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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Os objetos do dia a dia mais contaminados com bactérias

Celular: é o campeão de contaminação por bactérias, mas por
ser de uso pessoal não é o que causa mais danos,
Esses seres microscópicos estão por toda parte e, se não forem tomados os devidos cuidados, podem causar diversas doenças
 
Charles Gerba, pesquisador da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descobriu que as bactérias do vaso sanitário – que são muitas – podem migrar dali por causa do acionamento da descarga e se depositar em outras superfícies do local, como a escova que limpará os dentes logo em seguida. A partir de então, migram para a boca e podem entrar no organismo. Dependendo do tipo de bactéria, pode causar problemas de saúde.
 
Gerba comparou as bactérias que se depositaram em gazes que colocou no banheiro para o experimento que comprovou que dar descarga com a tampa do vaso sanitário aberta não é uma boa ideia.
 
No entanto, não é só o banheiro que é escolhido como lar de bactérias. Elas estão em lugares que tocamos muitas vezes e até mesmo em maior quantidade nos objetos tão usados no dia a dia. Quem imaginaria que o celular pode ser um carregador de bactérias, mais do que o vaso sanitário? E a maçaneta de uma porta?
 
Segundo o infectologista Luiggi Miguez, do Hospital Balbino no Rio de Janeiro, a culpa de toda essa transmissão recai sobre as mãos, já que são elas que mais carregam as bactérias e espalham para outros lugares. Além disso, as mãos podem carregar vírus também.
 
“O risco existe porque são objetos que usamos muito. Como essa época do ano começa um tempo mais frio, se não tiver cuidado com higiene, é possível contrair infecções respiratórias, resfriados e gripes por causa disso, pois você tem contato com a pessoa doente e pode se contaminar por secreção respiratória ou por meio de objetos contaminados que ela tocou”, diz.
 
Lavar as mãos com frequência e, quando não for possível, higienizá-la com álcool em gel evita que essas doenças sejam transmitidas. Segundo o infectologista, não são somente bactérias que vivem nas superfícies, mas também os vírus e parasitas.
 
“No caso do banheiro público, há risco também de transmissão de parasitas, pela presença da contaminação por fezes”, alerta ele.
 
Uma higiene normal das mãos já afasta grande parte dos problemas. As pessoas que têm outros problemas associados, como doenças crônicas, devem ficar ainda mais atentas.
 
“Diabetes não controlado, por exemplo, deixa a imunidade mais baixa e qualquer doença por vírus ou bactéria pode evoluir para um quadro mais sério. No caso dos idosos também. São grupos de pessoas que necessitam de um cuidado maior”, alerta o médico.
 
Veja os objetos do dia a dia mais contaminados por bactérias:
 
Celular: é o campeão de contaminação por bactérias, mas por ser de uso pessoal não é o que causa mais danos, segundo Miguez. Sem estragar o aparelho, limpá-lo com álcool 70% ajuda. O álcool 98% não mata bactérias.
 
Esponja de cozinha: acumula resíduos alimentares – principalmente de carne crua – e as bactérias fazem a festa. O ideal é trocar regularmente.
 
Maçaneta de porta: principalmente aquela do banheiro público, em que a pessoa toca depois que usou o vaso sanitário e antes de lavar as mãos.
 
Teclado do computador: você usa o transporte público e depois vai direto ligar o computador, usar o mouse e o teclado, certo? Errado, no ponto de vista bacteriológico. Isso faz com que o teclado seja um dos objetos mais contaminados.
 
Escova de dentes: se ficar em cima da pia, vai carregar várias bactérias fecais. No entanto, a boca é um abrigo de bactérias – que vivem em equilíbrio, claro. Essas bactérias podem sobreviver por até dois dias na escova de dente.
 
Sabonete em barra: parece incongruente um sabonete carregar bactérias, mas se não forem higienizados, eles abrigam bactérias, por ficar exposto à superfície. A contaminação não acontece quando o sabonete é líquido.
 
Controle remoto: não são todas as pessoas que lembram de higienizá-lo corretamente, e, se as mãos não forem lavadas corretamente antes e depois do uso, eles viram uma "esponja" de bactérias.
 
Dinheiro: dinheiro é sujo e, por passar de mão em mão, carrega inúmeras bactérias. Algumas delas, como as do grupo da E. Coli, podem causar diarreia, infecções urinárias, além de outros problemas.
 
iG

Queixas ligadas a remédios crescem 20% ao ano no país

queixa remédioO sistema de notificações pelo site da Anvisa é relativamente novo. Desde 2007, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu 82.730 notificações de eventos adversos e falhas técnicas relacionadas a remédios

Em 2007, foram 2.172 reclamações. No ano seguinte, foram 5.705, aumento de 163%. A partir daí, crescimento médio foi de 20% ao ano. Do total, 44 mil notificações são de queixas técnicas, quando o problema antecede o uso e é ligado ao próprio produto. São os casos em que há suspeitas de falsificações, falta de registro e desvios de qualidade.

A outra parte se refere a eventos adversos: danos não intencionais causados após o uso dos produtos, seja por reações imprevistas, erros de medicação ou prescrições inadequadas, por exemplo.

Para especialistas, o número real de problemas deve ser ainda maior, sobretudo nos casos de eventos adversos. O problema tem levado o setor a buscar novas formas de registro e a incentivar uma mudança de comportamento.
 
“O paciente tem que perder o medo de perguntar. Ele tem todo o direito de saber que remédio está tomando”, recomenda Walter Mendes, da Fiocruz. Para ele, isso pode ajudar a evitar problemas de doses e remédios errados.
 
O paciente pode ainda se informar sobre contra-indicações e a evolução do tratamento, para que as reações não sejam confundidas, diz Charles Schmidt, diretor da SBMF (Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica).
 
Reorganização
Segundo a Anvisa, o crescimento no número de registros ocorre após uma reorganização do setor. Schmidt concorda. “Não é que os remédios estão causando mais eventos adversos.
 
O que houve é um empoderamento do paciente e intensificação do treinamento médico para que notificassem. Se as pessoas não notificam, não sabemos o que está acontecendo com os remédios.”
 
A maior parte das queixas ainda vem de profissionais de saúde e instituições. Pacientes relatam dificuldade de acesso ao sistema. Após as notificações à Anvisa, a agência pode tomar medidas que vão da alteração da bula à suspensão da comercialização e recolhimento do medicamento.
 
Segundo o órgão, os efeitos adversos mais notificados são casos de hipersensibilidade, mas cujo benefício do medicamento justifica o risco na utilização.
 
Em 2014, por exemplo, ao menos 95 remédios tiveram a comercialização ou uso suspensos a maioria após identificação de falhas na qualidade do produto, como mudanças na aparência, erros na embalagem e até troca de um remédio por outro.
 
Indústria farmacêutica diz que número é baixo
Representantes da indústria farmacêutica dizem investir em sistemas de farmacovigilância para monitorar os casos de eventos adversos e outros problemas com medicamentos.
 
Para a indústria, no entanto, o número de notificações e de medicamentos recolhidos por queixas técnicas e eventos adversos é baixo. “A quantidade de recall é residual”, afirma Telma Salles, da Pró-Genéricos. Ela diz que os produtos passam por testes de eficácia, qualidade e segurança.
 
Salles atribui o aumento nas notificações à maior fiscalização pela Anvisa e a uma conscientização do paciente. Em alguns casos, o registro também vem das próprias indústrias.
 
“Todas as empresas hoje mantêm um departamento para acompanhar isso”, afirma Nelson Mussolini, do Sindusfarma, sindicato que reúne as principais indústrias farmacêuticas do país. Segundo ele, o efeito adverso é natural em qualquer produto e é preciso distinguir eventos como esses com casos de intoxicações por mau uso, como automedicação.
 
Folha de São Paulo

Cirurgião cria seios grandes temporários

Foto: Reprodução
Solução é injetada e efeito dura 24 horas
 
EUA - Um cirurgião norte-americano criou uma alternativa para as mulheres que sonham em ter seios grandes, mas ainda estão em dúvida: o ‘Instabreast’, uma espécie de ‘test-drive’ para um posterior implante.
 
O procedimento permite que elas ‘experimentem’ o novo busto durante cerca de 24 horas.
 
Norman Rowe escolhe uma região perto de cada um dos mamilos da paciente, aplica anestesia local e injeta solução salina nos seios, até eles alcançarem o tamanho desejado. Após o procedimento, que dura 20 minutos, o líquido é absorvido pelo corpo.
 
Em seu consultório, em Nova York, o cirurgião faz de oito a dez aplicações por semana. Mas ele ressalta que o ideal é não aplicar o método diversas vezes. Para desencorajar a repetição da técnica, o especialista cobra altos preços: US$ 2.5 mil, o equivalente a R$ 27.990. “Não é algo que eu faça com frequência numa pessoa que queira ficar bonita para um evento. É para determinar se ela é candidata para o implante posterior”, destaca.
 
O ‘Instabreast’ é motivo de controvérsia entre médicos. Eles afirmam que o procedimento traz riscos à saúde, como infecções, distorções nos seios e até danos a tecidos mais profundos. “Por que uma mulher gastaria milhares de dólares em algo que estica o tecido mamário e pode gerar complicações?”, diz o presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, Michael Edwards.
 
O Dia

Modificações físicas pelo uso de hormônios podem ser irreversíveis

Artistas que recorrem ao uso de hormônios para alterar o corpo em performances correm sérios riscos de saúde, entre eles danos ao fígado, que é sobrecarregado pela testosterona, podendo até desenvolver um câncer
 
No caso de homens que tomam hormônio feminino, o desenvolvimento de seios pode levar até mesmo à aparição de um câncer de mama, segundo Walmir Coutinho, professor da PUC-Rio e endocrinologista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Estado do Rio. Ainda segundo Coutinho, as alterações no corpo podem ser definitivas mesmo com a suspensão do uso.
 
No Brasil, hormônios são medicamentos controlados, que só podem ser comprados com receita médica. Pacientes diagnosticados com “disforia de gênero”, ou seja, aqueles que se identificam mais como sendo do sexo oposto, podem fazer o tratamento com hormônios sob os cuidados de médicos.
 
Não é o caso da maioria dos artistas. Virginia de Medeiros teve a ajuda de um médico só no início da ação. Outros, como Pedro Costa, que vive em Berlim, e Mavi Veloso, que vive em Bruxelas, não buscaram profissionais.

Folha de São Paulo

Publicado manual sobre transporte de material biológico humano

 
O documento, que foi elaborado em parceria com entidades da sociedade civil organizada, é direcionado aos serviços de saúde e empresas que realizam o transporte desta categoria de material biológico. Também é voltado para vigilâncias sanitárias de Estados e Municípios.
 
O texto contém orientações de vigilância sanitária para o transporte de amostras biológicas de origem humana para fins de diagnóstico clínico. O Manual detalha regras sobre classificação, embalagem, rotulagem e procedimentos regulatórios para o transporte de material biológico. O objetivo é garantir a integridade do material transportado e a segurança dos profissionais envolvidos no processo.
 
O texto deverá contribuir para que os serviços laboratoriais cumpram os requisitos definidos pela legislação brasileira. Também irá auxiliar na atividade dos agentes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que passam a contar com mais uma referência técnica para o desempenho das funções relacionadas ao risco sanitário.
 
ANVISA