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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Testes em hambúrgueres do Habib's apontam presença de bactérias fecais

Outro problema encontrado no teste realizado pela Proteste e por Procons foi a presença de carne suína e de frango no hambúrguer da Giraffa's

Habib’s no Rio de Janeiro apresentou falhas de higiene na manipulação e fabricação
Divulgação
Habib’s no Rio de Janeiro apresentou falhas de higiene na manipulação e fabricação

A Proteste Associação de Consumidores e os Procons do Rio de Janeiro e de Santa Catarina se uniram para realizar um teste nos hambúrgueres de fast foods a fim de observar se havia problemas de higiene (com a presença de bactérias) e de uso de carnes diferentes em 12 estabelecimentos das regiões. Segundo foi revelado nesta segunda-feira (24), apenas um apresentou problemas na parte de microbiologia e, em outro caso, foi encontrada a presença de carne de frango e porco no hambúrguer de vaca.

De acordo com o teste, apenas um estabelecimento do Habib’s no Rio de Janeiro apresentou falhas de higiene na manipulação e fabricação, já que o hambúrguer da rede de fast food tinha uma quantidade 100 vezes maior que o limite permitido por lei dos microrganismos chamados “coliformes termotolerantes”.

Isso significa que é necessária a melhoria na higienização dos equipamentos, utensílios e mãos dos manipuladores dos alimentos, já que estes são os veículos mais frequentemente relacionados com as contaminações. O Brasil Econômico tentou contato via e-mail com a assessoria do Habib’s, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

Carnes diferentes
Outro problema constatado pelas instituições foi a presença de espécies de animais diferentes daquela informada aos consumidores no cardápio do Giraffa’s do Rio de Janeiro. Segundo o teste, foram detectados DNA de carne suína e de frango, além da bovina nos hambúrgueres do local.

A grande questão sobre isso é que pode haver reações alérgicas dos consumidores, principalmente à carne de porco após o consumo do produto.

Em resposta à notificação do Procon, o Grupo Giraffas informou ao Brasil Econômico que está conduzindo uma apuração junto ao fornecedor do hambúrguer analisado para averiguar a presença de carne de frango, que está em desacordo com a receita aprovada pela rede. Já sobre a carne suína, a rede informou que “a formulação do hambúrguer de 56 g possui somente gordura suína para realce de sabor e maciez, o que é permitido pela NR 20 do Ministério da Agricultura”.

Para as análises foram coletadas 42 amostras de hambúrguer nas cozinhas de 12 estabelecimentos, que foram: MC Donald's, Bob's, Burguer King, Giraffa's, Habib's e Subway, todos no Rio de Janeiro e em Florianópolis.

A fim de realizar o teste, as carnes foram encaminhadas para laboratório, onde foram feitos os exames de identificação da espécie animal (DNA) – para avaliar qual tipo de carne continham: boi, cavalo, cachorro, gato, porco e frango; também para conferir se eram transgênicos, com presença de organismos geneticamente modificados (OGM); e, por fim, para medir a presença de antibióticos e verificar as condições microbiológicas.

Ademais, foram realizadas análises para detectar a presença de microrganismos: Estafilococos Coagulase positiva, Clostridium Sulfito redutor, Salmonella sp. e Bacillus Cereus. Nesses quesitos, todas as marcas passaram no teste, o que mostra que atendem à legislação brasileira, com boas práticas de manipulação, produção e armazenagem dos produtos.

Todos os produtos tiveram resultado negativo sobre a presença de OGM (organismo geneticamente modificados) nas amostras coletadas. Também não foram encontrados problemas em relação aos antibióticos em nenhum teste realizado.

Segundo a Proteste, “apesar dos bons resultados das análises, o hambúrguer é um produto cujo consumo deve ser moderado, pois contêm grandes quantidades de gorduras e sódio, que são prejudiciais ao sistema cardiovascular, aumentando o risco de hipertensão. Além disso, contribuem para o ganho de peso, podendo levar à obesidade, em caso de consumo elevado”.

Em relação aos problemas de higiene encontrados nos alimentos das redes de fast food nas duas regiões, foram pedidas providências à Vigilância Sanitária para mais fiscalização nos estabelecimentos e ao Ministério da Agricultura foi informada a presença de espécies diferentes da indicada na rotulagem para apurar se foi falha na produção ou um indicativo de fraude.

iG

Suspensos lenços umedecidos contaminados por bactéria

Dois lotes de lenços umedecidos comercializados pela Comfort Personal Cleasing apresentaram contaminação por microrganismos

Dois lotes do cosmético Comfort Personal Cleasing Fragrance Free Essential Bath foram suspensos pela Anvisa na última sexta-feira (21/10). Os lotes 47195 (validade 13/12/2016) e 48575 (validade 18/03/2017) apresentaram potencial contaminação pela bactéria Burkholderia cepacia.

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso dos dois lotes destacados, pelo risco de contaminação pelo complexo Burkholderia cepacia (CBc), bactérias associadas à disfunções pulmonares em pacientes com fibrose cística.

A resolução RE 2.845/16 tem por medida, também, que empresa importadora e comercializadora do produto, Politec Importação e Comércio Ltda, promova o recolhimento do estoque dos lotes em questão.

Liberado creme de alisamento
A Agência de Vigilância revogou, nesta sexta-feira (21/10), a resolução RE 2.613/16 que suspendia o Creme de Alisamento Amacihair.

A empresa Phitoteraphia Biofitogenia Laboratorial apresentou a documentação necessária que comprova a fórmula do produto para os registros da Anvisa, liberando, assim, o cosmético para uso capilar.

A resolução RE 2.848/16, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (21/10).

ANVISA

Outubro é o mês da conscientização da doença de Gaucher

alfataliglicerase materiaHoje, há quase 700 pacientes em tratamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), com todos os medicamentos disponíveis, porém estima-se um número maior de pessoas ainda sem diagnóstico e, por isso, sem tratamento

Desde 2014, o SUS oferece, gratuitamente, o biofármaco alfataliglicerase, produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Este medicamento é indicado para a terapia de reposição enzimática contínua em pacientes adultos portadores de doença de Gaucher Tipo I. O tratamento da alfataliglicerase é feito por infusão em centros de infusão espalhados pelo país. Com incidência estimada em 1 para 120 mil pessoas, o Brasil é o terceiro país com maior número de pacientes identificados, depois dos Estados Unidos e de Israel. É preciso chamar a atenção dos hematologistas, pediatras e demais profissionais da saúde para a doença e, com isso, reduzir a jornada do paciente em busca do diagnóstico, que pode levar décadas.

Seus sintomas são o atraso no crescimento, cansaço, sangramento no nariz, baço e fígado aumentados, dor nos ossos e manchas roxas na pele. Depois do diagnóstico e início do tratamento, o paciente desfruta de uma vida normal. Por ser uma enfermidade evolutiva, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado, menores serão as chances de complicações, como por exemplo, as doenças ósseas. O principal objetivo da campanha é a qualidade de vida dos pacientes.

A doença de Gaucher é caracterizada pela falta ou deficiência da atividade de uma enzima. Nas nossas células, a função da enzima é degradar e reciclar resíduos de gordura que se encontram dentro do lisossomo. Os lisossomos funcionam como as usinas de reciclagem das células. Todos os humanos têm no DNA a instrução para que essa enzima seja produzida. Mas um pequeno erro genético, conhecido como mutação, pode impedir a produção da enzima ou fazer com que ela seja produzida de forma diferente e, por consequência, com diminuição ou ausência de sua atividade.

Esta enfermidade é hereditária. Para alguém desenvolver a doença de Gaucher é necessário que tanto o pai quanto a mãe sejam portadores da mutação no DNA e a transmitam para a criança. Mesmo assim, pode ser que a criança também se torne apenas mais um portador da mutação. Nestes casos, em que a mãe e o pai são portadores da mutação, a possibilidade de algum filho (ou filha) desenvolver a doença de Gaucher é 25%.

Conheça os tipos da enfermidade
O Tipo 1 (forma não neuropática) corresponde a 95% dos casos e é a forma mais comum. Os sinais mais comuns são a barriga distendida, pelo aumento do baço e do fígado, fraqueza, palidez, dores ósseas, sangramentos e hematomas sem história de traumas nos locais. Também podem acontecer fraturas mais facilmente, pela fragilidade dos ossos. O hemograma pode mostrar anemia, redução de plaquetas e alterações de glóbulos brancos.

O Tipo 2 (forma neuropática aguda) é mais raro e grave. Afeta crianças com quatro a cinco meses de idade, compromete cérebro, baço, fígado e pulmão. Podem ocorrer convulsões, alterações na respiração e progressivo retardo mental. A doença evolui rapidamente, causando a morte geralmente até o segundo ano de vida.

Já o Tipo 3 (forma neuropática crônica), também raro, é mais brando que o tipo 2. O diagnóstico é feito na infância e adolescência e há comprometimento de cérebro, baço, fígado e ossos. A sobrevida se dá até a segunda ou terceira década de vida. Os sintomas aparecem até o fim da infância, e os pacientes com doença de Gaucher Tipo 3 podem viver até a idade adulta.

Conheça a fanpage do Muitos Somos Raros e também a página da doença no site de Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Gabriella Ponte (Bio-Manguinhos/Fiocruz)

12 dúvidas básicas e importantes sobre HIV/aids #USECAMISINHA

1. O que é o HIV?
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.

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Foto: Rodrigo NUnes

2. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids?!
Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste regularmente e se proteger em todas as situações.

3. Como se pega o HIV?
O vírus HIV é transmitido por meio da relação sexual (vaginal, anal ou oral) desprotegida (sem camisinha) com pessoa soropositiva, ou seja, que já tem o vírus HIV, pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados e de mãe soropositiva (sem tratamento) para filho durante a gestação, parto ou amamentação.

4. Qual é a forma mais eficaz de prevenção contra o vírus HIV?
O meio mais simples e acessível de prevenção ao HIV é o uso de preservativos masculino e feminino no ato sexual seja ele anal, vagina ou oral. Saiba por que o preservativo é uma excelente estratégia contra o HIV/aids e as IST.

5. O posto de saúde disponibiliza camisinha masculina e feminina? Onde posso encontrar?
Os preservativos masculinos e femininos são distribuídos gratuitamente em unidades de saúde e também estão disponíveis para compra em estabelecimentos da iniciativa privada, como farmácias e drogarias.

Saiba como usar o preservativo feminino:


6. O HIV tem cura?
Ainda não há cura para o HIV, mas há muitos avanços científicos nessa área que possibilitam que a pessoa portadora do vírus tenha uma qualidade de vida.

7. Quais são os sintomas do HIV?
Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. O organismo leva de 8 a 12 semanas após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido. Caso haja suspeitas de infecção pelo HIV, procure uma Unidade de Saúde mais próxima e realize o teste.

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Foto: Rodrigo Nunes
8. Onde fazer o exame para saber se tenho HIV/Aids?
Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis e, nesses serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuitamente, assim como nas Unidades Básicas de Saúde. AQUI você consegue achar o CTA mais próximo da sua casa.

9. Mesmo não havendo ejaculação na relação sexual, é possível transmitir ou contrair o vírus?
O líquido que é expelido antes da ejaculação pode ter um pouco de sêmen, por isso, o contato com o pênis, mesmo sem penetração, pode apresentar risco de transmissão do vírus, caso um dos dois seja portador do HIV.

10. É possível contrair o vírus com beijos?
Não se contrai HIV pelo beijo, porém, podem ser transmitidas doenças como gengivite, a herpes, a mononucleose e até o condiloma acuminado (HPV), caso a pessoa infectada apresente lesões na garganta ou na boca.

11. É possível, sendo menor de idade, realizar o teste para saber se tenho HIV sem a presença dos meus responsáveis?
O estímulo ao diagnóstico precoce da infecção pelo HIV é uma prioridade para o Ministério da Saúde. Desta forma, o acesso ao exame é um direito de todas as pessoas independentemente de sua idade.

O Ministério da Saúde recomenda que:
- quando se tratar de criança (0 a 12 anos incompletos), a testagem e entrega dos exames anti-HIV só deve ser realizada com a presença dos pais ou responsáveis;

- quando for adolescente (12 a 18 anos), após uma avaliação de suas condições de discernimento, fica restrito à sua vontade a realização do exame, assim como a participação do resultado a outras pessoas.

12. Tem como pegar HIV pela picada de um mosquito?
A transmissão do vírus HIV não é possível por mosquitos. Não há relato de que alguém foi contaminado e tenha desenvolvido aids em função de picadas de mosquitos.

Quer saber mais, acesse: Dúvidas frequentes HIV/AIDS

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde