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sábado, 31 de janeiro de 2015

Quem usa, recomenda: econômico, seguro e ecológico, coletor menstrual ganha adeptas no Brasil

Reprodução: O preço do coletor menstrual varia entre
R$ 80 e R$150 de acordo com a marca
Em formato de cálice, o coletor é feito de silicone totalmente maleável e tem duração de 10 anos
 
Imagine que durante dez anos você não precise comprar absorventes. Some-se a isso, a contribuição para o meio ambiente: durante a vida fértil, uma mulher usa entre 10 e 15 mil absorventes. Como não são biodegradáveis, demoram em média cem anos para se decompor na natureza. Acrescente ainda um risco menor de alergias e a praticidade de passar 12 horas sem lembrar que existe menstruação. Apesar de não ser uma novidade, só agora o coletor menstrual tem ganhado mais adesão entre as brasileiras.

O objeto nada mais é que um copo de silicone totalmente maleável que é inserido dobrado e se abre dentro na vagina. À primeira vista, pode parecer grande, mas quem usa garante que é confortável e que se adapta bem ao corpo. “O absorvente interno é colocado bem acima de onde o coletor menstrual fica. Ele precisa ser empurrado muito mais para o alto e ainda temos que aguentar a cordinha pendurada. Já o coletor, fica logo ali na entrada da vagina, é super fácil de colocar, pois existem dobras que ajudam a inseri-lo. Como é feito de silicone medicinal, é mole, então tudo fica mais simples e fácil”, afirma a professora de língua portuguesa, Bianca Ferreira, 21 anos.

 
Uma dica para as iniciantes é passar o dedo em volta do copo de silicone para garantir que ele esteja em contato com toda a parede da vagina. “Assim não acontecerá vazamentos e ficará confortável. Na prática, tudo fica mais fácil depois que a gente pega o jeito. Normalmente, demora de dois a três ciclos para se adaptar bem com o coletor”, diz a professora que uso o copo há um ano. Bianca aponta ainda como vantagem o fim das assaduras e das alergias. “Você pode ir para a praia, piscina, fazer esporte, atividade física sem se preocupar”, garante.
 
A produtora audiovisual, Amanda Tristão Parra, de 29 anos, usa o coletor menstrual desde 2013. Ela reforça que, nos primeiros meses, o traquejo de dobrar e colocar é mais delicado. “No início, eu colocava muito no fundo e é o contrário, mas depois que a gente pega o jeito, faz até no escuro”, diz. O interesse pelo produto surgiu quando uma amiga estrangeira, “de estilo de vida bem saudável”, contou que usava. “Achei interessante ecologicamente, tinha aflição de pensar no impacto dos absorventes descartáveis para o meio ambiente”, conta.

Para as mulheres que já fazem uso do absorvente interno, Amanda acredita que a adaptação ao copo de silicone é mais fácil. “Eu sempre preferi o externo, achava o interno incômodo de colocar, não gostava da sensação e não me sentia segura porque vazava muito. Colocar o coletor é mais simples”, diz.

No Brasil, o preço do coletor menstrual varia entre R$ 80 e R$ 150 e a maneira mais simples de comprá-lo é pela internet. As marcas geralmente oferecem dois modelos e a indicação leva em conta a idade da mulher, se ela já teve filhos ou não e o tipo de parto – normal ou cesariana.

 
Antes do coletor menstrual, Bianca era adepta do absorvente externo. Para ela, o absorvente faz com que o fluxo menstrual pareça mais intenso. “É ótimo saber quanto estamos eliminando. É tudo um grande aprendizado. Com o uso do coletor, descobrimos que nosso sangue não tem cheiro nenhum, o sangue que fica no absorvente só tem aquele odor característico porque já entrou em contato com o oxigênio”, diz.

A professora passa 12 horas com o copo e, se precisa trocar na rua, usa uma garrafinha com água para limpá-lo e colocá-lo novamente “depois de lavar muito bem as mãos”. Outra dica de Bianca é sobre a haste do coletor: “cortei a minha porque sentia uma pontinha me cutucando e aperto a base para ele sair”, detalha.  


Tabu para as brasileiras
O coletor menstrual é desconhecido de grande parte das brasileiras e até de especialistas. Amanda Tristão Parra conta, por exemplo, que em uma consulta com uma ginecologista mencionou que fazia uso do coletor menstrual e a médica nem sabia do que se tratava. Bianca Ferreira tem a mesma impressão: “a maioria nunca nem ouviu falar”.

Até a adesão ao absorvente interno no Brasil é pequena em comparação com Europa e Estados Unidos, por exemplo. Por aqui, a preferência ainda é o externo. Uma das razões conhecidas é o fato de a mulher brasileira não gostar de tocar sua genitália mesmo quando o motivo é médico como aplicar um remédio contra a candidíase. “Além das questões culturais, outros fatores também influenciam neste quesito. A educação tradicional de um grande extrato da população brasileira corrobora para a falta de autoconhecimento da mulher brasileira no que se refere a sua genitália e, em muitas situações, o nível socioeconômico também limita o acesso a diversos produtos de higiene íntima”, afirma a médica ginecologista do Ambulatório de Infecções Genitais do CAISM/Unicamp, Joziani Beghini

Para Bianca Ferreira, é importante falar sobre esse toque. “Aprendemos desde cedo o errado, que só os homens podem ter prazer, que nossa vagina é só um caminho para procriar e nada além disso. Só que precisamos conhecer nosso corpo, nos tocar, saber como funcionamos”, defende.

SegurançaJoziani Beghini afirma que o coletor menstrual é uma opção segura desde que as instruções do manual de utilização e higienização do produto sejam seguidas corretamente. Ela explica, por exemplo, que o copo não deve ser utilizado para coletar o sangramento que permanece por alguns dias após o parto e é chamado tecnicamente de loquiação. “Ele deve ser utilizado apenas para coletar o sangue menstrual e não para conter corrimentos ou outras secreções vaginais”, ressalta. A especialista lembra ainda que mulheres com qualquer sintoma de infecção vaginal devem procurar um ginecologista para tratá-la antes de começar a usar o copo.

Higienização
O coletor menstrual deve ser esvaziado conforme a necessidade de cada mulher, mas Beghini defende que não se deveria permanecer com ele na vagina por um prazo superior a 8 horas, já que aumenta o risco de maior proliferação bacteriana local. “Sempre que esvaziá-lo, lave-o com água e sabão neutro, outros produtos podem danificar o silicone. Enxágue bem para retirar resíduos químicos do sabão que podem causar irritação vaginal”, explica.

Ao final de cada ciclo, a especialista recomenda fervê-lo por cinco minutos em um recipiente específico: “Seque bem e armazene-o na embalagem própria do produto. Fique atenta para informações específicas do manual do fabricante e é interessante higienizá-lo novamente antes de iniciar seu uso no ciclo seguinte”.

Candidíase
A relação entre o uso do coletor menstrual e a diminuição da reincidência de candidíase ainda não está comprovada na literatura científica. “O que se sabe é que a maior umidade da vulva durante a menstruação é um fator de risco para candidíase recorrente pois facilita a proliferação do fungo e surgimento dos sintomas”, salienta Joziani.

A especialista diz que já foi evidenciado que o uso dos absorventes externos e o menor número de trocas estão associados ao aumento das recorrências da doença na população geral. Segundo ela, faz sentido pensar que a utilização de absorventes internos ou coletores menstruais evitaria o excesso de umidade vulvar em decorrência da menstruação e do abafamento causado pelos absorventes externos, o que diminuiria as crises. “Segundo relatos de fabricantes, diversas mulheres relataram a diminuição nas crises de candidíase ao usar o coletor menstrual. Por outro lado, sabe-se também que o próprio sangramento menstrual coletado pode promover alterações na microflora vaginal aumentando a predisposição a infecções bacterianas e fúngicas neste período”, pontua.

 
Para ela, como as evidências científicas são escassas e ainda não são claras, existe a necessidade de estudos mais detalhados e com um melhor nível de evidência para analisar adequadamente a correlação entre o uso do coletor e a diminuição dos episódios da doença.

Alergias
Em relação às alergias, o coletor menstrual tem o benefício de ser feito de silicone, um material inerte e pouco alergênico. Já os absorventes externos têm a desvantagem de irritarem a pele devido ao aumento da umidade local. Em relação aos absorventes internos, a médica diz que a qualidade dos produtos têm mudado no decorrer dos anos na tentativa de diminuir as manifestações alérgicas.

Infecções
Joziani cita um estudo de 1962 que analisou cultura de bactérias obtidas a partir de coletores, absorventes internos e externos previamente utilizados por mulheres no período menstrual. “A contagem de bactérias encontrada nos coletores foi menor do que nos absorventes e o resultado pode sugerir um risco menor de infecção no caso dos coletores”, afirma.

No entanto, segundo ela, o simples fato de haver um número maior de bactérias nos absorventes não implica necessariamente uma infecção vaginal. “É claro que a mudança na flora vaginal normal pode predispor o desenvolvimento de infecções, porém, para que exista uma infecção propriamente dita é necessário que o sistema de defesa do indivíduo falhe e permita a proliferação exagerada do agente o que, em geral, causa os sintomas genitais”.

Cólicas
O uso do coletor menstrual não diminuiu as cólicas. A ginecologista afirma que cólicas menstruais acontecem pela contração do útero para eliminar o sangue menstrual e também pela passagem de grandes coágulos de sangue através do colo do útero. “A mulher também pode apresentar cólicas menstruais em decorrência de determinadas doenças como endometriose, adenomiose, miomatose”, salienta.

Joziani reforça: “Quando utilizado, o coletor menstrual fica localizado na vagina para coletar o sangue que já saiu de dentro do útero. Portanto, não modifica a dor da cólica”.

Sobre o hímen
A médica diz que o coletor menstrual pode romper o hímen, no caso de mulheres virgens. “Essa ruptura acontece com maior ou menor facilidade a depender das características anatômicas desta membrana (formato e elasticidade) e do autoconhecimento da mulher ao manipular o coletor através do hímen”, esclarece.

Para ela, se o conceito de ‘virgindade’ da mulher envolver a manutenção da membrana himenal intacta, o uso de coletores menstruais não estaria indicado. “Mas isso não é uma regra, entendemos que o conceito de ‘virgindade’ é diferente para cada mulher. Para as mulheres virgens que manifestarem desejo de usar o coletor, elas podem buscar orientações com um especialista”, sugere.
 
Saúde Plena

Anvisa suspende distribuição e comercialização de medicamento anticonvulsivante

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu ontem (30), em todo território nacional, a distribuição, comercialização e uso do medicamento Carbamazepina 20 mg/ml. Publicada no Diário Oficial da União, a medida é referente ao lote 1081/132, com validade até setembro deste ano
 
A carbamazepina é um medicamento anticonvulsivante, indicado para diversas doenças, como epilepsia, transtorno bipolar e abstinência alcoólica, entre outras.
 
De acordo com a Anvisa, o recolhimento do medicamento ocorreu em razão de um laudo de análise fiscal emitido pelo Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Sul. A análise obteve resultado insatisfatório, por apresentar sedimento de cor branca que não se dispersa, mesmo sob forte agitação.
 
A agência explicou que o medicamento é uma suspensão oral. Nesse tipo de medicamento, o pó deve ser ressuspenso no liquido após agitação, formando uma suspensão homogênea antes da administração. No medicamento analisado, mesmo após forte agitação, o pó não ressuspendia, permanecendo no fundo do frasco.
 
A Anvisa determinou, ainda, que a empresa recolha o estoque encontrado no mercado. O medicamento é fabricado por Hipolabor Farmacêutica Ltda. A empresa será autuada por disponibilizar no mercado produto com desvio de qualidade.

Agência Brasil

Pílula e cigarro, combinação perigosa para mulheres

Segundo o Inca, mulheres que fumam e tomam pílula, têm dez vezes mais chance de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as que não fumam e utilizam o medicamento
 
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o cigarro é responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos, mas para aquelas que fumam e tomam pílula, os riscos de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar é dez vezes maior em relação as que não fumam e utilizam a pílula para o controle da natalidade.
 
“O cigarro é fator agravante para o risco de doenças arteriais, como infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) e existem estudos de que mulheres acima dos 35 anos que fumam e tomam pílula têm mais risco de AVC do que as que somente fumam, e é por isso que a recomendação da OMS é a de que não se prescreva anticoncepcionais com estrogênio”, explicou ao EfeSaúde o médico Rogério Bonassi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.
 
O especialista diz que mulheres fumantes nessa faixa etária podem tomar pílulas que tenham o componente estrogênio, responsáveis pelo processo de vasoconstrição, ou seja, contração de vasos sanguíneos.
 
Em oposição ao que se pensa, o cigarro não tem relação direta com doenças venosas, é o que explica o médico Pedro Komlós, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
 
“O cigarro, que é maléfico para outras tantas coisas, é um vasoconstritor. Por outro lado, a trombose venosa depende da coagulação do sangue dentro de uma veia e também da existência de pré-disposição (à doença) e existem pessoas que nascem com deficiência de um ou mais fatores de coagulação” esclarece Komlós.
 
Bonassi também concorda: “realmente o cigarro não é o fator mais importante para ter trombose venosa”, além de apontar outros riscos para o cigarro se aliado à pílula.
 
Combinação perigosa
De acordo com ele, a interação com o hormônio etinilestradiol, estrogênio bioativo utilizado por via oral na pílula, é um hormônio que diminui o calibre das artérias e ativa algumas substâncias do fígado que vão reter líquido, “o que dá boas chances para o infarto, fora isso tem a atuação sobre o fator de coagulação também.
 
Apesar dos riscos para fumantes, o anticoncepcional é “extremamente necessário na vida moderna”, ressalta Komlós, que considera este método como “a grande proteção da mulher para uma gravidez indesejada” e não deve ser transformado em “vilão”.
 
Para o médico, quem deve dar a opinião final para as pacientes é um especialista, quando surgir dúvida e necessidade, analisando as informações “caso a caso”.
 
“Eu não relacionaria o cigarro como um dos fatores mais importantes da geração de trombose venosa. Acho que não é um fator, hoje, a ser considerado”, disse Komlós.
 
Mito ou verdade?
 
Ex-fumantes não podem usar anticoncepcionais
Mito. Para ter problemas, quem toma a pílula tem que ser uma fumante atual, ao parar de fumar, o uso de anticoncepcionais não apresenta risco.
 
Emendar uma cartela de anticoncepcional com outra é perigoso
Mito. Contanto que sejam respeitadas as contraindicações, a paciente pode emendar uma cartela na outra sem problema.
 
Anticoncepcionais são responsáveis pelo surgimento de varizes
Depende. Os anticoncepcionais modernos contém uma mínima dose de hormônios, e eles não estão mais envolvidos na geração de varizes, mas podem contribuir em casos de predisposição.
 
EFE Saúde

Novo medicamento para tratar psoríase em placas é aprovado pela FDA

O Cosentyx (secukinumabe) foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, para o tratamento de adultos com psoríase em placas moderada a grave
 
A psoríase é uma doença auto-imune, crônica e não contagiosa. A psoríase em placas é uma forma comum da doença e apresenta placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas.
 
Essas placas coçam e algumas vezes doem, podendo atingir todas as partes do corpo, inclusive as regiões genitais e a mucosa da boca. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.
 
A substância ativa do Cosentyx é o secukinumabe
Secukinumabe é um anticorpo que se liga a uma proteína que está envolvida na inflamação, a interleucina 17 A (IL-17A). Ao ligar-se à IL-17A, o secukinumabe a impede de se ligar ao seu receptor e inibe a sua capacidade para desencadear resposta inflamatória, que desempenha um papel importante no desenvolvimento das placas de psoríase.
 
O Cosentyx é administrado por uma injeção sob a pele. Ele é destinado a pacientes que são candidatos à terapia sistêmica (tratamento com substâncias que agem através da corrente sanguínea depois de serem tomadas por via oral ou injetável), fototerapia (tratamento com luz ultravioleta) ou uma combinação de ambos.
 
A segurança e eficácia do Cosentyx foram estabelecidas em quatro ensaios clínicos com um total de 2.403 participantes com psoríase em placas que eram candidatos à fototerapia ou à terapia sistêmica.

Os participantes foram aleatoriamente designados para receber Cosentyx ou placebo. Cosentyx mostrou maior resposta clínica do que o placebo , deixando a pele limpa ou quase clara, como avaliado pela pontuação da dimensão, natureza e gravidade das alterações psoriáticas da pele.
 
Cosentyx está sendo aprovado com um alerta para informar aos pacientes que, por ser um medicamento que afeta o sistema imunológico, os pacientes podem apresentar maior risco de contrair uma infecção. Reações alérgicas graves foram relatadas com o uso de Cosentyx.

Devem ser tomadas precauções quando se considera o uso desta nova medicação em pacientes com infecção crônica ou história de infecção recorrente e em pacientes com doença de Crohn ativa. Os efeitos colaterais mais comuns incluem diarreia e infecções respiratórias superiores.
 
Cosentyx é comercializado pela Novartis Pharmaceuticals Corporation, em East Hanover, New Jersey.
 

O que dizem as tarjas dos medicamentos?

Para imediata compreensão do perigo para a saúde do paciente e do grau de necessidade da prescrição médica, os medicamentos são distinguidos com uma linguagem de tarjas impressas em suas embalagens
 
Para esta classificação, foi adotado o critério de tarjas (faixas):

- Não tarjados (ou OTC)

- Tarja vermelha

- Tarja preta

- Tarja amarela

Não tarjados (OTC - over the counter ou de venda livre)
A ausência de tarja não é um indicador de que o medicamento possa ser usado sem contra-indicação, mas apenas que pode ser vendido sem a apresentação da receita médica, assim, o consumidor deve manter os mesmos cuidados recomendados para os demais medicamentos com tarja. Tais medicamentos dispensados sem a prescrição médica são utilizados para o tratamento de sintomas ou males menores como resfriados, azia, má digestão, hemorróidas, varizes, dor de dente, pé de atleta e etc.
 
A instância sanitária reguladora federal considera que as características de toxicidade destes medicamentos apontam para inocuidade ou são significativamente pequenas. Sua utilização deve ser feita dentro de um conceito de automedicação responsável.

Tarja vermelha
Na tarja vermelha está impresso "venda sob prescrição médica" ou "venda sob prescrição médica - só pode ser vendido com retenção de receita". Estes medicamentos têm contraindicações e podem causar efeitos colaterais graves.
 
Aqueles medicamentos em que na tarja vermelha está escrito "só pode ser vendido com retenção da receita" são os medicamentos controlados ou psicotrópicos e só devem ser vendidos com retenção de receituário especial de cor branca.

Tarja preta
São os medicamentos de alto risco para o paciente e que exercem ação sedativa ou que ativam o sistema nervoso central. Também fazem parte dos chamados controlados ou psicotrópicos. Na tarja vem impresso "venda sob prescrição médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência". Só podem ser vendidos com receituário especial de cor azul.
 
As receitas destes tipos de medicamento ficam retidas no estabelecimento distribuidor do medicamento e são recolhidas, periodicamente, pelos serviços públicos de saúde1.

Tarja amarela
Esta tarja deve constar na embalagem dos medicamentos genéricos e deve conter a inscrição G e Medicamento Genérico escritos em azul.
 


Fonte: Legislação para Consumidores Brasileiros

Equipe Médica Centralx
 

Protetor solar para beber

Proteção da pele já pode ser feita com protetor solar para beber
 
Mistura de 2 ml do produto a 60 ml de água para obter o mesmo efeito que um creme fator 30 espalhado pelo corpo; versão protetora e bronzeadora estão a venda nos EUA por US$ 30
 
Todo mundo sabe que proteger a pele é importante. Mas tem sempre um momento de descuido ou mesmo reclamações. Algumas pessoas não gostam do cheiro ou da textura, outras acham que não protege o corpo todo porque esquecem de passar em algumas partes. Para acabar com isso, agora existe um protetor solar para ser bebido.
 
A Osmosis Skin Care criou o Harmonized H2O, que é um protetor solar que pode ser adicionado a um copo de água e bebido. Basta misturar 2 ml do produto a 60 ml de água para obter o mesmo efeito que um creme fator 30 espalhado pelo corpo.
 
Para que a proteção seja contínua é necessário que o líquido seja ingerido de quatro em quatro horas, assim como os protetores convencionais precisam ser reaplicados.
 
O produto está disponível na versão bronzeadora e protetora e já está sendo vendido nos Estados Unidos pelo preço de US$ 30.

O Tempo

No RS ações de fiscalização detectam irregularidades em farmácias e drogarias da Capital e do norte do Estado

Ações de fiscalização detectam irregularidades em farmácias e drogarias da Capital e do norte do Estado
Reprodução
Operações conjuntas envolvendo CRF-RS e Vigilância Sanitária verificaram comercialização imprópria de produtos, medicamentos sendo manipulados em escritório, entre outras ilegalidades

Na última terça-feira (27), o Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS) realizou ação de fiscalização conjunta em drogaria da região de Passo Fundo, no norte do Estado.
 
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária municipal e estadual e detectou diversas irregularidades sanitárias no estabelecimento, como fracionamento de medicamentos; comercialização de produtos alheios (óculos, alimentos, bijuterias); presença de medicamentos manipulados de outros estabelecimentos e ausência de vínculo com o SNGPC, considerando que a empresa comercializava antimicrobianos que têm retenção de receitas. O estabelecimento não possuía diretor técnico há mais de 30 dias e foi autuado.
 
Ainda nesta semana, duas outras ações de fiscalização também encontraram irregularidades sanitárias em farmácia e drogaria de Porto Alegre. No primeiro local foi constatada produção de medicamentos em larga escala e sem rastreabilidade de receituários, sendo verificada a existência de mais de 130.000 cápsulas prontas, além do uso de matérias-primas vencidas.
 
Já na drogaria foi detectada manipulação de medicamentos em escritório, clandestinamente. Ambos os estabelecimentos possuem farmacêutico responsável, cabendo ao CRF-RS tomar as providências cabíveis relacionadas à ética profissional.
 
Fonte: CRF/RS