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terça-feira, 22 de setembro de 2015

IFF promove Jornada de Debates sobre Saúde e Direitos Reprodutivos

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) irá promover no próximo dia 28/9, a partir das 8h30, a Jornada de Debates sobre Saúde e Direitos Reprodutivos
 
O evento, contará com a presença do deputado federal Jean Wyllys, da coordenadora do Observatório de Sexualidade e Políticas (Abia) Sônia Correa, José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde e coordenador do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde, Leila Adesse, diretora do Ipas Brasil, e profissionais do IFF.
 
A Jornada tem como objetivo discutir temas sobre direitos reprodutivos e aborto. “É fundamental debater e discutir esses temas à luz da saúde pública e dos direitos reprodutivos das mulheres com aqueles que propõe as leis, que pensam e operam o sistema de saúde brasileiro”, explicou Claudia Bonan, pesquisadora do IFF e organizadora da Jornada ao lado dos pesquisadores Corina Mendes e Marcos Nascimento, também do Instituto Fernandes Figueira.
 
 
Serviço
Jornada de Debates sobre Saúde e Direitos Reprodutivos
Data: 28 de setembro de 2015.
Horário: De 8h30 às 16h30.
Inscrições: A partir de 21 de setembro até esgotar as vagas.
Local: Anfiteatro A do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) / Avenida Rui Barbosa, 716 – Flamengo – RJ
 
Juliana Xavier Jornalista
(21) 99627-3790

Rio, 29 de setembro: Dia Mundial do Coração

Especialista faz um alerta para o controle dos fatores de risco das doenças cardíacas
 
Essas doenças são responsáveis por mais de 300 mil mortes por ano no Brasil, e dos 11 fatores de risco, apenas três não podem ser controlados.
 
No próximo dia 29 comemora-se o Dia Mundial do Coração. Porém, ainda são poucos os motivos para celebrar os avanços contra as doenças cardiovasculares, que ainda são a principal causa de morte no mundo.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares afetam, anualmente, no Brasil, cerca de 17,1 milhões de pessoas. No país, mais de 300 mil mortes por ano são decorrentes dessas doenças, que podem se manifestar principalmente como infarto, derrame e morte súbita.
 
A OMS estima que 80% dos casos de ataque cardíaco e infarto prematuro podem ser evitados se ações preventivas forem adotadas. Existem diversos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Estes podem ser chamados de fatores de risco modificáveis e fatores de risco não modificáveis.
 
Na lista dos não modificáveis estão: hereditariedade; idade e gênero (masculino ou feminino). Já na relação dos fatores de risco modificáveis destacam-se: tabagismo; colesterol alterado; hipertensão arterial; inatividade física ou sedentarismo; sobrepeso ou obesidade; elevada circunferência abdominal; presença de diabetes e alimentação inadequada.
 
“Dos 11 fatores de risco, apenas três não podem ser controlados! Prevenir as doenças cardiovasculares é fácil, basta seguir a orientação médica e adotar hábitos de vida saudáveis. Mas embora os especialistas salientem a importância do controle do colesterol e da hipertensão e da necessidade de praticar atividades físicas regularmente para afastar os riscos de infarto, a maior parte dos brasileiros negligencia esses aspectos de saúde”, alertou a dra. Adriana Junqueira, cardiologista que integra o corpo clínico do Bronstein.
 
Nesse contexto, a médica listou, a seguir, algumas dicas para garantir o controle dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares. São elas:
 
1) Tenha uma alimentação saudável - procure realizar entre cinco e seis refeições ao dia. Dependendo de sua rotina, evite “beliscar” entre as refeições. Mastigue bem os alimentos e aumente o consumo de fibras. Consuma alimentos com baixo teor de gordura saturada e que não contenham gordura trans em sua composição. A ingestão diária de sal deverá ser de 5 gramas, o que equivale a três colheres rasas de café. Consuma alimentos que tenham potássio, como feijões, folhas verde-escuras e abacate.
 
2) Movimente-se - inclua atividades físicas em sua rotina; com 30 minutos de exercício diário você diminui os riscos de ataque cardíaco e derrame. Diminua o tempo em frente à televisão. Faça atividades que distraiam e que exijam movimentação, como passear em parques, andar de bicicleta e jogar futebol com os amigos.
 
3) Livre-se do cigarro - se você é fumante, procure seu médico para auxiliá-lo com medidas para abandonar o vício. Se você não fuma, evite que fumem em sua casa ou em seu ambiente de trabalho.
 
4) Mantenha um peso saudável - a manutenção do peso ideal diminui o risco de incidência de doenças cardiovasculares, pois ajuda a manter a pressão arterial, o colesterol e a glicose em níveis normais.
 
5) Conheça seus números - meça sua pressão arterial e seus níveis de colesterol e glicose, além de verificar o valor de sua circunferência abdominal e seu índice de massa corpórea (IMC). Conhecendo seu risco geral, você pode desenvolver um plano específico para melhorar a saúde do coração.
 
Priscila Paies
Assessoria de Imprensa

Dermatite atópica estará no centro das discussões do Simpósio Internacional de Dermatologia Pediátrica

Com a participação de especialistas brasileiros, do Reino Unido, Argentina e Peru, evento vai discutir o diagnóstico e o tratamento de doenças de pele comuns em crianças e adolescentes

Uma das doenças de pele mais comuns na infância e que traz importante impacto na qualidade de vida das crianças e de suas famílias, a dermatite atópica será um dos principais temas abordados durante o I Simpósio Internacional de Dermatologia Pediátrica (Dermaped), que será realizado no Riocentro, nos dias 12 e 13 de outubro. O evento faz parte da programação do 37º Congresso Brasileiro de Pediatria (CBP) e trará para o Brasil alguns dos nomes mais proeminentes no cenário internacional da dermatopediatria.

Um dos especialistas internacionais convidados para palestrar é o professor em dermatologia pediátrica do Institute of Child Health, da University College London, John Harper. Autor do livro Textobook of Pediatria Dermatology, uma das bases para quem estuda esta área, ele fará uma conferência no simpósio, em que serão apresentados os avanços científicos no tratamento da doença.

“A dermatite atópica é uma doença crônica, em que a pele inflama e coça com muita facilidade, levando à formação de placas, que infectam e trazem muito estigma social. E hoje temos muitas novidades com relação ao manejo da patologia, principalmente a partir da descoberta das alterações na barreira cutânea, que ocorrem na doença. Esses novos conhecimentos permitem propor novas terapêuticas e um diagnóstico mais precoce e fidedigno. Por isso, a conferência é de grande importância para os profissionais da área”, explica a médica Kerstin Taniguchi Abagge, presidente do Dermaped.

Além da conferência internacional sobre a base genética da dermatite atópica e a melhor forma de tratamento, que será apresentada pelo especialista inglês no dia 12, o evento debaterá outros importantes temas relacionados à saúde da pele de crianças e adolescentes. As palestras abrangem assuntos vistos frequentemente pelo pediatra no consultório, como infecções bacterianas, micoses e picadas de inseto, mas também serão apresentados trabalhos sobre lesões que muitas vezes são desafios para diagnosticar ou que devem gerar atenção do pediatra para os seus diagnósticos diferenciais.

Segundo Kerstin Abagge, as doenças de pele representam 20% das queixas em pediatria. “O reconhecimento por parte dos pediatras das principais dermatoses em crianças permite que eles possam resolver grande parte das queixas simples. Porém, doenças crônicas, como a psoríase, a dermatite atópica, o vitiligo, por exemplo, ou doenças comuns que demandam conhecimento um pouco mais específico, como acne, hemangiomas e nevos necessitam de uma orientação mais detalhada”, comenta a especialista, que é presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outros palestrantes
Outra palestrante convidada para o Simpósio é a especialista argentina Paula Luna, co-autora do livro Dermatología Pediátrica, lançado no ano passado. Ela fará palestra sobre psoríase. Já Rosalía Ballona Chambergo, pediatra e dermatologista chefe do Servicio de Dermatología Pediátrica no Institutito de Salud del Niño, em Lima, no Peru, vai falar sobre o surgimento de novas exantemas (tipo de erupção cutânea) infantis.

“Teremos palestras focadas no diagnóstico e no tratamento, e o evento será uma grande oportunidade para troca de experiência e aquisição de novos conhecimentos”, comenta a presidente do simpósio, que também fará palestra, durante a conferência Lesões Vasculares.

A especialista vai apresentar os resultados de 10 anos de início do uso do propranolol no tratamento dos hemangiomas da infância, e o uso de novas drogas, como o sirolimus para tratamento de tumores vasculares, e o sildenafil, usado nas malformações linfáticas. O público esperado pelos organizadores é de 400 participantes.

Mais informações sobre o simpósio podem ser obtidas em http://www.dermaped2015.com.br.

Assessoria de Imprensa
SB Comunicação, (21)3798-4357 – jor@sbcomunicacao.com.br
Marta Leticia Brito

Sistema com histórico de exames estará disponível em hospitais universitários

O Sistema de Informações Gerenciais da Ebserh (SIG Ebserh) incorporou mais uma ferramenta integrada: o histórico de exames no Painel do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitário (AGHU)
 
A novidade vai permitir que os hospitais acompanhem a produção de exames, além da quantidade de agendamentos, cancelamentos e realizações. A medida está disponível nos hospitais universitários das universidades federais do Maranhão, do Piauí, do Triângulo Mineiro e de Juiz de Fora locais que já contam com o módulo de exames.
 
“As informações vão ajudar os gestores dos hospitais na tomada de decisão. Os dados apresentados são de hora em hora, mantendo o gestor atualizado em tempo real. A iniciativa facilita a identificação de um problema e, consequentemente, de uma ação que o solucione”, explicou Bruno Souza, Coordenador de Desenvolvimento de Sistemas de Informações.

O Painel deve lançar, ainda, em suas próximas versões a possibilidade de visualizar as informações sobre cirurgias. Além dessas funcionalidades, o painel também permite gerar relatórios de dados históricos e dados de estoque. “O Painel deve evoluir para ser uma ferramenta de Bussiness Inteligence, integrada com os objetivos e metas da Ebserh, gerando alertas e e-mails para os gestores no caso de desvios em relação as estratégias definidas”, destacou Bruno.
 
Análise em tempo real
O Painel permite aos hospitais acompanharem a situação online dos serviços prestados, de acordo com os módulos do AGHU instalados nas unidades. Cada unidade filiada dispõe de módulos do aplicativo que permitem à sede da empresa avaliar os dados e acompanhar o trabalho nos hospitais em tempo real. São informações sobre ambulatórios, consultas, internações e, agora, exames. A partir dessa informações, os gestores baseiam suas decisões gerenciais. Recentemente, o Painel foi premiado no 21º Congresso de Informação e Inovação na Gestão Pública (Conip) pelo ineditismo e a efetiva melhoria do trabalho de gestão nos hospitais.
 
Ferramenta administrativa
O Sistema de Informações Gerenciais da Ebserh (SIG Ebserh) é uma ferramenta integrada de gestão que provê informações gerenciais para o suporte à tomada de decisões e ao planejamento estratégico da empresa. O sistema tem como propósito tornar o desempenho das atividades dos colaboradores mais eficiente e eficaz, além de garantir o acesso a informações de maneira rápida, íntegra e segura. Atualmente, o SIG conta com mais de 40 módulos, sendo um deles o Painel da AGHU.
 
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh

Setembro Amarelo: Prevenção do suicídio ganha destaque durante o mês

O mês de setembro foi escolhido pela Associação Internacional de Prevenção do Suicídio para alertar sobre a importância de ações de prevenção. O objetivo da organização é dar destaque ao assunto, encarado por muitos como um tabu, e conscientizar a população
 
O Brasil está entre os 28 países, de um universo de mais de 160 analisados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que possui estratégia de prevenção ao suicídio. O Ministério da Saúde, por meio da rede pública, oferece atenção integral em saúde para os casos de tentativa de suicídio.
 
O Coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde (MS), Roberto Tykanori, conta que a rede de atenção é fundamental para prevenção das tentativas de suicídio “Os dados gerais de epidemiologia do suicídio mostram que mais da metade das pessoas que cometem o ato tem um histórico anterior de transtorno mental. O fato de termos redes de serviço que acolhem e atendem pessoas com estes distúrbios, por si, já tem um efeito preventivo. Outro ponto importante, é que ter esta rede permite o acesso de pessoas que nunca tiveram este tipo de problema, mas podem vir a procurar em momentos de dificuldade”, explica.
 
Quem precisa de atendimento para transtornos mentais no Sistema Único de Saúde (SUS) pode contar com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Atualmente, o país possui 2.241 unidades em funcionamento. Nesses estabelecimentos, o paciente recebe atendimento próximo da família, assistência médica especializada e todo o cuidado terapêutico conforme o seu quadro de saúde. Quando recomendado pelo médico, o SUS disponibiliza gratuitamente medicamentos que podem auxiliar no tratamento dos pacientes.

Entre os fatores de risco associados com o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões como isolamento social, desemprego, migrantes; questões psicológicas, como perdas recentes, dinâmica familiar; e condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer.

Sinais no cotidiano podem mostrar à família que a pessoa planeja ou pensa na possiblidade de suicídio. A maioria das pessoas com ideias de morte comunica seus pensamentos e intenções suicidas. Elas, frequentemente, dão sinais e fazem comentários sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer pra nada”, e assim por diante. Tykanori alerta que comportamentos considerados como de despedida podem ser percebidos antes da tentativa de suicídio. “De repente a pessoa começa a se desfazer de coisas, dizer que não vai fazer mais certas atividades. Sinais que a pessoa está encerrando sua agenda, por exemplo. Em geral este tipo de comportamento é considerado de alto risco. Independente de a pessoa estar deprimida ou ter um histórico de transtorno mental”.

Por isso, é importante que a família fique atenta aos comportamentos de alerta. Por trás deles estão os sentimentos de pessoas que podem estar pensando em suicídio. São quatro os sentimentos principais de quem pensa em se matar. Todos começam com “D”: depressão, desesperança, desamparo e desespero (regra dos 4D). Caso note alguém com este comportamento, a ajuda pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que é a porta de entrada para os usuários do SUS. Se necessário, o paciente será encaminhado a um serviço de atenção especializada.

Diretrizes Nacionais de Prevenção
Em 2006, o Ministério da Saúde publicou as Diretrizes Nacionais de Prevenção do Suicídio (Portaria 1876/2006) e o manual dirigido aos profissionais das equipes de saúde mental dos serviços de saúde, com ênfase nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Tanto o tema do suicídio quanto o da depressão são abordados no curso de educação à distância “Atenção à crise em saúde mental ”, realizado desde o ano passado em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina. Até o momento, 2.064 profissionais de saúde já foram capacitados.
 
Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

ANS divulga índice de desempenho das operadoras

O número de beneficiários em operadoras de planos de saúde bem avaliadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentou em 2014 em relação a 2013. É o que mostram os resultados do programa de Qualificação da Saúde Suplementar 2015, com base nos dados enviados pelas operadoras à Agência ao longo de 2014
 
De acordo com o índice que mede o desempenho do setor, 901 operadoras analisadas pela Agência ficaram com nota entre 0,6 e 1 (nota máxima) no ano passado, contra 805 em 2013, o que corresponde a um crescimento de 11,9% no período. Juntas, elas representam 75,9% de todo o mercado de planos de saúde de assistência médica e odontológica, composto por 1.187 operadoras. E são responsáveis pelo atendimento de 89% dos beneficiários em planos de assistência médica e 96% dos beneficiários em planos de assistência exclusivamente odontológica.
 
O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) 2015 é composto pela avaliação da assistência prestada pelas operadoras aos seus clientes (Atenção à Saúde), quesito que equivale a 40% da composição da nota, além de indicadores de satisfação do cliente (20%), estrutura e operação da empresa (20%) e aspectos econômico-financeiros (20%).
 
Os dados também apontam queda de 34,5% no número de operadoras concentradas na faixa intermediária das notas do IDSS, que varia de 0,4 a 0,59. Em 2014, 174 operadoras ficaram nessa faixa – no ano anterior eram 266. Outras 62 empresas ficaram com índice entre 0,2 e 0,39, contra 94 em 2013, representando uma queda de 34%. Na faixa mais baixa (0 a 0,19), a ANS identificou 50 operadoras, redução de 30,5% em relação ao ano anterior (72).
 
As informações do IDSS mostram que houve melhora do desempenho das operadoras, com maior concentração de empresas com notas entre 0,6 e 0,79 e na faixa de 0,8 a 1 ponto, que são consideradas positivas, e queda em todas as outras faixas. Isso aponta para o esforço do setor na melhoria da qualidade da prestação de serviços aos beneficiários. Do total de operadoras analisadas 743 se mantiveram estabilizadas nas faixas mais elevadas do IDSS e 337 subiram na avaliação. Outras 83 tiveram queda nos indicadores do IDSS.
 
Em relação à dimensão econômico-financeira, vale destacar que os esforços regulatórios que vêm sendo realizados pela ANS no sentido de ampliar as garantias financeiras e as margens de provisão, têm se refletido numa variação positiva das operadoras neste quesito. Deste modo, merece destaque o incremento de 0,65 em 2013 para 0,83 em 2014 na média das notas nesta dimensão. Isso significa que houve melhora nas provisões e nas reservas financeiras de boa parte das operadoras que atuam no mercado. Ressalte-se ainda que o atual estágio do Programa até então tem privilegiado mais os aspectos concernentes à conformidade regulatória do que àqueles associados ao desempenho operacional das avaliadas. Quanto às demais dimensões (Atenção à Saúde, Estrutura e Operação e Satisfação do Beneficiário) não foram observadas variações médias significativas entre 2013 e 2014.
 
Para a diretora de Desenvolvimento Setorial, Martha Oliveira, “a avaliação anual do desempenho das operadoras de planos de saúde aumenta a gama de dados divulgados, e, consequentemente, dá mais transparência aos dados do setor. Também permite avaliar o aprimoramento das operadoras, estimulando a concorrência entre elas, e beneficia o consumidor de planos de saúde por ser um item a mais na hora de pesquisar produtos no mercado”.
 
Aprimoramento permanente
considerando a evolução do setor e com o objetivo de promover a melhoria contínua do programa, tornando as dimensões analisadas mais próximas à realidade da saúde suplementar, a ANS está construindo uma nova proposta sobre a metodologia de avaliação do IDSS. As discussões vêm sendo feitas no âmbito do Comitê Executivo do Programa de Qualificação, do qual participam representantes do setor, e irá gerar um novo normativo. A expectativa é que a partir de 2016 já sejam consideradas novas dimensões, que poderão contar com a utilização dos dados obtidos a partir das guias TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar), que propiciarão a oportunidade de desenvolvimento de novos indicadores, especialmente no que tange ao desfecho dos processos de cuidado na saúde.
 
Sobre o programa de qualificação
O IDSS é conhecido como a ‘nota’ das operadoras e integra o programa de Qualificação das Operadoras. O resultado do índice demonstra como o mercado está se comportando nos itens avaliados anualmente e é um importante parâmetro para os 50,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica e os 21,5 milhões com planos exclusivamente odontológicos avaliarem sua operadora.
 
As notas do IDSS têm cinco faixas de variação, indo de 0 a 0,19; 0,2 a 0,39; 0,4 a 5,9; 0,6 a 0,79; e de 0,8 a 1 (nota máxima). Para chegar a essas notas, são avaliados 29 indicadores, sendo 16 relativos à dimensão da Atenção à Saúde; seis de Estrutura; quatro envolvendo aspectos Econômico-financeiros; e três sobre Operação e Satisfação do Beneficiário (ver lista).
 
Além do desempenho das operadoras, o IDSS permite avaliar a distribuição percentual de operadoras médico-hospitalares e odontológicas por faixas de pontuação, bem como dos beneficiários, entre outros recortes.
 
LISTA DE INDICADORES DO IDSS 2015 (ano base 2014)
 
Indicadores da dimensão da atenção à saúde (peso: 40%):
Taxa de citopatologia cérvico vaginal oncótica;
Taxa de mamografia;
Proporção de parto cesáreo;
Número de Consultas Médicas Ambulatoriais por Beneficiário;
Taxa de Internação Hospitalar;
Proporção de consulta médica em pronto socorro;
Índice de sessões de quimioterapia sistêmica por consulta médica;
Taxa de internação por fratura de fêmur em idosos;
Número de consultas médicas ambulatoriais selecionadas por beneficiário com 60 anos ou mais;
Número de consultas odontológicas iniciais por beneficiário;
Taxa de aplicação tópica profissional de flúor;
Taxa de raspagem supra-gengival;
Taxa de dentes permanentes com tratamento endodôntico concluído;
Taxa de exodontia de permanente;
Proporção de próteses odontológicas unitárias; Programa de Promoção da Saúde e prevenção de Riscos e Doenças.
 
Indicadores da dimensão estrutura e operação (peso: 20%):
Dispersão de procedimentos e serviços básicos de saúde;
Dispersão da rede assistencial hospitalar;
Dispersão de serviços de urgência e emergência 24 horas;
Dispersão da rede assistencial odontológica;
Percentual de qualidade cadastral;
Índice de regularidade de envio dos sistemas de informação.
 
Indicadores da dimensão econômico-financeira (peso: 20%):
Patrimônio Líquido Ajustado por margem de solvência;
Liquidez Corrente;
Provisão de eventos ocorridos e não avisados;
Suficiência em ativos garantidores vinculados.
 
Indicadores da dimensão satisfação do beneficiário (peso: 20%):
Proporção de beneficiários com desistência no primeiro ano;
Sanção pecuniária em primeira instância;
Índice de reclamações.
 
Saúde Business

Ginecomastia não causa risco à saúde, mas afeta autoestima

O sentimento de vergonha faz com que estes rapazes curvem os ombros causando alteração postural e na coluna (escoliose), evitando ainda ficar sem camisa em praias e vestiários, o que pode causar grave dano psicológico em decorrência do isolamento social
Thinkstock/Getty Images
O crescimento das mamas não é apenas reflexo do aumento de peso, e pode ocorrer em diferentes fases da vida do homem
 
Ouvir os amigos brincando "mostra os peitinhos" passou a ser um incômodo para o jovem V.S.M*, 24, que se submeteu a cirurgia recentemente para retirar o excesso de glândula e tecido gorduroso na região mamária. A ginecomastia foi detectada na adolescência, mas o rapaz imaginou que ao perder peso, o problema seria solucionado.
 
“Não adiantou e isso começou a me causar muita vergonha. Minha estratégia era nunca tirar a camisa em público, mas ainda assim, as pessoas faziam brincadeiras e isso me deixava envergonhado e triste”, conta.
 
Evitar lugares como clubes e praias passou a ser recorrente e o jovem percebeu que estava cada vez mais se isolando. “Decidi buscar orientação médica e, só não fiz isso antes, porque não imaginei que houvesse solução. Há cerca de um mês fiz a cirurgia e já me sinto aliviado”, relata.
 
E é essa a função de uma consulta com um médico especializado: buscar orientação e tratamento para uma disfunção que, em geral, não causa riscos à saúde masculina, mas pode provocar uma série de situações constrangedoras interferindo na autoestima e, consequentemente, deixando muitos homens deprimidos e com vergonha de se expor.
 
Segundo o médico Eduardo Porto Leite, especialista e membro da Sociedade Brasileira e Cirurgia Plástica (SBCP) e Associação Médica Brasileira (AMB), a ginecomastia pode afetar homens em diferentes faixas etárias. “A incidência entre adolescentes chega a 65%, em adultos pode ocorre em até 32% e, após os 60 anos de idade, em 40% dos homens. Na puberdade, o problema tende a regredir espontaneamente, sendo que apenas 7% dos jovens permanecem com o diagnóstico e são indicados para acompanhamento e tratamento”, explica.
 
O especialista afirma que estudos científicos comprovam alterações psicológicas em boa parte dos jovens que apresentam ginecomastia. “O sentimento de vergonha faz com que estes rapazes curvem os ombros causando alteração postural e na coluna (escoliose), evitando ainda ficar sem camisa em praias e vestiários, o que pode causar grave dano psicológico em decorrência do isolamento social”, ressalta.
 
Para o médico, essa tormenta em uma fase de autoafirmação da virilidade masculina, tende a gerar traumas irreparáveis no futuro. Por isso, não renegar o problema é uma decisão importante. O tratamento indicado pode restaurar a autoestima, melhorando o convívio social e evitando traumas futuros.
 
Entenda o problema e suas causas 
A ginecomastia é o aumento benigno do tecido mamário masculino. “É uma alteração do tamanho e formato das mamas masculinas, causada pela proliferação da glândula mamária e também pelo acúmulo de gordura na região do tórax”, define Leite.
 
Segundo o cirurgião plástico Daniel Rufatto, integrante do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro (SP), a principal causa para o surgimento do problema ocorre devido a uma alteração na relação hormonal estrogênio/androgênio e que apresenta três causas: fisiológica, patológica e exógena.
 
A primeira refere-se ao desenvolvimento masculino em diferentes etapas: após o nascimento, devido à presença de hormônios maternos; na puberdade por questões hormonais; e na senil, pela queda da testosterona.
 
“O aumento da mama também pode ser decorrente de fatores patológicos, como algumas neoplasias, alterações metabólicas hepáticas e renais, desnutrição e hipogonadismo”, completa Rufatto. E em último caso, ser decorrente do uso de drogas e anabolizantes.
 
Portanto, é importante destacar que obesidade não está ligada necessariamente ao surgimento da ginecomastia. “Em pacientes acima do peso, é possível identificar um acúmulo de gordura na região mamária, sem que ocorra o aumento da glândula”, diz o cirurgião plástico.
 
O tratamento cirúrgico é o mais indicado 
Segundo o médico Luiz Wanna, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o tratamento clínico é indicado e se não houver resultado, encaminha-se o paciente para a cirurgia.
 
“Se for detectado apenas excesso de gordura é realizada uma lipoaspiração; se a ginecomastia estiver diagnosticada, é necessário retirar essa glândula mamária por meio de um corte de aproximadamente 4 cm na aréola”, explica o médico. 
 
Em 75% dos casos, o problema regride espontaneamente em até três anos. Por isso, Rufatto comenta que é válido realizar acompanhamento clínico. “Para os casos persistentes, a cirurgia é o tratamento mais adequado. Neste caso, é feita uma pequena incisão periareolar em meia lua para acessar e retirar o excesso de glândula. Também é possível associar uma lipoaspiração local para retirada de excesso de tecido gorduroso”, completa o especialista.
 
A cicatriz normalmente permanece camuflada na parte inferior da aréola. Já a cirurgia é realizada com anestesia local ou geral, de acordo com a avaliação médica, sendo que o paciente costuma ficar internado apenas um dia. Para ser submetido à cirurgia, é importante realizar uma avaliação clínica que inclui uma bateria de exames laboratoriais, eletrocardiograma e ultrassom das mamas.
 
A recuperação costuma ser rápida, exigindo repouso na primeira semana e o uso de cinta pós-operatória no primeiro mês.
 
“A glândula dificilmente retorna, exceto se ocorrer grande desequilíbrio hormonal”, afirma Wanna. E o tecido gorduroso lipoaspirado também não pode ser recuperado, podendo ocorrer novos depósitos de gordura caso ocorra excessivo ganho de peso pós-cirurgia. “O paciente bem orientado pelo cirurgião plástico no pós-operatório mantém o resultado de maneira definitiva”, garante Leite.
 
* O nome não foi divulgado para resguardar a identidade do entrevistado 
 
iG

Cientistas desenvolvem material que regenera ossos com osteoporose

Para a medicina regenerativa, entender os principais estímulos para regeneração do osso é crucial para projetar biomateriais
 
Cientistas italianos desenvolveram um biomaterial composto só de proteína que permite regenerar ossos de idosos. Pesquisadores do Ateneo di Pisa, em colaboração dos colegas da Università Politecnica delle Marche, na Itália, obtiveram esse resultado produzindo um biomaterial que, apesar da ausência de cálcio, seria capaz de estimular a regeneração do osso. As informações são da agência de notícias Ansa.
 
O estudo, que foi publicado no periódico Nature Scientific Reports, se desenvolveu por meio de um projeto de engenharia biomédica que pesquisava distúrbios ligados ao envelhecimento. O objetivo do projeto é recriar in vitro condições de envelhecimento dos idosos para entender quais são os fatores que retardam ou aceleram esse envelhecimento. 
 
Segundo Arti Ahluwalia, professora de bioengenharia em Pisa e coordenadora do projeto, e Giorgio Mattei, pesquisador local, a matriz extracelular do osso é um material composto natural, formado principalmente de colágeno e componentes minerais, em sua maioria pelo fosfato de cálcio, que constitui o microambiente natural das células e fornece a elas vários estímulos, entre eles sinais mecânicos ou químicos que regulam o comportamento e sua função.
 
Segundo eles, entender quais são os principais estímulos promovidos pela regeneração óssea é crucial para projetar biomateriais otimizados para a aplicação da engenharia tecidual e medicina regenerativa.
 
Os pesquisadores italianos concluíram que, para idosos com ossos frágeis, os materiais pobres em conteúdo mineral mas com uma rigidez adequada podem favorecer a regeneração óssea sem acelerar o processo degenerativo.
 
iG

Fibrilação atrial costuma acontecer quando se bebe em excesso

Tipo de arritmia cardíaca está relacionado à períodos festivos e pode causar AVC

Dr. Bruno Valdigem Cardiologia - CRM 118535/SP

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca que costuma aparecer mais em datas festivas, isso, porque, normalmente os sintomas aparecem após a ingestão de álcool em excesso. O problema ocorre quando o coração se contrai de maneira irregular, prejudicando o bombeamento do sangue.
 
Em casos mais graves, a condição pode fazer com que o sangue não seja completamente expulso do coração, aumentando o risco de formação de coágulos nos vasos. O perigo da doença está na possibilidade desses coágulos saírem do local onde foram formados e irem ao cérebro, por exemplo, provocando um AVC.
 
Em 1987, médicos americanos observaram que a maioria dos pacientes que procuraram atendimento no Natal tinham algo em comum: sintomas associados à fibrilação atrial. Por esse motivo passaram a chamar a doença, quando desencadeada neste contexto - em que normalmente se ingere mais álcool - de Holiday Heart Syndrome, que em português pode ser traduzido como Síndrome do Coração Festivo. 
 
Uma analise de um apanhado de 14 estudos feita pela Universidade de Tsukuba no Japão, sugere que quem toma bebida alcoólica em excesso de forma regular tem uma tendência a apresentar fibrilação atrial até 50% maior que pessoas que não bebem ou bebem pouco.
 
O excesso de cafeína também pode levar a uma crise de arritmia cardíaca em pessoas com fibrilação atrial. Por isso, é importante que esses pacientes se atenham a pequenas quantidades, como o as presentas em uma xícara de café, pois estas não ameaçariam a sua saúde. O perigo está em bebidas com concentrações muito altas de cafeína, como os energéticos. Hoje, além disso, é muito comum a associação de energéticos e bebidas de maior teor alcoólico em festas.
 
Pacientes com o problema ou que tenham uma sensibilidade individual muito alterada ao álcool podem optar pela por abstenção total da bebida, uso de certas medicações antiarrítmicas ou de procedimentos como a ablação por cateter - uma microcirurgia que cauteriza os focos mais comuns de fibrilação atrial.
 
Minha Vida

Pesquisa revela confusão da população e descaso com sintomas clássicos da asma

No Brasil, são cerca de 20 milhões de asmáticos, ou seja, 10% da população
 
Falta de ar, tosse, chiado no peito, muco e coriza afetam milhões de brasileiros. O problema é quando a população desvaloriza esses sintomas, característicos de uma doença grave e muito comum: a asma. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem cerca de 300 milhões de asmáticos no mundo. A incidência é mais comum em países ricos, atingindo de 1% a 18% da população.
 
No Brasil, são cerca de 20 milhões de asmáticos, ou seja, 10% da população. Pesquisa do Ibope, encomendada pelo Boehringer Ingelheim, laboratório com atuação em doenças respiratórias, ouviu mais de 2 mil pessoas em todas as regiões brasileiras para entender como o brasileiro percebe sua saúde respiratória. Os resultados revelam muita confusão entre conceitos e uma falsa sensação de controle da doença, o que pode representar risco de vida para esses pacientes.
 
Quarenta e quatro por cento dos entrevistados afirmaram ter sintomas respiratórios como tosse, falta de ar, chiado no peito e coriza, percebidos como manifestações de asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Dos que relataram os sintomas, 35% afirmam ter asma e 37%, bronquite crônica. O pneumologista Clystenes Odyr Soares, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chama atenção para a quantidade de pessoas que alegaram ter bronquite crônica, doença bem menos frequente e relacionada a anos de tabagismo. “É bem provável que a bronquite crônica mencionada nos resultados, na verdade, seja asma, principalmente se os primeiros sintomas surgirem ainda na infância, como é o caso de 73% dos entrevistados que responderam ter bronquite”, esclarece o especialista.

Esse tipo de confusão é bem comum entre os leigos e, segundo Clystenes, o nome que se dá pouco interessa, sendo realmente importante que a pessoa procure ajuda especializada e não desvalorize os sintomas. “O quadro existe independente do nome que os leigos dão a ele. Percebemos um certo preconceito com o termo asma, as pessoas consideram mais grave, lembram que é uma doença sem cura e preferem chamá-la de bronquite alérgica. Mas, do ponto de vista médico, é asma mesmo, uma doença de natureza alérgica, de predisposição genética, vinculada a fatores ambientais, que predomina na infância dos meninos e na vida adulta das mulheres, sendo esses pacientes sensíveis a produtos químicos e mudanças climáticas”, explica.

Chiado no peito e falta de ar são os principais sintomas de asma. Existem casos de pacientes que apresentem apenas um quadro de tosse crônica, por mais de oito semanas. A asma é intermitente, vai e volta, e os sintomas podem ser provocados por fatores externos, como clima ou presença de animal em casa. Já na DPOC, os pacientes também podem apresentar tosse e chieira, mas a doença é causada, principalmente, pelo uso de cigarro e exposição frequente à fumaça de fogão a lenha, comum nas cidades do interior.

Segundo a pneumologista Eliane Viana Mancuzo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro da Comissão de Doenças Intersticiais da Sociedade Mineira de Pneumologia, pacientes com tosse, chieira e aperto no peito recorrentes, que melhoram e voltam a apresentar o quadro, deveriam procurar um clínico, inicialmente. De acordo com ela, a população deve dar atenção, principalmente, a sintomas respiratórios que persistem por mais de duas semanas, com histórico de recorrência.

“Se em um ano a pessoa teve contato com mofo, apresentou quadro de tosse, chieira e melhorou com uso de broncodilatadores ou mesmo espontaneamente, mas os sintomas voltaram no ano seguinte em uma outra exposição ou após uma infecção respiratória, é preciso buscar ajuda. Tosse, chieira no peito e falta de ar recorrente que não melhora não podem ser desconsiderados. A asma tem uma prevalência alta no Brasil, mas ainda é subdiagnosticada e mal tratada. As pessoas acham que estão controladas, mas, quando avaliamos, percebemos que não”, explica. A sensação de controle da doença foi outro dado que chamou a atenção de especialistas na pesquisa sobre a saúde respiratória do brasileiro: 91% dos que afirmaram ter asma disseram ter a doença controlada, enquanto 72% reconhecem consequências da asma em sua rotina.

“Isso nos alerta para uma percepção equivocada que os pacientes parecem ter em relação aos sintomas respiratórios que não são valorizados e, consequentemente, podem não receber a avaliação médica adequada. É muito interessante notar essa contradição: como é possível que a maioria dos pacientes perceba a doença como controlada e, ao mesmo tempo, reconheça o prejuízo nas atividades de rotina? Infelizmente, esse descuido em relação ao controle da asma não é novidade para nós, médicos, pois existem estudos publicados que reforçam este cenário preocupante”, alerta Clystenes. De acordo com a Iniciativa Global contra a Asma (GINA), sintomas prolongados são indicadores de que a asma não está controlada e pode, assim, comprometer significativamente a vida diária dos pacientes.
 
Tratamento
Fora de controle, a asma evolui para crises que provocam cerca de 3 mil óbitos por ano. Segundo Clystenes, apesar de incurável, a doença é plenamente controlável. “Com um diagnóstico simples e com medicação adequada, é possível viver bem com a doença. O descontrole do quadro é em função de uma não adesão adequada ao tratamento. Tem pacientes que melhoram e acham que precisam da medicação só quando não estão passando bem”, alerta o especialista. Segundo Eliane, no Sistema Único de Saúde, estão disponíveis corticoides inalatórios e bronquiodilatadores de longa e de curta duração. “Falta incorporar o tiotrópio, um anticolinérgico de longa ação recentemente aprovado e indicado para pacientes com asma não controlada”, defende.
 
Registros no Sudeste
 
- 35% dos pacientes que disseram ter asma buscam ajuda médica pelo menos uma vez ao mês
 
- 25% teriam levado mais de um ano entre os primeiros sintomas e o diagnóstico (segundo maior índice do Brasil)
 
Exercício aeróbico
Os sintomas da asma diminuem em até 70% quando o paciente pratica exercícios aeróbicos. O dado é de um recente estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que avaliou a hiper-responsividade brônquica, que é quando o asmático tem as vias aéreas irritadas por ácaro, pó, poeira. Os resultados demonstraram que é necessária uma quantidade maior de alérgenos (pó, poeira, ácaro) para fazer a via aérea fechar, sugerindo que a inflamação diminuiu significativamente entre aqueles que praticam atividade física.
 
“Isso sugere que o exercício é anti-inflamatório e melhora a qualidade de vida do paciente”, ressalta o fisioterapeuta e professor da USP Celso Carvalho, coordenador da pesquisa. A prática de atividades físicas também reduziu pela metade a ida ao pronto-socorro, que costuma ocorrer durante crises de asma, mesmo em pacientes que usam medicação adequadamente. De acordo com Carvalho, todos os participantes do estudo tomavam remédio para asma, condição que também deve ser observada pelos pacientes interessados em iniciar a prática de exercícios.
 
Agência Brasil

Inca lança portal exclusivo para doadores voluntários de medula óssea

Novidade ocorreu na véspera do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea
 
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) lançou nesta sexta-feira (18/09) portal dedicado exclusivamente ao registro de doadores voluntários de medula óssea, programa de governo denominado Redome.

De acordo com o coordenador do Redome, Luis Fernando Bouzas, o portal tira dúvidas dos doadores, profissionais e pacientes. O ponto mais importante do portal é a ferramenta que possibilita ao doador voluntário de medula óssea atualizar seu cadastro..

Segundo Bouzas, doadores que registraram dados no cadastro por muitos anos devem atualizar informações como endereço, e-mail e telefones. Acrescentou que esse cuidado é importante para que o Redome possa localizar rapidamente a pessoa, quando ela for selecionada para realizar a doação. Bouzas explicou que, futuramente, o portal ganhará versões em inglês e espanhol.

O lançamento do portal ocorre na véspera do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, criado pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA), entidade que reúne os registros de doadores de 52 países.

Bouzas explicou que a meta dos países que hoje fazem parte da WMDA é chegar aos 30 milhões de doadores cadastrados em quatro anos. “Esse é um dado importante, pois aumenta, e muito, a possibilidade de se encontrar um doador compatível para um paciente que precisa se tratar com o transplante de medula óssea”.

Hoje, o Redome é a terceira maior entidade de registro do mundo, com mais de 3,8 milhões de pessoas. Até julho deste ano, foram feitos 159 transplantes por meio do Redome. Em uma década, o Brasil dobrou o número de transplantes, passando de 12.722 cirurgias, em 2003, para 23.227, em 2014, incluindo os transplantes autólogos e singênicos. No transporte autólogo, as células-tronco são obtidas do próprio paciente – o mais comum e simples – e, no singênico, as células são de gêmeos idênticos.
 
Agência Brasil

Cirurgia bariátrica deve priorizar diabéticos e não apenas obesos

Diabetes tipo 2: cirurgia bariátrica eliminou a necessidade de medicamentos em pacientes de estudo brasileiro
Thinkstock/VEJA
Um novo estudo mostrou que o procedimento é efetivo para os pacientes com diabetes tipo 2 tanto sob ponto de vista clínico quanto econômico; os portadores da doença que se submetem à cirurgia reduzem os gastos com medicamentos e atendimento médico em até 30%
 
Pacientes obesos e diabéticos deveriam ter prioridade na indicação da cirurgia bariátrica metabólica. É o que diz um estudo publicado recentemente no periódico científico The Lancet. De acordo com os pesquisadores, a priorização deste grupo é importante tanto do ponto de vista clínico quanto econômico. Os resultados do estudo mostraram que os pacientes que realizaram a cirurgia tiveram uma redução nos gastos com medicamentos e atendimento médico em torno de 30%.
 
O trabalho foi realizado com cerca de quatro mil pacientes do sistema de saúde sueco que foram acompanhados por 15 anos. Destes, uma parte foi submetida à cirurgia bariátrica e metabólica e a outra continuou a ser tratada clinicamente, apenas com remédios e outras terapias.
 
Após os 15 anos de acompanhamento, o estudo concluiu que, entre os pacientes operados, a economia com os diabéticos foi maior, quando comparados aos pré-diabéticos e aqueles com glicemia normal. "O estudo SOS vai além ao dizer que entre os pacientes diabéticos indicados para a cirurgia, deve-se priorizar aqueles com até um ano de diagnóstico da doença", afirma Ricardo Cohen, cirurgião-geral e diretor do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
 
De acordo com o cirurgião, este estudo é um dos mais importantes realizados até então, pois é o primeiro que prova que a cirurgia não é só efetiva em longo prazo, mas também traz um impacto econômico significativo para os pacientes e para o sistema de saúde.
 
Para ser considerada obesa, uma pessoa deve ter um índice de massa corporal (IMC) igual ou acima de30. No entanto, as diretrizes atuais indicam a cirurgia bariátrica apenas para pacientes com IMC acima de 35. "O que estamos tentando fazer é mudar essa diretriz, pois pacientes com um IMC mais baixo e com diabetes podem se beneficiar muito com a cirurgia. Este estudo junta-se a outras pesquisas no Brasil e no mundo ao concluir que, no tratamento cirúrgico, tão ou mais importante que perder peso é controlar as doenças associadas, em especial o diabetes, que está relacionada a riscos cardiovasculares e de mortalidade", afirma Cohen.
 
Cirurgia bariátrica
Em editorial que acompanha o estudo, no periódico The Lancet, o cirurgião define a a cirurgia bariátrica como qualquer intervenção no trato gastrointestinal, principalmente aquelas que redirecionam a passagem de alimentos.
 
No caso da cirurgia conhecida como by-pass gástrico, o estômago do paciente, que normalmente possui o tamanho de uma bola de futebol, é reduzido para o equivalente a uma bola de golfe. Esse estômago menor também é ligado diretamente ao intestino delgado, limitando a absorção de calorias.
 
Já no caso da banda gástrica ajustável, uma prótese de silicone é colocada na parte de cima do estômago, que faz os pacientes sentirem-se saciados mais rapidamente.

Veja

Medicamentos para tabagismo e AIDS serão feitos em Goiás

medicamentos 21099Governo estadual formaliza contrato com duas empresas

A Indústria Química do Estado de Goiás, Iquego, vai importar tecnologia para a fabricação de medicamentos para tratamento do tabagismo, tuberculose e AIDS. O contrato com as empresas Rusan Pharma e a Steri-7 Worldwide será assinado na próxima quarta-feira (23/09), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
 
Segundo o governo, essa etapa demonstra mais uma ação concreta do novo modelo de negócio adotado pela atual gestão.
 
Em março de 2015, foi selada a primeira parceria da indústria para fabricação de aparelhos glicosímetros, necessário para monitoração da glicemia aos portadores de diabetes.
 
Jornal Opção /  Guia da Pharmacia