. No Sul, houve a maior aprovação (85,2%) e no Norte a menos expressiva, mas ainda alta, com 71,2%. A distribuição de remédios gratuitos foi avaliada como o segundo melhor serviço do SUS por 69,6% da população. No Sudeste, 71% da população considerou o serviço como “bom” ou “muito bom”. No Norte, a mesma avaliação foi de 62,3%, a menor média. Segundo o relatório, esses indicadores mostram que o SUS “apresenta dificuldades para garantir o acesso oportuno e de qualidade para toda a população brasileira”. - Essas dificuldades estão relacionadas, entre outros fatores, ao subfinanciamento desse sistema, a problemas de gestão e à relação entre o SUS e o sistema privado de saúde, que muitas vezes concorre por recursos humanos, financeiros e físicos. Mas também aponta avanços do sistema que está presente há mais de 20 anos no Brasil. - Em 2009, foram realizados 721 milhões de atendimentos ambulatoriais e 11 milhões de procedimentos de média e alta complexidade e internações. Destacam-se as experiências bem-sucedidas da eliminação do sarampo, da campanha de vacinação contra a influenza H1N1 e do tratamento do HIV/Aids. Para a avaliação geral dos serviços públicos de saúde prestados pelo SUS, as categorias de resposta foram: “muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim”. Para a apresentação dos resultados, as categorias de resposta “muito bom” e “bom” foram agrupadas, da mesma maneira que as categorias “ruim” e “muito ruim”. http://noticias.r7.com/saude/noticias/brasileiros-avaliam-servicos-deemergencia-como-os-piores-do-sus-20120208.html

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