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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Perguntas e Respostas – Vacinação contra Gripe 2018

1. O que é gripe ou Influenza Sazonal?
A Influenza, também conhecida como gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

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2. O que causa a gripe?
A gripe é causada pelo vírus Influenza. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente em humanos.

3. Quais são os sintomas da gripe?
• Tosse seca;
• Febre alta;
• Dor muscular;
• Dor de garganta;
• Dor de cabeça; e
• Coriza.

A febre é o sintoma mais importante da gripe e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

4. Como se transmite a gripe?
A gripe (influenza) pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Não há diferença de transmissão entre os tipos de influenza sazonal.

5. Por quanto tempo os vírus da gripe podem permanecer em uma superfície?
Sabemos que alguns vírus ou bactérias vivem por 2 a 8 horas em superfícies. Por isso, lavar as mãos com frequência ajuda a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.

6. Como tratar a gripe?
Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos graves. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. O tratamento com o antiviral deve começar dentro de 48 horas após o início dos sintomas.

7. Resfriado é a mesma coisa que gripe?
Não. O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes dos da gripe. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais leves e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados. Outra doença que também tem sintomas parecidos, e que pode ser confundida com a gripe, é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

8. Como se prevenir da gripe?
Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de maior chance de infecção, como o vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:
• Lavar e higienizar as mãos frequentemente, principalmente antes de consumir algum alimento;
• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
• Cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;
• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Manter os ambientes bem ventilados; e
• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe

Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:
• Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);
• Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;
• Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados; e
• Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

IMPORTANTE: O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão.

9. Quais os cuidados contra gripe a serem tomados em creches?
• A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão da gripe entre crianças vulneráveis. A melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e potenciais complicações graves é a vacinação anual contra gripe, que é recomendada a partir de 6 meses até menores de 5 anos de idade.
• Os cuidadores de crianças em creches, além da adoção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos. Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.
• Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com ausência pela mesma causa na creche.
• O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença. Recomenda-se que a criança doente permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem uso de medicamento, da febre.

10. Quais cuidados contra gripe com gestantes, puérperas e recém-nascidos?
A gripe causa mais doenças graves em gestantes que em mulheres não grávidas. Mudanças no sistema imunológico, circulatório e pulmonar durante a gravidez faz com que as gestantes sejam mais propensas a complicações graves por influenza, assim como hospitalização e óbito. A gestante com influenza também tem maiores chances de complicações da gravidez, incluindo trabalho de parto e parto prematuros.

11. A vacinação contra gripe durante a gravidez protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido até os 6 meses?
Sim.

12. Quais cuidados a gestante deve ter se estiver com gripe?
• As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de Síndrome Gripal (SG)
• Durante internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de influenza, deve-se priorizar o isolamento
• Se a mãe estiver doente, deve realizar medidas preventivas e de etiqueta respiratória, como a constante lavagem das mãos, principalmente para evitar transmissão para o recém-nascido
• A parturiente deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê. O bebê pode ficar em isolamento com a mãe (evitando-se berçários)

13. Qual a vacina contra gripe ofertada no SUS?
A vacina influenza ofertada no SUS é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e produzida no Brasil pelo Instituto Butatan em parceria com o laboratório privado Sanofi Pasteur. As vacinas das campanhas atuais são trivalentes e protegem contra os tipos de vírus influenza A (H1N1)pdm09, A (H3N2) e influenza B, que são os vírus de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria OMS.

A vacina é ofertada, anualmente, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza com o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação.

14. Qual o público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe?
O público alvo, ou seja, o grupo prioritário da vacinação contra influenza no SUS são crianças de seis meses até menores de cinco anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades, as quais têm mais risco de ter complicações graves em decorrência da influenza. Além disso, também fazem parte do público alvo profissionais da saúde, professores das escolas públicas e privadas, pessoas privadas de liberdade (dentre eles adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas) e profissionais do sistema prisional.

15. Por que a campanha de vacinação contra gripe é realizada anualmente e, geralmente, nos meses de abril e maio?
A circulação do vírus influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. A vacina contra gripe é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação. Por esse motivo, a vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra as cepas que mais circularam no hemisfério sul, no ano anterior.

SUS passa a oferecer exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1

dna-test-in-nigeria-cost-procedures-centres 1Medida visa oferecer mais segurança na identificação da infecção em crianças até 18 meses de idade

SUS passa a oferecer exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde emitiu Nota Informativa nº 02/2018 comunicando a oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1, visando oferecer mais segurança no diagnóstico da infecção por HIV-1 em crianças até 18 meses de idade. O documento dispõe sobre os critérios para a realização desse exame complementar e sobre o fluxo de encaminhamento de amostra ao laboratório de referência.

Para crianças dessa idade, o exame recomendado ainda é o de quantificação da carga viral do HIV-1. O exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1 é indicado nos casos em que houver necessidade de exame complementar para oferecer mais segurança no diagnóstico. A orientação se baseia na recomendação de que o diagnóstico em crianças nessa faixa etária não pode ser realizado por meio de testes sorológicos, devendo basear-se na detecção direta do vírus ou de seus componentes.

Dentre os métodos validados, os mais aplicáveis são os que detectam quantitativamente as partículas circulantes do vírus na corrente sanguínea (carga viral do HIV-1), ou que detectam qualitativamente o material genético do vírus inserido na célula (DNA pró-viral).

Informações mais detalhadas para indicação desses exames podem ser encontradas no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, atualizado em 2017.

Acesse aqui a Nota Informativa nº 02/2018.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV

Cetesb aprova logística reversa em São Paulo

destaqueA Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) publicou, no Diário Oficial de 4 de abril, a Decisão de Diretoria (DD) nº 076/2018/C que regulamenta a inclusão da logística reversa no Estado

No caso de farmácias, distribuidores e fabricantes, entram nesta categoria os medicamentos domiciliares, vencidos ou em desuso, além de produtos e embalagens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Com o procedimento, as licenças de operação e renovação passam a ser emitidas ou renovadas somente se demonstrado o atendimento às exigências legais sobre a obrigação de estruturar, implementar e operacionalizar a logística reversa. A regra entra em vigor em 60 dias a partir de sua publicação, quando toda a prestação de informações sobre logística reversa passará a ser feita por meio de um sistema eletrônico a ser disponibilizado pela Cetesb, com formulários equivalentes aos preenchidos hoje no âmbito dos Termos de Compromisso.

Segundo o órgão, o setor de medicamentos não possui, até o momento, um acordo setorial ou Termo de Compromisso firmado. Assim, foi utilizado um Edital de Chamamento para definir a meta quantitativa de coletar 3,79 Kg de resíduos por mês por ponto de coleta, até o quinto ano após a assinatura do acordo setorial.

Uso materno de metformina durante a gravidez aumenta o risco de obesidade e excesso de peso nas crianças

Resultado de imagem para medicamentos na gravidezUso da metformina para tratamento do diabetes durante a gravidez está diretamente relacionado ao maior risco de obesidade e excesso de peso na criança, mostra estudo apresentado no Endocrine Society Annual Metting (ENDO 2018), que ocorreu de 17 a 20 de março de 2017 em Chicago, nos Estados Unidos

Um número crescente de mulheres grávidas está tomando metformina para tratar diabetes gestacional ou uma condição de síndrome dos ovários policísticos (SOP). A SOP é uma causa comum de infertilidade e pode colocar as mulheres em risco de desenvolver diabetes e outros problemas metabólicos. A SOP afeta cerca de 7% a 10% das mulheres em idade fértil, de acordo com a Hormone Health Network.

O estudo envolveu 292 crianças que participaram de dois ensaios clínicos randomizados anteriores. Nos ensaios anteriores, as mulheres grávidas com SOP foram designadas para tomar metformina ou um placebo durante a gravidez. Os pesquisadores terminaram revisando o índice de massa corporal (IMC) e outras medições para 161 crianças nascidas após os dois estudos anteriores.

A diferença na média do z-score da estatura entre os grupos aos quatro anos de idade não foi significativa (IC95%): 0,07 (-0,22 a 0,36), p=0,651. Aos quatro anos de idade, o grupo com metformina apresentou maior escore z de peso que o grupo placebo; diferença nas médias 0,38 (0,07 a 0,69), p=0,017 e maior escore-z do IMC; diferença nas médias 0,45 (0,11 a 0,78), p=0,010. Havia mais crianças com sobrepeso/obesidade no grupo da metformina; 26 (32%) do que no grupo placebo; 14 (18%) aos quatro anos de idade; odds ratio (IC 95%): 2,17 (1,04 a 4,61), p=0,038. A diferença no escore z da circunferência cefálica média com um ano de idade foi: 0,27 (-0,04 a 0,58), p=0,093.

Os resultados mostraram que aos quatro anos de idade, as crianças cujas mães foram randomizadas para a metformina durante a gravidez tenderam a pesar mais do que as crianças cujas mães tomaram o placebo. Embora a metformina não parecesse afetar o peso ao nascer, a tendência tornou-se aparente quando as crianças atingiram seis meses de idade. Na idade de quatro anos, as crianças do grupo da metformina tinham maiores pontuações no IMC e maior probabilidade de atender aos critérios de obesidade ou excesso de peso do que as crianças do grupo placebo.

Terra