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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Células do próprio corpo podem transportar remédios contra o câncer

Resultados de pesquisa representam uma esperança a mais para o combate ao linfoma, um câncer que costuma ser mais sensível aos medicamentos
 
Em guerra com os troianos, os gregos talharam um enorme cavalo que foi tomado pelos adversários como um troféu. Nada por acaso. Na realidade, um grupo de soldados estava escondido dentro do monumento de madeira e, na calada da noite, dominou a fortificada Troia. Embora exista uma grande chance de essa história, ou pelo menos parte dela, não ter passado de lenda, a lição ficou e é hoje motivo de inspiração para cientistas que desejam combater um dos maiores inimigos contemporâneos: o câncer.
 
Pesquisa desenvolvida no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) indica que um grupo de células do próprio corpo pode guardar e transportar remédios quimioterápicos essenciais para o tratamento de diversos tumores — entre eles o linfoma, considerado um dos mais sorrateiros.
 
Os resultados, publicados pela revista Science Translational Medicine, representam uma esperança a mais para o combate ao linfoma, um câncer que costuma ser mais sensível aos medicamentos, mas tem fama de traiçoeiro, com taxas variáveis de sobrevivência. Começa nas células de defesa que normalmente circulam entre múltiplos órgãos linfoides — integrantes do sistema imunitário — e tem rota imprevisível. Os sintomas podem ser confusos e, quando diagnosticada a doença, geralmente não pode mais ser freada com cirurgia.
 
Nesse cenário, a quimioterapia é uma alternativa que oferece boas respostas, mas nem sempre eficientes, pois os tumores se escondem em linfonodos — tecidos humanos considerados santuários das células doentes, pois o alcance dos medicamentos nessas regiões é bastante baixo. Liderados pela pesquisadora Bonnie Huang, os cientistas dizem ter conseguido resolver essa questão utilizando células T (linfócitos) carregadas com nanopartículas de medicamentos. Nesse formato, assim como fez o cavalo de Troia, entram no reduto do inimigo para atacá-lo.

Uma vez que a função normal dos linfócitos é migrar pelos tecidos linfoides em busca de moléculas estranhas, Huang conta que ela e a equipe imaginaram que essas células — que possuem receptores específicos que as dirigem aos tecidos linfoides, mas não às moléculas estranhas, no caso, as doentes — poderiam servir como soldados em busca dos tumores. “Ao se alojar nesses ‘santuários’ e se deslocar entre tecidos, cada célula equipada com as nanopartículas funcionaria como um microdepósito de medicamentos ao redor das células tumorosas”, explica a autora.

No experimento, a equipe desenvolveu ratos geneticamente programados para terem linfoma de Burkitt, um tipo altamente agressivo de câncer que ataca as células B, outra estrutura do sistema imune. É mais comum em crianças de 5 a 10 anos e pode duplicar de tamanho em apenas um dia. Dado que o destino das células T é o mesmo das células doentes — atingem a medula óssea e o baço, mas, especialmente, os nódulos linfáticos — , a estratégia parecia ideal.

Foram, então, inseridas dentro das células T nanopartículas carregadas de SN38, substância ativa de um medicamento para o câncer que é potente, mas tem acesso limitado aos gânglios linfáticos. Mesmo encapsulada em nanopartículas, a droga apresenta desempenho ruim nesses santuários. Porém, quando acoplado nas células T, o SN38 surte efeito notavelmente superior: em 24 horas, alcançou os pontos inacessíveis do câncer, reduziu a carga tumoral e melhorou a sobrevivência dos animais. Segundo os autores, a potência que as células T conferem ao medicamento é mais de 40 vezes superior ao efeito dele sozinho.

Outras aplicações
Jeffrey Hubbell, pesquisador do Instituto de Engenharia Molecular da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, explica que o trabalho de Huang vem no rastro de uma tendência forte da ciência: explorar a capacidade inata das células T de encontrar tecidos onde os tumores se escondem. E, para que façam isso, explica o especialista, as opções são várias: é possível “treinar” células T especificamente para chegar a determinadas regiões do corpo e se infiltrar nos tumores, e até mesmo “adestrar” células que nascem dentro dos próprios cânceres para se voltarem contra seus progenitores.

O princípio pode contar ainda com um recurso inesperado, os vírus. “As partículas virais aderem às superfícies de células T que reconhecem tumores e os atacam, e são transportadas por elas. Quando chegam às estruturas doentes, podem as infectar com um gene antitumoral e as destruir. A abordagem é utilizada no tratamento de melanomas em ratos”, exemplifica Hubbell, que não participou do estudo. As células T, acrescenta o especialista, também podem ser “equipadas” com partículas de ouro que, ao serem aquecidas por raios infravermelhos, aniquilam as células tumorais.

Não existem ensaios com humanos para validar as inovações. Ainda assim, Hubbell visualiza um grande potencial não somente para o tratamento de cânceres, mas também de doenças infecciosas. “O desafio é combinar as terapias que usam nanopartículas com as terapias celulares. Talvez, seja mais fácil utilizar mecanismos moleculares de entrega de medicamentos nos primeiros ensaios clínicos em vez de células. Mesmo assim, o potencial dessa abordagem é poderoso e alto”, acredita o especialista norte-americano.
 
Palavra de especialista
Stephen Doral Stefani, oncologista e pesquisador do Instituto do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre

Estratégia sofisticada
“Fazer com que quimioterápicos cheguem a determinados tecidos do corpo, especialmente quando existe doença disseminada e em locais considerados ‘santuários’, tem sido um desafio para a ciência. Os autores do estudo em questão desenvolveram uma estratégia inteligente e sofisticada. A retirada da célula linfática (células T) e o implante de nanopartículas que, ao serem reinfundidas, carregam o medicamento até o tumor, têm um apelo muito interessante como conceito. O estudo em animais ainda é muito precoce para extrapolação para humanos e faltam várias etapas de investigação antes que se possa ser considerada uma revolução médica, mas é muito estimulante por ter mostrado não só a redução de carga tumoral, mas um aumento de sobrevida dos camundongos submetidos ao procedimento em comparação aos que usaram a mesma quimioterapia somente por método convencional, ou seja, por infusão venosa. A técnica, extremamente elegante, abre espaço para a investigação em vários tumores, especialmente os tipos cujo acesso dos medicamentos seja um ponto de dificuldade.”
 
Correio Braziliense

4 pacientes de comas que acordaram com novas (e surpreendentes) habilidades

Acordar de um coma depois de um longo período de tempo já é considerado muito milagroso, mas alguns ultrapassam até mesmo essa marca e acordam com novas habilidades, inesperadas, que nem sonhavam em ter antes. Confira:
 
Falar Mandarin
Em 2014, o australiano Ben McMahon acordou de um coma após um grave acidente de carro capaz de escrever e falar em mandarim.

McMahon tinha feito algumas aulas da língua na escola, mas não continuou estudando o idioma e não era capaz de falar nada em mandarim. Após o acidente, no entanto, ficou tão fluente que falantes nativos têm apontado que ele é o melhor orador não nativo que já ouviram.
 
Depois que suas habilidades de falar Inglês retornaram, sua fluência em mandarim permaneceu, então ele resolveu fazer bom uso dessa benção e passou a estudar em Xangai. Ben chegou a apresentar um programa de televisão em língua chinesa, além de oferecer passeios guiados em mandarim de Melbourne.
 
E como é que um cara que mal entendia mandarim na escola se tornou fluente enquanto estava totalmente inconsciente? Seu médico sugeriu que seus “circuitos de inglês” foram “cortados” no acidente, assim os de mandarim assumiram seu cérebro. Será? Não parece uma explicação muito científica.
 
Falar francês – e pensar que é Matthew McConaughey
Rory Curtis sofreu um acidente de carro terrível em 2012, quando sua van capotou e cinco carros se chocaram contra ela. O trauma resultante o deixou em coma por seis dias, após o qual ele acordou completamente fluente em francês, uma língua que ele não falava há anos e da qual só tinha feito algumas aulas na escola porque foi forçado.
 
(Tô sentindo um padrão até aqui, por isso acho digno avisar os leitores de que sofrer um acidente de carro grave de propósito para ver se aquele inglês ou espanhol muito mal passado do ensino médio de repente se torna fluente no seu cérebro não é uma boa ideia. Essas histórias de sucesso são meio que raras.)
 
Bom, Rory, legal para você, mas com certeza isso é menos impressionante do que o feito de nosso amigo Ben, pois, sem ofensa ao francês, mas ele não é nenhum mandarim. Um pouco mais impressionante, porém, é que Curtis também acordou pensando que era a estrela boêmia de Hollywood, Matthew McConaughey. Sim, Curtis estava convencido de que precisava sair do hospital logo para voltar a sua programação de fazer filmes. E já que isso aconteceu em 2012, há uma chance de que ele tenha começado a tirar roupa, inspirado por seu papel em Magic Mike.
 
De Volta para o Passado
O mais próximo que qualquer um da vida real chegou de viagem no tempo até agora foi quando Candace Emptage sofreu um acidente de carro brutal em 2010 que a colocou em coma por seis semanas. Quando ela finalmente acordou, não tinha memória de muitos anos de sua vida. Com quase 40, Candance tinha certeza de que ainda estava com 22. Ela não se lembrava de sua própria filha de 15 anos de idade, mas ficou desapontada ao descobrir que as Spice Girls se separaram.
 
Candace basicamente acordou de seu coma vivendo no início de 1990. Ela não se lembrava do namorado de seis anos com quem havia acabado de terminar ou qualquer evento antes do acidente. Para complicar ainda mais as coisas, ela mal tem sido capaz de recuperar lembranças de todos esses anos perdidos.
 
Desde o acidente, Candance passou por terapia, tirou uma nova carteira de motorista e voltou a viver com a filha. Felizmente para o relacionamento de ambas, ela foi capaz de recuperar algumas memórias da menina quando ela ainda era bebê, mas nada de seu crescimento além disso.
 
Basicamente, ambas tiveram que aprender tudo uma da outra como se fossem pessoas que acabaram de se conhecer, o que deve ter sido terrível. Que pessoa de 22 anos de idade está preparada para ter uma filha de 15? E que filha de 15 quer que sua mãe aja como se estivesse de férias da faculdade?
 
Ninfomania
A cereja no topo das lesões traumáticas cerebrais parece ser um desejo insaciável de montar todos os membros do sexo oposto que você pode encontrar.
 
Foi o que aconteceu com Heather Howland, que sofreu uma hemorragia cerebral e acabou em coma. Os médicos tinham tão pouca esperança de sua recuperação que disseram a seu marido, com quem ela era casada há 15 anos, para se preparar para o pior. Ele chegou a assinar um termo de consentimento para desligar as máquinas que a manteriam viva, mas em estado vegetativo.
 
E então, porque o universo gosta de sacanear com as pessoas, Heather milagrosamente acordou de seu coma, só que agora ela era uma ninfomaníaca.
Antes do incidente, Heather nunca tinha estado com outro homem além de seu marido. Depois, ela tornou-se o tipo de mulher que tenta arrastar entregadores para banheiros públicos.
 
O dia em que ela acordou do coma, pediu ao marido para ajudá-la a usar o banheiro do hospital. Ele logo descobriu que tudo o que ela precisava era de uma rapidinha e, sendo seu marido, ele não se queixou – pensou que era uma daquelas transas comemorativas “Acabei de sair de um coma”. Por três meses, ele continuou satisfazendo todas as suas necessidades, até chegar o dia em que Heather finalmente se sentiu bem o suficiente para sair de casa pela primeira vez.
 
Seu marido a observou enquanto ela foi até uma casa em construção do outro lado da rua e começou a beijar um dos trabalhadores. Sua reação? Socou o cara e levou sua esposa para casa.
 
O problema não foi embora, no entanto. Até agora, estima-se que ela tenha traído seu marido mais de 50 vezes. Então, Heather passou a ser medicada para controlar sua libido, e o tratamento parece estar funcionando. Seu marido ficou grato por isso, afinal, não é tão legal ter uma esposa super ativa se ela tenta fazer sexo com todos os seus amigos e pode voltar para casa com uma doença ou grávida, uma vez que é tão tarada que não está preocupada com sua segurança.
 

População tem direito a remédio gratuito

Medicamentos para doenças mais comuns podem ser adquiridos de forma gratuita ou com preço reduzido, mas benefício é desconhecido

O Governo Federal criou, em 2004, o Programa Farmácia Popular do Brasil para ampliar o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos. O programa possui duas modalidades: uma rede própria de farmácias populares e a parceria com farmácias e drogarias da rede privada, chamada de "Aqui tem Farmácia Popular".
 
De iniciativa do Governo Federal, a ação cumpre uma das principais diretrizes da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, implantada em abril de 2004. Em março de 2006, o Ministério da Saúde expandiu o Programa Farmácia Popular do Brasil, aproveitando a rede instalada do comércio varejista de produtos farmacêuticos, bem como as cadeias de medicamentos. A expansão do programa visa atingir aquela parcela da população que não busca assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), mas tem dificuldade para manter tratamento medicamentoso devido ao alto preço dos mesmos.
 
Em Roraima, o programa está presente nas duas modalidades. O gerente regional de uma rede nacional de farmácias, Sandro Lobo, explicou que as três farmácias que ele administra também trabalham com o programa. Apesar disto, ele acredita que poucas pessoas que podem ter a necessidade não têm ciência do convênio. “O governo notou que existem muitas farmácias no País e quis usá-las para distribuir alguns remédios básicos, em especial aqueles que combatem e previnem a hipertensão e a diabetes”, disse, complementando que, apesar de que estes foram a prioridade do programa, outros posteriormente foram incluídos na gratuidade.
 
“Em 2007, foram incluídos os anticonceptivos. Em 2010, ampliaram o elenco dos indicados para tratamento da hipertensão e passou a atender novas doenças. Então, incluíram os medicamentos para o tratamento da osteoporose, rinite, asma, Parkinson e glaucoma. A incontinência urinária para idosos também passou a ser atendida com a inclusão das fraldas geriátricas”, explicou. Atualmente, os produtos mais adquiridos pelo convênio continuam sendo os que tratam a hipertensão e a diabetes.
 
Ele lembrou que os produtos que recebem gratuidade total são os medicamentos indicados para hipertensão, diabetes e asma. Porém, os demais saem com um desconto de até 90% do valor total. Para que seja feita a retirada dos produtos, é preciso que o usuário do medicamento apresente uma receita válida “Para hipertensão, diabetes, dislipidemia, asma, rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma, a validade da receita é de 120 dias [3 meses]; para as fraldas geriátricas, as receitas médicas, laudos ou atestados também têm o mesmo período de validade; para os anticoncepcionais, um ano”, afirmou.
 
A condição para a aquisição dos medicamentos disponíveis nas unidades é a apresentação de documento com foto, no qual conste o CPF do paciente, juntamente com a receita médica. Fica dispensada a obrigatoriedade da presença física do paciente, titular da receita médica, quando a pessoa seja considerada incapaz desde que comprovado, ou com idade igual ou superior a 60 anos.
 
“O funcionário da farmácia pega a receita, confere se está válida, com o carimbo do médico, e a adiciona ao sistema, que é comunicado com o DataSUS. Daí é e emitida a autorização para o cliente”, relatou Lobo. No sistema existe ainda um recurso antifraude. “Se um homem tentar tirar um anticoncepcional, por exemplo, o sistema não permite, pois inclusive está interligado com o Ministério da Fazenda”, ressaltou. Por conta do convênio, o paciente não paga nada ou paga um valor reduzido, apenas assinando um documento que comprove o recebimento do produto. Não existe limite por usuário.
 
A única condição é a validade da receita. “Se a pessoa toma o Captopril, precisa renovar a receita de 30 em 30 dias. Antes disto, o sistema não autoriza. Quando ela retira, já sai inclusive a data da próxima receita”, detalhou.

Informação
Sandro Lobo explicou que as farmácias da rede em Boa Vista trabalham com o programa federal desde 2010. Contudo, acredita que o benefício poderia ser ainda mais estendido para a população local, que constantemente sofre com o desabastecimento de medicamentos na rede pública.
 
“Uma vez, nossa equipe foi num posto de saúde. Lá, descobrimos que nem os próprios médicos sabiam que existia o convênio. Eu acho que existe uma falta de comunicação. Não sei como trabalham isso na rede pública, sinceramente. Mas ressalto que isto não é exclusivo da nossa farmácia. Existem outras que trabalham da mesma maneira aqui no Estado. É interessante mostrar à população a abrangência do programa. Todos saem ganhando”, frisou o gerente. (JPP)
 
Folha de Boa Vista

HUMIRA® é aprovado para o tratamento de espondiloartrite axial não-radiográfica

Medicamento é o primeiro aprovado para o tratamento da doença em adultos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o HUMIRA® (adalimumabe) para o tratamento de adultos com espondiloartrite axial não-radiográfica grave e que não apresentam evidência de dano estrutural em exame de raios-X. A medicação é a única disponível no Brasil para pacientes com espondilite axial não-radiográfica.
 
As espondiloartrites axiais, categoria que inclui a espondilite anquilosante e a espondiloartrite axial não-radiográfica, podem ser doenças debilitantes, que se manifestam inicialmente por dor crônica e rigidez nas costas e podem vir também acompanhadas por artrite e manifestações extra-articulares nos dedos, olhos, pele, tendões e trato gastrointestinal. As pessoas que possuem a doença podem ter sinais e sintomas semelhantes aos causados pela espondilite anquilosante, como dor crônica das costas e perda funcional, mas não há evidência do dano estrutural em exame de raios-X.
 
“Esta aprovação é um passo importante no controle da doença”, afirma o diretor médico da AbbVie para América Latina, Luís Nudelman. “Em vários estudos clínicos, HUMIRA demonstrou um balanço positivo de benefício e risco em espondiloartrite axial não-radiográfica e esta aprovação pode ajudar os profissionais de saúde a tratar mais pacientes que sofrem com a doença”, conclui.
 
Guia da Pharmacia

Senado aprova saque do FGTS para casos de doenças graves

A relatora Lúcia Vânia defendeu medida por dignidade humana e esperança de trabalhadores
Geraldo Magela/Agência Senado
A relatora Lúcia Vânia defendeu medida por dignidade
 humana e esperança de trabalhadores
Legislação atual prevê saque de dinheiro do fundo apenas àqueles em estágio terminal e a portadores do vírus HIV
 
O saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser sacado quando o trabalhador ou qualquer um de seus dependentes for acometido por doença grave. É o que prevê o PLS 198/2014, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (8), em decisão terminativa.
 
A legislação atual (Lei 8.036/1990) prevê que apenas os que se encontram em estágio terminal ou portadores de HIV possam sacar o dinheiro do fundo. Para o autor da proposta, o ex-senador Pedro Taques, "não é consonante com a dignidade da pessoa humana exigir-se que o trabalhador chegue a um estágio terminal de saúde para ter direito a sacar o saldo de sua conta no FGTS e tentar uma sobrevida, impedindo que busque um tratamento de saúde que melhor lhe satisfaça antes que chegue ao referido estágio”.
 
Entre as dificuldades enfrentadas pelo trabalhador e sua família durante o tratamento, o texto aponta os gastos elevados com medicamentos que, em muitos casos, não se encontram disponíveis na rede pública de saúde. A medida, frisou o autor, poderá garantir as condições para a recuperação ou a estabilidade da saúde, a depender da doença e do estágio. Caberá ao regulamento estabelecer os casos de doenças graves que possibilitarão o saque do FGTS.
 
A relatora da proposta, senadora Lúcia Vânia (S/Partido-GO), disse ser difícil não concordar com a argumentação de seu autor. "Está em questão a dignidade humana e a manutenção da esperança para os trabalhadores e seus dependentes com doenças graves. Sabemos que pequenos gestos podem fazer grandes diferenças e, em muitos casos, o saque dos recursos do fundo pode significar a cura ou uma sobrevida digna", defendeu ela.
 
A senadora ainda rejeitou uma emenda do senador Roberto Rocha (PSB-MA) que pretendia definir quais doenças graves podem ser consideradas para o saque, e as elencou num rol. Para Lúcia, a regulamentação infralegal, como uma portaria, é o meio mais adequado, já que pode ser atualizada com mais agilidade do que o trâmite legislativo permite.
 
Vários senadores comemoraram a aprovação da proposta. Eduardo Amorim (PSC-SE) questionou para que serviria o FGTS depositado se no momento da luta pela proteção a vida o trabalhador não pode dispor do recurso.
 
Já Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que o saque dará condições de salvar vidas e de recuperar a saúde do trabalhador ou de seus dependentes. "O FGTS é um recurso do trabalhador e deve ser usado quando a pessoa mais precisa dele, na doença", disse ainda o senador Dalírio Beber (PSDB-SC).
 
Se não houver recurso para nova apreciação da matéria no Plenário do Senado, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados.

Agência Brasil

Recomendações para a saúde das mulheres variam a cada fase

Exercício físico é fundamental para o bem-estar da mulher durante e depois da gestação
Exercício físico é fundamental para o bem-estar da mulher
 durante e depois da gestação
Do desenvolvimento à menopausa, conselhos para viver bem são simples e mais eficazes quando seguidos sem demora
 
Cada idade tem suas características e seus conselhos para manter a saúde. E isso é ainda mais importante na mulher, que no curso da vida atravessa períodos complexos e delicados como a gravidez e a menopausa.
 
"Um correto estilo de vida, caracterizado com uma nutrição adequada e atividade física, é necessário para um desenvolvimento harmônico de uma criança pelo seu bem-estar nas fases seguintes da vida até a idade adulta", disse Giorgio Galanti, diretor do Departamento de Medicina do Esporte no Hospital Careggi de Florença, na Itália. Esse estilo de vida deve ser regular e constante, de modo que atinja todas as fases da vida.
 
Até a puberdade não há grandes diferenças entre meninos e meninas no que diz respeito à composição corpórea e à massa gorda. "Mas, na puberdade, por influência do estrogênio e testosterona, começa a diferenciação entre os dois sexos.
 
Os estrogênios determinam o aumento dos depósitos de gordura nas garotas e, nos garotos, há um aumento do crescimento ósseo, que faz com que eles se desenvolvam mais rápido em altura. A alimentação nessa fase da vida deve ser equilibrada, usando carboidratos, proteínas e gorduras em percentuais não muito diferentes do estilo de vida normal".
 
Uma fase muito importante na vida de uma mulher é durante e depois da gravidez. "Nela, a atividade física traz benefícios importantes, seja para a futura mãe ou para o feto. De fato aumenta a capacidade aeróbica, a massa magra e reduz a massa gorda. A atividade física previne o surgimento de dores na coluna, pode reequilibrar a diabetes gestacional e os efeitos dela, e favorece um parto natural".
 
Esse é um discurso diferente daquele para a menopausa, que "acelera a diminuição fisiológica da massa óssea, que passa para 1% a 2% por ano. A melhor terapia para esse processo fisiológico é constituida de uma alimentação rica em cálcio e uma atividade física regular: tomando cuidado com esses dois aspectos desde o fim da adolescência, é possível obter um maior pico de massa óssea, que então vai se contrastar depois com a redução que acontece na menopausa".
 
Em conclusão, "Hipócrates já dizia que se tivermos capacidade de fornecer a qualquer um a dose certa de nutrientes e exercícios físicos, teríamos encontrado o caminho para a saúde. Hoje é possível fazer, e eles devem ser considerados como 'comportamentos virtuosos' a inserir regularmente no dia a dia", sublinhou Galanti.
 
iG

Altos níveis de dopamina estimulam decisões mais arriscadas

Baralho
A dopamina em altos níveis pode estimular decisões mais
 arriscadas, como aposta em jogos
Estudo da Universidade College London revela que pessoas com grandes quantidades da substância são mais propensas a se expor a situações de perigo
 
Um novo estudo realizado pela Universidade College London, na Inglaterra, revelou que o aumento dos níveis de dopamina – um neurotransmissor associado à sensação de recompensa e bem-estar — pode estimular uma pessoa a agir de maneira mais arriscada. Publicado na revista científica Journal of Neuroscience nesta semana, o experimento foi realizado com adultos saudáveis que receberam a substância.
 
Os 30 participantes tiveram de participar de um teste envolvendo um jogo de apostas em duas situações diferentes. A primeira delas, após receberem L-DOPA, um medicamento à base de dopamina utilizado para tratar doentes com Parkinson. Na segunda situação, os adultos deveriam realizar o mesmo teste após tomarem placebo. Durante a atividade, os participantes eram avaliados se escolhiam opções seguras ou arriscadas, que poderiam resultar em perda financeira.
 
A pesquisa concluiu que quando estavam sob o efeito do medicamento, as pessoas optavam por ações mais arriscadas durante o teste. Eles não apenas se arriscavam mais para conseguir premiações melhores, como também escolhiam opções de risco independente da quantia que seria recebida em comparação à opção mais segura. Além disso, quando os participantes tomavam o L-DOPA e realizavam o teste, eles afirmavam estar mais felizes, mesmo recebendo um prêmio pequeno.
 
Os resultados do estudo são importantes para a compreensão sobre os efeitos da dopamina nas emoções e nos momentos em que a pessoa deve tomar decisões. Eles podem explicar, por exemplo, alguns problemas relacionados a impulsos como vício em jogos.
 
Veja