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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Acidentes de moto causam impacto bilionário sobre a Previdência e o SUS

Maior número de veículos de duas rodas amplia total de feridos no trânsito, com impacto nas contas públicas
 
Em um ano de enxugamento de despesas públicas e de arrocho fiscal, velhos problemas de fiscalização, de ausência de políticas específicas e de educação para o trânsito vão tirar bilhões de reais dos cofres públicos. Responsáveis por 50 mil mortes e mais de 400 mil lesões graves permanentes em 2013, os acidentes de trânsito custam ao Brasil — governo e sociedade —R$ 40 bilhões por ano, conforme dados preliminares do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O impacto bilionário recai, principalmente, sobre os cofres públicos. Os acidentes pesam sobre a Previdência Social e o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o país perde capacidade produtiva a cada trabalhador que se machuca. Entre os acidentados, os motoqueiros são maioria.

Com o acréscimo de renda dos últimos anos, a moto entrou na garagem de milhares de brasileiros. De 2008 a 2012, o número de veículos de duas rodas saltou 48%. “Em termos de acidentes de transporte terrestre, os que envolvem motociclistas são a principal categoria. Já ultrapassaram o atropelamento, que sempre foi a principal causa”, apontou o pesquisador Carlos Henrique de Carvalho, do Ipea, responsável pela pesquisa.

Escalada
Para ele, há uma relação direta entre o aumento do número de motos em circulação e a elevação do custo dos acidentes para o Brasil. “Podemos inferir que essa conta aumentou, nos últimos anos, proporcionalmente ao grau de severidade dos acidentes com moto, que passaram a rodar em maior quantidade”, completa.
 
Correio Braziliense

Ácido Acetilsalicílico pode reduzir risco de morte por câncer de próstata

O uso da substância foi associado à queda de 57% dos casos de morte pela doença

Em recente análise de um grande banco de dados de uma clínica, o uso da substância Ácido Acetilsalicílico (ASS) foi associado à queda de 57% dos casos de morte pelo câncer de próstata entre os homens diagnosticados. No entanto, a informação sobre essa associação ainda é limitada.
 
O estudo randomizado de ASS entre os homens diagnosticados com câncer de próstata não metastático foi recentemente financiado. Publicado pelo Journal Of Clinical Oncology, os resultados sugerem que quaisquer outros ensaios clínicos que abordem essa questão devem priorizar os homens que se inscrevem com cânceres de alto risco e que não precisem utilizar doses elevadas da substância.
 
“Como o uso do Ácido Acetilsalicílico foi benéfico nos pacientes com tumores de alto risco, os quais também estão associados a fatores de risco cardiovasculares, há a possibilidade de haver interação entre a prevenção de doenças relacionadas ao coração e à próstata", explica o urologista do Instituto do Câncer de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês, Daher Chade.

Fonte: SEGS.com.br

Novas drogas contra o câncer atacam apenas as células doentes e podem revolucionar tratamentos

o pertuzumabe reduz em até 32% a taxa de mortalidade entre
as pacientes com câncer HER-2
Novos tratamentos destinados a atacar as células doentes com precisão — e pequenos danos colaterais — já permitem que pacientes graves de câncer vivam mais e melhor

Há quinze anos, a paulistana Eny Rodrigues estava amamentando sua segunda filha quando notou uma mancha vermelha no seio esquerdo. Preocupada, procurou um médico. O diagnóstico: câncer de mama. Submetida à mastectomia, Eny passou também por sessões de quimioterapia e radioterapia.

Cinco anos depois, em 2006, a alta foi anunciada — e comemorada. Em 2007, porém, Eny começou a sentir fortes dores nos braços, nas pernas e na coluna. Imaginou ser hérnia de disco. Não era. O câncer voltara, com metástases nos ossos e no fígado. A deterioração física foi rápida. No início, ela mancava. Em seguida, já não conseguia mais andar e mal saía da cama. Em seis meses, perdeu 20 quilos. “Sentia dores horríveis”, lembra Eny. “Tomava morfina de quatro em quatro horas.” O prognóstico era dos piores. Deram-lhe alguns meses de vida. Em razão da gravidade do estado de saúde e do seu tipo de câncer, o agressivo HER-2, foi convidada a participar de uma pesquisa com um medicamento experimental na ocasião, o pertuzumabe. Eny nada tinha a perder e aceitou a oferta.

Hoje, aos 57 anos, oito depois, ela está livre das metástases. Recuperou a independência, está animada e forte. A cada 21 dias vai ao hospital receber a medicação endovenosa. Aprovado pelos governos americano e brasileiro em 2012 e 2013, respectivamente, o pertuzumabe reduz em até 32% a taxa de mortalidade entre as pacientes com câncer HER-2 — e 80% apresentam redução no tamanho do tumor. Diz o mastologista Roberto Hegg, chefe da pesquisa com o pertuzumabe realizada no Brasil, no Hospital Pérola Byington, em São Paulo: “São os melhores índices já alcançados no controle de metástases”.

 
Veja

Excesso de álcool na meia-idade aumenta risco de derrame


Vodca
Thinkstock/VEJA - Bebida: risco de derrame foi maior entre
homens que bebiam mais de duas doses por dia    
De acordo com estudo, consumo da bebida entre os 40 e os 60 anos oferece mais risco de AVC do que fatores como hipertensão e diabetes
 
Beber mais de duas doses de álcool por dia na meia-idade, entre os 40 e os 60 anos, aumenta a probabilidade de sofrer um derrame mais do que fatores de risco tradicionais, como hipertensão e diabetes. A conclusão é de um estudo publicado na quinta-feira no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração.

Pesquisadores analisaram dados de 11.644 gêmeos suecos, acompanhados por 43 anos. Eles compararam o impacto do álcool entre pessoas que bebiam pouco (menos de metade de uma dose por dia) a muito (mais de duas doses diárias).
 
Quase 30% dos participantes tiveram derrame. Entre gêmeos idênticos, aqueles que sofreram um AVC bebiam mais do que seus irmãos que não sofreram, sugerindo que o derrame não estava condicionado à genética e ao estilo de vida na infância e adolescência.

Os autores descobriram que os indivíduos que bebiam muito tinham 34% mais risco de sofrer um derrame do que aqueles que bebiam pouco. Para homens na meia-idade, o alto consumo de álcool também se mostrou um maior fator de risco para AVC do que hipertensão e diabetes. Por volta dos 75 anos, porém, a tendência se inverteu: o diabetes e a pressão alta passaram a ser os maiores vilões do derrame.

Veja

Com início das aulas, nutricionista dá dicas para lanches saudáveis nas escolas

Com o início das aulas, os estudantes deparam com a tentação dos lanches fritos, salgadinhos e doces vendidos nas cantinas de algumas escolas
 
Há colégios que proíbem a venda desses alimentos, mas onde ainda é permitido a orientação aos pais é que os lanches preparados em casa podem ser a saída para manter a alimentação saudável de crianças e adolescentes.
 
A nutricionista e professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Raquel Botelho dá dicas aos pais sobre os alimentos que devem ser evitados e o que é recomendável para o lanche. Na lista do que deve ser evitado estão os alimentos ricos em açúcares, gordura e sódio, como biscoitos recheados, doces, refrigerantes e salgadinhos industrializados. “Esses salgadinhos são riquíssimos em sódio, e as crianças estão consumindo muito sódio e ficando hipertensas cedo. Deixe esses alimentos para um momento de festa, de fim de semana.”
 
Item comum na lancheiras das crianças, os sucos de caixinha também não são uma boa opção, pois podem ter mais açúcar que os refrigerantes. Eles podem ser substituídos por água de coco e sucos naturais.
 
As frutas são boas alternativas para levar à escola. Além da fruta, é interessante incluir comidas que garantam energia, como sanduíches naturais, pão e torradas com queijo magro, geleia ou requeijão.
 
Com a correria do dia a dia, o comum é que os pais não tenham tempo para preparar lanches, e o mais prático é recorrer aos industrializados. Nesse caso, a nutricionistas ressalta que é importante procurar produtos naturais, sucos e geleias sem açúcar, biscoitos integrais e ficar atento aos rótulos para verificar a quantidade de açúcar e gordura.
 
Os pais que mantêm conta na cantina, ou compram tickets mensalmente, podem se informar sobre o que é vendido para orientar os filhos no consumo e até combinar o que será fornecido ao estudante.
 
Para ajudar a quebrar a resistência ao consumo de alimentos saudáveis, a nutricionista Raquel Botelho sugere que os pais negociem com os filhos um dia da semana para que levem o que quiserem para a escola ou comprem lanche na cantina. “Se nos outros dias a criança vai ter uma alimentação mais saudável, ela vai ver que algumas coisas não valem a pena ou vai passar a não gostar, porque vamos adaptando nosso paladar.”
 
Outra dica é não colocar alimentos em excesso na lancheira dos filhos. Os pais devem mandar apenas a porção necessária para não atrapalhar a refeição seguinte, que é o almoço ou o jantar.
 
A advogada Claudia Miziara matriculou o filho de 6 anos em uma nova escola do Distrito Federal, este ano, e ficou surpresa com as regras para a alimentação. Além do refeitório vender apenas comidas com produtos integrais, açúcar mascavo e sucos naturais, os pais não podem mandar de casa nada que fuja dessa linha. “Eu tinha preocupação com lanches saudáveis, porque a cantina da escola anterior vendia salgadinhos e doces, e os coleguinhas também levavam produtos assim e acabavam compartilhando com meu filho”, disse.
 
Claudia aprovou o método, apesar de considerar ser mais trabalhoso. “Achei bom, apesar de ser mais fácil mandar um pacote de biscoito e um suco de caixinha. Agora, faço suco de fruta bem cedo, faço bolos, e quando ficar complicado vou comprar o lanche da escola. Vendo os coleguinhas comerem assim, meu filho vai acabar se acostumando mais fácil e creio que no futuro vamos colher bons frutos.”
 
Motivados pela preocupação com a saúde e com a obesidade infantil, prefeituras e governos estaduais aprovaram leis que proíbem a venda nas escolas de alimentos que não fazem bem à saúde. Um exemplo é Minas Gerais, onde a rede pública estadual não permite a venda, nas escolas, de frituras em geral, salgados com massa follhada, chocolates, doces, biscoitos recheados, refrigerantes, molhos como catchup e maionese e salgadinhos industrializados.
 
Um projeto que tramita no Congresso Nacional, desde 2005, propõe que esse tipo de proibição se torne nacional em escolas de educação básica. O Projeto de Lei 406/2005 tem como objetivo “disciplinar a comercialização de alimentos nas escolas de educação básica e a elaboração de cardápios do programa de alimentação escolar”. Pelo texto, ficaria vedada a venda de bebidas de baixo teor nutricional e alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gorduras saturadas, gorduras trans e sódio.

Agência Brasil

Hospitais usam métodos sustentáveis de energia e água

O Biocor Instituto, além de ser referência hospitalar em Minas Gerais, pratica ações de eficiência energética em todos os seus setores
 
Em outubro do ano passado, o instituto iniciou a execução do projeto de reforma e implantação de novas tecnologias buscando aprimorar e otimizar ainda mais o sistema de lavanderia. Agindo, assim, dentro das diretrizes institucionais de uso de recursos limpos e racionais por meio de uma política de sustentabilidade e aprimoramento de matriz energética.
 
O novo sistema consiste na instalação de modernas lavadoras para aumentar a capacidade de processamento de roupas em mais de 20%, que, utilizando um método automático de controle de dosagem de produtos em todas as etapas do processo de lavação, permite a redução do consumo de água e energia elétrica em 15%. Essa redução representa, ainda, uma diminuição global de 7% no consumo de água, mesmo com o aumento de 100 novas suítes, totalizando 320 leitos, com essa ampliação no processamento da lavanderia.
 
De acordo com o médico cirurgião e diretor-geral do Biocor, Mario Vrandecic, a unidade busca a melhor tecnologia existente para dar resultados satisfatórios no atendimento ao paciente, qualidade nos produtos utilizados e na preservação do meio ambiente. "Além da lavanderia, estamos em processo de troca da Calandra, equipamento para passar roupas, com o triplo da capacidade atual e com uma economia de energia elétrica, água e vapor em torno de 60%", destaca.

Métodos sustentáveis
Vrandecic afirma, ainda, que não é somente nesse período de escassez de água e energia que o instituto visa métodos sustentáveis. "Antes da normatização federal ser aplicada, nós fazíamos a segregação de resíduos. Hoje, destinamos a média de oito toneladas por mês de plásticos, papelão, óleo de cozinha, entre outros para a reciclagem", afirma.
 
O estabelecimento realizou ainda a troca de combustível das caldeiras, que passou do óleo combustível para gás natural, ou seja, energia limpa. "Há três anos mudamos para o gás natural, produto mais eficiente na queima e baixa contaminação atmosférica", completa.
 
Saúde Plena

Peso de mochilas preocupa pais de estudantes e ortopedistas

Livros, cadernos e apostilas enchem as mochilas dos estudantes, e o peso carregado por eles, diariamente, preocupa pais e especialistas. Usar o modelo adequado de mochila, carregá-la de forma correta e eliminar itens desnecessários são algumas das alternativas que podem amenizar o problema
 
Há escolas que têm adotado medidas como instalar armários para o aluno guardar o material.
 
A Academia Americana de Pediatria considera que o ideal é que a mochila tenha entre 10% e 20% do peso corporal do estudante. Há estudos que apontam que o ideal é que o peso da mochila não exceda 10% do peso corporal. Má postura, dores e problemas de locomoção são alguns dos problemas que o excesso de peso pode causar, de acordo com a cartilha feita em parceria pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) e o Proteste.
 
Ao escolher uma mochila, é importante que ela não pese mais que meio quilo quando vazia. O ideal é que seja de duas tiras, pois as de uma tira não distribuem o peso uniformemente nos ombros. O estudante deve tensionar as tiras para que a mochila fique bem junto ao corpo e aproximadamente cinco centímetros acima da linha da cintura.
 
As alças devem ser acolchoadas, reguláveis e com largura mínima de 4 centímetros na altura dos ombros. Tiras estreitas podem causar compressão nos ombros e restringir a circulação. É interessante também concentrar os objetos mais pesados no centro da mochila e mais próximos das costas.
 
Em Brasília, o Colégio Marista desenvolveu durante três anos um projeto com vídeos e orientação dos professores para estimular o uso dos armários, locados pela escola, e da mochila de rodinhas, e fez a Blitz da Mochila. Na blitz, os professores conferiam, na chegada dos estudantes, quem estava com um modelo adequado e carregava o material de forma correta. Houve também balanças para pesar a mochila. Quem estava com tudo certo ganhava um adesivo atestando aprovação.
 
“A partir do sexto e sétimo anos, os estudantes começam a achar que utilizar a mochila de rodinha é 'mico', então, compram a mochila de alça que pesa entre 7 e 8 quilos com o material e usam pendurada em um ombro só. Não tem como reduzir os livros, então resolvemos fazer um trabalho de conscientização com os meninos e alcançamos bom resultado”, disse o psicopedagogo do Marista, Ricardo Timm.
 
Ele alerta que os pais devem verificar periodicamente o material dos filhos para conferir se não estão carregando objetos desnecessários. Muitos estudantes carregam joguinhos, revistas, gibis e aumentam o peso. “Se eles trouxerem para a escola apenas o necessário, já podem reduzir de 1 a 2 quilos do peso”, acrescentou.
 
Também é preciso ter cuidado com o uso da mochila de rodinhas. A alça do carrinho deve estar a uma altura apropriada às costas retas ao puxá-la. A cartilha do Proteste e Sbot alerta que para que essa seja uma opção melhor, as escolas devem adotar rampas e elevadores para evitar que as crianças tenham que levantar a mochila nas escadas.
 
As discussões em torno do excesso de peso das mochilas de crianças e adolescentes resultaram em projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, segundo o qual as mochilas devem ter, no máximo, 15% do peso do estudante.
 
Agência Brasil

Tratamentos caseiros para eliminar o tártaro

Reprodução
O tártaro se forma em volta dos dentes por causa da presença dos restos de alimentos que ficam ali retidos, caracterizando um problema dentário
 
Quando surge esse problema, que pode gerar muitas outras doenças e complicações, é preciso procurar ajuda profissional para fazer a destartarização. Esse tratamento, no entanto, pode sair caro e despender tempo, coisa que nem todas as pessoas têm. Confira dois tratamentos caseiros para remoção do tártaro dos dentes.
 
Tratamentos caseiros
A primeira dica, e mais importante de todas, é manter uma higiene contínua dos dentes, sempre após as refeições. Você deve escovar não apenas os dentes, mas também as gengivas. Contudo se o tártaro já é um problema presente em sua vida, use alguns dos medicamentos abaixo.
 
Limão com bicarbonato de sódio
 
Você vai precisar de:
 
- 1 colher de bicarbonato de sódio
 
- 1 copo de água
 
- Suco de 1 limão
 
Junte todos os ingredientes e misture bem. Coloque na boca aproximadamente dois goles e deixe agir por algum tempo.
 
Agite a mistura na boca ou deite de um lado e de outro para que o remédio caseiro possa agir em todos os dentes. Cuspa e em seguida, escove muito bem os dentes. Esse remédio irá ajudar a amolecer as placas de tártaro, fazendo com que fiquem mais fáceis de remover com a escova de dentes.
 
Escovação com morangos
Amasse um morango e coloque por cima da escova, como faz normalmente com a pasta de dentes. Em seguida, escove normalmente. Depois, corte alguns morangos pela metade e coloque-os onde há a presença de tártaro em seus dentes e procure mantê-los ali fechando a boca e não se movendo muito durante 10 minutos e troque depois desse tempo, alternando por 40 minutos.
 
Depois disso, você pode escovar os dentes normalmente com a pasta, pois o tártaro se despregará rápida e facilmente de seus dentes
 
Outras dicas
 
 - É essencial que, além de escovar os dentes corretamente, você tome cuidado com esse problema, não fazendo uso de objetos pontiagudos como palitos para remover o tártaro. Isso pode ferir a sua gengiva de forma a piorar as complicações.
 
- Faça a destartarização ou limpeza dos dentes pelo menos 1 vez por ano e, para evitar que o problema seja recorrente, escove corretamente os dentes e não se esqueça de usar sempre o fio dental.
 
- Comer maçãs orgânicas pode ajudar a fazer essa limpeza. Comendo diariamente, você irá promover a limpeza gentil e natural dos dentes, não causando outros danos à saúde dentária.

Remédio Caseiro

Casos de febre chicungunha chegam a 1,16 milhão no continente

AP/Derric Nimmo
Doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti 
Em janeiro do ano passado, eram apenas 111 registros. Propagação é mais acelerada que a do ebola em países do Oeste africano
 
Rio -  Há cerca de um ano, a febre chicungunha aportava nas Américas. Por se tratar de uma doença nova — contra a qual não há vacina nem imunidade na população local —, ela fez alarde. Pouco a pouco, a preocupação diminuiu e foi engolida pela atenção dada ao ebola, muito mais letal e fora de controle em países do Oeste Africano. Nesse meio tempo, o número de casos no continente americano rapidamente passou de 111, em janeiro de 2014, para impressionante 1,16 milhão, entre suspeitos e confirmados, até 23 de janeiro, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
Nem mesmo o ebola tem velocidade de propagação tão acelerada: 22 mil casos foram registrados entre o início da epidemia, em março passado, e a última quarta-feira, segundo a OMS. Além disso, com poucas e controladas exceções, é circunscrito à África. O chicungunha, porém, está próximo e já deflagrou surtos em cidades brasileiras. Poucos morrem pela doença (foram 172 registros no continente, contra oito mil mortes por ebola na África), mas seus sintomas são fortes: febre alta e dores articulares, em princípio; dores de cabeça e musculares, náuseas, vômitos, erupções e vermelhidão na pele e, eventualmente, conjuntivite. O pior é que podem perdurar meses, às vezes, mais de um ano.
 
— É verdade que o ebola mata muito mais, mas não podemos avaliar a intensidade de uma epidemia e a necessidade de atenção só pela taxa de letalidade. O chicungunha avança rapidamente pelo continente e vem causando enorme sofrimento aos doentes — comenta Celso Ramos, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio. — Além disso, tem provocado colapsos em sistemas de saúde de alguns países caribenhos, devido ao número enorme e repentino de pacientes.
 
O antropólogo francês Jean-François Véran viu de perto esse cenário. Morador do Rio, ele foi enviado pela ONG Médicos Sem Fronteiras ao Haiti em maio do ano passado a fim de realizar uma pesquisa sobre a dengue. Chegando lá, exatamente quando houve a declaração oficial da epidemia de chicungunha, seu foco de trabalho mudou.
 
— Eu já tinha trabalhado no Haiti no pico da epidemia de cólera, quando aprendi um ditado popular:
 
“os micróbios não matam os haitianos”. Era uma espécie de grito de orgulho nacional da capacidade do povo de resistir a esse mal, já que tantos outros o abatiam. Mas, no caso do chicungunha, o sofrimento é grande demais. Ouvia-os dizendo nunca terem sentido dores tão fortes. Andava pelas casas de Léogâne, e todas tinham pelo menos um doente completamente prostrado — relata o pesquisador.
 
O Haiti registrou mais de 64 mil casos até o último dia 23, número que Véran acredita estar subestimado. Ele cita que, entre a primeira e a última semanas de maio, 41% da população local foram infectados; além disso, 241 dos 400 profissionais de saúde (60%) estavam entre eles. Algumas cidades do país chegaram a ficar desabastecidas de paracetamol, um dos remédios indicados no tratamento. Na ocasião, Véran se somou às vítimas:
 
— Tentamos nos proteger, mas a presença do mosquito era generalizada. Fiquei incapacitado quatro dias inteiros. Depois, como precisava concluir a pesquisa, fui a campo, mas continuei com dores na coluna e nas mãos por três a quatro meses.
 
No Brasil , pico de transmissão está por vir
Véran destaca que a coexistência do chicungunha e da dengue é um desafio sério para a prevenção e o controle vetorial. Isso porque ambos os vírus são transmitidos pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus e, por isso, têm padrões de infecção parecidos, embora sejam doenças diferentes.
 
Anteriormente, os focos principais de infecção por chicungunha eram a Ásia e a África. Em dezembro de 2013 foi registrado o primeiro caso na ilha caribenha de Saint Martin, e, desde então, a doença tomou grandes proporções nas Américas, inclusive com alguns (poucos) casos autóctones nos Estados Unidos. A estimativa é a situação começar a melhorar na América Central, onde já ocorreu o pico epidêmico, e piorar no Sul, alerta Pilar Ramón-Pardo, assessora regional de manejo clínico de doenças infecciosas da Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à OMS.
 
— A febre terá grande impacto este ano e nos próximos, quando esperamos ver as consequências das sequelas crônicas — afirma Pilar. — A urbanização descontrolada e sem planejamento, a falta de serviços básicos e de gestão ambiental, assim como as mudanças climáticas, são alguns fatores que contribuem para que o problema continue crescendo, apesar dos esforços dos países.
 
Superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe diz estar bastante atento à situação.
 
— A possibilidade de epidemias explosivas de chicungunha é muito grande, pois o risco de propagação é maior que o da dengue, e é um vírus contra o qual a população brasileira ainda não tem imunidade — explica. — O período de janeiro a maio preocupa muito, especialmente a partir de março, quando o calor diminui, e as chuvas são mais regulares. O pico de transmissão está por vir.
 
Por enquanto, o estado registrou 44 casos, todos importados. Este mês houve três notificações. O verão seco que vem incomodando cariocas pode, ao menos, minimizar o risco de disseminação dos mosquitos, já que eles proliferam em locais de água parada. Os números de dengue, ressalta Chieppe, já são os mais animadores dos últimos anos.
 
O Ministério da Saúde também alerta para a possibilidade de novas ocorrências e reforça: a eliminação dos criadouros dos mosquitos transmissores é a melhor forma de prevenção, especialmente pelo controle de locais de água parada e sem proteção. Em dezembro, o órgão distribuiu R$ 150 milhões a estados e municípios para o reforço das ações de controle. No próximo dia 7, promoverá o segundo Dia D de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti.
 
Surtos em Feira de Santana e Oiapoque
A situação carioca não se compara às de Oiapoque (AP) e Feira de Santana (BA). Segundo as vigilâncias de saúde locais, até meados de janeiro foram confirmados 1.552 e 1.009 casos, respectivamente, quase o total do Brasil. Famílias inteiras foram tomadas pela doença, que, no original (chikungunya), na língua do povo makonde, da Tanzânia, significa “aqueles que se dobram”, alusão às fortes dores características. Foi na Tanzânia que se registrou o primeiro surto, em 1952.
 
Não há tratamento específico além de repouso e do uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Testes rápidos de diagnóstico são caros e inexistentes na maioria dos países. Tampouco existe vacina. Além de integrante do grupo de trabalho da ONG Global Virus Network (GVN) contra o chicungunha, Scott Weaver é coordenador de uma pesquisa de imunizante pela Universidade do Texas (EUA) e diz haver nove projetos internacionais em curso, dois deles já sendo testados em humanos. Ele explica que há apenas um vírus da febre (a dengue tem quatro), o que facilitaria o desenvolvimento do produto:
 
— O empecilho financeiro é maior que o científico. As grandes farmacêuticas resistem ao investimento. Um dos motivos é que, após a epidemia, a população se torna imune ao vírus.
 
Por isso, uma das propostas do grupo de trabalho da GVN é cobrar ações mais integradas:
 
— A seriedade do ebola nos forçou a pensar em formas de viabilizar a vacina, mesmo num cenário de mercado incerto. Consórcios internacionais de várias nações e indústrias são necessários, pois a disseminação de vírus não é um problema isolado, representa uma ameaça global.
 
 O Globo

Obesidade infantil pode ser prevenida ainda durante a gravidez, diz estudo

Agência O Globo: JE RJ - 18.07.2014 - Gravidez
Dados de 991 crianças foram analisados pela pesquisa
 
Rio - Um estudo da Universidade de Southampton reforça as evidências de que a obesidade infantil pode ser prevenida antes e durante a gravidez e também nos primeiros anos de vida da criança.
 
Os cientistas da universidade britânica afirmam que quatro fatores de risco maternos (obesidade, ganho de peso em excesso na gravidez, tabagismo e baixo nível de vitamina D) associados a um curto período de amamentação (menos de um mês) podem levar ao sobrepeso ou à obesidade infantil.
 
Estudos anteriores já tinham avaliado esses fatores de risco individualmente, mas raras vezes os efeitos de uma combinação deles foram analisados, como agora.
 
— Os primeiros anos de vida são um período crítico. É a fase em que o apetite e a regulação do equilíbrio de energia são programados, o que tem consequências no excesso de peso — afirma o professor Sian Robinson, que comandou o estudo. — Mesmo que a importância da prevenção nos primeiros anos de vida seja reconhecida, o foco está na idade escolar. Nossa pesquisa sugere que as intervenções para prevenir a obesidade precisam começar antes mesmo da gravidez. Ter um corpo saudável e não fumar são itens-chave — explica Robinson.
 
Os dados de 991 crianças foram analisados pela pesquisa. Segundo os cientistas, uma criança de 4 anos que foi exposta a quatro ou cinco dos fatores de risco tem sua chance de desenvolver obesidade aumentada em 3,99 vezes quando comparada a outra que não passou pela mesma situação. O estudo foi publicado pelo “The American Journal of Clinical Nutrition”.

O Globo

Com déficit de sangue, Índia enfrenta mercado ilegal

Foto: BBC - No verão, a Índia dispõe apenas de metade do
sangue de que os hospitais necessitam
Negócio se tornou tão lucrativo que país tem fazendas ilegais em que pessoas são obrigadas a doar sangue até três vezes por semana
 
Em um beco lotado de gente, entre as enfermarias de um grande hospital do governo em Nova Déli, estamos à procura de um vendedor de sangue. Um dos seguranças do hospital nos disse para procurar um homem com uma perna só.
 
Encontramos o comerciante, Rajesh, sentado em um cobertor esfarrapado ao lado de uma barraca de chá, bebendo chá com leite em um copo de plástico, enquanto macacos atravessavam cabos elétricos acima de nossas cabeças.
 
Fingindo sermos parentes de uma vítima de acidente, dizemos a ele que precisamos de três unidades de sangue. "Três mil rúpias (cerca de R$ 130) por doador", diz Rajesh. "Eu vou organizar tudo".
 
A venda de sangue e o pagamento a doadores na Índia são ilegais mas, em todo o país, um vasto "mercado vermelho" prolifera.
 
Tabu
O sangue está em falta crônica na Índia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estipula que cada país precisa de uma reserva de pelo menos 1%.
 
A Índia, com sua população de 1,2 bilhão de pessoas, precisa de 12 milhões de unidades de sangue por ano, mas recolhe apenas 9 milhões – um déficit de 25%. No verão, esse déficit frequentemente atinge 50%, levando a um surto de doadores profissionais lucrando com as necessidades dos pacientes desesperados.
 
Rajesh era um pintor de paredes, mas, depois de perder a perna em um acidente e passar meses em recuperação neste hospital, percebeu que poderia ganhar comissões com o fornecimento de doadores para aqueles que precisam de transfusões de sangue em troca de dinheiro.
 
A ausência de uma agência central de coleta de sangue e tabus sobre troca de sangue com pessoas de diferentes castas explica em grande parte a escassez de sangue na Índia, dizem os especialistas.
 
Isso alimenta um vasto mercado ilegal, apesar de, em 1996, o Supremo Tribunal ter banido o pagamento a doadores e bancos de sangue não licenciados.
 
Pouco mudou desde então. A demanda ainda supera a oferta. Bancos de sangue privados são legais, desde que comprem uma licença do governo por US$ 120 (cerca de R$ 320). O mercado ilícito de sangue simplesmente mudou de lugar.
 
Preso pelo sangue
Em 2008, Hari Kamat, um artesão pobre do estado de Bihar, foi resgatado com outras 16 pessoas de uma "fazenda de sangue" na cidade de Gorakhpur, perto da fronteira da Índia com o Nepal.
 
As vítimas, todos migrantes pobres, foram atraídas para uma casa com o pretexto de que conseguiriam empregos e foram convencidas a vender seu sangue por US$ 7 (ou R$ 19) a unidade.
 
"Inicialmente, eles concordaram com isso", diz Neha Dixit, que cobriu a história para a revista local Tehelka. "Mas quando eu encontrei Hari Kamat em um hospital durante sua recuperação, ele disse que, depois de um tempo, eles ficaram muito fracos para resistir e, quando tiveram energia para tentar fugir, foram espancados e presos".
 
Hari e os outros eram forçados a dar sangue três vezes por semana por um período de dois anos e meio. A Cruz Vermelha diz que os doadores devem doar apenas uma vez em cada oito ou 12 semanas.
 
Eles nunca receberam o dinheiro que foi prometido – ganharam apenas uma quantia simbólica. "Era como uma fábrica de laticínios. Essas pessoas foram enjauladas, não recebiam comida suficiente e seu sangue foi extraído 16 vezes por mês", diz Neha Dixit.
 
Ela diz que o sangue foi vendido para hospitais locais e bancos de sangue por US$ 18 por unidade – 15 vezes mais que o preço do governo. Alguns bancos de sangue privados foram acusados de serem cúmplices, colocando carimbos oficiais e códigos de barras nestas bolsas de sangue.
 
Doadores profissionais
Não existem estatísticas oficiais sobre o tamanho do mercado de sangue ilegal da Índia ou sobre o número de fazendas como esta que foram descobertas. Mas se fizermos um cálculo aproximado de três milhões de unidades necessárias na Índia multiplicadas pelo respectivo preço de rua de US$ 15, isso sugere que a venda ilegal poderia movimentar até US$ 45 milhões (aproximadamente R$ 120 milhões).
 
Especialistas dizem que até mesmo bancos de sangue licenciados, legais, que não necessariamente pagam por sangue, ainda toleram doadores profissionais.
 
"Você pode ver pelo número de picadas no braço que eles são doadores profissionais, mas os bancos de sangue não se preocupam, eles olham para o outro lado", diz Sudarshan Agarwal, presidente da organização sem fins lucrativos Banco de Sangue Rotary em Nova Déli.
 
O julgamento de 1996 levou a Índia a implementar um sistema de "doadores de reposição". Os pacientes que precisam de sangue de um hospital primeiro precisam fornecer doadores entre seus familiares ou amigos – um doador para cada unidade de sangue necessária.
 
A ideia era promover a doação altruísta. Mas os pacientes continuam a recorrer a agenciadores, especialmente se precisam de várias unidades de sangue e não podem providenciar múltiplos doadores.
 
"Alguns pacientes viajam de lugares distantes. Eles não têm família ou amigos próximos no local onde estão", diz Asha Bazaz, diretor técnico do Banco de Sangue Rotary.
 
"Mesmo se você vive aqui, (para doar sangue) você tem que faltar ao trabalho, cruzar a cidade, e a experiência em muitos bancos de sangue não é boa."
 
Riscos para a saúde
Nas áreas rurais, a situação é muito mais grave. "Já vi pacientes recebendo transfusões diretamente de um doador, sem passar por nenhum teste", diz o médico JS Arora, secretário-geral da National Thalassemia Welfare Society.
 
Nessas áreas, os bancos de sangue não regulamentados florescem ou pacientes compram pacotes de sangue diretamente de negociadores que operam perto de hospitais. Tipos de sangue mais raros são vendidos a preços mais elevados.
 
A situação resultante é uma ameaça a vida de milhões de pessoas.
 
Alok Kumar, de oito anos, devora um curry de batata na sala de espera de uma clínica de caridade numa manhã de domingo. Ele sofre de talassemia, uma doença genética do sangue tão grave que requer transfusões mensais durante toda a vida.
 
Neste verão, Alok contraiu hepatite C por uma transfusão com sangue que foi testado de forma precária em um hospital do governo, onde ele recebe atendimento gratuito. A hepatite C, se não tratada adequadamente, pode levar à cirrose hepática ou ao câncer.
 
"Nós estamos lutando para conseguir lidar isso", diz seu pai, Kishore Kumar, que ganha US$ 120 por mês. "Estou com tanta raiva – como puderam passar uma doença para meu filho?"
 
Problema generalizado
A National Thalassemia Welfare Society estima que de 6% a 8% de seus pacientes contraem doenças, inclusive HIV, por meio de transfusões. Doadores profissionais geralmente integram as classes mais baixas da Índia e estão em grupos de risco para HIV, hepatite e outras doenças.
 
Em 2013, duas crianças com talassemia morreram e outras 21 pessoas foram diagnosticadas com HIV depois que descobriu-se que um único banco de sangue, sem licença, estava fazendo transfusões de doadores sem testes em Junagadh, no estado de Gujarat, segundo o Indian Journal of Medical Ethics.
 
E até os bancos de sangue legais contribuem para o problema. Hospitais particulares de ponta cobram até US$ 65 por unidade de sangue – não pelo sangue em si, o que é ilegal, mas para o processamento e os exames. Eles também exigem doadores de reposição.
 
Em março de 2014, descobriu-se que em Ahmedabad, também em Gujarat, onde os níveis de doação voluntária de sangue são altos, bancos de sangue haviam ganhado até US$ 1,9 milhão com a venda de componentes sanguíneos.
 
Eles haviam coletado sangue de graça de doadores voluntários, mas em vez de compartilhar seu estoque com os hospitais mais pobres, eles decidiram aumentar seus lucros.
 
Bancos de sangue sem fins lucrativos, como os dirigidos pelo Lion's Club ou pelo Rotary, cobram entre US$ 38 e US$ 45 por unidade de sangue, o suficiente para cobrir os custos de funcionamento de centros de doação voluntária e oferecer testes de qualidade. Mas seus serviços estão concentrados em grandes cidades.
 
Para centenas de milhões de indianos pobres, pagar por sangue – em especial, por sangue seguro –, é simplesmente inviável. E com as reservas do país ainda infelizmente baixas, o sistema de vendedores ilegais de sangue não desaparecerá tão cedo.
 
Até que o governo estabeleça um sistema nacional de centros de doação onde os voluntários possam doar sangue com segurança e conforto, combinado com testes rigorosos e padronizados, é improvável que o "mercado vermelho" da Índia desapareça.
 
"Existe essa ideia agora de que você pode pagar e conseguir o que quiser", diz Neha Dixit, da revista Tehelka. "Se você faz parte da classe média urbana, de elite, você sabe que pode pagar. O resto da Índia não tem tanta sorte".

G1

O que há de novo em homeopatia?

Ainda hoje, essa área da medicina estuda novas formas de utilizar antigos preceitos
 
Por Dra. Isis Dulce Pezzuol Pediatra - CRM 39546/SP
 
A homeopatia é uma ciência antiga. Temos atualmente muitas publicações e revisões apontando diferentes formas de abordar um paciente e a medicação prescrita varia conforme a escola onde esse médico é formado: depende da experiência clínica e de vida do médico. 
                           
Mas a base da homeopatia continua sendo o que Hahnemann escreveu e quanto mais lemos, mais encontramos novas soluções para tratamento nas entrelinhas. Então, tudo o que temos hoje são releituras de textos antigos. 
                           
 
 
A boa nova, no entanto, são médicos homeopatas que vem de escolas médicas e homeopáticas diversas, trazendo a tona uma medicina mais hipocrática que entende que não existem doenças e sim doentes, indivíduos que são desviados de seu eixo ?saúde?, que o tratamento deve visualizar a queixa atual e fatores passados que podem acarretar danos futuros, que não há pressa, podemos e devemos ouvir muito nossos pacientes, ao que eles serão eternamente gratos.                             
 
Um pouco da história da homeopatia
A primeira nota sobre homeopatia foi publicada em um Jornal de Hufeland em 1796. Explanava sobre o poder de substâncias da Natureza em alterar o estado de saúde das pessoas. Isso era observado através de intoxicações acidentais ou através de experimentação em humanos. Este é considerado o ano da "Fundação da homeopatia". 
                           
Samuel Hahnemann praticava medicina em um momento da história em que para tratar doenças usava-se sangrias, ventosas, purgativos. Através desses procedimentos, acreditava-se estar "retirando" do paciente a substância que estaria o adoecendo. Os escritos da época orientavam que o paciente deveria ser sangrado até que ficasse da cor da porcelana da China, tão pálido e tão anemiado que não possuía forças para reagir, o que era considerado cura. 
                           
Esse tipo de conduta para tratamento provocou vários movimentos durante a história para retorno a uma medicina mais hipocrática, dando ao corpo força para que ele sare da forma mais natural possível. 
                           
A homeopatia é a arte da cura suave. Hahnemann escreveu sobre esta ciência em algumas obras, trabalho de uma vida. Ela se baseia no incontestável poder que as substâncias da Natureza têm de alterar o estado de saúde das pessoas. 
                           
A boa cura depende da habilidade do homeopata, de sua clareza para reconhecer o que há de ser curado no paciente; da vitalidade do paciente; do que existe de curativo nos medicamentos. 
                           
As doenças dependem de uma série de fatores: do estilo de vida (vícios, uso de substâncias lícitas ou ilícitas), hábitos de vida, cuidados pessoais... Outro fato que devemos considerar em uma consulta é o tipo de doença: aguda (amidalite, pneumonia, otite, sinusite...) ou crônica (asma, rinite, cardiopatia).
 
A doença aguda, por definição, tem começo, meio e fim. A doença crônica está em manifestação neste momento, mas tem um fator desencadeante, em algum momento da historia de vida algum fato tirou esse paciente de seu eixo de equilíbrio: uma perda, um trauma, um fator estressante. 
                           
Esta é uma das razões de tanta pergunta durante a consulta: não podemos utilizar o mesmo medicamento para mesma doença. O medicamento deve ser escolhido dentre um grupo que na experimentação reproduza de forma o mais fiel possível a doença de nosso paciente. 
                           
Indivíduos socialmente isolados, luto conjugal, fatores estressantes, agressões física e psíquica contínua, infelicidade crônica, sabe-se que essa desestruturação altera o equilíbrio do sistema imunológico, tornando o indivíduo mais vulnerável, levando a adoecimento. 
                           
Adoecemos a mente e o corpo logo e seguida, e quanto mais longo e grave é nosso padecimento, pior é a doença física. 
                           
Os pacientes que utilizam tratamento homeopático são muito próximos de seus médicos, muita atenção, consultas longas aonde ele respira e consegue falar. 
 
Minha Vida

Que tal desligar o celular mais cedo? Ajuda a dormir melhor

A luz de celular, laptop e tablet altera o ritmo circadiano
 
Se você tem problemas para dormir, verifique se está usando seu telefone celular, laptop ou tablet até muito tarde. A luz emitida por esses dispositivos altera o chamado ritmo circadiano (ou ritmo do sono) de uma forma que os cientistas estão apenas começando a entender.

"Desde que habitamos a Terra, a luz vem afetando nossas funções biológicas. Mas a nossa compreensão de que tipo de luz tem um impacto maior ou como isso acontece é algo novo e ainda não temos todas as respostas", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, a pesquisadora brasileira Mariana Figueiro, do Centro de Pesquisa da Luz do Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, nos Estados Unidos.
 
Figueiro é autora de estudos pioneiros sobre a influência dos dispositivos eletrônicos no sono. Atualmente, ela investiga como usar a luz de forma mais eficaz para ajudar idosos e desenvolve um projeto junto ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos para tornar mais saudável a iluminação dentro de submarinos. Em entrevista à BBC Mundo, Figueiro deu conselhos de como usar a luz a nosso favor.
 
1) Desligue o computador e o celular, duas horas antes de dormir
Em um de seus estudos, Figueiro demonstrou que apenas duas horas de uso de iPad foram suficientes para suprimir a produção normal de melatonina. "Produzimos melatonina no escuro. Esse hormônio diz ao nosso corpo quando é hora de desacelerar e ir dormir", diz a cientista.
 
Segundo Figueiro, os aparelhos eletrônicos emitem uma luz azul de ondas curtas, afetando principalmente um tipo de fotorreceptores do olho descoberto somente há uma década. Esses fotorreceptores, revelados em um estudo com ratos cegos em 2002, são particularmente sensíveis à luz azul.
 
Quando a luz atinge os fotorreceptores, eles dizem ao cérebro que é hora de parar de produzir melatonina. "Nosso corpo não recebe assim um sinal de que é hora de dormir e demoramos para pegar no sono”, diz Figueiro.
 
A recomendação da pesquisadora é minimizar a exposição à luz azul durante a noite e desligar dispositivos eletrônicos "cerca de duas horas antes da hora de dormir".
 
2) Use filtros ou altere a polaridade na tela
Se não houver alternativa senão trabalhar até tarde, Figueiro sugere que se reduza a exposição aos dispositivos luminosos com "filtros laranja que rebatem a luz azul, porque isso minimiza o impacto sobre o sistema circadiano".
 
Segundo Figueiro, tais filtros são muito mais eficientes do que alguns programas de computador para mudar as cores, já que descarta de forma mais eficiente a luz de comprimento de onda curta. "Você também pode inverter a polaridade, ou seja, usando um fundo preto e letras brancas em seu computador, para diminuir a luz", diz a pesquisadora.
 
3) Saia para caminhar de manhã
"Às vezes eu brinco que uma vida chata e regular é uma vida saudável", afirma Figueiro. Ela recomenda manter um horário regular para dormir e acordar. Meia hora de caminhada todos os dias é "uma das melhores coisas que podemos fazer", diz.
 
Outra dica é aumentar a exposição à luz na parte da manhã. "A luz é um sinal importante para o corpo porque ‘diz a hora’ para o nosso relógio biológico", afirma Figueiro.
 
"Minha recomendação é sair para uma caminhada de meia hora na parte da manhã, pois isso é provavelmente uma das melhores coisas que podemos fazer. Se isso não for possível, então dirija sem óculos de sol, ou caminhe na hora do almoço para aumentar sua exposição à luz solar durante o dia", acrescenta.
 
4) Mais luz para os idosos
Ao longo dos anos, a lente ocular fica mais espessa: a pupila se contrai e menos luz atinge a parte posterior do olho. "Quando uma pessoa tem 60 anos, a luz que atinge a retina é um terço do recebido aos 20 anos", acrescenta a pesquisadora.
 
O outro problema é que os idosos tendem a ser mais sedentários e sair menos de casa, reduzindo assim a exposição à luz do dia. "Isso significa que eles não estão recebendo estímulo suficiente com a luz para redefinir seu relógio biológico, por isso, muitas vezes ficam desatualizados ou têm problemas para dormir."
 
Figueiro trabalha com asilos, onde introduziu modificações importantes nos sistemas de iluminação. A cientista, por exemplo, aumentou o número de fontes de luz e iluminou os batentes das portas. "Também estamos desenvolvendo óculos especiais que projetam luz azul que os idosos usam durante uma hora por dia e descobrimos que isso é suficiente para se dormir melhor", diz Figueiro.
 
E para quem quer ajudar os pais ou avós, Figueiro recomenda colocar mais luzes. "Não há necessidade de ser uma lâmpada especial, mas o melhor é procurar as que produzem uma luz mais azul, ou seja, com uma temperatura de cor correlata ou correlated color temperature ou cct de 6500 (Kelvin) ou superior".
 
5) E para quem trabalha à noite ou de madrugada?
"A ciência já demonstrou que quem trabalha fora dos horários normais corre mais risco de ter câncer, diabetes, obesidade e doença cardiovascular. Trabalhar nessas horas é como submeter o corpo semanalmente a um jet lag", diz Figueiro à BBC Mundo.
 
"Parte do trabalho que temos feito é provar que as luzes vermelhas aumentam a sensação de alerta durante a noite, mas não afetam os níveis de melatonina". Essa luz vermelha ativa o cérebro de uma forma semelhante à de uma xícara de café, mas não perturba o ritmo circadiano, afirma a pesquisadora. "Ainda assim, essas pessoas não estão dormindo de forma regular. Não acredito que a sociedade foi capaz de resolver o problema de quem trabalha por turno".
 
Mas, segundo a cientista, uma das coisas que se pode fazer é minimizar a luz antes de dormir pela manhã, no final do turno, e aumentá-la quando se acordar no período da tarde, abrindo espaço para caminhar à luz do dia antes de voltar ao batente.
 
BBC Brasil / Terra

Parto Normal: Entenda a utilização do Partograma

O Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicaram este ano resolução que estabelece normas para estímulo do parto normal e a consequente redução de cesarianas desnecessárias na saúde
 
Entre as mudanças trazidas pelas novas normas, está a utilização do partograma, documento gráfico que contém as informações sobre tudo o que acontece durante o trabalho de parto.
 
O partograma contém registros sobre a identificação da gestante, sua história obstétrica, como, por exemplo, quantidade de filhos e existência de abortos anteriores, além de informações de pressão arterial e temperatura, se houve rompimento da bolsa, batimentos cardíacos do bebê, contrações, dilatação do colo uterino, progresso do bebê descendo no canal do parto, medicações prescritas e outros. Existem diversos modelos de partograma utilizados no mundo. No Brasil, cada prestador pode usar sua versão, desde que contenha os dados propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
As informações do partograma são fundamentais em casos em que haja troca de plantão médico durante o trabalho de parto e desempenham a importante função de ferramenta de gestão para as operadoras, sendo parte integrante do processo para pagamento do parto. Em casos excepcionais, como uma paciente que chega ao hospital com o bebê já nascendo, não é necessário o preenchimento do partograma, pois não haverá um trabalho de parto a acompanhar. Neste caso, o profissional fará apenas um laudo médico ou de enfermagem, conforme o caso, relatando que a paciente chegou em período expulsivo. O mesmo ocorre para os casos de emergência em que a paciente vai direto para a mesa de cirurgia realizar uma cesárea emergencial ou nos casos em que há uma clara indicação prévia de cesárea.
 
A operadora poderá não pagar o procedimento realizado caso não seja apresentado o partograma ou laudo e relatório correspondentes. O mesmo já acontece atualmente com as cirurgias: alguns documentos do prontuário médico são exigidos pela auditoria da operadora para o pagamento da conta hospitalar, tais como as fichas de sala cirúrgica. Desta forma, cirurgiões e anestesistas preenchem e assinam as fichas com todo o relato do que foi feito na sala de cirurgia. Com o partograma ocorrerá o mesmo. Esta obrigatoriedade tem como objetivo reduzir o número de cirurgias cesáreas realizadas fora das indicações clínicas, antes da gestante entrar em trabalho de parto.
 
Cartão da Gestante
Além do partograma, haverá também a implantação do Cartão da Gestante, que deve conter a Carta de Informação à Gestante. O conteúdo tem o objetivo de registrar as consultas de pré-natal, com os principais dados de acompanhamento da gestação, além de promover o dialogo entre o médico e a gestante a respeito dos riscos de uma cirurgia cesárea pré-agendada. Sobretudo, constam no documento informações dos riscos à saúde do bebê em casos de nascimento prematuro, bem como o aviso de que o parto cesáreo é procedimento cirúrgico que deve observar claras indicações médicas.
 
 

Higiene: Saiba por que é importante lavar as mãos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta
 
Segundo o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, vírus e bactérias são facilmente transportados pelas mãos das pessoas. "Em geral, as mãos são a parte do corpo que mais tem contato entre uma pessoa e outra e as pessoas, em geral, usam as mãos pra diversas coisas, costumam passar a mão nos olhos, no nariz, na boca, no corpo, muitas vezes, sem perceber; assim como tocam diversos objetos e todas essas podem ser fonte de micro-organismos que causam doenças e a sua transmissão pode ser muito reduzida se as pessoas lavarem as mãos adequadamente", explica. 
 
A lavagem das mãos exige certo cuidado e deve ser realizada com frequência. O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica a maneira correta de fazer a higiene. “Basicamente, a pessoa deve usar água limpa e sabonete, lavar integralmente toda a superfície da mão, iniciando pelas palmas das mãos, preocupando-se muito com as pontas dos dedos, com o espaço entre os dedos, com as unhas, o dorso da mão e lavando até a região do punho, deve demorar aproximadamente de 30 segundos a um minuto. Isso pode ser substituído ou complementado pela utilização de álcool em gel", indica. 
 
O servidor público, Amilton Martins, acredita que nunca contraiu uma virose ou infecção porque sempre se lembra de lavar as mãos. “Com o trabalho que nós trabalhamos aqui, recebemos correspondência e passamos na xerox. Então a gente tem que lavar as mãos porque a gente não sabe o que tem no papel que nós recebemos do Brasil todo, ninguém sabe o que tem naquela folha, naquele envelope. Então a gente lava os dedos em cima, em baixo, até o braço mesmo; se for possível, depois até um álcool a gente põe nas mãos. Eu sempre me cuidei mesmo com isso aí, essas doenças nunca me pegaram não", conta.
 
Ainda de acordo com o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, a lavagem das mãos deve ser feita não somente antes das refeições e antes e depois de ir ao banheiro, mas também depois de tocar em objetos fora de casa, antes de tocar em bebês, depois de ter contato com pessoas doentes e sempre que a pessoa achar necessário.
 
Fonte: Ana Cláudia Amorim / Web Rádio Saúde

Praticar corrida sem orientação pode causar lesões nas articulações

O verão é uma estação que anima as pessoas a praticarem atividade física para exibir o corpo na praia, na cachoeira ou na piscina
 
Como queima muitas calorias, a corrida é uma das atividades mais praticadas também por quem começa a se exercitar. Só que para começar a correr, as pessoas precisam procurar, além de um cardiologista, um especialista para ter orientação.
 
A pisada errada, por exemplo, pode comprometer as articulações e provocar lesões sérias. O assistente jurídico Ney Dourado ficou nove meses sem fazer atividade física por causa de uma lesão causada pela prática de exercícios sem orientação especializada.

"Eu não tinha o hábito de fazer atividade física nenhuma, era resistente até mesmo para fazer academia. Mas só que quando a gente começa a correr, você sempre quer correr mais. Só que quem corre não quer fazer academia. Aí eu deixei a academia de lado, que foi um erro, porque a academia ajuda a fortalecer a estrutura fisiológica, e foi aí que eu tive a lesão. Quando começava a doer eu camuflava a dor. Eu colocava anti-inflamatório e isso camuflava a dor. Eu fiquei nove meses sem atividade física nenhuma com problema no pé. O diagnóstico foi uma fascite plantar crônica, que é uma inflamação da sola do pé. E hoje, depois de passar por isso, eu fui liberado a correr e eu estou correndo normal. Consegui eliminar cinco quilos", conta.
 
O médico ortopedista, especializado em medicina esportiva do INTO, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Eduardo Branco, dá algumas recomendações para quem quer começar a fazer atividades físicias como, por exemplo, correr.

"A gente vê que atualmente essa preocupação das pessoas com a saúde, com o bem estar do corpo e até a questão da estética, muita gente tem começado a correr sem orientação adequada. Antes de você começar qualquer atividade a primeira coisa é você passar por uma avaliação médica que vai investigar o seu risco, com base na sua história na família, se você tem alguma história de doença cardíaca, diabetes, lesões e fazer os seus exames específicos. O ideal quando você vai começar a fazer sua atividade de corrida é avaliar o seu tipo de pé. Tem pessoas que tem a pisada pronada, pisada neutra e a pisada supinada. Então, você tem o calçado de corrida que são apropriados para esse tipo de pisada. Se você usa um calçado que não é apropriado, você vai sobrecarregar mais essa articulação do pé e do tornozelo, você vai sobrecarregar mais o tendão de Aquiles, a musculatura. Então, você vai ter mais esforço para fazer a atividade, vai sentir mais dor e às vezes não vai ter o efeito que você desejava", explica.
 
O ortopedista Eduardo Branco lembra que é necessário fazer alongamento antes e depois da corrida, correr em horários em que o sol não esteja tão forte e não esquecer de beber água, mesmo durante a atividade.

O médico faz ainda um último alerta. "Para aquela pessoa que está começando a correr pela primeira vez, o ideal é você começar progressivamente. Começar com uma caminhada, passar para uma corrida mais leve com trote, até você entrar para a corrida, propriamente dito. A qualquer sinal que você suspeitar de uma lesão, você tem que interromper essa atividade e procurar um atendimento médico para verificar se essa lesão precisa ser tratada", alerta.
 
Se os joelhos, os tornozelos ou as costas começarem a doer durante a corrida, a recomendação é parar imediatamente. Procure sempre um especialista. Quer saber mais? Então acesso o site do INTO. O endereço é www.into.saude.gov.br.
 
Fonte: Diane Lourenço / Web Rádio Saúde

Humor: Mas eu tenho um remedinho...

Doenças da Infância: Sarampo

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus
 
A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade em crianças com menos de cinco anos, sobretudo as desnutridas e as que vivem nos países em desenvolvimento. 
 
O recente surto de sarampo no estado da Califórnia nos Estados Unidos, que teve seu foco em um parque do complexo da Disney, foi mais um alerta que mostra a importância de manter as crianças imunizadas contra a doença.
 
No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença, de acordo com a OMS. Cabe ressaltar que, com o fluxo de turismo e comércio entre os países, o risco de importação do vírus é maior.
 
O sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pela elevada contagiosidade da doença.
 
O período de incubação dura entre 8 e 13 dias. Depois começam a aparecer os principais sintomas, com o aparecimento de pequenas erupções na pele de cor avermelhada, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias, com presença de catarro.Não existe tratamento específico para o sarampo, apenas podem ser combatidos os sintomas.
 
A doença torna-se mais grave quando atingem mães em período de amamentação, crianças desnutridas e adultos. Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacinação contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Imunização e é voltada para crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos).
 

O quanto a relação entre médicos e a indústria farmacêutica pode prejudicar o jornalismo?

Imensamente, na opinião do jornalista Paul D. Thacker, que abordou o assunto em artigo para a Columbia Journalist Review
 
Thacker é um especialista em questões de integridade científica e foi a fundo na investigação dos repasses de verbas de laboratórios e fabricantes de equipamentos médicos a profissionais de saúde nos Estados Unidos.
 
A questão começou quando, em setembro de 2014, o governo federal americano lançou um site com um banco de dados publicamente pesquisável, a fim de detalhar como as empresas farmacêuticas e fornecedoras de equipamentos médicos remuneravam profissionais da área de saúde por pesquisas, consultorias, palestras e participações em eventos.
 
O objetivo da medida legal era simplesmente evitar conflitos de interesses; num exemplo prático, qualquer um poderia verificar se seu médico havia receitado determinado medicamento por confiar em seus princípios ativos ou se seria apenas uma influência devido a gratificações do laboratório. O grande problema é que o lançamento da página revelou relações muito mais sórdidas, nas quais médicos tinham até almoços e jantares bancados por gigantes da indústria farmacêutica.
 
O assunto, obviamente, tornou-se um prato cheio para jornalistas americanos, que se puseram a vasculhar os dados publicados e realizaram uma infinidade de reportagens sobre médicos e seus acordos lucrativos.
 
Respingos no jornalismo
Em seu artigo, Thacker suscitou uma questão que vai muito além do interesse jornalístico em divulgar esquemas de corrupção no sistema de saúde americano. Ele diz que o referido site pode acabar revelando conflitos de interesse no próprio jornalismo.
 
Sendo mais específico, ele observou que muitos dos médicos presentes no polêmico banco de dados oferecem consultoria regular em canais de TV como Fox News, ABC News e CBS News. Dentre eles, estariam rostos conhecidos pelos telespectadores norte-americanos: Jonathan LaPook, professor de medicina na Universidade de Nova York e correspondente do programa CBS Evening News; Jennifer Ashton, correspondente da ABC News e habitué no programa Good Morning America; e Keith Ablow, da Fox News.
 
Questionado, Jonathan La Pook respondeu que sua política é de não aceitar qualquer tipo de gratificação, seja como jornalista ou como médico. Ele disse que os almoços aos quais compareceu foram organizados pelo departamento do hospital onde atua. A CBS News, por sua vez, não divulgou sua política interna e disse apenas que considera o caso encerrado.
 
Jennifer Ashton declarou que, às vezes, recebe honorários para discursar em eventos, mas que sempre se recusou a endossar produtos.
 
Embora Keith Ablow não tenha se pronunciado, em 2011 ele causou polêmica ao falar sobre a influência da indústria na prática da medicina. À época, ele se desligou da Associação Psiquiátrica Americana (APA), questionando a credibilidade ética da mesma. Ablow chegou a dizer abertamente que a APA cedia às investidas das empresas farmacêuticas e que este era o grande problema do sistema de saúde americano.
 
Venda de influência
Thacker frisou que médicos que realizam consultorias na TV não devem de forma alguma influenciar o público com base em gratificações de laboratórios. “O código de ética da Sociedade de Jornalistas Profissionais afirma que profissionais de imprensa devem recusar ‘presentes, favores, honorários, viagens gratuitas e tratamento especial, e evitar atividades política e outras atividades externas que possam comprometer a integridade ou imparcialidade, ou que possam prejudicar a credibilidade’”, citou.
 
Ele reiterou, no entanto, que esta sempre foi uma prática comum e que sempre funcionou como um modo de comprar influência de médicos badalados na TV. Resta saber se, agora, ela vai resistir ao escrutínio do público.