Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Cientistas apontam que narcolepsia pode ser provocada pelo próprio paciente

Anticorpos passam a destruir os neurônios responsáveis pelo equilíbrio entre o adormecer e a vigília
 
Algo difícil de imaginar, o ataque de sono é justamente o principal sintoma de pessoas que sofrem com a narcolepsia, um distúrbio primário do sistema nervoso central que também provoca perda da força muscular.

Cercada de mitos e folclore, a doença pode incapacitar funcionalmente um indivíduo, uma vez que ainda não há cura ou um tratamento que a amenize. Dentro desse cenário, um conjunto de cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, propõe uma nova abordagem. Segundo eles, a narcolepsia traz consigo um processo autoimune ainda não observado, mas que pode ser o responsável por provocar as complicações neurológicas. A descoberta deve levar a uma quebra de paradigmas e, provavelmente, a novas tentativas terapêuticas.

A causa precisa da doença ocupa médicos em todo o mundo por muitos anos. Ainda não existe uma cura para o distúrbio neurológico devastador que afeta cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo. O novo artigo publicado na revista científica Pharmacological Research mostra que a narcolepsia carrega as marcas de uma desordem autoimune clássica e deve ser tratada como tal. As palavras são de Yehuda Shoenfeld, que lidera a equipe de pesquisa da Cadeira Laura Schwarz-Kipp de Pesquisa de Doenças AutoImunes, na Faculdade Sackler de Medicina da instituição israelense.
 
Segundo Shoenfeld, há um processo biológico que funciona como o gatilho para a perda específica de neurônios de orexina, responsáveis pela manutenção do delicado equilíbrio entre o sono e a vigília no cérebro. O professor conta que o assunto tomou sua atenção depois de uma combinação de dois episódios. Primeiro, uma avalanche de diagnósticos do distúrbio que varreu a Finlândia em 2009. Segundo ele, não foi coincidência o período ser exatamente depois de uma imunização contra a gripe H1N1. “Após a vacina, foi relatada uma incidência média 16 vezes maior de narcolepsia”, lembra.
 
Em seguida, Shoenfeld descobriu que um grupo de pesquisadores do Projeto de Controle de Sono do Instituto de Psiquiatria Metropolitano de Tóquio, no Japão, havia publicado um estudo sobre a presença de autoanticorpos atacando o que ele chama de tribbles, pequenos grânulos no cérebro humano contendo neurônios reguladores de orexina. No novo trabalho, Shoenfeld e sua equipe colaboraram com o grupo de pesquisa japonês liderado por Makoto Honda.
 
Novos padrões
A ideia foi isolar os autoanticorpos. Depois, eles foram injetados diretamente em camundongos de laboratório, que tiveram o comportamento monitorado durante vários meses, incluindo os padrões de sono. Com o tempo, o grupo de cientistas observou um aumento do número de ataques e padrões irregulares de sono nos animais.

Segundo Honda, os roedores adormecem como cães, circulando ao redor do próprio corpo antes de dormir. Mas, nesse experimento, as cobaias só caíram no sono e, em apenas dois minutos, acordaram como se nada tivesse acontecido. “Em pacientes e animais que desenvolvem a narcolepsia, temos visto um esgotamento evidente de orexina no cérebro e, portanto, a falta de equilíbrio e os ataques posteriores do distúrbio”, detalha.

Isso pode acontecer, segundo o especialista, porque a orexina estaria desaparecendo. “Achamos que o culpado é uma reação autoimune: a ligação de autoanticorpos com os grânulos tribbles para destruí-los”, diz. As suspeitas começam a tomar forma ainda mais delineada. A colaboração entre os laboratórios japonês e israelense continua.

Atualmente, os dois times de pesquisadores buscam a área do cérebro na qual os autoanticorpos promovem a ligação com os grânulos tribbles. “Nossa esperança é mudar a percepção e o diagnóstico da narcolepsia e defini-la como a 81ª doença autoimune conhecida.” Shoenfeld acredita que um melhor entendimento do mecanismo que causa a doença vai levar a um melhor tratamento e, talvez, à cura.

Influência genética

Há uma linha de estudo que indica que o distúrbio tem uma faceta genética. “Percebemos que ele também é induzido por fatores ambientais, como uma explosão de risos ou estresse”, observa Shoenfeld. Mas não se trata de um mal inocente, alerta o pesquisador. A narcolepsia pode se transformar em algo devastador, principalmente para as crianças. “Não há uma terapia conhecida para tratá-las”, complementa. As primeiras crises graves acontecem entre 10 e 25 anos.

A partir dos primeiros ataques, os narcolépticos podem enfrentar qualquer um ou todos os principais sintomas, como adormecer sem aviso em qualquer lugar e a qualquer hora, tornando difícil se concentrar. A doença não é problema somente por conta do sono abrupto; provoca, ainda, perda súbita de tônus muscular, fala e fraqueza por alguns segundos ou minutos, uma incapacidade temporária para se mover ou falar ao adormecer ou ao acordar, além de alucinações.
 
3 milhões
Estimativa de pessoas acometidas pela narcolepsia no mundo
 
Correio Braziliense

Pera evita diabetes e pressão alta

Segredo está nos compostos fenóis encontrados principalmente na casca, que contém essas substâncias em maior quantidade
 
Costuma-se dizer que uma maçã ao dia mantém o médico bem longe de casa. Menos popular que ela, a pera também pode desempenhar esse papel, de acordo com uma pesquisa publicada no jornal Food Research International. Os cientistas constataram que as variedades williams e starkrimson exercem um importante impacto na prevenção e no controle de diabetes 2 e hipertensão, além de combater a bactéria H. pylori, responsável pela formação de úlceras e precursora do câncer de estômago.

Os pesquisadores da Universidade Estadual da Dakota do Norte e da Universidade de Massachusetts, ambas nos Estados Unidos, analisaram estudos anteriores que investigaram os efeitos do consumo da pele, da polpa e do suco da pera. Depois, fizeram experimentos em laboratório para entender como essas duas variedades da fruta atuam no metabolismo de forma a proteger o organismo contra diversos males. Os testes indicaram que o segredo está nos compostos fenóis encontrados principalmente na casca, que contém essas substâncias em maior quantidade. Comparada à da starkrimson, a polpa da williams tem mais fenóis totais.

“Nossos resultados no tubo de ensaio sugerem que, se consumirmos as duas variedades de pera como um todo (a pele e a polpa), elas podem fornecer um controle melhor dos primeiros estágios da diabetes como parte de uma dieta saudável”, disse Kalidas Shetty, da Universidade de Dakota do Norte e um dos autores do estudo. O artigo publicado informa que “essas estratégias dietéticas envolvendo frutas, incluindo as peras, podem não apenas ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue, mas também reduzir a dependência de medicamentos nos estágios prediabéticos e complementar a dosagem farmacológica dessas drogas nos primeiros estágios do diabetes 2”.

Como os remédios
Os pesquisadores também investigaram se as peras estudadas podem ajudar a controlar a hipertensão. Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina são medicamentos usados para ajudar a tratar a pressão elevada e, no estudo, foi constatado que o extrato da polpa da pera williams tem uma atividade inibitória semelhante, embora moderada. Já a pele da fruta não apresentou a mesma característica. “Isso sugere que a polpa da williams pode ser usada como um inibidor leve dessa enzima depois de mais avaliações com diferentes concentrações e processos de extração”, explicou Shetty.

No estudo, os cientistas também investigaram se o suco fermentado das duas variedades da pera (incluindo a pele) podem inibir a H. pylori. Encontrada nas vísceras, essa bactéria geralmente está associada à gastrite e às úlceras estomacais. Os resultados indicaram que o extrato da fruta pode evitar o crescimento desse patógeno, ao mesmo tempo em que sustenta a função probiótica dos micro-organismos benéficos ao organismo.

Os pesquisadores ressaltaram que são necessários mais estudos para investigar os compostos bioativos da pele e da polpa da pera. “Estudos sobre outras propriedades, como fibras, aminoácidos e vitamina C, podem nos dar mais informações sobre o papel das peras sobre a dieta saudável”, escreveram.

Saúde Plena

Medicamentos intoxicam mais que agrotóxicos

Pesquisa aponta que 76,7% dos homens e 75,1% das mulheres tomam medicamentos sem prescrição

A automedicação ou o uso indevido de medicamentos intoxicou 138.376 pessoas no Brasil entre 2008 e 2012 (uma média de 27 mil ao ano), conforme revelam os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox) do Instituto Fiocruz. Mortes causadas por medicamentos foram 365 no período, uma média de 73 ao ano.
 
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) feita em 12 capitais brasileiras apontou que 76,7% dos homens e 75,1% das mulheres tomam medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica.
 
"Intoxicações por automedicação representaram 874 casos dos 27.008 registros de intoxicações por medicamentos no Brasil em 2012, cerca de 3% do total", informa o farmacêutico e gerente do Centro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.
 
Jornal de Beltrão / Guia da Pharmacia

Prefeitura confirma quinta morte por dengue na capital paulista

A prefeitura de São Paulo confirmou ontem (23) a quinta morte por dengue este ano no município. A vítima foi um homem de 92 anos, residente no bairro do Jaraguá, região noroeste da capital, morto no dia 11 de março. Durante todo o ano passado, foram registradas 14 mortes decorrentes da doença
 
Até 11 de abril deste ano, foram confirmados 20.764 casos autóctones – quando a doença é contraída no próprio município. Na mesma época do ano passado, os casos confirmados eram 7.125. A proporção das infecções este ano tem se mantido em cerca de 2,5 a 3 vezes o registrado no ano passado.
 
Na semana passada, a prefeitura recebeu o apoio de 50 militares do Exército para auxiliar no combate à dengue na cidade de São Paulo. Os militares agirão principalmentem em bairros mais violentos. “Se a equipe está acompanhada de um soldado, a pessoa se sentirá mais segura em abrir [a porta]”, disse o prefeito Fernando Haddad, ao anunciar o apoio do Exército. Segundo o secretário adjunto de Saúde de São Paulo, Paulo Puccini, há recusa da visita em 20% das casas.
 
De acordo com a prefeitura, o coeficiente de incidência de dengue no município (número de casos confirmados para cada 100 mil habitantes) é 184,5. O coeficiente está abaixo do que o Ministério da Saúde considera situação de epidemia (300 casos para cada 100 mil habitantes). No entanto, 11 distritos do município (Brasilândia, Cidade Ademar, Jaraguá, Pirituba, Cachoeirinha, Raposo Tavares, Rio Pequeno, Freguesia do Ó, Perus, Limão e Casa Verde) estão sem situação de epidemia.
 
“Só falo em epidemia quando pego uma base territorial em que eu estou trabalhando. Só vou falar em epidemia quando o município de São Paulo [por inteiro] atingir determinado valor. Enquanto não atingir, eu chamo de surto”, destacou o secretário adjunto de Saúde de São Paulo, Paulo Puccini.
 
Ontem, 50 soldados do Exército passaram a participar das equipes da prefeitura que fazem visitas às casas das regiões mais afetadas da cidade. Segundo a prefeitura, 80% dos criadouros do mosquito da dengue são encontrados dentro de residências e apenas 20% em áreas externas e terrenos baldios.
 
“De cada dez domicílios, em dois não conseguimos entrar. Um dos motivos é o temor da população. Não é fácil abrir a porta para qualquer um. Mesmo [com] o agente uniformizado, muitas vezes, as famílias têm medo. O soldado fardado poderia facilitar a entrada. Usamos a credibilidade do Exército para qualificar nossa ação”, acrescentou o secretário adjunto.
 
 
A cidade de São Paulo conta com nove tendas de atendimento emergencial a pacientes com dengue. Elas estão instaladas nos distritos de Jaraguá, Brasilândia, Freguesia do Ó, Cidade Ademar, M’ Boi Mirim, Lapa, Rio Pequeno, Itaquera e Carrão.
 
Cerca de 7 mil atendimentos foram realizados pelos equipamentos. A prefeitura pede que, aos primeiros sinais de dengue, a população não procure diretamente atendimento nas tendas e se dirija às unidades de saúde, como as unidades Básicas de Saúde (UBS).
 
Agência Brasil

Importação de Canabidiol fica mais ágil para pacientes

A importação de produtos à base de canabidiol (CBD) ganhou um norma específica e que simplifica a vida dos pacientes que precisam do produto
 
A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou nesta quarta-feira (22) uma resolução específica sobre o tema e que complementa as ações já tomadas pela Agência para que os pacientes tenham acesso ao produto à base de canabidiol.
 
Cada paciente deverá ser cadastrado junto à Anvisa, por meio da apresentação de documentos semelhantes aos exigidos atualmente. O cadastro deverá ser renovado anualmente, apenas com a apresentação de uma nova prescrição e laudo médico indicando a evolução do paciente, caso não haja alteração dos dados informados anteriormente.
 
A norma traz em anexo cinco produtos à base de Canabidiol que atendem aos requisitos definidos pela Resolução e que já são adquiridos por pacientes no Brasil. Esses cinco produtos englobam cerca de 95% das importações realizadas até o momento.
 
A resolução aprovada também permite que associações de pacientes façam a intermedicação das importações, o que possibilitará aos pacientes reduzir os custos envolvidos no processo de aquisição e transporte. Além disso, a quantidade total de canabidiol prevista na perscrição poderá ser importada em etapas de acordo com a conveniência dos responsáveis pela importação.
 
Essas medidas fazem parte de um conjunto de iniciativas adotadas nos últimos 12 meses para permitir que pacientes brasileiros tenham acesso a produtos à base de CBD, mesmo não havendo registro desses produtos como medicamento no Brasil e nos países de origem. A nova norma será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias.
 
 
ANVISA