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domingo, 16 de outubro de 2011

Pesquisa mostra que brasileiros não consomem leite suficiente

Recomendação é de consumir 200 litros por ano, cerca de 3 doses por dia

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite constatou que o brasileiro não consome a quantidade necessária da bebida.

O ideal são três porções todos os dias, o que equivale a 200 litros por ano, mas o consumo é bem menor do que isso, apenas 120 litros.

O leite é rico em cálcio e vitaminas do complexo B. Nas crianças, ele ajuda no crescimento ósseo e na dentição. Em mulheres com mais de 50 anos, ajuda a prevenir a osteoporose, doença que afeta os ossos, e na terceira idade, a bebida é um auxílio na recomposição do tecido ósseo.

Assista ao vídeo:


Fonte R7

OMS e Unicef alertam sobre perigo de surto de malária na Somália

Problema pode afetar principalmente as crianças desnutridas e os desabrigados

Na Somália 2,5 milhões de pessoas que já sofrem com a crise de fome e a violência correm o risco de contrair malária devido ao início da temporada de chuvas, informaram o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OMS (Organização Mundial da Saúde).

As duas organizações, com financiamento do Fundo Global para a Aids, a Tuberculose e a Malária, começaram uma campanha para proteger a população do país de uma possível epidemia de malária, que atingiria principalmente as crianças desnutridas e os desabrigados.

Marixie Mercado, porta-voz do Unicef, comentou o problema nesta sexta-feira (14) em entrevista coletiva.

- A saúde da maioria dos somalis está extremamente debilitada por causa da falta de alimentos, principalmente entre as crianças e com o início das chuvas, o risco de uma epidemia de malária põe em perigo suas vidas.

Nas próximas semanas serão distribuídos 280 mil mosquiteiros a 140 mil famílias nas regiões afetadas pela seca, como Hiran, Shabelle, Juba e na Somália Central, somados aos 79 mil já distribuídos no país desde julho.

Já na capital, Mogadíscio, cerca de 45 mil casas serão dedetizadas com inseticidas especiais ao longo do próximo mês, já que a maioria das pessoas vive em assentamentos informais e os mosquiteiros não se mostram eficientes para evitar a transmissão da doença.

Segundo Marixie, os inseticidas protegerão os moradores dos assentamentos de se contagiarem durante três meses, o que exigirá uma segunda etapa de dedetização, entre março e abril de 2012.

O Unicef e a OMS também começaram uma campanha para ensinar as famílias como prevenir contágios, tratar os doentes e onde procurar atendimento médico. Além de equipamento médico para diagnosticar e tratar casos de malária já está disponível do país 560 mil doses de remédios contra a doença e um milhão de testes de diagnóstico rápido, que serão distribuídos nos hospitais de cada comunidade.

- Com esse investimento em prevenção e tratamento, podemos evitar um impacto trágico da malária na Somália.

O Unicef lembrou que desde 2002 foram distribuídos no país mais de 950 mil mosquiteiros e, desde então, o número de casos de malária reduziu consideravelmente, em torno de 57%, entre 2005 e 2009.

Fonte R7

Caixas de remédios são encontradas em córrego em SP

Pelo menos três mil caixas de remédios foram recolhidas na noite de ontem por bombeiros de Sorocaba (SP) das margens do córrego Itanguá, na zona norte da cidade.

Como chovia e o rio estava cheio, os bombeiros não descartam a possibilidade de parte do material ter sido levado pelas águas. O córrego é afluente do Rio Sorocaba.

 
Os medicamentos - remédios para hipertensão, doenças cardíacas e respiratórias - estavam, na maioria, com o prazo de validade vencido. Peritos da Polícia Civil fizeram um levantamento do produto apreendido e do local em que se encontrava.

 
Um inquérito vai apurar a autoria do despejo irregular. De acordo com policiais, uma pesquisa com os lotes de fabricação pode ajudar a identificar os responsáveis. Esse foi o quinto descarte irregular de medicamentos na região este ano. Há dois meses, a polícia encontrou mais de uma tonelada de remédios enterrada no terreno de uma empresa. Uma rede de farmácias foi autuada pelo despejo ilegal. Outros três achados ocorreram na zona rural de São Roque. A Polícia Civil descobriu que se tratava de uma carga roubada de uma distribuidora do Rio Grande do Sul.

Fonte Estadão

Ministério Público constata superlotação em hospital na PB

Inspeção realizada no Ortotrauma de Mangabeira verificou pacientes distribuídos em macas pelos corredores e até embaixo de uma escada, além de uma longa fila de espera

A Promotoria da Saúde de João Pessoa contatou nesta sexta-feira, 14, superlotação no Complexo Hospitalar Governador Tarcísio Burity, conhecido como Ortotrauma de Mangabeira, na Paraíba. Durante a inspeção verificou-se que 28 pacientes internados, entre eles idosos, estavam em macas pelos corredores, cantos de paredes e embaixo de escada. Alguns deles estão sem atendimento desde a última segunda-feira, 10.

De acordo com o promotor, João Geraldo Barbosa, a Promotoria recebeu, nos últimos dias, denúncias a respeito da superlotação do hospital. Na inspeção, a diretora-geral do hospital e a diretora de Cuidados afirmaram que ontem havia 35 pacientes nestas condições.

O serviço do hospital de Mangabeira está em contínua superlotação desde a implantação do Acolhimento com Classificação de Risco no Trauma. "Lamento que, ao tempo em que se propaga o bom funcionamento do Trauma, por outro lado, se verifica gravíssima situação de superlotação no Ortotrauma, como se um restasse em prejuízo para que o outro seja apresentado como cartão de visita do modelo de pactuação que os gestores públicos pretendem disseminar na atual administração", comentou o promotor. Obras que vêm sendo realizadas no Complexo de Mangabeira para implantar 30 novos leitos.

Fonte Estadão

Novo consenso alerta para dores mais comuns em crianças

Documento da Sociedade Brasileira de Pediatria ajuda médicos a diagnosticar e tratar queixas pouco valorizadas

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) acaba de lançar o Consenso sobre Dores Pouco Valorizadas em Crianças. O material reúne as mais modernas evidências científicas para ajudar os médicos a diagnosticar e tratar oito tipos de dores que, embora sejam bastante comuns em crianças e adolescentes, recebem pouca atenção nos consultórios.

"Reunimos as evidências mais modernas e a opinião de médicos especialistas nessas áreas", conta Claudio Len, professor Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da SBP. O objetivo, diz, é ressaltar a importância de reconhecer e tratar essas dores. "Criança tem dor e essa queixa tem de ser valorizada. Estudos mostram que quando a criança fica muito tempo com dor e não recebe tratamento, desenvolve uma memória dolorosa e se torna um adulto mais sensível à dor", explica.

O consenso também pretende evitar que as crianças recebam remédios inadequados, que além de não resolverem o problema aumentam o risco de efeitos colaterais.

As queixas de dor correspondem a mais de um terço das consultas pediátricas, tanto em pronto-socorros quanto em consultórios e ambulatórios, e acometem crianças de todas as idades. A cefaleia ou dor de cabeça é a queixa mais frequente da população infantil, sendo a enxaqueca a principal causa de dor de cabeça recorrente. A dor abdominal recorrente é a segunda mais comum e atinge cerca de 10% dos escolares.



SAIBA MAIS SOBRE AS 8 DORES POUCO VALORIZADAS
Cólica do lactente: Caracterizada por irritabilidade, choro inconsolável e grito acompanhado de mão apertada, flexão dos joelhos, excesso de gases e face vermelha. Não apresenta alívio após a alimentação e geralmente aparece ao final da tarde e início da noite. Normalmente, apresenta-se algumas semanas após o nascimento e tem o pico em torno de cinco a oito semanas de vida. Resolve-se espontaneamente até os quatro meses de idade. Não há evidências suficientes para indicar uso de remédios, chás ou mudança de dieta. Mas intervenções para reduzir o estresse dos pais, que pode refletir no estado do recém-nascido,podem ser úteis.

Dor em erupção dental: O incômodo causado depende do limiar de dor individual. Começa por volta do 6.º mês de vida, podendo variar de 3 a 9 meses. Termina por volta dos 2 anos e meio de idade. Os distúrbios locais mais observados são: salivação excessiva; inflamação gengival; irritação local percebida pelo ato de morder e coçar; aumento de sucção dos dedos; vermelhidão e inchaço da gengiva; úlceras bucais; vermelhidão na face; cistos de erupção. As manifestações sistêmicas mais observadas são: irritabilidade, redução de apetite, distúrbios do sono, febre, tendência a morder objetos, diminuição da resistência orgânica e perturbações gastrointestinais. Anestésicos locais, analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados sob prescrição médica.

Desordens Temporomandibulares (DTM): Grupo heterogêneo e complexo de condições caracterizadas por sinais e sintomas envolvendo os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas. A origem é multifatorial, mas fatores psicossociais desempenham um papel importante. Podem se apresentar com vários sinais e sintomas. Os mais prevalentes são sons articulares durante a movimentação mandibular, limitação dos movimentos articulares e dor localizada na região próxima à orelha ou nos músculos da mastigação.o tratamento é multidisciplinar e pode incluir medicamentos, aparelhos ortodônticos, terapia, fisioterapia e até cirurgia.

Dor de cabeça recorrente: a principal causa de cefaleia recorrente em crianças é a enxaqueca. Distúrbios visuais e sinusite são causas pouco frequentes de cefaleia, mas a maior parte das crianças atendidas por médicos generalistas recebe erroneamente esses diagnósticos. Pesquisa recente indicou que mais de 2 milhões de crianças e adolescentes no Brasil sofrem de cefaleia recorrente e mais da metade faz uso abusivo de analgésicos, o que poder piorar o quadro. Há medicamentos para tratar as crises e outros usados na prevenção delas. Também é preciso evitar os gatilhos da dor, o que pode exigir mudanças na alimentação, sono e hábitos de vida.


Dor do crescimento: Ocorre predominantemente nas meninas na na faixa entre 4 e 14 anos. É a terceira causa de dor recorrente em crianças e adolescentes, após a cefaleia e as dores abdominais. Afeta principalmente os membros inferiores e costuma aparecer à tarde ou à noite. A dor pode causar despertar noturno e sumir completamente pela manhã. Analgésicos, massagens e alongamento ajudam a aliviar o incômodo.

Fibromialgia juvenil: É uma das causas mais comuns de dores musculares crônicas e pode vir acompanhada de sintomas como fadiga crônica, sensação de peso ou inchaço nas extremidades, distúrbio do sono, depressão, ansiedade e baixa autoestima. O tratamento inclui atividade física regular e terapia cognitivo-comportamental.

Dores relacionadas à pratica de esportes: Entre as crianças e os adolescentes, as queixas mais frequentes são a dor muscular crônica, a dor na região lombar e a dor no púbis. Fisioterapia e medicamentos podem ser indicados de acordo com o diagnóstico.

Dor abdominal recorrente: É definida na presença de pelo menos três episódios de dor, suficientemente fortes para interferir nas atividades habituais da criança por um período mínimo de três meses. Várias causas estão relacionadas, como processos infecciosos (por exemplo, infecção do trato urinário), inflamatórios (doença de Crohn), distensão ou obstrução de vísceras, doenças parasitárias e constipação. Há medicamentos que podem ser indicados pelo médico de acordo com as diferentes causas.

Fonte Estadão

Hospital Universitário do Rio fecha ala para reformas

Internações e atendimento na emergência estão temporariamente suspensos; obras devem durar 45 dias

A Defesa Civil decidiu desocupar a Ala D do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), localizado na Ilha do Fundão, no Rio, até que as obras no local sejam concluídas. Estão sendo feitos reparos nas colunas, e a previsão é que eles sejam finalizados em 45 dias.

Após monitoramento diário da estrutura do prédio, foi detectada a possibilidade de pequenos assentamentos em decorrência das obras de reparo dos dois pilares da Ala D. Os serviços do local serão remanejados para outras alas do hospital enquanto estiver sendo feito o reforço nos pilares.

As medidas, segundo o hospital, são preventivas. Para viabilizar o remanejamento, temporariamente as internações no HUCFF estão suspensas, assim como o atendimento na emergência. Os pacientes previamente agendados para consultas ambulatoriais serão atendidos normalmente.

No início de outubro, a Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa) foi acionada pela direção do hospital para elaborar um parecer detalhado sobre a situação do Centro Cirúrgico. O termo de visita da Suvisa sugeriu que as atividades no setor fossem temporariamente suspensas até a conclusão da obra de correção da estrutura física. Anteriormente, funcionários haviam feito denúncias sobre as más condições de funcionamento do hospital.

Fonte Estadão

Após cirurgia no joelho, metade deixa de jogar como antes

Medo de uma nova lesão é um dos motivos apontados para queda no rendimento.

Metade das pessoas que praticam esportes não consegue manter o desempenho após uma cirurgia de reconstrução de joelho, revela um novo estudo australiano. O resultado vale tanto para quem joga de maneira competitiva como para aqueles que apenas praticam por diversão.

Os autores acompanharam 314 voluntários por um período de até sete anos. Todos eram adeptos de esportes como futebol ou basquete. Após a cirurgia para reconstrução dos ligamentos, um terço parou de se exercitar e 68 dos que permaneceram ativos notaram não ter o mesmo rendimento de antes, relatam os autores em artigo publicado no American Journal of Sports Medicine.

"Embora quase todos tenham voltado a praticar alguma modalidade, eles não praticaram continuamente por muitos anos após a cirurgia", diz Clare Ardern, da La Trobe University, líder do estudo.

Medo de uma nova lesão e falta de confiança no próprio desempenho foram alguns dos motivos apontados para o resultado.

Fonte Estadão

Saiba qual é a melhor forma de encarar as mudanças com o horário de verão


O ideal é usar o final de tarde e início de noite mais claros para atividades como a caminhada - Arquivo/AE
O ideal é usar o final de tarde e início de noite
mais claros para atividades como a caminhada
Hospital das Clínicas dá dicas sobre o processo de adaptação na rotina das pessoas

A partir da zero hora deste domingo, 16, entrou em vigor o horário de verão nos Estados do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Distrito Federal e os relógios terão de ser adiantados em uma hora. Para encarar a mudança no relógio, o Hospital das Clínicas dá dicas para a adaptação, principalmente do sono.

Segundo o médico Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas, o melhor sono ocorre duas a três horas depois de escurecer e por conta da alteração do horário, o hormônio regulador do sono "melatonina", acionado pela falta de luz, é alterado.

 
"Para se adaptar ao novo horário, o ideal é evitar situações estimulantes no final da tarde ou na parte da noite", afirma, explicando que quanto mais estímulo maior a dificuldade do organismo em relaxar. Ele observa que outros hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também sofrem variações durante o dia.

 
Evitar o consumo de café ou chá preto é uma das dicas dadas pelo médico do HC. "Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados", observa, citando ainda outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, e ler livros ou ver filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono.

Segundo o médico, outra dúvida comum é em relação aos horários das medicações. "A orientação é seguir o horário do relógio", diz. E complementa com outra dica: aproveitar o final de tarde e início de noite mais claros para fazer atividades prazerosas e caminhadas.

Fonte Estadão

Remédios sem prescrição voltam às gôndolas

Farmácias do Estado de São Paulo podem voltar a dispor medicamentos isentos de prescrição nas gôndolas acessíveis aos consumidores.

Desde fevereiro de 2010, quando entrou em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 44), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os estabelecimentos eram obrigados a manter atrás do balcão analgésicos e antigripais, entre outros.

A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional Federal 1.ª Região (DF) na sexta-feira, em resposta a um pedido do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma). Segundo o texto, “enquanto não sobrevier lei dispondo sobre a matéria, a Anvisa não pode impedir que os medicamentos isentos de prescrição sejam expostos aos consumidores”.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, sindicatos e associações de farmácias de todo o País têm entrado com pedidos judiciais para anular os efeitos da RDC. Embora a agência esteja recorrendo individualmente de cada liminar, o órgão não deve se manifestar sobre cada uma das decisões até a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) – ainda sem data definida – que deve julgar a validade de toda a RDC 44, e não apenas do item que se refere à disposição dos medicamentos.

Desde sexta-feira, alguns comerciantes da capital já colocaram os medicamentos ao alcance do público. É o caso do farmacêutico Charles Vieira De Martino, que há 11 anos é dono de uma farmácia na Avenida Sapopemba, zona leste da capital. “As vendas caíram bastante quando tiramos os remédios das gôndolas. Os clientes também reclamavam porque tinham de ficar na fila para comprar um remédio para dor de cabeça”, conta ele, que espera ver melhorias em seu negócio com a volta dos remédios às gôndolas.

Apesar de relatos com o de Martino, o Sincofarma informa não ter dados precisos sobre o impacto da RDC nas vendas das farmácias. O embate judicial entre a Anvisa e o comércio farmacêutico vem se desenrolando desde o ano passado. Poucos dias depois de a RDC 44 entrar em vigor, o Sincofarma já havia conseguido uma liminar que permitia que as farmácias deixassem os remédios acessíveis ao público.

Segundo o advogado do sindicato, Renato Romolo Tamarozzi, os fiscais da vigilância sanitária continuaram multando os estabelecimentos que mantiveram os remédios nas gôndolas. Isso porque, diz ele, o texto da decisão judicial estaria ambíguo e sujeito a interpretações diferentes. A decisão da semana passada esclarece que a Anvisa deve desobrigar as farmácias de seguir o item da RDC 44 referente à disposição dos remédios sem prescrição.

“Em São Paulo, a maioria das farmácias tirou os remédios da gôndola porque a vigilância é intensa e os fiscais afirmam que os remédios devem ser guardados. O próprio associado fica em dúvida sobre as regras”, diz Tamarozzi. A Anvisa já havia entrado com um recurso contestando a sentença favorável à Sincofarma.

Para o farmacêutico Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), os medicamentos nas gôndolas trazem um risco grande para a população. “O uso indiscriminado, sem orientação de profissionais que conhecem os malefícios que a medicação pode trazer é imprudente”, diz. “A gente lamenta que os medicamentos possam estar soltos novamente nas gôndolas.” Para ele, quando o consumidor pede o medicamento ao farmacêutico, ele tem a chance de ser orientado sobre seus riscos e sobre a administração correta.

‘Comerciantes devem escolher como vender’
A resolução da Anvisa que retirou os medicamentos do alcance do consumidor fez com que as farmácias diversificassem as vendas. O diretor da Associação Brasileira dos Distribuidores dos Laboratórios Nacionais (Abradilan), Geraldo Monteiro, afirma que, no espaço aberto pelos remédios entraram produtos de higiene, cosméticos e perfumaria. “Abriu-se um espaço que pode ser explorado de outra maneira”, diz.

Para Monteiro, o setor sofreu um impacto financeiro inicial, mas as vendas já se normalizaram. Agora, os comerciantes devem escolher, de acordo com sua estratégia, se trazem os remédios de volta para as gôndolas ou não.

Fonte Estadão

Lixo hospitalar americano é vendido em loja no Brasil

Lençóis utilizados em hospital dos EUA foram comprados em Santa Cruz do Capibaribe,a 205 km de Recife

Uma loja em Santa Cruz do Capibaribe, a 205 km de Recife (PE), foi interditada pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) por vender lençóis utilizados em hospitais americanos. A venda no Brasil de resíduos hospitalares dos Estados Unidos foi revelada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo.

Os lençóis, alguns com manchas, eram vendidos por quilo. Um deles trazia a inscrição Baltimore Washington Medical Center University of Mariland Medical System. Procurado, o centro disse que paga empresas para processar seu lixo e espera que elas sigam a legislação do setor.

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal apreenderam, em dois contêineres, 46 toneladas de lixo hospitalar trazidos por uma importadora de tecidos dos EUA. A apreensão ocorreu no Porto de Suape, litoral sul de Pernambuco.

Para o dia 22, a Anvisa e a Receita esperam a chegada de mais 14 contêineres, no mesmo porto. A expectativa é que haja, novamente, lixo hospitalar dos EUA.


Investigação. Nesta sexta-feira, 14, a Anvisa informou que ainda sabe como o lixo hospitalar entrou no País e estava sendo vendido na cidade de Santa Cruz do Capibaribe. O órgão enviou mais um funcionário a Pernambuco para auxiliar nas investigações sobre o caso. No entendimento da Anvisa, a empresa importadora infringiu a Política Nacional de Resíduos, que proíbe que se traga lixo de outros países para o Brasil.

A fiscalização dos contêineres que entram no Brasil é feita por amostragem pela Receita. Para não inviabilizar o comércio exterior, o órgão olha apenas uma parte dos produtos que chegam, seguindo critérios como o tipo e origem, entre outros.

Segundo o inspetor-chefe da Receita Federal em Suape, Carlos Eduardo Oliveira, a encomenda foi enviada em nome da Indústria Têxtil Na Intimidade. Se condenada, a pessoa responsável pode pegar de um a quatro anos de reclusão e ter de pagar multa de até 2 milhões.

Fonte Estadão

Pesquisa alemã reverte enfisema pulmonar em roedor

Experimentos com camundongos mostraram que é possível reverter o dano causado aos pulmões pelo enfisema ou por outras formas da chamada doença pulmonar obstrutiva crônica (conhecida pela sigla DPOC).

Uma substância que já chegou a ser testada em humanos, ministrada a roedores com enfisema, conseguiu resgatar tanto os vasos sanguíneos quanto os alvéolos dos bichos, danificados pela exposição à fumaça de tabaco.

A abordagem, relatada na última edição da revista científica "Cell", foi bolada por alemães da Universidade de Giessen, liderados por Norbert Weissmann. O plano dos pesquisadores é criar uma droga inalável que, no futuro, seria aplicada a pacientes humanos. A ideia, contudo ainda não tem data para ser posta em prática.

A pesquisa com os roedores é importante também por desvendar uma série de mecanismos básicos sobre como a enfisema e outros tipos de DPOC (como a bronquite crônica) se formam.

Editoria de Arte/Folhapress

PROBLEMA GIGANTE
Apesar do nome obscuro, a DPOC representa um problema extremamente comum de saúde pública. Calcula-se que, em 2020, as variantes da doença vão se tornar a terceira causa mais comum de mortes no mundo.

É comum que as formas do problema sejam acompanhadas de hipertensão pulmonar. Até 70% dos pacientes com DPOC possuem alterações severas nos vasos sanguíneos que irrigam o pulmão. Mas não se sabia se há uma relação direta entre esse fato e o enfisema propriamente dito, caracterizado pela dilatação excessiva dos alvéolos pulmonares.

No estudo, os alemães submeteram os camundongos a oito meses de fumaça de tabaco e viram, primeiro, que alterações nos vasos sanguíneos que chegam ao pulmão ocorrem antes do enfisema propriamente dito.

A fumaça fazia esses vasos ficarem "musculosos", supercrescidos. Nesse processo, havia a liberação de NO (óxido nítrico). Em condições normais, a substância é essencial para manter os vasos sanguíneos em bom estado, mas o excesso dela leva a uma reação química destrutiva.

E justamente essa reação parece estar por trás dos danos aos alvéolos. Os pesquisadores, então, usaram uma substância que inibe a produção de óxido nítrico.

O resultado foi animador: após alguns meses, tanto os problemas nos vasos quanto os que afetavam os alvéolos foram bastante minimizados nos camundongos.

A boa notícia é que, em testes preliminares com humanos, a substância usada no estudo não pareceu trazer efeitos colaterais negativos.

Fonte Folhaonline

Obras de arte têm efeito positivo em pacientes com Alzheimer

Contemplar obras de arte produz efeitos benéficos para os pacientes com Alzheimer, de acordo com estudo realizado pelo Centro de Medicina do Envelhecimento da Universidade Católica de Roma, em conjunto com a Galeria Nacional de Arte Moderna, informou nesta sexta-feira o jornal romano "Il Messagero".

A pesquisa envolveu 14 pacientes com grau leve a moderado da doença e comprovou que admirar a beleza das obras de arte pode reduzir em 20% a frequência de alguns sintomas como ansiedade, apatia, irritabilidade e a agressividade dos que sofrem da doença.

Os pacientes foram guiados pela pinacoteca, onde puderam observar detalhes das pinturas de Paolo Veronese, Domenico Morelli e Giuseppe de Nittis. Depois, foram submetidos a uma avaliação clínica e psicológica, segundo o jornal.

"Os resultados comprovam que visitar museus pode frear os primeiros sintomas da doença", explicou Roberto Bernabei, diretor do Centro de Medicina do Envelhecimento.

"Levar os pacientes a locais onde se mostra a beleza é também uma maneira de comunicar ao doente que ele não está segregado e que embora sua mente vacile, pode continuar sua vida", explica Bernabei.

"O teste feito antes e depois da visita pela galeria evidenciou uma notável redução do nível de estresse, não só em quem está mal, mas também nos acompanhantes", explicou a geriatra Rossella Liperoti que ressaltou o fato dos efeitos se prolongarem por semanas.

No entanto, não foi comprovada nenhuma influência das obras de arte no déficit cognitivo dos pacientes, afirma o jornal. Não é a primeira vez que a ciência procura demonstrar a influência positiva da arte em pessoas com algum tipo de doença.

O Moma (Museu de Arte Moderna de Nova York) tem um programa de visitas guiadas para incentivar a criatividade em pacientes com Alzheimer.

Números mais recentes da Associação Mundial de Alzheimer contabilizam 40 milhões de doentes e a previsão é que crescimento de 50% até 2030.

Fonte Folhaonline

Campanha quer popularizar autoexame para câncer de boca

Foi lançada nesta sexta-feira (14), no Rio, uma campanha de conscientização sobre o câncer de boca. A ideia é sensibilizar a população para a importância do autoexame, que ajuda na detecção precoce da doença.

"Quanto mais cedo for o diagnóstico, menor é a necessidade de cirurgias mutilantes e maior é a chance de cura", diz o cirurgião-dentista Rodolfo Candia Alba Júnior, do Instituto Conexão Brasil, organizador da ação.

Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), os tumores de cavidade oral são o 5º tipo de câncer mais frequente em homens e o 7º em mulheres. A estimativa é que, em 2010, o Brasil tenha tido cerca de 14 mil novos casos da doença --mais de 70% em homens. Entre as principais causas estão o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

Nos últimos anos, aumentaram ainda os casos provocados pelo vírus HPV, o mesmo que causa câncer de colo de útero. A transmissão para a boca pode ocorrer por meio do sexo oral sem proteção.

Com o autoexame, espera-se que a pessoa identifique o câncer ainda em estágio inicial, ou as chamadas lesões precursoras da doença -comuns nos casos de infecção pelo vírus HPV.

Para isso, é preciso ficar atento a feridas, manchas e caroços em lábios, língua, gengivas, céu da boca e na parte interna das bochechas. Em caso de alterações, deve-se procurar um médico ou dentista.

Segundo o chefe do serviço da oncologia clínica do Inca, Daniel Herchenhorn, a maioria dos casos que chegam ao instituto já estão em estágio avançado. Situação que, além da retirada da parte afetada, pode exigir tratamento com radioterapia ou quimioterapia. Ele diz que, além do desconhecimento da população, é comum haver erro de diagnóstico. Foi esse o caso da comerciária aposentada Silvina Piedade, 59.

Após perceber um inchaço na boca, ela levou quase um ano para receber o diagnóstico correto. Acabou tendo que retirar parte do maxilar e perdeu os dentes inferiores.

Fonte Folhaonline

Capacidade de cruzar pernas indica boa recuperação após derrame

As pessoas que são capazes de cruzar as pernas logo após sofrer um derrame cerebral são mais propensas a uma boa recuperação, segundo um estudo divulgado na última edição da revista "Neurology", da Academia Americana de Neurologia.

"Apesar de ter sofrido severos derrames que deixaram ligeira perda de movimento e até consciência reduzida, nos demos conta de que algumas pessoas ainda eram capazes de cruzar as pernas, algo que não é tão fácil como parece", explicou o autor da pesquisa, Berend Feddersen, da Universidade de Munique (Alemanha).

Aqueles capazes de cruzar as pernas nos primeiros 15 dias após sofrer derrame tiveram mais propensão a uma maior independência na vida diária, menos problemas neurológicos e menores taxas de mortalidade, de acordo com o estudo.

Participaram da pesquisa 68 pessoas que tinham sofrido derrame cerebral e estiveram em terapia intensiva. Elas foram divididas em dois grupos, um com aquelas capazes de cruzar as pernas e outro com as que não eram, e sua evolução foi monitorada durante um ano.

Depois desse ano de pesquisa, observou-se que uma só pessoa (equivalente a 9%) morreu no grupo dos que podiam cruzar as pernas, em comparação com os 18 mortos (53%) do outro.

Além disso, os que conseguiam cruzar as pernas eram, um ano depois do derrame, capazes de caminhar sem ajuda e tinham incapacidade considerada "moderada". Já os do outro grupo ainda sofriam incapacidade "grave" e necessitavam de "atenção constante".

Fonte Folhaonline

Homem recebe transplante duplo de mãos nos EUA

Um homem que recebeu um transplante duplo de mãos em um hospital de Boston, nos Estados Unidos, destacou nesta sexta-feira sua alegria diante da perspectiva de poder tocar seu neto pela primeira vez.

Richard Mangino, 65 anos, perdeu suas quatro extremidades devido a uma infecção em 2002. Depois de uma cirurgia de 12 horas com uma equipe de 40 pessoas no hospital Brigham and Women's, famoso por ser pioneiro nos transplantes de rosto, o paciente teve implantadas duas mãos doadas.

Steven Senne/Associated Press
Richard Mangino, 65, sorri ao lado do cirurgião Bohdan Pomahac, diretor do Brigham Women's Hopsital
Richard Mangino, 65, sorri ao lado do cirurgião Bohdan Pomahac, diretor do Brigham Women's Hopsital


Em suas primeiras declarações, Mangino agradeceu a família do doador.

"Minha família e eu choramos a perda de seu familiar. Me sinto honrado e constrangido pela emoção. Obrigada por este presente tão incrível", disse em comunicado.

No entanto, Mangino afirmou que sua maior emoção era a felicidade ante a perspectiva de retomar uma vida mais normal e, sobretudo, pela possibilidade de brincar com seus netos.

"O único milagre pelo qual rezei, desde que meu neto mais velho nasceu, Trevor, foi poder ter o sentido do tato novamente. Tocar o rosto dele e de Nicky, fazer carinho no cabelo deles e ensiná-los a lançar a bola. Para mim, isso seria um milagre", afirmou em comunicado.

"E hoje esse milagre se tornou realidade. Estou eternamente agradecido", completou.

Até agora este homem, pai de três filhos, utilizava prótese e havia conseguido dirigir um carro, tocar guitarra e usar um computador.

No entanto, tudo isso não era fácil. O paciente disse ao "The Boston Channel" que a perda de um membro pede que uma pessoa tenha de um quarto a um terço mais energia.

"Portanto, se alguém perde quatro extremidades, é previsível que um dia normal seja como quatro dias para mim", explicou.

O transplante envolveu uma delicada conexão de pele, tendões, músculos, ligamentos, ossos e tecido vascular.

Até agora, foram realizados apenas 21 transplantes duplos em todo o mundo, desde que especialistas franceses realizaram a primeira intervenção do tipo na cidade de Lyon em 2000, segundo o registro internacional de transplante de mãos.

"Os resultados até agora foram de um sucesso assombroso", disse Simon Talbot, chefe da equipe de cirurgia que operou Mangino, à emissora de televisão MSNBC.

No entanto, Mangino necessitará de meses de terapia e levará quase meio ano para recuperar o sentido do tato, afirmou.

Fonte Folhaonline

Suplementos quase nunca substituem vitaminas; veja dicas

Nesta semana, a segurança de suplementos vitamínicos foi posta em xeque, após dois importantes estudos indicarem que eles podem fazer mal à saúde.

As vitaminas têm, há muito tempo, uma "aura saudável". Muita gente acha que elas são sempre benéficas ou, no pior dos casos, apenas desnecessárias.

Editoria de Arte/Folhapress

No entanto, é preciso levar em consideração que os alimentos do dia a dia já estão turbinados com vitaminas.

Até mesmo salgadinhos e refrigerantes estão sendo fortificados com nutrientes para deixá-los com um perfil mais benéfico à saúde. Portanto, há o risco de que nós já estejamos recebendo a mais. Acrescentar, além disso, uma suplementação vitamínica pode fazer com que ultrapassemos os limites.
"Nós estamos descobrindo que eles [os suplementos] não são tão inofensivos quanto a indústria nos fez pensar", disse David Schard, nutricionista do Centro para Ciência de Interesse Público.

Nesta semana, um estudo com quase 40 mil mulheres idosas encontrou um risco ligeiramente maior de morte entre as que tomavam suplementos alimentares, incluindo multivitamínicos, acido fólico e ferro.

Outra pesquisa descobriu que homens tomando altas doses de vitamina E, por um período de cinco anos, tiveram um risco ligeiramente aumentado de desenvolver câncer de próstata.

Além disso, não há evidências claras de que os multivitamínicos reduzam o risco de câncer, doenças cardíacas ou doenças crônicas.

Pesquisas que encontraram mais doenças em pessoas com pequenas quantidades de certas vitaminas podem ser enganosas: corrigir uma deficiência até que se chegue à dose diária é diferente de suplementar até ultrapassar os limites.

A melhor maneira de consumir vitaminas é consumir os alimentos onde elas já estão naturalmente presentes, diz Jody Engel, nutricionista especializada em suplementação alimentar.

Schardt vai além: "É praticamente impossível ter uma overdose só com os nutrientes que estão nos alimentos".

Algumas pessoas, no entanto, podem precisar de maior quantidade de certos nutrientes e, por isso, deveriam falar com seus médicos sobre os suplementos.

É o caso de mullheres após a menopausa, com o cálcio e a vitamina C para proteger os ossos. Já as que estão planejando engravidar podem precisar de ácido fólico, para ajudar a prevenir defeitos nos bebês, por exemplo.

Pessoas com mais de 50 ou veganos (que não consomem nada de origem animal) também podem ter necessidade de vitamina B12. Ela está presente em alimentos derivados de animais e, depois da meia-idade, é mais difícil extraí-la da comida, diz Schardt.

Também é preciso tomar cuidado com a qualidade dos suplementos vitamínicos quando for o caso de tomá-los.

Um levantamento feito nos EUA revelou que um em cada quatro deles não contém o que promete, está contaminado ou não se degrada da maneira correta.

Vale também o aviso para qualquer outra questão de saúde: consulte seu médico.

Fonte Folhaonline