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domingo, 25 de janeiro de 2015

Aplicativo envia alerta para lembrar usuário de tomar seus remédios na hora certa

O Digital Pillbox também controla a dosagem e o consumo dos medicamentos
 
Por Fernanda Morales
 
Se você faz uso diário de algum tipo de medicação, mas frequentemente se esquece de tomar o remédio, você vai adorar o lançamento do mais novo aplicativo da Iconosys: o Digital Pillbox, que envia alertas sonoros aos usuários para que eles não se esqueçam de tomar sua medicação.
 
O Digital Pillbox é um aplicativo simples que permite que os usuários armazenem todas as informações sobre os medicamentos que utilizam como, por exemplo, dosagem e horários e, não os deixam se esquecer de tomar seus remédios.
 
“O Digital Pillbox vai além de ser apenas uma ferramenta útil para ajudar você a não esquecer seus medicamentos. Este aplicativo permite que o usuário tenha cuidado com o consumo medicinal e garanta melhores resultados de saúde daqui para frente através dos alertas de dosagem, armazenamento e consumo”, afirmou ao Health Care Technology Online Wayne Irving II, CEO da Iconosys.
 
Assim que o usuário adicionar os medicamentos e vitaminas que consome diariamente, o aplicativo irá fornecer informações importantes sobre cada substância. Além disso, ele possui um calendário médico, onde os usuários poderão acessar sua agenda com consultas e exames que devem ser realizados.
 
O Digital Pillbox ainda permite que o usuário exporte um documento no Microsoft Excel com os seus dados de consumo para que seus médicos tenham maior controle sobre a saúde de seus pacientes.
 
O aplicativo está disponível para aparelhos iOS e Android.
 
Geek

Mensagens de texto ajudam pacientes a não esquecer de tomar medicação prescrita

Estudo mostrou que os SMS melhorariam a adesão aos remédios para controle de hipertensão e colesterol, indicados para pessoas em risco de ataque cardíaco e derrame, as mais comuns causas de óbito no mundo
 
Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres descobriram que mensagens de texto enviadas para o celular previnem um em seis pacientes de se esquecer de tomar — ou mesmo deixar de ingerir propositalmente — sua medicação prescrita. O estudo randomizado foi publicado na revista Plos One e testou se os SMS melhorariam a adesão aos remédios para controle de hipertensão e colesterol, indicados para pessoas em risco de ataque cardíaco e derrame — as mais comuns causas de óbito no mundo.

Por volta de um terço dos pacientes não toma os medicamentos como deveria, reduzindo enormemente os benefícios potenciais e causando perdas econômicas para os serviços de saúde. Alguns se esquecem de tomar e outros param de ingeri-los porque não estão muito certos em relação aos efeitos e aos riscos do tratamento.

O estudo Interact, conduzido na Ingaterra, envolveu 303 pacientes que receberam prescrição para medicamentos de controle da hipertensão e/ou do colesterol. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: o de mensagem de texto, que recebia periodicamente recados em seus celulares, e o de controle, que não recebia os SMS.

Para o primeiro grupo, as mensagens chegaram todos os dias, ao longo de duas semanas; um dia sim e um dia não nos 15 dias seguintes e, então, semanalmente, por um período de seis meses. O texto perguntava se eles já haviam tomado o remédio.
 
Os que não tinham ingerido ou não respondiam recebiam, então, um telefonema, perguntando se precisavam de alguma ajuda. No segundo grupo, 25% dos pacientes pararam de tomar os remédios ou tomaram menos de um terço do necessário, comparado a apenas 9% do outro grupo.

“Uma importante questão em relação aos medicamentos prescritos é o quanto os pacientes falham em acompanhar o tratamento. O resultado desse estudo mostra que mensagens de texto ajudam a prevenir esse problema de forma simples e efetiva.
 
Mais do que uma simples lembrança, o texto fornece uma maneira de identificar pacientes que precisam de ajuda”, observa David Wald, cardiologista e principal autor do estudo. “Implicações para a saúde são consideráveis tanto da perspectiva econômica quanto do bem-estar do paciente.
 
A maior parte das pessoas tem um celular, hoje em dia, e o envio de mensagens de textos deveria ser feito para cada prescrição relevante, prevenindo milhares de infartos e derrames a cada ano.
 
O método não se limita à prevenção das doenças cardiovasculares e poderia ser usado para pacientes em tratamento de outras doenças crônicas”, avalia David Taylor, professor de saúde pública da Universidade Queen Mary de Londres.

Saúde Plena

Conheça os alimentos e substâncias que evitam e provocam dor de cabeça

Histamina e tiramina: Presentes em bebidas
alcoólicas, como cervejas e vinhos
Refeição pode desencadear ou agravar diferentes tipos de dor de cabeça em pessoas suscetíveis ao problema
 
Existem pessoas que acreditam ser normal sentir uma dorzinha de cabeça após um dia cansativo, mas não sabem que essa patologia pode ser causada por determinadas substâncias contidas em alguns alimentos.
 
“A refeição pode desencadear ou agravar diferentes tipos de dor de cabeça em pessoas suscetíveis ao problema. Essa interferência alimentar que causa as aflições só ocorre de acordo com a correlação entre quantidade, temporal e digestão”, explica o neurologista Deusvenir de Souza Carvalho, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC).
 
Nos casos de enxaqueca, o médico afirma que o paciente pode ter uma crise causada por um alimento e não por outro.
 
“Não dá para generalizar. Cada pessoa tem uma reação. Por exemplo, alguém pode sentir dor de cabeça quando ingere chocolate e outra quando come queijo. É uma questão personalizada.”
 
Saiba mais sobre os alimentos que podem provocar dor de cabeça:
 
Aminas: Substância presente em queijos, chocolate, cerveja, vinhos, entre outros, que altera a calibração e dilatação dos vasos sanguíneos, contribuindo para a dor de cabeça
 
Cafeína: Presente no café, chás pretos e refrigerantes. Eleva a pressão arterial por meio da contração dos vasos sanguíneos e pode desencadear a dor   
 
Lipídeos: Manteiga, carnes gordas, queijos, frituras, doces, requeijão, leite integral, entre outros alimentos contêm esse tipo de substância que apresenta proteína alergênica e, por consequência, a dor de cabeça é um dos sintomas
 
Histamina e tiramina: Presentes em bebidas alcoólicas, como cervejas e vinhos. Por essa razão, o álcool é associado à dor de cabeça   
 
Nitratos e nitritos: Substâncias presentes no salame, presunto, peixes, camarão, salsicha, carnes vermelha e branca. Como a amina, altera a calibração e a dilatação dos vasos sanguíneos e contribuem para a dor
 
Existem os alimentos que podem diminuir e aliviar esse incômodo que é a dor de cabeça:
 
Alimentos antioxidantes: Cenoura, gengibre, maça e kiwi, que contribuem para bloquear as prostaglandinas, substâncias responsáveis pelos processos de inflamação. Ou seja, ótimos aliados contra a dor de cabeça   
 
Magnésio: Presente em vegetais folhosos, nozes, arroz integral, pão integral, aveia, entre outros. Reduz o espasmo dos vasos arteriais e relaxa a musculatura tensionada. Normalmente, quem tem enxaqueca apresenta falta de magnésio. Esses alimentos estão liberados
 
Omega 3: Presente na linhaça, peixes e ovos, é um tipo de gordura 'boa' e que tem ação anti-inflamatória
 
Triptofano: Encontra-se em verduras, feijão, ovos, carnes, aves, pescados etc. Este aminoácido é um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, além de reduzir a ansiedade, auxiliando no processo. Se você sofre com dor de cabeça, guarde essa dica   
 
Saúde Plena

Novos contraceptivos para homens prometem revolucionar controle de natalidade

Divulgação: Principal promessa para o
 contraceptivo masculino, solução gelatinosa é
injetada no canal deferente
Injeção de efeito reversível pode chegar a mercado ano que vem. Mas eles estão prontos para isso?

Rio - Com seu humor peculiar (“católicos não são coelhos”), o Papa Francisco levantou esta semana a bola do planejamento familiar, tema caro a um mundo de quase 7 bilhões de seres humanos que assiste ao preocupante aumento da brecha entre ricos e pobres.
 
Mas um aspecto do discurso improvisado no avião que o levava da Ásia de volta ao Vaticano, na última terça-feira, foi pouco explorado: ao mencionar a paternidade responsável, sempre se referindo à família como um todo, o líder de 1,2 bilhão de católicos envolveu diretamente os homens, histórica e culturalmente poupados da responsabilidade sobre o controle de natalidade. Nisso, mostrou-se alinhado com os novos tempos, sobretudo no Ocidente, onde a ciência tem se debruçado mais sobre técnicas contraceptivas focadas neles.

Com previsão de início da fase de testes clínicos em humanos no final deste ano, o Vasalgel, maior novidade da área, é a primeira injeção contraceptiva para homens. Seu processo de ação é simples: a solução gelatinosa é injetada no canal deferente, no aparelho reprodutor masculino, bloqueando a passagem dos espermatozoides.
 
Similar ao Risug, tecnologia que já está em fase clínica avançada na Índia, a técnica é uma alternativa à vasectomia e à camisinha, duas únicas e antigas opções disponíveis para os homens. O procedimento deverá ser rápido, realizado em cerca de 15 minutos após uma anestesia local, e poderá ser revertido com facilidade com outra injeção que dissolveria o hidrogel. Após já ter percorrido um ano de resultados bem-sucedidos em coelhos, o Vasalgel deve chegar ao mercado apenas em 2017.

Em 12 anos, 300% mais vasectomias
De acordo com o urologista Marcello Cocuzza, membro do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o método funciona e deverá ter procura. Prova disso é o crescimento de mais de 300% no número de vasectomias realizadas pelo SUS entre 2001 e 2013 (de 7,7 mil para 24 mil), que refletiria não só o aumento de informação sobre o procedimento mas um interesse maior no planejamento familiar. Mesmo assim, explica o especialista, o envolvimento ativo dos homens no processo ainda é carregado de estigma.
 
— A vasectomia é um método até hoje interpretado como definitivo, apesar de não ser. É reversível — afirma Cocuzza, acrescentando que o ideal é que, com a evolução dos dispositivos eletrônicos, fosse possível implantar no canal deferente um dispositivo que inutilizasse os espermatozoides e que fosse facilmente retirável.

— Todos os homens deveriam pensar nisso quando (o método) estiver disponível, a fim de que se possa dividir a responsabilidade.

Até lá, a ciência terá de driblar um problema levantado por Hamlin: o subfinanciamento de pesquisas na área.

— Se há alguma barreira real que precisa ser quebrada, é o dinheiro. Mesmo que a pesquisa consuma quantias significativas, não é muito quando falamos sobre o que estamos oferecendo: o primeiro contraceptivo masculino reversível desde o preservativo — pondera o advogado. — Peça a mulheres e seus parceiros que considerem os milhões de dólares gastos para desenvolver a pílula e perguntem se esse dinheiro deveria ser simplesmente poupado. Ninguém no seu perfeito juízo diria que sim.

Ao mesmo tempo em que os homens estão participando cada vez mais na decisão de quando e se querem ter filhos, especialistas ressaltam que a preocupação ainda não é suficiente. Além de a possibilidade de contribuição masculina no processo ser limitada, a consciência de que a responsabilidade de homens e mulheres é exatamente a mesma ainda não está devidamente difundida.

Depois do teste de DNA, mais envolvimento
São elas que ainda têm de se sujeitar a passar por possíveis mudanças corporais e emocionais ao ingerir hormônios, ou então buscar outros métodos disponíveis no mercado com que fiquem mais à vontade. Espelho disso é que, em 2009, uma pesquisa americana realizada pelo The Kinsey Institute revelou que as mulheres que tomam pílulas e exigem o preservativo masculino são as que mais sentem prazer sexual, por se sentirem mais protegidas.

Segundo a psicanalista e autora Regina Navarro Lins, com o advento do teste de DNA, o interesse do homem em só ter filho quando quiser se intensificou.

— É muito importante que tanto homens quanto mulheres possam se prevenir. A pílula foi fundamental, uma vez que a mulher pôde decidir se queria ter filho, quando e com quem — opina. — Mas o planejamento familiar tem que ser uma coisa a dois, e essas novidades para homens podem ajudar nesse sentido.

Regina acrescenta que, mesmo com as novas possibilidades (e enquanto elas não chegam ao mercado), a mulher deve sempre cuidar do seu corpo e solicitar a camisinha, método literalmente milenar que, além da função contraceptiva, permanece como o mais eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Mais estudos focados na mulher
Para além dos métodos contraceptivos focados nos homens, novas alternativas para as mulheres continuam a surgir, todas calcadas em conforto e segurança. A empresa norte-americana MicroCHIPS está desenvolvendo um anticoncepcional em forma de chip que busca solucionar empecilhos que a necessidade de ter horários regulados pode trazer, uma vez que o dispositivo liberaria o hormônio gradativamente e teria duração estimada de até 16 anos.

Essa sugestão do urologista ainda não está entre as possibilidades imediatas, mas algumas outras saídas vêm aí, explica ao GLOBO Aaron Hamlin, diretor executivo da Male Contraception Initiative (Iniciativa de Contracepção Masculina, em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos que milita nessa seara. O advogado, que há anos trabalha com instituições do tipo, destaca que o desenvolvimento de dispositivos médicos ou de medicamentos é um processo complicado e que “pode ser difícil prever o que será bem-sucedido”. Ainda assim, além do Vasalgel, Hamlin enumera outros possíveis métodos.

— A gendarussa é um contraceptivo promissor. É uma planta cultivada na Indonésia, que, quando processada, pode ser tomada em forma de pílula — disse. — Esse trabalho está sendo realizado por uma equipe da Universidade de Airlangga em Surabaia, na Indonésia. Acredita-se que a planta interrompa os processos de fertilização, impedindo o espermatozoide de liberar uma enzima que lhe permite romper a membrana do óvulo. Não há uso de hormônios.

Tal alternativa já passou pelas duas primeiras fases de testes em humanos no arquipélago e está nos primeiros estágios de construção de uma equipe para continuar a tocá-la.

Outra abordagem é a apelidada de “clean sheets pill” (pílula dos lençóis limpos). Como o nome sugere, a iniciativa britânica age relaxando certos músculos dos canais deferentes, impedindo qualquer líquido seminal de ser liberado durante o orgasmo. Para esse método ainda serão necessários testes em animais — primeiro, em carneiros; depois, em primatas — antes da fase de provas em humanos.

Sem dispor de métodos mais avançados, o dentista Ricardo Vasconcellos, de 50 anos, submeteu-se recentemente a uma vasectomia. Depois de ter um casal de filhos, ele tomou a decisão principalmente para controle de natalidade e para ajudar a parceira “a não precisar ficar tomando remédio”. Mas, se tivesse a opção de ingerir uma pílula, diz que não hesitaria:

Apesar de dispositivos intravaginais não serem novidade, um novo anel também foi desenvolvido com mais uma função, além de prevenir contra a gravidez indesejada: agir contra o vírus da Aids. O produto, desenvolvido por cientistas da organização de pesquisa em saúde reprodutiva Conrad e da Universidade de Utah (EUA), é um anel de poliuterano que poderia durar 90 dias, período no qual liberaria alta dosagem da substância anti-HIV tenofovir e baixa dosagem do levornorgestrel. Essa novidade passou por testes bem-sucedidos em coelhos e está aguardando testes clínicos em mulheres.

Finalmente, a camisinha origami, que deve ser lançada até o final deste ano ou o começo de 2016, tem formato ovalado, espelhando a anatomia do aparelho genital feminino, e é feita de silicone.
 
Segundo seu inventor, Danny Resnic, o produto pode ser reutilizado, uma vez que é lavável em água corrente.
 
O Globo

Morte de menina mostra perigo de usar celular ligado à tomada

A morte de uma menina de 11 anos após sofrer uma parada cardiorrespiratória, na última segunda-feira (19), no Distrito Federal, em decorrência de choque elétrico enquanto utilizava o celular com o aparelho ligado à tomada chamou atenção para os risco da prática
 
A garota, que não teve o nome divulgado, foi atendida no Hospital Regional de Ceilândia por três pediatras, um cirurgião e uma clínica médica, segundo a Secretaria de Saúde. Ela foi submetida a reanimação cardiopulmonar durante uma hora e dez minutos, mas não sobreviveu.
 
A família informou aos médicos que a menina levou um choque enquanto jogava em um aparelho celular ligado à tomada. Segundo a capitã Juliana Leal, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, a situação se agravou porque houve sobrecarga de energia. “O chão estava molhado e eles botaram um ventilador e um celular na mesma tomada e a menina tomou um choque fatal”, disse.
 
“As pessoas devem ter cuidado quando forem arrumar a casa para não deixar que a fiação entre em contato com a água. É importante também ter cuidado com as tomadas e não deixar sobrecarregar. Quando o carregador está estragado ou há problema de instalação elétrica, potencializa o risco de choque”, afirma Juliana.
 
Segundo a engenheira elétrica Marylene Roma, professora do Instituto Federal de Brasília, o risco de usar o celular ligado à tomada aumenta quando a instalação elétrica da casa está deteriorada. “Usar uma extensão, que a gente coloca quatro, cinco equipamentos, é muito perigoso, pois sobrecarrega a tomada. Às vezes, colocamos até dez vezes mais carga que o suportado por uma tomada”, disse.
 
“O equipamento que a criança estava usando, nesse caso, era um celular, mas ela podia estar com um video game e ter acontecido a mesma coisa”, avalia Marylene. A professora recomenda que a instalação elétrica da casa seja revisada regularmente por um profissional especializado. “Não se deve atender o celular na tomada, nem puxar o cabo do aparelho enquanto carrega ou usar baterias e carregadores que não sejam originais”, acrescenta Marylene.
 
A professora também orienta carregar a bateria de celulares longe de locais inflamáveis, evitar ligar aparelhos nas tomadas do banheiro enquanto o chuveiro estiver ligado, pois a umidade aumenta os riscos de acidente. “A recomendação é colocar em lugares que, se acontecer curto-circuito e incêndio, não prolifere fogo pela casa inteira. Colocar longe de cadeiras, mesas, camas - o que a gente faz regularmente. Mas é melhor colocar no chão e bem longe de um local inflamável”, completa.
 
Se mesmo após tomar todos os cuidados necessários uma pessoa levar choque, a primeira recomendação do Corpo de Bombeiros é desligar a rede elétrica e desprender a vítima da fonte de energia com um objeto isolante, como um cabo de madeira. Em seguida, verificar se a vítima está respondendo.
 
Se responder, deve ser encaminhada imediatamente para o hospital. Se não, além de chamar socorro, deve-se iniciar a massagem cardíaca, pois a vítima pode estar em parada cardiorespiratoria. A corporação diz também que nunca se pode tocar na vítima sem os devidos cuidados: ao tocar numa pessoa que está sofrendo uma descarga elétrica, a energia pode ser transmitida e fazer com que o socorrista também seja eletrocutado.
 
A estudante Kátia Valéria, 19 anos, diz que não sabia que pode ser arriscado usar o celular ligado à rede elétrica. “Quando o celular está na tomada sempre recebo mensagem, dá vontade de entrar nas redes sociais e não resisto: uso mesmo carregando”, conta. Agora, ela garante que vai tomar mais cuidado. “É melhor esperar um pouco. Se for muito urgente, tirar da tomada para usar, porque é mais seguro”.
 
Agência Brasil

Brasil ainda registra muitos casos de diagnóstico tardio da hanseníase

Divulgação: Morhan defende intensificação de campanhas de
 prevenção para evitar diagnóstico tardio da hanseníase. Assim
que perceber o surgimento de manchas no corpo a pessoa
deve procurar um médico
Mesmo com a queda nos novos casos de hanseníase no país muitas pessoas buscam atendimento médico já com sequelas da doença
 
Isso faz com que o diagnóstico médico seja feito de forma tardia. O alerta é do coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio.
 
Em entrevista à Agência Brasil, Custódio avaliou que a principal ação promovida pelo governo nos últimos anos tem como foco identificar novos casos de hanseníase. Apesar dos avanços no diagnóstico, ele defende a necessidade da divulgação permanente de informações sobre a doença nos meios de comunicação.
 
“Essa campanha [lançada pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (22) com foco no diagnóstico precoce] está chegando com pelo menos quatro anos de atraso. Isso porque, há quatro anos, o Congresso Nacional aprovava o Dia Nacional de Luta contra a Hanseníase, a ser comemorado na mesma data do dia mundial”, disse. “A gente precisa falar sobre a doença para diminuir o preconceito e acabar com ela”, acrescentou Custódio.
 
O coordenador do Morhan ressaltou que a expectativa do movimento é que o governo assuma este ano um “novo tipo de postura” em relação ao combate à hanseníase, por meio da adoção de campanhas permanentes e da capacitação de profissionais para o diagnóstico precoce, incluindo os estrangeiros do programa Mais Médicos e agentes de saúde responsáveis por visitas domiciliares.
 
Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2013, o Brasil registrou 31.044 novos casos de hanseníase. No ano passado, dados preliminares apontam que 24.612 novos casos foram identificados no país. As áreas de maior risco estão concentradas em Mato Grosso, no Pará, Maranhão, em Rondônia, no Tocantins e em Goiás.
 
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível. Ela tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente já que atinge pele e nervos.
 
A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceba o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase que imediatamente.
 
Pelo telefone 0800 026 2001, mantido pelo Morhan, é possível acessar informações sobre a hanseníase, além de denunciar problemas como a discriminação a pacientes ou a falta de medicamento para a doença.

Agência Brasil

Distúrbio psíquico explica paixão entre parentes que se conhecem na idade adulta

Rute (nome fictício) reencontrou o pai já adulta e ambos engataram um romance. Eles tiveram um filho
Reorudução/Youtube
Rute (nome fictício) reencontrou o pai já adulta e ambos
 engataram um romance. Eles tiveram um filho
Disfunção psíquica conhecida como Atração Sexual Genética (GSA) é apontada como causadora da paixão entre parentes que se reencontram após crescerem separados

Adotada por um casal da Inglaterra quando ainda era um bebê, Rute (nome fictício) resolveu ir atrás de suas origens quando se tornou adulta e conseguiu localizar o pai biológico, que morava em outro país, aos 25 anos.

"Quando nos vimos no aeroporto, ele estava com uma câmera de vídeo ligada para filmar a minha reação. Me senti como se estivesse voltando para casa", definiu ela no documentário "Incest: The Last Taboo?", de Nick Ahlmark e Nicole Precel, exibido em 2010.
 
"Foi como encaixar a última peça do quebra-cabeça. Foi muito forte. Estar com ele me fazia sentir segura. A voz...tudo repercute dentro de você. É uma sensação inédita. Não estava preparada para isso", continuou.

Para se conhecerem melhor, pai e filha decidiram viajar de férias. Sozinhos, ambos perceberam que o que os unia era um sentimento bem diferente. "Estávamos completamente envolvidos, apaixonados. Parecia tão certo amar um ao outro que decidimos fazer um teste de DNA. Chegamos a acreditar que não éramos pai e filha, tamanha nossa cumplicidade", explicou.

Contrariando as expectativas do casal, o exame comprovou a filiação. Com remorso, os dois decidiram dar um fim ao romance. Um dia antes de embarcar de volta para a Inglaterra, porém, Rute descobriu que estava grávida. Mesmo assim, já de volta ao seu país de origem, ela contou a novidade ao pai biológico e ambos decidiram levar a gestação até o fim.

Seis meses depois, ela decidiu dar mais uma chance ao amor e voltou ao país onde o pai morava. Ambos viveram juntos por mais dois anos até romperem definitivamente, nos anos 1990, e ela voltar para Londres. Depois que a criança cresceu, ela contou a verdade para o filho e se abriu também para os pais adotivos. Esta última foi a parte mais complicada, afirmou ela.

"Foi muito difícil para meus pais adotivos. Nossa relação ficou bem difícil. Eles culpam meu pai pelo que aconteceu. Dizem que, por ele ser mais velho, deveria ter sido mais sensato. Criticam porque cometemos incesto", refletiu. "Mas éramos só dois adultos que se amavam. Não era sórdido. Era amor".
 
O relato da britânica, que preferiu cobrir o rosto e não falar seu nome verdadeiro, parece sair de um drama cinematográfico. Mas compõe um problema real conhecido como Atração Sexual Genética (GSA, na sigla em inglês) enfrentado em todo o mundo, como explica o psiquiatra Márcio Amaral, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e diretor do Instituto de Psiquiatria da universidade.
 
"Essas pessoas não estão doentes. Não estou dizendo que esse é um caso normal. Mas nem tudo que não é normal é doentio. As pessoas que se apaixonam por seus parentes são atiradas a um drama terrível. Preciso tentar compreendê-las. É o meu trabalho", afirma ele durante conversa com o iG.
 
Esse tipo de disfunção psíquica voltou à tona recentemente, quando a imprensa americana divulgou o caso de uma jovem de 18 anos que pretendia se casar com o pai biológico após dois anos de namoro.
 
Por causa dos tabus que cercam o GSA e sua natureza variável e complexa, é quase impossível descobrir a frequência com a qual esses casos acontecem, embora algumas entidades estimem que o problema ocorra em 50% dos encontros, de acordo com matéria publicada pelo site do The Guardian.
 
Autor da análise "Atração Sexual Genética (GSA)", Amaral explica que não há nenhum estudo científico sobre o problema. Mas acredita que o diagnóstico faz parte das variações extremas que o homem desenvolve quando condicionado a situações dramáticas.
"Por mais cuidados que as pessoas encontram em lares adotivos, é comum ficar um certo vazio. E ele nunca consegue preenche-lo. Essa história de que pai é o que cria é complicada, porque as questões da natureza são complicadas", explica.
 
O termo foi popularizado pela norte-americana Barbara Gonyo no fim da década de 1980 com o livro "I'm his mother, but he's not my son" - Eu sou mãe dele, mas ele não é meu filho, em tradução livre - onde ela conta sua própria experiência sobre o assunto. Em 1979, com então 42 anos, ela reencontrou o filho 26 anos após dá-lo para a adoção.
 
À época, ela relata ter conseguido controlar seus impulsos sexuais e construir um relacionamento saudável com Mitch porque não foi correspondida em suas investidas, segundo o The Guardian. Ela fundou a ONG "Truth Seekers In Adoption" em Chicago para ajudar pessoas que, como ela, sofreram desse problema.
 
Controvérsia
A Atração Sexual Genética não pode ser usada para explicar esse tipo de incesto, de acordo com Leonardo Maranhão, psiquiatra e diretor da Clínica Médica Assis. Por não ter comprovação científica, ele explica, o problema deve ser encarado como um tipo de disfunção – e receber ajuda médica para esse tipo de problema.
 
"Não acredito na existência da GSA. Este é um termo criado para tentar explicar uma atração afetiva entre pessoas com algum parentesco. O que existe neste momento é um apelo; utiliza-se a palavra 'genética' como forma de atribuir ao termo um sentido ambíguo, uma forma de retirar responsabilidades das pessoas", admite.
 
Foi justamente por causa da falta de estudos mais aprofundados sobre o tema que a palavra "genética" foi incorporada ao termo por se tratar de relações entre pessoas com um forte grau de parentesco, e não pela evidência de base biológica no desejo que elas relatam. Mesmo assim, Maranhão admite que o reencontro de adotados com seus pais biológicos após vários anos de separação pode levar a diversos tipos de desdobramentos, o mais comum deles a atração efetiva intensa, e não sexual.
 
"Pesquisas indicam que relações afetivas na primeira infância são bases para a construção de uma personalidade estável e bem estruturada. Diversos desdobramentos podem ser possíveis a partir da adoção ou do reencontro após longos anos de separação", diz.
 
iG