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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Agência inicia teste de 1.800 amostras de medicamento

Programa vai testar medicamentos adquiridos no mercado. Serão 1.800 amostras até o próximo ano em programa da Anvisa

Resultado de imagem para medicamentos

As primeiras análises do Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme) deram resultado positivo para todos os medicamentos avaliados. Foram sete produtos, com um total de 20 amostras no primeiro mês do programa. Este é apenas o primeiro resultado do teste com produtos coletados em prateleiras de farmácias. O programa, que foi retomado pela Agência no último mês de agosto, prevê a análise de 1.800 amostras até o final de 2017.

O Proveme faz a coleta de medicamentos que estão disponíveis nas prateleiras das farmácias e leva os produtos para análise em laboratórios públicos espalhados por todo o Brasil. Ao todo são 13 laboratórios Centrais de Saúde (Lacens) participando da ação, além do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz). Resultados da primeira rodada de análise do Proveme: 7 medicamentos 16 diferentes laboratórios 20 lotes 121 análises Todas análises deram resultados satisfatórios.

Quais medicamentos foram analisados?

Nesta primeira rodada foram analisados os seguintes medicamentos:
Aciclovir – dois lotes – antiviral usado principalmente no tratamento da herpes
Amoxicilina – um lote - antibiótico
Cimetidina – três lotes – tratamento de úlcera gástrica
Cloridrato de Metoclopramida – um lote – tratamento de enjoos e vômitos de origem cirúrgica Lamivudina – cinco lotes – antirretroviral para tratamento da Aids
Metildopa – um lote – usado no tratamento da hipertensão (pressão alta)
Paracetamol – seis lotes – um dos analgésicos e antitérmicos mais utilizado no país.

Média de 6 análises por medicamento

As análises feitas nos medicamentos podem variar de acordo com a forma farmacêutica e as características do produto. Nesta primeira rodada foram feitas, em média, 6 análises por amostra. Sendo que as mais comuns foram: análise de dosagem do princípio ativo, variação de peso, análise de aspecto, análise da rotulagem e ensaio de dissolução.

Como é a seleção e análise das amostras
A seleção dos medicamentos que serão avaliados leva em consideração aqueles com maior número de notificações por queixas técnicas e desvio de qualidade, os disponibilizados pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular, os mais consumidos pela população brasileira, e aqueles presentes em outros programas do Ministério da Saúde.

A coleta de análise das amostras é feita de acordo com as coletas das amostras, que é responsabilidade das coordenações estaduais e municipais de Vigilância Sanitária e leva em conta a capacidade analítica de cada laboratório.

O que é o Proveme
O Proveme é um ação de pós mercado, ou seja, analise os medicamentos depois que eles já estão disponíveis no mercado.

Um acordo de Cooperação Técnica Internacional firmado entre a Anvisa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no último dia 20 de julho, definiu o escopo do Proveme. Pelos termos do acordo, com duração de 18 meses, serão analisadas 1.800 amostras de medicamentos.

A parceria firmada entre a Anvisa e o PNUD para execução do Proveme envolve também as secretarias de Saúde, 13 Laboratórios Centrais de Saúde (Lacen), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz) e coordenações estaduais e municipais de Vigilância Sanitária. As coordenações de Visa realizam a coleta das amostras de medicamentos.

O programa existe desde 2001 e chegou a analisar mais de 3 mil medicamentos. Nos últimos anos não foram realizadas análises. Os dados atuais marcam o início da retomada.

Dados abertos: Acesse aqui o arquivo com os dados abertos para pesquisadores e interessados nos resultados do Proveme.

Confira quais foram os lotes e medicamentos testados na primeira rodada.

Fonte: Ascom/Anvisa

Confira os exames necessários para o check up dos homens

info-saude-do-homem-01De acordo com especialistas, detecção de doenças em exames de rotina pode salvar vidas. Saiba quais testes são indicados para cada faixa etária

O diagnóstico precoce de problemas de saúde pode prevenir a evolução de doenças graves, como câncer, diabetes e hipertensão. O agravamento dessas moléstias está entre as principais causas de morte entre os homens.

Essa parcela da população ainda é a que menos procura os serviços de saúde de maneira preventiva. Dados do Ministério da Saúde apontam que 31% dos homens ainda não têm o hábito de ir ao médico. Desses que não vão, 55% afirmam que não precisam.

De acordo com o coordenador de saúde do homem do Ministério da Saúde, Francisco Norberto, os exames preventivos podem salvar vidas. "É um risco. Em geral, eles chegam à unidade com problemas de média e alta complexidade, ou seja, quando a doença já está instalada. Por isso, às vezes, o estágio da doença já está avançado e, mesmo com protocolo clínico, há pouca resolutividade", alerta Norberto.

"Quando há o cuidado, isso vai ajudar na manutenção da qualidade de vida", acrescentou. Por isso, os exames de check-up devem ser realizados desde a juventude para detectar problemas. Muitos desses exames são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre eles estão: exame de sangue (hemograma e dosagem dos níveis de colesterol total e frações, triglicerídios, glicemia e insulina); aferição de pressão arterial; verificação de peso e cálculo de IMC (índice de massa corporal); função pulmonar (indicada aos fumantes); pesquisa de antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg); teste de detecção de sífilis; e pesquisa de anticorpos anti-HIV e dos vírus da hepatite C.

Além disso, para os homens com mais de 40 anos, quando indicados por um médico, é importante fazer também o exame de toque retal e o teste para verificar a reação do antígeno prostático específico (PSA) no sangue. Alterações nos níveis dessa substância podem indicar o aparecimento de problemas na próstata.

O Ministério da Saúde ainda recomenda que, além de realizar esses testes, é importante manter a carteira de vacinação atualizada

Câncer de próstata
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata foi responsável por 13.772 casos de mortes entre os homens em 2013. Cerca de 61,2 mil pacientes são diagnosticados com a doença todos os anos.

"O homem não vir sozinho (ao médico) é um fator cultural. Existe um preconceito. Há ainda a cultura de que o homem não tem o hábito de se prevenir", ressaltou o urologista José Henrique, do laboratório Exame.

O câncer de próstata está entre os três tipos de câncer com maior incidência no Brasil, sendo o mais comum em homens e a segunda maior causa de morte relacionada a cânceres no País, segundo dados do Inca. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Segundo o especialista, cerca de 95% dos casos podem ser curados se forem detectados ainda no estágio inicial.

Novembro azul
Para incentivar a prevenção neste mês, ocorre o Novembro Azul, quando prédios públicos são iluminados com a cor da campanha para conscientizar a população da importância de realizar exames preventivos.

A recomendação do Ministério da Saúde é que os exames para detecção de câncer de próstata devem ser feitos de maneira preventiva para verificar sintomas como redução de micção e urgência para urinar. A intenção é evitar resultados falsos positivos e a realização de procedimentos desnecessários.

Medidas de incentivo à prevenção
Em 2009, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, para implementar ações de saúde para essa parcela da população. O foco principal é entre os adultos de 20 a 59 anos.

Um dos principais objetivos do programa é a captação precoce da população masculina nas atividades de prevenção primária relativa às doenças cardiovasculares e cânceres. Uma das ações previstas na política é a extensão do horário de atendimento das unidades básicas de saúde até as 21h, além de oferecer atendimento no horário de almoço.

Também visando à prevenção desde cedo, o ministério anunciou que, a partir de janeiro do próximo ano, será disponibilizada a vacina contra o HPV para a população masculina de 12 a 13 anos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Portal Brasil, com informação do Ministério da Saúde e do Inca