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terça-feira, 31 de março de 2015

Preço dos remédios sobe de 5% a 7,7% a partir desta terça-feira

As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos
 
O governo federal autorizou reajustes de 7,7%, 6,35% e 5% nos preços de medicamentos, dependendo da categoria do produto, a partir desta terça-feira (31).
 
Os valores, calculados pela indústria e antecipados pelo jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, constam de resolução da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) publicada no DOU (Diário Oficial da União).
 
Segundo a autorização, o ajuste tem como referência o mais recente Preço Fabricante publicado na lista de preços na página da CMED na internet.
 
O ajuste é baseado em um modelo de teto de preços calculado com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), em um fator de produtividade, em uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor e em uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores, em três níveis.
 
As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos. Produtos com alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores estabelecidos pela CMED. Para esse grupo, o preço pode variar de acordo com a determinação do fabricante.
 
A CMED determina três faixas de ajuste, de acordo com a concorrência enfrentada pelo produto no mercado. Quanto maior a concorrência, maior o porcentual permitido para reajuste (7,7%).
 
Para o nível intermediário, de remédios de classes terapêuticas consideradas de concorrência mediana, o aumento será de 6,35%.
 
Para aqueles mais concentrados — formados por remédios que estão ainda protegidos por patentes, como os usados em tratamento de câncer — o porcentual máximo de aumento será de 5%.
 
O aumento deste ano está bem acima do autorizado ano passado. Em 2014, o reajuste máximo foi de 5,68%. Na classe intermediária, o reajuste concedido foi de 3,35% e o menor, de 1,02%.

Estadão

Comer alimentos com agrotóxico diminui quantidade de esperma, diz estudo

Um estudo da Universidade Harvard, publicado nesta terça-feira (31) no periódico "Human Reproduction", apontou que os homens que comeram mais frutas e legumes com altas taxas de agrotóxicos produziam menos espermatozoides
 
No grupo dos que ingeriam mais pesticidas, a contagem de esperma foi de, em média, 86 milhões de espermatozoides por ejaculação ante a média de 171 milhões entre os homens que comiam porções menores de agrotóxicos, uma diferença de 49%.
 
Já a porcentagem de espermatozoides 'bem formados' foi de 7,5% entre os homens que comiam melhor, contra 5,1% entre os que comiam alimentos mais contaminados – uma variação de 32%.
 
O levantamento, que levou em conta a análise de 338 amostras de sêmen de 155 homens de 18 e 55 anos coletadas em clínicas de fertilização, mostra diminuição na quantidade na comparação com homens que comem menos agrotóxicos, mas não relaciona mudanças na qualidade do sêmen dos estudados.
 
Altera quantidade, não qualidade
"Estes resultados não devem desencorajar o consumo de frutas e legumes em geral. Na verdade, descobrimos que a ingestão total de frutas e hortaliças foi completamente alheia à qualidade do sêmen. Isto sugere a implementação de estratégias que visem especificamente evitar resíduos de pesticidas", afirmou Jorge Chavarro, professor assistente de nutrição e epidemiologia na Escola de Saúde Pública de Harvard, autor do estudo.
 
Estudos anteriores já mostraram que a exposição a pesticidas pode ter um efeito sobre a qualidade do sêmen, mas até agora tem havido pouca investigação dos efeitos dos agrotóxicos nos homens.
 
Os participantes do estudo responderam a questionários no qual afirmavam os tipos de frutas e vegetais que costumavam comer e as quantidades diárias.
 
Morango e maçã são vilões
Para classificar o risco, os pesquisadores se basearam em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que classifica as frutas e vegetais com maior e menor concentração de resíduos de agrotóxicos.
 
Exemplo: ervilhas, toranja, feijões e cebolas têm menor concentração, ao passo que pimentas, espinafre, morango, maçã e pera têm maior. Foi levado em conta também os alimentos que são consumidos sem casca, o que pode eliminar o contato com os resíduos.
 
UOL

Bolivianas tricotam dispositivos que 'consertam' corações infantis

Na tribo Aymara, na Bolívia, as tricoteiras carregam séculos de tradição na confecção de casacos, cobertores e chapéus típicos feitos de lã

Agora, sua técnica está ajudando a produzir um equipamento médico de alta tecnologia, com o objetivo de salvar a vida de crianças nascidas com problemas congênitos que formam "buracos" no coração.

"Estamos muito felizes por fazer algo para que alguém possa sobreviver", diz a tricoteira Daniela Mendoza, que confecciona a pequena peça em uma sala especialmente higienizada.

Em cerca de duas horas ela produz um "Nit Occlud", como é chamada a peça, projetada pelo cardiologista Franz Freudenthal.

O dispositivo, conhecido na medicina pelo nome em inglês occluder, é usada para cobrir e bloquear um buraco no coração do paciente.

A maioria das peças é feita em escala industrial, mas a versão de Freudenthal é tão pequena e elaborada que dificulta sua produção em massa. Por isso, ele tem usado a expertise das tricoteiras para fazê-las manualmente.

Os primeiros protótipos foram testados nos corações de ovelhas com problemas cardíacos. Depois de usá-los com sucesso também no coração de crianças, ele agora exporta a técnica.

"O mais importante é que tentamos obter soluções muito simples para problemas complexos", disse Freudenthal à BBC.

Por sua clínica, na capital La Paz, já passaram centenas de crianças com problemas cardíacos.

País mais pobre da América do Sul, a Bolívia não tem hospitais especializados - ou cardiologistas - suficientes para tratar as crianças com problemas cardíacos. Por isso, inovações baratas são bem-vindas. Além disso, ao evitar uma cirurgia de coração aberto, a técnica evita problemas culturais: a manipulação do coração é considerada um sacrilégio em algumas comunidades indígenas da Bolívia.

O aparelho de Freudenthal é feito de um único fio de metal superelástico, usado na indústria militar, conhecido como nitinol. Ele é capaz de memorizar sua própria forma e pode ser comprimido para entrar em um cateter, passar pelos vasos sanguíneos e expandir ao chegar no ponto correto do coração.

Ao recuperar sua forma original - semelhante a uma cartola -, ele bloqueia o buraco cardíaco (também conhecido como Persistência do Canal Arterial, ou PCA. Em geral, esse buraco é corrigido naturalmente após o nascimento do bebê).

Altitude
Portadores de problemas cardíacos congênitos têm dificuldade em ganhar peso e sofrem de fadiga frequente, já que seus corações têm de trabalhar três vezes mais do que um normal para bombear o sangue pelo corpo.
 
Por conta da alta altitude e do ar rarefeito em La Paz - que está 4.000 metros acima do nível do mar -, Freudenthal diz que esses problemas são dez vezes mais frequentes na Bolívia do que em outros países.
 
A menina Cinthia, de 6 anos, foi operada três anos atrás. O sangue que deveria suprir energia e oxigênio para o seu corpo escapava pelo canal arterial até este ser contido pelo procedimento cirúrgico.
 
A mãe de Cinthia, Victoria Hilari, lembra que ela "mal conseguia caminhar um quarteirão" sem ficar cansada e quase desmaiava ao chorar. "Foi quando eu percebi que ela tinha um problema, mas não sabia o que fazer", diz Victoria. "Agora ela consegue correr e até está fazendo aula de educação física na escola."
 
BBC Brasil / UOL

Vacina é a solução para a dengue... em 2017

Jardel da Costa/Futura Press/VEJA
Larvas do mosquito da dengue encontrados em uma casa na
 cidade de Frederico Westphalen (RS)
A vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantã apresenta eficácia de até 90% contra a doença. No entanto, a pesquisa que permite a confirmação desse resultado só será concluída no fim de 2016
 
O aumento no número de casos de dengue em São Paulo provocou uma corrida por uma vacina que proteja contra a doença. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, afirmou que pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma autorização especial para antecipar a produção do imunizante que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, ainda em fase de testes. Pelos critérios médicos e científicos, no entanto, o pedido não resolverá o problema neste ano. A vacina do Butantan só ficará pronta no fim de 2016, com as doses disponíveis para a população no início de 2017.
 
"As vacinas contra a dengue são, sem dúvida, promissoras, mas apenas uma esperança para o combate", afirma a infectologista Rosana Ritchmann, membro do Comitê Permanente em Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (CPAI). "Elas se mostraram seguras e oferecem imunização. Porém, como são novas, ainda há questões que precisam ser resolvidas e elas só ofereceriam a proteção necessária em 2017."
 
Atualmente não há nenhuma vacina disponível para proteger contra a dengue, mas existem algumas sendo desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos ou institutos de pesquisa. As mais avançadas são as do Sanofi Pasteur, que está em desenvolvimento há cerca de 20 anos, e a do Instituto Butantan em parceria com o National Institutes of Health (NIH, na sigla em inglês). Outras vacinas estão sendo feitas pelo GlaxoSmithKline, em parceria com a Fiocruz, pela Takeda Pharma e pela americana Merck.
 
Entre todas, a do Instituto Butantan é a que apresenta os melhores resultados. As primeiras conclusões dos ensaios de fase II, que analisam, principalmente, a segurança e a capacidade de a vacina produzir anticorpos, mostraram que ela tem uma capacidade de proteção de 85% a 90% contra os quatro sorotipos da doença. Com uma única dose, ela foi capaz de proteger 97% dos casos de dengue do sorotipo 1, 80% do sorotipo 2, 97% do sorotipo 3 e 100% do sorotipo 4. Os estudos foram feitos com 300 brasileiros e 600 americanos, de acordo com o Instituto Butantan.
 
Antes de chegar à população, entretanto, o imunizante precisa ainda passar pela fase III, que deve ser feita com 10 000 a 20 000 pessoas para avaliar a segurança e comprovar a eficácia das doses. O pedido que será enviado pelo Butantan à Anvisa até o fim desta semana vai solicitar o início desta fase. O propósito é vacinar 10 000 voluntários até o fim do ano.
 
"Estamos finalizando a fase II e, com esses resultados, já podemos iniciar a III. Não vamos pular nenhuma das etapas do estudo científico, mas queremos apressar a autorização para conseguirmos começar a próxima fase rapidamente", explica o infectologista Esper Georges Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e um dos principais pesquisadores da vacina. "De todo modo, se conseguirmos fazer isso ainda este ano, os resultados só começarão a aparecer da metade para o fim do próximo ano."
 
Proteção
O imunizante da Sanofi Pasteur, que já tem concluída a fase de estudos e, de acordo com a empresa deve ser lançado entre o fim deste ano e o início de 2016, protege contra a doença em 60,8% dos casos. A última fase da pesquisa, que contou com a participação de cerca de 30 000 jovens até 16 anos, incluindo 3 500 brasileiros, apresentou eficácia diferente contra os quatro sorotipos da doença.
 
Ela evitou mais de 70% dos casos de dengue tipo 3 e 4, e menos de 50% das infecções por dengue tipo 1 e 2. No Estado de São Paulo, a atual epidemia é causada em sua maior parte pelo sorotipo 1. Os 2 e 3 são os mais relacionados a casos graves de hospitalizações e mortes.
 
A vacina ainda é capaz de reduzir em até 80% o risco de hospitalização causada por complicações da dengue e diminuiu em 95% os casos graves da doença. Para oferecer a proteção completa, são necessárias três doses, com intervalo de seis meses entre elas. Além da baixa proteção contra algumas cepas e a falta de estudos de longo prazo, esse é um dos pontos que recebe a crítica dos especialistas, pois a adesão a vacinas que precisam ser tomadas em intervalos longos costuma ser baixa e, assim, sua eficácia é reduzida. Para que ela seja utilizada no Brasil, um dossiê com seus resultados precisa ser submetido à Anvisa, que avaliará a eficácia e decidirá se ela poderá ser usada no país.
 
"A solução definitiva seria ter uma vacina que ofereça alta proteção contra os quatro sorotipos da doença com uma única ou poucas doses. Esse é o sonho dourado de todos que estudam o combate à dengue", afirma Kallás.
 
Dengue em SP
Dados divulgados na semana passada pela Secretaria Estadual da Saúde mostram que São Paulo teve neste ano 80 283 casos de dengue, 73,8% a mais do que nos três primeiros meses de 2014. Pelo menos 67 pessoas já morreram desde janeiro por complicações da doença. No interior do Estado, um terço das 645 cidades paulistas registrou em apenas dois meses de 2015 mais casos de dengue que em todo o ano passado, de acordo com um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. Na capital, de janeiro a 14 de março, foram notificados 15 789 casos da doença, ante 4 326 no mesmo período de 2014.
 
Veja

Maior estudo já realizado no Brasil vai mostrar quais os fatores de risco para doenças crônicas

No caso do diabetes, metade dos voluntários desconhecia ter a enfermidade
 
Levantamento epidemiológico de magnitude jamais vista no país quer detectar quais fatores contribuem para aumentar ou diminuir o risco de doenças crônicas não transmissíveis entre os brasileiros adultos. Pesquisadores de seis instituições estão construindo uma base de dados inédita para municiar médicos e o Sistema Único de Saúde (SUS) com informações e referenciais de valores para exames clínicos e laboratoriais tidos, até então, com base somente na população de outros países desenvolvidos, entre eles os Estados Unidos. Os primeiros seis anos do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), que se estenderá ao menos pelos próximos 20 anos, já dão sinais de que, numa sociedade marcada pelo perfil heterogêneo do ponto de vista étnico, social, cultural e de comportamento, os parâmetros são diferenciados.

O estudo recrutou 15.105 voluntários, servidores de universidades e institutos de pesquisa públicos, com idade entre 35 e 74 anos, em seis capitais: Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Vitória. A saúde deles está sendo acompanhada desde 2008. Anualmente, são entrevistados por telefone para os pesquisadores acompanharem a saúde deles e, a cada quatro anos, são submetidos a baterias de exames e outras entrevistas, que ajudam a verificar a evolução do quadro de saúde e o que contribui para alguma disfunção que porventura seja detectada. Cerca de 50 pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Rio Grande do Sul (UFRGS), do Espírito Santo (Ufes) e da Bahia (UFBS), da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão envolvidos no projeto.

O interesse principal do Elsa-Brasil é avaliar doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes, além de problemas como cognição, depressão, aterosclerose e osteoartrite. Entre os parâmetros biológicos avaliados estão a espessura da camada média-intimal da artéria carótida (o espessamento dela indica o risco aumentado de doenças cardiovasculares); a duração das ondas e intervalos registrados no eletrocardiograma; referências laboratoriais, incluindo hemograma; e exames que verificam a função renal e enzimas produzidas no fígado. Todos podem variar entre grupos populacionais.

“Nós nos apropriávamos do conhecimento produzido nos Estados Unidos e nos países europeus e aplicávamos na nossa população, mas há diferenças culturais, étnicas, de alimentação e do comportamento. O estudo nos trará detalhes da nossa realidade, a partir do nosso conhecimento e do que o mundo tem gerado”, afirma Sandhi Maria Barreto, coordenadora do Elsa-Brasil no estado e professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG. “É importante termos parâmetros próprios para ter condição de interpretar com mais precisão um exame pedido pelo médico”, completa.

Patente em Minas
A pesquisa gerou, até agora, 55 artigos. Outros 105 estão em andamento, analisando diferentes aspectos. No caso da diabetes, verificou-se que cerca de metade dos indivíduos desconhecia ter a doença – prova de que a incidência da enfermidade no país está subestimada e vai além dos números oficiais. “Temos que nos preparar para isso e evitar que os pré-diabéticos se tornem diabéticos e controlar os doentes”, diz a professora.

Além de publicações em revistas internacionais, o trabalho rendeu ainda, em Minas Gerais, o depósito de patente de dispositivo que ajuda no estudo e no tratamento da osteoartrite. Também conhecida como artrose, é uma doença inflamatória e degenerativa das articulações. O dispositivo é fruto do subprojeto Elsa-Musculoesquelético (Elsa-Me), desenvolvido por pesquisadores da UFMG e que investiga a enfermidade em joelhos e mãos e a dor musculoesquelética em 3 mil voluntários.

Trata-se de suporte de acrílico usado para retificar a posição e permitir que se faça a medida mais correta do joelho e, com isso, facilitar a percepção sobre a possível existência de artrose. Ele substitui o modelo norte-americano, usado apenas em pessoas com estatura superior a 1,60 metro. Também está sendo desenvolvido um software que vai estabelecer parâmetros, correlações e atlas de medidas para a população brasileira que terão amplo uso na clínica médica.

Nas entrevistas com os voluntários, os pesquisadores coletam informações sobre presença de dor em diversos locais do corpo, enquanto um teste conhecido como “levanta-senta-levanta” avalia a força nas pernas. O exame radiográfico das mãos e joelhos identifica alterações compatíveis com artrose. “Um dos grandes problemas de saúde está relacionado às limitações pela dor, um dos principais motivos de perda de qualidade de vida. A ocorrência de sintomas, tipo de dor característica, assim como as limitações que podem estar associadas à presença de alterações radiológicas e sintomas que progridam de forma desfavorável ou não, que levam ao uso de medicação para dor e de anti-inflamatórios poderão ser conhecidos. E o uso inadequado, prolongado ou excessivo desses medicamentos traz comprometimento em diversos campos da saúde”, diz Sandhi.

O software que o grupo está desenvolvendo vai ajudar a padronizar a leitura dos dados obtidos pelo dispositivo. O programa deve identificar o tamanho do espaço articular dos joelhos, que diminui com o agravamento da doença. De acordo com a professora da UFMG, o software possibilitará uma medição semiautomatizada desse espaço, até então verificado manualmente. O novo processo tende a diminuir o tempo de mensuração e o risco de ocorrência de erros.
 
ELSA-BRASIL

O que é?
Com o compromisso social de gerar conhecimento inovador e contribuir para o avanço da saúde pública no país, o Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa-Brasil) busca identificar fatores – étnico, social, cultural e de comportamento – que influenciam mudanças no estado de saúde, em especial na condição cardiovascular e metabólica dos brasileiros. Dados vão passar a amparar médicos com informações e referenciais para exames clínicos e laboratoriais.

15.015
Voluntários, com idade entre 35 e 74 anos, participam do projeto

20
Anos é o tempo de duração miníma prevista para o levantamento

50
Pesquisadores estão envolvidos na estudo desenvolvido no Brasil

Estado de Minas

Automedicação e uso incorreto de medicamentos podem levar à morte

Especialistas afirmam que doenças podem ser mascaradas

Dados obtidos pela Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) mostram que, anualmente, cerca de 20 mil pessoas morrem, no País, vítimas da automedicação. Por causa das atribulações da vida moderna e muitas vezes da dificuldade de acesso a um médico, a automedicação se tornou uma perigosa atitude na tentativa insistente de alívio de dor ou incômodo. Mesmo os medicamentos isentos de prescrição que, segundo informe do Conselho Nacional de Saúde, correspondem a 65% do mercado, precisam ser ingeridos com critério.
 
Segundo o endocrinologista do Hospital Albert Einstein, Paulo Rosenbaum, os perigos da automedicação atingem vários tipos de medicamentos. “Anti-inflamatórios podem provocar úlceras e até sangramentos no sistema digestório e pioram a função renal em idosos. Analgésicos podem mascarar sintomas e antibióticos podem causar resistência”, afirma.
 
Em pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para Farmacêuticos (ICTQ), foi constatado que 76,4% da população brasileira utiliza medicamentos com base na indicação de vizinhos, colegas, amigos e familiares. Em muitas destas situações, os usuários determinam a dose sem nenhum critério.
 
“Se já é difícil para o próprio médico entender um sintoma e acertar a medicação do paciente, imagine o risco que ele corre se começar a se medicar por conta própria”.
 
R7

Pesquisadores orientam usuários do SUS sobre como descartar remédios

Foto: UFSJ/Divulgação
Pesquisadores ensinam forma correta de descarte
Profissionais recolhem dados sobre medicamentos jogados fora. Órgão municipal e duas universidades atuaram em 12 postos
 
Um projeto de extensão de curso oferecido por uma faculdade de Divinópolis deu orientações à população sobre a forma correta de armazenar e descartar medicamentos e ainda traçou o perfil de medicamentos descartados por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e a Universidade de Itaúna.
 
O professor de Farmácia no campus local da Universidade Federal de São João del-Rey, André de Oliveira Baldoni, coordenou o trabalho. De acordo com ele, os estudantes observaram que os medicamentos vencidos nas casas dos usuários do SUS são, grande parte, para tratar doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares. "Aliado a este problema, percebeu-se que a população e até mesmo alguns profissionais de saúde não conhecem a forma correta de armazenamento e descarte dos medicamentos", explicou.
 
O estudo foi realizado em 12 unidades de saúde escolhidas pela Semusa. Foram criados grupos para discussão e orientação sobre a importância do prazo de validade, armazenamento e descarte adequado de medicamentos. Foram também coletados os medicamentos vencidos levados pela população.
 
Números
Foram recolhidas 11.518 unidades de medicamentos, das quais 9.729 estavam vencidas (84,47%). Sobre o armazenamento, 27% dos entrevistados não armazenam os medicamentos em locais recomendados. Com relação ao descarte, o estudo comprovou que 10,5% das pessoas entrevistadas não descartam os medicamentos vencidos em locais apropriados. O destino correto dos medicamentos vencidos são as drogarias, farmácias ou postos de saúde do município.
 
Ainda de acordo com o professor, as unidades dispensadoras de medicamentos devem encaminhar os medicamentos para incineração (destino final e correto dos medicamentos vencidos). "Ações como esta podem contribuir com a minimização das intoxicações causadas por medicamentos, melhoria das condições de armazenamento e racionalização do descarte de medicamentos vencidos".
 
Diante do perfil dos medicamentos encontrados e dos possíveis impactos ambientais, clínicos e econômicos relacionados ao acúmulo dos medicamentos vencidos nas residências, Baldoni e a professora Roberta Carvalho de Figueiredo, do curso de Farmácia da UFSJ, estão coordenando uma pesquisa científica que possui como objetivo avaliar a prevalência de medicamentos vencidos nas residências dos usuários da Atenção Primária do SUS de Divinópolis. Com o resultado, será possível estimar o impacto econômico destes medicamentos vencidos para o sistema de saúde do município.
 
G1

Pesquisa revela que mais da metade dos diabéticos não seguem recomendações médicas

Alcançar e manter o controle glicêmico seguramente pode levar a melhores resultados

A pesquisa IntroDia, desenvolvida pela Federação Internacional de Diabetes, com apoio da Boehringer Ingelheim e da Eli Lily, revelou que médicos acreditam que mais da metade dos seus pacientes com diabetes do tipo 2 não seguem suas recomendações.

Segundo os médicos que representam a pesquisa, alcançar e manter o controle glicêmico no inicio do diabetes tipo 2, seguramente pode levar a melhores resultados no combate à doença, e que o sucesso do tratamento se deve 50% à medicação e 50% à mudança no estilo de vida do paciente.

A pesquisa IntroDia teve como objetivo investigar a comunicação inicial entre médicos e pacientes com diabetes tipo 2 e sua potencial associação com o bem estar, qualidade de vida de quem tem a doença e resultados de auto relato. Além disso, a pesquisa focou na avaliação das necessidades e realidades dos médicos que tratam o diabetes tipo 2.

IntroDia é a maior pesquisa mundial sobre diabetes tipo 2 já realizada, com foco nas primeiras conversas entre médicos e pacientes sobre a doença, fornecendo importantes informações sobre como eles interagem nesses dois momentos de tratamento – o diagnóstico e quando uma outra medicação oral pode ser necessária para manter os níveis de glicose no sangue.
 
Guia da Pharmacia

Remédios feitos em impressora 3D? Conheça o projeto que pode abalar a indústria farmacêutica

Credit: L. Brian Stauffer
Uma máquina no laboratório da Universidade de Illinois
Professor de química Martin Burke reúne pequenas moléculas
 complexas fora de blocos de construção químicos simples,
como uma impressora 3-D no nível molecular.
Desde a criação de objetos simples, passando pela construção de edifícios, até a elaboração de partes do corpo humano, a tecnologia da impressão em três dimensões penetrou em praticamente todas as esferas da vida. No entanto, um último avanço dessa técnica chega aos remédios farmacológicos
 
Na Universidade de Illinois, nos EUA, uma equipe de químicos, liderados por Martin Burke, anunciou o projeto de uma impressora 3D revolucionária, capaz de criar compostos químicos através da síntese de moléculas.
 
Na teoria, o processo de criação demoraria apenas algumas horas, enquanto um químico especializado leva anos.
 
O segredo dessa impressora estaria em sua capacidade de quebrar moléculas em blocos mais simples, de tal modo que possam ser reunidos facilmente.
 
O insumo para seu funcionamento são compostos químicos básicos, feitos com matéria-prima que o aparelho irá sintetizar para chegar a outro composto.
 
Até o momento, os cientistas conseguiram fazer 14 tipos de moléculas diferentes. “Esperamos que essa tecnologia crie novas oportunidades em outras áreas terapêuticas”, afirmou um porta-voz da equipe de químicos.

Science Daily / History

Anvisa suspende produtos fitoterápicos e saneantes sem registro da Agência

A Anvisa suspendeu, em todo o território nacional, a fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso dos produtos Espinheira Santa, Menoflora, Anti-depressivo, Energiflora, 30 Ervas Emagrecedor
 
Os produtos foram fabricados por Flora Brasil Produtos Naturais. A empresa não possui Autorização de Funcionamento na Anvisa. Por isso, todos os produtos comercializados por ela estão irregulares.
 
A Anvisa determinou a apreensão e inutilização das unidades encontradas no mercado dos produtos citados. A medida está na Resolução nº 981, publicada nesta segunda-feira (30/3) no Diário Oficial da União (DOU).
 
A Anvisa também determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso do produto 100 Fórmiguinha baratas e lesmas, conteúdo 30 ml, fabricado por empresa desconhecida.
 
Foi identificado em estabelecimento agropecuário da região da cidade de Cascavel/PR o produto sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
 
A medida está na Resolução nº 979, também publicada nesta segunda-feira (30/3) no DOU.
 
 
ANVISA

Crise eleva as vendas de medicamento para ansiedade

Embora o comportamento do consumidor tenha mudado nos últimos anos e a busca por uma medicação mais personalizada tenha crescido, aumentar o faturamento não é tarefa das mais fáceis
 
No total, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), são 68 mil farmácias no país, 12 mil delas integrantes de redes que respondem por 55% do mercado; os outros 45% abrigam cerca de 56 mil farmácias pulverizadas, mais de 10% no segmento de manipulação.
 
Embora o comportamento do consumidor tenha mudado nos últimos anos e a busca por uma medicação mais personalizada tenha crescido, aumentar o faturamento não é tarefa das mais fáceis. Muitas vezes, o empurrãozinho vem do próprio momento pelo qual o país atravessa. “De janeiro a março tivemos um aumento de 20% na venda de medicamentos para ansiedade”, revela Roger Marcondes, dona da Phitofarma. “Era melhor que este aumento viesse de produtos para cuidados com a pele e os cabelos, mas na saúde é assim, quanto mais o país piora, mais doente as pessoas ficam.”
 
As estratégias para melhorar o desempenho, contudo, nascem de uma gestão mais qualificada e de um novo olhar sobre o negócio farmácia de manipulação – menos artesanal e mais profissional. “As necessidades da população vem mudando, como a adoção de medicamentos de uso contínuo por períodos mais longos, por conta do envelhecimento e busca de qualidade de vida e mais informações por parte do consumidor. Em decorrência do novo panorama, as farmácias têm de ser rápidas para enxergar e entender esses movimentos de mercado”, afirma Marcelo Sinelli, consultor do Sebrae-SP. “Cada vez mais é essencial conhecer o cliente de perto e segmentar suas ações de marketing.”
 
Neste novo cenário, o que antes era rotina apenas para os grandes laboratórios, agora virou instrumento também das farmácias de manipulação, em busca de fidelização da clientela e expansão da área de atuação. A Farmácia Artesanal, de Goiânia, por exemplo, conta com cerca de 30 produtos manipulados de marca própria em linha e uma equipe de 12 representantes, que visitam mais de 1.500 médicos por mês. A Phitofarma conta na carteira com 70 empresas conveniadas, entre elas, a TAM, que contribuem para garantir o movimento, além de equipes regionais que visitam com frequência hospitais, clínicas e consultórios. “Os médicos precisam conhecer nossa marca e nossos produtos”, afirma Marcondes, salientando que a rede de 41 lojas, realiza uma média de 14 mil visitas por ano a prospects.
 
Pela visão dos médicos, a aproximação com as farmácias de manipulação tem auxiliado no melhor entendimento das demandas e na troca de informações entre o que o médico espera de resposta no tratamento e como o paciente responde. “Cada pessoa é única, revela um comportamento diferenciado em relação à medicação”, afirma o Dr. João Eduardo Salles, endocrinologista e professor assistente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. “A manipulação nos permite ajustar as dosagens, sem desperdício de material e de dinheiro.”
 
Com 25 anos de mercado e duas unidades em Campinas, a Fórmula & Cia foi a primeira empresa do setor na região a contar com troca total do ar de seu laboratório a cada seis minutos. De lá saem cerca de 5.500 fórmulas por mês.
 
Para fidelizar a clientela e garantir maior integração com a comunidade onde está inserida, a farmácia foi a primeira do município a implementar um Plano de Gerenciamento de Resíduos e Serviços de Saúde, que permite o descarte em recipientes específicos de todos os resíduos e análises.
 
Paralelamente, lançou a campanha “Remédio Vencido não vai para o Lixo”, que incentiva a comunidade a descartar seus medicamentos de forma correta.
 
“De 2007 para cá foram recolhidos 2.600 quilos, cada tonelada de medicamento incinerado significa 1 kg de medicamento vencido não contaminando os mananciais”, afirma Marcos Ebert.

Valor Econômico

Anvisa apura denúncia de que falsários tentam se passar por funcionários da Agência

A Coordenação de Segurança Institucional iniciou um processo de investigação para apurar denúncias de estelionato, em que terceiros estariam tentando se passar por funcionários da Anvisa
 
Segundo as denúncias, um falsário telefona para diretores de empresas do setor regulado pela Agência e alega falar em nome do Diretor-Presidente da Anvisa. Quando não tem êxito no contato telefônico, deixa um dos telefones da Agência para o retorno da ligação.
 
A Coordenação de Segurança Institucional já acionou os órgãos policias para procederem à investigação do caso.
 
ANVISA

Entenda os benefícios de nozes para a saúde intestinal, cerebral e vascular

"Resultados ajudam a compreender melhor as vantagens de comer nozes como parte de uma dieta saudável", diz especialista
 
Um encontro anual de biologia apresentará, na próxima quarta-feira, 1º de abril, na Califórnia, quatro novos resumos de pesquisa que sugerem que as nozes podem afetar positivamente vários fatores importantes para a saúde.
 
— Estes resultados ajudam a compreender melhor as vantagens de comer nozes como parte de uma dieta saudável — disse Dennis A. Balint, da California Walnut Commission.
 
Confira:
 
Câncer de cólon
Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que os efeitos dos compostos das nozes sobre as células de câncer de cólon são analisados. O estudo, realizado pela Universidade da Coreia, mostrou que o extrato de nogueira desacelerou significativamente a sobrevivência e estancou o crescimento das células-tronco do câncer.
 
Saúde intestinal
Realizado pela Universidade da Louisiana, o estudo mostrou que uma dieta com nozes (cerca de duas porções) melhora o funcionamento do microbioma intestinal — um ecossistema de bactérias que ajuda o corpo a digerir e utilizar os alimentos que comemos. Os pesquisadores, porém, alertam que os resultados foram constatados em ratos e que testes são necessários em humanos.
 
Saúde cerebral
Segundo pesquisadores da Universidade Tufts, em Massachusetts, incorporar nozes na dieta pode ter efeitos protetores contra o envelhecimento do cérebro. Eles também ressaltam que as avaliações foram baseadas em testes em ratos.
 
Saúde vascular
A saúde vascular diz respeito à saúde dos vasos sanguíneos. Em pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, mulheres que comeram 40 gramas de nozes por dia tiveram a função vascular melhorada. O estudo conclui que a melhoria é consequência dos efeitos de ácidos graxos derivados de madeira de nogueira, como os ácidos alfa-linolênico e linoleico.
 
Zero Hora

Anticoncepcional Harmonet tem lote suspenso por incorreção no blíster

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso em todo o território nacional o lote 90602 do anticoncepcional Harmonet, 0,075 mg de gestodeno e 0,02 mg de etinilestradiol, 21 drágeas, fabricado em novembro de 2013 pela Pfizer Ireland Pharmaceuticals e embalado pela Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
 
A Agência recebeu comunicado de recolhimento voluntário encaminhado pela Wyeth. Segundo a empresa, responsável pela embalagem do produto, a decisão ocorreu após o recebimento de duas reclamações sobre a incorreção no corte do blíster que abriga os comprimidos. As consumidoras do anticoncepcional identificaram a falta de cinco drágeas nas embalagens.
 
A Anvisa determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado. O mapa de distribuição do produto deverá ser encaminhado à Agência nos próximos dias.
 
A medida foi publicada nesta segunda-feira (30/3) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA 

Uma maçã por dia pode prevenir uso de medicamentos, diz pesquisa


Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Estudo, da Universidade de Michigan, foi realizado com mais de 8 mil pessoas
 
As pessoas que comem uma maçã por dia tomam menos remédios do que aquelas que não ingerem a fruta diariamente, afirma uma pesquisa publicada no portal JAMA Internal Medicine e realizada pela Universidade de Michigan.
 
Os pesquisadores compararam "comedores de maçãs" (pessoas que consumiam uma pequena maçã ou 150 gramas da fruta por dia) a pacientes que não ingeriam o alimento. Dos 8,4 mil participantes do estudo, 753 (o equivalente a 9%) foram considerados comedores de maçã. Esse grupo tinha maior nível de escolaridade e era menos propenso a fumar em comparação com o restante da amostra.
 
Os comedores de maçã também tiveram maiores chances de evitar a prescrição de medicamentos, de acordo com os cientistas.
 
— Nossos resultados sugerem que a promoção do consumo de maçã pode ter benefício na redução da despesa nacional de saúde — disseram os pesquisadores.
 
Zero Hora

"Quarentões" ativos têm risco de câncer reduzido até pela metade, diz estudo

Correr ou andar 1,6km em menos de 12 minutos é um parâmetro para a boa forma e um meio de afastar o câncer
 
Homens "quarentões" em boa forma física têm menos chances de desenvolver cânceres de pulmão e colorretal. É o que sugere um estudo publicado pela revista médica especializada JAMA Oncology.
 
Os pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, também sugerem que a combinação de boa alimentação e bom nível de atividade física aumenta as chances de sobrevivência para homens em boa forma no caso de eles diagnosticados com a doença.
 
E alertam ainda que mesmo pequenas melhorias na rotina de exercícios já podem diminuir os riscos de câncer.
 
Ainda que exercício e alimentação balanceada sejam medidas já conhecidas para reduzir as possibilidades de se ficar doente, a autora do estudo da Universidade de Vermont, Susan Lakoski, acredita ser benéfico dizer as pessoas o quanto elas precisam melhorar sua forma física para reduzir o risco de câncer a níveis aceitáveis.
 
Isso viria sob a forma de planos personalizados de exercícios, que mediriam, por exemplo, sua capacidade cardiorrespiratória.
 
Teste da esteira
O estudo analisou 14 mil homens no Estado americano do Texas, com idades variando entre 46 e 50 anos. Os pesquisadores testaram o condicionamento físico dos voluntários fazendo-os correr numa esteira até a exaustão.
 
Os voluntários, então, tiveram sua forma física testada a cada seis anos e meio entre 1971 e 2009.
 
Entre 1999 e 2009, 1.310 homens tiveram câncer de próstata, 200 de pulmão e 181 desenvolveram o colorretal.
 
Segundo os pesquisadores, homens com alto nível de atividade física na meia-idade reduziram seu risco de câncer de pulmão em 55% e o de colorretal em 44%, em comparação com homens mais sedentários - mais especificamente os que demoraram mais de 12 minutos para correr ou andar uma milha (1,6 km).
 
Porém, o estudo descobriu que homens com boa condição física não mostraram redução de risco de desenvolvimento de câncer de próstata.
 
Os autores do estudo acreditam que isso se deve em parte ao fato de homens de bom desempenho cardiorrespiratório em geral serem mais conscientes em relação a sua saúde e mais dispostos a se submeter a exames de câncer de próstata - o que aumenta as chances de diagnóstico.
 
Seja como for, segundo Lakoski, "a mensagem é que a prevenção começa antes do que se imagina".
 
"Seus hábitos e sua forma física têm impacto no que vai acontecer 20 ou 30 anos mais tarde. E muita gente não pensa nisso".
 
A pesquisadora afirma no estudo que apenas estar em forma física acima da média já traz vantagens para a saúde.
 
Um porta-voz da ONG britânica Cancer Research, Tom Stansfeld, diz que a pesquisa mostra uma nova via de estudo das relações entre forma física e o risco de câncer.
 
"Praticar atividades físicas regularmente é ótimo para a saúde e o estudo mostra que os benefícios são muito maiores do que somente para a saúde cardíaca", afirma Stansfeld.

BBC Brasil / iG
O Diário Oficial da União publicou, nesta segunda-feira (30/3) o registro do Sovaldi (sofosbuvir). Este é terceiro medicamento novo para o tratamento da Hepatite C registrado pela Anvisa em 2015
 
Com o registro, a substância passa a integrar a lista de medicamentos inovadores – também composta pelo Daklinza (daclatasvir) e Olysio (simeprevir) – que tiveram processos de análise de registros priorizados pela Agência a pedido do Ministério da Saúde em setembro de 2014. O pedido de priorização foi realizado dentro dos critérios estabelecidos pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 37/2014, que disciplina o tema.
 
A priorização de análise torna mais ágil o processo de registro dos medicamentos pela Anvisa. Apesar da maior agilidade no processo, todas as etapas para o registro de um medicamento no país são mantidas como: análise da tecnologia farmacêutica, de eficácia e de segurança
 
O medicamento Sovaldi foi aprovado pela Anvisa na forma farmacêutica comprimido e concentração de 400mg. A administração deve ser feita por via oral em adultos, uma vez por dia, sempre de acordo com a recomendação médica.
 
Tempo
O tempo de análise transcorrido após a priorização dos pedidos de registros dos medicamentos Daklinza (daclatasvir) foi entorno de quatro meses, do Olysio (simeprevir) foi de cinco meses. Já o prazo para o registro do Sovaldi (sofosbuvir) levou cerca de 6 meses. Isso atesta a prioridade dada pela Agência para a avaliação de medicamentos de interesse público, já que as novas terapias são tecnologia inovadoras que possibilitarão benefícios aos pacientes com diagnóstico de Hepatite C.
 
Também está sob a avaliação prioritária da Anvisa uma associação medicamentosa de cinco fármacos ( dasabovir + ombitasvir + ritonavir + veruprevir + sofosbuvir) para o tratamento da hepatite C. O processo está, no momento, aguardando cumprimento de exigências por parte da empresa.
 
ANVISA