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domingo, 14 de julho de 2013

Treinando a gordura: como a atividade física pode tornar o tecido adiposo um aliado da saúde

As noções de que a obesidade é prejudicial à saúde (é considerada uma doença pela Associação Americana de Medicina) e de que o exercício físico é benéfico já são bem conhecidas.
 
Estudos epidemiológicos recentes demonstram que a atividade física diminui o risco de diversas doenças e está associado a uma redução do tempo em que a pessoa fica doente nos anos de sua velhice (este conceito é conhecido como compressão da morbidade).

Novidades científicas sobre os benefícios da atividade física têm surgido regularmente. A última vem de Chicago, onde se realiza o 73º Encontro de Sessões Científicas da Associação Americana de Diabetes. Dois estudos utilizando camundongos e humanos demonstram que o exercício físico pode modificar o tecido adiposo, tornando-o metabolicamente mais eficiente, quando comparado ao tecido adiposo de um indivíduo sedentário, o que leva a um melhora na condição funcional de outros tecidos.

O treinamento por um determinado período de tempo, tanto de camundongos quanto de humanos, transformou o tecido adiposo subcutâneo (chamado de tecido adiposo branco) em tecido adiposo marrom. A diferença não é só na cor. O tecido adiposo branco é um estocador de energia ao passo que o marrom é metabolicamente mais ativo, o que aumenta o gasto energético e diminui a massa total.

A ligação entre o exercício e esta transformação do tecido adiposo é o músculo. O exercício induz no músculo a formação de uma proteína que é liberada no sangue e atua no tecido adiposo branco transformando-o em marrom. A atividade física regular levaria a um aumento constante da proteína Irisina no sangue, mantendo parte do tecido adiposo na forma marrom, que é mais eficiente no gasto de energia.

Estes estudos sugerem também uma associação entre esta transformação do tecido adiposo com uma melhora em outros parâmetros metabólicos como a captação de glicose e sensibilidade à insulina. Mesmo que o exercício não produza uma perda de peso imediata e visível, ele está “treinando” o seu tecido adiposo e tornando-o mais ativo, o que traz benefícios ao metabolismo do organismo e à saúde como um todo.

Há mais de dois mil anos Hipócrates, sem conhecer a biologia molecular ou a Irisina, disse: “caminhar é o melhor remédio”. Hoje entendemos um pouco melhor o porquê.

Atividade física produz resultados garantidos sobre a saúde. Você pode começar já, mesmo com dois mil anos de atraso.

Fontes:
- Archives of Internal Medicine. 2012;172(17):1333-1340.
 
- Published online August 27, 2012. doi:10.1001/archinternmed.2012.3400.
 
- Science 336, 42 (2012); DOI: 10.1126/science.1221688.
 
- New England Journal of Medicine 366;16 -1544-45 april 19, 2012
 
- 73rd Scientific Sessions- American Diabetes Association's, June, 21-25 Chicago.
 
Por ABC da Saúde

Bebidas energéticas como ameaça à saúde

A combinação destas bebidas com álcool tem se tornado
 frequente  entre jovens em festas e bares, o que pode
causar problemas adicionais
Os energéticos, como são genericamente chamados, são bebidas que contêm substâncias estimulantes, predominantemente a cafeína.
 
O consumo tem crescido vertiginosamente em todo o mundo nos últimos anos e a sua ingestão, de forma indiscriminada, principalmente por adolescentes e adultos jovens, tem preocupado as autoridades de saúde em vários países. Dezenas de trabalhos científicos têm sido publicados, com resultados que sugerem um efeito potencialmente prejudicial à saúde, parte deles atribuído ao excesso de cafeína.

Em recente encontro da Associação Americana do Coração, foram apresentados resultados de uma análise de trabalhos publicados que avaliavam o possível impacto dos energéticos sobre a saúde. As pesquisas realizadas em indivíduos jovens sadios entre 18 e 45 anos demonstram que as bebidas energéticas podem alterar o ritmo cardíaco e aumentar a pressão arterial.

Considerando que o metabolismo da cafeína é mais lento durante a puberdade devido ao aumento natural do hormônio de crescimento, essa faixa etária estaria mais vulnerável aos efeitos adversos da cafeína, dentre eles dor de cabeça, insônia, náusea e vômito, impaciência e irritabilidade.

Dentre os motivos que levam os jovens a consumir este tipo de bebida estão a estimulação que deixaria o indivíduo mais alerta, a pressão dos amigos e a suposta melhora de desempenho esportivo.

A combinação destas bebidas com álcool tem se tornado frequente entre jovens em festas e bares, o que pode causar problemas adicionais.

O conjunto de evidências científicas até agora conhecidas são suficientes para estimular a estratégia de precaução no consumo deste tipo de bebida e reforçam a necessidade de uma indicação pelos fabricantes de potenciais efeitos adversos, com a finalidade de proteger os consumidores, principalmente os mais jovens.
 
Fonte ABC da Saúde

Pequenas mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de derrame cerebral

Estilo de vida saudável ajuda como prevenção ao AVC
Você provavelmente tenha algum parente próximo ou distante, ou conhece alguém que tenha sofrido um derrame cerebral. A alta incidência desta doença torna-a comum, porém não por isso menos grave.

O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, é uma doença que afeta os vasos sanguíneos do cérebro. É uma das principais causas de morte e a principal causa de invalidez em todo o mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o AVC é a principal causa de morte entre adultos (10% dos óbitos). A maioria dos sobreviventes necessita de tratamentos de reabilitação devido aos danos neurológicos e 70% ficam incapacitados de voltar ao trabalho.

O acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo que leva nutrição ao cérebro é bloqueado por um trombo (um tipo de coágulo), interrompendo o fluxo de sangue (chamado de AVC isquêmico) ou o vaso sanguíneo sofre uma ruptura, o que provoca um extravasamento de sangue do vaso (AVC hemorrágico). Nas duas situações ocorre a morte das células nervosas da região do cérebro que deixa de receber o sangue. A função que estas células exerciam é perdida (movimento e sensibilidade de um lado do corpo, articulação da fala, etc.).

Pois esta doença ameaçadora e de prognóstico tão sombrio pode ser evitada ou ter seu risco bem diminuído. É o que diz um novo estudo publicado no dia 6 de junho na revista médica americana Stroke. No estudo foram avaliadas perto de 23.000 pessoas acima de 45 anos que não tinham doença cardíaca prévia. O risco foi quantificado por uma medida de saúde cardiovascular desenvolvida pela Associação Americana do Coração e que consta de sete itens: controle da pressão arterial, não fumar, controle do colesterol, dieta saudável, atividade física regular, controle da glicemia (açúcar no sangue) e controle de peso. Cada item foi quantificado como pobre (zero ponto), intermediário (um ponto) ou ideal (dois pontos). O escore geral de saúde cardiovascular foi categorizado como inadequado para quem atingiu de 0 a 4 pontos, médio para os que tiveram de 5 a 9 pontos e ótimo para os de 10 a 14 pontos.

Os resultados da pesquisa demonstram que cada ponto a mais no escore foi associado a 8% na redução de risco de ter um derrame. Pessoas com escore classificado como ótimo (10 a 14 pontos) têm uma redução de 48% no risco quando comparados com os classificados como inadequados (0 a 4 pontos). Dentre os sete fatores de estilo de vida, a pressão do sangue foi o mais importante em prever a ocorrência de um derrame. As pessoas com pressão arterial ideal têm um risco 60% menor de ter um derrame.

Outro fator de grande importância é o fumo. Pessoas que nunca fumaram ou que deixaram de fumar até um ano antes do estudo ter iniciado têm um risco 40% menor de sofrer um derrame.

Devido a alta incidência de mortes causadas pela doença, assim como as consequências devastadoras resultantes das sequelas neurológicas, a conscientização pessoal para promover mudança de hábitos que afetam o estilo de vida devem ser urgentemente consideradas. Ainda há tempo, o custo é baixíssimo, restrito apenas a um pequeno esforço pessoal. Os fatores interagem entre si, ou seja, não fumar, atividade física e dieta saudável têm efeitos positivos diretos sobre controle de peso, açúcar no sangue, colesterol e pressão sanguínea.

Ao contrário de outros fatores de risco como genética e idade, estes três hábitos (comer de forma saudável, atividade física e não fumar) você é soberano para mudar.

Não morra nem fique incapacitado por um derrame cerebral. Comece já.

Fonte Stroke - Published online

Prevenção do câncer de mama: veja dez motivos para fazer a mamografia

A mamografia é um exame essencial para diagnosticar o câncer
 de mama, segundo que mais mata mulheres no País
Coordenadora da Comissão Nacional de Mamografia, Linei Urban fala sobre o exame
 
A mamografia é um exame essencial para diagnosticar o câncer de mama, segundo que mais mata mulheres no País. Para chamar atenção das mulheres, a médica Linei Urban, coordenadora da Comissão Nacional de Mamografia, listou dez razões para as mulheres fazerem este exame.

Segundo a médica, a capacidade de detecção do câncer em fase inicial é maior se a mulher realizar a mamografia. A chance de cura se a descoberta foi feita no período inicial é quase 100%.
 
A médica explica que as chances de cura realmente reduzem quando há atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Isso pode ocorrer por vários motivos, mas principalmente devido à falta de programas de rastreamento mamográfico adequados e a adesão da população aos programas oferecidos .
 
Segundo a especialista, a compressão do tecido mamário durante o exame não causa a disseminação do câncer pelo corpo. Não existe nenhum estudo clínico ou laboratorial  que demonstre que este tipo de disseminação aconteça. O processo de disseminação das células tumorais para outros locais, conhecido como metástase, ocorre de maneira bastante complexa, progressiva e em nível molecular. O simples deslocamento mecânico das células não leva ao desenvolvimento de novos focos tumorais.
 
O risco do surgimento do câncer de mama a partir da exposição anual à radiação (denominado de câncer radiogênico) é desprezível. Um estudo recente publicado no British Journal of Cancer, estimou que com o exame é possível evitar 1.121 mortes a cada 100 mil mulheres rastreadas (entre 50 a 74 anos).
 
O carcinoma de intervalo, ou seja, o câncer de mama que surge no intervalo entre os exames de mamografias, realmente é um problema. Para reduzir, programas de rastreamento já diminuíram o intervalo entre os exames de mamografia. Para as pacientes de alto risco, outros métodos diagnósticos foram introduzidos para reduzir o câncer de intervalo.
 
O risco da mulher não ter câncer, mas ser diagnosticada como tendo também existe em todos os métodos, de acordo com Linei.

— Lembramos que um dos grandes impedimentos para que a ultrassonografia seja utilizada como método de rastreamento isolado do câncer de mama é o alto percentual de falso positivo. 
 
Outro ponto relevante, de acordo com a especialista, o diagnóstico exagerado e o tratamento excessivo do câncer de mama recentemente foram discutidos recentemente pela mídia.

Entretanto, esse risco é apenas teórico e calculado, já que não existem dados reais sobre isso. Os dados mais consistentes mostram apenas a redução da mortalidade para todas as mulheres acima de 40 anos de idade submetidas ao exame 
 
A baixa qualidade dos exames de mamografia ainda é um problema no Brasil. Entretanto, "esse fato não deveria servir para eliminarmos o rastreamento mamográfico do câncer de mama no Brasil" (que existe na maioria dos países). 
 
A mamografia comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama. Esse fato foi demonstrado por meio de diversos estudos realizados na década de 70, envolvendo mais de 500 mil mulheres com mais de 18 anos. Houve redução na mortalidade de 15% até 45% em relação ao grupo de mulheres que não realizaram mamografia.
 
 A médica ainda diz que é um absurdo dizer que “a mamografia é um exame superado por outros mais modernos e eficientes.

— Qualquer médico com um mínimo de conhecimento sobre o diagnóstico do câncer de mama sabe que os outros exames (como a ultrassonografia e a ressonância magnética) auxiliam muito na avaliação das mamas, porém sempre após a realização da mamografia.

Fonte R7

Agentes de saúde apoiam Dilma em vetos no Ato Médico

Acupuntura como sendo atividade privativa de médicos
 foi vetado pela Presidenta Dilma
Principal veto dizia que o diagnósticos e a prescrição terapêutica seriam atividades dos médicos
 
Entidades de outras classes de profissionais da saúde comemoraram os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff a alguns artigos da lei do Ato Médico. O principal ponto vetado dizia que a formulação de diagnósticos e a respectiva prescrição terapêutica seriam atividades privativas dos médicos.

O principal argumento da presidente para vetar este item da lei foi que, da forma como estava redigido, ele impediria a continuidade de programas do SUS (Sistema Único de Saúde), que funcionam com atuação integrada dos profissionais de saúde.
 
“O SUS prevê protocolos em que enfermeiros fazem diagnóstico de hanseníase, malária, doenças sexualmente transmissíveis, problemas da saúde da criança e da mulher, explica Amaury Ângelo Gonzaga, conselheiro do Conselho Federal de Enfermagem
 
— No interiorzão, quem faz diagnóstico de malária não é o médico nem o enfermeiro, é o agente de saúde da cidade, que foi treinado para isso”.

Para Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia, o principal ponto vetado é o que falava dos diagnósticos. “Os psicólogos são capazes de identificar os sintomas e sinais de uma depressão para fazer o diagnóstico e, consequentemente, fazer a indicação terapêutica e o encaminhamento para o médico quando for necessário.
 
— Da forma como a lei estava, essa atividade estaria comprometida e poderíamos ser processados por exercício ilegal da medicina”.

Reginaldo Bonatti, presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo, diz que “com esses vetos, a presidente Dilma cumpriu com os princípios fundamentais do SUS, mantendo a autonomia dos profissionais.”
 
— Como exemplo de atividade do fisioterapeuta que poderia ficar comprometida, estava o diagnóstico e tratamento de problemas de coluna. “A maioria dos problemas de coluna é resolvida no consultório do fisioterapeuta sem precisar sobrecarregar o serviço de saúde para agendar uma consulta.”

Rui César Cordeiro, que é médico e vice-presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, também elogia os vetos, especialmente no trecho em que havia dúvidas sobre a aplicação da acupuntura — a lei previa que qualquer procedimento com invasão de pele, mesmo sendo em tecido subcutâneo, seria atividade privativa dos médicos. Esse trecho foi vetado, sendo mantido apenas o que falava da invasão dos orifícios naturais, atingindo órgãos. “
 
— A abrangência da acupuntura é muito maior do que na clínica médica. Ela tem indicações na odontologia, na fisioterapia, na psicologia. Seria um crime limitar essa atividade aos médicos”.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estresse pode aumentar queimação no estômago, gastrite e úlcera

gastriteÓrgão é um dos primeiros lugares do corpo a acusar tensão e ansiedade. Contra azia, é bom comer proteína com carboidrato, e não tomar antiácido
 
Se você come algo e logo depois sente aquela azia ou queimação, é sinal de alerta: seu estômago pode estar “estressado”. Isso porque, quando você está tenso ou ansioso, sua digestão piora.
 
Além disso, o estresse é fator de risco para outras doenças, como câncer, problemas cardiovasculares e metabólicos. E o estômago é um dos primeiros lugares do corpo a acusar o mal que o estresse faz à saúde.
 
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui e o gastroenteorologista Ricardo Barbuti, a azia é um sintoma presente em uma série de complicações do sistema digestivo, que aparece quando o estômago está ácido demais. Entre os problemas em que essa queimação está presente, estão o refluxo, a esofagite, a gastrite e a úlcera.
 
Contra azia, é bom comer proteína com carboidrato, como macarrão, arroz ou batata. Isso porque esses alimentos exigem mais do estômago para serem digeridos, “gastando” o suco gástrico e diminuindo a acidez do estômago.
 
Para quem costuma tomar antiácidos contra azia, é importante saber que o alívio geralmente é momentâneo, funcionando para crises e dores agudas. Esse hábito, porém, pode trazer um efeito rebote, causando mais acidez depois. Por isso, é preciso buscar tratamento.
 
Entre as alternativas comuns usadas contra queimação no estômago, mas que não funcionam, estão sal de frutas e chá de boldo. O primeiro não tem efeito porque é uma substância ácida, e até pode piorar os sintomas. Já o chá não tem nenhuma comprovação científica, e também é necessário tomar cuidado com a procedência da planta.
 
Gastrite x úlcera
Os médicos explicam que tanto a gastrite quanto a úlcera podem provocar dor constante em queimação, que melhora ao comer, pode até acordar a pessoa à noite e aumenta com o estresse.
 
A dor das duas doenças acontece em três tempos: começa, a pessoa come, a dor passa e depois volta.
 
Os mecanismos relacionados à formação da gastrite são semelhantes aos da úlcera. Uma das causas mais importantes é o aumento do ácido clorídrico no estômago, o que faz com que a acidez do aparelho digestivo fique alta.
 
Com o estômago mais ácido, a mucosa que reveste o órgão é prejudicada, e isso gera um processo inflamatório. A diferença é que a gastrite é uma inflamação geral no estômago, deixando-o mais avermelhado e provocando machucados superficiais.
 
Já a úlcera é um pouco mais grave, quando se formam feridas na parede do estômago, e a mucosa fica com machucados profundos, que ardem e doem. Se a úlcera não for tratada, pode piorar a ponto de perfurar a parede do estômago e causar o que se chama de hemorragia digestiva, um sangramento dentro do estômago. Nesse caso, vômitos ou vômitos com sangue são um sinal de alerta. Se apresentar esses sinais, procure um médico imediatamente.
 
Tanto a úlcera quanto a gastrite também podem estar relacionadas a uma bactéria presente no estômago chamada Helicobacter pylori. Estima-se que mais da metade dos brasileiros carregue esse micro-organismo no corpo. É por causa dela que boa parte do tratamento dessas doenças é feita com antibióticos.
 
A H. pylori aumenta a secreção de ácido clorídrico no estômago, elevando a acidez do suco gástrico. Com uma acidez maior, o estômago não consegue se proteger, e a mucosa inflama. Algumas pessoas têm uma defesa natural a essa bactéria, o que evita a gastrite. Mas, quando há um episódio de baixa imunidade, ela pode achar um ambiente ideal e agir com mais intensidade.
 
Dicas alimentares
Os médicos deram algumas dicas de alimentação para evitar problemas no estômago. Veja as principais:
 
- Fracione a alimentação: Fracionar a dieta é essencial para estimular o trabalho do estômago de maneira uniforme e fazer com que o ácido seja usado frequentemente para processar os alimentos e não fique muito tempo “parado”.

- Não fique muito tempo em jejum: O jejum faz justamente com que o ácido gástrico fique parado. Quanto mais tempo isso ocorre, maior é a acidez, e o estômago vazio também se torna mais suscetível a inflamações.

 - Evite grandes refeições: Quando você come muito, o estômago não consegue processar tudo e estimula mais a produção de ácido.
 
Alimentos que aumentam a acidez
- Pimenta
- Comidas condimentadas (mexicana, baiana, etc)
- Cigarro
- Bebidas alcoólicas
- Refrigerante
- Cafeína (café, chá preto, chocolate, etc)
- Energético
- Cápsulas de guaraná
- Goma de mascar
 
Info azia e refluxo (Foto: Arte/G1)

Fonte G1

Vacina da dengue pode estar disponível no mercado já em 2015

Indústria francesa já produz vacina experimental para controle de qualidade. Existem diversas iniciativas de busca por imunização, inclusive brasileiras
 
Uma fábrica inaugurada na França pela Sanofi Pasteur, unidade de vacina da farmacêutica francesa Sanofi, já começou a produzir doses experimentais da vacina contra dengue, segundo informações da Reuters.
 
De acordo com Guillaume Leroy, que está à frente do projeto, a empresa será capaz de produzir 100 milhões de doses por ano.
 
Atualmente, existem diversas iniciativas de pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra a dengue em todo o mundo, inclusive de instituições nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas acredita-se que a iniciativa mais avançada seja a francesa.   
 
Resultados de uma pesquisa da empresa divulgados no ano passado mostraram, pela primeira vez, que é possível obter uma vacina segura contra dengue, apesar de o produto ter falhado na prevenção contra um dos sorotipos da doença (no total, são quatro sorotipos).
 
Atualmente, a farmacêutica ainda aguarda a conclusão dos resultados de dois grandes estudos clínicos, que devem sair no final de 2013 ou em 2014, para entender melhor a eficácia do produto. Cerca de 45 mil pessoas participaram dos testes na Ásia e na América Latina
 
A fábrica fica na cidade de Neuville-sur-Saone, onde o grupo investiu o equivalente a cerca de R$ 890 milhões.
 
 
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue representa uma "ameaça pandêmica", infectando aproximadamente 50 milhões de pessoas de todos os continentes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Fonte G1

Como a ciência explica o pessimismo?


Estudos indicam que comportamento pessimista
pode ser explicado por fatores genéticos e que
quem é otimista vive mais
Estudos indicam que comportamento pessimista pode ser explicado por fatores genéticos e que quem é otimista vive mais.
 
Muitos de nós nos consideramos ou pessimistas ou otimistas. Mas será que a ciência é capaz de explicar por que nos sentimos assim - e se podemos mudar?
 
Vejamos o exemplo das gêmeas idênticas Debbie e Trudi: elas têm muito em comum, salvo pelo fato de Trudi ser animada e otimista, enquanto Debbie passa por momentos de profunda depressão.
 
Ao estudar um grupo de gêmeos idênticos como Debbie e Trudi, o professor Tim Spector, do Hospital St Thomas, em Londres, tenta responder questões fundamentais sobre a formação de nossa personalidade. Por que algumas pessoas são mais positivas do que outras a respeito da vida?
 
Fator genético
Spector identificou alguns genes em funcionamento em um dos gêmeos e não no outro.
 
Estudos com gêmeos indicam que, quando se trata de personalidade, cerca de metade das diferenças entre as pessoas são decorrentes de fatores genéticos. Mas Spector ressalta que, ao longo de nossas vidas - e em resposta a fatores ambientais -, nossos genes estão constantemente sendo ajustados, em um processo conhecido como epigenética.
 
Em casos como o de Debbie e Trudi, os cientistas encontraram diferenças em apenas cinco genes no hipocampo. É isso, acreditam eles, que desencadeou a depressão em Debbie.
 
Spector, que se descreve como otimista, espera que sua pesquisa ajude a melhorar os tratamentos disponíveis para depressão e ansiedade.
 
'Costumávamos dizer que não podíamos mudar nossos genes', diz ele. 'Agora sabemos que existem esses pequenos mecanismos para 'ligá-los' ou 'desligá-los'.'
 
Ainda mais surpreendente é a pesquisa que identificou mudanças na atividade genética causadas pela presença ou ausência do amor materno.
 
O professor Michael Meaney, da Universidade McGill (Canadá), está pesquisando maneiras de medir a ativação dos receptores de glicocorticóides nos nossos cérebros. Isso porque o número desses receptores é um indicativo da habilidade de cada um em suportar o estresse.
 
E também é uma medida de o quanto fomos cuidados por nossas mães durante a infância - ao refletir o quão ansiosas e estressadas eram as nossas mães e o impacto disso na quantidade de afeto que recebemos quando pequenos.
 
'Estado mental afetivo'
Elaine Fox, da Universidade de Essex, na Grã-Bretanha, é outra pesquisadora interessada em como o nosso 'estado mental afetivo' - a maneira como vemos o mundo - nos molda.
 
Além de usar questionários, ela e sua equipe investigam padrões específicos na atividade cerebral. Sua pesquisa indica, por exemplo, que uma pessoa com mais atividade elétrica na parte frontal direita do córtex (em relação à esquerda) tem mais tendência ao pessimismo e à ansiedade. Outros testes adicionais ajudam a confirmar ou não essa percepção.
 
Pessoas pessimistas, constantemente à espera de coisas que podem dar errado, costumam ter mais estresse e ansiedade. E isso é mais do que um estado de espírito - é algo fortemente ligado à nossa saúde.
 
Em um estudo iniciado em 1975, cientistas pediram que mais de mil pessoas na cidade de Oxford, Ohio (EUA), preenchessem um questionário sobre empregos, saúde, família e perspectivas para a velhice.
 
Décadas depois, Becca Levy, cientista da Universidade Yale, monitorou os entrevistados. Ao observar as certidões de óbito ela notou que as pessoas mais otimistas quanto à velhice haviam vivido, em média, sete anos e meio a mais do que os pessimistas.
 
A impressionante descoberta levou em conta outras explicações possíveis, como o fato de pessoas mais pessimistas possivelmente terem sido influenciadas por doenças prévias ou depressão.
 
Freiras
Resultados semelhantes foram notados em um estudo da Universidade de Kentucky, que analisou os diários de 180 freiras católicas, escritos quando elas entraram no convento, nos anos 1930.
 
Freiras que vivem em comunidades fechadas são um bom objeto de estudo científico porque compartilham experiências ambientais semelhantes, algo que permite comparações realistas.
 
Nos diários, os cientistas procuraram indícios de otimismo e pessimismo entre as freiras. Ao pesquisar suas vidas, eles descobriram que as que expressavam emoções mais positivas durante a juventude viveram até dez anos mais do que as que não tinham essa mesma perspectiva de vida.
 
A boa notícia é que, mesmo na idade adulta, você pode mudar suas percepções sobre a vida. Até mesmo para pessimistas, isso é motivo de celebração.
 
Fonte G1

Em Seul, manifestante protesta contra consumo de carne de cão

Cachorro participa da manifestação de grupo de defesa dos animais. Na Coreia do Sul, é comum o consumo de carne de cachorro

Manifestante carrega um cão e exibe uma camiseta condenando o consumo de carne de cachorro na Coréia do Sul, durante um protesto de grupo de defesa dos animais, em Seul, neste sábado (13). A carne de cachorro é usada na preparação de pratos na Coreia do Sul (Foto: Reuters)
Manifestante carrega um cão e exibe uma camiseta condenando o consumo de carne de cachorro na Coréia do Sul,
durante um protesto de grupo de defesa dos animais, em Seul, neste sábado (13).
A carne de cachorro é usada na preparação de pratos na Coreia do Sul
(Foto: Reuters)

Fonte G1

Casa saudável: aumente sua imunidade dentro de casa

Localize os focos de doença e conserve sua saúde
 
Sua saúde anda abalada? Quando o assunto é prevenção de doenças, é comum bater a preocupação em pegar o ônibus cheio que fica com os vidros fechados, usar banheiros públicos ou comer a comida de um restaurante desconhecido. Isso porque o medo de contaminação é maior quando ultrapassamos os limites "seguros" dos muros da casa  onde moramos. Mas será que nosso lar é essa bolha de proteção mesmo?

Antes de observar o lado de fora, é preciso ficar atento aos detalhes que fazem com que a imunidade  vá pelos ares. "Dentro de casa há utensílios considerados habitat ideal para o acúmulo de micro-organismos, como a tábua utilizada na cozinha para cortar alimentos, que é feita de madeira", explica o infectologista Milton Lapchik. A seguir, especialistas identificam os perigos domésticos para a sua saúde.
 
Cozinha: o vilão fica na pia de louças
Ela é feita para limpar, mas a esponjinha de lavar louças é o objeto que vira foco de bactérias na cozinha. Ao limpar pratos, talheres e panelas, por exemplo, ela também acumula fragmentos de alimentos e gordura, que junto com a umidade, acabam se transformando no lar ideal de microrganismos. Quem não foge a isso também é o pano de secar a pia. Segundo Milton Lapchik, como são agregadores de bactérias e fungos, os dois utensílios deveriam ser descartáveis. Mas, como não é bem assim que funciona, a dica é higienizá-los bem, com sabão e água quente, e esperar que sequem para guardá-los em local seco e limpo. Porém, mesmo que a esponja e o paninho sejam higienizados, a troca precisa ser periódica. "Eles devem ser descartados quando a sujeira não puder ser removida ou antes de começarem a despedaçar", completa o infectologista.

A atenção vale também para tábuas de bater carne, rolo de macarrão, escorredores de louça e para o lixinho de pia: todos devem ser lavados com cloro ou água sanitária para eliminar micro-organismos e, depois de secos, armazenados em local arejado. Segundo o especialista, a limpeza é fundamental para eliminar qualquer resíduo dos utensílios. "As lixeiras devem ser limpas e desinfetadas após o uso, com álcool 70% ou cloro, e devem ser mantidas fechadas com a tampa", completa Milton Lapchik. 
 
Sala: armadilha sob os pés
Tapetes e carpete também podem ser uma ameaça para a saúde, principalmente para o sistema respiratório. Dependendo do material utilizado na confecção, o próprio tecido pode desencadear alergias, ao soltar fiapos minúsculos no ambiente. Mas o que geralmente provoca reações alérgicas são os elementos que se depositam nele, como poeira, ácaros e pelos de animais. Segundo a pediatra Elza Yamada, o ideal é retirar os resíduos diariamente para que não haja o acúmulo. "Utilizar produtos adequados duas vezes por semana, além da limpeza diária, podem garantir um local limpo e sem riscos de ocasionar processos alérgicos", enfatiza a pediatra. 
 
Quarto: os males da cama  
Eles podem reunir ácaros, poeira e até células mortas do corpo. Quando mal conservados, os travesseiros, colchões e cobertas são verdadeiros depósitos de micro-organismos, causadores de alergias. Quanto maior o tempo desde a última higienização, maior a quantidade dessas partículas alojadas no local. Segundo a especialista, colchões e travesseiros de quem já tem pré-disposição para alergias precisam ainda mais de cuidados. "O ideal seria lavar as roupas de cama com frequência e colocar o colchão, travesseiros e edredons para tomar sol", explica a pediatra. 
 
Banheiro: cuidado com a toalha
De acordo com Milton Lapchik, a toalha de rosto também pode acumular bactérias e fungos por ficar úmida por muito tempo e, além disso, como é usada por várias pessoas acaba tornando-se em um meio de transmissão desses micro-organismos. "Por esse motivo só devemos utilizar toalhas descartáveis em ambientes de serviços de saúde", explica o infectologista. Já em casa, a dica do especialista é de trocar as toalhas sempre que se encontrarem sujas ou que impossibilitem a limpeza correta. 
 
Fonte Minha Vida

Combata nove agravantes de alergias respiratórias

Alterações de temperatura - Foto: Getty Images
As variações de calor para frio ou vice-versa podem causar
 irritações nas vias respiratórias e demais órgãos
Crises de asma e rinite podem ser evitadas com medidas simples
 
No outono e no inverno há um grande aumento das alergias respiratórias.
 
Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) indicam que 30% dos brasileiros possuem algum tipo de reação alérgica, sendo que rinite, bronquite e asma são predominantes nesta época do ano.

Segundo o International Study of Asthma and Allergies (ISAAC), a rinite alérgica atinge 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros, enquanto a asma atinge 10% da população do país.
 
Para prevenir crises, é importante estar em dia com o tratamento médico e evitar fatores agravantes que tendem a irritar os órgãos envolvidos na respiração.
 
A seguir, especialistas listam os principais deles e dão dicas de como combatê-los
 
Alterações de temperatura - Foto: Getty ImagesAlterações de temperatura
As variações de calor para frio ou vice-versa podem causar irritações nas vias respiratórias e demais órgãos. "No caso da asma, por exemplo, essa mudança brusca irrita os brônquios, que se contraem como resposta, o que faz com que a pessoa sinta falta de ar", explica o pneumologista Élcio Vianna, presidente da Comissão de Asma da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

Para amenizar esse efeito, o mais importante é evitar a respiração do ar frio. "Agasalhar ajuda, mas a inalação é o que é mais perigoso", alerta o médico. O ideal é evitar fazer atividades ao ar livre em horários muitos frios, como no período da noite no inverno.  
 
Fortes emoções - Foto: Getty ImagesFortes emoções
Ficar muito nervoso, triste ou assustado pode desencadear o fechamento dos brônquios, levando a uma crise de asma. Segundo o pneumologista Élcio, ainda não se sabe o motivo exato desse efeito. "O que sabemos é que o sistema nervoso controla o brônquio, então provavelmente deve ser esta a relação", afirma.

Essas crises são comuns tanto em crianças quanto em adultos quando há situações que abalam a pessoa, como uma tragédia na família ou alguma prova muito difícil. Procurar ajuda profissional - como de um psicólogo - pode ajudar a identificar esses focos de tensão e entender como lidar com eles. 
 
Produtos químicos - Foto: Getty ImagesProdutos químicos
Há alguns produtos de cheiro tão forte que causam irritação na maioria das pessoas, como tinta de parede. "Até a tinta de cabelo pode desencadear crises", comenta Élcio Vianna. Produtos de limpeza também costumam ser motivo de irritação. Por isso, o pneumologista recomenda fazer teste com diferentes produtos de diferentes marcas. "Há opções menos concentradas ou que apresentam menos cloro ou amoníaco, por exemplo", diz.  
 
Infecções virais - Foto: Getty ImagesInfecções virais
Élcio Vianna conta que todo vírus que irrita e inflama o brônquio faz com que ele se feche, o que pode aumentar a secreção e as chances de crises alérgicas. Por isso, é importante tomar vacina contra gripe em épocas de campanha e ter cuidado para não ficar com a imunidade baixa e favorecer a manifestação de doenças virais.  
 
Pólen - Foto: Getty ImagesPólen
O pólen é um dos mais comuns alérgenos (substâncias que desencadeiam alergia). Quando uma pessoa com rinite alérgica respira um alérgeno, por exemplo, o corpo libera substâncias químicas, incluindo um composto chamado histamina. Essa liberação causa sintomas alérgicos, como irritação, inchaço e produção de muco. Se a pessoa notar essa reação ao pólen de algum tipo específico de flor, é melhor evitar ter essa espécie dentro de casa.  
 
Menina com animal - Foto: Getty ImagesAnimais com pelos e penas
A alergista Maria Teresinha Malheiros, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, conta que não é o pelo de gatos e cachorros que causa alergia, mas o epitélio (partículas de pele que se desprendem do corpo do animal, como se fosse uma caspa) e as proteínas presentes na saliva do bichano. Além disso, essa escamação da pele dos animais serve de alimento para os ácaros, um dos principais desencadeantes de crises.

É possível conviver com bichos de estimação, mas desde que cuidados com higiene da casa e do animal sejam redobrados. "O primeiro cuidado é dar banhos semanais no animal para diminuir a quantidade de pele e de pelos soltos no ambiente", comenta Maria Teresinha. Outra recomendação da médica é impedir que o animal frequente as áreas de convívio da casa, em especial o quarto da pessoa que tem alergia. 
 
Homem cansado após corrida intensa - Foto: Getty ImagesExercícios físicos intensos
Exagerar no exercício pode afetar os órgãos envolvidos na respiração e desencadear crises, sobretudo, de asma. A alergista Maria Teresinha lembra, porém, que a prática de atividade física é muito importante para controlar essas doenças respiratórias. "Qualquer atividade aeróbia promove a melhora do sistema cardiorrespiratório, diminuindo o número de crises", afirma a médica. "A pessoa com asma deve iniciar a prática de exercícios de forma lenta e constante, aumentando aos poucos a intensidade da atividade para evitar alguma possível crise." 
 
Homem limpando o carpete da casa - Foto: Getty ImagesEspante os ácaros
"No Brasil, 99% das pessoas que têm asma são alérgicas a ácaros", afirma Maria Teresinha Malheiros. Para viver longe deles dentro de casa, a alergista não recomenda o uso de produtos químicos. "Apesar de terem a finalidade de acabar com ácaros, esses produtos podem ter um cheiro forte capaz de desencadear crises, ou seja, você resolve um problema, mas cria outro", alerta.

Usar produtos com cheiros mais fracos e menos concentrados pode ser uma opção melhor, portanto, deixando os ambientes sempre limpos, iluminados e arejados. A decoração da casa deve ter o mínimo de móveis e acessórios que acumulem poeira - evite tapetes, cortinas e tecidos felpudos. "Use aspirador para tirar o pó e evite o acúmulo de roupas, livros e objetos fora do armário", sugere Maria Teresinha.  
 
Mulher fumando e homem com máscara de ar - Foto: Getty ImagesCombata o tabagismo
Segundo a alergista Maria Teresinha, fumar não torna a pessoa asmática. "Mas o hábito não é recomendado, já que a fumaça do tabaco ajuda a desencadear crises alérgicas", adverte. Fumar por tabela também pode ser perigoso: quem convive com pessoas que fumam respiram constantemente a fumaça, que contém substâncias que provocam inflamação dos brônquios. "Para quem tem asma, isso significa um maior risco de dispneia (falta de ar) e uma piora do quadro", conta a médica. "Além disso, vários estudos comprovam que fumantes passivos têm um risco maior de desenvolver asma, principalmente as crianças." 
 
Fonte Minha Vida

Saiba o que esperar no dia e na hora do parto

Mulher com as primeiras contrações - Foto: Getty Images
Conforme a hora do nascimento se aproxima, o corpo da mãe
 começa a ajudar o bebê a sair, e as contrações acontecem
Rompimento da bolsa, contrações e até reações inesperadas da grávida são comuns na hora do bebê nascer
 
Depois de meses curtindo a barriga crescer e convivendo com todas as mudanças no corpo, finalmente chega a tão aguardada hora do parto.
 
Mas o que você espera desse momento? Mães de primeira viagem podem ficar extremamente ansiosas com esse dia, pensando na dor, nos primeiros sinais de que o bebê está chegando e até mesmo em finalmente ver a carinha dele.

Será que é como nos filmes e nas novelas? A bolsa estoura e o bebê nasce logo em seguida, por exemplo?
 
Podemos adiantar logo de cara que não é. Mas se a ansiedade está batendo mais forte, nós contamos para você tintim por tintim o que esperar nesse dia tão especial. 
 
Gestante cuja bolsa estourou - Foto: Getty ImagesA bolsa rompeu?
Nos filmes, nas novelas e com a sua amiga pode ter sido assim. Sempre que o líquido amniótico escapa, começa uma corrida louca para levar a grávida direto ao hospital. Mas apesar de ser importante encaminhar-se rápido para um ambiente seguro, não é preciso entrar em desespero. "Isso indica o início do trabalho de parto, mas normalmente ela pode estourar muito longe do momento do parto, e também pode apenas ter pequenas perfurações com pequenas perdas de líquido", explica o ginecologista e obstetra Fábio Rosito, diretor do laboratório SalomãoZoppi Diagnósticos. Em geral o intervalo entre o rompimento da bolsa e o nascimento é de duas a três horas.

É importante ter uma atenção especial com a cor do líquido! Ele deve ser transparente, com alguns pontos esbranquiçados, como clara de ovo diluída em água. A cor vermelha pode significar sangramentos, enquanto a coloração verde pode indicar sofrimento fetal. "O líquido amniótico anormal se chama mecônio, e ocorre quando o bebê evacua no líquido amniótico. Isso ocorre em decorrência de má oxigenação na placenta", considera o especialista. 
 
Mulher com as primeiras contrações - Foto: Getty ImagesMatemática das contrações
Conforme a hora do nascimento se aproxima, o corpo da mãe começa a ajudar o bebê a sair, e as contrações acontecem. Elas são dores que começam de cima para baixo. "O útero é formado por fibras musculares e na hora do parto essas fibras contraem de forma coordenada. Quanto mais frequentes e duradouras as contrações, mais perto está o parto. A forma mais fácil de mensurá-las é medindo o tempo entre elas e o tempo de duração de cada uma", ensina Paulo Nowak, obstetra da Unifesp e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp). Quanto mais próximas elas forem, mais perto do nascimento do bebê você está! 
 
Parto marcado - Foto: Getty ImagesQuando o parto é marcado
Em alguns casos é preciso que o parto seja cesariana. "O mais comum é que a escolha por esse tipo de concepção seja feita na hora do parto, devido a possíveis complicações. Mas em alguns casos ela é indicada desde o princípio, como em gestações de risco, com problemas como diabetes gestacional, hipertensão ou a eritoblastose fetal - quando o sangue da mãe e do filho não são compatíveis no fator Rh. Mulheres que estão grávidas do terceiro filho e tiveram os partos anteriores dessa forma também devem fazer cesariana", enumera Fábio Rosito.

Nesses casos, basta ir ao hospital no dia datado, que normalmente é depois da 39ª semana de gestação, quando o bebê já está completamente formado e pronto. Em casos em que o trabalho de parto começa antes do dia agendado, mas depois da 38ª semana, a mulher se encaminha ao hospital e pode fazer uma cesariana de emergência, que funciona da mesma forma. Se for antes disso, o médico lança mão de alguns recursos para tentar segurar a gravidez, caso o bebê não esteja em sofrimento fetal.
 
Parto cesariana - Foto: Getty ImagesUm parto normal pode virar cesariana?
Muitas vezes algumas complicações fazem com que o parto normal deva ser transformado em uma cesariana. "As mais frequentes são alterações da oxigenação do bebê, percebida pela variação dos batimentos e a parada da descida da cabeça e da dilatação do colo do útero", enumera o obstetra Paulo Nowak. Normalmente isso é sinalizado pelo aparecimento do mecônio, líquido amniótico com coloração verde escura. Não há problema em transformar um no outro, de acordo com o especialista, a cesariana pode ser feita em qualquer momento do parto normal, até mesmo no final. 

Dores do parto - Foto: Getty ImagesCom ou sem dor!
A cesariana é feita com anestesia, já que é feita uma incisão no abdômen da mulher. Mas o parto normal também tem essa alternativa, que faz com que as contrações continuem, sem que a mulher as sinta. "No parto normal, é realizada uma anestesia combinada, que é uma raquidiana junto com a peridural. Isso permite um alivio rápido da dor e a complementação da anestesia durante o trabalho de parto. Já na cesariana, a anestesia mais indicada é a raquidiana, que deixa a mulher mais confortável durante a cirurgia", diferencia Nowak. Geralmente, nos casos de parto normal, é preferível utilizá-la no final do trabalho.

É comum que algumas mulheres sintam coceiras depois do parto, que consideram uma alergia à anestesia. Mas na verdade elas são apenas uma pequena reação do organismo, e nem sempre aos componentes anestésicos. "Geralmente essas coceiras que aparecem são por conta da solução usada na assepsia do abdômen feita na cesariana para remover bactérias, ou devido ao esparadrapo utilizado depois", comenta Rosito. 
 
Bebê recém-nascido - Foto: Getty ImagesAjudando o bebê a sair
Antes de optar por uma cesariana, outros procedimentos podem ajudar o bebê a sair, caso ele fique preso por muito tempo na vagina. Um deles é a episiotomia, um corte que aumenta a entrada da vagina. "A função principal desse procedimento é acelerar o nascimento do bebê quando temos uma preocupação com a oxigenação. Outra função é usar o método quando percebemos que vai ocorrer uma laceração mais ampla do períneo (região posicionada entre a vulva e o ânus), e direcionamos esse dano para longe da região anal", explica Nowak.

Outro instrumento mais conhecido é o fórceps, que também ajuda a facilitar a passagem do bebê. Mas hoje em dia o protocolo para seu uso é bem mais rigoroso, levando em conta a posição da cabeça e o tamanho do bebê, entre outros fatores. "Antigamente o fórceps era associado a partos ruins, pois os partos eram em casa e o médico só era chamado em casos que davam errado. Era a única alternativa que eles tinham, e normalmente o bebê vinha com problemas associados à condição anterior", contextualiza Rosito. 
 
Mulher em trabalho de parto - Foto: Getty ImagesReações curiosas da mãe
E enquanto decisões sobre a melhor forma de realizar o parto estão ocorrendo no hospital, como fica a mãe? Mesmo quando ela está livre da dor, outros problemas podem aparecer. "Quando as contrações estão muito fortes, há um aumento da pressão abdominal, logo é muito comum que a mulher vomite ou mesmo evacue durante o trabalho de parto", relata Rosito. Para evitar esse tipo de constrangimento, é feita a lavagem do reto e se recomenda o jejum da mãe antes do parto, apesar de que a alimentação não pode ser controlada quando o parto é normal. Tremores também são comuns nessa hora, não estranhe! 
 
Nascimento - Foto: Getty ImagesO que acontece depois do parto?
Quando finalmente o bebê nasce, cuidados diferentes são tomados com a mãe e o bebê. O último tem que cumprir uma série de exames para conferir suas condições de saúde. Primeiro é feito o exame de Apgar que indica a vitalidade fetal, em que a vitalidade é medida com base em parâmetros como batimentos cardíacos, respiração, cor da pele, movimentação e tempo pra chorar, tudo isso no primeiro minuto de vida. Depois uma enfermeira aspira o líquido amniótico que pode ter sido respirado pele bebê na saída do útero. Também é colhido o sangue do cordão umbilical para ser feita a tipagem sanguínea e o exame de pezinho, como nos lista Fábio.

Já a mulher requer outros cuidados. "O período de 1 hora após o parto é a fase onde temos que ser mais cuidadosos com a mãe. É nesse momento que podem ocorrer hemorragias, quedas de pressão e outras complicações. O ideal é que durante esse período ela fique ainda no centro obstétrico, sob vigilância da equipe", descreve Paulo Nowak.
 
Fonte Minha Vida

Dieta do diabetes: nove cuidados essenciais com a alimentação

integrais - Foto Getty Images
Carboidratos complexos presentes nesses alimentos (arroz,
pães e massas integrais) são digeridos mais lentamente
pelo organismo, liberando a glicose em pequenas doses
Legumes podem ser consumidos à vontade e frutas pedem mais atenção
 
Os mitos que cercam a alimentação dos diabéticos são incontáveis.
 
Dizem que o portador de diabetes não pode comer carboidratos ou nenhum tipo de açúcar e deixar de lado até mesmo a carne vermelha.

A dieta ideal para quem tem o problema varia para cada diabético. Um plano alimentar completo só pode ser oferecido se a pessoa fizer uma visita a um profissional qualificado, que observará os níveis glicêmicos e de colesterol, o peso, a atividade física do paciente e suas preferências alimentares.
 
Entretanto, algumas recomendações são iguais para todos, como fazer três refeições por dia intercaladas com pequenos lanches e preferir por alguns alimentos em detrimento de outros.
 
Confira quais são esses cuidados: 
 
integrais - Foto Getty ImagesArroz, pães e massas integrais
A endocrinologista e nutrólga Ellen Paiva, do CITEN, explica que os carboidratos complexos presentes nesses alimentos são digeridos mais lentamente pelo organismo, liberando a glicose em pequenas doses. Isso é benéfico para o diabético, que não terá picos de índice glicêmico quando comer esse nutriente.

Porém, lembre-se de preferir sempre aos integrais, pois eles são ricos em fibras, que melhoram a ação da insulina.
 
chocolate - Foto Getty ImagesCarboidratos simples e açúcar
Doces, pães e massas não precisam ser abolidos completamente da dieta do diabético. Entretanto, é preciso estar atento à quantidade.

"Os doces podem ser consumidos esporadicamente, atendendo a princípios rigorosos de quantidade e frequência e acompanhados de compensação de carboidratos", afirma Ellen. No geral, uma dieta para diabéticos deve ser constituída 50% de carboidratos.

Por isso, quando o portador de diabetes resolve comer um doce, deve reduzir o consumo de outras formas de carboidrato para manter a equivalência ou, no caso do dependente de insulina, aumentar a sua dose de insulina para aquela refeição.  
 
frutas  - Foto Getty ImagesAtenção às frutas
"As frutas, muitas vezes, são uma armadilha para a dieta dos diabéticos", conta Ellen. É muito comum a pessoa achar que pode consumir frutas à vontade, pois são alimentos muito saudáveis. Mas, na verdade, não podem.

Todas as frutas têm carboidratos simples, como a glicose. Só que, por conta das fibras e outros diversos nutrientes presentes nelas, podem ser consumidas em quantidades maiores que as de outros carboidratos simples.

A recomendação para os diabéticos é ingerir no máximo três a quatro porções de fruta por dia, e sempre optando pelas menos calóricas. "As frutas podem dificultar a perda de peso nos obesos e a titulação da insulina nos pacientes insulino dependentes".
 
suco - Foto Getty ImagesSucos
Embora muito saudáveis, os sucos geralmente consomem as três porções de frutas que o diabético tem direito durante todo o dia. "Um exemplo disso é suco de laranja. Um copo equivale em calorias ao consumo de um bombom e tem quantidade de glicose capaz de elevar em muito a glicemia do paciente", alerta a nutróloga.

A recomendação, portanto, é que as frutas sejam consumidas como tal, em lanches e sobremesas. Durante refeições, o ideal é evitar o consumo de líquidos ou optar pela água.  
 
Leite Desnatado - Foto Getty ImagesLeite desnatado
Para reduzir o consumo de gordura, a recomendação é trocar leite integral por desnatado e preferir derivados mais magros. Não caia no mito de que a versão desnatada do leite tem menos quantidade de cálcio e proteínas que a integral. Na verdade, você ingere apenas menos gordura e não perde os benefícios. 
 
carne magra - Foto Getty ImagesCortes magros de carne vermelha
A maior riqueza das carnes vermelhas são os micronutrientes, como o ferro e a vitamina B12, já que as proteínas podem ser facilmente encontradas em carnes brancas e proteínas vegetais. Por conta disso, a carne vermelha não só pode como deve ser consumida, mas evite as opções que possuem uma quantidade muito grande de gorduras saturadas, como filé mignon, picanha e contrafilé. "Os melhores cortes de carne são o lagarto, o patinho e a alcatra", conta Ellen. 
 
Peixe - Foto Getty ImagesPeixes
Eles são os mais indicados entre as carnes brancas. Os melhores são aqueles ricos em gorduras boas, como trutas, salmão e sardinha. "Esses peixes, apesar de saudáveis, são muito calóricos e, por isso, as porções devem ser controladas e nunca preparadas fritas ou empanadas", lembra a nutróloga. 
 
legumes e verduras - Foto Getty ImagesLegumes e verduras à vontade
Ricos em fibras, vitaminas e minerais antioxidantes, os legumes e verduras são importantes à nutrição e à saúde de todas as pessoas, mais ainda dos diabéticos, cuja dieta deve ser rica e variada nesses alimentos. "A regra é colorir o prato e variar de acordo com legumes e verduras da estação", aconselha Ellen. 
 
não exagere - Foto Getty ImagesNão exagere nas porções
O diabético pode estar fazendo uma dieta correta e rica em alimentos saudáveis, mas, se exagerar nas porções, estará caminhando na direção oposta. "O excesso de calorias é nocivo ao diabético, mesmo que ele esteja comendo os alimentos mais indicados", alerta Ellen. 
 
Fonte Minha Vida

Oncologista avalia que ainda é cedo para dizer se novo medicamento contra o câncer é eficaz

O oncologista admitiu que no caso do câncer de pâncreas,
em especial, que não tem tratamento clínico, a descoberta de
um novo medicamento seria acolhida com satisfação
Rio de Janeiro - O coordenador de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, Carlos Gil Ferreira, avaliou, em entrevista à Agência Brasil, que ainda é cedo, do ponto de vista da pesquisa, dizer se os estudos que vêm sendo feitos pelo Instituto Butantan, para desenvolvimento de um medicamento biotecnológico inovador para o tratamento de câncer, vão resultar ou não em uma nova terapia. “O conceito é interessante, a pesquisa até agora vem sendo conduzida de maneira séria, mas a gente vai ter que aguardar os próximos resultados para entender o potencial que isso tem”, disse.
 
O oncologista admitiu que no caso do câncer de pâncreas, em especial, que não tem tratamento clínico, a descoberta de um novo medicamento seria acolhida com satisfação. “Claro. É um tipo de câncer no qual a gente não consegue avançar muito”. Trata-se de um câncer letal que, em geral, responde mal às terapias feitas por meio de medicamentos, como quimioterapia e radioterapia. Não há nenhum estudo no Inca sobre câncer de pâncreas, informou.
 
Para Carlos Gil Ferreira, o medicamento “é algo que merece ser investigado”. Observou, por outro lado, que embora as experiências efetuadas com ratos tenham obtido sucesso, existe uma distância muito grande entre o modelo animal e o humano. “Muitas terapias, às vezes, são fantásticas em pequenos roedores, mas quando se transfere isso para o [ser] humano, não funciona”.
 
Ele destacou, porém, que o distanciamento não é motivo para não se seguir em frente. “Os resultados até agora são consistentes e eles merecem estímulos, sim”. Ferreira enfatizou que qualquer estudo que venha a auxiliar no tratamento de câncer de pâncreas “é muito bem-vindo”.
 
De acordo com dados do Inca, as mortes causadas por câncer de pâncreas no Brasil somaram 7.440 casos, em 2010. De difícil detecção, esse tipo de câncer apresenta alta taxa de mortalidade, em função do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo. No Brasil, ele responde por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.
 
As pesquisas conduzidas pelo Instituto Butantan vão ganhar financiamento não reembolsável do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 15,2 milhões, conforme anúncio feito esta semana pela instituição. O oncologista do Inca disse que o estímulo do BNDES a esse tipo de iniciativa é “super bem-vindo”. Segundo ele, o Brasil só vai alcançar o desenvolvimento em termos de drogas novas, com o uso de tecnologias avançadas, “com incentivo de instituições como o BNDES e a Agência Brasileira da Inovação (Finep)”, antiga Financiadora de Estudos e Projetos.

Fonte Agência Brasil

Pesquisas sobre novo medicamento para tratamento de câncer recebem incentivo do governo federal

As experiências conduzidas até agora resultaram na obtenção
 da molécula na forma recombinante, ressaltou
a coordenadora da pesquisa
Rio de Janeiro - Com recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 15,2 milhões, oriundos do BNDES Fundo Tecnológico (Funtec), o Instituto Butantan dará seguimento aos estudos que buscam o desenvolvimento de um medicamento biotecnológico para o tratamento de câncer.
 
Segundo informou o banco, por meio de sua assessoria de imprensa, o medicamento é inovador no mundo e se baseia em estudos feitos a partir da genética do carrapato Amblyoma cajannense, que detectaram a existência de uma proteína na saliva do parasita que tem ação anticoagulante, com potencial anticancerígeno.
 
A coordenadora do estudo no Instituto Butantan, doutora Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, disse, por e-mail, à Agência Brasil que toda a pesquisa básica para a descoberta da molécula, entendimento do mecanismo de ação e obtenção dessa mesma molécula em escala laboratorial, já foi feita no Laboratório de Bioquímica e Biofísica do instituto.
 
A operação contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A entidade contribuiu ainda para as etapas que resultam na execução de testes, bem como para a implantação de infraestrutura.
 
Os recursos do BNDES permitirão que a molécula seja obtida por meio de protocolos escalonáveis. Ana Marisa destacou que esses protocolos “permitirão tanto o desenvolvimento de todos os testes de segurança farmacológica, exigidos pelos órgãos regulatórios, como o desenvolvimento de tecnologia e capacitação de pessoal para a transferência do processo à empresa parceira neste projeto (União Química) que produzirá o medicamento”. Trata-se, segundo a pesquisadora, de um financiamento para etapas “muito importantes e críticas para o desenvolvimento de uma molécula, caracterizado como inovação radical”.
 
As experiências conduzidas até agora resultaram na obtenção da molécula na forma recombinante, ressaltou a coordenadora da pesquisa. “Conhecemos seu mecanismo de ação tanto in vitro [em vidro] como in vivo, isto é, em pequenos animais, sabemos o alvo molecular e, inclusive, entendemos que se trata de uma molécula seletiva para células tumorais. Os estudos até agora demonstram baixíssima toxicidade”. Acrescentou que a etapa ora em curso objetiva obter material por protocolos escalonáveis, para complementar os testes de segurança farmacológica e a transferência de tecnologia.
 
Indagada sobre os tipos de cânceres que poderão ser tratados com o medicamento, Ana Marisa informou que as primeiras experiências em camundongos mostraram que houve regressão de células tumorais e tumores do tipo melanoma, entre os quais se incluem tumores de pele, rins, pâncreas e mama. Observou, entretanto, que somente após os resultados dos testes toxicológicos, que determinarão a segurança de tratamento para seres humanos, é que se poderá prever o tratamento.
 
A União Química Farmacêutica Nacional, parceira do Instituto Butantan no projeto, deverá desenvolver as fases de produção industrial e fases clínicas, em caso de sucesso das pesquisas. A União Química é cotitular da patente e detém o licenciamento para comercialização, informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa. Outro parceiro é o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), que participará do protocolo de produção.
 
Ana Marisa disse, ainda, que a molécula já tem patente concedida em diversos países, entre os quais os Estados Unidos, o Japão, a Austrália e a China, além do bloco da União Europeia.
 
Fonte Agência Brasil

Investigação revela história secreta de esterilização de latinos nos EUA

BBC
Milhares de pessoas foram esterilizadas em instituições
psiquiátricas nos Estados Unidos
Milhares de pessoas foram esterilizadas contra a vontade em instituições psiquiátricas nos EUA durante o século 20
 
Durante boa parte do século 20, milhares de pessoas foram esterilizadas em instituições psiquiátricas nos Estados Unidos, e, em muitos casos contra a vontade de suas famílias. As intervenções foram feitas em nome da saúde pública e de uma melhoria da raça, e estavam protegidas por leis de eugenia em vigor na época.
 
Uma nova investigação diz que na Califórnia – estado onde foram praticadas um terço das estimadas mais de 60 mil esterilizações que ocorreram em todo o país nos anos 70 - a população latino-americana foi submetida a esses procedimentos em um nível "desproporcionalmente elevado".
 
Segundo o estudo, elaborado pela professora de história da medicina da Universidade de Michigan, Alexandra Minna Stern, e pela estudante de pós-graduação em instituições psiquiátricas da California, Natalie Lira, cerca de 25% dos cerca de 20 mil pacientes esterilizados eram latinos, sendo a maioria deles mulheres de origem mexicana.
 
Seleção genética
A eugenia foi uma corrente de pensamento médico e social que surgiu no final do século 19, cuja premissa era de que, por meio de uma seleção genética, você pode melhorar a espécie humana.
 
Os Estados Unidos foram um dos países onde o movimento ganhou força de forma mais rápida e intensa. Em 1907, o estado de Indiana foi o primeiro a aprovar uma lei que permitia o programa de eugenia, seguido em 1909 por Washington e Califórnia.
 
Antes da Segunda Guerra Mundial, 32 estados americanos já haviam aprovado leis deste tipo, e em muitos casos, a prática forçada de esterilização era apoiada.
 
Num primeiro momento, esse procedimento foi criado para pessoas com problemas psiquiátricos ou com deficiência mental, mas, em seguida, expandiu-se para os grupos que, na opinião de especialistas, apresentavam algum tipo de "desvio social", como criminosos, alcoólatras, homossexuais ou mulheres promíscuas.
 
Em alguns estados, como Carolina do Norte e Califórnia, os negros e hispânicos foram vítimas desta prática em proporções maiores do que qualquer outro grupo.
 
Sobrenomes hispânicos
"A ideia era que essas esterilizações iriam melhorar a sociedade, por isso havia um grande apoio à eugenia, especialmente na primeira metade do século 20", explica Alexandra Stern, em conversa com a BBC Mundo.
 
Há cinco anos, em uma visita aos arquivos públicos da cidade de Sacramento, na Califórnia, Stern encontrou 15 mil registros de pacientes que haviam sido admitidos em instituições na Califórnia. Com base nesse achado, ela decidiu investigar "se determinados grupos haviam sido esterilizados em maiores proporções.”
 
Com a ajuda de Natalie Lira, foram analisados 2 mil registros pertencentes à Colônia Pacífico, uma instituição para pessoas com deficiência mental.

 Com base nos sobrenomes dos pacientes elas chegaram à conclusão de que "os latinos - principalmente os com descendência mexicana - foram esterilizados de forma desproporcional".
 
De acordo com Stern, "os números obtidos reforçam a ideia de que naquele tempo havia um racismo científico na Califórnia."
 
Mais mulheres
Do total de intervenções realizadas em pacientes hispânicos, 61% foram em mulheres. Das esterilizações realizadas entre 1928 e 1951 na Colônia do Pacífico, 23% foram realizadas em pacientes de origem hispânica, atingindo 36% em 1939.
 
De acordo com Natalie Lira, muitos destes pacientes foram admitidos por terem praticado ações consideradas antissociais, e não porque sofriam alguma deficiência mental.
 
"No caso dos meninos, se tratavam de jovens delinquentes, provenientes de famílias desestruturadas, que haviam sido enviados para as instituições por um juiz. Enquanto que, muitas das meninas foram colocadas lá por serem consideradas promíscuas, ou porque tiveram filhos sem estarem casadas", disse Lira.
 
Outro dado apresentado pelo estudo mostra que o número de mulheres hispânicas esterilizadas era maior do que o de homens.
 
O estudo concluiu que do total de intervenções realizadas em pacientes de origem hispânica, 61% foram em mulheres e 38% em homens. Na opinião de Alexandra Stern, o resultado é um reflexo do preconceito que existia na época contra mulheres de origem mexicana, que eram acusadas, além de promíscuas, de terem muitos filhos.
 
E, como destaca a pesquisadora, muitas das mulheres hispânicas eram de uma classe social baixa e, em muitos casos, tinham um comportamento que, na época, era considerado socialmente inaceitável.
 
A batalha dos pais
Um dos fatores que contribuiu para que as esterilizações fossem realizadas impunimente, é que a lei que permitia a prática de eugenia na Califórnia não exige o consentimento do paciente ou de seus familiares. Bastava a justificativa dos responsáveis pelas instituições psiquiátricas.
 
No entanto, de acordo com Alexandra Stern, muitos pais de pacientes de origem mexicana fizeram tudo em seu poder para evitar que seus filhos fossem esterilizados.
 
"Foram os pais e mães de mexicanos que lutaram contra o programa de esterilização na Califórnia. Eles foram os mais ativos. Eles contataram o consulado mexicano, advogados e representantes da igreja para tentar impedir que seus filhos fossem esterilizados", diz Stern.
 
"Eu acho que tinha a ver com sua fé religiosa e com a importância que eles davam a família. Além disso, eles queriam proteger seus filhos do poder de um Estado que era racista. Foi parte da luta dos mexicanos para que seus direitos fossem reconhecidos na Califórnia", disse a pesquisadora.
 
Depois da Segunda Guerra Mundial, a eugenia e os programas de esterilização perderam o apoio da opinião pública americana.
 
Por isso, no início dos anos 50, o número de esterilizações realizadas em estados que adotaram leis de eugenia diminuíram consideravelmente, e a prática só continuou em alguns estados como, por exemplo, na Carolina do Norte, até o início dos anos 60.
 
Na Califórnia foi preciso esperar até 1979 para que a lei fosse revogada.
 
"Para mim, é muito importante revelar os padrões demográficos das esterilizações, mas não devemos esquecer que por trás de cada esterilização havia uma pessoa, e eu quero, com os poucos documentos que existem, tentar restaurar a dignidade dessas pessoas e mostrar como seu direitos civis e humanos foram violados," afirma Stern.
 
"Você pode facilmente perder os números, mas como historiadores devemos resgatar as vozes daqueles que sofreram sob esse sistema", conclui a especialista.

Fonte iG