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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Como show de aberrações financiou uma revolução na medicina

Couney oferecia a pais desesperados uma alternativa nova quando os hospitais desenganavam seus bebês
AP - Couney oferecia a pais desesperados uma alternativa nova
quando os hospitais desenganavam seus bebês
No começo do século 20, bebês prematuros eram expostos em incubadoras e atraiam multidões; dinheiro arrecadado possibilitava cuidados médicos que nenhum hospital podia dar
 
Feiras de aberrações atraíam multidões de curiosos nos EUA e na Europa, no começo do século 20, reunindo de engolidores de espadas, mulheres tatuadas e dançarinas burlescas a bebês prematuros expostos em urnas de cristal.
 
Na feira Luna Park de Coney Island, em Nova York, estes "bebês de incubadora" faziam parte de uma exposição cuja entrada custava US$ 0,25.
 
A exposição foi aberta em 1903 e se continuou em cartaz por 40 anos.
 
Mas, por trás das estranhas urnas havia mais do que um homem de negócios: o doutor Martin Couney, um neonatologista pioneiro que oferecia a pais desesperados uma alternativa inovadora, quando os hospitais consideravam seus bebês desenganados.
 
Era este dinheiro dos visitantes que financiava o trabalho gratuito de Couney.
 
Um médico fora do sistema
O médico se formou na Alemanha e mais tarde estudou em Paris com o doutor Pierre Budin, pioneiro na teoria das incubadoras fechadas, projetadas para manter o calor dos bebês e protegê-los dos germes.
 
Apesar dos resultados positivos, as técnicas de Couney e Budin não se encaixavam no receituário da maioria dos hospitais da época.
 
Segundo conta Jeffrey P. Baker em um artigo sobre a história das incubadoras, Couney se queixava de ser visto como simples empresário, já que foi o "salvador" de milhares de crianças.
 
Ele afirmava que fazia "campanha pelos devidos cuidados aos prematuros".
 
Na prática, afirma Baker, as exposições de bebês prematuros no começo do século 20 ofereciam uma tecnologia para cuidados médicos que nenhum hospital da época possuía.
 
AP - Beth Allen, nascida em 1941, é um dos bebês sobreviventes
 das incubadoras do doutor Couney.
Nas mostras, os bebês eram atendidos por médicos e enfermeiras que se revezavam em turnos.
 
O próprio doutor estimou ter mantido vivos entre 1903 e 1943 cerca de 7,5 mil dos 8,5 mil prematuros que passaram por suas incubadoras de exposição.
 
Um destes bebês sobreviventes é Beth Allen, que nasceu prematura em 1941, com uma irmã gêmea que não sobreviveu ao parto.
 
Foi o pai de Beth que registrou o trabalho de Couney em fotografias. É ela que aparece nos braços do próprio doutor Couney, na foto que ilustra o alto desta página.
 
Em entrevista à agência de noticias AP, Allen contou que a sua mãe a princípio não queria pôr a filha em uma das incubadoras de Coney Island, mas foi convencida pelo pai.
 
A mulher, que hoje tem 74 anos e mora em Nova Jersey, considera assustador o espetáculo de prematuros, algo impensável hoje em sua opinião.
 
"Quanto mais envelheço, mais aprecio a oportunidade que me foi dada para estar aqui hoje falando com você e para viver a vida maravilhosa que tive", afirmou.
 
'Acho que pesava apenas uns 900 gramas'
Lucille Horn, nascida em 1920, é outro bebê prematuro que sobreviveu graças às mostras de prematuros.
 
"O meu pai me disse que eu era tão pequena que eu cabia na palma da sua mão", afirmou à própria filha em uma entrevista para o projeto StoryCorps, uma iniciativa americana de registro de histórias pessoais em áudio.
 
"Acho que pesava apenas uns 900 gramas, e não podia sobreviver por conta própria, era muito frágil", diz ela na gravação.
 
Lucille também tinha uma irmã gêmea que morreu no parto. No hospital, não lhe deram a menor esperança de vida.
 
Mas ela conta que o pai não se deu por vencido: envolveu a criança numa toalha e a levou num táxi até Coney Island, onde o doutor Couney mantinha a exposição de prematuros.
 
E ali Lucille passou seis meses.
 
A hoje nonagenária afirma que quando era adolescente voltou à feira de aberrações para ver os bebês. E decidiu se apresentar ao doutor Couney ao vê-lo.
 
"Havia um homem em frente a uma incubadora olhando para o seu bebê, e o doutor Couney se aproximou e o tocou no ombro", relembra Lucille.
 
"Olhe esta jovem, é um de nossos bebês. E é assim que o seu bebê irá crescer", afirmou o médico ao pai agoniado, segundo a sobrevivente.
 
Popularização demorada
A invenção da incubadora em 1880 alimentou décadas de entusiasmo popular e médico, mas o desenvolvimento da tecnologia foi lento nos 50 anos seguintes.
 
Um artigo publicado em 2000 na revista especializada Journal of Perinatology aponta que é importante considerar esta história não apenas pelo lado tecnológico, mas sob a perspectiva da responsabilidade em relação ao recém-nascido, e como esta foi sendo transferida das mães aos obstetras e, depois, aos pediatras.
 
O doutor Couney morreu em 1950, pouco depois da popularização das incubadoras nos hospitais.
 
Atualmente, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 15 milhões de prematuros nascem por ano – são prematuros os nascimentos registrados antes da 37ª semana de gestação, das 40 de praxe.
 
Cerca de um milhão desses bebês não sobrevive. E muitas destas mortes podem ser evitadas mantendo apenas o calor dos bebês.
 
A temperatura do corpo de um bebê cai logo que ele deixa o ambiente controlado do útero materno. Por isso é importante regular a sua temperatura após o parto.
 
Ocorre, contudo, que prematuros possuem pouca gordura corporal, daí a capacidade reduzida de controlar a própria temperatura – e a importância do experimento do dr. Couney.
 
BBC Brasil / iG

Hanseníase: com tratamento correto, a doença tem cura

A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram o quadro da hanseníase, que há mais de 20 anos tem tratamento e cura
 
Segundo dados do Ministério da Saúde, 67,3% das pessoas que faziam tratamento para hanseníase se curaram em 2004. Já em 2014, esse número saltou para 82,7%. A partir de um diagnóstico positivo de hanseníase, é possível descobrir se há outros casos na família ou comunidade, evitando a transmissão da doença.
 
Porém, a hanseníase ainda é uma doença cercada de estigmas. Também conhecida como lepra, o bacilo transmissor (Mycobacterium leprae) tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos. A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acometem o homem. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença.

A doença atinge pele e nervos periféricos, principalmente os da face e extremidades, como braços e mãos; pernas e pés, podendo levar a sérias incapacidades físicas. O contágio acontece quando uma pessoa doente não tratada entra em contato direto com outra pessoa. A principal via de eliminação do bacilo, e a mais provável porta de entrada no organismo passível de ser infectado são as vias aéreas. Até a manifestação dos sintomas existe um longo período de incubação, que varia de 2 a 7 anos. A hanseníase pode atingir pessoas de todas as idades, de ambos os sexos.
 
No Brasil, a taxa de prevalência de hanseníase caiu 25,7% em 10 anos, passando de 1,71 pessoas em tratamento por 10 mil habitantes em 2004, para 1,27 por 10 mil habitantes em 2014. O Ministério da Saúde registrou 31 mil casos novos da doença no ano passado, número significativamente menor do que os 50,5 mil registrados em 2004.
 
Para evitar a contaminação, esta semana agentes comunitários de saúde e equipes do Programa Saúde da Família estão percorrendo escolas para diagnosticar e tratar hanseníase, tracoma e verminose em alunos de cinco a 14 anos em todo país. A meta é que mais de oito milhões de crianças e adolescentes sejam avaliadas na ação, como parte da terceira edição da “Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma”, do Ministério da Saúde.
 
Estão sendo distribuídas fichas de autoimagem para cerca de 45 mil escolas que participam da campanha. Nas fichas, com desenho do corpo humano, os responsáveis vão marcar onde as crianças possuem qualquer tipo de machas na pele, para serem avaliadas pelas equipes da atenção básica. Com isso, o Ministério da Saúde espera aumentar o diagnóstico precoce e identificar comunidades em que os males ainda persistem.
 
Tratamento
O tratamento do paciente com hanseníase é feito com um combinado de medicamentos antibióticos, além de reabilitação física e psicossocial nos casos mais graves. Existem medicamentos diferentes, utilizados de acordo com o grau e a forma da doença e todos são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
 
O tratamento pode durar de seis meses a dois anos, dependendo do estágio e forma da doença. Quem começa o tratamento deixa rapidamente de ser contagioso, não constituindo mais perigo para as pessoas próximas, portanto, não há necessidade de isolamento. A detecção precoce é fundamental para curar o indivíduo e interromper a cadeia de transmissão da doença. Mas é muito importante que o tratamento seja feito até o final, sem interrupção. O uso indiscriminado dos antibióticos que fazem parte do tratamento aumenta a chance do paciente tornar-se resistente às drogas, além de facilitar a progressão da doença para estágios mais avançados.
 
Como medida do reforço para interromper a cadeia de transmissão, o Ministério da Saúde está adotando, ainda neste segundo semestre, a terapia preventiva da hanseníase às pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados com a doença. A iniciativa começará em treze municípios de três estados com alta carga da doença: Pernambuco, Mato Grosso e Tocantins.
 
A estratégia busca ampliar a cobertura de exames de contatos. Ou seja, a cada novo diagnóstico ou pessoa em tratamento, o serviço de saúde vai identificar e tratar, no mínimo, 20 contatos, entre pessoas que vivem na mesma casa, na vizinhança e outros contatos sociais. Mesmo sem ter sintomas da doença, a pessoa receberá uma dose única de antibiótico.
 

Música durante e após cirurgia tem efeito analgésico, diz pesquisa

Uma música para, literalmente, relaxar. Essa pode ser uma boa estratégia para aliviar as dores e incômodos de uma cirurgia, segundo uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha
 
Ouvir música antes, durante e depois de uma operação pode ajudar a reduzir a dor, apontaram pesquisadores da Universidade Queen Mary em Londres num estudo recente.
 
De acordo com o resultado, pacientes que ouviram música durante o procedimento ficaram menos ansiosos depois da cirurgia e não precisaram tomar tantos analgésicos.
 
O estudo foi divulgado na publicação científica Lancet. Segundo os pesquisadores, a música foi eficaz até mesmo quando pacientes estavam sob efeito de anestesia geral.
 
O Ministério da Saúde britânico disse que médicos deveriam levar em consideração as descobertas da pesquisa.
 
"É um estudo muito interessante. Esperamos que médicos levem os resultados em consideração, porque queremos que os pacientes tenham a melhor recuperação possível após uma cirurgia", disse um porta-voz do ministério.
 
Os cientistas querem que hospitais sugiram em folhetos informativos que os pacientes tragam consigo aparelhos para ouvir música ali.
 
A equipe fez 70 testes com cerca de 7 mil pacientes por volta do horário da cirurgia, comparando uma variedade de músicas 'suaves' com o descanso na cama sem perturbação, fones de ouvido sem música, ruído branco e cuidados de rotina.
 
Apesar de ter havido um efeito no estresse na dor, a música não conseguiu reduzir o tempo que o paciente ficava no hospital.
 
"Seguro e barato"
Catherine Meads, principal autora do estudo, disse que um álbum do Pink Floyd – "Dark Side of the Moon" – ajudou a aliviar suas dores três horas depois de uma cirurgia de quadril em abril.
 
"A música é uma opção segura, barata e não invasiva que deveria estar disponível para todos que passam por uma cirurgia", disse ela.
 
"Atualmente, a música não é usada rotineiramente durante uma cirurgia para ajudar pacientes na recuperação pós-operatória."

"O pouco uso desse recurso acontece principalmente por causa do ceticismo de profissionais sobre o quanto ele pode ser útil e, claro, por causa de questões de orçamento e da falta de hábito de inserir isso na prática diária", disse.
 
Segundo Meeds, o que mais surpreendeu no estudo foi que a música funcionou até mesmo quando os pacientes estavam sob efeito de anestesia geral.
 
Os pesquisadores vão aprofundar esse estudo com outra pesquisa no Royal London Hospital ainda neste ano. Cerca de 40 mulheres que passarem por uma cesariana ou uma histeroscopia terão a chance de ter sua lista de músicas conectadas em um travesseiro com caixas de som embutidas.
 
A autora da pesquisa, porém, ressaltou que é importante tomar cuidado para que a música durante a cirurgia não atrapalhe a concentração nem a comunicação entre médico e equipe na operação.
 
Hazim Sadideen, cirurgião plástico do Hospital da Universidade de Birmingham que também pesquisou sobre o papel da música, disse que a pesquisa traz resultados bastante úteis.
 
"Passar por cirurgias, sejam elas pequenas ou grandes, trazem muito estresse. A música pode ser usada como algo a mais para melhorar a experiência do paciente, mas claro, isso se ele concordar em ouvir música no procedimento."
 
BBC Brasil / iG

Maioria acha que legalização do aborto aumentaria prática

Estatística. Pesquisa diz que maior parte dos entrevistados concorda com legislação atual do país
Pesquisa diz que maior parte dos entrevistados concorda
 com legislação atual do país
Mais da metade dos entrevistados diz que procedimento poderia virar método contraceptivo
 
Foi um teste de farmácia e, em seguida, um exame de sangue que constataram a gravidez de oito semanas de Luciana*, 33, resultado de uma relação sexual sem o uso de preservativo. Naquela época, aos 20 anos, a descoberta foi um susto para a jornalista. Sem o apoio do namorado, de 22, para levar a gestação adiante, restou uma decisão: o aborto. “Eu ia começar a fazer um cursinho, tinha muitos planos e nenhuma maturidade. Não era a hora nem a pessoa certa”, contou.

Ela não está sozinha. Uma pesquisa realizada pela Expertise – empresa brasileira de pesquisa de opinião –, que quis entender o que os brasileiros pensam sobre o tema, revelou que pelo menos 37% dos entrevistados conhecem alguém que já interrompeu uma gravidez. Desses, 2% foram a própria entrevistada ou o parceiro dela. Cerca de 1.500 pessoas de todos os Estados participaram do estudo.

Para 80% dos entrevistados, se o aborto no Brasil fosse legalizado, o índice de procedimentos aumentaria, e 66% dos participantes acreditam que a retirada do feto seria usada como método contraceptivo.

Segundo o Ministério da Saúde, não há dados sobre o número de procedimentos clandestinos ocorridos no país. No entanto, em 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1.575 casos de abortos legais no Brasil, que são feitos em casos específicos. Em Minas Gerais, até junho deste ano, foram registrados dez crimes de aborto, quando a interrupção não tem motivação legal.

Segundo a coordenadora do Apoio a Mulheres numa Gravidez Indesejada (Amgi), Katilene Cristina das Graças, em média, cerca de cem mulheres procuram por ano o atendimento na sede do projeto, que é contra o aborto. “A falta de suporte do parceiro e o medo de ser abandonada por ele contribuem para os índices da prática no país”.

Trauma
Foi o que aconteceu com Luciana. O método escolhido por ela foi a ingestão de um medicamento abortivo, que não surtiu efeito na primeira tentativa. Um exame de ultrassom revelou que a criança ainda estava no útero da mãe.
 
Contracepção
 
Suporte. Vítimas de estupro devem procurar postos de saúde do SUS para receber atendimento psicológico e medicamentos de emergência para evitar uma gravidez e doenças sexuais.
 
SUS realiza métodos contra gravidez
 
Gratuito
Unidades Básicas de Saúde realizam distribuição gratuita de diversos métodos contraceptivos.
 
Cirurgias
Vasectomias (fechamento dos canais deferentes no homem) e laqueaduras (ligadura de tubas uterinas da mulher) podem ser feitas pelo Sistema Único de Saúde.
 
Técnicas
Curetagem, esvaziamento ou Aspiração Manual intrauterina (Amiu) e medicamentos são as técnicas de aborto realizadas pelo SUS, individualmente ou combinadas, conforme a necessidade da paciente.
 
O Dia

Códigos HMP de fitoterápicos já estão disponíveis no site da Anvisa

Os códigos para peticionamento eletrônico de medicamento e produto tradicional fitoterápico já estão disponíveis no site da Anvisa
 
O preenchimento do Histórico de Mudança do Produto(HMP) de fitoterápicos deve ser feito da mesma forma que já é realizado para outros medicamentos, como os sintéticos e biológicos. A visão geral para o preenchimento do formulário está disponível em vídeotutorial.
 
A Agência orienta que as empresas que deveriam protocolar o HMP nos meses de junho e julho deste ano, façam esse protocolo até o fim do mês de agosto. Para os demais casos, as empresas devem protocolizar o HMP no mês de aniversário do registro do fitoterápico na Anvisa.
 
O peticionamento do HMP é exclusivamente eletrônico. Por isso, não serão consideradas petições físicas. As empresas que tenham feito o protocolo físico devem refazê-lo no site.
 
Confira os códigos de HMP para peticionamento eletrônico de medicamento e produto tradicional fitoterápico.
 
10630 – MEDICAMENTO FITOTERÁPICO - Histórico de Mudanças do Produto com inclusão de modificação exclusiva HMP
 
10701 – PRODUTO TRADICIONAL FITOTERÁPICO – Histórico de Mudanças do Produto com inclusão de modificação exclusiva HMP 10631 – MEDICAMENTO FITOTERÁPICO - Histórico de Mudanças do Produto sem inclusão de modificação exclusiva
 
HMP 10702 - PRODUTO TRADICIONAL FITOTERÁPICO – Histórico de Mudanças do Produto sem inclusão de modificação exclusiva HMP
 
O primeiro protocolo de HMP deverá abranger o período compreendido entre 18 de junho de 2014 e o mês de aniversário do registro. A partir do segundo HMP, a empresa deverá incluir informações referentes ao período de 12 meses anteriores ao protocolo da petição.
 
Devem constar do HMP somente as alterações aprovadas pela Anvisa ou as alterações de implementação imediata realizadas durante o período do HMP. No campo “Informações complementares”, deverão ser incluídosos resultados finais de estudos de estabilidade como também outras informações que não são caracterizadas como alterações pós-registro pela RDC nº 38/2014, mas que a empresa julgue pertinente informar.
 
Todas as alterações no medicamento e no processo de fabricação são consideradas alterações pós-registro, devendo ser enquadradas nos itens previstos na RDC nº 38/14. Em caso de mudanças necessárias e não previstas nessa Resolução, ou que não satisfaçam a algum dos quesitos especificados, a empresa deverá enviar SAT direcionado a Coordenação de Medicamentos Fitoterápicos e Dinamizados (Cofid), pois fica a critério da Anvisa estabelecer os testes e a documentação que deverão ser apresentados.
 
Mesmo não tendo ocorrido nenhuma alteração pós-registro no produto, o HMP deverá ser protocolizado. No entanto,ressalta-se que só será gerada taxa a ser paga nos casos em que houver alteração de implementação imediata, descrita na RDC nº 38/2014. Para os casos de mudanças concomitantes, deverá ser informado no HMP apenas o assunto de protocolização, incluindo, na justificativa, a mudança decorrente da alteração protocolizada.
 
Para os casos de mudanças paralelas em que uma alteração foi peticionada e outra foi incluída, os dois assuntos devem ser informados no HMP. Ou seja, haverá uma linha para cada mudança. Nesse caso, a informação de ambas as alterações no HMP deverá ser registrada somente após a aprovação da alteração submetida à análise da Anvisa.
 
ANVISA