Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Em carta, médico rebate argumentos contra emagrecedores

A proibição dos remédios inibidores de apetite, como quer a Anvisa, pode gerar um consumo excessivo de medicamentos para hipertensão, diabetes e colesterol, dizem especialistas.

Segundo a agência, é possível tratar obesidade só com controle de doenças associadas, dieta e exercícios. Médicos que atuam nessa área discordam. "A obesidade é uma doença complexa, multifatorial. A convicção de que só dieta e atividade física podem resolver o problema é inconsistente", diz o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas de SP. Prós e contras de emagrecedores não consideram cada paciente Ampliação do acesso à cirurgia de obesidade divide especialistas "Remédios são tentadores, mas devem ser proibidos" Ele, que é membro da Abeso (associação para estudo da obesidade) e da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), encaminhou uma carta à Anvisa, na última quarta, em resposta ao parecer técnico que pede o cancelamento do registro dos remédios. Até agora, diz ele, não teve uma resposta. Na quarta, a agência vai fazer uma audiência pública para discutir o assunto. A proposta do governo é tirar do mercado medicamentos com sibutramina e com derivados de anfetamina, substâncias que agem no sistema nervoso central. Segundo a Anvisa, os remédios têm eficácia baixa, além de trazerem riscos. "No nosso ambulatório do HC, em funcionamento há mais de 25 anos e no qual atendemos cerca de 10 mil obesos, usamos medicamentos em mais de 90% dos nossos pacientes, que são, na maioria, portadores de doenças associadas. Orgulho-me em dizer que, como resultado geral, obtemos em média uma perda de peso significativa e uma nítida melhora nas complicações da obesidade", escreve o médico, na carta. De acordo com Halpern, os remédios, muitas vezes, são a diferença entre um indivíduo obeso e doente e uma pessoa saudável. "Quando nossos pacientes deixam de tomar medicação antiobesidade por algum motivo, o ganho de peso e das comorbidades é regra." A Sbem e a Abeso elaboraram um documento, em 2010, no qual revisaram estudos sobre as drogas para emagrecimento. "Ficou claro pelo nosso trabalho que os medicamentos podem ser muito úteis, mas que têm contraindicações e podem causar efeitos colaterais (como qualquer remédio, em qualquer doença, de qualquer especialidade)." As 90 páginas do parecer da vigilância não convencem os especialistas: têm dados dos mesmos estudos que defendem os remédios, mas analisados sob uma perspectiva negativa. "É muito fácil interpretar um estudo de um jeito negativo. Se for assim, é preciso excluir o registro de vários remédios", diz Halpern. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/878003-em-carta-medico-rebate-argumentos-contra-emagrecedores.shtml

'Pomada' à base de sangue trata feridas

Pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu (SP) desenvolveram uma nova linha de curativos à base de sangue, capazes de curar até 75% das feridas crônicas.
Os biocurativos usam plasma e plaquetas, obtidos em bancos de sangue. Esse material muitas vezes vai para o lixo porque fica inválido para a transfusão sanguínea. Nos últimos oito anos, os curativos foram testados em 2.100 pacientes. Agora, estão na fase de patenteamento pela Unesp --por isso, ainda não estão à venda. São três tipos de curativo: com plasma, com plaquetas e com os dois componentes na mesma fórmula. Cada um é indicado de acordo com a situação da ferida --se é extensa, por exemplo. "Temos pacientes com feridas que não cicatrizam há 40 anos. Já usaram de tudo e não tiveram resultado. Chega a ser emocionante quando conseguem, finalmente, se curar", diz a médica Elenice Deffune, professora de hematologia da Unesp e coordenadora da pesquisa com os biocurativos. SEM DESPERDÍCIO A ideia dos curativos nasceu em 2001, a partir de um inconformismo de Elenice, que trabalhava no Hemocentro do HC da Unesp. Ela se incomodava com o descarte rotineiro dos derivados do sangue usados em transfusões. As hemácias são as mais aproveitadas. Já as plaquetas e o plasma têm prazo de validade reduzido e nem sempre são utilizados. O plasma vale por 12 meses e, as plaquetas, por apenas cinco dias. Os estudos clínicos com o produto, na forma de pomada, começaram em 2003, em pacientes com grandes feridas na região sacral e nas nádegas _em geral, acamados há muito tempo. Na fase seguinte dos estudos, foram examinados tecidos das feridas, e os pesquisadores perceberam que, embora houvesse vascularização no local, havia poucas células-tronco. Na última fase da pesquisa, entre outras adaptações, foram extraídas células-tronco do tecido adiposo do paciente, que foram cultivadas em laboratório e incorporadas ao curativo (gel). O produto foi aplicado em cinco pacientes, que tinham mais de 40 feridas pelo corpo. "O resultado foi emocionante. Todos os pacientes tiveram feridas fechadas", conta Elenice. Outra vantagem dos biocurativos, segundo a enfermeira Mariele Gobo, encarregada de atender os doentes no ambulatório da Unesp, é que não deixam coloração diferente no local da ferida e nem alteram a consistência da pele_ o que pode acontecer com outros produtos. RISCO Mas Elenice frisa que o produto tem suas limitações. Ele não é indicado, por exemplo, quando o paciente tem uma lesão causada por tumor porque o plasma e as plaquetas liberam fatores de crescimento, que podem aumentá-lo. Outro risco do biocurativo_ainda que remoto_ é o de transmissão de doenças que por ventura estiverem no sangue (janela imunológica). "Mas é um risco menor do que aqueles que recebem hoje transfusão sanguínea." O risco de a pessoa adquirir o vírus HIV durante uma transfusão, por exemplo, é de um em dois milhões. Elenice explica que são tomados outros cuidados adicionais para reduzir ainda mais esse risco. "A gente só pega plasma securizado, de doadores fidelizados ao banco de sangue [que já doaram várias vezes]." Para o clínico-geral da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Paulo Olzon, o biocurativo faz "total sentido" e pode ser uma opção eficaz e mais barata. "Ele imita a cicatrização natural." Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: biocurativo@fmb.unesp.br http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/877991-pomada-a-base-de-sangue-trata-feridas-persistentes.shtml

Mesmo sem aprovação do governo, terapia com ozônio promete acabar com superbactérias e tratar feridas

Técnica usada para tratar infecções e queimaduras não é reconhecida no país O gás ozônio (O3), já usado na indústria química e no tratamento de água, ganha espaço em diferentes ramos da medicina. Chamado de ozonioterapia, a técnica usa o gás para tratar inflamações, alergias de pele, infecções agudas, problemas circulatórios e até de imunidade. O problema é que o Ministério da Saúde não reconhece a eficácia do procedimento. O gás misturado à água, em óleo, ou injetado como vapor em um saco plástico, é aplicado em queimaduras, feridas e na corrente sanguínea com a função de amenizar sintomas. Uma pesquisa recente da USP (Universidade de São Paulo) mostrou inclusive que o ozônio também é capaz de matar as temidas superbactérias (bactérias resistentes a antibióticos), incluindo a KPC, cuja infecção já atinge 13 Estados brasileiros e matou 20 pessoas. Especialistas tentam incorporar terapia com ozônio na saúde pública No Brasil, a técnica é utilizada e defendida por pelo menos 200 médicos que fazem parte da Abroz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), mesmo sem apoio do governo. A entidade já fez pedidos recorrentes de inclusão da técnica no SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo a diretora da Abroz, Emília Gadelha, a associação negocia há seis anos para incluir a técnica no sistema público. Para isso, já encaminhou uma série de documentos ao governo que comprovam sua eficácia. O Ministério disse que ainda está estudando a proposta. A dificuldade de inclusão no país, segundo a diretora da Abroz, se dá pela burocracia e por conflito de interesses. - É tanta burocracia! Mandamos papéis para o Conselho Federal de Medicina, Conselho Regional de Medicina de São Paulo; fizemos reunião com o Ministério da Saúde. Mas hoje em dia a medicina usa um critério dado pela indústria farmacêutica. Em dezembro de 2010, o ministério realizou uma audiência pública para reunir essas informações. Ao ser questionado sobre a possibilidade de inserção do tratamento, o ministério respondeu por e-mail. - Atendendo ao pedido de entidades médicas, o Ministério da Saúde continuará recebendo informações sobre as tecnologias em estudo e apresentadas na audiência pública até o próximo mês de março. Depois do prazo, as considerações serão enviadas à Citec (Comissão de Incorporação de Tecnologia) para análise e decisão. O governo não disse até quando vai dar uma resposta. A incorporação de tecnologias no SUS é feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício dos medicamentos e produtos e deve ser acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso. De acordo com a diretora da Abroz, o uso do ozônio nesses tratamentos diminuiria custos para o sistema público, pois os resultados são mais rápidos e os equipamentos necessários, segundo ela, não são caros. Um gerador de ozônio (máquina que converte oxigênio em ozônio) pode ser adquirido por R$ 1.000, em média. - Em termos de saúde pública, acho um desperdício não usar o ozonioterapia. Uma ferida crônica de pé diabético demora de oito meses a dois anos para fechar. Quando médicos cubanos usam o ozônio, demora no máximo dois, três meses. Fora que diminui muito a chance de amputação do membro. Para Hermelinda Pedrosa, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes, faltam evidências científicas que comprovem a eficácia do ozônio do tratamento das feridas causadas pela doença. - No meu conhecimento, a ozonioterapia não dispõe de dados científicos robustos que dizem que a medida traga um efeito positivo. Não é uma ferramenta consensual no campo científico. Combate à superbactéria não é consenso Outro ponto que divide os médicos é a ação antibacteriana do ozônio. O imunologista Glacus de Souza Brito, do Departamento de Imunologia da USP (Universidade de São Paulo) demonstrou o poder do gás em eliminar superbactérias. Um ensaio clínico realizado por ele no Hospital das Clínicas de São Paulo, no Departamento de Cirurgia de Trauma, conseguiu eliminar dez tipos de bactérias hospitalares multirresistentes aos antibióticos com apenas cinco minutos de exposição ao gás. Uma das cepas estudadas foi a KPC. - Seria uma formas de tratar a KPC, mas estamos ainda montando o estudo que tem que ser aprovado no Comitê de Ética da USP. Dada a aprovação, o estudo precisa ainda ser liberado pelo Comitê de Ética Médica Nacional e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usado em seres humanos. Se o procedimento indicado for aceito, terá como método a “ozonização do sangue”, ou seja, será retirada uma amostra de sangue que será misturada ao ozônio e reinjetada na corrente sanguínea. O imunologista diz que o procedimento é seguro. - Não tem efeito colateral, porque depois que o ozônio entra no corpo vira oxigênio em alta concentração, que funciona como um medicamento. O infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista), no entanto, não reconhece a eficácia da ozonioterapia para tratar superbactérias. - Nunca usei para tratar infecção por bactéria multirresistente e nunca ouvi falar sobre a real eficácia do ozônio em tratamentos infectocontagiosos. http://noticias.r7.com/saude/noticias/mesmo-sem-aprovacao-do-governo-terapia-com-ozonio-promete-acabar-com-superbacterias-e-tratar-feridas-20120128.html

Médicos desafiam governo e usam terapia de ozônio às escondidas

Especialistas atendem pacientes de forma discreta; ministério não reconhece técnica Mesmo com a falta de regulamentação no país, médicos brasileiros de diferentes formações utilizam o ozônio em tratamentos. A Abroz oferece dois cursos anuais de ozonioterapia em seu site onde qualquer médico pode se inscrever. Ao menos 200 médicos fazem parte da associação, segundo a diretora. A prática da ozonioterapia pode ser punida pelo CFM, caso o médico seja denunciado. Diante disso, o conselho avalia se o tratamento fez algum mal à saúde do paciente ou se a pessoa perdeu a chance de ser tratado de uma maneira mais eficaz. Se isso, de fato, aconteceu, o médico pode sofrer processo administrativo que, em última instância, leva à cassação do registro. A diretora da Abroz reconhece essa condição, mas não deixa de usar a técnica. Otorrinolaringologista, com especialidade em ozonioterapia, concluída na Alemanha, Emília diz que já curou lesões complicadas nos pés de diabéticos e grandes feridas expostas com o uso do ozônio. - Sou ozonioterapeuta e todo o médico tem autorização de tratar o paciente integralmente. A gente não fica falando que faz, mas queremos mostrar que o procedimento é usado. O administrador Antonio Carlos Sebrian, de 54 anos, que tratou uma erisipela (infecção de pele causada pela bactéria estreptococos, com aspecto de vermelhidão) na perna esquerda, com a doutora Emília, é entusiasta do Segundo ele, somente as sessões de ozonioterapia aliviaram as dores intensas que sentia. Depois de passar por três sessões de ozonioterapia, a ferida começou a cicatrizar. Em mais duas sessões, a lesão tinha sumido, conta. Ele afirma que não sofreu nenhum efeito colateral. O entusiasmo se mantém mesmo depois de informar o preço pago pelo pacote: R$ 10 mil. Sebrian explica que o alto preço condiz com o tratamento que fez. Além de receber injeções e usar os sacos plásticos vaporizados com ozônio, o administrador se submeteu a uma série de 73 tipos de exames de sangue para detectar “deficiências no organismo”. - Fiz um tratamento geral diferente da medicina tradicional, que trata o ser humano como um todo. Se fizesse só as sessões para curar a ferida, ia gastar menos, mas o problema ia insistir e a deficiência continuar. Sebrian conta que a bateria de exames indicou baixa imunidade no organismo. Para melhorar seu estado, a médica indicou vitaminas e florais, além de mais sessões de ozonioterapia. Todo o tratamento durou três meses. Cada aplicação custa de R$ 80 a R$ 100, diz Emília. http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicos-desafiam-governo-e-usamterapia-de-ozonio-as-escondidas-20120128.html

Ar-condicionado ameaça a saúde

Nos dias de calor escaldante, ambiente geladinho é a pedida. Mas, sem os devidos cuidados, isso pode trazer complicações Na rua, sol forte, temperatura acima dos 30 graus, maquiagem derretendo, gravata sufocando de tanto calor. No escritório ou dentro do carro, aquele ar geladinho gostoso. Para fugir do calor intenso, quem tem condições financeiras recorre aos sistemas condicionadores de ar. Sem os devidos cuidados, no entanto, eles podem trazer complicações para a saúde. “O ar-condicionado tira a umidade do ar que vai passar pelas vias respiratórias e, com isso, dificulta a respiração. O ar muito frio e a umidade abaixo de 14% – como nos aviões – causam grande desconforto e irritação após poucas horas”, diz a médica Mônica Menon, otorrinolaringologista e alergista, doutora em ciências médicas pela FMUSP e especialista em pesquisa clínica. A mucosa nasal é revestida por cílios vibrantes, responsáveis por expulsar bactérias, fungos e vírus que entram no organismo pelo ar que respiramos. “Como há o ressecamento da região, a chance de contrair infecções aumenta”, explica o médico Ricardo Milinavicius, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Para aqueles que sofrem com quadros alérgicos, as reações se amplificam. “A mucosa fica ainda mais irritada e a pessoa passa a espirrar mais”, diz Mônica Menon. Uma forma de minimizar o problema é hidratar-se bem. Nos dias quentes e especialmente em ambientes com ar-condicionado, é essencial beber água e umidificar as vias aéreas com soro fisiológico ou gel nasal. “Beba água de forma fracionada: meio copo de hora em hora”, aconselha a médica Mônica Menon. Limpeza contra doenças Outro problema do ar-condicionado é a “poluição indoor”. O filtro não consegue reter todas as impurezas existentes no ambiente, que se acumulam nos ductos e fazem com que o ar circule contaminado de fungos, bactérias e sujeiras, prejudicando a saúde de quem está exposto ao aparelho. Segundo Ricardo Milinavicius, é importante que o ar-condicionado seja higienizado e tenha o filtro trocado periodicamente. “Este é o principal desencadeador de doenças respiratórias: a falta de limpeza. Para pessoas que já apresentam quadros de bronquite, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, os riscos são ainda maiores, podendo levar a casos de sinusite, amidalite e até mesmo pneumonia”, alerta o médico. E não só o filtro do ar-condicionado deve ser higienizado, mas também os ductos internos, pois é lá que bactérias e resquícios de água ficam alojados. Veja como limpar o seu ar-condicionado. A limpeza deve ser realizada a cada três meses e, a cada seis, é preciso trocá-lo. O mesmo serve para o ar dos carros. Nos veículos, o parâmetro para troca é de cinco mil a 10 mil quilômetros rodados, o que corresponde a aproximadamente um ano. http://saude.ig.com.br/minhasaude/arcondicionado+ameaca+a+saude/n1237994325847.html