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terça-feira, 9 de junho de 2015

Venda de fórmula infantil é proibida após reações alérgicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira (8) a fabricação e venda de todos os lotes da fórmula infantil para lactentes e de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância destinada a necessidades dietoterápicas específicas com restrição de lactose à base de aminoácidos, da marca Amix. O leite já havia provocado reações alérgicas em crianças no Distrito Federal
 
A Anvisa recebeu denúncias de reações adversas em crianças alérgicas a leite de vaca após o consumo dos lotes 14F0901, 14H13 e 14E1901 do produto. As reclamações foram feitas à Vigilância Sanitária do Distrito Federal e à Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. Após inspeção realizada na empresa fabricante Pronutrition do Brasil Indústria e Comércio de Suplementos Alimentares, em Valinhos-SP, entre 27 e 30 de abril deste ano, foram constatadas irregularidades no cumprimento das boas práticas fabricação, implicando risco à saúde dos consumidores do produto.
 
A fórmula é fabricada pela Pronutrition do Brasil para a Invita Nutrição Especializada, de Belo Horizonte-MG. Em nota, a Invita discordou da proibição e disse que vai contestar judicialmente a decisão. Segundo a empresa, as denúncias não foram acompanhadas de nenhuma comprovação que possa certificar a ausência da qualidade e segurança da fórmula Amix.
 
A Invita acrescenta que todos os lotes do produto sempre foram analisados em laboratórios externos, habilitados pela Anvisa, e possuem comprovação científica da adequação nutricional e ausência de proteínas. “A Invita desde o início das denúncias prestou todos os esclarecimentos e forneceu todas as informações necessárias para que a investigação fosse conduzida de forma breve e eficiente. Portanto, afirmamos que a nossa unidade fabril sempre atendeu e cumpriu com as Boas Práticas de Fabricação evidenciadas por aprovações, obtidas após inspeções realizadas anteriormente, comprovando assim que não havia risco à saúde dos consumidores”, informou em nota.
 
A resolução da Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União.
 
ANVISA

Saúde: Investimento de Capital Estrangeiro já muda realidade da China e Índia

O report global da Organização Mundial de Saúde sobre os sistemas de financiamento da saúde para uma cobertura universal de 2010 sugere a discussão de formas inovadoras para aumentar os fundos de investimento da saúde no nível internacional, acreditando que é possível evoluir mais rapidamente do que já se fez no passado e se tornar mais “eficiente e equitativo na utilização dos recursos”
 
Um exemplo de mudança na forma de gestão da saúde de um país inteiro é a China, que se comprometeu até 2020 fornecer serviços de saúde “seguros, eficazes, convenientes e acessíveis” a todos os residentes urbanos e rurais, com “uma clínica médica e um hospital em cada região do país”.
 
Além dos US$124 bilhões de dólares investidos inicialmente em reestruturar os serviços defasados e conectar as informações de saúde da população com tecnologias mais avançadas, o governo autorizou o investimento de capital estrangeiro em todo mercado de saúde chinês, inclusive com incentivos fiscais em algumas cidades de maior interesse.
 
O capital estrangeiro tem tido um papel importante na orientação do mercado de economias em desenvolvimento como a China, promovendo crescimento econômico e evolução social, ajudando a atingir a transição do planejamento central para a economia de mercado orientada, conforme artigo dos chineses Lin e Tsai.
 
A Índia vive uma realidade próxima da brasileira com falta de profissionais em saúde e estrutura física precária dos serviços. Em 2007, com a estratégia de arrecadar mais dinheiro e reestrutura a saúde pública do país, permitiu o investimento de capital estrangeiro em hospitais que trouxe benefícios para o país, conforme relatório da pesquisadora Rupa Chanda, publicado pela Organização Mundial de Saúde.
 
Autora:  Diana Indiara Ferreira Jardim: Mestranda em Gestão e Negócios, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS e POITIERS), onde está desenvolvendo uma pesquisa sobre o Investimento de Capital Estrangeiro em Hospitais, sob a ótica do investidor externo, considerando a abertura da lei e o ambiente institucional brasileiro. Possui pós-MBA em negociação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialização em Gestão em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).  Possui mais de dez anos de experiência profissional na área de saúde, atualmente é gerente das auditorias assistenciais de uma operadora de planos de saúde de grande porte no Brasil.
 
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da Live Healthcare Media ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação
 

Corpo de bebê que 'sumiu' no HU de Maceió foi incinerado, diz hospital

Hospital Universitário em Alagoas (Foto: Jonathan Lins/G1)
Foto: Jonathan Lins/G1: Hospital diz que corpo foi incinerado
 seguindo critérios do Ministério da Saúde
HU informa que houve erro na pesagem do feto, que teria 520g. Incineração é protocolo do Ministério da Saúde para casos como esse
 
O corpo da filha da adolescente Ingryd Tavares, que havia morrido aos seis meses de gestação e estava sendo procurado pela família desde a retirada da barriga da mãe, foi incinerado no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (HUPAA), em Maceió.
 
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8) por meio de nota pela assessoria de comunicação da unidade.
 
Ainda de acordo com a nota, a morte do feto foi constatada na madrugada do dia 5 de junho, e foi considerada aborto por conta do peso e do tempo de gestação, segundo critérios do Ministério da Saúde (confira nota na íntegra ao final do texto).
 
O hospital esclarece ainda que o peso de 520g do feto, informado no atestado de óbito, estava errado. Essa pesagem foi feita levando em conta o peso do bebê e da placenta. O protocolo diz que fetos com peso abaixo de 500g, como era realmente o caso da filha de Ingryd, devem ser incinerados.
 
"O feto desapareceu. A assistente social me explicou que 'tudo bem, isso não pode acontecer, eu entendo a senhora', mas não me deu nenhuma explicação”, afirma a avó da adolescente.
 
Antes de receber qualquer informação sobre o corpo da filha, o pai da menina se dispôs a ajudar um dos maqueiros da unidade a procurá-lo no lixo do hospital.
 
“Eu já tinha comprado tudo, enxoval, sabe? Já tinha até escolhido o nome pra ela. Ia se chamar Emily Yasmin. Isso é uma coisa muito séria. É um bebê e nós temos que enterrar ele. É o mínimo que podemos fazer”, diz, abalado, o pai da criança, Emerson dos Santos.
 
A mãe do bebê estava desconsolada. “Queria que eles encontrassem a minha filha”, desabafa Ingryd.

Confira abaixo a nota do HU na íntegra:
 
Nota de esclarecimento
A direção do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) esclarece  que o feto da paciente Ingryd Maria Tavares Clarindo, que teve morte intrauterina comprovada através de exame de ultrassonografia, foi eliminado (induzido por medicamentos) no dia 05/06 (sexta-feira) às 2h30 da madrugada, apresentando maceramento e em processo de deterioração. O feto, de uma gestação de 20 semanas e cinco dias, foi considerado aborto em função do peso e do tempo gestacional, segundos  critérios do Ministério da Saúde, e foi destinado à incineração, seguindo o protocolo para todos os casos semelhantes (aborto).
 
O hospital também esclarece que o atestado de óbito emitido para a família foi um equívoco resultante da pesagem errada feita com o corpo do bebê junto com a placenta, que deu 520 gramas, quando este deveria ser pesado separadamente. Pelos critérios do Ministério da Saúde, todo feto com peso acima de 500g deve gerar um atestado de óbito.  A direção do hospital se solidariza com a dor da família e reafirma que está aberto à qualquer esclarecimento que eles necessitarem.
 
Maceió 08/06/15
 
G1

Anvisa suspende lote do saneante Triex

A Anvisa determinou a suspensão, comercialização e uso do lote 5 (validade 36 meses) do saneante Desinfetante de Uso Geral – Lavanda, marca Triex, fabricado por 3X Produtos Químicos Ltda.
 
A Agência determinou que a empresa recolha todo estoque no mercado.
 
Laudo de Análise Fiscal emitido pela a Fundação Ezequiel Dias revelou resultados insatisfatórios nos ensaios de teor de tensoativo catiônico e de contagem de bactérias aeróbias.
 
A medida está na Resolução nº 1647/2015, publicada nesta segunda-feira (08/06) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa suspende tintura de cabelo sem registro

A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso da Tintura para Cabelo Exotic Colors Criativ, fabricado pela empresa G.G.G Maia – ME.
 
O produto, que não possui registro na Agência, era comercializado irregularmente pelo site www.criativexotic.com .
 
A medida está na Resolução nº 1649/2015, publicada nesta segunda-feira (08/06) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Suspenso o produto Viclohex Solução Aquosa

A Anvisa determinou a suspensão, fabricação, distribuição e uso do Viclohex Solução Aquosa (Digluconato de Clorexidina 0,2%), fabricado pela empresa R.T.R. Volante EPP.
 
A decisão foi tomada após a verificação de diversas irregularidades, inclusive na propaganda no site da empresa.
 
A publicidade induzia o consumidor a utilizar o produto como antisséptico, finalidade para o qual não foi notificado na Anvisa.
 
A medida está na Resolução nº 1650/2015, publicada nesta segunda-feira (08/06) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa aprova mais um genérico inédito em 2015

A Anvisa aprovou o registro do genérico Capecitabina, medicamento indicado para o tratamento de câncer de mama, câncer de cólon e reto e câncer gástrico em condições estabelecidas na bula
 
Esse é o 21º genérico inédito registrado na Agência neste ano.
 
A disponibilidade deste medicamento no mercado representa uma nova opção de tratamento para pacientes e médicos a um custo mais acessível, pois os genéricos chegam ao mercado com um preço menor que o valor de tabela dos medicamentos de referência.
 
A concessão do registro significa que esse produto é cópia fiel de seu referência e que possui eficácia e segurança comprovada.
 
ANVISA

6 dicas para ajudar a controlar a pressão alta sem remédios

Comer mais alho, evitar gorduras e usar ervas para substituir o sal: mudar alguns hábitos simples do dia a dia pode fazer toda a diferença no controle da pressão arterial
 
Cerca de um bilhão e meio de pessoas sofrem com pressão alta em todo o mudo, e sete milhões morrem a cada ano em decorrência dela.
 
É importante saber que, embora muitas vezes sem sintomas, a pressão arterial aumenta por causa de vários fatores: obesidade, problemas renais, envelhecimento, entre outros.
 
As artérias vão ficando menos flexíveis e o sangue acaba fazendo mais pressão para conseguir circular corretamente. O problema é sério e quem tem pressão alta, portanto, precisa controlá-la com medicações receitadas pelo médico.
 
Um dos maiores problemas dos hipertensos é, por não apresentar sintomas, achar que não precisa tomar remédios. A pressão alta é silenciosa e vai danificando todo o corpo com consequências a longo prazo que podem ser desastrosas.
 
Quem negligencia os cuidados com a pressão, acaba sofrendo problemas cardíacos (o coração fica cansado de tanto trabalhar), padece de problemas renais (o rim vai falhando aos poucos) e pode ter até mesmo um derrame, pela pressão exercida no cérebro.
 
Que tal, então, aprender a se cuidar com bons hábitos e boa alimentação e dar uma ajudinha no trabalho do médico? E não se esqueça de medir sua pressão regularmente. Lembre-se, claro, de não parar de tomar os remédios prescritos pelo médico. Se a pressão estiver controlada, ele poderá reduzir a dose, mas é uma decisão única e exclusiva do médico.
 
Coma alho: com ação analgésica, antibacteriana e expectorante, o alho consegue tratar aquela hipertensão arterial leve. “Ele vem sendo usado desde a antiguidade por suas propriedades antimicrobianas e pelos efeitos benéficos ao coração e circulação”, diz a nutricionista da Nação Verde, Paula Castilho.
 
Colocar alho nos alimentos não é uma tarefa difícil. É só caprichar no preparo do arroz, feijão ou usar a criatividade.
 
Coma alimentos ricos em potássio: o potássio é um excelente diminuidor da pressão arterial, por ajudar a mandar o sódio embora do corpo. E há muitas formas de consumi-lo, já que está presente na abóbora, cenoura, feijão preto, inhame, lentilha, chicória, espinafre, vagem, abacate, rabanete, couve-flor, banana, laranja, maracujá, mamão e ameixa. “Quando o potássio entra nas células, o sódio sai. Essa dinâmica garante o equilíbrio hidroelétrico do corpo”, diz Paula.
 
Quem é adepto do sal light ou sal sem sódio (só com potássio) deve ficar atento. Médicos explicam que ele pode fazer muito mal para os que tomam remédios para controlar a pressão que são poupadores de potássio. O potássio em excesso faz com que os músculos percam a força e, como o coração é um músculo, pode causar batidas descompassadas ou até mesmo fazê-lo parar. O ideal é consumir o potássio por meio de alimentos naturais.
 
Coma mais alimentos com ômega 3 e 6: o brasileiro tem hábito de comer pouco peixe. Mas o salmão, arenque, cavala, atum e sardinha carregam ômega 3 e 6, que ajudam a retirar o excesso de gordura ruim do sangue. Com isso, a circulação flui melhor, ajudando a controlar a pressão arterial. Linhaça e chia também contêm esses ômegas. Lembrar de ingerir um pouco por dia faz bem à saúde.
 
Evite gorduras ruins da carne vermelha: não é preciso parar de consumir carne vermelha, mas prefira os cortes magros e os prepare grelhados, assados ou cozidos, já que gordura em excesso pode aumentar o colesterol e causar entupimento nos vasos, dificultando a circulação do sangue e aumentando a pressão arterial.
 
Use ervas para substituir o sal: que o sal dá um sabor especial a qualquer preparação é fato, mas ele também é o vilão para aumentar a pressão. Colocar menos sal e preencher essa lacuna com outros temperos como a cebola, salsa, coentro, orégano, cebolinha, louro ou limão ajudam a dar sabor à preparação. Experimente reduzir a quantidade de sal gradativamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se ingira menos de cinco gramas de sal, o que equivale a menos de duas gramas de sódio. Fique atento aos rótulos dos alimentos ultra-processados, como salgadinhos, biscoitos e nuggets, pois podem descrever que eles contêm muito sódio.
 
Diga não a alimentos industrializados e dietéticos: embutidos, enlatados, salgados e refrigerantes sem açúcar costumam conter muito sódio. Prefira, sempre, comer alimentos o mais natural possível e, se for comer industrializados, que seja de vez em quando, sempre prestando atenção no rótulo. O sódio aumenta a pressão por causa da retenção de líquidos.
 
iG

Ferramenta de notificação de biovigilância já está disponível

Uma importante medida para aumentar a segurança do doador e do receptor de células, tecidos e órgãos humanos já está em funcionamento
 
É o formulário para notificação de reações adversas da área de biovigilância, que faz parte do processo de vigilância sanitária pós-uso de produtos - Vigipós.
 
A ferramenta é voltada aos profissionais de saúde e responsáveis envolvidos no processo da Biovigilância, como os Núcleos de Segurança do Paciente, as Comissões de Controle de Infecção Hospitalares, o Sistema Nacional de Transplantes, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, entre outros, para a notificação individual on line de casos (suspeitos ou confirmados) de reações adversas associadas ao uso terapêutico de células, tecidos e órgãos. Isso inclui os transplantes, enxertos e a reprodução humana assistida.
 
A Implantação do Sistema Nacional de Biovigilância é um dos temas prioritários definidos para atuação da Agenda Regulatória da Anvisa entre 2015 e 2016.
 
A Biovigilância é o conjunto de ações de monitoramento e controle que abrange todo o ciclo do uso terapêutico de células, tecidos e órgãos humanos desde a doação até a evolução clínica do receptor e do doador vivo. O trabalho é voltado para obter informações relacionadas às reações adversas a estes procedimentos, identificar os riscos e prevenir a sua ocorrência.
 
Uma reação adversa em Biovigilância é qualquer efeito ou resposta indesejada ocorrida em uma pessoa durante ou após a doação ou tratamento com células, tecidos e órgãos humanos em procedimentos associados à transplantes, enxertos e reprodução humana assistida, levando a agravo(s) à saúde como situações de transmissão de doença, deficiência ou condições de incapacitação temporária ou permanente, risco à vida ou óbito.
 
O formulário para notificação possui oito questões necessárias para garantir a investigação de qualquer ocorrência.
 
Acesse agora o formulário de notificação de Biovigilância - LINK
 
ANVISA

Polêmica de médicos latinos cochilando reflete realidade de hospitais no Brasil

Médicos são flagrados dormindo e foto vai parar nas redes sociais
Divulgação: Médicos são flagrados dormindo e foto vai
parar nas redes sociais
Foto de médica dormindo no México gera controvérsia; para especialista brasileiro, reclamar de cochilo é "hipocrisia"
 
Milhares de médicos na América Latina começaram a compartilhar fotos nas redes sociais em que eles próprios ou algum colega aparecem tirando um cochilo durante plantões em hospitais.
 
A iniciativa, marcada pela hashtag #YoTambienMeDormi, foi uma reação a críticas feitas nas redes sociais a uma médica que aparece dormindo em uma foto, postada por um blogueiro mexicano.
 
O blogueiro, escrevendo no Noti-blog, diz: "Sabemos que esse trabalho é cansativo, mas eles têm a obrigação de cumprir suas responsabilidades, já que dezenas de pacientes precisam de seus cuidados em qualquer momento".
 
A imagem mostrava uma residente de medicina do Hospital Geral 33, em Monterrey, no México, que acabou cochilando às 3h00 da manhã, quando estava preenchendo um prontuário. Segundo o hospital, ela estava atendendo seu 18º paciente da noite e, ao apoiar a cabeça na mesa enquanto escrevia, acabou dormindo.
 
Médico dormindo em hospital do México: polêmica das redes sociais
Divulgação/Médico dormindo em hospital do México:
polêmica das redes sociais
Quando viu a história, o médico mexicano Juan Carlos criou a hashtag #YoTambienMeDormi em um tuíte: "Eu também dormi depois de operar um, dois, três pacientes em um plantão qualquer".
 
'Visão distorcida'
Para o dr. Fernando Sabia Tallo, coordenador da UTI do Hospital São Paulo (Unifesp), as fotos mostram bem como é a realidade dos médicos em plantões, inclusive no Brasil, e como a há uma visão distorcida sobre o problema.
 
"As jornadas de trabalho são longuíssimas. Em algumas áreas do país, há plantões de até 72 horas. As condições normalmente são ruins, há pressão, não dá tempo às vezes nem de comer ou ir ao banheiro", afirma Tallo, que é presidente da Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (Abramurgem).
 
"A gente luta contra essas jornadas longas, justamente para que o médico não fique exausto. Mas diante do cenário atual, não vejo um cochilo como desvio de conduta, se for feito com bom senso."
 
Médico dorme sobre prontuário após atender 18 pacientes
Divulgação
Médico dorme sobre prontuário após atender 18 pacientes
Hipocrisia
O médico vai além e disse que polêmica do #YoTambienMeDormi está bem longe de abordar questões mais importantes do sistema de saúde no Brasil.
 
"Agora, diante de todos os problemas que a saúde no Brasil enfrenta, condenar um médico que tirou um cochilo quando não há pacientes, depois de ficar 20 horas acordado, é uma grande hipocrisia"
 
No Brasil, pacientes também criticam o cochilo de médicos - no YouTube, há dezenas de vídeos "denunciando flagras" de plantonistas dormindo em várias cidades do país - de Cascavel a Valinhos.
 
Médico desabafa em rede social
Divulgação: Médico desabafa em rede social
A maioria deles, entretanto, não deixa claro se havia pacientes a ser atendidos no momento do cochilo.
 
Médicos brasileiros ouvidos pela BBC Brasil falaram da exaustão depois de horas seguidas de atendimento e de como é frustrante ser culpado pelos pacientes por todas os problemas da saúde no Brasil.
 
"Uma vez eu estava na hora de almoço, voltando pelo corredor cheio de pacientes, e uma mulher começou a berrar no corredor 'Nossa, pela demora, a doutora devida estar comendo um porco no rolete'. Isso porque eu mal engoli um pãozinho qualquer", conta uma médica, que prefere não ser identificada.

"Sempre ouvia ameaças também. Coisas do tipo 'se ele morrer, vocês vão fazer o que?' ou pacientes dizendo que iam chamar a TV. É triste ver que eles reclamam de coisas que às vezes não têm nada a ver com os médicos."
 
Outro médico ouvido pela BBC diz que sempre ouvia críticas pelo fato de o hospital em que dava plantão estar sem leitos. "Como se fosse culpa nossa", diz. "E também já vi muitos colegas serem xingados por coisas banais. Um deles estava só tomando um café."
 
Em entrevista à BBC Mundo, o gastroenterologista mexicano Antonio Leon disse achar injusto o quanto se fala de como médicos ganham muito e até mesmo assim dormem em plantões.
 
"Mas ninguém fala das jornadas extensas a qual somos submetidos. Não comemos, dormimos pouco e, quando conseguimos, dormimos desse jeito que vocês veem nas fotos", disse.
 
Outra médica que usou a hashtag, a argentina Noela Ponce também desabafou: "Ser médico é mais que um trabalho para nós, é uma vida. Mas essa vida fica difícil, quando depois de passar 36 horas acordada, nos ofendem, gritam com a gente, para que a gente atenda mais rápido."
 
BBC Brasil / iG

Rede Sentinela discute monitoramento e gestão do risco

Aprimorar e contribuir para a sustentabilidade das ações de gestão de risco no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e ampliar o debate sobre o monitoramento do risco sanitário são os objetivos do15° Encontro Nacional da Rede Sentinela – Fórum Internacional de Monitoramento e Gestão do Risco Sanitário
 
O evento começa nesta terça-feira (9/6) com coordenação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em parceria com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS).
 
Serão discutidas estratégias de monitoramento e gestão de risco sanitário no Brasil e em outros países. Os participantes debaterão o papel da Rede Sentinela para a Vigilância Sanitária na tomada de decisão proativa frente ao risco sanitário. Eles pretendem, ainda, aprofundar as possibilidades de cooperação entre Brasil e outros países no tema da gestão de risco do uso de produtos sujeitos à vigilância sanitária.
 
Durante os três dias do Fórum (9 a 11/6) estarão reunidos os gerentes de risco das 193 instituições de saúde e hospitais componentes da Rede Sentinela, representantes das vigilâncias sanitárias estaduais e da Anvisa. São cerca de 300 participantes de todo Brasil,gestores de órgãos governamentais e convidados internacionais.
 
“A experiência brasileira com a estratégia da Rede Sentinela vem ganhando notoriedade no cenário de práticas exitosas para vigilância de eventos adversos e gestão de riscos, tanto em âmbito nacional quanto internacional, despertando, por exemplo, o interesse de países africanos de língua portuguesa, bem como de países da América Latina, para atividades de intercâmbio de conhecimentos e de cooperação” ressalta Patricia Fernanda Toledo Barbosa,Gerente-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária.
 
O evento contará com a participação de representantes da NHS (Sistema de Saúde Nacional do Reino Unido), da INVIMA (Instituto Nacional de Vigilância de Medicamentos e Alimentos da Colômbia) e da ARFA (Agência de Regulação e Supervisão de Produtos Farmacêuticos e Alimentares de Cabo Verde), para trocas de experiências em monitoramento e gerenciamento de risco.
 
Rede Sentinela
A Rede Sentinela é uma rede de parceiros que, desde 2002, subsidia o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária com a notificação de eventos adversos e queixas técnicas ligadas ao uso de produtos para a saúde, medicamentos, sangue e hemoderivados. A rede conta hoje com 193 hospitais que atuam sistematicamente no monitoramento e notificação de eventos adversos. São hospitais que cumprem todos os requisitos de excelência na realização de relatos de problemas para a Anvisa. Esta é uma medida fundamental para que problemas técnicos e erros de procedimentos possam ser identificados e corrigidos no dia a dia dos hospitais.
 
ANVISA