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segunda-feira, 10 de março de 2014

Hospital São Vicente de Paulo homenageia colaboradoras pelo Dia Internacional da Mulher

Funcionárias terão programação especial, que inclui SPA da pele, massagem terapêutica e sorteios de brindes. Público externo terá palestra gratuita sobre saúde íntima 

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca (RJ), presenteará as colaboradoras do hospital com uma programação especial. Entre as atividades, que ocorrerão nos dias 10, 11 e 12 de março, das 12h às 15h, estão o Mini Day Spa - onde as colaboradoras poderão fazer peeling de cristal para a pele e terão dicas de automaquiagem -, Shiatsu Expresso, massagem terapêutica, além de sorteios de cortesias em salão de beleza. 

Para a Diretora Executiva do HSVP, Irmã Marinete Tibério, essa homenagem é um gesto de delicadeza e também uma forma de aproximação com as mulheres que trabalham no hospital. Para ela, o Dia Internacional da Mulher é uma data que deve ser celebrada devido às grandes conquistas das mulheres ao longo dos séculos. “É com grande orgulho que falo dessa mulher, símbolo de sensibilidade, força e sabedoria, que ganha o mundo com sua coragem, tem o poder de conciliar trabalho, emoção e lar. Que luta pelos seus ideais, dá a vida pela família, multiplica, divide, soma e subtrai, sem perder a conta. Mulheres devem ser lembradas e admiradas todos os dias”, ressalta a dirigente em uma mensagem a ser distribuída às colaboradoras no dia da comemoração. 

Para o público externo, o HSVP também preparou uma atividade especial. No dia 14 de março, às 10h, será realizada a palestra Mulher – Saúde Íntima, com o ginecologista Marco Antônio Gouvêa e a mastologista Sandra Gioia. Durante uma hora, pacientes do hospital e mulheres da comunidade da qual o hospital se localiza poderão esclarecer dúvidas sobre diversos assuntos relacionados às doenças femininas, como infecção urinária, candidíase, corrimentos, câncer de mama e de colo de útero, endometriose, tensão pré-menstrual (TPM), mioma, menopausa, osteoporose, entre outros. 

O evento é gratuito e acontecerá no Centro de Convenções Irmã Mathilde. As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo email comunicacao@hsvp.org.br até a véspera do evento (dia 13). As vagas são limitadas. Mais informações pelo telefone (21)2563-2147. O Hospital São Vicente de Paulo fica à Rua Doutor Satamini, nº 333, na Tijuca, Rio de Janeiro. 

ASSESSORIA DE IMPRENSA
SB Comunicação, (21)3798-4357

Médicos avisam à família que "só um milagre" pode salvar Schumacher, diz jornal

Foto: AFP
A porta-voz do ex-piloto Michael Schumacher, Sabine Kehm, quebrou o silêncio sobre o estado de saúde do alemão apenas para informar que o quadro permanece estável

Na última sexta-feira (8), a assessoria foi breve ao comentar o atual estado de saúde do heptacampeão mundial da Fórmula 1. De acordo com o jornal britânico "The Telegraph", os médicos que cuidam de Schumacher informaram que "apenas um milagre" pode fazer com que ele desperte do coma. 

O jornal teve acesso a fontes próximas à família do ex-piloto, que informaram que Corine, mulher de Schumacher, consultou especialistas em traumas cerebrais em diversas partes da Europa e foi alertada que as chances de recuperação do alemão são remotas. Além disso, os médicos responsáveis por cuidar do ex-atleta, que segue internado no Hospital de Grenoble, França, já haviam informado que há grandes chances de Schumacher permanecer em estado vegetativo pelo resto da vida. 

"A família foi informada de que apenas um milagre pode trazê-lo de volta agora. Ele está em um estado desolador, mas não podemos divulgar nada até a família emitir uma declaração formal", diz uma fonte da reportagem. "Os médicos repetem constantemente que milagres às vezes acontecem, mas há poucas esperanças de que ele vai sair dessa", completa outro entrevistado. 

Durante esta semana, a família do ex-piloto conversou com amigos e revelou qual o real estado de saúde de Schumi. "Eles (familiares) falam e falam e oram para que ele reconheça suas presenças. Mas ele permanece em coma, com tubos para alimentá-lo, para fornecer ar, remédios e para remoção de resíduos do corpo. Os médicos foram diretos. Há pouca esperança dele sair dessa", disse uma fonte ligada à família. 

Michael Schumacher está internado desde o dia 29 de dezembro, quando sofreu um grave acidente de esqui. Os médicos que cuidam do ex-piloto chegaram a anunciar que os sedativos que o mantinham em coma induzido foram retirados, mas o alemão não reagiu. Em fevereiro, os médicos voltaram atrás e decidiram sedar o heptacampeão mundial novamente.

Correio 24 horas

Fabricantes lançam novos modelos de camisinha feminina

Camisinha feminina Origami deve ser lançada no mercado americano em breve (Foto: Origami)
Foto: Origami
Camisinha feminina Origami deve ser lançada no mercado
americano em breve
Empresas tentam reverter estigma sobre o produto, que nunca emplacou no mercado

A camisinha feminina fracassou quando foi lançada 20 anos atrás, mas nunca desapareceu do mercado e agora uma nova leva de empresas está tentando preencher esse vazio com novos produtos. Será a retomada desse tipo de preservativo?

Há duas décadas, a americana Mary Ann Leeper lembra-se com certo desconforto das piadas feitas sobre o produto. "Eu acreditava demais na camisinha feminina", diz ela. "Pensava que as mulheres queriam algo com o qual elas pudessem cuidar de si mesmas. Nós éramos ingênuas - e eu me incluo nesse grupo". 

Naquela época, Leeper era presidente da Chartex, a companhia que fabricava a FC1, a primeira geração de camisinhas femininas feitas de poliuretano. 

Antes do lançamento do produto, havia uma atmosfera de curiosidade envolvendo o produto, mas aqueles responsáveis por sua divulgação subestimaram a reação dos consumidores americanos e europeus. 

Leeper nunca se esqueceu de um artigo negativo publicado na ocasião por uma influente revista feminina dos Estados Unidos. 

"O artigo ganhou grandes proporções", conta ela. "Foi um choque para mim, para dizer a verdade. Por que fazer piada sobre um produto que ajudaria as mulheres a cuidar de sua saúde, que as protegeria de doenças sexualmente transmissíveis e evitaria gravidezes indesejadas?", questiona. 

O formato do FC1, no entanto, não recebeu boa acolhida das mulheres, seu público-alvo. Além disso, eram constantes as críticas de que o preservativo fazia muito barulho durante o sexo. 

A sucessora da Chartex, a Female Health Company, pensou em cessar a fabricação do produto, mas, em vez disso, lançou uma campanha para educar consumidores sobre a camisinha feminina. 

Então, num dia de 1995, Leeper recebeu um telefonema de uma mulher chamada Daisy, então responsável pelo programa de prevenção a HIV/Aids do Zimbábue. 

"Ela disse: Eu tenho uma petição aqui na minha mesa assinada por 30 mil mulheres pedindo para importamos o preservativo feminino", recorda Leeper. 

Era o início de uma série de parcerias que levou a camisinha feminina a diferentes regiões do mundo em desenvolvimento. 

A sucessora da FC1, a FC2 - feita de borracha nitrílica - teve maior sucesso no Ocidente. 

Atualmente, o produto está disponível em 138 países. As vendas mais do que dobraram desde 2007, e a Female Health Company registrou o primeiro lucro em oito anos. 

A vasta maioria das vendas se destina a quatro clientes - a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês), a ONU, o Brasil e a África do Sul. 

Tanto organizações humanitárias quanto autoridades de saúde pública sustentam que o preservativo dá maior autonomia à mulher durante a relação sexual. 

Vantagens 
As camisinhas femininas também têm suas vantagens. Elas podem ser colocadas antes do sexo e não precisam ser removidas imediatamente ao fim da relação. 

Para mulheres, esse tipo de preservativo também oferece melhor proteção a doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que a vulva é parcialmente coberta pelo anel externo da camisinha. 

A reação dos consumidores também se mostrou mais positiva. 

Uma pesquisa feita em 2011 mostrou que 86% das mulheres afirmaram estar interessadas em usar o preservativo novamente e 95% disseram que o recomendariam a suas amigas. 

"Muitas pessoas dizem que as camisinhas femininas aumentam o prazer sexual", diz Saskia Husken, da Programa Conjunto de Acesso Universal à Camisinha Feminina (UAFC, na sigla em inglês). 

Para os homens, há relatos de que o produto apertaria menos o pênis. Já para as mulheres, o anel externo - que permanece do lado de fora da vagina - seria estimulante. 

Na África, a distribuição gratuita das camisinhas femininas em postos de saúde criou uma tendência de moda inesperada. 

Muitas mulheres removeram o anel flexível do preservativo e passaram a usá-lo como pulseira. 'Se você está solteira, você usa a pulseira', brinca Marion Stevens, da Wish Associates. 

"Se você estiver, por outro lado, num relacionamento sério, a sua pulseira terá uma aparência mais velha", acrescenta ela. Meyiwa Ede, da Sociedade da Saúde da Família na Nigéria, afirma que, enquanto os homens ficam mais empolgados com a possibilidade de fazer sexo sem usar "uma camisinha tradicional", as mulheres ainda se mostram receosas de usar o produto. 

"Elas olham para a camisinha feminina e dizem: Tudo bem, mas eu realmente terei de colocar isso dentro de mim?", diz ela. 

A equipe liderada por Ede usa um manequim para mostrar como a camisinha feminina deve ser colocada. Ela compara a tarefa a usar um novo telefone - no início, parece impossível, mas, com o tempo, a usuária se acostuma. 

Nos países desenvolvidos, há, no entanto, um estigma ainda a ser superado. 

"Eu acho que o problema começa pela embalagem - as camisinhas femininas não vem enroladas como as masculinas em pacotes tão pequenos", diz Mags Beksinka, da Universidade de Witwatersrand na África do Sul. "Na verdade, ambos os preservativos são do mesmo tamanho. Se você medi-los lado a lado, não são tão diferentes entre si", explica. 

Novos modelos 
Beksinska é autora de uma pesquisa recentemente publicada pela revista científica Lancet sobre três modelos de camisinha feminina: 

A Woman's Condom já se encontra disponível na China e chegará em breve à África do Sul, fruto de um projeto de 17 anos da ONG Path - especializada em inovação da saúde. Esse preservativo já foi testado em 50 diferentes versões. Fora da embalagem, é menor do que a FC2. Parece um tampão íntimo, com grande parte da camisinha reunida em cápsula de um tipo de polímero arredonda que, em contato com a mucosa vaginal, se dissolve. 

A partir desse momento, a camisinha se expande e pequenas espumas ajudam a mantê-la no lugar certo para a relação sexual. Já o 'Cupido' está disponível na Índia, África do Sul e Brasil (por meio da distribuidora Prudence). Tem essência de baunilha e vem nas cores transparente e rosa. Trata-se de único modelo, fora a FC2, da Female Health Company, a ter ganhado o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser vendido para o setor público. 

Uma versão menor voltada para o mercado asiático já está em fase de testes. Por fim, a VA Wow, como o Cupido, contém uma esponja que ajuda as usuárias a inserir a camisinha dentro da vagina e evitar que ela escorregue durante o sexo. O estudo, que mostrou que todos os três tipos não são menos confiáveis do que a FC2, aumentam as chances de que a camisinha feminina ganhe maior aceitação mundial. 

Outros formatos radicalmente redesenhados de preservativos femininos deverão chegar aos postos de saúde e às prateleiras das farmácias em breve. 

O Air Condom, à venda na Colômbia, vem com uma pequena bolsa de ar para ajudar a colocação na vagina. 

A Panty Condom, feita pelo mesmo fabricante colombiano, a Innova Quality, vem embalada junto de uma calcinha que ajuda a manter a camisinha no lugar certo. O produto, no entanto, ainda não possui um distribuidor. 

Absorvente íntimo 
Enquanto isso, a camisinha feminina conhecida como Origami deve ser lançada no mercado americano daqui a um ano. 

Seu inventor, Danny Resnic, que começou a trabalhar no setor depois de contrair HIV por causa de uma camisinha furada em 1993, levou em conta as inúmeras piadas feitas com a FC1 ao desenvolver seu produto. 

"Há uma razão para a qual a camisinha feminina parece uma bolsa de plástico - porque ela é, no fim das contas, uma bolsa de plástico", diz ele. 

O seu preservativo, por outro lado, é ovalado, o que, segundo ele, espelha a anatomia do aparelho genital feminino. O produto será vendido como uma cápsula em forma de teta e uma vez inserido no interior da vagina se expande como "o fole de uma sanfona". O anel externo da camisinha é desenhado para se acomodar sobre os grandes lábios, em vez de permanecer solto como em modelos antigos. 

"É um produto íntimo e uma experiência compartilhada por duas pessoas", diz ele. "As camisinhas femininas têm de ser atrativas tanto para o homem quanto para a mulher". 

A camisinha Origami é feita de silicone, o que, segundo Resnic, permite o seu reuso, uma vez que pode ser lavada em água corrente. 

Segundo Husken, da UAFC, para que nova geração das camisinhas femininas obtenha sucesso, é preciso que os casais tenham diferentes alternativas a seu dispor. 

"É preciso haver variedade", diz Husken. "Algumas mulheres preferem um produto e outras outro produto, tal como homens. Nós não somos iguais", explica ela. 

Um estudo publicado em 2010 revela com precisão essa necessidade. Pesquisadores pediram que 170 mulheres sul-africanas testassem três diferentes tipos de camisinhas femininas cinco vezes. Depois de nove semanas, elas podiam interromper a pesquisa ou continuá-la, usando o preservativo feminino de sua preferência. Cerca de 90% delas decidiram seguir em frente e, nesse momento, praticamente todas elas já tinham escolhido a que melhor lhes convinha (44% escolheram a woman's condom, enquanto 37% optou pela FC2 e o restante, 19%, preferiu a VA Now). 

O fato de que 20 anos se passaram e a camisinha feminina não alcançou o sucesso da masculina - atualmente, corresponde a apenas 0,19% das compras globais de preservativos por governos, além de custar dez vezes mais - não mina a confiança desses empreendedores. 

Leeper explica por que ela sabia desde o princípio que o caminho rumo ao sucesso da camisinha feminina ia ser difícil - e longo. 

Muitos anos depois do lançamento desastroso da FC1, um executivo da Tampax, que fabrica absorventes internos, veio falar com ela. Nessa conversa, Leeper ouviu de seu colega que as mulheres demoraram anos para aceitar os tampões íntimos como um mecanismo eficiente durante a menstruação. 

"Ele me mostrou a curva de aceitação do produto", lembra Leeper. 

"Eu disse então: Não me fale que nós vamos ter de esperar todo esse tempo? Não sei se viverei para ver isso!". 

 G1

Curso de Homeopatia

Foto ilustrativa retirada da internet
A Facis, Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos, abre inscrições para o curso de pós-graduação em homeopatia. Destinado a médicos, dentistas, veterinários e farmacêuticos, o curso tem duração de 24 meses e acontecerá sempre no terceiro sábado de cada mês

A carga horária mínima está diretamente vinculada a exigências dos conselhos de classe dos diferentes profissionais aos quais o curso é direcionado, além do cumprimento da legislação específica do MEC a cerca da pós-graduação lato sensu. As aulas começam às 09h e terminam às 18h. O curso possui um responsável técnico para cada área. 

 A Dra. Sandra A. G. Pinto é responsável pela veterinária e coordena há 5 anos o curso na instituição. Com ampla experiência em medicina homeopática, o pediatra Sérgio Furuta é responsável pela área de Ambulatório e Pediatria e também está na Facis desde 1994. A área de odontologia está sob os cuidados da dentista Dra. Alessandra Laham Abdalla e a área farmacêutica é comandada pelo mestre Adalto Luiz dos Santos. 

A coordenação geral do curso de pós-graduação em homeopatia é do médico pediatra homeopata Dr. Oswaldo Cuzídio Filho. O curso é dividido em duas fases e une teoria e prática. A Facis possui estrutura física e laboratórios equipados. No segundo ano os alunos terão suas experiências ampliadas através do atendimento ambulatorial realizado nas dependências da instituição, em suas áreas específicas. O curso de homeopatia da Facis é o mais tradicional curso de pós-graduação devidamente regulamentado no meio educacional. 

Público Alvo: Médicos, Dentistas, Farmacêuticos e Veterinários 

Carga Horária: Cada profissional tem uma carga horária específica de acordo com as exigências estipulados pelo MEC Duração: 24 meses 

Início previsto: Março/2014 

Periodicidade: Ministrado uma vez por mês, terceiro sábado do mês 

Horário: 9h às 18h 

Investimento:
- Matrícula - R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) 
- Mensalidade - R$ 427,50 (quatrocentos e vinte e sete reais e cinquenta centavos) 

*pagamento com pontualidade até o 5° dia útil de cada mês, ou dia 10 de cada mês. 

 Divulgação: Rojas Comunicação
(11) 3675-4940 / 3873-6261

China registra morte de 72 pessoas por gripe aviária em dois meses

Usando máscara, mulher passa por cartaz com orientações contra a transmissão do vírus H7N9, em Pequim (Foto: Wang Zhao/AFP)
Foto: Wang Zhao/AFP
Usando máscara, mulher passa por cartaz com orientações
contra a transmissão do vírus H7N9, em Pequim
Número registrado em 2014 supera o balanço de todo ano de 2013. Só em fevereiro, o vírus infectou 99 pessoas e 41 morreram 

Setenta e duas pessoas morreram na China vítimas do vírus da gripe aviária H7N9 nos dois primeiros meses de 2014, o que supera o balanço de todo o ano de 2013. 

Somente em fevereiro o vírus infectou 99 pessoas e 41 faleceram, anunciou a Agência de Saúde e Planejamento Familiar da China, que contabiliza em 2014 um total de 226 infectados. 

O país de maior população do mundo enfrenta desde o início do inverno um ressurgimento da contaminação por gripe aviária, mais virulenta que a registrada um ano antes. 

Em 2013, 140 pessoas foram infectadas pelo vírus H7N9 e 46 faleceram. 

Os cientistas temem que uma das cepas do vírus tenha sofrido uma mutação.

G1

'Exame de sangue é capaz de prever Alzheimer em pessoas saudáveis'

Exame de sangue pode prever doença três anos antes do seu surgimento, afirmam os pesquisadores (Foto: PA)
Foto: PA
Exame de sangue pode prever doença de três anos antes do seu
 surgimento, afirmam os pesquisadores
Cientistas americanos dizem que teste pode indicar, três anos antes, que doença vai se desenvolver

Um exame de sangue pode prever com precisão o aparecimento da doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores americanos. Eles mostraram que testes de nível de 10 gorduras no sangue permitiria detectar - com 90% de precisão - o risco de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos três anos. 

Os resultados, publicados na revista Nature Medicine, agora passarão por testes clínicos maiores. 

Especialistas dizem que os resultados ainda precisam ser confirmados, mas que tal exame seria 'um verdadeiro passo em frente.'

Há 44 milhões de pessoas vivendo com demência em todo o mundo, número que deve triplicar até 2050. 

A doença ataca o cérebro 'silenciosamente' por mais de uma década antes que os sintomas surjam. Os médicos acreditam que tratamentos com remédios estão falhando porque os pacientes estão sendo submetidos a eles tarde demais. 

É por isso que a descoberta de um teste que prevê o risco de demência é uma das principais prioridades para o campo. 

Pistas no sangue 
Cientistas da Universidade de Georgetown, em Washington D.C., analisaram amostras de sangue de 525 pessoas com idade superior a 70 anos, como parte de um estudo de cinco anos. 

Eles compararam os exames de 53 deles que desenvolveram Alzheimer, ou algum comprometimento cognitivo leve, com os de 53 que permaneceram mentalmente ágeis. Os pesquisadores encontraram diferenças nos níveis de lipídos, ou 10 gorduras, entre os dois grupos. 

E quando a equipe olhou as outras amostras de sangue, esses 10 marcadores de Alzheimer permitiam prever em quem era provável que o declínio mental surgisse nos anos seguintes. 

Howard Federoff, professor de neurologia na Universidade de Georgetown, disse à BBC: 'Há enorme necessidade de um exame como este. Mas temos de testar com um maior número de pessoas antes que possa ser utilizado na prática clínica.' 

Agora os pesquisadores estão investigando se o exame funciona para prever a doença com ainda mais antecedência do que três anos. Não está claro exatamente o que está causando as mudanças de gorduras no sangue, mas poderia ser um resíduo das primeiras mudanças no cérebro. 

Desafios éticos 
Um teste bem sucedido para a doença de Alzheimer pode transformar a pesquisa médica e permitir testar tratamentos com medicamentos em um estágio muito anterior da doença. 

Segundo Federoff, abrandar o ritmo da doença pode ter um enorme impacto: 'Mesmo um pequeno atraso de sintomas já terá um benefício econômico tremendo só em termos do custo do atendimento.' 

Simon Ridley, médico de uma ONG que pesquisa a doença no Reino Unido, disse que os resultados foram encorajadores. 

'Para testar a eficácia de potenciais novos medicamentos, é importante ser capaz de recrutar pessoas para ensaios clínicos nas fases iniciais da doença, quando esses tratamentos são potencialmente mais eficazes'. 

Doug Brown, médico da Alzheimer's Society's, outra instituição britânica especializada no tema, disse que o teste poderia representar desafios éticos. 

'Se isso se desenvolver no futuro, deve ser dada às pessoas a possibilidade de escolha sobre se gostariam de saber, compreendendo plenamente as implicações'.

G1

Vacina contra o HPV é oportunidade para escola abordar educação sexual

HPV vacina (Foto: JOE RAEDLE/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/ARQUIVO AFP)
Foto: Joe Raedle/ Getty Images/North America Arquivo AFP
Vacinação será feita em meninas de 11 a 13 anos
Meninas de 11 a 13 anos serão vacinadas a partir desta segunda-feira (10). Vírus provoca câncer de útero e é transmitido por relação sexual

A partir desta segunda-feira (10) o governo federal disponibiliza pela primeira vez uma vacina contra o vírus papiloma humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero, transmitido por relações sexuais. O público-alvo neste ano são as meninas com idade entre 11 e 13 anos.

A expectativa do Ministério da Saúde é aplicar as doses nas escolas, seja na rede pública ou privada. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, é importante que os pais e os educadores aproveitem a oportunidade para abordar temas como uso de preservativos, doenças sexualmente transmissíveis e outras questões relacionadas à educação sexual.

A vacinação será feita em três doses. A segunda ocorre seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos depois. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos. Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país. A vacina tem eficácia de 98,8% contra o câncer de colo do útero.

A psicóloga e terapeuta sexual, Paula de Montille Napolitano, diz que se o tema aparece na mídia e está sendo comentado, as crianças e adolescentes estão pensando algo, por isso é importante propor um debate.
"Primeiro é importante saber o que eles dominam sobre o assunto, que geralmente é mais do que as pessoas imaginam. Para os pais, os filhos são sempre bebês. É necessário ouvir o que eles pensam, o que vai mudar a forma como o assunto vai ser abordado em função da idade", afirma Paula.

Segundo a psicóloga, com uma criança de 11 anos, por exemplo, não é possível aprofundar o assunto. "É importante falar que se a pessoa não tem uma relação sexual protegida com preservativo, pode contrair doenças, por isso é preciso se prevenir. E a vacina é uma prevenção para algo que pode acontecer no futuro, assim como as outras doenças."
Vacina contra o HPV (Foto: TV Integração/Reprodução)
Foto: TV Integração/Reprodução
Vacina contra o HPV
Pais e escola
Os doses das vacinas serão distribuídas aos estados que, por sua vez, repassam aos municípios. Oferecer ou não a vacinação nas escolas depende de parcerias com as secretarias de saúde e educação locais. Os pais que não autorizarem a vacinação nas filhas dentro das escolas, terão de assinar um termo de recusa e encaminhar à unidade.

Os especialistas combatem o pensamento de muitos pais que acreditam que a vacina pode despertar uma iniciação sexual precoce nas meninas. Para eles, trata-se de mais um mito e a lógica é justamente contrária. "Quando se entende que a vida sexual exige responsabilidade, faz com que o adolescente comece a pensar mais no assunto e a se perguntar se está preparado. A experiência e a pesquisa dizem que falar sobre o assunto, faz com que o jovem seja mais crítico e menos impulsivo", afirma Paula.

O ginecologista José Bento também concorda em que quando se aborda o assunto, de forma natural, a tendência é afastar mais do jovem de sua primeira relação sexual. "Quanto mais os pais falam de sexo com o adolescente, quanto mais o papo for aberto, mais a primeira relação é adiada. Quanto mais desconhecido, mais cedo vai procurar."

'Não dá para saber quem vai ter câncer'
Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência do câncer de colo de útero, o terceiro mais comum entre as brasileiras, atrás dos tumores de mama e colorretal. Segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo têm HPV.

Para o ginecologista José Bento todas as mulheres deveriam ser vacinadas, já que as doses garantem 98% de eficácia contra o câncer de colo de útero. "É menos comum o vírus se manifestar. As mulheres acabam se curando espontaneamente. O problema é não saber quem vai ter ou não o câncer, que pode ser desenvolvido em um período de 8 a 12 anos [no caso das mulheres que contraíram o vírus]."

Arte HPV - vale este (Foto: G1)

Uma vez infectada, a mulher precisa acompanhar, via exames, se o HPV desenvolveu lesões ou verrrugas na região genital. Quando isso ocorre, é necessário cauterizar com ácido, laser ou gelo. Se o vírus está 'dormindo' e não se manifestou, não há tratamento, neste caso é preciso cuidar do sistema imunológico. O HPV pode demorar até dois anos para sair do organismo, segundo o médico.

G1

Tapioca é rica em sais minerais e aceita todo tipo de combinação

Foto: Reproduçãop da internet
Tapioca
Saiba como escolher ingredientes para evitar uma bomba calórica
 
Não é preciso ir para as praias de águas quentes do litoral alagoano ou cearense para se beneficiar do consumo da tapioca. O alimento, popular em cidades do Norte e do Nordeste do país, ganha adeptos em Minas e ocupa cada vez mais espaço na mesa ainda dominada pelo pão de queijo. Feita de fécula de mandioca –, farinha semelhante ao amido de milho – a tapioca tem várias identidades. É conhecida como polvilho doce, goma de mandioca, goma seca e até como beiju. “Tapioca é um nome fantasia”, observa o nutrólogo Fabiano Robert. As diferentes nomenclaturas podem estar entre os motivos para as pessoas ainda terem dificuldade de encontrar o produto no mercado.

O aumento da procura, porém, chamou a atenção da indústria e algumas marcas já vêm ganhando destaque nas prateleiras. Mas qual seria o motivo para que o prato tipicamente nordestino desembarcasse por aqui? A médica nutróloga Norma Leite, representante da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) no estado do Sergipe, explica. “É uma boa fonte de carboidrato, que garante energia. Além disso, é um alimento natural, sem aditivos químicos ou conservantes. Não contém glúten e ainda é versátil, podendo ser consumido com vários tipos de recheio”, afirma. Fabiano lembra que o produto não tem adição de sódio, sendo ideal para hipertensos e renais crônicos, e o valor energético é muito baixo.

“Uma porção de 45 gramas contém cerca de 70 calorias, enquanto um pão francês com 50 gramas tem entre 140 e 150 calorias”, calcula. Não é por acaso que a tapioca vem sendo cotada para substituir o protagonista dos cafés da manhã, o pãozinho francês. “Além da alta quantidade de sódio, o pão traz gorduras, o que não ocorre com a goma da mandioca”, alerta o médico. Portanto, trata-se de um carboidrato muito mais saudável que os demais.
No quesito vitaminas o alimento deixa a desejar. “Não se destaca pela riqueza em vitaminas e sim pela presença de sais minerais. Em 100g de goma de tapioca encontramos aproximadamente 1,4 miligrama (mg) de ferro, 15mg de cálcio e outros em menor proporção, como magnésio, fósforo, potássio, zinco, manganês, cobre e selênio”, enumera a nutróloga Norma Leite. Para agregar valor nutricional ao produto, vale abrir mão de todo tipo de recheio. “Frutas, queijos e até ovos deixam a refeição mais equilibrada e completa, rica em todos os nutrientes”, acrescenta a especialista.

Inteligência
Como a tapioca aceita tudo, é preciso utilizar o produto com inteligência, alerta Norma. “Se for consumida só com manteiga, por exemplo, terá um índice glicêmico muito alto e não vai provocar a tão esperada saciedade”, reconhece a médica. Acrescentar proteína e vitaminas é fundamental para tirar o maior proveito possível do prato, que deve ser leve e com baixo teor de gordura.
“A carne seca, mais gordurosa, pode ser substituída pelo patinho moído, uma carne mais magra. O queijo coalho pode dar lugar ao minas frescal. Uma boa combinação também é a muçarela de búfala, tomate cereja e manjericão”, aconselha. Adicionar chia no preparo da massa vai garantir maior saciedade. Para os adeptos da versão doce, trocar o doce de leite por geleia de frutas sem açúcar é outra alternativa.

Qualidade
Entre os praticantes de atividades físicas, a tapioca tem encontrado público certo. “Não existe uma relação direta com a perda de peso, mas o fato de ter menos calorias que o pão e ser um carboidrato de melhor qualidade ajuda a torná-la mais saudável”, reconhece Fabiano. O alimento pode ser consumido tanto no pré-treino, em torno de 30 minutos antes do exercício, como depois. “Antes da atividade, pode ser acrescida de frutas, como banana polvilhada com farelo de aveia, oferecendo assim energia para um bom rendimento. Depois do treino, pode ser adicionada de proteínas magras, que ajudam na recuperação do exercício, estimulando o ganho de massa muscular”, orienta Norma.

A grande vantagem da goma de mandioca é que praticamente não há contraindicações. “A ressalva é em constipados crônicos. Nesse caso, ela deve ser utilizada juntamente com uma alimentação balanceada, rica em fibras. Já que ela não tem esse nutriente, pode tornar o trânsito intestinal lento”, alerta a nutróloga Norma Leite. Adicionar chia, mamão e aveia são boas opções para trazer o equilíbrio que o prato precisa. “Geleia de ameixa e a própria ameixa seca também criam um bom casamento. Vale lembrar que, para quem tem bons hábitos alimentares, a tapioca sozinha não vai provocar a constipação”, reconhece Norma.

Não vale sair trocando todas as refeições para se beneficiar dos baixos valores energéticos do alimento. “Pode ser incluído em substituição ao pão e ao arroz, mas não a uma refeição completa como o almoço, por exemplo”, orienta Fabiano Robert. No jantar, pode entrar no acompanhamento de uma boa salada. A redatora web Flávia Maques, de 29 anos, aprendeu a incorporar a tapioca na sua rotina alimentar. A orientação para consumir o produto veio depois de constatar alterações nos exames de sangue.
“Meu percentual de gordura estava muito alto, apesar de eu estar dentro do peso. Procurei uma nutricionista e descobri que o glúten não me faz muito bem, mas ainda não chega ao ponto de ser intolerável”, conta. Diante da necessidade de reduzir o consumo da substância, a tapioca surgiu como uma aliada. “Depois que comecei a reduzir o pão, percebi que fico mais leve e minha digestão é mais rápida. Os resultados foram imediatos”, garante.

A agilidade de preparo também contou pontos. “Em 10 minutos o lanche está pronto. Faço muito com queijo minas ou canastra light, apresuntado magro ou peito de peru light. Uso também a carne de soja, que imita a moída e fica bem temperadinha”, conta. A redatora também dá dica para quem não abre mão de um docinho. “Às vezes preparo uma só de frutas, mas uma que adoro é de salada de frutas com mel.”

Faça sua massa

Ingredientes
» 1 copo de polvilho doce

» 1 pitada de sal

» Algumas colheres de água filtrada

» Opcionais: ervas desidratadas (orégano, manjericão)

Preparo
1 - Coloque o povilho em uma travessa juntamente com o sal e as ervas

2 - Misture os ingredientes e hidrate a massa com água. A adição de água deve ser feita aos poucos, até que a massa fique hidratada sem que perca a forma. Vale lembrar que se a quantidade do líquido for grande, a massa se espalha e não passa bem pela peneira. Se for pequena, a massa não fica bem hidratada e ficará quebradiça na frigideira. Misture até obter uma consistência firme

3 - Reserve por 12 horas em geladeira

4 - Seque a massa com a ajuda de um papel-absorvente, se for necessário

5 - Passe a massa pela peneira, formando flocos finos

6 - Leve a frigideira em fogo baixo, cubra todo o fundo com a massa

7- Vire depois de um minuto e acrescente o recheio de sua preferência

8- A massa pode ser armazenada por três dias na geladeira

Fonte: Fabiano Robert, nutrólogo
 
SaudePlena

Estudo descobre pessoas incapazes de sentir prazer ao ouvir música

Estudo espanhol identifica pessoas incapazes de sentir prazer com melodias e canções, apesar de terem satisfação com outros estímulos. A causa do fenômeno ainda é desconhecida
 
Há milhares de anos, a música é uma grande fonte de prazer para o ser humano. Antigos povos tinham o hábito de se reunir para escutar melodias, como se faz até hoje, época em que concertos atraem multidões prontas para cantar em uníssono com os ídolos.
 
No entanto, de acordo com uma pesquisa espanhola publicada esta semana na revista Current Biology, existem pessoas insensíveis ao poder dessa arte. Para elas, os sons musicais não geram nenhum tipo de satisfação.

O estudo, realizado pela Universidade de Barcelona, constatou que esses indivíduos são perfeitamente capazes de ter experiências prazerosas de outras formas. O diferencial deles está mesmo na música, que não é compreendida da mesma forma como faz o restante das pessoas. Por isso, a condição recebeu o nome de anedonia musical.
 
“A possibilidade de identificar essas pessoas abre portas para compreender melhor de que forma a música é traduzida em emoções”, explica Josep Marco-Pallarés, líder da pesquisa.
 
Além disso, o fenômeno sugere que há diferentes caminhos para a ativação do centro de prazer do cérebro, uma constatação que pode ajudar, por exemplo, em estudos sobre o vício.
 
Para chegar à conclusão de que a ausência de prazer com a música existe, os pesquisadores partiram de uma investigação na internet. Eles disponibilizaram um questionário on-line que avaliava a relação das pessoas com as melodias.
 
Dos 1,5 mil indivíduos que responderam o instrumento de pesquisa, 5,5% se mostraram muito pouco sensíveis às canções.
 
“A proposta inicial era descrever os principais aspectos que diferenciam a gratificação de experiências musicais entre as pessoas.
 
Com as respostas obtidas, observamos que alguns participantes relataram sentir pouca ou nenhuma sensibilidade relacionada à música”, conta Marco-Pallarés.
 
Correio Braziliense

Ômega-3 ajuda as crianças a dormir melhor, aponta pesquisa

Ômega-3 ajuda as crianças a dormir melhor, aponta pesquisa Stock.xchng/Divulgação
Foto: Stock.xchng / Divulgação
Ácido graxo é encontrado em peixes, frutos do mar e algas
 
Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que os níveis mais elevados de ômega-3 no organismo podem ajudar a ter um sono melhor na infância. A pesquisa, que será publicada no Journal of Sleep Research, analisou o sono de crianças que receberam suplementos diários de fontes de algas, ricas em ômega-03.
 
O estudo, realizado no Reino Unido, analisou o sono de 362 crianças saudáveis com idades entre sete e nove anos e coletou amostras de sangue para medir seus níveis de ômega-3. Pesquisas anteriores já mostraram ligações entre o sono ruim e baixos níveis de ômega-3 em bebês, crianças e adultos com dificuldade de aprendizagem ou de comportamento, mas esta é a primeira vez que essa relação é investigada em crianças saudáveis.
 
Na primeira parte do estudo, os pais das crianças avaliaram os hábitos de sono de seus filhos por meio de um questionário. O resultado indicou que 40% delas tinham problemas como resistência para dormir, ansiedade no sono e vigília constante durante a noite.
 
Os pesquisadores monitoraram o sono das crianças que apresentaram problemas para dormir ao longo de cinco noites e constataram que aquelas que receberam suplementos diários de ômega-3 tiveram quase uma hora a mais de sono e menos episódios de vigília durante a noite que aquelas que tomaram placebo. O estudo constatou também que os níveis mais altos de ômega-3 no sangue estão significativamente associados a um sono melhor, incluindo menor resistência para deitar e distúrbios do sono em geral.
 
— Estudos anteriores já demonstraram que os níveis de ômega-3 no sangue das crianças entre sete e nove anos está baixo e isso pode ser relacionado ao comportamento e aprendizagem dessas crianças. O pouco sono também pode ajudar a explicar essas associações — afirma o co-autor do estudo, Alex Richardson, da Universidade de Oxford.
 
Zero Hora

Carga excessiva de trabalho e falta de reconhecimento deixam brasileiros entre os mais estressados do mundo

Carga excessiva de trabalho e falta de reconhecimento deixam brasileiros entre os mais estressados do mundo Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Pesquisa mundial apontou que 42% dos funcionários no
Brasil relatam esgotamento
Para mudar essa situação, profissionais e empresas precisam modificar seus hábitos e padrões
 
Longas jornadas de trabalho, pressão por resultados, falta de reconhecimento e incapacidade para equilibrar carreira e vida deram ao Brasil o primeiro lugar no ranking de países com os profissionais mais estressados do mundo. Entre 1.775 diretores de recursos humanos de 13 países consultados pela empresa de recrutamento Robert Half, 42% dos entrevistados brasileiros afirmaram que os funcionários enfrentam esgotamento e ansiedade. O resultado está muito acima da média mundial de 11%.
 
Quando questionados sobre os fatores que contribuem para gerar esse desconforto, 52% apontaram o excesso de carga de trabalho como a causa principal, seguido pela falta de reconhecimento (44%) e pressões econômicas (38%). Para André Caldeira, autor do livro Muito Trabalho, Pouco Stress, são geradores de tensão a velocidade dos avanços tecnológicos, as constantes mudanças de processos, a busca por reconhecimento e a necessidade de manter o padrão de vida.
 
Em relação às iniciativas que podem ser implantadas pelas companhias para driblar esse problema, o levantamento mostra que 60% apostam no trabalho em equipe e 51% optam pela reestruturação das funções de trabalho e tarefas. Para não perder não provocar impacto sobre o resultado global, as organizações têm adotado novas posturas.
 
— Muitas companhias reveem as estruturas, uma vez que falta de reconhecimento é um motivador. Incentivam o profissional a sair de férias, promovem eventos, flexibilizam atividades ou horários que provavelmente não afetarão no resultado, mas que trarão satisfação ao profissional — afirma Flávia Alencastro, gerente de divisão da Robert Half em Minas Gerais.
 
Equilíbrio é a palavra-chave para harmonizar carreira e bem-estar, diz Simoni Missel, diretora da Missel Capacitação Empresarial:
 
— O profissional precisa dividir seu tempo, administrá-lo e estabelecer prioridades. Planejamento e disciplina, não só na empresa, mas na vida pessoal, são fundamentais para diminuir o estresse e a ansiedade.
 
Dicas para o profissional
— Entenda os seus limites e onde está a sua felicidade. Calcule quanto tempo é dedicado ao trabalho, ao sono e à vida pessoal
 
— Não leve as preocupações do trabalho para casa, nem de casa para o trabalho
 
— Seja honesto consigo, não avalie que a empresa é a única responsável pela sua trajetória
 
— Revise seus hábitos e pense no que pode melhorar
 
— Tenha a mesma disciplina que dedica ao lado profissional para as atividades de lazer e saúde
 
— Pratique diariamente exercícios de relaxamento, principalmente antes de dormir. Concentre-se na respiração lenta e profunda por aproximadamente 10 minutos
 
— Combine o tempo de trabalho com horas de descanso, alimentação saudável e exercícios físicos (uma caminhada três vezes por semana, pelo menos) para diminuir a tensão muscular
 
— Faça planos para a vida pessoal e profissional e defina metas
 
— Pare de pensar nas situações negativas. Lembre-se das conquistas na carreira ou na sua vida e sinta orgulho de você
 
— Não fique 24 horas conectado à empresa. Desligue-se do smartphone e evite conferir os e-mails de trabalho na folga
 
Dicas para a empresa
— Desenvolva e incentive os líderes a permitir o diálogo com as equipes de trabalho
 
— Proporcione um clima de trabalho agradável e colaborativo
 
— Ofereça convênios com academias para prática de exercícios e ginástica laboral
 
— Aperfeiçoe o planejamento e a administração do tempo
 
— Mantenha os processos atualizados
 
— Adote horários de trabalho flexíveis ou, quando for possível, valorize o resultado e os prazos dos projetos mais do que o número de horas trabalhadas
 
Fontes: Flávia Alencastro, gerente da Robert Half em Minas Gerais, Simoni Missel, diretora da Missel Capacitação Empresarial, e André Caldeira, autor do livro Muito Trabalho, Pouco Stress
 
Zero Hora

Como dar a notícia da gravidez no trabalho

Como dar a notícia da gravidez no trabalho   Jose Torres/Stock.xchng
Foto: Jose Torres / Stock.xchng
Especialista sugere que profissional tenha pelo menos dois anos de empresa antes para serem reconhecidas antes de engravidar
 
Especialista em recolocação de executivos, o diretor-geral da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado, Rafael Souto, orienta que executivas com planos de engravidar tenham pelo menos dois anos na empresa, tempo suficiente para serem reconhecidas pelo seu trabalho. Quanto mais serviços prestados com qualidade, maior a chance de mostrar ao gestor que "vale a pena" esperar por aquela funcionária. Confira algumas dicas para minimizar riscos no trabalho ao planejar uma gravidez:

1. Trace suas metas
Antes de planejar uma gravidez, avalie o peso que a carreira tem em sua vida. Se sua meta é ser uma executiva de sucesso, por exemplo, é prudente negociar com a empresa o melhor momento para colocar o plano em ação.
 
2. Acerte o timing
A recomendação é aguardar pelo menos dois anos dentro de uma organização antes de engravidar. Quanto menor o tempo na função, maior a chance de perder espaço no retorno. Com maior tempo de dedicação profissional, é mais fácil convencer os gestores de que vale a pena esperar pelo retorno da funcionária.

3. Analise o ambiente
Investigar a cultura da empresa em relação à maternidade é uma forma de se prevenir contra surpresas desagradáveis. Conversas com colegas que tiveram filhos recentemente é uma forma de saber como foi a experiência no trabalho. Caso haja um ambiente receptivo, comunique seus planos com antecedência à chefia.

4. Apresente um plano de transição
Em vez de esperar pelos desígnios da empresa, elabore um plano de transição, sugerindo ideias para facilitar o cumprimento de suas tarefas durante o período de licença-maternidade. A proposta pode ser apresentada junto com a notícia da gravidez, indicando comprometimento da funcionária com a continuidade de suas tarefas.

5. Demonstre desejo de voltar
Muitas empresas ficam inseguras quanto ao retorno das funcionárias após a licença-maternidade. Compartilhar projetos e objetivos da carreira pós-maternidade, mesmo antes da saída, é uma boa forma de afinar a comunicação com os gestores. Caso a mulher pretenda manter sua posição no trabalho, deve deixar isso claro.
 
6. Seja paciente no retorno
Às vezes, ao voltar da licença-maternidade, a funcionária se sente deslocada no ambiente, com perda de funções e responsabilidades. Antes de tomar qualquer decisão precipitada, a orientação é ser paciente e negociar internamente. A volta deve ser interpretada como uma reconquista de espaço, podendo incluir conversa sobre a carreira com a chefia. Caso as perspectivas não melhorem nos meses seguintes, a saída pode ser a procura de um novo emprego.

Fonte: Rafael Souto, diretor-geral da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado
 
Ser ou não ser
A psicóloga Anelise Fleck, especialista em infância e adolescência, alerta para a necessidade de que as mulheres pensem sobre o que realmente querem. E lembra que o dilema é mais amplo do que conciliar maternidade e trabalho. Começa antes, com a decisão de ter ou não filhos, e a definição das prioridades de vida da mulher.

• Como a maternidade é uma viagem sem volta, a orientação é não ceder simplesmente à pressão da sociedade para ter filhos. Um dos riscos é criar "crianças terceirizadas", delegadas a babás e terapeutas. "Todas as escolhas têm um preço, é preciso pensar o preço que se quer pagar - e escolher sem culpa", aconselha Anelise.

Mães são mais felizes no trabalho
Apesar de todos os dilemas que as mulheres enfrentam ao engravidar e das agruras de jornadas múltiplas, a premissa de que a maternidade vai prejudicar a carreira está longe de ser verdadeira. Tanto que trabalhadoras que são mães sentem-se mais felizes do que suas colegas sem filhos.

O resultado aparece na Pesquisa As Carreiras Femininas no Espaço Contemporâneo _ Trajetórias e Perspectivas de Mulheres Profissionais Brasileiras, defendida por Juliana Oliveira Andrade em sua tese de doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 2012:

• Das 694 trabalhadoras entrevistadas, 52,4% têm filhos e 47,6% não.

• Entre as que relatam satisfação plena com a carreira, 57,3% têm filhos - e 42,7% não.

• O percentual de insatisfação e desalinho com a carreira é liderada pelas funcionárias sem filhos: 60% das que se declararam insatisfeitas não eram mães, contra 40% das que tinham filhos.

Assédio moral
Constrangimentos no trabalho por causa da gravidez não devem ser considerados naturais. O nome disso é assédio moral, garantem especialistas.

A pesquisa Carreiras Femininas no Espaço Contemporâneo mostra que 13% das entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio no trabalho.

• Uma organização não tem o direito de interferir nessa decisão pessoal. Isso é assédio. A mulher que quer ser mãe não pode negociar porque o relógio biológico é implacável. As clínicas de fertilização vendem um sonho que não é real. Ouvi depoimentos de chorar - alerta a pesquisadora Juliana Oliveira Andrade.

Na Constituição• As mulheres que engravidam têm direito a estabilidade no trabalho durante a gravidez e por cinco meses depois no parto.

• Caso a mulher seja despedida nesse período, tem direito a ser reintegrada ou receber indenização.

• Mesmo em caso de demissão sem o informe da gravidez, se for comprovado que ela estava grávida, tem direito a ser readmitida.

• Uma das estratégias comuns de empresas é demitir a funcionária sem pagar indenização, porque sabem que muitas não procuram seus direitos.

• Mulheres que se sentirem desrespeitadas podem recorrer a sindicatos, advogados trabalhistas e/ou ao Ministério Público do Trabalho.

Fonte: advogadas trabalhistas Zara Lucia Ferreira Pereira e Karen Muliterno de Andrade.
 
Zero Hora

Dieta pobre em gordura não reduz risco de doença cardíaca, diz pesquisador

Arquivo pessoal
James DiNicolantonio é autor do editorial publicado no
 periódico científico Open Heart
Aconselhamento atual de substituir gorduras saturadas na dieta estaria baseado em dados falhos da década de 1950
 
A guerra entre manteiga e a margarina, ou entre a dieta da gordura vegetal e a da gordura animal, ganhou mais um capítulo na semana passada. O editorial do periódico científico Open Heart, do considerado British Medical Journal, afirma que a dieta pregada pela Associação Americana de Cardiologia, pobre em gordura saturada (gordura presente principalmente em produtos de origem animal), não diminui os riscos de doenças cardíacas, nem ajuda a obter uma vida mais longeva.
 
No editorial,o cientista cardiovascular James DiNicolantonio afirma que o aconselhamento atual de substituir as gorduras saturadas na dieta é baseado em dados falhos e incompletos da década de 1950. A Associação Americana recomenda o consumo limitado de gordura saturada em menos de 7% do total de calorias diárias e prega a substituição de gordura animal por gordura vegetal.
 
Veja abaixo entrevista concedida por James DiNicolantonio:
 
iG: Por que você decidiu escrever este editorial?
James DiNicolantonio: Eu queria passar a mensagem correta, pois acredito que muitas pessoas estão sendo prejudicados pelas atuais orientações. As pessoas precisam saber quão ruim é para a saúde comer açúcar, carboidratos refinados e determinados óleos vegetais processados.
 
iG: Por que dietas pobres em gordura saturada não refreiam o risco de doenças cardíacas nem ajudam a viver mais?DiNicolantonio: A gordura saturada é a gordura estável e suscetível ao ataque de radicais livres, assim cozinhar com mais óleos vegetais também não é uma boa ideia, já que os óleos são provavelmente altamente oxidados quando ingeridos. Quando a gordura saturada é substituída por carboidratos refinados, há um aumento na resistência à insulina. Isto causa o surgimento de partículas pequenas e densas de LDL, o mau colesterol, (que oxidam mais facilmente do que as partículas grandes de LDL) e também o maior acúmulo de gordura visceral (obesidade), inflamações no corpo e promove a doença cardiovascular. Se as gorduras saturadas são substituídas por óleo de milho ou de cártamo, estes óleos se incorporam ao LDL, o que faz o LDL muito mais suscetível à oxidação.
 
iG: Que explicação os cientistas deram em 1950 para afirmar que gordura saturada era prejudicial para a saúde?
DiNicolantonio: Em 1953, Ancel Keys publicou um estudo chamado “As seis cidades” que sugeria que quanto mais calorias de gordura uma pessoa consome, maior é o risco de ter doenças cardíacas degenerativas. Porém, o estudo tinha um problema: pegava apenas seis cidades, quando havia informações sobre 22 cidades. Cinco anos depois de este estudo ser publicado, dois autores publicaram os dados completos das 22 cidades e a relação entre gordura e doenças cardíacas diminuiu muito.

iG:O estudo das seis cidades foi publicado nos anos 1950. Por que esta relação entre gordura saturada e doenças cardíacas ainda é levada em conta atualmente?
DiNicolantonio: Há provavelmente uma porção de razões para isto. Uma delas e, talvez a primeira, é que nos Estados Unidos, nós não queremos admitir que estávamos errados. Mesmo que isso seja tão óbvio. Veja que uma vez que a orientação promoveu a redução de gordura saturada, houve o aumento do consumo de carboidratos refinados e de açúcares, que estão diretamente relacionados com o aumento da obesidade e diabetes. A segunda razão estaria ligada ao fato de muitas orientações de dieta serem tendenciosas e não terem revisões sistemáticas e de meta-análises. Geralmente elas partem de uma noção preconcebida. Promove-se ensaios que apoiam uma ideia e rejeitam os ensaios que não apoiam esta teoria.

iG: Qual foi o motivo desta demonização da gordura saturada? De onde partiu isso?
DiNicolantonio: Quando o presidente americano Eisenhower teve seu primeiro ataque cardíaco, os americanos ficaram desesperados por uma explicação sobre o que causava doenças cardíacas. Nesta época, foi pensado, pela primeira vez, que a gordura animal aumentava o colesterol e que a gordura vegetal o reduzia. Também se pensou que quanto maior o nível de colesterol de uma pessoa, maior o risco de ela ter doenças cardíacas. Então, chegou-se a conclusão de que baixando a gordura animal na dieta diária, substituindo alimentos ricos em gordura saturada por gordura vegetal, isto diminuiria o risco de doenças cardíacas por baixar o colesterol. Porém, esta teoria já se mostrou significativamente falha.
iG: Que estudo recente prova que esta teoria estaria errada?DiNicolantonio: A pesquisa mais recente que temos é a meta-análise publicada em 2013 por Chris Ramsden no British Medical Journal. Nesta pesquisa ele demonstrou que ao substituir gordura saturada, mais gordura trans, por gorduras omega-6, principalmente óleo de milho e cártamo, cresceram os riscos de morte por doença coronária e cardiovascular em quase 10 mil pacientes que participaram de ensaios clínicos randomizados.

iG: O senhor acredita que o aumento de doenças cardíacas na população está ligado a uma dieta pobre em gordura saturada?DiNicolantonio: Eu acredito que o aumento de doenças cardíacas na população é devido, principalmente, ao aumento de alimentos processados. Isto incluiria mais açúcar, mais carboidratos refinados e mais óleos vegetais processados.
 
iG: Qual a sua opinião a respeito da dieta mediterrânea, rica em peixe, frutas, verduras, legumes e cereais, e limitada em carnes vermelhas e laticínios?DiNicolantonio: A dieta mediterrânica tem baixo teor de açúcar e pouquíssimos alimentos processados ou carboidratos refinados, mas ninguém fala sobre este ponto importante. Ela também desbancou a dieta de baixo teor de gordura, pregada pela da Associação Americana de Cardiologia em dois ensaios clínicos. O estudo PREDIMED (Prevención con Dieta Mediterránea), indica uma redução maior na incidência de doenças cardiovasculares com uma dieta mediterrânea, comparada com uma dieta de baixo teor de gordura. O estudo que ficou conhecido como Lyon Diet Heart Study mostrou que a dieta mediterrânea reduz doenças cardiovasculares se comparada à dieta de baixa gordura saturada. Acho que também trata-se de algo sobre o estilo de vida de pessoas que vivem no Mediterrâneo e não apenas o que é consumido nestas regiões.
 
iG

Conheça 10 mitos e verdades sobre varizes

Getty Images
Aos 50 anos, metade da população tem varizes;
80% dos casos são em mulheres
Salto alto provoca varizes? E o uso de anticoncepcional? Veja o que é lenda e o que é real na prevenção às veias dilatadas

Veias dilatadas e tortuosas: é a definição que se dá para varizes, aquelas que incomodam muita gente. Se você passou dos 35 anos, saiba que está na idade de risco para começar a apresentar a doença. Aos 50 anos, metade da população tem varizes. Aos 70 anos, até 70% das pessoas carregam essas marcas nas pernas. E, embora em menor proporção, a cada quatro mulheres, um homem apresenta varizes.

Mas como é que elas surgem? A explicação é simples: são veias que se dilataram, seja por predisposição genética ou por conta da gravidez e outros fatores, e que agora já perderam um pouco da sua função principal: bombear o sangue de volta para o coração.
 
Dizem por aí, e os médicos confirmam, que a panturrilha é o coração das pernas. Logo, as veias localizadas na batata da perna têm papel essencial para bombear de volta o sangue que as artérias mandaram do coração para o corpo.
 
Felizmente, o sistema venoso externo – onde acontecem as varizes que costumamos ver e reclamar da aparência – é responsável por apenas 20% do retorno venoso do corpo. Os outros 80% estão por conta do sistema venoso profundo, com veias de grande calibre que ficam protegidas por músculos espessos. Quando a dilatação acontece ali, o problema é outro: é chamado de insuficiência venosa profunda, não mais de varizes.
 
Mas as varizes do sistema venoso externo podem doer, arder, incomodar esteticamente e, dependendo do grau – existem quatro – até levar a úlceras varicosas. Contra elas não existe prevenção absoluta, mas há algumas medidas para retardar o aparecimento delas. A meia elástica é, de longe, a melhor opção.
 
Como muitos mitos e verdades rondam o tema, questionamos dois cirurgiões vasculares: Caio Focassio, do Hospital Samaritano, e Aldo Ferronato, do Hospital 9 de Julho. Veja as respostas.
 
Alguns mitos rondam esse tema. Saiba o que é verdade e o que você realmente não precisa se preocupar:
 
1. Salto alto provoca varizes.
PARCIALMENTE VERDADE:
O cirurgião vascular Caio Focassio explica que, se o uso for excessivo - todos os dias durante anos -, a pessoa poderá ter varizes por conta disso. O problema acontece porque há um encurtamento da musculatura da panturrilha, que é a região responsável por devolver o sangue para o coração. O cirurgião Aldo Ferronato recomenda o uso de um salto de dois centímetros. “Muito baixo também não é bom”, diz.
 
2. Só idosos ou pessoas mais velhas têm varizes.
MITO:
Focassio explica que ela pode acontecer em qualquer idade, porém é mais comum que surja a partir dos 35 anos de idade.
 
3. Depilação causa varizes.
MITO:
Não causa varizes, mas pode causar vasinhos nas pernas. “A depilação provoca o surgimento de vasinhos somente no primeiro ano. Depois disso, não mais”, explica Ferronato.
 
4. Vasinhos podem virar varizes.
MITO:
Os vasinhos – chamados cientificamente de telangiectasias – são condições completamente diferente das varizes. “Os vasinhos são nos capilares superficiais, as varizes são nas veias”, esclarece Ferronato. “Às vezes, a pessoa tem varizes e vasinhos, mas um não tem nenhuma relação com o outro”, completa. Algumas pessoas relatam que sentem coceira onde têm os vasinhos. “De resto, a pessoa retira por estética”, explica o cirurgião do Hospital Samaritano.
 
5. Musculação em excesso provoca varizes.
VERDADE:
“A musculação com pouca carga e bastante repetições ajuda no retorno venoso, logo é bom para evitar as varizes. Os exercícios com muita carga, no entanto, são ruins”, explica Focassia. Aldo Ferronato explica que exercícios abdominais em excesso também pioram o quadro de varizes. “Tem gente que exagera, faz mil abdominais por dia. A pessoa comprime o abdômen, que vai pressionar as veias que ficam atrás dele, junto com a coluna. Com o aumento dessa pressão, o sangue volta com alguma resistência e desce, quando deveria subir. É o que chamamos de refluxo, pois dificulta o retorno venoso”, alerta.
 
6. Gravidez provoca varizes.
VERDADE:
É a gravidez a maior responsável pelas varizes. Um dos fatores que fazem com que as futuras mamães apresentem um "mapa geográfico" nas pernas é hormonal: “A progesterona aumenta a dilatação das veias, de todas as veias do organismo. Quem já tem predisposição a ter varizes, sofre ainda mais essa ação”, explica Ferronato. Outro fator é o hiperfluxo, quando aumenta o fluxo de sangue nas veias uterinas e ovarianas. "A pressão alta da artéria passa para a veia, que trabalha num regime de pressão bem maior que o habitual”, explica. Para minimizar o problema, a recomendação é o uso de meias de compressão a partir do segundo mês de gravidez. Elas ajudam no retorno venoso e diminuem a agressividade dos fatores que aumentam as varizes. O ideal é colocar pela manhã e tirar apenas na hora de dormir. "No começo da gravidez, pode-se usar meia ¾, até o joelho, e depois, quando o útero começar a aumentar – por volta do sexto ou sétimo mês – usar meia calça de gestante. Além de apertar as veias, ela levanta o útero”, recomenda Ferronato.
 
7. Exercícios aeróbicos ajudam a evitar varizes.
VERDADE:
É o tipo de exercício mais indicado pelos especialistas. Nadar, correr, caminhar e pedalar, além de outros exercícios aeróbicos, são fundamentais para mexer o corpo e fugir do sedentarismo, o principal vilão para o surgimento das varizes. “Muitos falam que subir escadas dá varizes. Muito pelo contrário, é um exercício excelente para o retorno venoso”, explica Ferronato.
 
8. Pular corda ou fazer exercícios de impacto provocam varizes.
MITO:
“Esses exercícios podem ser ruins para o joelho, quadril, articulações... mas não para as varizes”, explica Focassio.
 
9. Anticoncepcional piora as varizes.
VERDADE:
“É um fator desencadeante, por ser hormonal”, explica Focassia. Além disso, o anticoncepcional aumenta a incidência de trombofeblite. “Quem já tem varizes e já tem predisposição a ter tromboflebite, a possibilidade aumenta muito com o uso do anticoncepcional”, explica Ferronato. O anticoncepcional também aumenta o número de vasinhos, por conta do estrogênio.
 
10. Varizes podem ser perigosas.
VERDADE:
Dependendo do grau, elas podem até causar úlceras varicosas, diz o cirurgião vascular do Hospital Samaritano. O tratamento dos casos mais graves, quando há queixa do paciente, é cirúrgico. “O tratamento conservador não resolve, só ameniza os sintomas. Para resolver, tem que fazer a cirurgia”. As duas formas mais modernas e que permitem um bom resultado é a escleroterapia e a radiofreqüência. Na escleroterapia, uma substância química é injetada dentro da veia por meio de uma agulha, no intuito de secar a veia. Esse tratamento é usado para veias no calibre de até dois milímetros. Já a radiofreqüência consiste em inserir um catéter bem fino na veia, por meio de uma punção. Esse catéter emite uma energia eletromagnética superior aolaser, que, com o calor, consegue secar veias de um calibre maior. A técnica é minimamente invasiva e não costuma deixar cicatrizes.

iG

Calvície feminina: confira 11 mitos e verdades sobre a queda de cabelos

Estresse, cabelo preso e dietas malucas são considerados os grandes inimigos de quem deseja ter os cabelos fartos
 
O cabelo é considerado, por muitos, um dos maiores atributos da beleza feminina. Se não é o principal, serve como suporte, ou moldura, para a beleza. Portanto é compreensível que quando os fios começam a cair e a cabeleira rarear, a crise de vaidade ataque a mulher.
 
De acordo com o médico Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia (ciência que estuda os pelos), a principal causa da queda de cabelo nas mulheres está relacionada com problemas hormonais, seguida pelas questões genéticas. “No entanto tenho observado que o número de mulheres com calvície genética vem subindo consideravelmente, por fatores associados como o estresse, depressão e cansaço, que desencadeiam o processo genético”, disse.
 
Portanto, questões ambientais também influenciam a queda os fios e é preciso desmascarar mitos e reconhecer verdades quando o assunto é cabelo.
 
O cirurgião plástico Carlos Uebel afirma que é necessário prestar atenção às carências nutricionais causadas pelas dietas, pois a deficiência de nutrientes como proteínas, ferro, vitaminas do complexo B e sais minerais também acarretam no enfraquecimento dos fios. “Quem gosta de uma química, precisa ficar atenta também, pois excesso de tintura, progressivas e alisamentos também podem danificar o cabelo”, disse.
 
A boa notícia é que para quase tudo tem solução. Para descobrir o motivo das quedas, há o exame de microscopia atômica, que detecta o grau de destruição do cabelo. “35% das mulheres já não possuem mais cutícula do cabelo, que foi completamente destruída pelos procedimentos químicos. Mas hoje dispomos de recursos técnicos não invasivos que promovem diagnóstico seguro do couro cabeludo, levando a tratamentos específicos para cada um ”, diz Barsanti.
 
Entre os tratamentos, há desde cremes capilares, a reposição de vitaminas e medicação via oral. Se nada resolver, parte-se para o microtransplante capilar. “O procedimento consiste na retirada de bulbos capilares da região da nuca. Após isso, esses bulbos são embebidos em uma solução ativada de plasma concentrado com células tronco, que estimulam o crescimento dos fios. Depois de serem estimulados esses fios são implantados, um a um , no paciente, na região calva”, afirma Uebel.
 
Conheça abaixo 11 mitos e verdades sobre a queda de cabelos:
 
1) Lavar o cabelo com água filtrada evita a queda dos fios?
Mito. O uso de água filtrada não causa e nem evita  a queda dos fios de cabelo.
 
2) Estresse é um dos causadores da queda de cabelo?
Verdade. Estresse, cansaço, ansiedade e depressão são uns dos principais fatores de queda de cabelo. Estes fatores, inclusive, podem ativar os genes ligados à calvície feminina.
 
3) Lavar a cabeça com água quente faz cair os cabelos?
Mito. Porém, pessoas que apresentam dermatite seborreica devem evitar a água quente, a qual estimula a produção de oleosidade, de maneira a piorar a doença e acarretar na queda dos fios.
 
4) Dietas radicais têm como consequência a queda de cabelos?
Verdade. A alimentação saudável, rica em nutrientes, é essencial para a saúde dos cabelos. Para não danificar os fios, a dieta deve ser rica em proteínas, vitamina B, ferro e sais minerais.
 
5) Lavar os cabelos todos os dias acelera a queda?
Mito. Os cabelos mais oleosos precisam ser lavados todos os dias para que haja a retirada do sebo produzido pelo couro cabeludo. Porém é importante prestar atenção na quantidade de xampu e creme, que precisa ser pouca, caso contrário a queratina do cabelo é sobrecarregada.
 
6) Dormir de cabelos molhados faz mal à saúde dos fios?
Verdade. Dormir com os fios úmidos e abafados facilita a proliferação de fungos e caspas, que com o tempo levam à queda de cabelo.
 
7) Prender o cabelo pode facilitar a queda de cabelos?
Verdade. Prender o cabelo é ruim em qualquer situação, seja rabo de cavalo, tiara, faixas, bandanas ou apliques. Isto porque cada fio de cabelo é preso por um músculo. Com a tração, o músculo pode ser rompido e o cabelo perdido para sempre.
 
8) Secador de cabelo e chapinha provocam queda de cabelo?
Depende. Se utilizados de forma incorreta, tanto o secador como a chapinha podem danificar o cabelo. No caso do secador, a distância na hora de secar os fios deve ser de pelo menos 30cm. Já a chapinha muito quente quebra e desidrata os fios.
 
9) O uso de boné faz cair o cabelo?
Depende. Usar o boné não seria o fator predominante na queda. Mas como o boné abafa o cabelo e aumenta a seborréia, pode acelerar a queda dos fios.
 
10) Passar condicionador na raiz do cabelo faz mal?
Verdade. Nem tudo que é bom para o cabelo é bom para o couro cabeludo. O condicionador na raiz torna o cabelo mais oleoso e propenso a incidência de caspa e sebo, que em excesso levam a queda dos fios.
 
11) Cabelo que cai nunca mais volta a crescer?Mito. Já existem tratamentos dermatológicos com resultados significativos para interromper a queda dos cabelos e, até mesmo, cirurgias que fazem com que eles cresçam novamente.
 
iG