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sábado, 2 de abril de 2011

Ortopedista que abusava de pacientes é preso em SC

Segundo a Polícia, outras três mulheres também dizem ter sido vítimas do médico acusado

SÃO PAULO - Um médico ortopedista foi preso nesta sexta-feira, 1, em Gaspar, município da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Ele abusava sexualmente de suas pacientes quando submetidas a exames médicos em seu consultório.

O médico está sendo processado por atentado violento ao pudor. Além de atender em seu consultório, ele também prestava serviço em estabelecimentos de saúde na cidade de Blumenau.

A Polícia Civil informou que ainda na tarde de hoje, três outras mulheres denunciaram terem sido vítimas dos crimes praticados pelo acusado. Após a prisão, o médico foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Morte em hospital de Alagoas não foi causada pela KPC, diz Sesau

Bactéria responsável pela morte de homem de 70 anos é conhecida como acinetobacter

São Paulo, 1 - Nota da Secretária de Estado da Saúde (Sesau) de Alagoas, divulgada na tarde desta sexta-feira, 1, afirma que a morte de um homem, de 70 anos, ocorrida nesta quinta-feira, 31, no Hospital Universitário (HU), em Maceió, não foi causada pela superbactéria KPC e sim pela bactéria acinetobacter, também super-resistente a antibióticos, segundo a Sesau.

A Sesau, de acordo com a nota, ainda aguarda o relatório da Vigilância Sanitária municipal, com apoio da Vigilância Estadual, que iniciaram investigação na manhã de hoje no Hospital Geral (HGE) e Hospital Universitário (HU).

Mesmo não se tratando da superbactéria KPC, a situação também exige medidas emergenciais para assegurar a assistência com segurança à população. Para isso, também aguardará as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, a quem os serviços do Hospital Universitário estão contratados, sobre o Plano de Contingência nessa área.

Segundo a secretaria, o idoso que entrou em óbito passou apenas um dia no HGE, sendo em seguida transferido para o HU, que ainda não autorizou o acesso dos técnicos da Vigilância Sanitária ao prontuário médico.

Já a jovem de 16 anos, internada na UTI do HU, também fora encaminhada pelo HGE. No relatório que está sendo aguardado pela Sesau, será revelado em detalhes onde a paciente contraiu a infecção.

SP mobiliza 25 mil agentes em Semana Estadual de Combate à Dengue

Vistoria de escolas e pedágios educativos serão promovidas durante a próxima semana

São Paulo, 1 - Começa na próxima segunda-feira, 4, a Semana Estadual de Combate à Dengue. Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, cerca de 25 mil agentes participam das atividades que acontecem para alertar a população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Na capital a abertura oficial da operação acontecerá a partir das 9 horas de segunda, em Campo Limpo, uma das áreas do município consideradas prioritárias no combate à doença. Noventa agentes vão percorrer ruas do bairro, a partir da praça Reinaldo Macanha, ponto de encontro dos profissionais.

Por todo o Estado serão realizadas atividades de intensificação de busca e eliminação de focos do mosquito casa a casa, orientação para a população, vistoria de escolas, pedágios educativos e arrastões, entre outras ações. A Secretaria também irá distribuir cerca de 500 mil panfletos em praças de pedágios de rodovias administradas pela Dersa e pelas concessionárias Colinas, SPVias e AutoBan. Outros 20 mil cartazes sobre a semana estadual foram distribuídos aos municípios para dar visibilidade à campanha.

No último dia 30 a Secretaria, em parceria com uma operadora de telefonia celular, iniciou o envio de um milhão de torpedos com alertas sobre combate à dengue por todo o Estado, com ênfase nas regiões da Baixada Santista, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, áreas do estado com histórico de forte transmissão da doença.

Um balanço da Secretaria apontou que o número de casos de dengue no primeiro bimestre de 2011 foi 92,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2010. Os municípios paulistas informaram à Secretaria até o final de fevereiro, por intermédio do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação) 3.390 casos autóctones (com transmissão dentro do estado) da doença em janeiro e fevereiro. No primeiro bimestre do ano passado houve 46.050.

Mulher descobre objeto no abdome 2 anos após cirurgia

Dois anos após ter retirado um dos ovários, uma dona de casa de 49 anos de Araraquara (273 km de São Paulo) descobriu que havia um instrumento cirúrgico dentro do seu abdome.

Após sentir fortes dores na barriga, passou por um exame no aparelho de raios-X e descobriu o objeto.

A dona de casa pediu para não ser identificada. Segundo o marido dela, a operação foi feita em 2008 e as dores começaram em 2010. "Ela começou a ter desconforto e fomos ao médico", disse o marido. O instrumento já foi retirado.

Por meio de nota, o hospital Beneficência Portuguesa disse que enviou o prontuário da paciente ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), que abriu sindicância para apurar o caso.


25 ANOS

Em junho de 2010, Nelson Fernando Mazorca Celestino descobriu que estava havia mais de 70 dias com um objeto pontiagudo metálico espetado no interior das costas.

Segundo Celestino, gerente de uma agência turística em São Paulo, o material foi esquecido durante uma cirurgia de hérnia de disco em que a energia acabou duas vezes e o gerador de emergência falhou.

Em 2008, Sueli de Paula Viana descobriu que tinha uma tesoura no abdome deixada, segundo ela, durante o parto de seu filho ocorrido 25 anos antes.

Desde o nascimento do filho, a mulher de Mogi das Cruzes (Grande SP) reclamava de dores na barriga e nas pernas, mal-estar e hemorragias.

Passou por vários médicos, realizou vários exames, teve de parar de trabalhar, mas não descobria a causa do problema. O instrumento só foi encontrado após realizar uma radiografia na barriga.

FDA descarta relação entre corantes e hiperatividade em crianças

Dados recentes não provaram que os corantes artificiais presentes dos alimentos provocam comportamento hiperativo em crianças, informou a comissão consultiva da FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) na quinta-feira (31).

A votação realizada durante reunião da comissão também decidiu que os alimentos com aditivos não precisam de advertência especial nas embalagens.


Antes da decisão, agência reguladora disse não existia nenhuma relação comprovada entre corantes e hiperatividade na maioria das crianças. Mas afirmou que em "certas crianças suscetíveis", a hiperatividade e outros problemas comportamentais podem ser exacerbados por corantes e outras substâncias nos alimentos.

Defensores da saúde pública concordam que os aditivos não parecem ser a causa principal da hiperatividade, mas dizem que os efeitos dos corantes em algumas crianças é suficiente para interdição das substâncias.

A FDA realizou a reunião em resposta a uma petição 2008 apresentada pelo grupo de defesa Centro de Ciência no Interesse Público para proibir oito corantes.

Michael Jacobson, diretor do grupo, disse na quarta (30) que a única razão para os corantes nos alimentos é enganar os consumidores. Alguns fabricantes usam menos corantes nos mesmos alimentos vendidos na Europa, por causa de preocupação dos europeus com a hiperatividade.

"Corantes são geralmente usados para deixar junk food mais atraente para crianças, ou para simular a presença de uma fruta saudável ou outro ingrediente natural", disse Jacobson. "Apenas os fabricantes de corantes sentiriam falta dos aditivos nos alimentos."

Jacobson admitiu que proibir completamente as substâncias seria difícil, pedindo à FDA para pelo menos colocar advertências nos rótulos das embalagens dos alimentos.

Os cientistas e defensores públicos têm debatido o assunto por mais de 30 anos, com o crescente aumento do uso de corantes em alimentos. O painel consultivo vai peneirar uma variedade de estudos durante a reunião de dois dias, sendo que alguns apresentam mais de uma relação entre corantes e hiperatividade do que outros.

A indústria alimentar está alertando os consumidores a não apressar o julgamento. David Schmidt, presidente e CEO do International Food Information Council Foundation, um grupo da indústria alimentar, disse que os corantes ajudam os consumidores a aproveitar os alimentos por manter ou melhorar a aparência.

Sugerindo uma ligação entre os aditivos de cor e o transtorno de déficit de atenção em crianças "poderia ter consequências não intencionais, assustando desnecessariamente os consumidores sobre ingredientes seguros que são consumidos todos os dias", disse ele.

Cáries podem ser contagiosas, diz pesquisa

Todos sabem que é normal pegar um resfriado ou uma gripe. Mas é possível pegar uma cárie? Pesquisadores afirmam que isso não só é possível, como também ocorre o tempo todo.

Embora a culpa recaia sobre os doces, as cáries são causadas principalmente por bactérias que se aderem aos dentes e desfrutam das partículas que sobraram da sua última refeição. Um dos subprodutos criados por elas é ácido, causando a degeneração dentária.

Assim como o vírus da gripe pode ser transmitido de pessoa para pessoa, as bactérias causadoras dessas cáries também podem. Uma das bactérias mais comuns é a "Streptococcus mutans". Desde recém-nascidas, as crianças são particularmente mais vulneráveis a ela, e estudos comprovam que a maioria delas contrai essa bactéria de pessoas próximas por exemplo, quando a mãe resolve experimentar a comida do filho para ver se não está muito quente, afirma Margaret Mitchell, de Chicago, dentista especializada em odontologia estética.

Diversos estudos também apontam que a transmissão pode ocorrer entre casais.

Mitchell já viu isso na prática. "Uma vez, uma paciente de aproximadamente 40 anos, que nunca havia tido uma única cárie, apareceu com duas cáries de uma vez, já começando a desenvolver uma gengivite", ela disse. Ela ficou sabendo que a paciente havia começado a namorar um rapaz que não ia ao dentista havia 18 anos e que tinha gengivite.

Para diminuir o risco, Mitchell recomenda o uso frequente de fio dental e bastante escovação, além de chicletes isentos de açúcar, pois estimulam a salivação, limpando as placas e as bactérias.

Resultado: as cáries podem ser transmitidas de pessoa para pessoa.

Estudo contesta excesso de exames de câncer de próstata

O controle médico reduz de maneira pouco significativa as mortes por câncer de próstata, segundo um estudo do Instituto Karolinska, EM Estocolmo, que foi publicado pelo BMJ ("British Medical Journal") em sua última edição.

A pesquisa, que se estendeu durante um período de 20 anos, destaca também que "há um risco considerável de excesso de tratamento" no caso de homens sem problemas médicos.

O câncer de próstata é um dos mais comuns entre pessoas do sexo masculino no mundo todo, e as revisões médicas são a prática rotineira para a detenção adiantada da doença.

As conclusões do estudo se baseiam em um teste clínico que começou na Suécia em 1987 com 9.026 homens de entre 50 e 69 anos, dos quais 1.494 foram escolhidos ao acaso para ser submetidos a um controle médico com consultas a cada três anos entre 1987 e 1996.

Os outros 7.532 não receberam um atendimento preventivo específico e fizeram as vezes de "grupo de controle", com o qual posteriormente se compararam os resultados do teste.

Em 1987 e em 1990, as consultas consistiram unicamente em um exame de toque retal, mas a partir de 1993 foi combinada com um teste antigênico específico da próstata (PSA).

Em 31 de dezembro de 1999, foi feito um acompanhamento específico dos homens que tinham sido diagnosticados com câncer, e em 31 de dezembro de 2008 foi determinada sua taxa de sobrevivência.

No caso do grupo de acompanhamento, foram diagnosticados 85 casos (5,7%) de câncer de próstata, enquanto no grupo de controle, 292 (3,9%).

Os tumores no primeiro grupo eram menores e mais localizados, mas o estudo não mostrou que houve uma diferença significativa na taxa de sobrevivência entre um grupo e o outro.

"Após 20 anos, a taxa de mortes por câncer de próstata não diferiu de maneira significativa entre homens no grupo de acompanhamento e homens do grupo de controle", afirma o texto publicado no BMJ.

Os autores acreditam que, embora as revisões e o tratamento de homens com tumores detectados possam reduzir até em um terço as mortes no caso específico do câncer de próstata, existe também o risco que uma excessiva preocupação por um diagnóstico rápido se traduza em tratamentos "excessivos ou prejudiciais".

De fato, um teste anterior demonstrou que para prevenir uma morte por câncer de próstata é necessário ter revisado uma média 1.410 homens e ter tratado medicamente 48.

O argumento que era defendido pelos é que antes de se submeter a uma revisão os homens deveriam ter toda a informação sobre os riscos potenciais do tratamento e dos efeitos psicológicos dos resultados com falsos progressos.

Os pesquisadores também defendem que o próximo desafio nesse campo deveria ser encontrar a maneira de distinguir os "tumores indolentes" (de crescimento lento) dos de crescimento rápido, e desenvolver tratamentos menos invasivos para os primeiros.

Cirurgia bariátrica para diabetes tem novas regras

A Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) divulgou pela primeira vez um documento com diretrizes para a realização da cirurgia bariátrica em pacientes com diabetes.

O relatório traz regras mais precisas e rígidas para fundamentar a opção de tratamento via redução de estômago. Entre elas, há a recomendação de exames pré-operatórios mais sofisticados (de retina e de avaliação da função do fígado, por exemplo).

O documento considera a cirurgia uma opção para diabéticos com IMC (índice de massa corporal) entre 30 e 35.

No entanto, essa indicação para pessoas com obesidade leve só vale em casos excepcionais, quando o diabetes não é controlável clinicamente e há risco cardíaco.

O texto afirma que a prioridade da cirurgia continua sendo para pacientes com obesidade mórbida (IMC acima de 40), ou moderada (acima de 35) com doenças relacionadas, como o diabetes.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina estabelece que a cirurgia só é indicada para esses dois casos.

O texto "The IDF Taskforce on Epidemiology and Prevention" foi apresentado na segunda, no Congresso de Intervenção para Terapia do Diabetes Tipo 2, nos EUA, que terminou anteontem.

O documento foi redigido por 20 endocrinologistas, cirurgiões e especialistas em saúde pública de diversos países, incluindo o Brasil.

OUTROS MARCADORES

Para Bruno Geloneze, coordenador do laboratório de metabolismo e diabetes da Unicamp e um dos autores do texto, a questão do IMC é a menos importante.

"O documento discute todas as questões ligadas à cirurgia, focadas no paciente. É mais do que falar 'baixou o IMC' e afunilar a discussão."


Saulo Cavalcanti, endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, diz que a cirurgia deve ser considerada um tratamento complementar.

"É uma arma a mais para quem não consegue controlar a doença. Não é mágica para a cura, e só o endocrinologista pode indicá-la."

Segundo Geloneze, é preciso aprimorar a seleção de pacientes com obesidade leve candidatos à cirurgia. "Vamos ter que achar outros marcadores, além do IMC."

De acordo com Ricardo Cohen, presidente da Sociedade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a recomendação da IDF levará as sociedades médicas a discutir as regras.

"Queremos que o IMC não seja mais critério para a cirurgia. É preciso tratar o doente como um todo, não só pelo peso. Há diabéticos não obesos que poderiam se beneficiar da operação."

Ele lembra que há pacientes com diabetes que engordam apenas para poder fazer a cirurgia e, com isso, pioram o prognóstico da doença.

O texto da IDF estabelece também quais são as cirurgias eficazes e quais são experimentais. Novas técnicas, agora, terão que mostrar, por meio de estudos, benefícios iguais ou superiores aos das cirurgias clássicas.

Uma em três mulheres dá à luz sem ajuda especializada, diz relatório

Um terço das mulheres do mundo dá à luz sem a ajuda de especialistas, aponta um relatório feito pela ONG britânica Save the Children e divulgado nesta sexta-feira (1º).


O relatório estima que, se houvesse mais 350 mil parteiras no mundo, elas poderiam salvar a vida de 1 milhão de bebês anualmente.

Enquanto no Reino Unido apenas 1% das crianças nasce sem que o parto seja assistido por especialistas, essa porcentagem sobe para 94 na Etiópia e para 76 em Bangladesh.

Justin Forsyth, executivo-chefe da ONG Save the Children comenta que a situação poderia ser melhor.

- Não deveria ser algo complicado: alguém que saiba como secar o bebê corretamente e a ajudá-lo a respirar pode fazer a diferença entre sua vida e morte.

A ONG cobra ações da ONU (Organização das Nações Unidas) e de governos doadores a países subdesenvolvidos, pedindo que apoiem e financiem o treinamento de mais parteiras.

Segundo o relatório, a asfixia ao nascer é responsável por mais mortes de bebês do que a malária.

- Com treinamento e equipamentos corretos, parteiras podem monitorar a frequência cardíaca do feto e identificar problemas durante o parto.

No total, a Save the Children calcula em 48 milhões o número de mulheres que, anualmente, dão à luz sem auxílio adequado, aumentando os riscos de morte tanto da mãe quanto do recém-nascido. O Brasil não é citado pelo relatório.

Afeganistão
O Afeganistão é apontado como o pior país do mundo para se ter um bebê, segundo a ONG britânica. No país, a taxa de mortalidade infantil é de 52 a cada mil nascimentos vivos (no Brasil, essa taxa é de 19,88), e 20% das crianças morrem antes de completar cinco anos de idade.

Muitas dessas mortes são ocasionadas por práticas tribais, como colocar recém-nascidos no chão - o que traz risco de infecções - para espantar maus espíritos.

Mas, ao mesmo tempo, o correspondente da BBC em Cabul Paul Wood relata algumas pequenas melhorias no país, como o treinamento de 2.400 parteiras desde 2002 e o aumento no número de partos assistidos nas zonas rurais.

Um exemplo tanto dos flagelos quanto dos avanços do país é Rogul, de 35 anos, uma afegã da província de Cabul que disse já ter passado por oito partos prematuros e perdeu todos os bebês.

Sua nona gravidez foi até o fim, mas a criança morreu um dia depois de nascer. Desde então, ela fez um curso para se tornar uma parteira e, agora, além de ter conseguido ter filhos, ensina práticas de saúde e higiene para outras afegãs.

Bebê gigante nasce com quase 7 kg em Porto Xavier (RS)

Menino é a maior criança recém-nascida registrada no município, segundo o hospital

Uma mulher de 42 anos deu à luz um menino de 6,8 kg, na sexta-feira (1º), em Porto Xavier (RS). O bebê nasceu com 57 cm no Hospital de Caridade Nossa Senhora dos Navegantes. As informações são do Correio do Povo.

Segundo o funcionário do hospital Roni Cesar Eckerleben, o recém-nascido Junior César Rodrigues Moreira é o 12º filho de Noemi de Fátima Duarte, de 42 anos. Ela já é mãe de sete meninos e cinco meninas. Todos nasceram de parto normal.

O pai, Valdelir Moreira, de 35 anos, disse não estar espantado com o tamanho do bebê, pois o seu último filho pesou 5,1kg. De acordo com dados da maternidade, nos 45 anos de existência de Porto Xavier e em toda história do hospital nunca havia nascido um bebê com este tamanho.

O funcionário Roni Cesar Eckerleben disse que Junior é o 12º filho de Noemi de Fátima Duarte, de 42 anos. Ela já é mãe de sete meninos e cinco meninas. Todos nasceram de parto normal.

O casal trabalha na área rural e reside na Comunidade da Linha Faxinal, interior do município de Porto Xavier. Eckerleben informou que, no início da noite, o bebê foi transferido para a UTI neonatal de Santo Ângelo para monitoramento da respiração

Médicos reconstroem parte do rosto de paciente com cerâmica na Espanha

Uso de material agilizou procedimento que durou somente três horas



Um hospital espanhol reconstruiu com sucesso, a partir de uma prótese de cerâmica, grande parte da estrutura óssea facial de um homem equatoriano de 26 anos, que na adolescência teve um tumor extirpado, que causou grandes cavidades no rosto.

A intervenção, primeira deste tipo realizada na Espanha, foi feita no dia 17 de março no Hospital Universitário La Paz, em Madri, que até agora só tinha incorporado próteses de cerâmica em reconstruções cranianas. Nesta ocasião, foi reconstruída a estrutura óssea do maxilar com uma prótese que cobre a mandíbula, a maçã do rosto, o arco zigomático até a orelha e a parede lateral no nariz.

O paciente, que já pode movimentar normalmente a boca e os olhos, e que poderá ter uma vida normal, garantiu à Agência Efe que se encontra bem, apenas com uma pequena inflamação no olho e algumas cicatrizes, principalmente na área da boca, que serão "retocadas" com uma pequena cirurgia mais adiante.

O homem, que já fez uma revisão para que os médicos que lhe operaram avaliem sua evolução, acrescentou que seu aspecto de agora é muito parecido ao que tinha anteriormente. Antes da operação, foi feito um scanner em três dimensões para reproduzir a área danificada do rosto, no lado esquerdo, tomando como modelo seu lado normal; posteriormente os dados foram enviados à Suíça para o processamento e desenho da prótese.

Esta técnica é ideal para áreas do corpo que não suportam peso, como o rosto, e praticamente só possui vantagens, disseram à Agência Efe dois dos responsáveis médicos de La Paz, os doutores José Luis Cebrián, médico especialista de área bucomaxilofacial, e Miguel Burgueño, chefe de Serviço de Cirurgia Oral e Bucomaxilofacial.

Uma das grandes vantagens deste tipo de prótese é que são biocompatíveis, por isso, em geral, são muito bem toleradas pelo paciente e raramente causam infecções. Além disso, o uso de cerâmica, cujo maior inconveniente é seu preço elevado, agiliza muito a intervenção, que durou apenas três horas, já que são desenhadas para encaixar perfeitamente na cavidade anatômica.

Segundo Cebrián, o aspecto mais complexo da técnica é o desenho da prótese, que deve se ajustar às cavidades ósseas irregulares, em formato tridimensional, para se encaixar perfeitamente na estrutura anatômica do paciente. Neste caso, suas dimensões são de aproximadamente dez centímetros de largura por cinco de altura, com quatro centímetros de profundidade no ponto mais alto.

Anteriormente, outro hospital madrilenho, o Doce de Octubre, havia feito uma reconstrução com cerâmica, mas unicamente da maçã do rosto de uma pessoa. Tradicionalmente, o material ósseo usado neste tipo de operação procede de outras áreas do corpo do paciente, como o quadril, preferencialmente, ou o crânio.

No entanto, a extração desse tipo de osso força uma intervenção cirúrgica e complica a adaptação exata à cavidade óssea que será reconstruída, já que obriga os médicos a trabalharem com muitos ossos pequenos unidos. Outros materiais utilizados nas intervenções faciais para preencher estruturas ósseas podem proceder de animais ou de cadáveres, com o risco de gerar rejeição no paciente.

Um dos problemas do uso da cerâmica nas reconstruções faciais é que a prótese infeccione, mas as probabilidades são baixas, e a área mais delicada é o nariz, pela presença de microorganismos. Durante a operação, os médicos colocaram na região nasal do paciente parte de um tecido muito vascularizado extraído com uma ligeira incisão no cérebro; com o tempo, este tecido terminará sendo substituído por uma mucosa que evitará infecções.

O tempo de recuperação do paciente será de, aproximadamente, um mês e meio, e inicialmente, não será necessário intervenções posteriores de manutenção da prótese.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."



Após quatro mortes suspeitas por superbactéria, hospital de Maceió isola seis pessoas

Maternidade e UTI Neonatal estão fechadas por tempo indeterminado

O Hospital Universitário de Maceió, em Alagoas, fechou nesta sexta-feira (1º) por tempo indeterminado a maternidade e a UTI Neonatal da instituição. A medida foi tomada por causa da suspeita de que uma superbactéria tenha causado a morte de quatro pessoas – sendo três bebês e um idoso. Outras seis pessoas são mantidas isoladas porque se infectaram com o micro-organismo.

A bactéria que atinge o hospital alagoano é a Acinetobacter baumannii, diferente da bactéria que, desde o ano passado, preocupa autoridades de saúde brasileiras – a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemases) já causou mortes no Distrito Federal, Tocantins, Amapá, Pernambuco e Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria do hospital, como os pacientes que morreram estavam muito debilitados, ainda não é possível confirmar que a causa dessas mortes seja a superbactéria.

A bactéria Acinetobacter foi encontrada em três bebês e um idoso que morreram no hospital nos meses de fevereiro e março. Um dos bebês nasceu prematuro e com má-formação, enquanto os outros dois eram prematuros extremos (nascidos com até 30 semanas de gestação). Já o idoso tinha sofrido um derrame e estava com a saúde bastante debilitada.

Além deles, outras seis pessoas se infectaram com a superbactéria e, por isso, estão isoladas na UTI do hospital. Desses pacientes, quatro são bebês e os outros dois são adolescentes.

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta, o diretor-técnico da unidade, Alberto Jorge Fontan, disse que o hospital continua funcionando, mas a maternidade e a UTI Neonatal ficam fechadas para novos atendimentos. Fontan disse que os locais passarão por uma limpeza para evitar novas infecções, mas ele não deu detalhes sobre como será o procedimento.

As superbactérias recebem esse nome porque são resistentes à maioria dos antibióticos usados nos hospitais. Elas acabam atingindo principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de UTI. Elas são transmitidas por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de um objeto comum. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais.