Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 15 de setembro de 2012

Crianças que dormem mal têm desempenho ruim na escola

A falta de sono e o hábito de roncar estão relacionados à necessidade de aulas de reforço

Crianças que roncam ou têm problemas para dormir estão mais propensas a precisar de reforço escolar. A descoberta foi publicada no periódico Pediatrics e conduzida por um grupo de pesquisadores da Albert Einstein College of Medicine, da Yeshiva University, nos Estados Unidos.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas acompanharam 11 mil crianças inglesas. Problemas respiratórios durante o sono, como roncar, recusar-se a ir para a cama, levantar de noite ou ter pesadelos por volta dos cinco anos de idade estava associado a uma chance maior de a criança precisar de reforço educacional aos oito anos.

No geral, problemas para dormir foram ligados a um risco quase 40% maior de necessidade de reforço escolar. Entretanto, crianças com casos mais graves de problemas respiratórios apresentaram necessidade 60% maior de reforço educacional. Uma explicação para o resultado seria a baixa oxigenação do cérebro durante o sono nesse período de desenvolvimento.

Na semana passada, a American Academy of Pediatrics emitiu novas recomendações voltadas a crianças e adolescentes que roncam regularmente, propondo monitoramento do problema para descobrir um possível diagnóstico de apneia do sono. O problema não só afeta a qualidade do sono, como ainda aumenta o risco de problemas cardiovasculares, atrasos de desenvolvimento, além de crescimento abaixo do normal.

Desempenho na escola

Além de uma boa noite de sono, outros fatores podem favorecer o aprendizado infantil. Confira alguns deles:

1. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostrou que crianças habituadas a fazer atividades físicas, pelo menos, três vezes por semana tendem a ser mais inteligentes na adolescência e na vida adulta.

2. Saiu no Archives of Pediatris & Adolescent Medicine que brincadeiras entre pai e filho podem ajudar no desenvolvimento da criança, o que influencia diretamente seu rendimento escolar.

3. Em vez de obrigar seu filho a fazer a lição de casa, ajude a criança a realizar as tarefas, sempre de forma amigável. O método traz melhor rendimento escolar, de acordo com um estudo publicado no periódico Learning and Individual Differences.

4. O índice de massa corpórea IMC (Descubra seu peso ideal) também pode fazer diferença quando o assunto é educação infantil. Um estudo da American Psychological Association mostrou que meninos e meninas fisicamente ativos e com peso dentro do intervalo considerado ideal têm melhor desempenho na escola.

Fonte MInha Vida

Siga as dicas para correr na rua sem lesões e com melhores resultados

Evitar o trânsito e prestar atenção nos obstáculos deixa o treino mais efetivo

Tênis calçados, fones nos ouvidos e muita disposição. É assim que a maioria dos corredores inicia o seu dia. Seja na rua ou na academia, a corrida é um dos esportes mais democráticos e fáceis de praticar, desde que os limites do atleta sejam respeitados. Para aqueles que optaram por montar seu trajeto de corrida na rua, os especialistas afirmam que alguns pontos devem ser levados em conta. "Qualquer obstáculo ou escolha mal pensada no trajeto pode afetar o rendimento do treino e até aumentar o risco de lesões", afirma o personal trainer Guto Ferrari, coordenador de corrida da academia Velox Fitness, no Rio de Janeiro.

Veja como correr na rua sem sofrer riscos:
 
mulher correndo ao lado de uma montanha - Foto Getty ImagesCuidado com pistas entre montanhas
Caminhos ou pistas localizadas entre montanha ou montes tem uma circulação de ar e umidade reduzida, o que inicialmente dificulta o rendimento do treino. "Por outro lado, isso estimula o aumento de hemácias, que são as células responsáveis por transportar oxigênio, o que aumentaria a eficiência do treino", diz o personal trainer Guto Ferrari, coordenador de corrida da academia Velox Fitness. "No entanto, essa é uma adaptação a médio e longo prazo, e treinar esporadicamente neste ambiente apenas dificultará a performance."
 
mulher correndo na rua - Foto Getty ImagesLeve em conta o trânsito
Não é a toa que é mais agradável treinar em áreas arborizadas. Afinal, em locais de trânsito intenso o ar é mais poluído, fator que pode dificultar a respiração e prejudicar o desempenho. ?Entretanto, é mais importante treinar nestas condições do que não treinar?, afirma Gurto Ferrari. Por isso, procure trajetos que tenham muitas árvores e evite ao máximo o trânsito, mas caso não seja possível fugir dos carros em determinados horários treine mesmo assim.
 
detalhe dos pés de uma mulher correndo - Foto Getty ImagesAnalise o tipo de piso
Concreto, asfalto, grama ou areia são pisos muito distintos, que oferecem diferentes vantagens e desvantagens para o treino. Segundo o professor de corrida Carlos Santana, da Cia. Athletica de Brasília, a grama ou terra batida, por exemplo, absorvem o impacto e são indicados para treinos contínuos, já o asfalto é mais concentrado, ideal para treinos de tiro ou de ritmo. "O concreto é o piso menos recomendado, pois é muito sólido, prejudicando assim na absorção do impacto", afirma. "Outra opção é treinar na areia, que exige mais força e resistência, pelo fato de ela ser mais fofa que os outros terrenos", completa. Se você tiver dúvidas quanto ao melhor tipo de terreno para o seu treino, converse com um especialista.
 
rua movimentada - Foto Getty ImagesEvite locais muito movimentados
"A intensidade e velocidade da corrida são a chave do treino, e correr em uma área movimentada pode atrapalhar bastante esse desenvolvimento", afirma Guto Ferrari. Além disso, desviar de pessoas ou até mesmo desacelerar bruscamente pode levar o corredor a se lesionar. "Quando o espaço está livre, você pode correr tranquilamente e manter o seu ritmo, sem ter que mudar de direção ou desacelerar", completa o professor Carlos.
 
mulher subindo escadas - Foto Getty ImagesInclua subidas e descidas no trajeto
Ao escolher o seu trajeto para corrida, leve em conta a presença de subidas e descidas, como ladeiras ou até mesmo escadas no meio do caminho. "Quando se treina na ladeira, o corredor fica mais resistente, pois o gasto energético é maior, as pernas ficam mais fortes, as passadas mais firmes e a movimentação dos braços mais coordenada", diz o professor Carlos. No entanto, cuidado: inclinações excessivas devem ser evitadas, pois aumentam a sobrecarga e aumentam o risco de lesões. "Deve-se também evitar a corrida em descidas, porque o impacto sobre as articulações é maior."
 
casal correndo em uma pista com curvas - Foto Getty ImagesSinuosidade da pista
As curvas frequentes no trajeto fazem com que o corredor ganhe mais equilíbrio, já que as mudanças constantes no centro de gravidade exigem alterações posturais durante a corrida. "Este quadro pode ser benéfico para a propriocepção do corredor, além de recrutar musculaturas pouco solicitadas nas corridas em linha reta", diz o personal Guto.
 
mulher correndo em uma rua de paralelepípedos - Foto Getty ImagesMapeie os obstáculos
Quando montar o seu trajeto de corrida, preste atenção na quantidade de postes, semáforos, rachaduras e buracos no solo e outros obstáculos urbanos que possam interferir no seu treino. "É fundamental levar esses empecilhos em conta, pois uma distração pode levar a uma queda, uma torção de tornozelo, dentre outras lesões", afirma Carlos Santana. "Por melhor que seja o treino e condicionamento no corredor, esse tipo de percurso pode interferir - e muito - no resultado do treino."
 
Fonte Minha Vida

Conheça oito alimentos que podem aumentar o risco de câncer

Bacon, refrigerante e até churrasco têm substâncias cancerígenas

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 500 mil novos casos de câncer serão diagnosticados no Brasil em 2012. Maus hábitos alimentares estão diretamente relacionados com essa estatística. A vida moderna, cada vez mais agitada, dificultou o velho (e bom) hábito de preparar os próprios alimentos e deu lugar aos alimentos prontos para consumo ou de fácil preparo.

O nutricionista Fábio Gomes, do INCA, explica que muitos alimentos possuem fatores mutagênicos, ou seja, lesam as células humanas e alteram o material genético que existe dentro dela. "Esse processo leva a uma multiplicação celular muito maior do que o normal e, em consequência, pode aparecer um tumor". Muitos desses alimentos não apresentam qualquer benefício à saúde e podem ser facilmente riscados do cardápio.

Veja quais são e modere no consumo dos alimentos que predispõem a doença:
 
Salsicha - foto: Getty ImagesCarnes processadas
Linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético.

"A multiplicação celular passa a ser desordenada devido ao dano causado ao material genético da célula. Esse processo leva à formação de tumores, principalmente do trato gastrointestinal", explica Fábio Gomes.

A recomendação do especialista é evitar esses alimentos, que não contribuem em nada com a saúde.
                    
Refrigerante - foto: Getty ImagesRefrigerantes
A bebida gaseificada, além de conter muito sal em forma de sódio, possui adoçantes associados ao aparecimento de câncer. O ciclamato de sódio, por exemplo, é proibido nos Estados Unidos, mas ainda é utilizado no Brasil, principalmente em refrigerantes "zero". "Essa substância aumenta o risco de aparecimento de câncer no trato urinário", conta Fábio Gomes.

Quanto aos adoçantes que podem ser adicionados à comida ou à bebida, o nutricionista diz que ainda não há comprovação científica. "O ideal é que o adoçante seja usado de forma equilibrada, pois é um produto destinado a pessoas com diabetes e não deve ser consumido em excesso pela população em geral", aponta.
 
Carne gordurosa - foto: Getty ImagesAlimentos gordurosos
Fábio Gomes explica que não é exatamente a gordura a principal responsável pelo aparecimento de câncer, e sim a quantidade de calorias que ela agrega ao alimento. A comida muito gordurosa é densamente calórica, ou seja, tem mais que 225 calorias a cada 100 gramas do alimento. "Por esses alimentos geralmente serem pobres em nutrientes, é preciso ingeri-los em grandes quantidades para obter saciedade, o que leva ao superconsumo", conta o nutricionista do INCA.

Em excesso, esses alimentos provocam obesidade, que é fator de risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins. A célula de gordura libera substâncias inflamatórias, principalmente hormônios que levam a alterações no DNA e na reprodução celular, como o estrogênio, a insulina e um chamado de fator de crescimento tumoral.
 
Alimentos ricos em sal - foto: Getty ImagesAlimentos ricos em sal
"Se ingerido em quantidade maior do que cinco gramas por dia, o sal pode lesar as células que estão na parede do estômago", explica o nutricionista Vinicius Trevisani, do Instituto do Câncer de São Paulo. Essa agressão gera alterações celulares que podem levar ao aparecimento de tumores.

Procure evitar alimentos ricos em sal ou mesmo aqueles que usam sal para aumentar o tempo de conservação, como os congelados e os comprados prontos que só precisam ser aquecidos.

Entram nessa lista: carne seca, bacalhau, refrigerantes, pizzas congeladas, iscas de frango empanadas congeladas, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros.
 
Churrasco - foto: Getty ImagesChurrasco
Na fumaça do carvão há dois componentes cancerígenos: o alcatrão e o hidrocarboneto policíclico aromático. "Ambos estão presentes na fumaça e impregnam o alimento que é preparado na churrasqueira", explica Fábio Gomes. "Eles também possuem fatores mutagênicos que levam ao aparecimento de tumores."
Junkie food - foto: Getty ImagesDieta pobre em fibras
O nutricionista Vinicius Trevisani explica que o intestino se beneficia muito pelo consumo adequado de fibras. Elas garantem um bom trânsito intestinal, de modo a eliminar os ácidos biliares secundários, um produto da digestão presente no intestino. Isso evita a agressão às células do intestino e a multiplicação celular descontrolada.
Hamburguer na chapa - foto: Getty ImagesPreparo com altas temperaturas
Alimentos fritos ou grelhados também incorporam algumas substâncias cancerígenas. Ao colocar o alimento cru em óleo ou chapa muito quentes (com temperatura aproximada de 300 a 400°C), são formadas aminas heterocíclicas - substâncias que contêm fatores mutagênicos e estimulam a formação de tumores.

O nutricionista Fábio recomenda preparar as carnes ensopadas - modo de cozimento em que não há nenhuma formação de aminas-, ou ainda prepará-las no forno. Dessa maneira, a temperatura do alimento aumenta gradualmente e não chega a níveis tão altos.
Maçã podre - foto: Getty ImagesAlimentos com agrotóxicos
Não existe uma forma eficiente de limpar frutas, verduras e legumes dos agrotóxicos. "Muitas vezes, esses conservantes são aplicados nas sementes e passam a fazer parte da composição do alimento", aponta Fábio Gomes. Ele explica que o agrotóxico provoca vários problemas de saúde em quem tem contato direto com esses alimentos, mas ainda está em estudo a sua real contribuição com o aparecimento do câncer.

Como ainda existem dúvidas sobre esses efeitos, o nutricionista orienta evitar opções ricas em agrotóxicos. É melhor consumir alimentos cultivados sem o produto químico, que comprovadamente têm mais vitaminas, minerais e compostos quimiopreventivos. "Estes compostos atuam na proteção e reparação celular frente a uma lesão que pode gerar câncer", afirma.
 
Fonte Minha Vida

Suco de laranja ajuda a diminuir o colesterol ruim, aponta pesquisa brasileira

Ingerir suco de laranja diariamente, associado a um programa de exercícios moderados, ajuda a diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue e aumentar os níveis do colesterol bom (HDL), diz uma pesquisa brasileira publicada recentemente.

Uma série de estudos feitos pelo Departamento de Alimentos e Nutrição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara demonstrou que a ingestão de 500 ml do suco de laranja pode diminuir em até 15% os níveis do LDL. Além disso, quando associado a uma rotina de caminhadas (50 minutos, no mínimo, 3 vezes por semana) os níveis do colesterol bom também aumentavam.

“Outro ponto bastante importante observado foi que, ao contrário de outros estudos feitos nos EUA, a ingestão do suco de laranja – sem açúcar, claro – não aumentou os níveis de triglicérides e, portanto, não contribui para o aumento do peso nem da gordura corporal”, explica Nancy Preising Aptekmann, uma das autoras do estudo feito com a equipe de Thais Borges César, outra pesquisadora envolvida na pesquisa.

Aumento do colesterol bom, diminuição do colesterol ruim

O estudo de Aptekmann acompanhou um grupo de mulheres com sobrepeso e, no início do estudo, sedentárias durante 90 dias. As participantes não alteraram seus hábitos alimentares, apenas ingeriram o suco de laranja e se engajaram em rotinas de caminhadas (um exercício considerado moderado).

“O colesterol bom teve aumento de 18%, aproximadamente, e o LDL – colesterol ruim – diminuiu em torno de 15%. O estudo foi feito com o suco de lata concentrado, mas os resultados podem ser similares ao suco in natura [feito com a fruta]”, diz Aptekmann.

A hipótese, de acordo com a pesquisadora, é que os flavonoides presentes no suco de laranja são os principais agentes dessa alteração, para melhor, dos níveis do colesterol. “Os flavonoides são substâncias encontradas nos vinhos e sucos de uva também. Mas no caso dos sucos concentrados, os níveis são bastante altos, principalmente por conta do processo, que inclui as cascas da fruta na moagem. Nos sucos naturais, é bom lembrar, esses flavonoides também são observados. A vantagem do suco feito com a fruta é a praticidade e o custo muito menor”, afirma.

Exercícios complementam a ação protetora na saúde

Outro estudo feito por Aptekmann e Thaís César foi feito sem que os participantes fizessem nenhum tipo de exercício e também não alterassem a dieta. A quantidade ingerida, entretanto, foi maior: 750 ml diários.

“Esse outro estudo mostrou que o suco, sozinho, tem um poder protetor limitado, mas ainda assim, benéfico. Os níveis de colesterol totais diminuíram em torno de 10%. E tanto homens quanto mulheres mostraram, novamente, uma redução do LDL em aproximadamente 15%. O ponto negativo foi quanto ao HDL, que ficou praticamente constante”, diz.

Uma rotina de atividades físicas moderadas, como já se sabe, é boa para a saúde em termos gerais. E caso seu foco seja a diminuição do colesterol ruim, os exercícios – como ficou comprovado pelas pesquisadoras – podem aumentar ainda mais a eficácia da atuação dos flavonoides contidos no suco de laranja.

“Essa, até o momento, foi a combinação mais saudável observada nos nossos estudos sobre o tema. Agora, estamos finalizando outro estudo que observou os funcionários de uma empresa que colhem os frutos – e que também ingeriam o suco de laranja em suas refeições – e que acompanhamos durante dois anos. Os resultados também são animadores”, finaliza Aptekmann.

Fonte O que eu tenho

Transtorno bipolar: um problema que afeta os relacionamentos

Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado.

Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema.

“É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto.

“Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida.

De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os pólos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem conseqüências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania.

“Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld.

Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece.

Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece.

“Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora. Enio – cortar o que está repetido

Desgaste
Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos.

As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.”

É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld.

Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista.

Tratamento
O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado.

“Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris.

A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção.

Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez.

“Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exaferados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld.

A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.

O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.

Fonte O que eu tenho

Sob pressão as pessoas mentem mais

Todos contam pequenas mentiras. Muitas vezes é sobre nosso salário, um pouco acima do real, nossas viagens fabulosas não tão maravilhosas ou sobre o quanto gostamos de uma roupa que sabemos que é feia. Mas porque fazemos isso?

Um estudo publicado no periódico Psychological Science, talvez ajude a responder essa pergunta. De acordo com os autores, Ori Eldar e Yoella Bereby-Meyer, da Universidade de Ben-Gurion, em Israel, o comportamento desonesto vem de um instinto egoísta, que se sobrepõe momentaneamente ao coletivo.

Isso acontece principalmente quando estamos sob alguma pressão ou precisamos tomar uma decisão rápida. Sem esses dois fatores o mais comum, geralmente, é que falemos a verdade.

“Quando as pessoas agem rapidamente para responder algo mais ou menos incômodo elas pensam imediatamente nos lucros imediatos de uma ação, o que inclui driblar uma ou outra regra ética e mentir. Quanto mais tempo se tem para responder, mais restrito fica a opção pela mentira ou trapaça”, dizem as autoras.

As conclusões tomam por base uma série de experimentos onde os participantes tinham que indicar os valores de uma rodada de dados, sendo que os pesquisadores que os acompanhavam não sabiam o que realmente estava acontecendo. Determinados números eram associados a ganhos monetários. Em um dos grupos de participantes a cada rodada diminuia-se o tempo para que os eles reportassem os resultados.

Para saber se os participantes estavam mentindo, os pesquisadores tinham em mão uma série de estatísticas sobre os jogos de dados e desvios do padrão indicavam se os participantes tinham, potencialmente, mentido ou não. Ao final dos experimentos os participantes também eram entrevistados para confirmar ou não a trapaça.

A conclusão foi de que o grupo que tinha cada vez menos tempo para dizer os resultados dos dados se distanciava cada vez mais da média esperada. Quanto menor o tempo, maiores os resultados que levavam ao dinheiro. No grupo sem a pressão do tempo esses desvios do padrão eram muito menores.

“Se alguém quer aumentar a possibilidade de que uma outra pessoa seja honesta sobre seus atos a melhor coisa a se fazer é não pressioná-la. Partimos do pressuposto que a maioria das pessoas na vida real é mais honesta do que desonesta. Mas pedir respostas muito rápidas faz com que elas deixem a honestidade de lado, mesmo que por pouco tempo”, concluem as autoras.

Fonte O que eu tenho

Taboão da Serra (SP) vai dar vacina contra HPV para meninos

Quase 3.000 meninas e meninos entre nove e 12 anos de Taboão da Serra (SP) serão vacinados contra o HPV (papilomavírus humano) a partir da próxima semana. É a primeira cidade do país a vacinar também garotos.

A aprovação da imunização para meninos foi feita no ano passado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Antes, a vacina só era recomendada para meninas e mulheres.

As doses ainda não foram incorporadas ao calendário nacional de vacinação. A versão quadrivalente, que protege contra quatro tipos do vírus, é oferecida para meninas em Campos dos Goytacazes (RJ), São Francisco do Conde (BA), São Pedro de Alcântara (SC) e, de forma experimental, em Barretos (SP).

Segundo o secretário da Saúde de Taboão, Milton Parrom, mil crianças da faixa etária alvo não serão vacinadas porque os pais não autorizaram a imunização. "Tem muita resistência. Os pais acham que a vacina prepara a menina para a vida sexual."

Das 2.800 crianças que serão imunizadas, 45% são meninos e receberão a primeira dose ainda em setembro.

Verrugas
Estudos mostram que a vacina reduz em 90% as lesões genitais causadas pelo HPV. Pesquisa com 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões dos tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus.

No Brasil, a vacina quadrivalente é a única aprovada para a prevenção das verrugas genitais em homens. Para mulheres, há também a bivalente, contra os vírus mais associados ao câncer do colo do útero-- o 16 e o 18.

Para o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski, do Hospital A.C. Camargo, a vacinação de meninos contra o HPV é importante porque estão aumentando os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção pelo vírus por meio do sexo oral.

"Nos EUA, já é uma epidemia. E a forma mais eficaz de contê-la é a vacinação."

O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990.

Fonte Folha de São Paulo

Cerca de 30% dos brasileiros têm mau hálito; veja como não entrar nesta lista

Cerca de 30% dos brasileiros, aproximadamente 50 milhões de pessoas, têm mau hálito. A informação é da Associação Brasileira de Halitose, baseada em pesquisas realizadas no Brasil.

Halitose ou mau hálito é a liberação de odores desagradáveis pela boca ou mesmo pela respiração. A halitose não é uma doença, mas pode mostrar que há algo de errado no organismo.

“Há mais de 60 causas distintas”, afirma Ivan Stabnov, médico gastroenterologista e endoscopista, do Hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro. E em mais de 90% dos casos, a origem se dá na cavidade bucal - acompanhada ou não de alterações sistêmicas como diabetes, distúrbios renais e prisão de ventre, por exemplo.

Alguns alimentos, aliados a ações saudáveis, podem ajudar a combater a halitose. Os principais, que diminuem e evitam a halitose, são os que ajudam o sistema digestivo e que têm poder adstringente.

Por outro lado, os alimentos também podem ser os vilões da chamada halitose transitória, aquela que se manifesta de repente e desaparece pouco tempo depois, como cebola e alho. Outros exemplos:
 
Combatem o mau hálito:
 
Alimentos crus e com casca, como a maçã, a cenoura e o pepino. "São alimentos que auxiliam na limpeza dos dentes e impedem o acúmulo de bactérias", afirma a dentista Daniela Aggio, diretora da Clinica Saúde e Sorriso. "A maçã tem uma ação adstringente bem interessante", reforça a dentista Rosa Yana, mestre em odontologia pela Universidade Cruzeiro do Sul.
 
O chá de boldo, que proporciona inúmeros benefícios à saúde, como o alívio dos sintomas de intolerâncias alimentares. "Auxilia na má digestão e no bom funcionamento do intestino", diz a dentista Daniela Aggio, diretora da Clínica Saúde e Sorriso.
 
 
"Gengibre é um alimento que ajuda a estimular os processos digestivos. O ideal é tomar uma xícara de chá logo após as refeições, que evita a formação de gases", afirma a dentista Daniela Aggio.
 
 
 
"O iogurte natural sem açúcar reduz os níveis de gás sulfídrico em nosso organismo", aponta a dentista Daniela Aggio. O gás sulfídrido é umas das principais causas do mau hálito, que pode ser reduzido pelas bactérias ativas do iogurte, segundo estudo realizado por cientistas japoneses e apresentado em um encontro da Associação Internacional para Pesquisa Dental.
 
O iogurte light também pode ajudar segundo a nutricionista Cynthia Roman Monteiro, docente de nutrição no Centro Universitário São Camilo, o consumo de comidas com altos níveis de açúcar é uma das principais causas de cáries, que podem trazer os problemas bucais e, consequentemente, a halitose.
 
 
Suco de limão, que tem poder adstringente e bactericida. "Ajuda a eliminar bactérias presentes na boca e em todo sistema digestivo", afirma a dentista Daniela Aggio. "Por controlar a acidez do estômago e do intestino, o limão também é indicado em casos de azia e má digestão", diz a nutricionista Cynthia Roman Monteiro.
 
 
"Hortelã estimula o sistema digestivo e proporciona um aroma agradável", afirma a dentista Daniela Aggio.
 
 
 
Tomar água estimula as glândulas salivares e ainda ajuda a eliminar resíduos de todo organismo, inclusive da boca. "O ideal é beber de 2 litros de água por dia. A baixa ingestão pode reduzir o fluxo salivar o provocar a halitose", alerta a nutricionista Cynthia Roman Monteiro.
 

 
 Provocam o mau hálito:
 
Alguns alimentos também podem ser os vilões da chamada halitose transitória, aquela que se manifesta de repente e desaparece pouco tempo depois. Para evitar isso, o ideal é fugir de alimentos com odor forte, como o alho, cebola, picles, repolho, couve, couve-flor e brocólis.
 
 
As gorduras e alimentos gordurosos também contribuem para halitose", aponta o médico gastroenterologista e endoscopista, do Hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro.
 
 
 
O álcool e o café também podem produzir halitose. As bebidas alcoólicas causam halitose, entre outros motivos, por produzirem compostos voláteis após serem metabolizadas, por exemplo.
 
 
 
"Os queijos amarelados, ovos, condimentos, chocolate, salame, presunto e mortadela liberam compostos voláteis", diz a nutricionista Cinthia Romam Monteiro .
 
 
 
 
Causas e como combater
A halitose crônica geralmente é causada pela doença periodontal, resultado da má higienização bucal. “A falta de higiene bucal pode acumular placas bacterianas nos dentes e amígdalas e também nas gengivas, causando sangramento, gengivite e periodontite”, afirma Aggio.

A língua também deve ter a nossa atenção na hora da limpeza bucal e deve ser sempre escovada após as refeições. “A saburra lingual, material branco ou amarelado no dorso posterior da língua, é uma massa bacteriana e pode produzir um odor ruim”, diz a dentista Rosa Yana.
 
“A halitose, quando não cuidada pode tornar-se um problema desagradável, que dificulta as relações pessoais tanto no trabalho quanto na vida íntima”, completa ela.

Entre outras causas da halitose, estão a TPM e a prisão de ventre. A tensão emocional causada no período pré-menstrual pode provocar diminuição da salivação e aumentar a saburra lingual, com consequente mau hálito.

“Apesar disso, a maioria das mulheres não percebe alteração no hálito no período pré-menstrual e menstrual”, diz Aggio.
 
E para aquelas pessoas que ficam muito tempo sem evacuar, o mau hálito também pode aparecer. “O organismo pode reagir a essa alteração no funcionamento intestinal gerando odores no hálito”, diz Stabnov.
 
Os portadores de diabetes também podem desenvolver mau hálito, geralmente cetônico, também relacionado a pessoas que ficam muito tempo em jejum.
 
Teste do mau hálito
A tecnologia também ajuda no combate a halitose. Existe atualmente um teste desenvolvido no Japão e é utilizado por muitos pesquisadores em vários países. É um dispositivo de análise de saúde oral, já existente em clínicas e laboratórios odontológicos, que mede três gases causadores o mau hálito.

“É um teste que identifica a situação da higiene oral, doença periodontal e distúrbios do sistema gastrointestinal, que ajuda o profissional a orientar o paciente”, conta Aggio. “O mau hálito tem um impacto negativo na vida das pessoas. O ideal é vencer o preconceito e buscar ajudar profissional. A halitose tem cura e deve ser tratada com muito respeito”, acrescenta.
 
Como alertar anonimamente a quem tem o problema
Avisar alguém que está com mau hálito é uma das situações mais constrangedoras que existe. Para ajudar nesta tarefa meio ingrata, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou o serviço "SOS Mau Hálito", que avisa, por meio de e-mail ou carta, quem possivelmente está com o problema - sem revelar quem mandou a informação.
 
"Numa pesquisa feita por nós em 2008, constatamos que 99% das pessoas que tinham mau hálito, gostariam de ter sido avisadas antes", diz Marcos Moura, presidente da associação e dentista. O serviço já funciona desde 1990. "É uma forma rápida, eficiente e sem traumas de deixar as pessoas a par desta situação". Antigamente o serviço era automático, bastava a pessoa colocar a mensagem e enviar. Hoje em dia, passa por uma triagem.
 
"Infelizmente ainda tem pessoas que usam o serviço para brincar com um amigo", afirma Moura. Para usar o alerta, basta acessar o site da Associação e entrar no link "SOS Mau Hálito", onde a pessoa escreve os dados de quem receberá a mensagem e se será por carta ou e-mail. ABHA envia por mês, em média, 600 pedidos do serviço. "Acreditamos que estamos beneficiando os portadores de halitose. É provado que quem tem mau hálito não sente, pois há uma fadiga olfatória e as células do nariz se acostumam ao odor", explica Moura.
 
Ao receber a carta ou e-mail da ABHA sobre o possível mau hálito, o destinatário recebe também uma lista de profissionais indicados pela Associação, que são especialistas no assunto. No próprio site da ABHA, é possível obter várias informações de como combater a halitose. O dia 22 de setembro foi escolhido como o Dia Nacional do Combate à Halitose e serão promovidos vários eventos no Brasil todo para alertar e instruir o público sobre o assunto.
 
Como prevenir o mau hálito
 
  • Realizar pequenas refeições a cada três horas: jejum prolongado pode comprometer seu hálito
  • Evitar alimentos que contribuam para o ressecamento bucal (muito salgados, quentes ou condimentados)
  • Ter uma dieta balanceada, incluindo uso de alimentos duros e fibrosos; evitar álcool e fumo em excesso
  • Ingerir bastante líquido, de preferência água (média de 2 litros/dia)
  • Realizar adequada higiene bucal (incluindo limpeza da língua), o uso de fio dental e evitando o uso de soluções para bochecho com álcool na composição
  • Visitar o dentista semestralmente, prevenindo assim problemas dentários e gengivais (ex: tártaro, sangramentos,etc)
  • Realizar exames de saúde geral (check-up) anualmente
  • Praticar atividades físicas
  • Reduzir o estresse
 
Fonte: Associação Brasileira de Halitose
 
Por Uol

Ebola causa 30 mortos na RDC, segundo o Governo

Kinshasa, 14 set (EFE).- O surto de ebola causou 30 mortos, entre maio e setembro deste ano, na Província Oriental da República Democrática do Congo (RDC), confirmaram nesta sexta-feira à Agência Efe fontes do Ministério da Saúde do país.
 
Esse dado está incluído em um relatório divulgado pelo ministro de Saúde congolês, Félix Kabange Numbi. "Após a compilação e análise dos dados, o comitê internacional de coordenação técnica e científica de luta (contra o ebola) estima que a epidemia começou em maio de 2012, e que foram registrados 69 casos, incluindo pessoal médico", informa o texto.
 
Segundo o relatório, divulgado nesta quinta-feira, a epidemia causou um total de 30 mortos, por isso que as autoridades pedem à população para tomar medidas preventivas para frear sua propagação.
 
Félix - citado pela "Rádio Okapi", promovida pela ONU - assinalou que a virulência do surto ainda não está "em fase descendente porque o contato com animais persiste". "É possível que haja novas infecções que podem causar um segundo pico e preferimos permanecer nesta fase de alerta na região", acrescentou o ministro.
 
O ebola é uma febre hemorrágica que mata uma grande percentagem de infectados, atua com rapidez e contagia com facilidade através do contato.

Fonte R7

Identificados genes que determinam formato do rosto

Teoria é de que a polícia será capaz de reconstituir o formato do rosto de um suspeito a partir do DNA encontrado na cena do crime

Cientistas na Holanda identificaram cinco genes que determinam o formato do rosto humano.

Em um estudo com mais de 10 mil pessoas, publicado esta semana na revista científica Plos Genetics, os cientistas usaram imagens feitas a partir de ressonância magnética para analisar as diferentes características do rosto de cada um.

A partir destas imagens e de retratos fotográficos, eles calcularam os comprimentos de cada rosto.

Em seguida, eles verificaram quais genes essas pessoas com características físicas parecidas tinham em comum - em uma análise conhecida como "associação genômica ampla".

A equipe da Erasmus University Medical Center de Rotterdã, na Holanda, acredita que o formato e os traços do rosto humano são definidos pelo genes PRDM16, PAX3, TP63, C5orf50 e COL17A1.

Os autores do estudo acreditam que a descoberta pode ter repercussões importantes no trabalho de peritos forenses. A teoria é de que a polícia será capaz de reconstituir o formato do rosto de um suspeito a partir do DNA encontrado na cena de um crime.

No entanto, eles admitem que esse tipo de tecnologia ainda está longe de ser desenvolvida. Manfred Kayser, que liderou o estudo na instituição holandesa, disse:

— Estes primeiros resultados são animadores e marcam o começo de uma compreensão genética da morfologia facial humana.

— Talvez em algum tempo seja possível desenhar um retrato 'fantasma' de uma pessoa baseado unicamente no DNA deixado para trás, o que pode ter aplicações interessantes em campos como a perícia forense.

Fonte R7

Doença desconhecida deforma aparência de mulher

Pesando 28 kg, Lizzie não tem gordura corporal e vive a base de suplementos vitamínicos

Lizzie Velasquez, de 23 anos, que mora no Texas (EUA), possui uma doença desconhecida que deformou a sua aparência.

A mulher não possui tecido adiposo, o que significa que ela não tem gordura corporal e, apesar de comer 60 pequenas refeições por dia, ela pesa somente 28 kg.

Ao nascer quatro semanas antes da data prevista, os médicos descobriram que havia pouco líquido amniótico para protegê-la no ventre. Além disso, eles disseram que Lizzie não poderia andar, falar ou ter uma vida normal.

Apesar de um diagnóstico negativo e por ter uma estatura pequena, os ossos e os órgãos da mulher se desenvolveram normalmente.

Hoje, Lizzie faz parte de um estudo genético executado pelo professor Abhimanyu Garg, da Universidade do Texas. Ele e sua equipe acreditam que ela tenha Síndrome Neonatal Progeroides, uma condição que acelera o envelhecimento, a perda da gordura no rosto e no corpo e a degeneração dos ossos.

Mesmo nessas condições, ela não toma medicamentos, mas vive a base de suplementos vitamínicos e de ferro para se manter saudável.

Com essa história de vida, Lizzie já escreveu seu segundo livro sobre sua luta para ser aceita e, com isso, tenta ajudar outras pessoas, em situação semelhante, a enfrentar o bullying, a negatividade e a fazer bons amigos.

Fonte R7

Sofrer pressão no trabalho aumenta o risco de ataque cardíaco em 23%

Estilo de vida, sexo e idade também são fatores que desencadeiam problemas no coração

Funcionários que se sentem mais pressionados ou sofrem um forte estresse no trabalho, aumentam o risco de ataque cardíaco em 23%, alertam os pesquisadores.

Milla Kivimaki, líder da pesquisa na Universidade de Londres, explica que essas descobertas indicam que a tensão no trabalho está associada a um risco de desencadear uma doença coronariana.

Homens e mulheres que participaram da pesquisa, responderam a um questionário falando sobre seu emprego, a carga de trabalho, prazos e liberdade, segundo o site Daily Mail.

Estresse profissional dobra risco de diabetes em mulheres

A partir dessas perguntas, os pesquisadores associaram o trabalho estressante com a falta de liberdade e a tomada de decisões, além do volume excessivo de coisas para fazer.

Durante um período médio de 7,5 anos, os pesquisadores registraram 2.356 casos de doenças do coração. Estes incluem também internações devido a ataques cardíacos e mortes por insufiência coronariana.

Os fatores que, juntamente com o trabalho, também aumentam o risco de problemas no coração são: estilo de vida, sexo, idade e problemas financeiros.

Outro ponto que também foi incluído no estudo é que trabalhar mais que oito horas por dia aumentam o risco de doenças no coração.

Fonte R7

Protestos fazem Anvisa discutir regras para UTIs

Diante dos protestos de profissionais de saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu reabrir as discussões em torno de uma resolução publicada em junho que reduz as exigências para funcionamento de UTIs em hospitais públicos.
 
A regra, que entra em vigor em fevereiro, prevê que unidades trabalhem, no máximo, com uma relação de um enfermeiro para cada dez pacientes. A norma anterior, que também entraria em vigor em fevereiro, prevê uma relação de oito pacientes para cada profissional. “Profissionais afirmam haver maior risco para doentes internados.
 
Vamos analisar o que eles dizem”, afirmou o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. Atualmente não há regra para relação entre enfermeiros e pacientes internados em UTI. De acordo com Barbano, a exigência era feita por meio de portarias do Ministério da Saúde. “
 
Pacientes internados em unidades intensivas precisam de cuidados constantes, um monitoramento que, em muitos casos, tem de ser feito a cada 30 minutos”, afirma a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Ivone Cabral.
 
Um número alto de doentes sob responsabilidade de enfermeiro, completa, aumentaria o risco do paciente. “Não é uma questão corporativa. É algo lógico. Não há como cuidar bem de tantos pacientes de uma só vez.”
 
A resolução que definia a relação de oito doentes para um enfermeiro foi publicada em janeiro do ano passado, depois de vários meses de discussão e de consulta pública. “Nossa meta inicial era uma relação de cinco doentes por enfermeiro, o que é recomendado pela agência de acreditação americana”, contou Ivone. O número acordado, oito para um, é aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
Dificuldade
Barbano afirma que a mudança foi feita a pedido do Ministério da Saúde. “A pasta expôs a dificuldade de se colocar em prática a exigência em regiões do Norte e Nordeste do País ”, afirmou. Essa dificuldade, completou, poderia levar hospitais a reduzirem o número de leitos em funcionamento. “Diante do risco da redução do número de leitos, preferimos repensar.”
 
Outro motivo que teria levado à alteração seria a edição das regras do Rede Cegonha, com relação entre profissionais de enfermagem e pacientes internados na UTI neonatal. A portaria prevê níveis diferentes de risco para as unidades. Pacientes mais graves ficariam em unidades de maior risco, onde trabalham mais profissionais.
 
Os bebês em melhores condições ficariam em unidades onde a relação exigida é a de dez pacientes para um enfermeiro.
 
Numa reunião realizada na quarta-feira (12) no Conselho Nacional de Saúde, representantes de usuários e profissionais de saúde protestaram contra a mudança. “Para cada paciente adicional por enfermeira há um aumento de 7% na mortalidade, durante período de 30 dias”, afirmou Ivone. Ela conta que vários hospitais no País já vinham se preparando para se adaptar à regra de um paciente para cada oito enfermeiros.
 
O Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte R7

Mulher tosse tumor e se livra da doença

Claire só tinha 50% de chance de sobreviver, segundo médicos

Claire Osborn, que tem 37 anos e seis filhos, conseguiu salvar sua própria vida ao tossir um tumor inoperável.

Depois de sentir uma coceira na garganta, ela tossiu e expeliu o tumor, de 2 cm e em formato de coração, em um lenço.

Claire, que é de Coventry, na Inglaterra, conseguiu levar o tumor até um especialista, e a biópsia revelou que era um adenocarcinoma metastático, um câncer agressivo na garganta e na boca.

— Viraram para mim e disseram “parece que você tossiu seu câncer. Parabéns”.

Os médicos disseram, segundo o tabloide britânico Daily Mail, que, se ela não tivesse expelido o tumor, teria apenas 50% de chance de sobreviver.

Fonte R7

Evolução de exame permite identificar artrose até em pacientes sem dor

Até algum tempo atrás, causa do problema era conhecida, em muitos casos, apenas com cirurgia

Estima-se que metade das pessoas com mais de 65 anos sintam dor e perda de mobilidade em função da artrose — doença relacionada à degeneração das articulações, envolvendo principalmente quadris, joelhos e coluna.

Até algum tempo atrás, a causa da dor era, em muitos casos, identificada apenas com cirurgia. Isso mudou com a evolução dos exames de ressonância magnética, atualmente o método mais eficiente para se descobrir anormalidades, incluindo aquelas que ainda não causam dor.

De acordo com o departamento de radiologia da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, aproximadamente 90% dos joelhos que não mostravam nenhum sinal de osteoartrite no raio-X apresentaram claras evidências com o uso de ressonância magnética.

— As imagens de ressonância magnética têm sido cada vez mais utilizadas em ortopedia, já que a alta resolução e contraste permitem diferenciar com facilidade as estruturas. Se antes a causa de uma dor crônica no joelho seria identificada com precisão apenas no momento da cirurgia, hoje temos condições de ver com mais clareza um defeito na cartilagem, ou mesmo se há comprometimento dos ligamentos e do tendão — diz o radiologista Edson Sato, do Centro de Diagnósticos Brasil, de São Paulo.

Na opinião do médico, o exame de ressonância magnética tem se tornado uma referência para muitos especialistas por conta de sua característica não-invasiva e pela quantidade de detalhes que podem ser facilmente evidenciados nas imagens.

— Os novos equipamentos de ressonância magnética também ajudam na diferenciação de processos inflamatórios, degenerativos e tumorais. É surpreendente ver com detalhes o menisco, os ligamentos, tendões e ossos na ressonância magnética — afirma o especialista.

O próximo avanço da ressonância magnética, na opinião do radiologista, está relacionado ao estudo funcional do corpo, em especial do sistema músculo-esquelético.

— Provavelmente, presenciaremos o estudo da qualidade da cartilagem e da composição bioquímica dos tecidos, assim como o estudo quantitativo de substâncias responsáveis pelo metabolismo energético celular.

Fonte Zero Hora

Psicólogo dá dicas para amenizar TPM durante período de provas e estudos

Evitar compromissos desnecessários e praticar atividades físicas podem ajudar

Evitar compromissos desnecessários e situações potencialmente estressantes, além de realizar atividades físicas, são as dicas do psicólogo Fernando Elias para mulheres que buscam amenizar os efeitos da tensão pré-menstrual (TPM) durante temporada de estudos e provas.

— Dependendo da intensidade com que os sintomas da TPM afetam cada mulher, podem chegar a interferir nas atividades diárias e no rendimento dos estudos — diz o psicólogo, que é especialista em ciências cognitivas.

Durante o período, sintomas como irritabilidade, tristeza, desânimo, dores no corpo, dores de cabeça e sensibilidade aflorada, podem alterar o ritmo de vida das mulheres.

— A TPM pode causar indisposição para estudar, desânimo, falta de vontade de ir às aulas e sonolência que interfere na capacidade de assimilação do conteúdo — afirma Fernando.

Segundo ele, os efeitos da TPM afetam as mulheres de maneira física, emocional e até social. Ela atinge cerca de 75% das mulheres entre 25 e 45 anos. No entanto, apenas 8% apresentam sinais muito intensos.

— O ideal é que nesse período se evitem compromissos desnecessários e situações que aumentem o estresse. A prática de exercícios físicos também podem diminuir os sintomas da TPM. Isso porque a liberação de endorfinas no organismo promove a sensação de bem-estar.

Fonte Zero Hora

Dificuldade de lidar com diagnóstico de câncer pode gerar depressão grave

Acompanhamento psicológico é fundamental para manter o paciente motivado

Receber um diagnóstico de câncer não é fácil. Paciente e familiares experimentam uma série de sensações ao se deparar com um câncer. Angústia, desespero, tristeza, estresse e até mesmo revolta. Muitas vezes, todas essas variações podem desencadear um quadro depressivo.

De acordo com a psicóloga Mariana Lima, que atua em uma clínica oncológica em Belo Horizonte, cerca de 25% dos pacientes com câncer podem ter depressão.

— O quadro ocorre não só quando eles descobrem a existência da doença, mas também durante o tratamento. Por isso, o acompanhamento médico e psicoterápico é fundamental — alerta Mariana.

A psicóloga afirma também que as mudanças que surgem em função do tratamento podem afetar na aparência e na autoestima do paciente. Com o tratamento, acontece uma ruptura no curso normal da vida. Os hábitos e o cotidiano do paciente são modificados.

— A imagem corporal fica alterada e os medos são constantes devido ao estigma que ainda existe em torno da doença. Todos esses fatores acentuam o quadro depressivo. É importante trabalhar individualmente com o paciente para que ele aprenda a conviver com as dificuldades e com as questões emocionais — destaca.

Como diferenciar
A tristeza é uma reação considerada normal para quem enfrenta o diagnóstico, mas é necessário distinguir os níveis em que ela ocorre. Este processo é uma das partes mais importantes no cuidado de pacientes com câncer: saber identificar quando há necessidade de tratamento também para a depressão.

— Algumas pessoas têm mais dificuldades para aceitar o diagnóstico do câncer. A não adaptação a essa condição pode resultar em uma depressão grave. Nesse caso, já não se trata simplesmente de estar triste ou desanimado — explica Mariana.

Existem muitas ideias preconcebidas sobre o câncer e de como vivem os pacientes com câncer. O oncologista Amândio Soares desmistifica alguns pré-conceitos. A ideia de que todas as pessoas com câncer sofrem, obrigatoriamente, de depressão é uma delas. Ou ainda, a noção de que a depressão não pode ser tratada paralelamente ao tratamento do câncer. Há também os que imaginam que a doença é muito dolorosa.

— É fundamental que as pessoas tenham hábitos de vida saudáveis, façam exames periódicos, procurem o médico em caso de anormalidades e saibam que, quanto mais cedo descobrirem o câncer, maiores as chances de cura — enfatiza Soares.

Segundo o médico, recentes estudos mostram a relação das citocinas com quadros depressivos. Apesar disso, não há como descartar a singularidade do paciente e o seu repertório psíquico para lidar com situações novas.

— Cada indivíduo é único e reage de diferentes formas a instalação de qualquer patologia — finaliza o médico.

Pesquisas realizadas pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelaram que a depressão em pacientes com câncer está diretamente relacionada com os tumores.

Fonte Zero Hora

Psiquiatra desvenda mitos da loucura

 
Conheça os principais transtornos psicóticos e seus sintomas

Louco é aquele sujeito que perdeu a razão, que tem pensamentos e ações sem sentido, tem comportamentos distorcidos que fogem à regra: é a "alienação mental" de Philippe Pinel, o pai da psiquiatria moderna — cujo sobrenome virou sinônimo de loucura —, que atuou na França entre o final do século XVIII e o começo do século XIX.

— Hoje em dia, podemos dizer que os sintomas psicóticos são o equivalente à loucura empregada nos meios psiquiátricos no passado. Os sintomas psicóticos ocorrem na esquizofrenia e também costumam ocorrem no transtorno bipolar — afirma o psiquiatra Deyvis Rocha.

Muitas pessoas deixam de ir ao psiquiatra porque isso seria o mesmo que declarar-se louco ou obter um atestado de loucura. O indivíduo que já passou por essa fase crítica e vai ao psiquiatra por algum problema qualquer, como sintomas depressivos ou ansiosos, teme que o seu quadro clínico possa evoluir para um quadro de loucura.

— As pessoas têm medo de perder a razão, o controle sobre si mesmas, sobre os seus pensamentos e os seus atos e de se ver obrigadas a tomar um remédio para ficarem bem — explica o médico.

Em psiquiatria, há um velho ditado utilizado para tranquilizar os pacientes que diz que a pessoa que está ficando louca não sabe que está ficando louca, o que significa que a capacidade de alguém se preocupar com o fato de poder ficar louco é uma segurança de que isso não vai acontecer.

Sendo assim, um transtorno de pânico ou outro transtorno ansioso, como a ansiedade generalizada, as fobias, uma depressão, não vão evoluir para um estado de loucura e de perda da razão, mesmo que seja essa a sensação que se tem quando ocorre uma crise de pânico.

Pode até ser que a pessoa tenha mais de um diagnóstico, como depressão e esquizofrenia, ansiedade e transtorno bipolar, mas não é que uma doença levou a pessoa a ter a outra, mas é que são quadros diversos que, por genética ou por coisas da vida, atingem a mesma pessoa.

Além do tratamento com os remédios chamados antipsicóticos, a psicoterapia pode auxiliar o paciente a lidar com as dificuldades de realizar atividades do dia a dia impostas pelos sintomas.

Conheça os principais transtornos psicóticos que podem levar um indivíduo a loucura:

Esquizofrenia
É uma doença mental que afeta a zona central do "eu" e altera a estrutura vivencial. O portador de esquizofrenia, quando em surto, costuma agir em função dos seus delírios e alucinações, perdendo a liberdade de escapar a essas vivências fantásticas. Cerca de 1% da população é acometida pela doença, geralmente iniciada antes dos 25 anos de idade.

— A esquizofrenia se caracteriza por distorções do pensamento, da percepção e por inadequação dos afetos. Usualmente o paciente com esquizofrenia mantém clara sua consciência — explica o psiquiatra Deyvis Rocha.

Transtorno delirante
É caracterizada pela ocorrência de ideias delirantes, em geral paranoide (de estar sendo perseguido, de estar sendo alvo de críticas, de as pessoas quererem prejudicá-lo intencionalmente). O delírio tende a ser persistente e algumas vezes crônico. Pode haver alucinações auditivas (ouve vozes que não existem na realidade) e visuais (vê imagens que não existem na realidade), embora alucinações sejam incomuns. O afeto tende a ser inexpressivo.

Transtorno esquizoafetivo
Manifesta-se pela ocorrência de episódios de humor intercalados por episódios psicóticos sem sintomas de humor. É importante salientar que dentro dos episódios de humor, quando graves, podem também ocorrer sintomas psicóticos. Existem dois tipos principais: depressivo, onde os episódios de humor são sempre depressivos, e misto, onde ocorrem episódios depressivos, maníacos, hipomaníacos e mistos.

Transtornos psicóticos agudos
Têm frequentemente um início repentino, desenvolvendo-se em geral rapidamente no espaço de poucos dias e desaparecendo também em geral rapidamente, sem recidivas. Quando os sintomas persistem, o diagnóstico deve ser modificado para esquizofrenia ou transtorno delirante persistente.

Transtorno Bipolar
É uma doença mental em que o paciente alterna estados de euforia e depressão, além de fases de "normalidade" intercaladas. A pessoa pode apresentar alguns sintomas de euforia e de depressão ao mesmo tempo, que são os estados mistos. A causa exata é desconhecida, mas os cientistas acreditam que esteja ligada à genética.

Fonte Zero Hora

Ligar para empregado na hora de descanso terá custo

Uso do celular fora do horário de serviço é confirmado como hora extra pelo TST

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou nesta sexta-feira uma mudança que concede ao empregado que estiver à disposição do patrão em sua hora de descanso, por meio de celulares, pagers ou bips, aguardando a qualquer momento um chamado para o serviço durante seu período de descanso, direito ao adicional de sobreaviso, correspondente a um terço do valor da hora normal.

A revisão, segundo informou a assessoria do tribunal em nota, foi o resultado das discussões da 2ª Semana do TST. "O TST realizou, ao longo desta semana, uma detida reflexão sobre sua jurisprudência visando o aperfeiçoamento da instituição", disse o presidente do tribunal, ministro João Oreste Dalazen.

O tema ganhou repercussão com a aprovação da Lei 12.551, sancionada em dezembro de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, que modificou o artigo 6º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A nova redação acrescenta ao artigo 6º o seguinte texto: "Parágrafo único: os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio."

Fonte Zero Hora