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quarta-feira, 16 de março de 2011

Dicas: 14 aplicativos médicos de sucesso no mercado

por Saúde Business Web 15/03/2011 Alguns são voltados para áreas clínicas, outros tem um perfil de gestão, mas todos são úteis para os profissionais e instituições de saúde O Saúde Business Web preparou uma lista com mais de dez aplicativos para uso na área médica para o iPad e iPhone da Apple. Alguns são voltados para as áreas clínicas, outros tem um perfil mais de gestão, mas todos são muito úteis para os profissionais e instituições de saúde. Além das imagens dos aplicativos, você pode conferir a descrição, preço e o link para baixá-lo. http://www.saudebusinessweb.com.br/galeria/album.asp?codAlbum=378&CodSlide=3954&PagAtualThumb=1

Saúde libera R$ 94 mi extras para santas casas

por Saúde Business Web 15/03/2011 Recursos são referentes ao programa Pró-Santas Casas, que oferece auxílio mensal fixo para compensar o déficit dessas instituições A Secretaria de Estado da Saúde anunciou liberação de R$ 94 milhões extras para santas casas e hospitais filantrópicos do Estado de São Paulo. Os recursos são referentes ao programa estadual Pró-Santas Casas, que oferece auxílio mensal fixo para compensar o déficit que essas instituições têm com a tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), definida pelo Ministério da Saúde. No total, 121 instituições serão beneficiadas pelo programa neste ano. Somente deixarão de receber os recursos os hospitais filantrópicos que tenham pendências com documentos ou prestação de contas. Os valores se referem aos repasses do primeiro semestre de 2011. As santas casas respondem por aproximadamente 55% das internações realizadas na rede pública de saúde paulista. Por isso a Secretaria auxilia constantemente essas unidades com repasses extras. Para receber recursos do Pró-Santas Casas, as instituições são escolhidas pela Secretaria juntamente com os secretários municipais de saúde. A definição dos hospitais contemplados leva em consideração critérios como existência de mais de 30 leitos, prestação de atendimento regional relevante e situação regular junto a órgãos competentes, como Vigilância Sanitária. O valor do incentivo repassado a cada instituição está relacionado ao número de habitantes da região a ser atendida. Na maior parte dos casos, 70% dos recursos são pagos pelo Estado e os 30% restantes, pelas prefeituras de cada região. Os R$ 94 milhões se referem ao repasse do tesouro estadual. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76625

Cinco mil servidores da saúde também entrarão em greve

por Saúde Business Web 15/03/2011 Paralisação deve acontecer em protesto contra a proposição do Pedro Henry de mudar o modelo de gestão da área e pela implantação do PCCS Os servidores da rede estadual de saúde de Mato Grosso podem paralisar as atividades a partir de quinta-feira (17). São cerca de cinco mil que devem cruzar os braços, assim como os médicos, em protesto contra a proposição do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, de mudar o modelo de gestão da área, além da luta pela implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). As informações são do Só Notícias, jornal do interior do Mato Grosso. Com a greve, ficariam prejudicadas as áreas administrativas e técnicas na Secretaria de Estado de Saúde, em Cuiabá, nos escritórios regionais e unidades médicas pelo Estado. Seriam mantidos apenas os serviços de urgência e emergência, por ser essencial à população. De acordo com a assessoria do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e Meio Ambiente (Sisma), nesta terça-feira, os representantes da categoria tem reunião marcada com o secretário de Estado de Administração, Cesar Zílio, para discutir o PCCS. Nesta audiência deve ser debatido principalmente o impacto da folha salarial destes servidores com a implantação do Plano. Na quinta-feira (17), acontecerá uma audiência pública na Assembleia Legislativa para debater a saúde no Estado. Neste dia, os servidores da área, assim como os médicos em greve devem participar e protestar contra o modelo de gestão a ser implantado. A partir desta audiência é que deve ser definida se os trabalhadores da pasta irão ou não seguir os mesmos passos dos médicos. Os médicos da rede estadual de Saúde entraram em greve no dia 10. Eles acreditam que a transferência da administração dos hospitais de responsabilidade do Estado para as Organizações Sociais (OS) é uma forma de privatizar o setor. A decisão atinge cerca de 500 profissionais em todo o Estado. Pela proposta do secretário, as Organizações de Saúde, que são entidades filantrópicas credenciadas pelo Ministério da Saúde, administrariam as unidades hospitalares com custos em média de 30% menores. Henry disse que o modelo implementado em unidades de saúde de todo o Brasil tem resultados mais do que satisfatório e lembrou que o setor que conduz é dinâmico e exige mudanças constantemente para atender as reais necessidades da população de uma maneira em geral. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76606

Remédios da Hypermarcas vão subir 4,57% em abril

por Saúde Business Web 15/03/2011 Segundo o diretor-presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo, o desempenho da farmacêutica não deve continuar na mesma velocidade em 2011 A Hypermarcas - umas das líderes em medicamentos genéricos - vai reajustar os preços de seus produtos em média 4,57% a partir de 31 de março. As informações são do jornal Valor Econômico Uma resolução publicada este mês no Diário Oficial da União autoriza aumento de 3,54% a 6,01% para medicamentos. Em 2010, o crescimento orgânico do segmento farmacêutico para mesmas marcas da companhia (aquelas que pertencem ao portfólio há pelo menos 12 meses) foi de 22%. Segundo o diretor-presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo, o desempenho da farmacêutica não deve continuar na mesma velocidade em 2011. Para ele, os ajustes na taxa básica de juros, com o objetivo de conter a inflação, devem desacelerar a demanda. Bergamo considera, entretanto, que a nova regra para compra de antibióticos em farmácias, em que uma via da prescrição médica fica retida, é um ponto favorável à empresa. A medida faz muitos consumidores migrarem para anti-inflamatórios e antigripais, segmentos em que a Hypermarcas tem forte atuação. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76600

Remédios com bulas alteradas começam a chegar às farmácias

Os primeiros remédios com bulas modificadas estão chegando às farmácias. O lote aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é composto de 202 medicamentos, entre eles os conhecidos Buscopan, Dramin, Claritin, Cebion e Eparema. Os fabricantes têm até julho para colocar no mercado suas bulas mais legíveis e didáticas, conforme resolução de 2009, já revisadas e aprovadas pelo órgão. Entre as principais novidades estão as letras maiores e a informação mais simplificada, organizada em forma de perguntas e respostas. A mudança está acontecendo aos poucos, de acordo com Flávia Moreira Cruz, especialista em regulamentação sanitária da Anvisa. No ano passado, todas as farmacêuticas tiveram que encaminhar à agência os novos impressos. Agora, o órgão analisa os documentos e os libera, em lotes. "Só liberamos 202 até agora. Este mês pretendemos soltar outro lote. Estamos no começo do trabalho. A previsão é terminar em 2012", diz. As mudanças pretendem corrigir problemas de formato, conteúdo e linguagem. "As bulas que estão no mercado têm vários problemas. Os consumidores reclamavam diretamente à Anvisa. Também reconhecemos que havia uma falha na regulamentação." Antes mesmo das novas bulas, já existiam dois tipos de impressos nas farmácias, um que seguia uma resolução de 2003 e outro que seguia uma regra de 1997. "Tínhamos duas regulamentações vigentes, mas quase ninguém seguia a de 2003. Se compararmos com as bulas de 1997, as mudanças de agora serão enormes", diz Rosana Mastelaro, gerente do Sindusfarma (sindicato da indústria farmacêutica). A resolução atual vale para todos os medicamentos. Só ficam de fora os considerados de baixo risco -água boricada, por exemplo. MENOS INFORMAÇÃO A bula para o paciente não terá mais informações técnicas, como o mecanismo de ação da droga. "Estamos tentando simplificar a linguagem técnica, mas isso é difícil. Ainda não será a bula ideal, mas é uma nova postura", afirma Cruz. A farmacêutica Vera Lúcia Luiza, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, espera que as mudanças sirvam para que os consumidores passem a ler a bula. "Essa dificuldade de compreensão afasta os leitores. Fora isso, as bulas tinham muita informação repetida e, muitas vezes, em desacordo com a literatura." As 202 novas bulas já estão disponíveis para consulta em um bulário virtual (anvisa.gov.br/bularioeletronico). http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888447-remedios-com-bulas-alteradas-comecam-a-chegar-as-farmacias.shtml

Companhias de seguro internacionais cobram mais de clientes obesos

Companhias internacionais de seguro, principalmente as norte-americanas, calculam o custo do seguro baseando-se no índice de massa corpórea. Caso o cliente seja obeso, o valor pago é maior. Essa prática é comum desde o fim da década de 1970. As tabelas simplificadas apresentam falhas, pois não levam em consideração índice de gordura. Porém, do ponto de vista fisiológico, a obesidade é considerada uma doença. Em 1985, o NIH (National Institute of Health) --órgão norte-americano equivalente ao Ministério da Saúde-- concluiu que a obesidade influi na incidência de outras doenças graves, reduzindo a longevidade e a qualidade de vida. "A Obesidade", escrito por Ricardo Cohen e Maria Rosária Cunha, enumera as principais formas de tratamento, explica as vantagens das dietas e esclarece quando há necessidade de procedimentos medicamentosos ou cirúrgicos. O volume é parte da coleção Folha Explica, uma série de livros que abrangem temas atuais e diversas áreas do conhecimento. Saiba como calcular o IMC (índice de massa corpórea), referencial mais aceito pela comunidade científica. O trecho abaixo foi extraído do exemplar. Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia". CÁLCULO DO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA Ele corresponde ao peso da pessoa, em quilos, dividido por sua altura, em metros, elevada ao quadrado: IMC = peso (em kg) / altura 2 (em metros) Quando o resultado dessa divisão fica entre 19 e 25, diz-se que o indivíduo é normal. Entre 26 e 30, diz-se que há sobrepeso e, acima de 30, obesidade. É internacionalmente aceito que pessoas com IMC maior que 39 são obesas graves, ou obesas mórbidas. Assim, se alguém atingiu um IMC de 30, cuidado! Problemas sérios estão à vista, requerendo mudanças de estilo de vida. O assunto é sério. http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/762919-companhias-de-seguro-internacionais-cobram-mais-de-clientes-obesos.shtml

São Paulo vai usar acupuntura contra efeito de remédio anti-HIV

Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo quer testar, a partir de abril, acupuntura em portadores de Aids que sofrem de lipodistrofia --acúmulo de gordura localizada em decorrência do tratamento com antirretrovirais. A terapia, que será usada no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, aguarda aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Estado. A ideia é fazer até 15 sessões semanais de acupuntura para dissolver nódulos de gordura nos pacientes que têm o problema. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/889110-sao-paulo-vai-usar-acupuntura-contra-efeito-de-remedio-anti-hiv.shtml

Intoxicação por remédio leva 700 mil a hospitais todo ano nos EUA

cada ano, cerca de 700 mil americanos são levados a hospitais após a ingestão de medicamentos, legais ou ilegais, segundo um novo estudo. E os custos desse atendimento atingem quase US$ 1,4 bilhão --somente em cobranças de pronto-socorro. O estudo, publicado na edição de março de "The American Journal of Emergency Medicine", se baseou em dados da Amostragem Nacional do Departamento de Emergência de 2007, um banco de dados do governo dos EUA que inclui informações de 27 milhões de visitas a 970 pronto-socorros, em 27 Estados do país. Crianças menores de seis anos apresentaram taxas mais altas de visitas à emergência com intoxicação acidental por medicamentos, mas a maioria das visitas foi por precaução, disse o principal autor do estudo, Gary Smith, diretor do Centro de Pesquisa e Diretrizes de Ferimentos do Hospital Infantil de Columbus, em Ohio: as crianças não ingeriram níveis tóxicos de medicações. A intoxicação por remédios é uma epidemia cada vez mais rural: a incidência em áreas rurais foi três vezes maior do que em outras regiões. Os problemas do abuso de medicamentos aumentaram durante a última década. Um número crescente envolve remédios receitados, especialmente analgésicos opioides como metadona, oxicodona e hidrocodona --que, segundo Smith, estão sendo prescritos em quantidades recorde. Em 2007, o ano estudado, antidepressivos e medicações para dor foram responsáveis por 44% das visitas à emergência por intoxicações relacionadas a remédios. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888981-intoxicacao-por-remedio-leva-700-mil-a-hospitais-todo-ano-nos-eua.shtml

Primeiro remédio para doença pulmonar obstrutiva crônica é aprovado no Brasil

Junção de enfisema pulmonar e bronquite crônica mata quatro brasileiros por hora A doença pulmonar obstrutiva crônica, caracterizada pela manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, limita a capacidade de respiração, prejudica a qualidade de vida da pessoa e está entre as principais causas de morte no mundo. Ela costuma surgir em pessoas que fumam. Mas, como é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas com rapidez, pode levar muitos anos para ser diagnosticada. O pneumologista Manoel de Souza Machado, presidente da Associação Brasileira de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica fala mais sobre a doença e como tratá-la e José Roberto Jardim fala ainda sobre o primeiro medicamento aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil para o tratamento do problema. assista a entrevista: http://noticias.r7.com/saude/noticias/primeiro-remedio-para-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-e-aprovado-no-brasil-20110315.html

Secretaria convoca paulistas para vacinação contra sarampo após confirmar caso da doença

Morador de Campinas ficou doente depois de viajar ao exterior A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca as pessoas que vão viajar ao exterior ou a outros Estados brasileiros para que tomem a vacina contra sarampo, caso ainda não tenham tomado. A secretaria confirmou nesta terça-feira (15) o primeiro caso de sarampo importado no Estado desde 2005, que já havia sido informado pela Secretaria de Saúde de Campinas, onde mora o paciente. Ele não havia sido vacinado e ficou doente depois de viajar com a família para Orlando, nos Estados Unidos. Além dos viajantes, devem tomar a vacina os profissionais que atuam no setor de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantêm contato com turistas no Estado. Também devem tomar uma dose da vacina profissionais de saúde e de educação. A dose pode ser tomada em qualquer UBS (unidade básica de saúde) dos municípios do Estado. Em São Paulo, é possível se vacinar ainda nas unidades de saúde anexas às rodoviárias e aos aeroportos ou no Instituto Pasteur. O sarampo é uma doença contagiosa que se propaga no ar por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os primeiros sintomas são: febre, tosse, catarro, conjuntivite e fotofobia (intolerância à luz). Depois, aparecem falta de energia e abatimento extremo, além de manchas avermelhadas na pele. A vacina é a medida mais eficaz de prevenção. A dose é recomendada a partir de um ano de idade e deve ser tomada pelo menos quinze dias antes da viagem. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil não registra transmissão direta de sarampo desde 2000. Nesse período, no entanto, ocorreram casos de pacientes que pegaram a doença em outros países ou em contato com pessoas infectadas fora do Brasil – são os chamados casos importados. Todas as infecções registradas desde o ano passado foram classificadas como “importadas”. Elas ocorreram nos Estados do Rio Grande do Sul (ao menos sete casos), Pará (ao menos três casos) e Paraíba, onde a situação é mais grave, com pelo menos 47 confirmações. A presença de casos importados é esperada pelas autoridades, mesmo após a eliminação do vírus no Brasil, devido ao grande fluxo de pessoas que viajam para outros lugares onde a doença ainda existe, como alguns países da Europa, Ásia e África. http://noticias.r7.com/saude/noticias/secretaria-convoca-paulistas-para-vacinacao-contra-sarampo-20110315.html

Interações: Alimentação interfere no tratamento?

A interação da refeição com determinados medicamentos pode diminuir a eficácia do remédio Marcar a consulta, ir ao médico e tomar com disciplina a medicação prescrita. A fórmula parece perfeita para quem procura colocar fim aos incômodos inerentes de qualquer doença. A receita, no entanto, não é completa, e dobrar a atenção com a alimentação durante o tratamento médico pode ser determinante para a recuperação. A associação de medicamentos com determinados alimentos pode ocasionar a redução do efeito do remédio ou retardar o início de sua ação”, alerta Raquel Rizzi, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. farmacêutica lembra que os alimentos são constituídos de nutrientes que podem interferir na absorção dos medicamentos ou mesmo na forma como eles são metabolizados no organismo. “Pode haver potencialização do efeito, levando à toxicidade ou à diminuição das propriedades, prejudicando o tratamento farmacológico”. As interações entre nutrientes e medicamentos podem alterar a disponibilidade, a ação ou a toxidade de suas substâncias ativas, explica a nutricionista Thaís Navarro Caldeira. A especialista, que presta serviços de atendimento nutricional e controle de qualidade para empresas alimentícias, ressalta que também é necessário respeitar a sequência da ingestão e conciliar a medicação à alimentação. “Se a orientação da medicação é ser ingerida em jejum ou após as refeições, essa determinação deve ser atendida. Também é preciso saber se o remédio deve ser tomado junto com chás, sucos, leite, ou apenas com água”. Alimentos “A tiamina (vitamina B1), por exemplo, presente em peixes, no chocolate e em alguns queijos, pode causar crise hipertensiva quando ingerida com alguns antiinflamatórios. Alimentos ricos em cafeína, como chás, café e chocolate, quando consumidos em grandes quantidades, podem levar à toxidade, aumentando os riscos de efeitos colaterais dos medicamentos.” Já o leite e seus derivados, acrescenta a nutricionista, diminuem a absorção dos antibióticos. Mas como saber que tipo de alimento ingerir durante um tratamento médico? Especialistas advertem que o mais importante é escapar de receitas caseiras e, em caso de dúvidas, procurar um profissional de confiança. “O ideal é sempre seguir a posologia indicada pelo médico e orientada pelo farmacêutico. As bulas dos remédios também trazem informações importantes. A melhor atitude é buscar a orientação de quem prescreveu o remédio, pois os medicamentos apresentam peculiaridades e podem causar efeitos adversos graves em algumas situações”, explica Raquel. Confira outras misturas perigosas Dieta O mesmo serve para quem está em busca de uns quilos a menos. Dietas também exigem cuidados, principalmente se feitas à base de remédios. “É primordial informar à nutricionista os medicamentos que estão sendo utilizados, para que seja elaborada uma dieta específica, respeitando os horários dos remédios e verificando os nutrientes necessários para uma boa reposição nutricional, sem que exista interferências da dieta com os medicamentos”, acrescenta a nutricionista Thaís Navarro. Chás e raízes Mas não são apenas os alimentos que devem ser observados com cuidado ao longo de um tratamento médico. Chás e raízes podem ser grandes vilões se ingeridos de forma equivocada. “Isso é muito comum, pois as pessoas costumam pensar que, por serem naturais, os chás não causam mal. É um erro, pois eles podem ocasionar danos e interagir com alguns medicamentos”, adverte o médico e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Raymundo Paraná. Na maioria das vezes, ressalta o médico, pela ausência de estudos que comprovem a eficácia e segurança dos chás e raízes, seu uso é arriscado, sobretudo quando ingeridos com os medicamentos tradicionais. “O boldo, se usado com anticoagulantes, pode causar efeitos adversos sérios. A erva-de-são-joão não pode ser usada com medicamentos para tratar epilepsia”, exemplifica Paraná. Os males causados em decorrência da mistura de chás e raízes com remédios podem ser muitos, mas o principal dano, segundo o especialista, é ao fígado e ao rim. Há ainda o risco de intoxicação, que em alguns casos pode ser fatal. Idosos O excessivo número de medicamentos aliado à idade são os principais fatores que tornam os idosos vítimas potenciais da interação de medicamentos com determinados alimentos, chás e outras substâncias. São eles, os maiores alvos de uma mistura que pode não apenas comprometer o tratamento médico, mas gerar reações adversas graves. “Os idosos enfrentam dois problemas básicos. O primeiro é que o médico precisa dispor de um tempo maior para explicar a utilização da medicação e, na rotina, isso nem sempre acontece. O segundo é que o idoso normalmente toma várias medicações simultâneas, para o coração, para o estômago, e às vezes sozinhos, esses remédios já têm potencial de interação, o que pode levar à intoxicação”, explica o especialista em clínica médica do Hospital São Paulo, Cláudio Rufino. Além disso, acrescenta, os idosos têm alteração de absorção e o metabolismo mais lento. “Todos esses fatores, associados à própria patologia, resultam em menos proteínas circulantes e levam à alteração e risco de intoxicação, ou mesmo ineficiência do tratamento.” Um paciente com sopro no coração, por exemplo, que precisa tomar anticoagulante, pode ter o tratamento seriamente comprometido com a ingestão de folhas verdes. “Ele potencializa a medicação e aumenta o risco de sangramento pulmonar”, exemplifica Rufino. Para o médico, a atenção à alimentação durante o tratamento é essencial. “Em uma escala de zero a dez, eu daria dez em grau de importância. Saber o que foi prescrito e como isso interage com seu organismo é primordial. A vida média está aumentando e o idoso é um dos alvos mais acometidos por esse tipo de interação. Os resultados são catastróficos quando isso não é observado”, avalia. Álcool e fumo Pode beber uma cerveja enquanto tomo remédio? Especialistas respondem Não é raro quem, mesmo em meio a um tratamento médico, assim que as dores cessam, se aventure em um copinho de chope ou em uma dose de bebida alcoólica. Mas afinal, o álcool é ou não uma ameaça ao tratamento com medicamentos? Para os adeptos da prática, a notícia não poderia ser pior. Os especialistas são taxativos: bebida alcoólica? Não, não pode. “O álcool é um agente sedativo e hipnótico que, associado a outras drogas, pode apresentar efeitos clínicos importantes. Os antidepressivos e as drogas sedativas são os exemplos mais comuns de interação com o álcool. Ele também potencializa os efeitos farmacológicos de muitas drogas não-sedativas, como os vasodilatadores (utilizados por cardíacos) e os hipoglicêmicos orais (utilizados por diabéticos)”, explica a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Os fumantes também devem ficar atentos. A especialista afirma que a orientação é que “se espere pelo menos uma hora para fumar após ter ingerido uma medicação”. http://saude.ig.com.br/minhasaude/minha+alimentacao+interfere+no+tratamento/n1238166334949.html