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sábado, 24 de outubro de 2015

Sociedade Americana do Câncer recomenda que mulheres façam menos mamografias

Sociedade Americana do Câncer recomenda que mulheres façam menos mamografiasAs novas diretrizes foram divulgadas hoje na revista médica “Journal of American Medical Association”, com objetivo de atualizar o guia divulgado pela entidade em 2003, que sugeria que as mulheres fizessem o exame aos 20 e 30 anos, estabelecendo uma frequência anual a partir dos 40
 
A Sociedade Americana do Câncer, uma das organizações mais respeitadas nos Estados Unidos na luta contra o câncer de mama, recomendou nesta terça-feira (20) que as mulheres comecem a realizar mamografias mais tarde, aos 45 anos em vez de 40, e com menos frequência do que havia indicado anteriormente.
 
Agora, a Sociedade Americana do Câncer diz que a primeira mamografia deve ser realizada aos 45 anos. Os exames também devem ser repetidos anualmente até os 54. Depois, a frequência sobe para cada dois anos, desde que as mulheres estejam saudáveis e tenham uma expectativa de vida superior a 10 anos.
 
Em uma coluna de opinião do “Journal of American Medical Association”, Nancy L. Keating e Lydia E. Pace, ambas do hospital Bringham and Women’s de Boston, destacaram que algumas recomendações podem ser “surpreendentes” para pacientes que superaram o câncer de mama, assim como para servidores de saúde que tratam a doença.
 
A nova idade para o início das mamografias anuais, 45 em vez de 40 anos, tem apoio de outros atores na luta contra câncer, como o grupo de especialistas independentes da Força de Serviços Preventivos dos EUA, que recomenda exames bienais para mulheres entre 50 e 74 anos.
 
Em seu novo guia, a Sociedade Americana do Câncer desaconselha mulheres que não apresentem nenhum sinal de anormalidade em seus seios a realizar exames clínicos, no qual médicos e enfermeiros tentam identificar nódulos no local.
 
A mudança foi tomada após novas descobertas sobre benefícios e prejuízos das mamografias, entre as quais a Sociedade Americana do Câncer destaca o perigo dos falsos-positivos às mulheres que se submetem ao exame precocemente.
 
EFE Saúde

Três hospitais gaúchos recebem prêmio máximo por estrutura de banco de leite materno

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Instituições são categoria Ouro no Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, mas estoques ainda dependem de doações
 
Tão ou mais aguardada que o nascimento, a hora de amamentar é um dos momentos que mais causam ansiedade e alegria nas novas mães. Mas não são todas as mulheres que conseguem dar de mamar para seus filhos, e os motivos são os mais variados. Por isso, há mais de 70 anos, foi criado o primeiro Banco de Leite Humano (BLH) no país.
 
Hoje, com mais de 200 unidades espalhadas por todos os Estados, o Brasil é considerado o país com a maior rede de bancos de leite do mundo. E, em termos de qualidade, o Rio Grande do Sul tem se destacado.
 
No último mês, os bancos de leite do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), em Porto Alegre, além do Hospital de Caridade de Ijuí, no Noroeste, foram contemplados com o certificado de excelência Categoria Ouro, que é concedido anualmente pelo Programa Ibero- americano de Bancos de Leite Humano e desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Todos cumpriram os critérios referentes a instalações, equipe e, principalmente, produto final. Como resultado, garantem que o leite materno chegue principalmente aos bebês internados nas UTIs neonatais das instituições, ajudando na plena recuperação dos recém-nascidos.
 
Dos nove bancos de leite que existem no Estado, outros dois também receberam a distinção, na categoria Bronze: Hospital Fêmina, da Capital, e Santa Casa de Bagé, na Campanha.
 
Doadoras também são beneficiadas
Mas se as instalações são top de linha, os estoques ainda são insuficientes para atender a demanda dos hospitais.
 
— Muitas mães não doam por simples falta de conhecimento, ou por achar que o procedimento é complexo e demorado. Na verdade, ele é bem simples, pode ser feito tanto em casa quanto no banco. Temos equipes que buscam o leite coletado na casa da pessoa — explica a nutricionista Daniela Ribeiro, do Banco de Leite da Santa Casa.
 
Qualquer mãe saudável que estiver amamentando e tiver leite excedente pode fazer a doação. Basta preencher um cadastro e estar disponível para as coletas. Conforme a técnica de enfermagem Marielen Mossoi Serafim, do Banco de Leite do Hospital Presidente Vargas, a importância da doação está nos benefícios que só são encontrados no leite materno, seja ele da própria mãe ou de um doador:
 
— O leite humano é importante, pois tem benefícios que nenhum leite artificial tem, como uma grande quantidade de fatores de proteção, que fortalecem o sistema imune e ajudam a diminuir o risco de doenças infecciosas e diarreias, além de atuar no desenvolvimento dos órgãos e do sistema cognitivo dos bebês.
 
As mães que produzem leite em excesso também são beneficiadas, pois, ao retirar o leite que permanece nas mamas, estão evitando complicações como a mastite — inflamação das glândulas das mamas causada pelo acúmulo da substância.
 
— E, para as mães que se preocupam em ficar sem leite para os filhos após fazer a doação, é preciso saber que, quanto mais leite ela retira da mama, mais está estimulando sua produção — explica Marielen. 
 
Contribuições espontâneas são menos frequentes
Desde que teve sua primeira filha, há um mês, a técnica administrativa Aline de Oliveira, 30 anos, retorna ao hospital Santa Casa, em Porto Alegre, pelo menos uma vez por semana. Com sorriso no rosto, percorre voluntariamente os mais de 30 quilômetros que separam sua casa da instituição com o objetivo de receber novas orientações sobre amamentação e de ajudar outras mães. Aline, que já no terceiro dia após o nascimento da filha Ana Clara viu que produzia mais leite do que a bebê conseguia consumir, é uma doadora.
 
No Banco de Leite da Santa Casa, Aline encontra o apoio e o estímulo para aliviar as mamas do excesso de líquido e colaborar com a alimentação de outros recém-nascidos:
 
– Recebi várias dicas da instituição sobre amamentação quando tive minha filha. Essas doações são uma forma de retribuir todo auxílio que recebi, além de ajudar outras crianças que estão internadas. É um procedimento bem simples, que todas mães que produzem leite em excesso deveriam fazer.
 
Daniela Ribeiro, nutricionista do banco, conta que todo leite coletado no local é distribuído entre os 42 leitos da UTI neonatal da instituição. Em sua maioria, as doadoras são mães dos recém-nascidos internadas na instituição. Apenas de 10 a 15 mães por mês fazem contribuições de forma espontânea.
 
— Dessa forma, conseguimos dar suporte a cerca de 70% das crianças internadas. As demais são alimentadas com preparações de leite artificial e que, consequentemente, não têm os mesmos nutrientes e fatores de proteção que o leite materno — afirma a nutricionista.
 
Além de ir até a instituição, Aline também conta com o serviço de coleta do leite em sua própria casa. Uma vez por semana, um serviço oferecido pelo hospital, que conta com o apoio dos Bombeiros e do Rotary Club, recolhe o leite diretamente na casa de mães que, como ela, decidiram ser doadoras.
 
— Esse serviço facilita muito nossa vida. Basta aprender direitinho como retirar o leite e armazenar, o que é supersimples. Todo esse excesso de leite que produzo seria jogado fora, então é muito bom que pode ser útil para outros bebês — resume a doadora.
 

Como ajudar outros bebês

Quem pode ser doadora de leite?

Qualquer mãe saudável, que tenha feito pré-natal, esteja amamentando e tenha excesso de leite.

Como ser uma doadora?

É preciso preencher um cadastro no banco de leite escolhido, que tenha informações sobre o pré-natal e outras condições. Se a mulher estiver apta, pode escolher fazer as coletas no próprio banco ou em casa.

Como é feita a coleta?

Pode ser feita no próprio banco de leite, manual ou mecanicamente, com uma esgotadeira. Se optar por fazer a coleta domiciliar, as mulheres podem ligar (veja os contatos abaixo) para os bancos e solicitar as orientações de retirada e armazenamento.

Quantas vezes por semana pode ser feita a doação?

Não há uma quantidade estipulada, pois depende do quanto de leite excedente a mãe produz. Caso a coleta seja feita em casa, a mãe pode manter o leite congelado por no máximo 10 dias antes de encaminhar para a instituição.

Como se dá o processo de cuidados com o leite doado?

Ele é analisado em laboratório e passa por pasteurização. É fornecido para os bebês internados só após esses processos.

Para onde vai o leite doado?

Para bebês internados nas UTIs neonatais, cujas mães não produzem leite suficiente ou não podem amamentá-los. A maioria deles é prematuro.

Onde doar?

• Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) : 
Avenida Independência, 661, esquina com a Rua Garibaldi
(51) 3289-3334
• Hospital Fêmina: 
Avenida Mostardeiro, 17, 8° andar
(51) 3314-5362 e 3314-5353
• Hospital de Clinicas de Porto Alegre: 
Rua Ramiro Barcelos, 2.350, 11° andar, ala norte
• Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre: 
Rua Annes Dias, 295, em frente à Praça Dom Feliciano
(51) 3214-8284
 
Zero Hora

Má destinação de lixo traz gastos adicionais ao sistema de saúde, diz estudo

Reprodução
Um estudo realizado pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos, por meio de uma parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana, analisou a produção de resíduos sólidos no Brasil, entre 2010 e 2014
 
Para falar sobre o assunto, o programa Revista Brasil entrevistou o diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza (Abrelpe), Carlos Silva Filho.
 
Ele explicou que o estudo internacional feito exclusivamente para a situação brasileira no Brasil trouxe os números e impactos que a destinação e a gestão inadequada de resíduos sólidos causam na saúde das pessoas e, consequentemente, os gastos adicionais ao sistema público de saúde.
 
“É realmente assustador. Percebemos que no Brasil são cerca de 75 milhões de pessoas, ou 1/3 da população, que sofrem com os males da gestão inadequada de resíduos sólidos. Infecções intestinais e estomacais, problemas cardíacos, problemas de irritação das vias aéreas e problemas de pele que não têm uma causa direta explicável são as doenças decorrentes do não tratamento dos resíduos sólidos”, esclarece Carlos.
 
O diretor-presidente da Abrelpe ressaltou que o problema afeta um grande contingente de pessoas, não somente aquelas que trabalham nos serviços de coleta e tratamento de lixo. Para ele, essa é ima percepção equivocada que a população tem.
 
“A destinação inadequada de resíduos contamina o solo, as águas, a flora e a fauna, e traz impacto a um grande número de pessoas que consomem produtos contaminados, ou a água contaminada, gerando uma série de doenças ao ser humano e gerando custos para os tratamentos de saúde”.
 
Carlos Silva explicou, ainda, que a população que mora a um raio de 30 quilômetros das áreas degradadas pode diretamente apresentar os efeitos negativos. Para ele, fechar definitivamente os famosos lixões presentes em todas as regiões do Brasil é uma das soluções. É a pior fonte de contaminação da população.
 
 
Agência Brasil

Mercado de planos de saúde tem queda acentuada em setembro, diz FenaSaúde

O número de beneficiários de planos de saúde vem diminuindo no país. Apenas no terceiro trimestre, entre julho e setembro deste ano, o segmento perdeu 236 mil beneficiários, uma queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior
 
Dados anualizados mostram a desaceleração do setor. Há um ano, em setembro de 2014, o setor apresentou crescimento de 2,75% em relação ao ano imediatamente anterior. Essa taxa veio caindo a cada trimestre e foi negativa em setembro deste ano (0,3%). É a primeira redução, em termos anuais, ao longo da série histórica.
 
Em setembro, o país contava 50,3 milhões de pessoas com plano de saúde, redução de 0,5% com relação ao trimestre anterior. Por outro lado, os planos exclusivamente odontológicos apresentaram alta de 5%, chegando a 21,9 milhões de beneficiários.
 
De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), a queda pode ser atribuída à atual conjuntura econômica do país. A desaceleração registrada nos planos médicos pode ser atribuída ao momento econômico do país, em especial à retração do mercado de trabalho e do rendimento real dos brasileiros, resultado de ajustes feitos por alguns segmentos empresarias.
 
A inclusão socioeconômica nos anos recentes – com incremento de setores produtivos – esteve entre os principais impulsionadores da Saúde Suplementar”, disse, em nota, a federação.
 
De 2013 para 2014, o setor de saúde suplementar cresceu 2,75%. Apesar de a FenaSaúde considerar a queda “acentuada”, de acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) a análise do período anual mostra estabilidade no setor.
 
“Avaliamos que, na comparação anual, que não sofre influência de efeitos sazonais como na análise trimestral, a queda de 0,3% representa uma quase estabilidade, o que demonstra a resiliência desse setor em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e até ao nível de emprego”.
 
Na avaliação do IESS, a queda mais acentuada no trimestre também não indica uma tendência, pois há expectativa de recuperação da atividade econômica para os próximos 12 meses. “No trimestre, a queda foi mais acentuada, confirmando o que já ocorria no trimestre anterior. Entretanto, não é possível afirmar que essa seja uma tendência, porque não é esperado que a atividade econômica mantenha a intensidade de queda registrada nos últimos 12 meses”.
 
Agência Brasil

Bactérias da mãe no parto normal podem prevenir distúrbios psicológicos no filho

Parto normal pode evitar problemas psicológicos
Parto normal pode evitar problemas psicológicos
Desenvolvimento do cérebro depende da flora bacteriana intestinal; estudo afirma que parto normal é melhor para a criança, já que ela terá mais contato com bactérias da mãe
 
O bem-estar psicológico é favorecido pela saúde do intestino. A funcionalidade e o desenvolvimento do cérebro, seja durante a vida fetal, seja depois, depende de uma boa composição da flora bacteriana no intestino. Quem afirma é um estudo apresentado no congresso da Sociedade Italiana de Psiquiatria. A "psicobiótica" estuda a interação entre microorganismos intestinais e os problemas mentais. As informações são da Ansa.
 
De acordo com o estudo, a interação entre a microbiota e a mente aconteceria porque as bactérias presentes no intestino, produzindo muito DNA, sintetizariam moléculas que, por um complexo mecanismo de mediação imunológico, hormonal e neural, modulariam o desenvolvimento do cérebro, seja na fase fetal, seja em outra fase da vida.

Autismo
A novidade do estudo é o esclarecimento de como consiste esse mecanismo e como correlacionou ao autismo em crianças.  
 
"Abrem-se possibilidades interessantes. Falamos de fato de poder tratar, em um futuro próximo, os distúrbios cerebrais e mentais por meio da modificação da flora bacteriana intestinal", disse à Ansa Giovanni Biggio, professor de Farmacologia da Universidade de Cagliari, na Itália.
 
"Se pode especular, por exemplo, o uso de probióticos direcionados para uma função antidepressiva".
 
O médico disse que o estudo ainda traz indicações para prevenir muitos problemas nervosos e mentais.
 
"Se pensa que, no nascimento, a microbiota intestinal do recém-nascido é estabelecida pela flora do canal vaginal da mãe, com qual ele teve contato no parto. A atenção com o equilíbrio dessa flora deve ser especial porque, se está alterada, a da criança também estará alterada, podendo ter consequências para o cérebro e psique". Segundo o médico, essa é mais uma razão para afirmar que o parto natural é melhor do que a cesariana, em que esse tipo de contato não existe.
 
As consequências ainda serão estudadas. "Essa descoberta prova que é preciso estar atento aos antibióticos em altas doses e administrações prolongadas: destruindo a flora é possível provocar distúrbios até mesmo cerebrais e psíquicos". 
 
iG