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domingo, 17 de julho de 2011

Risadas reduzem o estresse e colabora para a cura de alguns pacientes

 (Rafael Ohana/CB/DA Press)


Quando as Doutoras Música e Riso chegam, o ambiente sério e tenso de quartos e corredores dos hospitais de Brasília se transforma. O choro é interrompido. A dor e as doenças, temporariamente esquecidas. A injeção, neste momento, é de alegria. Não importa que tipo de problema tem o paciente, o remédio prescrito pelas médicas palhaças — cujo efeito é imediato — é, invariavelmente, o riso. Estampado no rosto de cada uma delas, ele logo se espalha como se fosse uma epidemia de alto astral, quebrando a rotina de pacientes, médicos, enfermeiros e acompanhantes.

Muito mais do que uma manifestação de felicidade, o riso e suas variações emanam conforto, revelam-se uma verdadeira terapia para corpo e alma. Aplicado com fins terapêuticos, ou não, desperta um bem-estar quase indescritível tanto em quem dá quanto em quem o recebe. A neurocientista Sílvia Helena Cardoso explica que o riso é fundamental e natural da espécie humana. “Nascemos com aparato físico e mental necessários para sorrir. Cognitivamente, não somos capazes de entender o que nos leva a dar sorrisos em nossos primeiros meses de vida, mas os mecanismos neurológicos e musculares estão prontos para nossas risadas e gargalhadas. O riso é inato”, garante.

Nele, acrescenta Silvia, também estão implícitas nuances das raízes sociais do homem, já que, evolutivamente falando, a humanidade desenvolveu sinais que auxiliam a comunicação. “Rimos para externar sensações agradáveis e aprendemos que o riso também ameniza situações adversas, sinaliza o desejo de paz. Ele pode ser uma mensagem clara de disposição para o diálogo ou para a reconciliação”, diz. Médicos, cientistas e psicólogos são unânimes: o riso é ótimo para a saúde, pois é capaz de atenuar o estresse, liberar substâncias benéficas para todas as células do organismo.

 (Reprodução)
 
 
Poder de prevenir

Para Sílvia, o riso saudável e verdadeiro está ligado a atitudes e sentimentos positivos. Ela pondera que os mais sérios não são, necessariamente, infelizes e depressivos. Quem nutre pensamentos negativos, no entanto, costuma ser mais vulnerável a doenças físicas e emocionais. “O riso, de certa forma, tem poder preventivo. É essencial para transformarmos tristeza em alegria. Rir é contagioso, está cientificamente comprovado”.

De acordo com Eduardo Lambert, clínico geral, homeopata e autor do livro A terapia do riso: a cura pela alegria (Pensamento), o sorriso e a risada são tão importantes ao ser humano que a terapia do riso vem sendo administrada em hospitais como um tratamento complementar, possibilitando uma redução de cerca de 30% no tempo de internação de pacientes. “O riso estimula a contração de 28 músculos faciais, ativa no cérebro a produção de endorfina e serotonina (substâncias antidepressivas que dão a sensação de relaxamento e bem-estar). São os hormônios da felicidade”, assegura (veja arte).

Uma boa risada promove uma espécie de tremor que se propaga para o abdome. Tal vibração atinge o corpo como uma onda de alívio. “O bem-estar físico é evidente. Todos os órgãos são beneficiados com a química do sorriso. Isso nos protege de males físicos e psicológicos”, afirma. Quanto aos tipos de riso, Lambert sustenta que existem tantos quanto são as variações de personalidade.

Eles vão desde o sorriso ao riso aberto, do riso quebra-gelo ao riso amarelo, até a gargalhada. “A diferença principal está na intensidade. Quanto mais intenso, maior a síntese de endorfina, maior o relaxamento dos músculos e vasos e melhor será a proteção contra infartos e derrames cerebrais”, avalia.

Mas, afinal, o que é contagioso, a risada ou a felicidade implícita nela? O psicólogo Esdras Guerreiro Vasconcellos, professor de pós-graduação em Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP) esclarece. “O riso verdadeiro sempre tem uma centelha de felicidade, ainda que seja uma manifestação curta e que as pessoas não estejam conscientes dessa alegria. A gargalhada é o riso maximizado e produz ainda mais benefícios. Ela mexe com corpo e alma”, resume.

Ranking do humor
O psicólogo defende que o riso tem efeito imunológico e lembra um registro da literatura médica. Um paciente norte-americano diagnosticado com câncer avançado e sem perspectivas de vida resolveu gastar seus últimos meses de vida assistindo a filmes cômicos. “Ao final desse período, os médicos verificaram que a doença tinha recuado. Não nos restam dúvidas, o riso e a terapia do riso complementam tratamentos alopáticos”, garante.

O psicólogo acrescenta que alguns povos são mais predispostos ao sorriso. O brasileiro está bem colocado no ranking sorridente. “Estudos sugerem que a população dos países de clima tropical ri mais. Somos um povo bem servido nesse aspecto. A interação dos benefícios psíquicos e biológicos de risadas e gargalhadas vem sendo cada dia mais pesquisada pela ciência”, salienta. Mas é o calor humano que muda a realidade de quem está convalescendo em um hospital.

Os momentos tristes da pequena Daniele Lima Fonseca, 5 anos, receberam alta assim que as doutoras da alegria entraram no quarto em que ela está internada há 60 dias. “O sorriso da minha neta faz a gente esquecer a tristeza de ver uma criança tão cheia de vida, doente. Ele traz a esperança de que tudo vai ficar bem, de que vai superar a doença”, diz Eva Ventura Fonseca, 54, que também não escondeu as risadas diante das palhaçadas direcionadas a Daniele. A avó de Pedro Vinícius Soares, 2, faz coro. “Até para os acompanhantes o riso traz conforto. O doente se distrai. Quando é criança, devolve a ela a alegria típica da idade. Paramos de pensar na doença para pensar na vida”, resume Marlene Beldoína, a avó do menino internado há 10 dias com cálculo renal.

Para a chefe da unidade pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal, Elisa de Carvalho, em um ambiente hospitalar, o riso é fundamental para mudar o quadro de alguns pacientes. “Digo sempre que é uma ferramenta. Nossa unidade é de alta complexidade. A maioria das crianças internadas no local têm doenças graves. Trazer um sorriso é mostrar ao paciente que alguém se importa com o bem estar dele. O riso é um remédio com bons efeitos colaterais”, pondera a pediatra.

A trupe Doutoras Música e Riso só consegue levar alegria aos hospitais de Brasília porque é patrocinada pela Petrobras. “Subvertemos a ordem e a realidade de um ambiente que geralmente é sério, frio e triste. Nem sempre podemos ganhar uma gargalhada esfuziante do paciente, mas um olhar mais alegre já demonstra que nosso objetivo foi alcançado. Em geral, saímos daqui mais alegres do que entramos”, relata Antônia Vilarinho, 49, atriz, palhaça e coordenadora do grupo. O projeto brasiliense mantém parceria com Le rire médecin, grupo francês que reúne palhaços profissionais que atuam em 14 hospitais da França e cuja missão é devolver às crianças doentes a capacidade de sorrir e brincar.

Origens
A terapia do riso foi inspirada no trabalho do médico norte-americano Hunter “Patch” Adams que, em meados dos anos 1960, percebeu que sorrir fortalece o sistema imunológico e acaba contribuindo com o processo de recuperação dos pacientes. O trabalho inspirou, no Brasil, o grupo dos Doutores da Alegria, e em todas as partes influencia os adeptos da terapêutica

Informe-se
As médicas do Música e Riso também formam palhaços que desejam atuar em unidades hospitalares. Interessados devem ligar para 9981-6187.
 
Fonte Correio Braziliense

Queda no número de jovens fumantes nos EUA pode estar relacionada com mudança no cinema

Número de filmes americanos que mostram atores acendendo cigarros diminuiu drasticamente nos últimos anos

Renato Bairros / KzukaO número de filmes americanos que mostram atores acendendo cigarros diminuiu drasticamente entre 2005 e 2010 e isso pode ter contribuído para o declínio do número de fumantes adolescentes nos Estados Unidos, segundo aponta um estudo divulgado nesta quinta-feira.

Segundo a pesquisa divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a maioria dos filmes (55%) que foram sucesso de bilheteria nos EUA em 2010 não tinha cenas com fumantes, uma tendência comparada a apenas um terço dos filmes campeões de bilheteria em 2005.

No mesmo período de seis anos, o número de "ocorrências de tabaco", como são chamados os eventos em que de alguma maneira há a presença do cigarro, caiu 56% nos filmes mais assistidos, mas ainda há quase 2 mil cenas em que o ator fuma um cigarro ou dá a entender implicitamente, fora da tela, aponta o estudo.

A publicação semanal do CDC indica que a proporção de filmes sem ocorrências de tabaco em 2010 foi a mais alta observada em duas décadas. De acordo com o informe, a queda da presença do cigarro nas telas pode ter contribuído para a diminuição de fumantes entre os alunos das escolas de ensino fundamental e ensino médio.

Um estudo publicado no ano passado pela CDC observou que a porcentagem de alunos americanos do ensino fundamental que fumam cigarros caiu de 11% para 5% entre 2000 e 2009 e entre aqueles que experimentaram caiu de quase 30% para 15%.

O uso de outros produtos de tabaco, como charutos, cachimbos e tabaco de mascar, também diminuiu entre os adolescentes de 11 a 14 anos. Entre os estudantes do ensino médio, o fumo também diminuiu, mas de forma um pouco menos acentuada, apontou o estudo de 2010. Em 2009, 17% dos alunos do ensino médio fumavam cigarros e três em cada dez já tinham experimentado. Em 2000, a proporção dos fumantes era de 28% e quase quatro em cada dez alunos já haviam experimentado.

Uma análise de quatro pesquisas relacionadas ao tema apontou que 44% dos adolescentes que começaram a fumar foram influenciados por produtos de tabaco vistos no cinema, afirma ainda o estudo do CDC divulgado hoje.

|Fonte Zero Hora

Síndrome metabólica é fator de risco para infartos e derrames


O Bem Estar  falou sobre dois distúrbios bastante comuns que transformam a luta contra a balança numa tarefa bem mais difícil. A síndrome metabólica aumenta o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais – AVCs, também conhecidos como derrames. No caso das mulheres, há um problema hormonal muito comum chamado síndrome dos ovários policísticos, que pode levar à síndrome metabólica, além de problemas de fertilidade.
O programa trouxe o consultor Roberto Kalil, que é cardiologista, para explicar os riscos que a síndrome metabólica oferece ao sistema circulatório. O também consultor José Bento, ginecologista, veio para explicar o que é a síndrome dos ovários policísticos.
Arte síndrome metabólica e ovário policístico (Foto: arte / G1)
A síndrome dos ovários policísticos, como o próprio nome diz, consiste no acúmulo de cistos no ovário. Como é um distúrbio hormonal, leva aos problemas mostrados no infográfico acima. Além disso, tem como consequência a resistência das células à insulina, o que dificulta a entrada da glicose nas células.
O pâncreas então passa a produzir mais insulina e colocá-la na corrente sanguínea. Essa insulina chega ao cérebro e isso cria a necessidade de se consumir açúcar – ou pães e massas, que viram açúcar dentro do corpo.

Síndrome metabólica
Para detectar os sintomas da síndrome metabólica descritos acima, é importante fazer acompanhamento médico. A pressão e a circunferência abdominal podem ser medidos em qualquer exame de rotina, no consultório mesmo. Os índices de glicemia, triglicerídeos e colesterol são obtidos por meio de exame de sangue.
De toda forma, os fatores estão relacionados à obesidade. Quanto a isso, não há segredo: mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos são o caminho para perder peso.
Em Marília (SP), o caso de um soldado da Polícia Militar que descobriu que tinha a síndrome mexeu com todo o batalhão. Os colegas perceberam a importância de manter a forma e decidiram, em conjunto, perder uma tonelada.

Fonte G1

Americano vira crítico de maconha medicinal em jornal do Colorado

O jornalista americano William Breathes, de costas para não revelar sua identidade real, durante entrevista à rede de TV CNN (Foto: Reprodução)
O jornalista americano William Breathes, de costas
para não revelar sua identidade real, durante
entrevista à rede de TV CNN (Foto: Reprodução)

O jornalista americano William Breathes, de 30 anos, fuma maconha todos os dias. Longe de isso se tornar um problema para sua vida, Breathes conseguiu transformar o consumo da droga em uma questão de saúde e em trabalho. Ele tem o direito de consumir a droga legalmente no estado do Colorado para fins medicinais e transformou o hábito visto como criminoso na maior parte do planeta em um trabalho sério de avaliação da qualidade da droga, um serviço para outros usuários. Breathes é primeiro crítico de maconha da imprensa dos Estados Unidos.
Toda terça-feira, Breathes publica no jornal “Westword”, de Denver, a crítica de um “dispensary”, como são conhecidas as lojas autorizadas a vender maconha para fins medicinais dos Estados Unidos. “Eu conheço cannabis há muito tempo, então entendo como ela deve ser apresentada”, explicou Breathes, em entrevista ao G1. “Avalio os sabores da maconha, que podem variar muito. Assim como acontece com vinho, há notas de sabores em cada tipo de maconha”, disse.
Além disso, segundo ele, é importante explicar como a planta é apresentada pela loja, a limpeza do local, o serviço prestado. “Procuro ver se a planta vendida por essas lojas é limpa, livre de mofo, livre de insetos. E falo também sobre a forma como a maconha me afeta”, disse. Segundo ele, é preciso pensar no serviço oferecido aos pacientes que precisam da maconha, muitos dos quais já são idosos ou estão com a saúde muito debilitada.
Maconha avaliada na coluna semanal de William Breathes no 'Westword', de Denver (Foto: Reprodução)Maconha avaliada na coluna semanal de William Breathes no 'Westword', de Denver (Foto: Reprodução)
Como se fossem restaurantes
Mais de cem mil pessoas têm o direito de consumir maconha para fins medicinais no Colorado, nos Estados Unidos. A legalização deste tipo de consumo fez com que o número de lojas autorizadas a vender a maconha para pacientes com licença médica crescesse muito desde 2009, quando o governo federal anunciou que não processaria os usuários onde o governo local permitisse o uso medicinal. Atualmente, há mais de 300 lojas autorizadas a vender legalmente maconha em Denver, capital do estado.
“O jornal percebeu que seria necessário avaliar o serviço dessas lojas, analisar como se faz avaliação de restaurantes, por exemplo”, explicou Breathes. Ele contou que o “Westword” pôs um anúncio buscando um crítico de maconha, e que e isso chamou muita atenção. “Eu me candidatei, por ser jornalista e ser um paciente usuário de maconha medicinal, então fui escolhido”, disse.
William Breathes, crítico de maconha do 'Westword', de Denver, durante viagem de trabalho à Jamaica (Foto: Reprodução)William Breathes, crítico de maconha do 'Westword', de Denver, durante viagem de trabalho à Jamaica
Além de escrever uma crítica semanal, Breathes acompanha as notícias relacionadas ao uso de maconha e sua legalização no estado, escrevendo reportagens sobre o assunto e publicando posts diários em seu blog no site do jornal.
Assim como críticos de restaurantes, Breathes não revela seu nome verdadeiro para evitar ser reconhecido. Ele diz que suas críticas têm muito retorno dos leitores, sempre abrindo debate a respeito da qualidade da maconha vendida no estado. “Alguns donos de lojas também me procuram, às vezes reclamando de uma crítica mais negativa”, disse.
Antes de Breathes, apenas publicações setorizadas e alternativas faziam análises de maconha, e o Westword foi o primeiro jornal da chamada grande imprensa a ter avaliações da maconha medicinal. Além dele, outros jornalistas estão começando a escrever críticas de maconha tanto em Denver como em outros Estados onde a venda e o consumo são legalizados, como na Califórnia.
Produtores de maconha para uso medicinal cortam plantas no condado Mendocino (Foto: Joe Amon/The Denver Post)Produtores de maconha para uso medicinal cortam plantas no condado Mendocino (Foto: Joe Amon/The Denver Post)
Melhor emprego
Segundo o site americano de jornalismo e humor “Gawker”, Breathes tem o melhor emprego do jornalismo dos Estados Unidos. “Fiquei muito lisonjeado. O trabalho realmente é divertido, e acho que qualquer pessoa que trabalhe escrevendo resenhas sobre coisas de que goste vai achar que tem o melhor emprego do mundo. Eu realmente gosto desse assunto”, disse Breathes.
Ele explicou que tem a licença para consumir maconha medicinal por conta de problemas estomacais. “Lido com dores de estômago há 12 anos, e há quatro anos eu tenho uma licença médica para comprar e consumir maconha para combater este problema. Cannabis melhora minha náusea”, explicou.
Ele admite que o consumo da droga diariamente pode afetar seu comportamento e seu trabalho, mas explicou que o consumo medicinal se dá em pequenas quantidades. “Sem dúvida há graus de efeitos da maconha. Claro que pode afetar meu comportamento, mas isso depende da quantidade que vai ser consumida. O uso que faço por questões de saúde é muito pequeno e não fico alterado, consigo funcionar e isso não atrapalha meu trabalho. O efeito só é maior quando fumo para fins recreativos.”

Fonte G1

Cerca de 80% das pessoas já tiveram ou vão ter dor nas costas

Ortopedista Raphael Marcon falou sobre dor lombar.
Preparador físico José Rubens D'Elia, nosso consultor, mostrou exercícios.

Cerca de 80% das pessoas já tiveram ou terão dor nas costas em algum momento da vida. É o que afirma o ortopedista Raphael Marcon. O programa também contou com a participação de José Rubens D’Elia, nosso consultor, que mostrou atividades que combatem a dor lombar.
O fortalecimento muscular na região do tronco é muito importante. Normalmente, se a musculatura está bem condicionada, a postura correta vem naturalmente, não é o contrário. Forçar a postura de uma hora para outra, tentando melhorá-la, pode não funcionar, pois isso causa muita fadiga.
Além da musculatura forte, há uma série de cuidados diários, em atividades cotidianas, que ajudam a evitar o problema:
arte dor lombar (Foto: arte / G1)
O colchão em que se dorme também pode agravar a dor. Ele deve ser firme o suficiente para que a coluna se mantenha reta. Por isso, é preciso trocar os colchões velhos, pois ele perde consistência e firmeza, e se torna prejudicial à saúde.

As dores lombares são musculares na maioria das vezes, mas nem sempre. Existem processos degenerativos na coluna que também causam essas dores.
Entre essas causas, encontram-se as hérnias de disco e a osteoartrose, mais conhecida como bico de papagaio. Outro problema comum é o estreitamento do canal lombar. Por esse canal passam os nervos que, comprimidos, levam dores para as pernas – dor no nervo ciático.

Fonte G1

Planta 'pata de camelo' pode ser usada para tratar epilepsia

Alternativa também pode ser usada para estresse e ansiedade.
Espécie é usada na medicina tradicional de país africano.


Uma planta conhecida como “pata de camelo” (Filoestigma reticulatum) pode ajudar no tratamento da epilepsia ao baixar a temperatura corporal humana, aliviando o estresse e a ansiedade. A descoberta foi feita por Elisabeth Ngo Bum, da Universidade de Ngaoundere, de Camarões, e apresentada no Congresso Mundial de Neurociência, que ocorre em Florença, na Itália, até o dia 18 de julho.
A planta não causa dependência nem sonolência e pode ser usada em crianças e em adultos"
A pata de camelo é usada na medicina tradicional de Camarões para tratar a ansiedade e agitação. Até pouco tempo, a professora tinha apenas experiências comprovadas no seu cotidiano, de que quando ingerido o chá da planta, elas mudavam de comportamento e ficavam mais tranquilas. No entanto, não havia provas científicas de como ela agia no cérebro.

Foram feitos vários testes em três diferentes modelos animais que comprovaram o resultado efetivo da pata de camelo, diminuindo o estresse e a ansiedade provocados nos ratos.

A pesquisadora também provou que o medicamento, tomado em doses prescritas corretamente, não causa efeito colateral nem dependência. “A planta tem efeito parecido como os bendiazepinicos, pode ser usada tanto em crianças como em adultos, não causa dependência nem sonolência, pode ser retirada a qualquer momento do paciente sem causar nenhum dano".

O uso da planta foi uma alternativa encontrada para tratar a população africana que não têm acesso a medicamentos mais caros. “Só a minoria das pessoas na África recebe os tratamentos básicos normais e dignos de saúde. Nossa pesquisa pode prover uma eficiente medicina tradicional para tratar os problemas locais e de países com baixo poder aquisitivo”, diz a cientista.

A expectativa é de que em dois anos o medicamento já esteja disponível em hospitais locais.

Fonte G1

Injeção de Botox não é eficaz contra dor no pescoço, mostra revisão científica

RIO - Alguns pesquisadores apostam nas injeções de Botox para tratar dores de cabeça, mas a realidade é que os resultados dessa via terapêutica não são muito claros. Agora, uma revisão publicada no "The Cochrane Library", organização internacional dedicada a revisar a literatura científica, revela que não há evidências suficientes de que a toxina botulínica reduz a dor no pescoço, mostra reportagem publicada no "El Mundo".

- Há alguns anos, se pensava que, assim como a toxina botulínica melhorava os espasmos e as contrações na neurologia (por seu efeito de relaxar os músculos), também podia funcionar nas dores do pescoço devido a dores de cabeça causadas por tensão, que são mais frequentes e se associam às más posturas - explica Samuel Díaz, coordenador do grupo de estudo de cefaleias da Sociedade Espanhola de Neurologia. No entanto, ele garante que a prática clínica não registra resultados de melhora.
Dado que existe certa controvérsia, "era importante desenvolver uma revisão com os dados dos últimos ensaios clínicos", argumentam os autores do artigo. Para o trabalho, eles analisaram nove pesquisas científicas com um total de 503 participantes com dores no pescoço.
Foram comparados os efeitos nos pacientes que receberam as injeções de Botox com os que receberam injeções de placebo, exercícios cervicais e analgésicos. As conclusões parecem claras.
"Não observamos diferenças entre o tratamento com Botox e o placebo, nem após quatro semanas, nem após seis meses", afirmam os especialistas. Além disso, eles também não registraram "melhores resultados que com os exercícios e analgésicos".


Fonte O Globo

Indústria australiana lança voluntariamente alertas de saúde em rótulos de bebidas alcoólicas

Indústria australiana lança alerta em rótulos de  bebidas alcoólicas. Foto: AP

RIO - A DrikWise, entidade que representa 80% dos produtores de álcool da Austrália, lançou nesta terça-feira uma campanha de alerta nos rótulos de cervejas, vinhos e spirits sobre os perigos das bebidas alcoólicas antes da idade adulta e também para grávidas.
Os novos rótulos não são uma determinação do governo e estão sendo vistos como um ataque preventivo, na sequência da repressão do governo ao tabaco.
Os slogans da campanha têm frases como "crianças e álcool não se misturam" e "é mais seguro não beber durante a gravidez". O abuso de álcool é um problema de cerca de US$ 38 bilhões por ano no país - mais que o fumo.


Fonte O Globo

Cientistas descobrem superbactéria responsável por doença sexualmente transmissível resistente a antibiótico

LONDRES - Cientistas descobriram uma cepa de superbactéria de gonorreia no Japão que é resistente a todos os antibióticos e dizem que pode transformar o que antes seria uma infecção facilmente tratável num problema de saúde pública. A nova cepa da doença sexualmente transmissível, chamada de H041, não pode ser morta por nenhum tratamento atualmente conhecido para a gonorreia, deixando médicos sem opção, senão testar remédios ainda não usados contra a enfermidade.
Magnus Unemo, do Swedish Reference Laboratory for Pathogenic Neisseria, que descobriu a cepa com seus colegas japoneses com amostras coletadas em Kyoto, afirmou que ela era alarmante e previsível.
- Desde que antibiótico se tornaram o tratamento padrão para gonorreia nos anos 40, essa bactéria mostrou sua marcante capacidade de desenvolver mecanismos de resistência a todas as drogas introduzidas para controlar a doença- disse Unemo.
Em entrevista por telefone, Unemo, que apresentará os detalhes da descoberta numa conferência da Sociedade de Pesquisas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis, no Quebec, Canadá, nesta segunda-feira, disse que o fato de a cepa ter sido encontrada primeiro no Japão também é preocupante:
- O Japão tem sido historicamente o lugar onde ocorre a primeira emergência e a subsequente disseminação global de diferentes tipos de resistência a gonorreia.
A análise da cepa feita pela equipe concluiu que ela era extremamente resistente à classe de antibióticos cefalosporina - as últimas drogas remanescentes ainda eficientes no tratamento de gonorreia. A doença decorre de uma infecção bacteriana sexualmente transmissível e se não for tratada pode levar a doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica (na qual o óvulo fertilizado se desenvolve fora do útero) e infertilidade em mulheres.
Trata-se de uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo e tem a maior ocorrência no sul e sudeste da Ásia e na África Sub-saariana. No último ano, após um crescente número de registros de casos de resistência ao medicamento usado para combater a doença em Hong Kong, China, Austrália e outras partes da Ásia, cientistas britânicos disseram que havia um risco real de a gonorreia se tornar uma superbactéria - uma bactéria que sofre mutação e se torna resistente a múltiplas classes de antibióticos.
Especialistas dizem que a melhor forma de reduzir o risco de aumento de resistência, além da urgência em desenvolver outros remédios, é tratar a doença com combinações de dois ou mais tipos de antibiótico ao mesmo tempo. Essa técnica é usada no tratamento de algumas outras doenças, como a tuberculose, numa tentativa de tornar mais difícil para a bactérias aprender como burlar o efeito da droga.
Unemo disse, no entanto, que a experiência anterior de graus de resistência adquirida pela gonorreia sugere que esta nova cepa resistente a múltiplas drogas pode se espalhar ao redor do mundo dentro de algumas décadas.
- Com base nos dados históricos, afirmou que a resistência emergiu e se espalhou internacionalmente dentro de 10 a 20 anos - disse ele.


Fonte O Globo

Cinco milhões de pessoas correm risco de contrair cólera na Etiópia, alerta OMS

GENEBRA - Cinco milhões correm risco de contrair cólera devido à seca que atinge a Etiópia, onde as pessoas sofrem com diarreias agudas devido às condições insalubres, disse a Organização Mundial da Saúde nesta sexta-feira.
A cólera, uma infecção intestinal aguda, causa diarreia aquosa que pode rapidamente levar à desidratação severa e à morte se os tratamento adequado não for imediatamente adotado.
"Cerca de 8,8 milhões de pessoas estão sob ameaça de malária e cinco milhões correm risco de contrair cólera", afirmou em nota o porta-voz da organização Tarik Jasarevic.
Autoridades de saúde na Etiópia confirmaram casos de diarreia aguda nas regiões da Somália, Afar e Oromiya.
- As infecções não estão restritas aos refugiados - disse ele à Reuters.
A OMS está oferecendo kits de emergência para a Etiópia e está ajudando a treinar os profissionais de saúde para tratar os casos de desnutrição e detectar os surtos de doenças.
A que atinge todo o Chifre de África pôs mais de 11 milhões de pessoas em Etiópia, Djibuti, Quênia e Somália sob risco de contaminação por doenças infecciosas, especialmente poliomielite, cólera e sarampo, diz a OMS.
"Até agora, a organização não recebeu qualquer registro de caso de pólio. É importante ajudar os países a se manterem livres da doença", afirmava a nota de Jasarevic.
Mais de 1700 somalis fugindo da seca severa e de conflitos chegam à Etiópia todos os dias. Já são 4,5 milhões de pessoas precisando de ajuda no país, um aumento de aproximadamente 50% desde abril, de acordo com o porta-voz. Ele alertou ainda que dois milhões de crianças correm o risco de contrair sarampo. Em Dadaab, no Quênia, também há uma preocupação de que a doença se alastre.


Fonte O Globo

Dieta farinha zero promete emagrecer com bom humor

RIO - A nova moda para entrar em forma e ter bom humor é a dieta "farinha zero", que consiste em cortar ou reduzir bastante o consumo de trigo, centeio, cevada, aveia e outras farinhas. A advogada Lola Royo Mohammad, de 40 anos, mãe de quatro filhos (sendo dois gêmeos) conta que a sua vida melhorou muito depois que ela parou de comer pães, massas, pizzas e biscoitos. Além de perder os quilos ganhos na última gravidez, ela viu a indesejável barriguinha desaparecer em dois meses. Antes fã de farinhas, a dermatologista Vanessa Metz, de 30 anos, hoje passa longe de glúten para acabar com as suas crises de enxaqueca. De olho nesse público, a indústria de produtos sem glúten cresce sem parar no Brasil, e nutricionistas até sugerem reduzir o consumo de farináceos, mas desde que com orientação. Tirar de vez cereais do cardápio pode fazer mal à saúde.
Pão com farinha branca? Não para quem quer melhorar a silhueta o humor. Foto de arquivoEstima-se que apenas 1% da população mundial sofre de doença celíaca, causada pelo próprio organismo que, em algum momento, não tolera mais glúten. Estas pessoas precisam de dieta especial para não evitar irritação no intestino delgado e outros males decorrentes de lesões neste órgão, como anemias e baixa imunidade.
A nutricionista Bia Rique, da Clínica Ivo Pitanguy, autora de "Comer para emagrecer" (Editora Casa da Palavra), acredita que há mais relatos de casos de intolerância alimentar nos últimos anos, mas a doença celíaca, embora subdiagnosticada, é pouco comum.
- Virou moda não comer glúten para emagrecer, mas não é verdade. Só precisa eliminar o glúten quem tem intolerância - explica.

Barriga estufada é sinal de farinha

Lola Royo não tem doença celíaca mas, depois de consultar sua nutricionista, experimentou deixar de lado as farinhas. E se arrepende de não ter feito isso antes: voltou à forma rapidamente.
- Depois do nascimento dos gêmeos, eu me exercitava e fazia dieta, mas nada de perder peso, só vivia cansada. Pensei até em lipoaspiração, mas resolvi não comer mais glúten e a barriga estufada sumiu. Hoje me sinto disposta e bem-humorada - diz a advogada, que já convenceu o marido e agora tenta, aos poucos, incentivar o hábito entre os seus filhos:
- Não sou radical, mas prefiro evitar glúten.
Para a nutricionista Patricia Davidson Haiat, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, não se trata de modismo. Um sinal evidente de que comer farinhas demais faz mal é a barriga estufada e mal-estar. Vanessa sabe bem disso:
- Hoje, quando eu como alimentos com glúten, sei que não vou me sentir bem - comenta a dermatologista.
Se a pessoa não tem qualquer tipo de sensibilidade ao trigo e a outras farinhas - algo que deve ser confirmado $exames - não há porque retirar esses alimentos da dieta, avisa Patrícia. O problema é que estamos consumindo esses produtos em grande quantidade, principalmente industrializados, como pizzas, lasanhas, biscoitos e massas, entre outros.
- Este excesso aumenta o risco de hipersensibilidade. Daí a importância de variar, alternar com outros produtos sem glúten - diz Patrícia.
A nutricionista Marcela Knibel concorda e afirma que a retirada do glúten da dieta só é indicada para pessoas com intolerância à substância, ou seja, pessoas com doença celíaca diagnosticada. Há quem pense que só deixar de comer farinhas ajuda a emagrecer, mas não é bem assim, diz a autora de "Nutrição Contemporânea - Saúde com Sabor (Rubio, com Dora Cardoso).

Substância pode ser substituída

E alerta:
- Para ter energia para trabalhar, nos exercitar, manter o bom humor e não perder músculo, precisamos de cereais integrais, carboidratos de frutas, hortaliças e leguminosas.
Quem não quiser mesmo comer glúten, pode optar por farinhas ou fécula de arroz e de batata, polvilho doce ou azedo, farinhas ou amido de milho, de mandioca e tapioca, sugere a nutricionista funcional Luciana Harfenist, que explica que o glúten é muito útil na fabricação de massas e pães por conferir elasticidade às mesmas, mas pode ser facilmente substituído por outros alimentos, já que não é essencial ao organismo.
- É fácil encontrar produtos naturais e industrializados sem glúten. A maior dificuldade da dieta sem glúten e na hora do café da manhã e dos lanches - afirma Luciana, diretora da Funcionali Cursos e Eventos em Nutrição.
Quanto mais precoce o contato com o glúten, maior a chance de desenvolvimento de intolerância ou sensibilidade. Hoje recomenda-se a introdução de alimentos com esta substância so$após os 2 anos, quando sistema digestivo e está mais maduro.
- As pessoas sensíveis ao glúten sofrem com prisão de ventre, gases, candidíase, enxaqueca, enjoos, dores articulares, alteração do humor, edemas, carências nutricionais, baixa de libido, entre outros - ensina.
Vale lembrar que a intolerância alimentar é diferente de alergia, como alerta a nutricionista Vilma Blondet, da Universidade Federal Fluminense. Na alergia o sistema imune percebe uma substância como um antígeno, um composto perigoso para o organismo. Assim, no instante em que o indivíduo come o alimento, ele pode ter os sintomas de dor abdominal, vômito, diarreia, urticária, asma e tosse. No caso de intolerância, o organismo não consegue digerir determinada substância.


Fonte O Globo

Manter boa postura aumenta a tolerância à dor e reduz o nível de estresse

RIO - Andar com a coluna ereta transmite uma imagem positiva, elegante e ainda reduz a sensibilidade à dor, diz pesquisa das universidades do Sul da Califórnia e de Toronto divulgada esta semana. No estudo, publicado na revista "Journal of Experimental Social Psychology", os autores afirmam que adotar uma postura dominante faz com que as pessoas se sintam poderosas e fortes emocionalmente. Estes novos dados reforçam outros que indicam que a postura correta eleva o nível de testosterona, que aumenta a tolerância à dor, e reduz o de cortisol, o hormônio do estresse.
Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que, ao longo da vida, 80% da população mundial têm pelo menos um episódio de dor na coluna. E o sintoma, que era mais comum a partir dos 40 anos, hoje é queixa também entre adolescentes e jovens: 5,3 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco.
Medidas simples em casa, no trânsito e no trabalho podem evitar os desvios e as dores nas costas. O fisioterapeuta Eduardo Cadidé, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), lembra que a prevenção inclui manter o peso corporal correto, fortalecer a musculatura e reeducação postural, medidas que podem ser tomadas em qualquer idade.
- Má postura, inclusive durante o sono, exercícios mal feitos, repetição de movimentos e hereditariedade são as principais causas de dores nas costas - diz Cadidé, que em parceria com o fisioterapeuta Helder Montenegro, lançou a cartilha "Guia de postura Dr. Coluna", da qual selecionamos algumas dicas para os leitores.
Cirurgia de coluna só em último caso
Para as pessoas que já sofrem com as dores de coluna há opções de tratamento eficazes, diz Cadidé, incluindo medicamentos, técnicas de fisioterapia, como reeducação postural global (RPG), pilates, acupuntura e, em poucos casos, as cirurgias.
- Uma alternativa eficaz é o método Reconstrução Músculo Articular (RMA), com índice de sucesso de até 87%, especialmente em casos de hérnia de disco - afirma Cadidé. A técnica associa fisioterapia manual, mesas de tração e descompressão, aparelho que trabalha o músculo transverso do abdômen e exercícios de musculação.
Ilídio Pinheiro, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio, reforça que é preciso corrigir a postura e evitar a sobrecarga nas vértebras, devido a movimentos inadequados e esforços físicos, como, por exemplo, inclinar o tronco para frente ao levantar um peso. E lembra que fatores psicológicos, entre eles ansiedade e estresse, influenciam no aparecimento ou na persistência das dores de coluna:
- Erros de postura muitas vezes estão associados ao estado emocional.
Antes de indicar qualquer tratamento, é preciso ter o diagnóstico exato, que dependerá de exame clínico detalhado e de imagens - sempre iniciando com radiografia simples - e testes laboratoriais. Drogas só com receita médica, alerta o especialista.
- Medicamentos, principalmente anti-inflamatórios, devem ser usados com moderação e em pacientes sem contraindicações, como úlcera, cardiopatias e alergias. A cirurgia é reservada para os casos graves ou pacientes que não respondem ao tratamento convencional - comenta.
Medicamentos só por pouco tempo
Já o médico Renato Tavares, do Centro de Tratamento das Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), diz que uma das principais queixas é a lombalgia, que pode ser causada por contraturas musculares, artrose, estreitamento do canal lombar, traumatismos, hérnia, infecções, osteoporose e outras doenças reumatológicas. Além da dor pode haver sintoma de dormência e fraqueza das pernas ou dos pés.
- A lombalgia é comum em pessoas ansiosas e estressadas - diz Tavares, acrescentando que prevenir a dor nas costas é mais fácil do que tratar uma lesão; e que os exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da coluna, do abdômen e das pernas devem ser feitos pelo menos três vezes por semana.
Outra reclamação frequente é o bico de papagaio (a osteofitose ), a formação óssea anormal na proximidade das articulações das vértebras devido à sobrecarga local. Dores fortes e sensação de queimação nas costas são alguns de seus sintomas.
- Nesses casos, a prática de RPG traz excelentes resultados - diz o médico Marcio Taubman, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. - Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, pode causar o bico de papagaio.
Os médicos reforçam que os medicamentos devem ser usados com receita e apenas para aliviar a dor nos períodos de crise, pois não são isentos de efeitos colaterais, como, por exemplo, gastrite ou problemas nos rins. E quando a queixa persiste além de seis meses, mesmo com tratamento clínico, deve-se considerar a necessidade de cirurgia, diz Tavares

Fonte O Globo

UPAs feitas com contêineres ou pré-moldados custam 25% mais que hospitais de alvenaria


O hospital escola de São Carlos (SP): o metro quadrado da construção sai a R$ 1.900, 25% menos que o custo de R$ 2.385 dos módulos de aço das UPAs no Rio / DivulgaçãoRIO - Na lógica de gastos do poder público do Rio, a menor diferença entre custo e benefício nem sempre é o melhor preço. Um comparativo feito pelo GLOBO mostra que a utilização de contêineres ou módulos pré-moldados de aço para erguer as Unidades de Pronto-Atendimento 24h (UPAs) custa, em média, 25% mais caro que construir um hospital inteiro de alvenaria. Apesar da diferença, o uso das estruturas metálicas virou uma febre no estado, desde que o governo inaugurou a primeira UPA na Maré, em 2007. Desde então, já foram instaladas mais 41 unidades com esse tipo de material. Outras secretarias, como as de Governo e Segurança, além de municípios do interior, da prefeitura da capital e da Guarda Municipal, passaram também a adotar os pré-moldados metálicos.
Os custos de instalação das UPAs já chamaram a atenção dos promotores da área de saúde do Ministério Público estadual. Eles investigam suspeitas de superfaturamento na compra das estruturas de aço. Nos tribunais de Contas do Estado (TCE) e do Município (TCM), tramitam processos nos quais os técnicos questionam os valores e os processos licitatórios de instalação das UPAs.
Pelos dados fornecidos pelo governo estadual e pela prefeitura, os módulos de aço das UPAs têm um custo de R$ 2.385 por metro quadrado. O preço supera em 25% os R$ 1.900 que a prefeitura de São Carlos, em São Paulo, investe na construção do Hospital Escola Municipal. A unidade, que está parcialmente pronta, tem mais de 30 mil metros quadrados. No custo total de R$ 58 milhões estão incluídas as despesas com paisagismo, instalações elétricas e hidráulicas, além de sistema de refrigeração. A obra conta ainda com a assinatura do arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé), responsável pelos projetos dos hospitais da Rede Sarah Kubitschek.

UPA fica pronta, mas faltam funcionários

Das 42 UPAs já inauguradas no estado, 22 foram feitas a partir de contêineres e 20 com módulos metálicos. Cada UPA de contêiner custou cerca de R$ 3 milhões. Para aquelas de maior porte (1.300 metros quadrados), o valor do metro quadrado foi R$ 2.300. Para fazer a comparação com os custos das obras de alvenaria, O GLOBO levou ainda um engenheiro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) à UPA da Tijuca. O projeto de alvenaria para a unidade, já com sistemas elétricos e hidráulicos, jardinagem e sistema de ar-condicionado, poderia ser executado por até R$ 1.750 o metro quadrado. Assim, o valor pago pelo estado e pela prefeitura é 36% mais alto. No caso da prefeitura, as Clínicas da Família, feitas parte de alvenaria e parte de módulos metálicos, são ainda mais caras: R$ 3 mil o metro quadrado.
- A estrutura (da UPA de metal) é aparentemente simples, com um espaço para recepcionar os pacientes, consultórios e salas de laboratório. $termos, mesmo considerando os custos com os encanamentos de água e gás e estrutura elétrica, o metro quadrado de uma unidade semelhante feita em alvenaria seria de R$ 1.170. Se incluirmos jardinagem e refrigeração, o valor poderia chegar a 1.460. A esse valor devemos acrescentar mais 20% do remuneração da construtora (num total R$ 1.750) - explica Abílio Borges, que trabalha como assessor da presidência do Crea.
O engenheiro do Crea utilizou como parâmetro de cálculo a tabela de Custo Unitário Básico da construção, definida pela Norma Técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e que serve de referência para o Sindicato das Empresas de Construção do Rio (Sinduscon).
Numa comparação do quanto os projetos de alvenaria poderiam gerar de economia, os dados são ainda mais evidentes. Na tomada de preços feita pelo governo do estado em 2009 - ou seja, quando informou ao mercado a disponibilidade de comprar até 264 mil metros quadrados em módulos de aço -, a despesa total, caso todos fossem adquiridos, seria de R$ 629 milhões. Com o metro quadrado a R$ 1.750 da alvenaria, o custo passaria para R$ 462 milhões, uma economia de R$ 167 milhões.
Duas das principais alegações apresentadas pela Secretaria estadual de Saúde para o uso das estruturas de ferro no lugar de obras de alvenaria $ão a mobilidade e a rapidez com que as unidades ficam prontas - em média, em 90 dias. Mas este é também o mesmo prazo, segundo o Crea, para erguer uma unidade semelhante feita de alvenaria. E a pressa ao utilizar os módulos de aço nem sempre é uma variável que favorece os usuários do sistema de saúde. A UPA de Nilópolis, por exemplo, ficou pronta no fim do ano passado e, segundo moradores, até hoje continua sem uso. Um atraso no cronograma de contratação de funcionários por parte do município emperrou o projeto. A unidade só deve ser aberta ao público em agosto.
Para o vice-presidente da Comissão de Saúde do Rio, vereador Paulo Pinheiro (PPS), as UPAs ajudaram a desafogar as emergências dos hospitais. Mas a rapidez para construir essas unidades não é sinônimo de boa prestação de serviços:
- Há um problema mais urgente para resolver, que é a falta de profissionais para trabalhar nas UPAs.  

Fonte O Globo

Remédios controlados focam problemas mentais

De acordo com a Anvisa, 44% dos remédios controlados vendidos em farmácia são para problemas de comportamento e mentais
Entre os remédios controlados mais populares estão os de tarja preta e emagrecedores / stock.xchng
Entre os remédios controlados mais populares estão os de tarja preta e emagrecedores
Um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que 44% dos remédios controlados vendidos em farmácias e drogarias são para o tratamento de transtornos mentais e de comportamento.

Os dados fazem parte do primeiro Boletim de Farmacoepidemiologia do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) divulgado pela Anvisa, que traz um perfil do consumo de 143 medicamentos de venda controlada, no período de março de 2007 a março de 2010. O monitoramento é feito a partir das receitas médicas retidas e notificações de entrada e saída de produtos em mais de 39 mil estabelecimentos, localizados em 3,5 mil municípios.

Os transtornos mentais e comportamentais estão dentro do grupo de doenças do sistema nervoso central, que respondem por 74,8% dos remédios controlados consumidos no país. De acordo com a Anvisa, existem 70 tipos diferentes de princípios ativos registrados no país que agem no sistema nervoso.

As informações do boletim, segundo a Anvisa, serão usadas para traçar estratégias de fiscalização da venda dos remédios e também monitorar o uso dessas substâncias. Os medicamentos controlados englobam os de tarja preta e emagrecedores, por exemplo. O documento passará a ser divulgado a cada seis meses, de acordo com a agência reguladora.

Fonte Band

Unhas podem dar sinais sobre a saúde do corpo

As unhas são uma referência de como está o organismo, analisando-as é possível tirar conclusões sobre a saúde
Segundo especialistas, analisando as unhas é possíver tirar conclusões sobre o estado de saúde de cada pessoa / Tania Zbrodko /Shutterstock 
Segundo especialistas, analisando as unhas é possíver tirar conclusões sobre o estado de saúde de cada pessoa
As unhas são uma referência de como está o organismo. Analisando-as é possível tirar algumas conclusões sobre a saúde de cada um: pode ser expressão de alguma doença interna, déficits nutricionais, se a pessoa apresenta um quadro mais intenso de estresse e até mesmo problemas relacionados à manicure ou cuidados diários.

Unhas frágeis e danificadas são problemas comuns da atualidade. Um mal que afeta quase 20% da população. O público feminino é a categoria mais afetada nesse quesito, elas apresentam duas vezes mais deste problema do que os homens.

Essas alterações são um incômodo estético e cosmético que pode causar dor e dificuldade para praticar ações corriqueiras como lavar louças, utilizar o teclado do computador, fazer as unhas, entre outras.

Aprenda a analisar suas unhas e, caso perceba algo, procure um especialista:

Unhas cerrilhadas - podem significar um quadro inicial de psoríase.

Estrias horizontais - simbolizam interrupção do crescimento. Aparecem em casos de cirurgia, febre. Também pode significar carência nutricional. Pode ser indício de inflamação na cutícula (chamada de paroníquia).

Estrias verticais - possivelmente estão ligadas a doenças na tireoide (tanto hipo quanto hipertiroidismo). Carência nutricional não deve ser descartada.

Manchas escuras - causadas por uso de alguns medicamentos também por digitar no teclado do computador com muita força. Pode ser indício de micose se houver descolamento associado.

Riscos brancos - estão relacionados a traumas na matriz ungueal, que podem surgir na manicure (causados pelo uso de alicates e empurradores). Uso de esmaltes inadequados.

Fonte Band

Metade dos adolescentes de SP consome menos nutrientes do que deveria, aponta estudo



São Paulo – Metade dos adolescentes que moram na capital paulista consome uma quantidade de nutrientes aquém da recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta é uma das conclusões de uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).


O estudo mapeou os hábitos alimentares de 512 jovens, com idades entre 14 anos e 18 anos, de famílias de diferentes classes sociais e níveis de escolaridade, e mostrou que 50% deles ingerem menos nutrientes do que apontado como ideal pela OMS.

Os resultados da pesquisa foram publicados na tese de mestrado do nutricionista Eliseu Verly Junior. A deficiência no consumo de nutrientes, segundo ele, está divida, basicamente, em dois tipos. Primeiro, no consumo de vitaminas A, C e E, encontradas em alimentos como brócolis, frutas cítricas e óleos vegetais.

De acordo o nutricionista, essa deficiência pode facilitar a ocorrência de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer. O segundo tipo, no consumo de magnésio, fósforo e cálcio. Nutrientes encontrados na carne, leite e vegetais verde escuros. A falta deles, segundo o nutricionista, pode causar doenças ósseas como a osteoporose.

“De forma geral, a deficiência na ingestão desses nutrientes é causada por maus hábitos alimentares”, disse Verly Junior, em entrevista à Agência Brasil. “Os jovens comem menos frutas, verduras e legumes do que deveriam”, completou.

Na avaliação do especialista, além de comerem menos alimentos saudáveis, os adolescentes também consomem mais biscoitos e sanduíches hoje em dia. Por isso, acabam ingerindo mais sódio do que deveriam.

A OMS recomenda o consumo de no máximo 2,3 gramas de sódio por dia. Essa quantidade está contida em 6 gramas de sal de cozinha. Entretanto, 85% dos adolescentes de São Paulo consomem mais do que isso. “O consumo acima do recomendado pode causar hipertensão”, disse.

Para o nutricionista, campanhas de educação alimentar poderiam alterar a situação constatada pela pesquisa. Ele também defende incentivos fiscais para a produção de alimentos saudáveis. Isso poderia barateá-los e tornar seu consumo mais acessível.

Fonte Agência Brsil

Por que tenho sangramento nasal frequente?


Confira o que pode estar causando este problema, comum no frio

Algumas pessoas são mais propensas do que outras a frequentes sangramentos nasais. Enquanto na maior parte do tempo esses eventos não sejam comuns ou perigosos, eles podem assustar.
A Academia Americana de Pediatria lista possíveis motivos para um sangramento. Aprenda:
     
     
  • Alergia ou resfriados
  • Exposição ao ar seco ou fumaça
  • Assoar o nariz com muita força
  • Anormalidades na estrutura nasal
  • Anormalidades no crescimento do tecido nasal
  • Medicação para doença crônica que ressaca a mucosa

Fonte IG

Europeus são programados geneticamente para consumir mais álcool


Herança genética pode afetar também os descendentes desses povos, diz estudo
Descendentes de europeus podem ser programados geneticamente para consumir mais comidas gordurosas e álcool do que pessoas originárias de outras partes do mundo, segundo estudo feito na universidade escocesa de Aberdeen.

Cientistas afirmam que um tipo de interruptor, ou DNA que ativa e desativa o gene galanina dentro das células, regula a sede e o apetite.

"O interruptor controla áreas do cérebro que nos permite selecionar comidas que gostaríamos de comer e, se ele está ligado com intensidade, temos chances maiores de querer comer comidas mais gordurosas e álcool", disse à BBC Alasdair MacKenzie, responsável pela pesquisa.

"O fato de que o interruptor mais fraco é encontrado com frequência maior nos asiáticos, em comparação com os europeus, sugere que eles teriam inclinação menor de selecionar estas opções."

Sobrevivência

O cientista afirma que "é possível que durante o inverno os indivíduos com o interruptor mais fraco não sobrevivessem tão bem na Europa como os que tinham o dispositivo mais forte e, como resultado, as pessoas no Ocidente teriam evoluído favorecendo uma dieta mais rica em gordura e álcool".

"Os resultados nos oferecem uma visão da vida dos antigos europeus, quando os laticínios e a cerveja eram fontes de calorias importantes durante os meses de inverno. Desta forma, a preferência por comidas com mais gordura e álcool seria importante para a sobrevivência."

"Os efeitos negativos da gordura e do álcool que vemos hoje não teriam importado tanto na época, quando a expectativa de vida variava entre 30 e 40 anos."

O estudo também relacionou o gene com a depressão.

"A galanina também é produzida em uma área do cérebro chamada amígdala cerebelosa que controla o medo e a ansiedade. Portanto, níveis variáveis de galanina na amígdala afetam o estado emocional do indivíduo." "Curiosamente, o interruptor também estava ativo na amígdala", diz ele.

O estudo está sendo divulgado na publicação científica Journal of Neuropsychopharmocology.

Fonte IG

Cérebro


O que é
Embora a maioria dos animais tenha sistema nervoso, apenas três grupos (artrópodes, cefalópodes e craniata) apresentam cérebros complexos. O órgão, matriz do sistema nervoso que está localizado dentro do crânio nos seres humanos, é o principal centro de regulação e controle das atividades corporais: sede da consciência, do pensamento, da memória e da emoção. É ele, portanto, que permite ao homem identificar, perceber e interpretar o mundo que o rodeia. É composto por massa cinzenta e massa branca, sendo dividido em dois hemisférios por intermédio do corpo caloso, compreendendo também o tronco encefálico e o cerebelo.
O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do órgão formada por tecido rugoso de cerca de dois milímetros de espessura, sendo um importante local de processamento neural, responsável por funções complexas como memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento. Constituída por massa cinzenta, essa estrutura permitiu ao ser humano desenvolver cultura, já que induziu a elaboração do pensamento abstrato e das representações simbólicas.
Cada hemisfério contém cinco lobos. O lobo frontal está associado à atividade motora, articulação da fala, pensamento e planejamento – responsável por cognição e memória. O lobo parietal responde pela interpretação das sensações e pela orientação do corpo. O lobo occipital interpreta a visão. Nos lobos temporais as emoções e a memória são trabalhadas, fornecendo ao indivíduo a capacidade de identificar e interpretar objetos ao recuperar informações passadas.
A base do cérebro é composta por gânglios basais, tálamo e hipotálamo, atuando na coordenação de movimentos, organização da transmissão e recepção das informações sensoriais e atividades automáticas do corpo, respectivamente. A função do tronco cerebral é regular atividades como a deglutição e a frequência cardíaca. O cerebelo, abaixo do cérebro e sobre o tronco cerebral, coordena os movimentos do corpo ao utilizar as informações enviadas pelo cérebro a respeito dos membros.
Como funciona
Dois tipos de células, a glia e o neurônio, constituem a maior parte do cérebro. A primeira tem a função de dar suporte e proteger a segunda, que carrega a informação sob a forma de pulsos elétricos.
A comunicação entre neurônios é realizada pelo envio de produtos químicos, neurotransmissores, pelas sinapses – junções especializadas por meio das quais as células do sistema nervoso mandam sinais formando circuitos biológicos.
Os nossos sentidos (visão, olfato, audição, tato e paladar) recebem informações do mundo que nos rodeia. Estas mensagens são enviadas como impulsos sensoriais primeiramente ao tálamo e depois para regiões do córtex cerebral específicas de cada sentido. Dessa maneira, o cérebro as reúne, organiza e armazena. De forma adequada, transmite impulsos nervosos que ditam o comportamento motoro e mantém as funções do corpo, como batimento cardíaco, pressão arterial, balanço hídrico e temperatura corporal.
O cérebro também produz hormônios que influenciam outros órgãos, reagindo a hormônios produzidos em outras partes do corpo também. Nos mamíferos, grande parte destas substâncias é liberada no sistema circulatório pelas glândulas pituitárias.
Enquanto o sistema nervoso dos vertebrados permite uma troca intensa de informações entre as diferentes partes do cérebro e da medula, nos vertebrados inferiores o cérebro controla principalmente o funcionamento de órgãos sensoriais.

Curiosidades

Nem todas as atividades do corpo ou animais necessitam de um cérebro: esponjas, por exemplo, são desprovidas de sistema nervoso central e mesmo assim capazes de coordenar as contrações corporais para a locomoção.
Em vertebrados, a coluna é composta de uma rede neural capaz de gerar respostas reflexas. É a integração de informações em uma sede – o cérebro –, captadas por um sistema sensorial complexo, que permite ao homem e a alguns animais ter comportamentos sofisticados.
Em 2004, cientistas norte-americanos anunciaram a identificação de um gene que pode ter tido um papel fundamental no desenvolvimento da capacidade de raciocínio em humanos. Ele seria responsável pela expansão do córtex cerebral. A descoberta explicaria o salto evolutivo no cérebro do homem em relação aos demais primatas.
Entretanto, para muitos pesquisadores, o aumento do tamanho do cérebro nos hominídeos – a modificação evolutiva mais rápida já observada – pode ser efeito de uma combinação de pressões seletivas que contribuíram para a mudança de comportamento em uma zona adaptativa inteiramente nova: a desertificação da África. Isso induziu o estabelecimento de uma alimentação mais nutritiva, novas abordagens de caça, com a utilização de armas e ferramentas, articulação da palavra para a organização de grupos e estrutura familiar, entre outros fatores.

Doenças relacionadas

- Aterosclerose
- Alzheimer
- Aneurisma cerebral
- Anorexia nervosa
- Bulimia
- Câncer no cérebro
- Cefaleia em salvas
- Dor de cabeça tensional
- Déficit de atenção
- Demência
- Depressão
- Depressão pós-parto
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
- Distúrbios do sono
- Encefalite
- Esquizofrenia
- Estresse e ansiedade
- Esclerose lateral amiotrófica
- Esclerose múltipla
- Hipertensão
- Labirintite
- Mal de Parkinson
- Meningite
- Meningite meningocócica
- Psicose
- Transtorno Bipolar
- Transtorno de ansiedade generalizada
- Transtornos de personalidade
- Transtorno obsessivo-compulsivo
- Sífilis
- Epilepsia
- Enxaqueca
Fonte IG

Beber demais pode danificar memória de meninas adolescentes

Adolescentes que bebem grandes quantidades de álcool de uma só vez podem danificar a parte do cérebro que controla a memória e a percepção espacial


Os cérebros de jovens mulheres são mais vulneráveis aos danos causados pelo álcool porque se desenvolvem mais cedo que os dos homens. Por isso, segundo a pesquisa publicada em Alcoholism: Clinical and Experimental Research, aquelas que bebem demais em um curto espaço de tempo podem acabar tendo problemas ao dirigir, praticar esportes com movimentos complexos, usar mapas e ao tentar lembrar o caminho para os lugares.

Testes

Os pesquisadores de diversas universidades dos Estados Unidos fizeram testes neuropsicológicos e de memória espacial com 95 adolescentes entre 16 e 19 anos de idade. Entre eles, 40 (27 do sexo masculino e 13 do sexo feminino) bebiam muito de uma só vez (mais de 1,5 litro de cerveja ou quatro taças de vinho para mulheres ou mais de 2 litros de cerveja ou uma garrafa de vinho para os homens). Os mesmo testes foram repetidos com 31 rapazes e 24 moças que não bebiam em grandes quantidades e os resultados foram então comparados.

Tecnologia

Usando aparelhos de ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que as adolescentes que bebiam muito tinham menos atividade em várias áreas do cérebro que as que não bebiam, durante o mesmo teste de percepção espacial.

Segundo Susan Tapert, professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia e autora do estudo, estas diferenças na atividade cerebral podem afetar negativamente outras funções, como concentração e o tipo de memória usado na hora de fazer cálculos, o que também seria fundamental para o pensamento lógico e capacidade de raciocínio. Já os jovens rapazes não teriam sido afetados da mesma forma, de acordo com Tapert.

"Os adolescentes que bebiam demais mostraram alguma anormalidade, mas menos, na comparação com os rapazes que não bebiam. Isso indica que as jovens do sexo feminino são particularmente vulneráveis aos efeitos negativos do excesso de álcool."

Fonte IG