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quarta-feira, 13 de março de 2013

Entenda como deduzir gastos com plano de saúde do IR 2013

Saiba qual o limite com despesas médicas que você pode abater, e tire suas dúvidas sobre o assunto
 
Você sabia que pode deduzir gastos com plano de saúde do Imposto de Renda? E que as despesas médicas com dependentes também podem ser abatidas na declaração? Essas e outras dúvidas você pode tirar nesse espaço, dedicado a esclarecer as principais questões sobre como informar gastos com saúde no IR.
 
- Como preencher a declaração simplificada do meu esposo este ano? Nunca mencionei como dependente na declaração, nem despesa com plano de saúde ou odonto pagos em parte pelaempresa Se eu e minha filha entrarmos como dependentes e for colocado ovalor descontado do plano de saúde, terei um valor menor de imposto a ser pago. Mas lancei todas estas informações e não o valor não mudou.
Resposta: A opção pelo desconto simplificado implica a substituição de todas as  deduções admitidas na legislação tributária pelo desconto de 20% do valor dos              rendimentos tributáveis nadeclaração, limitado a R$ 14.542,60. Portanto, para que sejam deduzidas as despesas com plano de saúde e dependentes, faça a opção pela tributação por Deduções Legais, constante no Menu da Declaração de Ajuste Anual.

- O plano de saúde de minha esposa e filho estão no nome dela. A empresa paga metade e eu a outra. Vou colocar apenas ele como dependente. Posso deduzir só a parte dele na minha declaração?
Resposta: O contribuinte, titular de plano de saúde, não pode deduzir os valores referentes ao cônjuge e aos filhos quando estes declarem em separado, pois somente são dedutíveis na declaração os valores pagos a planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes perante a legislação tributária e incluídas na declaração do responsável em que forem consideradas dependentes.
 
- Sou dependente de minha esposa no plano de saúde empresarial. Posso declarar esta despesa em minha declaração?
R. Sim. Na hipótese de apresentação de declaração em separado, são dedutíveis as despesas com plano de saúde relativas ao tratamento do declarante, ainda que o ônus financeiro tenha sido suportado por um terceiro, se este for integrante da entidade familiar. Informe na ficha "Pagamentos Efetuados".
 
- Tenho plano de saúde grátis pela empresa onde trabalho. Pago o plano particular referente a minha esposa e ao meu filho, mas o titular do plano é minha esposa (que apresenta declaração separada). Posso colocar esta despesa na minha declaração?
R. Em sua declaração, não. Somente são dedutíveis os valores pagos a planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes perante a legislação tributária e incluídas na declaração do responsável em que forem consideradas dependentes. Sua esposa, sim, poderá utilizar as despesas do plano, ainda que pagas pelo marido.
 
- Sou o responsável pelo pagamento do plano de saúde de minha família através do plano coletivo da empresa. Como só poderei deduzir os valores gastos comigo, gostaria de saber se os valores que paguei pela minha esposa e filhos podem ser deduzidos por eles nas suas declarações?
R: Na hipótese de apresentação de declaração em separado, são dedutíveis as despesas médica ou com plano de saúde relativo ao tratamento do declarante e de dependentes incluídos na declaração, cujo ônus financeiro tenha sido suportado por um terceiro, se este for integrante da entidade familiar, não havendo neste caso a necessidade de comprovação do ônus. Portanto, os gastos com plano coletivo pagos para sua esposa e filhos poderão ser por eles deduzidos em suas declarações.
 
- A empresa que trabalho paga uma parte da assistência médica e a outra é descontada em folha. Posso lançar esse valor descontado no meu imposto?
R: Sim. O valor da assistência médica descontado em folha pode ser deduzido como despesas médicas.
 
- Ano passado passei a pagar um plano de saúde para os meus pais, no qual eu sou o titular e eles meus dependentes. Meus rendimentos foram de R$ 57.000,00 aproximadamente. Li em algum lugar que posso relacionar como pagamento de plano de saúde até 30% do que recebi o que seria em torno de R$ 17.100,00, porém paguei de plano de saúde um total de 19.000,00. O que devo por como valor de pagamento de plano de saúde?
R: Não há limite estabelecido para dedução dos valores pagos para participação em planos de saúde que assegurem direitos de atendimento em benefício próprio ou de seus dependentes relacionados na Declaração de Ajuste Anual.
 
- Entrei com uma ação de revisão de mensalidade de plano de saúde. Fizemos um acordo e a reclamada me restituiu quantia equivalente a R$ 5.500,00, em novembro de 2011. Esse valor é tributável? Caso seja, lanço como fonte pagadora a empresa?
R: A restituição de valor relativo à revisão de mensalidade, de plano de saúde, deve ser informado como rendimento tributável, pois, o pagamento ao plano é considerado despesa médica dedutível .
 
- Eu pago em meu plano de saúde empresarial mensalidades para 06 pessoas - Eu (titular), esposa, 02 filhos e como agregados os meus pais. Ocorre que minha filha e esposa não estão como dependentes do meu IR, pois possuem rendimentos, e colocando-os como dependentes não fica viável. Meus pais são apenas agregados no plano, não são meus dependentes. Existe alguma possibilidade de conseguir o abatimento com os valores pagos para quem não é dependente do meu IR, mas é membro familiar?
R: São dedutíveis as despesas com plano de saúde, relativas ao tratamento do declarante e de dependentes incluídos na declaração. Na hipótese de apresentação de declaração em separado, os gastos realizados pelos seus dependentes (esposa e filha) podem ser por eles deduzidos em suas declarações. Assim, as despesas relativas aos agregados ao plano, por não serem considerados dependentes em sua declaração, não são poderão ser deduzidos.
 
- Minha mãe é minha dependente para IR. No ano passado, eu comprei dois aparelhos auditivos para ela, no valor de R$ 3.400,00. Como declarar essas despesas? O valor dessa despesa pode deduzir no calculo do IRRF para uma possível restituição?
R: Os gastos realizados com a compra de aparelhos de surdez e similares não podem ser deduzidos como despesas médicas.
 
- Minha mãe é pensionista e não é minha dependente. Mas pago para ela o seu plano de saúde empresarial como minha dependente. Posso declarar esta despesa?
R: Não. Somente são dedutíveis os valores pagos aos planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes na declaração do titular.
 
- No caso de o contribuinte ter o desconto na folha do valor referente ao plano de saúde da esposa e os dois fazerem a declaração de ajuste anual separados, em qual declaração deve-se relacionar à despesa com o plano de saúde?
R: Na hipótese de declaração em separado, os gastos com o seu plano de saúde, realizados por sua esposa podem ser por ela deduzidos em sua declaração, pois esses gastos foram suportados por um integrante da entidade familiar (você).
 
- Eu pago o plano de saúde de meus pais, embora eu não os declare como meus dependentes. Meu pai é aposentado recebe quatro salários mínimos do INSS e minha mãe é dona de casa. Os boletos de pagamento vêm em nome individual, em nome de meu pai e outro em nome de minha mãe. Minha pergunta é: posso abater o pagamento dos referidos boletos em minha declaração?
R: Não. Somente são dedutíveis os valores pagos aos planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes na declaração do titular.
 
- Pago as despesas médicas de minha mãe, através da Unimed, da qual sou titular. Porém ela é aposentada. Posso colocar as despesas médicas dela no meu imposto de renda?
R: Somente são dedutíveis os valores pagos a planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes na declaração do titular. Se ela for declarada como sua dependente, você poderá utilizar os gastos médicos relativos ao plano de saúde.
 
Fonte iG

Inflamação no útero desliga gene-chave que impede parto prematuro

Hoje existem poucas drogas que podem ser usadas para interromper o trabalho de parto prematuro
Foto: Ministério da Saúde
Hoje existem poucas drogas que podem ser usadas para
interromper o trabalho de parto prematuro
Descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para prevenir a ocorrência de nascimentos prematuros
 
Cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, descobriram que um gene chave presente no útero, que impede o parto de ocorrer muito cedo, é desligado pela inflamação na época do início do trabalho de parto.
 
A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para prevenir nascimentos prematuros.
 
No Reino Unido, o nascimento prematuro afeta cerca de um em 10 partos e complicações decorrentes de nascimentos prematuros são a principal causa de mortes entre recém-nascidos. Os bebês que sobrevivem têm um risco aumentado de desenvolver problemas de saúde e de desenvolvimento a longo prazo incluindo paralisia cerebral, dificuldades respiratórias, cegueira e surdez.
 
O processo por meio do qual as mulheres entram em trabalho de parto ainda é pouco compreendido, mas é fundamental que isso aconteça na hora certa, quando o bebê está pronto para nascer e pode sobreviver. Atualmente, existem poucas drogas confiáveis que podem ser usadas para parar o trabalho de parto prematuro.
 
A pesquisa se concentrou em como a inflamação no útero afeta uma classe experimental de medicamentos chamados inibidores da histona deacetilase (HDACi), que trabalha com o objetivo de atrasar o parto quando ele começa prematuramente.
 
Em estudos de laboratório, utilizando amostras de tecido retiradas de mulheres grávidas, estas drogas experimentais conseguiram parar a contratação do útero. Quando a equipe analisou uma substância química liberada durante a inflamação do útero, chamada TNF, eles descobriram que esse químico fez com que a contração do músculo começasse de novo, mesmo quando a droga HDACi tinha parado com sucesso a contração do útero.
 
"Nosso trabalho demonstra que, embora esta droga experimental possa parar a contratação do útero, ela não pode impedir a inflamação associada ao trabalho de parto normal de desligar os genes que garantem que a contração do útero não comece muito cedo. Isso significa que essa classe de drogas pode não ser uma medicação adequada para impedir o parto prematuro", afirma o líder da pesquisa Neil Chapman.
 
Segundo os pesquisadores, a pesquisa é um passo importante para desvendar os mistérios por trás dos processos de trabalho de parto normal. "Nós mostramos que a inflamação do útero desliga os genes que impedem o trabalho de parto prematuro. Compreender como prevenir essa inflamação ou como pará-la bloqueando os genes-chave necessários para impedir a contração do útero levaria a novos tratamentos para prevenir o nascimento prematuro", concluem.
 
 
Fonte isaude.net

Tratamento com enzima previne e trata 90% dos casos de enxaquecas

Enxaquecas provocam distúrbios visuais e auditivos
Enxaquecas provocam distúrbios visuais e auditivos
Abordagem consiste em ingerir, antes das refeições, uma cápsula com a enzima DAO que não provoca vício nem efeitos secundários
 
Equipe de pesquisadores do Capio Hospital Geral da Catalunha, na Espanha, demonstrou que o tratamento com a enzima diamnina oxidase (DAO) é capaz de prevenir e até mesmo tratar 90% dos casos de enxaquecas.
 
O estudo, apresentado no congresso farmacêutico Infarma, é o primeiro a demonstrar os efeitos da administração dessa enzima sobre a doença.
 
As enxaquecas provocam fortes dores de cabeça e distúrbios visuais e auditivos. Elas afetam 12% da população e em 90% dos casos está relacionada com um déficit da enzima DAO. Os restantes 10% continuam a ser desconhecidos.
 
A DAO tem a função de degradar a histamina, molécula que se encontra em diversos alimentos, principalmente nos derivados do leite e citrinos, e que é eliminada através da urina. Quem tem déficit da enzima não consegue eliminar a histamina; assim, esta passa para o sangue, acumulando-se no plasma e provocando enxaquecas e transtornos gastrointestinais.
 
O tratamento consiste em ingerir, antes das refeições, uma cápsula com a enzima DAO que não provoca vício nem efeitos secundários já que é um alimento funcional, não um medicamento.
 
A equipe realizou um ensaio clínico em que analisou, durante um ano e meio, os casos de uma centena de pacientes com enxaqueca crônica severa que, por mês, sofriam entre nove e 14 episódios de dor.
 
No grupo estudado, 81% eram mulheres e 19% homens proporção semelhante à dos pacientes com a doença na vida real. A média de idades era de 41 anos.
 
Fonte isaude.net

Asas da cigarra podem levar à criação de materiais sintéticos antibacterianos

Cigarra da espécie Clanger. Inseto pode matar bactérias através da sua estrutura física
Cigarra da espécie Clanger. Inseto pode matar bactérias
 através da sua estrutura física
Truque usado pelo inseto para matar células bacterianas pode impedir crescimento de patógenos em superfícies como corrimões
 
Pesquisadores da Austrália demonstraram como a cigarra Clanger é capaz de matar bactérias através apenas da sua estrutura física, sem utilizar produtos químicos.
 
A pesquisa abre portas para a criação de materiais sintéticos que podem impedir o crescimento de bactérias em superfícies como corrimões de escadas públicas, corrimões de ônibus ou maçanetas de banheiros.
 
 
A cigarra clanger (Psaltoda claripennis) é um inseto, como gafanhotos, cujas asas estão cobertas por um vasto conjunto hexagonal de 'nanopilares', pontas em uma escala de tamanho similar a bactérias.
 
Quando uma bactéria se estabelece na superfície da asa, sua membrana celular se adere à superfície dos nanopilares e é alongada nas fendas entre eles, experimentando o máximo de tensão. Se a membrana é suave o suficiente, ela se rompe.
 
Segundo a autora do estudo Elena Ivanova, da Swinburne University of Technology, ela ficou surpresa que as células bacterianas não são perfuradas pelos nanopilares. O efeito de ruptura é mais como "o alongamento de uma folha elástica de algum tipo, tal como uma luva de látex. Se você pega um pedaço de látex em ambas as mãos e o estica lentamente, ele se torna mais fino no centro e vai começar a rasgar", explica Ivanova.
 
Para testar o modelo, Ivanova e seus colegas irradiaram bactérias com micro-ondas para gerar células que continham diferentes níveis de rigidez da membrana. Sua hipótese era que as bactérias mais rígidas seriam menos propensas a ruptura entre os nanopilares. Os resultados validaram o modelo, mas também demonstraram que os nanopilares de defesa da cigarra são limitados a bactérias que possuem membranas suficientemente macias.
 
A equipe ressalta que um estudo mais aprofundado da asa da cigarra é necessário antes de suas propriedades físicas de defesa possam ser imitadas em materiais sintéticos.
 
Segundo os pesquisadores, materiais com base neste modelo poderiam um dia ser aplicados em superfícies públicas que comumente transmitem doenças, sem causar os efeitos colaterais ambientais de substâncias químicas como o Triclosan.
 

Fonte isaude.net

Identificado 'interruptor' molecular crítico para a cicatrização de feridas

A descoberta abre o caminho para novas terapias capazes de
 melhorar a cicatrização de feridas crônicas tais como as que
 ocorrem em pacientes diabéticos
Descoberta abre portas para novas terapias capazes de melhorar a cura de feridas crônicas, principalmente em pacientes diabéticos
 
Pesquisadores do A*STAR' s Institute of Medical Biology (IMB), em Cingapura, identificaram um ' interruptor' molecular crítico para a cicatrização de feridas.
 
A descoberta abre o caminho para novas terapias capazes de melhorar a cicatrização de feridas crônicas tais como as que ocorrem em pacientes diabéticos.
 
Os cientistas descobriram que uma pequena molécula de "microRNA", denominada miR-198, controla vários processos diferentes que ajudam a cicatrização de feridas, mantendo-os desligado na pele saudável. Quando a pele é ferida, a fabricação de miR-198 é parada rapidamente e os níveis de miR-198 caem, ligando os processos de cura de muitas feridas.
 
Nas feridas que não curam de diabéticos, miR-198 não desaparece e a cicatrização continua bloqueada. Esta descoberta, portanto, identifica miR-198 como um biomarcador potencial de diagnóstico para feridas que não curam.
 
Os resultados foram publicados na revista Nature.
 
Feridas crônicas em pacientes com diabetes são um problema de saúde global principal e a causa mais comum de amputações de membros inferiores. Em Cingapura, o diabetes é a quinta condição médica mais comum diagnosticada e uma em cada nove pessoas entre 18 e 69 tem diabetes. Feridas crônicas também tendem a afetar os idosos e pessoas com deficiência, especialmente aquelas confinadas a uma cadeira de rodas ou cama.
 
Segundo os pesquisadores, a informação necessária para expressar miR-198 e proteínas folistatina-like 1 (FSTL1) é encontrada em uma "mensagem" única produzida pela célula. No entanto, miR-198 e a proteína FSTL1 não podem ser produzidas ao mesmo tempo. Estas duas moléculas também têm papéis opostos: miR-198 (encontrada na pele sem ferimentos) inibe a migração de células da pele e cicatrização de feridas, enquanto FSTL1 (expressa após a lesão) promove a migração de células da pele e a cicatrização de feridas.
 
Um interruptor molecular dita sua expressão, e, portanto, controla a "gangorra" entre células inativas da pele e a migração de células necessárias para a cicatrização de feridas.
 
O líder da pesquisa Prabha Sampath e sua equipe mostraram que a pele sem ferimentos saudável continha altos níveis de miR-198, mas não de proteínas FSTL1. Eles demonstraram que estes altos níveis de miR-198 evitam a migração de células da pele, suprimindo vários genes, como PLAU, LAMC2 e DIAPH1, que são necessários para os diferentes aspectos do processo de cicatrização de feridas. No entanto na lesão, miR-198 é desligado na ferida através de um sinal de fator de crescimento transformante ß1 (TGF-ß1). Isto permite que FSTL1 agora seja produzida, e os genes de migração da pele sejam desbloqueados, promovendo a migração de células da pele para o local da ferida para conduzir a cicatrização.
 
Os cientistas examinaram amostras de pele mais de feridas crônicas de pacientes com diabetes mellitus. Eles observaram que, ao contrário da pele saudável, que tinha sido ferida, a pele dessas pessoas mantinha níveis elevados de miR-198 e ausência de proteína FSTL1, indicando que esse "interruptor" é defeituoso em feridas crônicas.
 
" Seguindo em frente, nós esperamos traduzir esta pesquisa em resultados melhores para os pacientes. Podemos agora desenvolver esta investigação, para ver como podemos modular o interruptor defeituoso em feridas crônicas, visando como miR-198 e suas moléculas interagem, para desenvolver novas estratégias para o tratamento de feridas crônicas. Nossa pesquisa fornece uma compreensão abrangente do mecanismo do processo de cicatrização de feridas", conclui Sampath.
 
Fonte isaude.net

Trio de biomarcadores permite detectar câncer renal em estágio inicial

Teste que acusa presença dos marcadores demonstra alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico da doença
 
Investigadores do Yonsei University Health System, em Seul, na Coréia do Norte, identificaram três biomarcadores que podem ajudar a identificar o câncer renal em estágios iniciais.
 
A pesquisa, publicada no Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, sugere que os biomarcadores podem ajudar a capturar outros cânceres difíceis de serem detectados.
 
"Carcinoma de células renais é uma das formas mais difíceis de câncer de detectar e tratar adequadamente, porque permanece silenciosa até se disseminar para outros órgãos. O desenvolvimento de biomarcadores de um tumor no sangue é uma grande oportunidade para detectar esse assassino silencioso", afirma o pesquisador Nam Hoon Cho.
 
Cho e seus colegas criaram um imunoensaio para medir os níveis de três potenciais biomarcadores para o câncer de rim: nicotinamida N-metiltransferase (NNMT), L-plastina (LCP1) e proteína 1 de células não metastática (NM23A).
 
Usando este ensaio, os pesquisadores mediram as concentrações de NNMT, LCP1 e NM23A em 189 amostras de plasma de 102 controles saudáveis e pacientes com tumores benignos e 87 pacientes com câncer de rim. Os níveis plasmáticos indicaram que todos os três biomarcadores foram altamente elevados em pacientes com câncer de rim. Por exemplo, o nível mediano de concentração NNMT nos controles saudáveis foi de 68 pg / mL em comparação com 420 pg / mL para os doentes com câncer renal.
 
Em seguida, os investigadores testaram a capacidade do imunoensaio para distinguir amostras de plasma de indivíduos saudáveis e pacientes com câncer de rim, utilizando as mesmas 189 amostras de plasma já testadas.
 
Os resultados indicaram que o ensaio de três marcadores foi altamente preciso. Quando ele identificou corretamente 90% das amostras de controlos saudáveis, também corretamente identificou 94,4% das amostras de doentes com câncer renal.
 
Para validar a precisão do teste, os investigadores testaram um adicional de 100 amostras de plasma a partir de 73 controlos saudáveis e 27 pacientes com a doença. Nesta análise, 67 das 73 amostras dos controles saudáveis e todas as amostras de pacientes com câncer de rim foram classificadas corretamente.
 
"Se estes biomarcadores forem realmente válidos e precisos para detectar carcinoma de células renais, muitos pacientes poderiam ser salvos por meio do diagnóstico precoce", conclui Cho.
 
Fonte isaude.net

Homens têm esperma mais saudável nos períodos de inverno e primavera

Esperma é geralmente mais saudável no inverno e início da primavera
Imagem: Cloud
Esperma é geralmente mais saudável no inverno e início da primavera
Descoberta sobre padrão sazonal pode ser importante para casais que passam por tratamentos devido à infertilidade masculina
 
Homens têm esperma mais saudável nos períodos de inverno e início da primavera do que no verão. É o que revela estudo de pesquisadores israelenses.
 
A pesquisa mostra espermatozoides com maior número e velocidades mais rápidas e menos anormalidades no sêmen durante o inverno. A qualidade diminuiu de forma constante a partir da primavera.
 
Segundo os pesquisadores, isso pode explicar por que há tantos bebês nascidos no outono.
 
A razão pela qual o esperma parece ser saudável no inverno ainda não está clara. Uma teoria sugere que o esperma é afetado pela mudança de temperatura.
 
 
A equipe, liderada por Eliahu Levitas e seus colegas da Universidade Ben-Gurion, estudou amostras de sêmen de 6.455 mil homens que estavam sendo tratados para a infertilidade entre janeiro de 2006 e julho de 2009.
 
Destes, 4.960 tiveram produção normal de espermatozoides, e 1495 tiveram produção anormal, tais como baixa contagem de espermatozoides.
 
A Organização Mundial de Saúde define qualquer nível acima de 16 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen como uma contagem de esperma normal.
 
Levando em conta os cerca de 70 dias que leva para o organismo produzir uma célula de esperma, os pesquisadores descobriram que os homens com a produção de esperma normal tiveram o esperma mais saudável no inverno.
 
Por exemplo, os homens produziram cerca de 70 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen durante o inverno.
 
Cerca de 5% dos espermatozoides apresentaram motilidade "rápida", ou velocidade de natação, o que melhora a chance de um casal engravidar. Em comparação com o esperma produzido na primavera, no qual apenas cerca de 3% eram "rápidos".
 
Segundo os pesquisadores, se existir mesmo um padrão sazonal, esse conhecimento pode ser de extrema importância, especialmente para casais com infertilidade masculina que lutam com tratamentos de fertilidade prolongados e sem êxito.
 
Fonte isaude.net

Perda de sono pode ser primeiro sintoma notável de Alzheimer

David M. Holtzman, autor sênior do estudo
Foto: Washington University School/St. Louis
David M. Holtzman, autor sênior do estudo
Sono interrompido indica pessoas com doença em estágio inicial, mas que ainda não têm perda de memória ou déficits cognitivos
 
Perda de sono pode ser um sinal precoce da doença de Alzheimer, de acordo com estudo realizado por pesquisadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis, nos EUA.
 
A pesquisa revela que o sono interrompido indica pessoas que provavelmente têm estágios iniciais da doença de Alzheimer, mas ainda não têm perda de memória ou outros problemas cognitivos característica da doença avançada.
 
A descoberta confirma observações de estudos anteriores que mostraram uma ligação em camundongos entre perda de sono e placas no cérebro. Primeiros indícios sugerem que a conexão pode trabalhar em duas direções: placas de Alzheimer interrompem o sono e a falta de sono promove placas de Alzheimer.
 
Os problemas do sono são comuns em pessoas que têm doença de Alzheimer sintomática, mas recentemente os cientistas começaram a suspeitar que eles também podem ser um indicador precoce da doença.
 
"Essa ligação pode fornecer-nos um sinal facilmente detectável de patologia de Alzheimer. Quando começamos a tratar as pessoas que têm marcadores do início do Alzheimer, alterações do sono em resposta a tratamentos podem servir como um indicador da eficácia das terapias", afirma o autor sênior David M. Holtzman.
 
 
Holtzman e seus colegas recrutaram 145 voluntários, todos com idades entre 45 e 75 anos e cognitivamente normais no início da pesquisa.
 
Como parte de outras pesquisas no centro, os cientistas já tinham analisado amostras de fluidos espinhais dos voluntários para os marcadores da doença de Alzheimer. As amostras mostraram que 32 participantes tiveram a fase pré-clínica da doença de Alzheimer, o que significa que eram susceptíveis a ter placas amiloides no cérebro, mas não eram cognitivamente prejudicados.
 
Os participantes mantiveram diários de sono, durante duas semanas, observando o tempo em que foram para a cama e se levantaram, a informação do número de cochilos tirados no dia anterior e outras informações relacionadas ao sono.
 
Os pesquisadores monitoraram os níveis de atividade dos participantes por meio de sensores usados no pulso que detectaram movimentos do usuário.
 
"A maioria das pessoas não se move quando está dormindo, e nós desenvolvemos uma maneira de usar os dados recolhidos como um marcador para saber se uma pessoa estava dormindo ou acordada. Isto nos permite avaliar a eficiência do sono, uma medida da quantidade de tempo na cama que é gasto dormindo", explica a autora Yo-El Ju.
 
Os participantes que tiveram Alzheimer em estágio pré-clínico apresentaram pior eficiência no sono (80,4%) do que pessoas sem marcadores da doença de Alzheimer (83,7%). Em média, aqueles com a doença na fase pré-clínica ficavam na cama tanto quanto os outros participantes, mas passavam menos tempo dormindo. Eles também dormiam com mais frequência.
 
"Quando nós avaliamos especificamente os participantes com piores sonos, aqueles com uma eficiência de sono inferior a 75% eram cinco vezes mais propensos a ter doenças de Alzheimer pré-clínica", observa Ju.
 
A equipe agora está seguindo com os estudos em participantes mais jovens que têm distúrbios do sono. "Achamos que isso pode nos ajudar a ter uma ideia melhor para a forma como esta conexão flui. Isso vai nos ajudar a determinar se podemos mudar o curso da doença com medicamentos ou outros tratamentos" , conclui a pesquisadora.
 
Fonte isaude.net

Baixo nível de testosterona afeta 75% das mulheres com alguma disfunção sexual

Segundo a pesquisa, são necessários níveis mínimos deste hormônio para que exista a ativação do centro cerebral do prazer
 
A avaliação hormonal feita em mulheres por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que, das pacientes atendidas com alguma disfunção sexual no Hospital das Clínicas da UFMG, 75% apresentavam síndrome de insuficiência androgênica feminina, caracterizada por níveis reduzidos de testosterona. " A testosterona tem ação direta em receptores específicos relacionados ao prazer e à resposta sexual feminina" , explica a ginecologista Fabiene Bernardes Castro Vale, autora do estudo. Para a pesquisa, foram avaliadas 60 mulheres de 18 a 44 anos.
 
Segundo o estudo, são necessários níveis mínimos deste hormônio para que exista a ativação do centro cerebral do prazer. A queda em seus níveis, como acontece em algumas mulheres ao final dos 20 anos, tem sido demonstrada como causa da baixa de libido.
 
" Os mecanismos responsáveis pela resposta sexual feminina são complexos, dinâmicos e ainda não totalmente esclarecidos" , afirma Fabiene. " O que se conhece, porém, é que alterações anatômicas, desequilíbrios neuroendócrinos ou a diminuição dos hormônios sexuais podem levar à disfunção sexual" , acrescenta.
 
Para a ginecologista, o alto índice de mulheres afetadas por essas condições mostra que essa é uma questão que já deve ser tratada como um problema de saúde pública." A Organização Mundial de Saúde já reconhece a sexualidade como um aspecto central nas nossas vidas, e a saúde sexual como um direito garantido a todos. Mas o assunto ainda não é visto com a importância devida" , critica.
 
Avanços e perspectivas
Apesar do preconceito, a medicina sexual teve um importante avanço nos últimos anos, principalmente no que se refere à saúde sexual feminina. Um dos exemplos foi o Consenso de Paris, realizado em 2002, com o intuito de debater as questões de saúde sexual contemporâneas. Entre os resultados desse encontro está a definição do que seria a disfunção sexual feminina, apontada como " desordem persistente e recorrente do desejo ou interesse sexual,da excitação subjetiva e genital, no orgasmo e dor ou dificuldade para permitir ou completar a relação sexual" .

Visão ampliada
Fabiene ressalta que fatores biológicos, como as alterações hormonais, são apenas uma parte do problema,que envolve também fatores psicológicos e sociais. Atualmente,o modelo mais aceito para explicar a resposta sexual nas mulheres enfatiza a importância da intimidade emocional com o parceiro e a satisfação da própria percepção de desejo e necessidade sexual.
 
Com o objetivo de ampliar essa concepção, o estudo foi realizado com pacientes que não apresentavam problemas psicológicos, sociais ou no relacionamento. " Queríamos isolar estes fatores, para termos apenas a dimensão da influência das alterações hormonais" , explica Fabiene. Para a pesquisadora, o próximo passo é tentar quantificar essas mudanças. " Sabemos apenas que as alterações hormonais, principalmente a diminuição da testosterona livre, são frequentes nessas mulheres" , diz. " Com esse novo dado em mãos será possível prepararmos uma melhor abordagem no tratamento" , prevê.

Com informações da UFMG
 
Fonte isaude.net

Saiba como evitar aparecimento e amenizar efeitos de cravos e acne

Doença de pele atinge cerca de 80% da população entre 11 e 30 anos de idade
 
Acne é uma doença comum da pele que provoca espinhas quando os folículos pilosos, que se encontram sob a pele, se tornam obstruídos. A maioria das espinhas aparece na face, pescoço, costas, peito e ombros. Pessoas de todas as raças e todas as idades podem ter acne, entretanto ela é mais comum em adolescentes e adultos jovens. Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases (Instituto nacional de artrite e doenças osteomusculares e de pele norte-americano) calcula-se que 80% das pessoas entre 11 e 30 anos tenham espinhas em algum momento. Ainda assim, outras começam a apresentá-las após os 40 ou 50 anos. Acne não é grave, mas pode deixar cicatrizes.
 
Ninguém sabe exatamente o que provoca esta lesão. É provável que as alterações hormonais, tais como aquelas que ocorrem durante a adolescência ou a gravidez, têm alguma ligação com sua incidência, mas ainda existem muitos mitos sobre as causas da acne. O histórico familiar, por exemplo, pode ter relação com o aparecimento de espinhas ou não. Se a sua mãe ou seu pai tinham muitos problemas com acne, provavelmente você pode ter também. "Entretanto, o fator genético não é determinante", explica o dermatologista do Hospital Albert Einstein, Mário Grinblat.

O sistema imunológico também desempenha um papel. Algumas pessoas são sensíveis às bactérias que ficam presas no interior do folículo piloso, sendo mais propensas à inflamação que causa a espinha. Na maioria das pessoas a acne tende a desaparecer até os 25 anos, mas isso pode continuar por muito tempo na vida adulta. "Casos de lesões na terceira idade são cada vez mais comuns e refletem o caos da vida moderna: estresse e preocupação aumentam a secreção sebácea de qualquer indivíduo", completa.
 
Portanto, o estresse não causa acne, mas pode piorá-la. Outros motivos que muitas vezes podem piorar o quadro são: uso de maquiagem ou protetor solar oleoso, óleo bronzeador e produtos para o cabelo sem enxágue, alterações hormonais durante a menstruação, contraceptivos orais e alguns medicamentos, além de espremer ou molestar as erupções na pele e esfregá-las com força.

Com frequência se culpa o chocolate e alimentos gordurosos, mas na maioria dos casos há pouca evidência de que a comida tenha algum efeito sobre a acne. Outra crença comum é a de que a pele suja pode favorecer o aparecimento de lesões, mas saiba que cravos e espinhas não são causados pela sujeira.
 
Abaixo estão algumas maneiras de cuidar da pele e conviver com a acne numa boa:

- Lave a pele suavemente e sem exagero
Ainda que ajude a remover impurezas como o pó e a oleosidade dos poros, lavar o rosto em excesso pode levar à secura e irritação, ocasionando mais erupções. É aconselhável que você evite esfregar a pele do seu rosto, pois isso pode irritar a pele. Como regra geral, lavar o rosto duas vezes ao dia com sabão neutro e exercícios na água em um movimento circular e enxugue quando você está feito.
 
- Evite tocar sua pele
Espremer uma espinha pode aparentar que tenha desaparecido temporariamente, no entanto, removê-la pode fazê-la ficar por mais tempo. Quando você aperta e tenta extrair uma espinha, pode estar empurrando ainda mais profundamente as bactérias para dentro da pele, causando inchaço e irritação e cicatrizes vermelhas ou marrons.

- Faça a barba com cuidado
Se você usa lâmina, certifique-se de que é afiada e não está enferrujada. Lave o rosto com água e sabão antes de colocar o creme de barbear, isso vai ajudar a amaciar a barba. Raspe suavemente e somente quando necessário;

- Evite ficar no sol
Muitas medicações para acne podem causar queimaduras em algumas pessoas. Estar ao sol por muito tempo pode causar rugas e aumentar o risco de câncer de pele. Embora um bronzeado possa, temporariamente, mascarar as espinhas, o sol pode causar ressecamento e irritação da pele resultando em sucessivos surtos de acne no futuro;

- Lave o cabelo regularmente
Se você tem cabelos oleosos, deve lavá-los todos os dias.
 
Fonte Minha Vida

Humor: Rodízio de funcionários fantasmas

10 maneiras de prevenir e controlar a hipertensão

Novos dados indicam que a doença atinge 23,3% dos brasileiros
 
Segundo o Ministério da Saúde, quase um quarto da população brasileira sofre com a doença crônica (23,3%). Esse dado diminuiu em relação ao ano passado (24,4%), mais ainda representa um aumento se comparado aos últimos cinco anos, já que em 2006 a proporção era de 21,6%.

A pesquisa, feita com 54.339 adultos, faz parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e revela que o diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres - 25,5% - do que em homens - 20,7%. A prevalência da doença também aumenta com a idade, afetando mais de 50% das pessoas com 55 anos ou mais.

A hipertensão, conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. "Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. Além disso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal", explica o cardiologista Enéas Rocco. Essa doença pode desencadear males que envolvem o sistema circulatório, desde um infarto até um derrame cerebral. Entretanto, há hábitos de vida que implicam em pequenas mudanças que estão totalmente ao alcance e podem blindar seu organismo.
 
Confira 10 dicas para afastar essa doença silenciosa:

Pressão arterial - Foto: Getty ImagesUm hábito prático e saudável: para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.
                  
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesReduza (não elimine) o sal: o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. Além disso, hoje existe uma boa substituição: o sal diet pode ser útil na dieta do hipertenso, substituindo parte do cloreto de sódio pelo cloreto de potássio - e nisso, ele é duplamente benéfico, por reduzir o sódio e por adicionar potássio, sendo esse último um elemento muito importante na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial. Além dos cuidados em relação ao consumo de sal, quem já apresenta a hipertensão deve seguir uma dieta balanceada, privilegiando frutas e verduras, carne magra, laticínios desnatados, grãos e cereais.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesPerdendo medidas: pesquisadores do Instituto de Nutrição da UFRJ descobriram que um mal, muitas vezes esquecido, tem grande influência na hipertensão: o acúmulo de gordura na cintura. O indicador é sinal de alerta quando as medidas ultrapassam 102cm para os homens e 88cm nas mulheres, pois essa gordura abdominal duplica as chances de hipertensão, infarto e diabetes. Para reduzir os alimentos gordurosos na alimentação vale incluir frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros como filé mignon e músculo.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesBeba com moderação: a redução da ingestão de álcool também auxilia o controle da pressão arterial, porém não é necessária a abstinência. Para não passar da conta, a recomendação é a seguinte: a ingestão de bebida alcoólica deve ser limitada a 30g álcool/dia contidas em 600 ml de cerveja (5% de álcool) ou 250 ml de vinho (12% de álcool) ou 60ml de destilados (whisky, vodka, aguardente com 50% de álcool). Este limite deve ser reduzido à metade para homens de baixo peso, mulheres e indivíduos com sobrepeso e/ou triglicérides elevados.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesApague o cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente, além de comprometer toda a sua saúde a longo prazo. "Parar de fumar é fundamental", alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa. Isso ocorre porque a nicotina do cigarro aumenta a pressão arterial - o que não significa que fumar cigarros com baixos teores de nicotina diminua consideravelmente o risco de doenças cardíacas.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesConte até dez: o estresse aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, desencadeando a hipertensão e doenças do coração. Uma das doenças relacionadas à estafa, ou seja, a doença mais conhecida como fadiga, que causa dores musculares e cansaço físico ocasionados principalmente pela combinação entre desgaste excessivo (sem respeitar um tempo de descanso e recuperação) e pela má alimentação. Nestes casos, o tratamento é uma mudança radical na rotina e na alimentação. As dicas dos especialistas são controlar s emoções e procurar incluir atividades relaxantes na sua rotina.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesVitamina D sempre: um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesMonitore seu coração: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. No mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem medir a pressão arterial. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios. Quem já possui a doença deve ir medi-la a cada mês e ir ao médico a cada seis meses para verificar a medicação que está tomando.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesBenefícios adicionais do sexo: um estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa contou com a colaboração de três mil homens de 45 a 59 anos de idade. De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão subsequente é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos.
 
Pressão arterial - Foto: Getty ImagesTire as crianças da frente de TV: crianças que passam muito tempo em frente à televisão têm mais chances de apresentar elevação da pressão arterial independentemente do seu nível de gordura corporal ou peso, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. A pesquisa analisou a relação entre a pressão arterial das crianças e sua escolha de passatempos passivos, como assistir à TV, usar o computador e ler. De acordo com os pesquisadores, ver TV é mais nocivo do que jogar vídeo-game, por exemplo, porque a ação de jogar demanda o mínimo de movimentos da criança. Enquanto a TV, além de estimular o comportamento passivo, normalmente vem associada ao consumo de guloseimas, como salgadinhos e biscoitos, cheios de sal e gordura, que também contribuem para o aumento da pressão.

Fonte Minha Vida

Conheça as principais características da TDAH em jovens

Novo estudo destaca grande prejuízo na atenção em curto e em longo prazo
 
Uma nova pesquisa da Unifesp revelou o perfil de desempenho dos adolescentes brasileiros com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). O estudo destaca três características que identificam este perfil: prejuízo nas atenções focada e sustentada e na vigilância. Os resultados podem ser aplicados para o desenvolvimento de novos tratamentos a fim de amenizar os sintomas.

De acordo com os pesquisadores, o tratamento com medicamentos não é a única alternativa para o controle da TDAH. "É possível o uso de treinos mentais (cognitivos) para melhora de desempenho da atenção como uma proposta de reabilitação e não como uma proposta de cura, pois o TDAH não é visto como uma doença, portanto não há uma cura", explica o pesquisador Thiago Strahler Rivero.
A partir dos resultados da pesquisa é possível estabelecer um tratamento direcionado que promova as melhores respostas de acordo com o perfil dos adolescentes. "O treino de atenção é individual. A partir de nossos estudos, desenvolvemos materiais de apoio para o grupo clínico como jogos de treinamento ou manuais de terapia", explica Mônica Miranda, coordenadora do núcleo de avaliação de neuropsicologia interdisciplinar do Centro Paulista de Neuropsicologia, parceiro da Unifesp no atendimento aos pacientes.

O estudo realizado com 490 adolescentes sem histórico de distúrbios. Dentro do grupo foram identificados e selecionados dois grupos de adolescentes entre 12 a 18 anos, 28 com TDAH e 28 considerados sadios.

Durante o processo, o desenvolvimento dos dois grupos foi avaliado através de um teste de desempenho (teste de desempenho contínuo do Conners). Durante o teste, foi aplicado um questionário que aponta 15 medidas de avaliação e que explorou a estatística fatorial deste desempenho, o que possibilitou a identificação dos três fatores que mais prejudicam adolescentes com TDAH.
O método do teste apresentava 360 letras, divididas em seis blocos distintos, que surgiam na tela do computador em intervalos de 1,2 ou 4 segundos. Para cada letra, o participante deveria reagir teclando caracteres pré-determinados.

Para Orlando Francisco Amodeo Bueno, chefe da disciplina de Memória do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, a atenção focada está associada à capacidade do indivíduo em concentrar-se em uma atividade. Por outro lado, a atenção sustentada é a habilidade de manter-se na mesma atividade por um longo período. Já a vigilância é a aptidão de cada um em responder a situações não previsíveis.

O TDAH é um transtorno cada vez mais comum entre as pessoas. Atualmente, cerca de 5% das crianças e adolescentes do mundo sofrem com o problema que, embora apareça na infância, pode acompanhar o indivíduo até a fase adulta, agravando outros problemas e atrapalhando o desenvolvimento da vida pessoal e profissional.
Seus principais sintomas são a desatenção, inquietude e impulsividade. Entretanto é comumente associado com outros transtornos mentais e de desenvolvimento como o Transtorno de Aprendizagem, o que acaba dificultando a diferenciação entre as crianças que apresentam ou não o problema.

Além disso, falta de informação e falhas no diagnóstico são fatores importantes que refletem o quadro atual do transtorno, onde crianças que não apresentam TDAH são tratadas indevidamente, enquanto outras que têm o transtorno acabam ficando sem tratamento.

Os dados obtidos na pesquisa devem ser utilizados como suporte para outros estudos, bem como aos tratamentos oferecidos pelo Centro Paulista de Neuropsicologia, que envolvem desde terapias, treinos e atividades, até o acompanhamento adequado dos pais de jovens com o problema, para que estes possam reagir de maneira adequada às situações apresentadas pelo TDAH.
 
Tratamento na universidade
Adolescentes já diagnosticados com o transtorno já podem inscrever-se nos grupos de terapia associada a diferentes tipos de treinos. Neles, durante vinte semanas, quatro grupos de cinco pessoas participam de atividades variadas.

O projeto da Unifesp também está associado com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que também já está com as inscrições abertas para novos grupos de adolescentes. Os resultados obtidos através dos estudos com os dois grupos servirão de apoio para apontar os impactos dos tratamentos propostos sobre a saúde dos participantes de cada atividade realizada.

Para inscrições no projeto de tratamento em São Paulo e informações sobre o projeto na Bahia entre em contato com o Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp, localizado na Rua Embaú, 54, São Paulo (SP) ou pelos telefones: (11) 5549-6899 / 5549-8476
 
TDAH nos adolescentes
De acordo com a Neuropsiquiatra e psicoterapeuta Evelyn Vinocur, especialista do Minha Vida, o TDAH é responsável pelo comprometimento de atividades cerebrais responsáveis pela funções executivas do cérebro. "Mais especificamente, a região anterior do lobo frontal (região pré-frontal) é a responsável pelas funções executivas, que vão desde a capacidade do indivíduo planejar e desenvolver estratégias para a resolução de problemas à realização de metas de vida", explica a especialista.

A especialista ainda explica que a flexibilidade e o manejo de múltiplas fontes de informação podem ser alguns dos principais prejudicados pelo transtorno. "Praticamente, quase tudo na vida é função executiva. Estabelecer prioridades, estar motivado para iniciar o dia, planejar-se com antecedência para o dia seguinte, ter o autocontrole e autorregulação das emoções, colocar suas ideias em uma lógica para que sejam bem sucedidas", diz Evelyn.

O que se sabe é que o amadurecimento das regiões cerebrais responsáveis pelas funções executivas só se completa por volta dos 20 anos de idade. O que excluiria crianças pequenas de terem problemas sérios relacionados ao transtorno, afinal sempre têm um adulto por perto para suprir tais funções executivas, supervisionando-as todo o tempo, por exemplo, lembrando-as da hora do banho, de estudar para a prova ou arrumar roupas e gavetas.
 
No entanto, a especialista revela que o problema pode aparecer sim entre os jovens. "O problema começa quando a criança portadora de TDAH (o TDAH cursa com comprometimento das funções executivas) cresce e passa a ser visto pelos pais como um pequeno adulto (o filho idealizado). Quem nunca ouviu um pai ou uma mãe dizendo que seu filho (ou filha) de 10, 12 ou 15 anos já está um rapaz, uma moça, que são muito responsáveis e que já se viram sozinhos pra tudo", explica Evelyn.

A adolescência é uma fase muito difícil, devido a suas transformações e barreiras a serem superadas. No entanto, muitos jovens podem não estar preparados para passar por isso. "Se os adolescentes de modo geral ainda precisam muito do apoio e suporte dos pais, mais ainda os adolescentes portadores de TDAH, que certamente apresentarão mais problemas acadêmicos e de socialização do que jovens da mesma idade, não portadores de TDAH", conclui a especialista.
 
Fonte Minha Vida

16 dicas para melhorar a vida da criança com TDAH

Ajude a criança a lidar com a falta de atenção, desorganização e impulsividade
 
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é o transtorno psiquiátrico mais comum não-diagnosticado entre os adultos e um dos mais prevalentes na população mundial: 3 a 5% de adultos e crianças apresentam o problema, segundo o psicólogo clínico Ronaldo Ramos, diretor executivo da Associação Brasileira de TDAH. Um novo levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também mostra que o consumo do medicamento metilfenidato, usado para o tratamento de hiperatividade, cresceu 75% de 2009 a 2011 por crianças com idades entre seis a 16 anos.

"O uso de medicação contra TDAH pode ser iniciado por volta dos oito anos de idade, de forma a estimular uma maior produção de neurotransmissores no cérebro da criança e melhorar a atenção", explica o psicólogo Ronaldo. Mas é preciso fazer um diagnóstico preciso da doença antes e - se realmente for detectado o problema - aliar ao tratamento medicamentoso terapias e alguns hábitos diários.
 
Confira o que especialistas recomendam aos pais e responsáveis para melhorar o convívio, o bem-estar e o desenvolvimento da criança:
 
Caderno para anotar regras - Getty ImagesRegras são necessárias
A neuropsiquiatra Evelyn Vinocur, especialista em TDAH, dá a seguinte recomendação: "Estabeleça regras de modo simples e específico e escreva-as em post-its que fiquem em locais de fácil visão para o seu filho". Você também pode pedir para que ele repita as instruções, de forma a fixá-las, mas sem esbravejar - sempre com paciência.

Segundo o psiquiatra infantil Gustavo Teixeira, professor visitante do Departament of Special Education da Bridgewater State University, nos Estados Unidos, crianças com TDAH apresentam dificuldade em se organizar, são "esquecidas". "Devemos auxiliar com estratégias que prendam a atenção e as façam se lembrar de compromissos e regras", explica o médico.
 
Mãe abraçando o filho - Getty ImagesReforço positivo
Gustavo Teixeira conta que elogios são bons exemplos de reforço positivo em casos de bons comportamentos: "Vamos lá", "você consegue", "parabéns", "bom trabalho". Fique atento a todas as oportunidades para elogiar sempre que ele fizer algo corretamente. "Mas tenha cuidado para não exagerar demais quando há pequenos acertos, pois ele vai perceber", comenta Evelyn Vinocur. Procure elogiar o que há de melhor na criança.
 
Pai dando bronca na filha - Getty ImagesLimite de críticas
Se não for possível elogiar o comportamento, dê um retorno mesmo assim - sempre por meio de um diálogo. Lembre-se de que isso não é um passe livre para criticar demais a criança, mas sim esclarecer o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento. "Criticar demais prejudica a autoestima da criança, que é ainda mais vulnerável por causa do TDAH", explica o psiquiatra infantil Gustavo. Cobre empenho e não resultados.
 
Mãe e filha anotando um calendário com as atividades - Getty ImagesPlaneje as atividades
"Crianças com TDAH apresentam dificuldade em gerenciar o tempo e se organizar em qualquer atividade", explica Gustavo Teixeira. Por isso, ajude o seu filho a mudar de forma suave e gradativa, planejando com antecedência as atividades. Procure também preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência.
 
Filho destruindo os brinquedos - Getty ImagesPaciência e humor
É verdade que todos os pais precisam ter muita paciência e bom humor para educar os seus filhos, mas pais de crianças com TDAH precisam reforçar um pouco mais esse cuidado. Pode ser difícil entender algumas atitudes impulsivas da criança, que tende a agir e falar em alguns momentos sem pensar ou a não prestar atenção em assuntos importantes. "Com senso de humor e calma, você terá condições de evitar conflitos", sugere Evelyn Vinocur.
 
Pais discutindo com a criança na frente - Getty ImagesRespeito e compreensão
"Tenha sempre em mente que você está lidando com uma condição médica que seu filho tem e não com uma falha de caráter", afirma Evelyn Vinocur. Espere que seu filho tenha dias bons e ruins, mas lembre-se de que culpar o seu filho, você ou seu companheiro não vai ajudar em nada. "Todos vocês estão juntos no mesmo barco e fazendo o melhor que podem", diz a neuropsiquiatria.

Não se esqueça de que seu filho está tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue por conta das características do TDAH. Procure não desanimar diante dos obstáculos. Converse bastante com especialistas para se sentir melhor e mais seguro diante de suas atitudes com a criança.
 
Criança cheia de dúvidas - Getty ImagesSeja objetivo
Mantenha limites claros e consistentes, olhando nos olhos da criança sempre que for falar e relembrando-os com frequência. "Não fale muito nem seja mole demais - responda com clareza a ação apropriada", sugere Evelyn Vinocur. Dessa forma, você facilita o entendimento e a compreensão das regras.
 
Irmaõs competindo no braço de ferro - Getty ImagesEvite comparações
Se você tem mais de um filho, não faça comparações entre eles.
 
"Cada criança tem suas facilidades ou dificuldades específicas e fazer comparações pode estimular a competição entre elas e prejudicar a autoestima", esclarece o psiquiatra infantil Gustavo.
 
Criança pensando e conversando com o pai - Getty ImagesSaiba o que a criança está sentindo
Não sabe como? O diálogo é sempre o melhor caminho. "Conversar, explicar, orientar, apoiar e procurar entender as dificuldades da criança é fundamental para ajudar no desenvolvimento acadêmico e social", afirma Gustavo Teixeira. Nessas conversas, procure sempre perguntar do que a criança precisa e o que está achando das coisas. É claro que não vai dar para atender a todos os pedidos dela, mas é possível estabelecer acordos.
 
Mãe ajudando filho a terminar tarefa - Getty ImagesAtividades sempre finalizadas
Ensine a criança a não interromper as atividades. O psicólogo clínico Ronaldo Ramos, diretor executivo da Associação Brasileira de TDAH, conta que a criança com a doença tem dificuldade de completar tarefas porque há outros estímulos dentro do ambiente que ela está que chamam a sua atenção, dificultando o foco. "Procure estabelecer um período certo para a tarefa que não seja muito prolongado, incluindo também alguns momentos de descanso entre uma atividade e outra", sugere o especialista.
 
Quarto da criança - Getty ImagesQuarto sem estímulos exagerados
O quarto não pode ser um lugar repleto de elementos que vão desviar o foco da criança, como brinquedos, pôsteres, etc. "Isso não quer dizer que não é possível decorar o ambiente do seu filho, mas sim que é preciso isolar alguns locais específicos", explica o psicólogo Ronaldo, que dá um exemplo: o canto onde a criança vai estudar precisa ser uma escrivaninha com poucos objetos em cima e sem muitos pôsteres na parede. "Esse cuidado é uma forma de melhorar o rendimento da atenção."
 
Mãe e filha praticando exercícios - Getty ImagesEstimule a pratica de atividades físicas
A criança com TDAH que tem agitação psicomotora pode se beneficiar dos exercícios físicos. "É bom intercalar atividades mais calmas com atividade física, como forma de lazer e para gastar um pouco da energia e diminuir a agitação", explica Ronaldo Ramos. Mas é importante estabelecer regras: pode jogar futebol por uma hora, por exemplo, e não durante mais de quatro horas seguidas. "A criança pode não ter limites se gostar muito da atividade, a ponto de não se dedicar a outras atividades e ficar exausta", conta o psicólogo.
 
Crianças vendo livro infantil juntas - Getty ImagesEstimule amizades
É por meio do contato com outras crianças que o seu filho também irá aprender algumas regras de sociabilidade e estabelecer limites para suas atitudes. "As crianças hiperativas falam tudo o que vem à cabeça, sem filtrar, e podem se tornar desagradáveis nos relacionamentos", diz o psicólogo Ronaldo. "Já as crianças que são mais desatentas tendem a ser mais introspectivas, precisando de um estímulo para se relacionar." Procure sempre conversar com os professores da escola para saber como anda o convívio do seu filho com os colegas e o comportamento de todos.
 
Pai ensinando filho a preparar salada - Getty ImagesEstimule a independência
É nos pais que a criança com TDAH encontra um porto seguro que está sempre à disposição para ajudá-la a se organizar, a agir e a não perder o foco.
 
"Não é errado, mas é preciso fazer com que ela aos poucos se lembre das regras e se organize sozinha", recomenda Ronaldo Ramos.
 
Jogo de tabuleiro - Getty ImagesBrincadeiras com jogos e regras
Além de serem divertidas, essas brincadeiras desenvolvem a atenção da criança e permitem que ela se organize por meio de regras e limites.
 
Desse modo, o filho aprende a participar e a compreender momentos de vitória, empate e de derrota.
 
Criança dormindo no colo da mãe - Getty ImagesRecarregue a "bateria"
Algumas crianças com TDAH podem descarregar a energia rapidamente. Se for o caso do seu filho, procure sempre incluir momentos na rotina para recarregar a disposição: um simples cochilo durante o dia, o hábito de passear com o cachorro, um fim de semana diferente longe de casa, entre outras atividades. Descubra como a sua criança pode se sentir melhor.
 
Fonte Minha Vida

Sete sinais identificam TDAH em adultos

Atenção a dificuldades de relacionamento, atrasos e sentimento de solidão
 
Mais notado em crianças, o Transtorno de Déficit de Atenção, também conhecido como TDAH, causa uma série de complicações no aprendizado e no convívio com outras pessoas. Muitos adultos, no entanto, cresceram com o problema e nem sabem que a dificuldade em se concentrar é um problema com tratamento e controle bem definidos. Dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) estimam que 4% da população adulta pode ter déficit de atenção e, aproximadamente, 80% dos casos tiveram início na infância.

"Esse transtorno, pouco associado aos adultos, pode causar problemas de autoestima em todas as idades. É uma condição grave que se caracteriza por um padrão crônico de desatenção, hiperatividade  e impulsividade, podendo afetar seriamente a qualidade de vida", afirma a psicoterapeuta Evelyn Vinacur, especialista do Minha Vida e membro da Associação Brasileira de Déficit de Atenção.
 
Fique atento aos seguintes sintomas e procure ajuda de um psiquiatra ou de um psicólogo para ter certeza quanto ao diagnóstico e evitar problemas de relacionamento no trabalho ou entre os amigos:
 
Atraso - Foto Getty ImagesAtrasos frequentes
Ao contrário do que acontece com as crianças, que normalmente têm os pais para organizar suas tarefas, os adultos portadores de TDAH apresentam dificuldade freqüente de cumprir horários e compromissos. No trabalho, essas pessoas tendem a adiar tarefas que julgam desinteressantes ou desagradáveis. "Isso é um problema bastante sério, porque atrapalha a produtividade profissional e pode prejudicar o andamento da equipe inteira", afirma a psicoterapeuta Evelyn Vinacur.
                   
desorganização - Foto Getty ImagesFalta de organização
Geralmente, portadores de TDAH custam a se organizar ou terminar uma tarefa antes de começar outra, transformando a rotina em uma bagunça. Esse quadro dá impressão de que sempre falta tempo para realizar as tarefas necessárias. "Um portador de TDAH tem muita dificuldade de estabelecer prioridades e faz, na maioria das vezes, apenas aquilo que é do seu interesse. Tarefas rotineiras, ainda que importantes, sempre ficam para depois", diz Evelyn Vinacur.
 
Briga de casal - Foto Getty ImagesDificuldade de manter relacionamentos
As mudanças de comportamento e a dificuldade de seguir regras prejudicam o convívio de adultos com TDAH com outras pessoas. "Eles são normalmente mais mandões e não conseguem cumprir acordos, o que dificulta relacionamentos longos", diz Evelyn Vinocur. De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, aproximadamente 25% dos adultos com TDAH podem ter sérios problemas de conduta antissocial. "O convívio com outras pessoas é bastante desgastante para esses pacientes, que costumam se sentir isolados e solitários, abrindo espaço para a depressão", afirma a psicoterapeuta.
 
estresse - Foto Getty ImagesDepressão e estresse
Os pais normalmente reparam em alterações de humor nos filhos, facilitando o diagnóstico precoce de TDAH. Mas, nos adultos, o estresse e depressão são mais associados à rotina muito agitada e, raramente, levam as pessoas a um médico que pode fazer o diagnóstico de déficit de atenção.

"Ter dificuldades para se concentrar em tarefas importantes gera bastante estresse e ansiedade. Esses sintomas passam a se manifestar fisicamente, provocando dores de cabeças e nos músculos das costas", diz a psicóloga Adriana Araújo, autora do livro Treinamento Prático de Memorização (Editora Universo dos Livros, 160 páginas).
 
Grito - Foto Getty ImagesDificuldade para se expressar
Em situações sociais, principalmente entre pessoas estranhas ou de relacionamento distante, portadores de TDAH sentem um imenso desconforto, com medo de ouvirem perguntas e não saberem como respondê-las. "A dificuldade em se concentrar no que está sendo dito faz com que o paciente vítima de déficit de atenção tenha medo de acompanhar e participar da conversa", diz a psicóloga Adriana Araújo. Esses adultos muitas vezes mostram uma tendência a interromper os outros, deixam escapar comentários inadequados e falam muito alto, tentando compensar a sua dificuldade de expressão.
 
Briga de casal - Foto Getty ImagesRepetir palavras com frequência
Portadores de déficit de atenção também repetem palavras, frases ou mesmo gestos com maior frequência.
 
Segundo Evelyn Vanicur, isso pode se manifestar tanto na fala quanto na escrita. "Esse problema contribui para a dificuldade de se expressar, já que repetir muitas palavras pode parecer nervosismo e insegurança para outras pessoas", explica.
 
dirigir - foto getty imagesProblemas ao dirigir
Assim como as crianças, os adultos com TDAH têm dificuldades de realizar tarefas que exijam concentração, como dirigir. Eles tendem a olhar mais para o rádio, celular ou para as pessoas do banco de trás. "Uma pessoa com transtorno de déficit de atenção não precisa parar de dirigir, mas deve procurar um psiquiatra se as distrações começarem a ficar mais frequentes", alerta Adriana Araújo.
 
Fonte Minha Vida