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quarta-feira, 21 de março de 2018

Mitos e Verdades sobre a Febre Amarela

CApaEm época de campanha que incentiva a vacinação contra febre amarela, o Ministério da Saúde traz mais informações para combater boatos a respeito da doença

A vacinação contra a febre amarela é a medida mais eficaz para evitar a doença. Por isso, o Ministério da Saúde vai ampliar a recomendação da vacina febre amarela para todo o território brasileiro neste ano. A medida é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção da população para a doença em caso de uma futura circulação do vírus.

Atualmente, alguns estados e municípios do Nordeste e parte do Sul e Sudeste não fazem parte das áreas de recomendação de vacina. Devem ser vacinadas, aproximadamente, 80 milhões de pessoas em todo o país, sendo 11,3 milhões no Sul, 40,9 milhões no Sudeste e 27,7 milhões no Nordeste. O quantitativo corresponde à estimativa atual de pessoas não vacinadas no país.

A estratégia de vacinação em todo o país será feita de forma gradativa, de acordo com as possibilidades de produção e distribuição da vacina. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia são os primeiros a implantarem a vacinação na rotina dos seus municípios, entre os meses de março a junho. Apenas esses três estados continuarão vacinando a população com a dose fracionada, seguindo a Campanha de Fracionamento da Vacina de Febre Amarela deste ano. Em seguida, em julho, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul adotarão a vacina padrão em todos os municípios. Piauí começa a vacinação da dose padrão em agosto, Paraíba e Pernambuco em outubro e, por último, em novembro, é a vez do Ceará e Rio Grande do Norte.

Confira aqui os Mitos e Verdades:

•A vacina de febre amarela mata
Não! A vacina é eficaz e segura. A vacinação não é indicada apenas para pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; crianças menores de seis meses; pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.

•A dose fracionada não protege
De acordo com o Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) a vacinação com dose fracionada apresenta a mesma eficácia que a dose única padrão. A proteção é de, pelo menos, oito anos. O fracionamento é recomendado pela OMS somente quando há aumento de morte de macacos e de casos da febre amarela silvestre com risco de expansão da doença em cidades com alto índice populacional e quantitativo insuficiente de doses da vacinas .

•A imunização em massa põe em risco a sociedade
Não. Na verdade, o que ocorre é o contrário. Indivíduos que recebem vacinas fazem com que haja uma diminuição da circulação do agente infeccioso na comunidade. Ao reduzir o número de doentes, diminui a chance de transmissão de seus agentes causadores, beneficiando, portanto, indiretamente, toda uma comunidade, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacinação.

•Macacos transmitem a febre amarela

Os macacos não são responsáveis pela transmissão, muito pelo contrário: esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção. A doença é transmitida por mosquitos.

•O vírus da febre amarela sofreu mutações e por isso a vacina não funciona
Não é verdade. Um estudo realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) para acompanhar possíveis mudanças genéticas no vírus da febre amarela realmente identificou mutações no vírus, resultado publicado em 2017. Porém, não há qualquer impacto destas mutações para a eficácia da vacina.

•Existe alguma conspiração do governo para as pessoas se vacinarem?
É verdade que o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e agora quer se livrar dele? Isso é apenas um boato sem qualquer fundamento. Não há nenhuma conspiração nesse sentido e nem houve aquisição de grande quantidade de vacina que precise ser utilizada. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e é certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

•É verdade que estão morrendo mais pessoas em decorrência da vacina do que propriamente de febre amarela?
Não é verdade. Os riscos por não tomar a vacina são maiores, já que a pessoa fica sem uma das principais formas de prevenção contra a doença.

•A vacina possui mercúrio em sua fórmula?
Não, a vacina contra febre amarela não possui mercúrio em sua formulação, e nenhum outro metal. Conforme descrito na bula, a vacina contra a febre amarela produzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz contém excipientes como a sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.


Luíza Tiné, para Blog da Saúde com informações da Fiocruz 

Saiba quais doenças representam um risco global, segundo a OMS

Entidade divulga lista com oito doenças, incluindo a zika, que devem estar no centro das pesquisas para o desenvolvimento de tratamentos e vacinas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na quarta-feira, 14, a lista de doenças que devem estar no centro das pesquisas devido ao alto risco de causarem emergências de saúde pública e ausência de medidas suficientes para contê-las. O relatório faz parte de uma revisão periódica da organização. No trabalho, são identificadas doenças que necessitam de esforços de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para a produção de tratamentos e vacinas com o objetivo de ajudar a controlar possíveis surtos. Entretanto, o trabalho não indica as causas mais prováveis de uma próxima epidemia. A primeira lista com doenças prioritárias para P&D foi lançada em dezembro de 2015. Desde então, ela foi revistada em janeiro de 2017 e entre 6 e 7 de fevereiro de 2018.

Doença X
A doença X tem esse nome porque trata-se apenas de uma hipótese e está na lista para alertar os cientistas sobre a necessidade de estarem preparados para enfrentar o desconhecido. De acordo com a OMS, ela “representa a consciência de que um agente patógeno atualmente desconhecido pode causar uma epidemia internacional grave”. “A experiência nos ensinou que seremos atingidos por algo que não previmos”, disse o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, relembrando que isso foi o que ocorreu com os vírus zika e ebola.

Febre hemorrágica da Crimeia-Congo
O vírus causador desta doença provoca surtos graves de febre hemorrágica, com uma taxa de mortalidade de até 40% dos infectados. É uma enfermidade endêmica na África, na zona europeia dos Balcãs, no Oriente Médio e da Ásia. Os principais vetores de transmissão ao ser humano são os carrapatos e o gado. Entre humanos, o contágio é possível pelo contato com sangue e outros líquidos corporais dos infectados. Não há vacina para pessoas ou animais, segundo informações da BBC

Vírus ebola
A doença causada pelo ebola é grave e, frequentemente, mortal. Ela já gerou diversos alertas sanitários globais – sua taxa de mortalidade gira em torno de 50%.Os primeiros surtos foram registrados em vilarejos remotos da selva da África Central e Ocidental. O tratamento precoce, combatendo a desidratação do paciente, e dos sintomas têm aumentado o número de sobreviventes, mas ela ainda é vista como grave ameaça, segundo a BBC. A higiene e a segurança na forma de enterrar os mortos é a melhor maneira de prevenir contágios em massa, como os que produziram o surto de 2014-2016.

Vírus de Marburg
Gera uma doença grave e, com frequência, mortal. Uma espécie de morcego atua como hospedeiro e o transmite para as pessoas, que podem se contagiar entre si. Os infectados desenvolvem uma febre hemorrágica grave, que tem uma taxa de mortalidade de 50%. Muitos dos sintomas são indistinguíveis do ebola. A doença de Marburg deve seu nome à cidade alemã de mesmo nome, onde foi registrado o primeiro surto, em 1967, causado por macacos vindos de Uganda. O vírus é endêmico da África Equatorial, e os surtos mais recentes surgiram neste continente.

Febre de Lassa
Essa doença hemorrágica aguda da África Ocidental é causada por um vírus transmitido pelo contato com alimentos ou utensílios contaminados ou pelo excremento de roedores. A taxa de mortalidade varia entre 1% e 15%, mas ainda não existe vacina para a febre de Lassa, e, neste mês, foi dado um alerta de que ela está se espalhando rapidamente na Nigéria e já ameaça outros países.

Síndrome respiratória por coronavírus do Oriente Médio
O vírus que provoca o mal foi detectado pela primeira vez em 2012, na Arábia Saudita. É uma doença respiratória cujos sintomas são tosse, febre e dificuldade para respirar. É geralmente acompanhada por uma pneumonia. Ocasionalmente, também ocorrem ao mesmo tempo problemas gastrointestinais, como diarreia. Segundo os dados da OMS, cerca de 35% dos pacientes não resistem à doença.

Síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês)
É uma forma de pneumonia provocada por um vírus identificado pela primeira vez em 2003. Os pacientes têm problemas respiratórios agudos e, nos piores casos, morrem. O surto inicial ocorreu em 2002, em Cantão, na China, a partir de onde se espalhou para outros países asiáticos e para Toronto, no Canadá. Pouco depois, entrou em remissão, mas a OMS considera ainda haver perigo.

Febre do Vale Rift
Essa doença tem mais incidência entre animais do que entre pessoas. Os seres humanos são infectados pelo contato com sangue e órgãos de animais. Às vezes, também por picadas de mosquitos. Não há contágio frequente entre humanos. A maioria dos casos são leves, mas alguns pacientes desenvolvem uma variante mais grave que surge associada a problemas oculares, meningoencefalite ou febre hemorrágica. Segundo a OMS, o vírus foi identificado pela primeira vez em 1931 no Vale Rift, no Quênia, na África, e, “desde então, foram registrados vários surtos na África Subsaariana”. Mas, com o comércio de gado infectado, a doença já chegou a países como Somália, Egito, Arábia Saudita e Iêmen, causando preocupação “por sua possível propagação para outras zonas da Ásia e da Europa”.

Zika
A doença é causada por um vírus transmitido principalmente pelos mosquitos do gênero Aedes aegypti. Os pacientes têm sintomas como febre moderada, conjuntivite, dores musculares e articulares. Também podem ter dor de cabeça. Sabe-se que existe uma relação causal entre o zika e a microcefalia congênita de muitas crianças que foram expostas ao vírus ainda em sua gestação. E, em certos casos, isso é acompanhado por problemas neurológicos. O zika continua a ter uma especial incidência na América Latina, sobretudo no Brasil.

Infecção pelo vírus Nipah e doenças relacionadas aos henipavírus
O vírus Nipah é um vírus transmitido por morcegos que apareceu pela primeira vez em 1998, em Kampung Sungai Nipah (Malásia). Nessa ocasião, os suínos foram os hospedeiros intermediários. Em 2004, o vírus Nipah infectou várias pessoas após terem tomado suco fresco de tâmaras, contaminadas por morcegos frutívoros.

O índice de letalidade do patógeno é alto: em cada 100 infectados, de 40 a 79 morrem. A infecção pelo vírus Nipah pode provocar desde síndromes respiratórias agudas até encefalites mortais. Atualmente, ainda não existe uma vacina de prevenção ou cura, somente um tratamento primário.

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