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quarta-feira, 13 de março de 2013

Sistema de saúde deveria ser parecido com a indústria aérea?

Por InformationWeek Brasil
 
Tal comparação não só diz que a indústria da saúde deve mudar, mas que essas mudanças devem ser drásticas e arrebatadoras
 
A coisa mais ousada que ouvi no primeiro dia do HIMSS 13, o maior evento de TI de saúde, que aconteceu em Nova Orleans, foi que a indústria de sistemas de saúde deve ser mais parecida com a indústria aérea. O que a área de saúde pode aprender com uma indústria financeiramente estagnada, que as pessoas amam odiar?
 
O fato é que as companhias aéreas americanas atenderam, em 2010, 52% mais gente do que em 1995 e, ainda assim, com 2% menos funcionários. As empresas conseguiram isso ao eliminar luxos, como as refeições na classe econômica e voando com capacidade máxima. É verdade, também, que essas empresas eliminaram diversos cargos nos balcões de embarque e call center de reservas e os substituíram por quiosques de autoatendimento e reservas online.
 
“Fazemos muito do trabalho deles por eles – e gostamos disso”, disse Warner Thomas, CEO do grande Ochsner Health System, da Louisiana, durante apresentação no HIMSS. As pessoas, hoje, protestariam se perdessem a habilidade de buscar online informações sobre voos e pudessem fazê-lo apenas por telefone, disse Thomas. “Como podemos fazer com que as pessoas aproveitem melhor suas consultas conosco? Para verificarem os resultados?”, questionou ele.
 
Comparar a indústria aérea com a indústria da saúde foi uma escolha inspirada por Thomas. É uma forma dizer que a indústria da saúde não só precisa mudar, mas que essa mudança precisa ser drástica e arrebatadora. Thomas também falou sobre o uso de caixas eletrônicos nos bancos, que também permitem que o autoatendimento dos clientes, e de grandes varejistas, como Amazon.com e Wal-Mart, que utilizam análises para compreender melhor seus clientes e suas operações.
 
Thomas especificou em números: serviços de saúde devem ser entre 15% e 20% mais baratos. Isto não vai acontecer sem uma mudança radical. “Vamos precisar mudar a forma como fazemos negócio”, afirmou.
 
Um exemplo dessa mudança radical, que eu vi durante o HIMSS, foi a startup HealthSpot, que oferece um quiosque de telemedicina para interação remota entre paciente e médico, incluindo não apenas vídeo, mas um medidor de pressão, termômetro, estetoscópio e outras ferramentas que o paciente pode utilizar em si mesmo com a supervisão remota de um médico. Conforme andei pelo HIMSS, no entanto, me impressionei com a pouca quantidade de ideias, como a da HealthSpot, que envolvem mudanças radicais na forma como os pacientes interagem com seus provedores de serviços de saúde.
 
Em sua apresentação, Thomas falou sobre três resultados que ele espera que a TI de saúde possa entregar: cuidados mais seguros e de alta qualidade; custos mais baixos; e médicos mais felizes e produtivos.
 
Duvido que este último seja possível. Chegar a este futuro estado dos serviços de saúde, um que custe um quinto menos, nem sempre deixará felizes aqueles que trabalham na indústria – ou que recebem os serviços da indústria. A indústria aérea teve de fazer escolhas muito difíceis sobre quais serviços poderia ou não oferecer. Os sistemas de saúde terão muito mais dessas decisões infelizes a tomar.

Fonte Saudeweb

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