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domingo, 22 de abril de 2012

Turma 61 São Camilo Pompéia

Foto do último dia da disciplina de Logística Hospitalar  da pós em Administração Hospitalar,
Turma 61 São Camilo Pompéia. Parabéns e sucesso à todos!

Praticar ioga na adolescência pode proteger contra transtornos mentais

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, mostram em um novo estudo que praticar ioga durante a adolescência pode ajudar a prevenir transtornos mentais.

Os autores compararam o desempenho de alunos do ensino médio de uma escola que participaram das aulas regulares de educação física com um grupo que, durante 10 semanas, frequentou aulas de ioga. Antes e após o programa, os alunos completaram uma bateria de testes psicossociais. Além avaliar para mudanças no humor e controle da ansiedade, ambos os grupos foram testados para o desenvolvimento de habilidades de autorregulação, tais como a resiliência, controle de raiva e atenção – características que indicariam a tendência ou não da ioga em proteger contra o desenvolvimento de transtornos mentais.

Segundo os resultados, divulgados no periódico Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, os jovens que frequentaram as aulas de ioga ponturaram melhor em vários dos testes psicológicos. Especificamente, enquanto os alunos que frequentaram as aulas de educação física tenderam a ter pontuações melhores para os problemas de humor e de ansiedade, os alunos das aulas de ioga apresentaram resultados semelhantes ou até melhores. A regulação das emoções negativas foi pior entre os alunos da educação física em comparação aos que praticaram ioga.

Apesar dos resultados, ressaltam os autores, ainda é cedo para afirmar com certeza que a ioga praticada na adolescência previne os transtornos mentais. Segundo Jessica Noggle, líder do estudo, como os transtornos mentais comumente se desenvolvem na adolescência, “a ioga pode ter um papel preventivo na saúde mental de adolescentes”.

“Os resultados são coerentes com os poucos estudos anteriores sobre a ioga praticada em ambientes escolares”. Jessica e sua equipe esperam agora realizar estudos mais amplos de rastreamento por vários anos, até a idade adulta, por exemplo. “Estes estudos são necessários para esclarecer os benefícios da ioga para a saúde mental”, finaliza.

Fonte O que eu tenho

Audição afetada pode impactar desenvolvimento infantil

A partir do terceiro mês de gravidez o feto já começa a desenvolver o cérebro e o sistema nervoso. Nesta fase a audição também se faz presente e o futuro bebê passa a “interagir” com o mundo externo à barriga da mãe. Música, sons ambientes e principalmente a voz da mãe já começam a ser reconhecidos, aumentando o envolvimento e a formação de laços afetivos. Após o nascimento, a audição ajuda no desenvolvimento infantil, principalmente na aquisição da linguagem. Mas e quando há problemas no desenvolvimento a audição?

“Ouvir é importante para a afetividade, a comunicação, a linguagem e principalmente o desenvolvimento cognitivo das crianças. Por isso, estar atento aos resultados dos testes de audição feitos com os bebês – o que pode indicar a necessidade de cirurgias ou terapias fonoaudiológicas – é importante. Quanto mais rápido se diagnosticar algum problema nesse sentido, mais fácil reverter as perdas da criança”, explica Dóris Lewis, fonoaudióloga e membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).

De acordo com Dóris, o primeiro teste importante é aquele feito ainda na maternidade, o chamado Teste da Orelhinha. Um problema observado neste teste, realizado no momento de alta do hospital, já aponta para uma suspeita de audição comprometida. Um segundo teste, após 15 dias do primeiro, é importante para a confirmação de uma condição audiológica.

“Como as crianças nesta idade ainda não verbalizam, o teste vai ser a única maneira de identificar algum problema”, diz Dóris. “Entretanto, alguns tipos de problemas de audição são mais sutis e podem passar desapercebidos nesta primeira observação. Nestes casos os pais devem ficar atentos em como a criança reage a estímulos em casa. Bebês um pouco mais velhos e que não atendem ao chamado dos pais podem ter a audição comprometida em algum nível, por exemplo”, completa.

Problemas identificados nesta fase do nascimento ou nos meses posteriores ao parto podem ter várias causas. Eles vão desde problemas congênitos – genéticos, por exemplo –, podem ser reflexo de algum problema de saúde da mãe durante a gravidez – infecções como herpes, sífilis ou toxoplasmose –, causados por quadros de icterícia ou, quando há um parto prematuro, pela passagem do bebê pela UTI neo-natal e consequente tratamentos envolvendo muitos remédios.

“Estes quadros aumentam o risco de problemas de audição em até dez vezes. A incidência de problemas de audição em crianças saudáveis é em torno de 1/1000. Nas crianças com os problemas acima a incidência aumenta para 1/100. É um salto muito grande e a audição pode não ficar comprometida de imediato, mas apresentar falhas em idade mais avançada”, aponta Dóris.

Fase pré-escolar
Na fase pré-escolar os problemas de audição podem ser causados por doenças muito comuns. A baixa na imunidade e as infecções de ouvido combinadas são alguns fatores. Caxumba, sarampo, miningite também podem afetar a audição. “Na maioria dos casos estas últimas três condições levam à perdas mais severas e permanentes”, alerta a especialista.

Pais fumantes também contribuem para o aumento do risco desse tipo de problema nos filhos. “Além disso as crianças institucionalizadas – como aquelas que vivem em orfanatos ou abrigos – têm menor imunidade no geral também. Os cuidadores também precisam estar atentos”, observa Doris.

Em todos estes casos a perda, em qualquer nível, de audição compromete a consolidação da fala e o aprendizado da linguagem. É preciso, portanto, que um pediatra faça testes e, caso comprovado o problema, que fonoaudiólogos também participem do tratamento.

“A solução pode ser o uso de próteses auditivas – os aparelhos “para surdez” –, cirurgia, ou simples tratamento medicamentoso. De qualquer forma a terapia fonoaudiológica também deve estar presente”, finaliza Doris.

Fonte O que eu tenho

Respostas para 17 dúvidas comuns sobre a acne

A tão odiada acne não é coisa só de adolescente. Há muitas mulheres e homens que sofrem deste mal também na fase adulta. Para lidar com este problema, é preciso entender as causas e fatores responsáveis pelo aparecimento das temidas espinhas. Até mesmo nossa alimentação pode influenciar no processo. A seguir, confira as respostas para todas as suas dúvidas sobre o tema.


1. Qual a diferença entre a acne na adolescência e na fase adulta?
Do ponto de vista clínico, nenhuma, já que as lesões são muito semelhantes. No entanto, a acne na adolescência é auto-limitada, ou seja, ao redor da terceira década tende a curar, sendo sua causa a condição genética propriamente dita. Já a acne adulta, é uma condição que, geralmente, é associada às questões hormonais, principalmente, alterações hormonais ovarianas, só se resolvendo mediante ao tratamento desta causa. 

2. Quais as principais razões para o aparecimento da acne na fase adulta?
A principal são os cistos ovarianos. No entanto, o uso de medicamentos como anticoncepcionais, alguns antiinflamatórios, corticoides e, até mesmo, quimioterápicos, também podem ocasionar o início deste quadro.

3. Como se forma a espinha?
As espinhas (acne) se formam porque há o entupimento do ducto que drena para a superfície da pele o sebo produzido pela glândula sebácea. Esta rolha de ceratina é o chamado cravo, que em seguida inflama, deixando as lesões avermelhadas e pustulosas. A rolha é secundária à irritação do sebo que tem composição diferente (mais irritativa) do que de uma pessoa normal.

4. A herança genética influencia?
Sim, sem dúvida. Filhos de pais com acne têm mais chances de apresentarem acne na vida que os filhos de pais sem acne.

5. Quais são os graus de acne?
São 5 graus:
grau 1 - comedoniano: quando há o predomínio de cravos)
grau 2 - pápulo-pustulosa; quando predomina pontos vermelhos e de pus
grau 3 - cística: quando há o predomínio de cistos
grau 4 - conglobata: quando há cistos e ductos pustulosos que se intercomunicam
grau 5 - fulminante: quando há sintomas gerais, como febre, mal-estar e dores no corpo associados ao grau 5.

6. Quem sofre mais: as mulheres ou os homens e por quê?
Geralmente, as mulheres, devido à causa hormonal ovariana ser a principal causa desencadeante deste tipo de acne.
7. Em qual área do corpo é mais comum o surgimento da acne na fase adulta?
O surgimento da acne, geralmente, se limita à face, principalmente, na região mandibular.

8. Quais são as opções para tratamento?
Antes de tudo, tratar a causa: se for decorrente de cistos ovarianos, estes devem ser tratados; se for decorrente do uso de algum medicamento, este deve ser trocado.

9. O que há de novo no tratamento da acne?
Não há nada de novo. A nova tendência é a associação de retinóico sintético (adapaleno) com o agente que diminui a proliferação de bactérias (peróxido de benzoíla).

10. Como é feito o tratamento?
Sempre deve ser prescrito por um dermatologista, de acordo com a gravidade de cada caso.

11. A alimentação pode influenciar?
Cada vez mais, temos encontrado explicações na literatura que apontam para esta associação. Alimentos ricos em glicose e carboidratos, por estimularem a produção de insulina, parecem estar mais associados com esta piora. Neste sentido, o chocolate também participa de tal processo.

12. O excesso de maquiagem pode levar à formação de espinhas?
Sim, principalmente naqueles que já têm tendência à acne, pois fecha mais os poros, diminuindo a excreção do sebo.

13. E o uso indiscriminado de cremes, loções e protetores, ainda mais quando não são adequados ao tipo de pele, também podem favorecer o aparecimento da acne?
Sim.

14. Fumar também pode estar associado ao surgimento da acne?
Isto não está muito bem estabelecido, mas, atualmente, já existem algumas linhas de pesquisa que falam que o fumo, até mesmo a maconha, pode piorar o quadro de acne.

15. Quando é necessário procurar outros especialistas (como endocrinologistas e ginecologistas) para tratar o problema?
Sempre que houver suspeita de que a acne não seja uma condição genética exclusiva no paciente, mas sim, secundária a algum problema corporal, como alterações hormonais.

16. Quais as recomendações (dicas para lavar, proteger e hidratar a pele) para que o tratamento seja mais eficaz (especialmente no caso de uso de cremes e pomadas)?

Este deve ser prescrito pelo dermatologista, no ato de se indicar um tratamento, para que o uso seja compatível com os produtos indicados e, também, com o tipo de pele de cada um.

17. O que a mulher com acne deve evitar?
O que acentua ainda mais o problema ou pode desencadeá-lo?
O uso de anticoncepcionais que não sejam específicos para o público de mulheres portadoras de acne.

Fonte Minha Vida

Ejaculação feminina não precisa ser motivo de preocupação

O líquido também não tem relação com a lubrificação vaginal

O orgasmo feminino é cercado de mistérios. Um deles está em dizer que as mulheres que ejaculam sentem mais prazer. Mas também mulheres ejaculam? Sim. A ejaculação é consequência: algumas mulheres, quando têm um orgasmo muito intenso, podem ejacular. Entretanto, as mulheres que não expelem o líquido pela uretra não sentem necessariamente menos prazer do que as que ejaculam.

"Ao ser estimulada sexualmente, as glândulas de Skene, podem ser forçadas pelas contrações musculares da vagina, que pode expelir pela uretra um líquido viscoso, assemelhando-se ao líquido expelido pela próstata masculina", explica a ginecologista Carolina Ambrogini, da Unifesp.

O líquido ejaculado também não tem relação com a lubrificação vaginal, uma vez que esta acontece antes do orgasmo e é produzida pelas glândulas de Bartholin, enquanto a ejaculação acontece no clímax do ato sexual e seu líquido é liberado através do canal da uretra.

A lubrificação vaginal é a produção de um líquido viscoso na vulva, que reduz o atrito durante a penetração. "A lubrificação vaginal é uma das primeiras respostas à excitação sexual na mulher. Sua ausência pode trazer grandes incômodos na penetração", explica Carolina Ambrogini.

Essas glândulas de Skene são também conhecidas como próstata feminina. Elas são resquícios da formação fetal. Quando o feto está se formando, meninos e meninas desenvolvem-se da mesma forma. Depois de um tempo é que se desenvolvem órgãos específicos para cada sexo. No caso dos homens, forma-se a próstata, e nas mulheres, as glândulas de Skene.

Será que é urina?
Outra dúvida frequente surge quando algumas mulheres confundem o produto da ejaculação com a urina, uma vez que a sensação que antecede a essa ejaculação é parecida com a vontade de urinar. "É importante saber diferenciar o líquido que sai pela uretra na ejaculação, da urina. Em geral, esse líquido é incolor e inodoro, bem diferente do xixi e sai em menor quantidade."

A atenção é importante, pois pessoas que tem problemas na bexiga, tais como bexiga hiperativa e incontinência urinária, podem urinar na hora do orgasmo, por conta da contração de diversos músculos. Nesse caso, é importante buscar um especialista.

Fonte Minha Vida

Disfunção erétil: tratamentos

A maioria dos casos da impotência sexual tem solução

Tratamentos para disfunção erétil
O andrologista Carlos Araújo explica que para iniciar um tratamento para disfunção erétil é preciso primeiro passar por uma consulta médica. No encontro médico-paciente são feitas perguntas sobre a saúde do paciente e da situação do relacionamento com a companheira.

Dependendo da situação é indicado o uso de medicamentos via oral, ou medicamentos injetáveis e, no último caso, implantes penianos.

Para quase todos os pacientes existem tratamentos. A prevalência de homens no consultório é de homens com mais de 40 anos. Mas o problema também pode afetar os jovens. Assista ao vídeo e entenda melhor o assunto




Fonte Minha Vida

Saiba comoos problemas de pele mais comuns em bebês

Pais devem ficam atentos a descamações, manchas e brotoejas

Se existe uma característica comum a todos os bebês saudáveis, só pode ser a pele macia e sedosa, que deu origem à expressão "pele de beb"?. Segundo o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, qualquer alteração que fuja dessa maciez merece a atenção dos pais e precisa de tratamento imediato. "O problema pode causar desconforto à criança e pode ser sinal até de que seu organismo não está recebendo oxigênio o suficiente", explica. O Minha Vida foi atrás de especialistas para saber quais são os problemas de pele mais comuns em bebês e como cuidar de cada um deles. Confira.

Brotoejas - Foto Getty Images

Brotoejas
"As brotoejas são bolinhas vermelhas que costumam aparecer em dobrinhas, no pescoço ou nas axilas do bebê, resultado do entupimento das glândulas sudoríparas da criança", aponta a pediatra Camila Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz. Isso ocorre porque essas estruturas ainda estão em desenvolvimento quando ela nasce e, portanto, ainda não funcionam adequadamente.

Perigo: as brotoejas podem coçar, causando incômodo ao bebê e, por serem uma irritação, tornam-se foco de infecções.

Como tratar: já que elas surgem pela transpiração e o que faz a criança transpirar é o calor excessivo, a solução é deixá-la o mais fresquinha possível. Dar mais de um banho por dia sem usar sabonete em todas as lavagens, vesti-la com roupas leves, secar as regiões úmidas de seu corpo, utilizar talco líquido e mesmo limpar a saliva que escorre da boca do bebê podem evitar o problema.

Hemangioma - Foto Getty Images

Hemangiomas
Resultado da projeção dos vasos sanguíneos na superfície da pele, os hemangiomas, que nada mais são do que manchas avermelhadas, são bastante comuns em bebês. "A anormalidade é inata, ou seja, a criança já nasce com ela", afirma o pediatra Sylvio de Barros, da clínica MBA Pediatria.

Perigo: há o risco de o sintoma evoluir para problemas mais graves e, por isso, um dermatologista deve ser consultado se as manchas não desaparecerem.

Como tratar: o pediatra deve ser consultado para poder receitar o medicamento adequado à situação, caso necessário.

Descamação - Foto Getty Images

Descamações
De acordo com o pediatra Jorge Huberman, a descamação da pele é completamente normal e até esperada logo após o nascimento do bebê. "Ele passou 40 semanas em meio aquático, portanto, sua pele precisa ser trocada para atender às exigências do novo meio", esclarece. O problema também acomete as crianças no inverno, quando os banhos tendem a ser mais quentes, o que destrói a camada de gordura protetora da pele.

Perigo: a descamação pode ser uma reação a algum produto utilizado na higiene do bebê, pode ser sinal de alergia ou ainda uma dermatite, inflamação da pele.

Como tratar: evite produtos com muita química, usando apenas um bom sabonete de glicerina durante o banho da criança e fazendo a higienização com água morna e algodão. Mesmo os lencinhos umedecidos devem ser evitados sempre que possível. Peça ao pediatra a indicação de um bom hidratante e, se o problema persistir, consulte-o novamente.

Picada de inseto - Foto Getty Images

Picadas de inseto
A melhor maneira de evitar que seu filho seja picado por um inseto é colocando mosquiteiro em seu berço e fazendo uso de tomadas que liberem substâncias repelentes. Há ainda produtos que podem ser passados na roupa do bebê para afastar mosquitos.

Perigo: se o bebê for picado e não demonstrar qualquer reação a não ser a típica bolinha vermelha, os pais não terão com que se preocupar. "É preciso lembrar, entretanto, que a criança pode ser alérgica a determinados mosquitos, o que pode levar a uma reação exagerada do seu organismo, culminando em inúmeras lesões pelo corpo", aponta a pediatra Camila.

Como tratar: fazer compressas frias no local da picada pode aliviar a sensação de coceira e, no caso de insetos como a abelha, impede que o veneno do ferrão se espalhe. Se for identificada uma reação alérgica, o bebê deve ser levado ao médico.

Impetigo - Foto Getty Imagess

Impetigos
De acordo com o pediatra Sylvio de Barros, impetigo é uma infecção de pele que se apresenta com machucados cheios de pus e furúnculos. Muitas vezes, é decorrente de uma simples picada de mosquito, que foi contaminada por bactérias do tipo estreptococo ou estafilococo.

Perigo: enquanto a bactéria está alojada na superfície da pele, as pessoas que entram em contato com a criança correm risco de se contagiar. O perigo maior, entretanto, é a migração desse micro-organismo para o resto do corpo.

Como tratar: o tratamento do impetigo deve ser feito por meio de antibióticos prescritos pelo pediatra da criança e pode durar meses, dependendo da resistência da bactéria.

Eczema - Foto Getty Images

Eczemas
"O eczema, irritação da pele evidenciada pela secura, espessura ou escamosidade da pele do bebê, ou mesmo pelo aparecimento de bolhas, nem sempre pode ter sua causa diagnosticada", alerta Jorge Huberman. Em alguns casos, entretanto, ele acontece pelo contato com alimentos ou produtos irritantes para o organismo da criança.

Perigos: o problema pode causar coceira e desconforto ao bebê. Eczemas também se tornam uma porta de entrada a agentes infecciosos.

Como tratar: se a causa for identificada, o produto ou alimento irritante deve ser substituído por outros, de acordo com as instruções passadas pelo pediatra. Mas, se a causa for desconhecida, um estudo mais aprofundado deve ser realizado pelo profissional.

Assadura - Foto Getty Images

Assaduras
Assaduras incomodam muito o bebê, causando dor e tornando-se foco de infecções. "A pele da criança tem, naturalmente, uma barreira protetora, mas ela pode ser rompida quando fica muito tempo exposta à urina, fezes e mesmo ao calor intenso", alerta o pediatra Sylvio de Barros.

Perigo: o calor intenso aliado à transpiração da pele, coberta por fralda descartável, pode originar micoses e causar irritações.

Como tratar: passar pomadas neutras para fortalecer a barreira de proteção da pele pode evitar assaduras, mas recomenda-se deixar a região respirar livremente. De acordo com o especialista, o sol saudável - antes das 10h e depois das 16h - auxilia na esterilização da pele do bebê.

Fonte Minha Vida

7 dicas para o bem da sua boca

O básico que você precisa saber para chegar à terceira idade com a dentição completa

Não é apenas para evitar problemas dentários, como as cáries, que a higiene bucal diária é importante. Cuidar bem de dentes e gengivas também colabora para a nossa saúde como um todo, já que a boca pode agir como porta de entrada para uma série de outros males.

Vícios como o tabagismo e hábitos como a ingestão de grandes quantidades de café também favorecem o aparecimento de doenças bucais. Por isso, é preciso ficar atento a possíveis riscos para os dentes e para a boca em geral. Confira sete lembretes fundamentais para uma boa saúde bucal:

Bebês não precisam de açúcar
Deve-se evitar dar às crianças alimentos açucarados, pelo menos até os 2 anos de idade. Como os pequenos ainda não conhecem o sabor do açúcar, a tarefa dos pais é menos árdua: o bebê ainda está se familiarizando com os gostos dos alimentos e, por isso, não estranhará a falta desse ingrediente. Sem a presença dos doces na dieta, fica mais fácil prevenir não só a cárie dentária, mas também a obesidade infantil. É importante lembrar que os cuidados com a boca devem começar antes mesmo do nascimento dos primeiros dentes.

Adultos não devem dividir os talheres com as crianças
Pais e cuidadores não devem dividir os talheres com as crianças no momento das refeições: como a cárie é uma doença transmissível, as bactérias presentes na boca dos adultos podem contaminar a cavidade bucal das crianças.

Modere o consumo de café
O hábito de beber café pode causar manchas na superfície dos dentes. Quando a bebida é ingerida entre as refeições e associada ao açúcar, acaba também por potencializar o aparecimento de lesões de cárie.

Refrigerantes de cola podem causar problemas sim
O uso contínuo de bebidas ácidas, como refrigerantes do tipo cola, pode provocar erosão ácida da superfície dos dentes. Além disso, por conterem grande quantidade de açúcar, essas bebidas também contribuem para um maior risco de cárie.

Para evitar doenças, aposte numa boa escovação
Uma boa higiene bucal, feita de duas a três vezes ao dia, previamente orientada por um cirurgião dentista, é essencial na prevenção de doenças como a cárie, a gengivite e a periodontite. A escovação remove a placa bacteriana formada sobre os dentes, constituída basicamente por restos alimentares, bactérias e saliva. Quando não devidamente removida, a placa pode causar desmineralização do esmalte dentário, lesões de cárie e gengivite.

Use a própria escova de dentes ou uma escova apropriada para higienizar a língua é essencial na prevenção do mau hálito. Prefira escovas macias e execute movimentos suaves: o hábito de escovar os dentes de forma vigorosa pode provocar abrasões nas estruturas dentárias e recessão gengival, uma condição que expõe as raízes dos dentes, deixando-os mais sensíveis. De preferência à noite, o uso do fio dental uma vez ao dia também é fundamental para a correta limpeza da região entre os dentes.

Use os dentes para mastigar alimentos, e só!
A onicofagia, nome técnico para o hábito de roer unhas, pode causar desgastes, fissuras e até mesmo fraturas dentárias. Além disso, pode causar dores e disfunções na articulação temporomandibular e nos músculos da face, além de cefaleias. Ações como morder pontas de lápis ou de canetas, abrir embalagens com os dentes, mascar chiclete e bruxismo (apertamento ou ranger de dentes) também podem causar os mesmos problemas. Por isso, lembre-se: os dentes servem para mastigar alimentos, e não outros objetos. Em relação ao bruxismo, o cirurgião-dentista pode auxiliar o paciente com ajustes na oclusão e com o uso placas miorrelaxantes.

Cigarro é pior do que você imagina
Fumar é um hábito extremamente prejudicial também quando se fala de saúde bucal. O cigarro pode causar manchas na superfície dentária e mau hálito, além de favorecer a periodontite, provocando perda dos tecidos de suporte da estrutura dentária e podendo levar à perda dos dentes. A periodontite aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto, e é também associada com o diabetes, por comprometer o controle metabólico do corpo. O tabagismo pode, ainda, causar câncer de boca, principalmente quando associado a bebidas alcoólicas.

10 passos para uma boa higiene bucal
1. Limpe os dentes diariamente, usando uma escova de tamanho adequado e com cerdas macias, além de fio dental. Esse processo deve ser feito após cada refeição e também antes de dormir

2. Higienize a língua, varrendo a sujeira da parte mais interna atá a ponta. Para isso, use a própria escova de dentes ou um limpador de língua apropriado

3. Mantenha uma alimentação saudável, evitando o consumo exagerado de açúcar, principalmente entre as refeições

4. Aposte no flúor para proteger os dentes das cáries. Ele ser encontrado nas pastas de dente e na água dos municípios que adicionam o elemento nas estações de tratamento. A utilização de outro tipo de flúor deve ser discutida com o dentista

5. Não se esqueça de escovar adequadamente os dentes da parte de trás da boca, área em que comumente há um acúmulo de restos de alimentos, o que propicia a circulação de bactérias

6. Quem usa aparelho ortodôntico deve se preocupar ainda mais com a limpeza dos dentes e da gengiva e com o uso do flúor, pois o aparelho retém muito os restos de alimentos

7. Dentaduras e outras próteses devem estar bem adaptadas, sem machucar, e precisam ser limpas diariamente, já que a placa bacteriana também acumula sobre as próteses

8. Preste atenção ao próprio hálito. A ocorrência de um cheiro desagradável emanando da boca tem como principal causa a falta de uma limpeza adequada da língua

9. Beba bastante água durante o dia

10. Vá ao dentista regularmente

Fontes: Prof. Dr. Marcel Fasolo de Paris, professor Adjunto da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Conselho Federal de Odontologia

Fonte iG

Frutas, verduras e...comprimidos?

Alimentação restrita dos vegetarianos e vegans pode exigir suplementação

Ideologia, crença, radicalismo ou uma simples opção. Os conceitos que estão por trás da decisão de restringir a alimentação, e assumir-se como vegetariano ou vegan são variados e pessoais.

Independente da motivação, limar o grupo de alimentos da carne e do leite pode provocar sérios danos à saúde se a decisão não for feita com cuidados, conhecimento e acompanhamento nutricional.

Segundo Talita Bitar, endocrinologista do Hospital Copa Dor, no Rio de Janeiro, alimentações restritas não são fisiológicas. O organismo espera uma dieta mista, balanceada com gordura (de 5% a 15%), carboidratos (50% a 60%) e proteínas (20% a 30%).

“Quem opta por zerar o consumo de carne, leite e derivados, precisa ter consciência de que essa atitude não é esperada pelo corpo. O acompanhamento é fundamental para diminuir o risco das deficiências antes do aparecimento de problemas mais sérios.”

A endocrinologista explica que ao cortar o consumo de alimentos como a carne, o organismo deixa de receber a quantidade necessária de ferro e vitaminas do complexo B. A falta de ferro pode levar a anemia, desnutrição e baixo peso. As vitaminas do complexo B são responsáveis pelo bom funcionamento do sistema neurológico. A carência delas pode provocar alucinações e até demência.

Quando o ovo ainda é mantido na alimentação, as deficiências tendem a ser menores. A médica explica que o aporte de cálcio e vitamina D dá equilíbrio, além de proteger contra osteoporose. Para que a opção não resulte em problemas de saúde sérios, é prudente que um médico avalie o quadro nutricional do paciente e prescreva a complementação dos suplementos que não são ingeridos com os alimentos.

Blindar o sistema imunológico também é fundamental. A falta de nutrientes deixa o corpo vulnerável a bactérias e vírus, aumentando as chances de infecções. “Se o paciente tiver deficiência de proteína, desnutrição, carência de zinco, ele tente a ter um sistema imunológico menos eficiente.”

Os ricos aumentam conforme as restrições e a falta de acompanhamento. Apesar das limitações, não é correto afirmar que os vegetarianos e vegans não são saudáveis. “É uma opção que dá para levar. O radicalismo é o fator alarmante, que pode aumentar o número de deficiências nutricionais”, garante Talita.

Conhecimento X suplemento
O tatuador Fernando Franco Enei Franceschi, 36, é vegetariano desde 1993. A motivação ideológica deu resultados positivos e ganhou força quatro anos depois, quando ele optou por não comer apenas carne, mas zerar o consumo de leite e seus derivados. Segundo ele, o vegetarianismo é um primeiro passo. “Parei de comer carne, e depois comecei a ver que não queria mais nada derivado de animais. A vaca produz leite para o bezerro e não para o ser humano", defende.

Franceschi faz o uso apenas de comprimidos com vitamina B 12 para evitar a fraqueza e o cansaço. Os demais nutrientes o tatuador revela que repõe com a proteína da soja e dos legumes, verduras e cereais que come diariamente.

“Fui estudar, pesquisar sobre as propriedades dos alimentos pra saber como poderia manter o organismo saudável sem o leite e a carne. Dá pra viver só de legumes, mas não é possível viver só de carne. Nunca fico doente", assevera.

Para ter a prova de que sua opção continua dando certo, o tatuador recorre a exames de sangue e revela que nunca teve anemia ou algum problema mais grave. “A estratégia é conhecer os alimentos e comer a quantidade necessária para o bom funcionamento do organismo.”

Radicalismo não é regime
Engana-se quem vê na dieta vegetariana a chance de emagrecer. O consumo exclusivo de verduras e frutas não garante o corpo esquio e magro. Talita revela que o número de pessoas obesas nesse grupo não é incomum. “Cortar a carne da alimentação não significa eliminar a gordura. É mito encarar o radicalismo como dieta para perder peso.”

Ortorexia
O cuidado excessivo com a alimentação e o consumo exclusivo de produtos orgânicos vão contra o ideal de saúde e bem-estar. O radicalismo e a obsessão pela saúde foram definidos pela medicina há pouco mais de quatro anos como ortorexia (orto siginifica correto). A maioria dos pacientes com esse distúrbio, segundo a médica, são mulheres e vegetarianas.

“Pacientes radicais podem ter transtorno alimentar. Comer correto vira uma obsessão tão grande que a pessoa passa a evitar encontros sociais e jantares fora de casa. É mais comum em mulheres, mas os homens também podem apresentar o problema.”

Fonte iG

O desafio de virar vegetariano

vegetariano Ser Vegetariano é Ser Saudável?Dificuldades para encontrar produtos sem proteína animal e falta de apoio da família são as principais reclamações dos veganos

De Bill Clinton a Ellen DeGeneres, as celebridades estão louvando os benefícios de uma dieta vegana e livros que defendem uma alimentação à base vegetal são best-sellers. Mas será que eliminar a carne e os laticínios é tão simples quanto parece?

Como incontáveis aspirantes a veganos estão descobrindo, deixar de ser onívoro e se tornar herbívoro é uma mudança repleta de desafios físicos, sociais e econômicos – pelo menos para aqueles que não têm um cozinheiro particular.

A luta para largar alguns alimentos muito apreciados, como o queijo e a manteiga, pode ficar ainda mais difícil perante a resistência e a desconfiança de amigos e familiares insensíveis.

Substitutos como o leite de amêndoa e o leite de arroz podem chocar as papilas gustativas, e alimentos específicos para veganos podem custar de duas a três vezes o preço pago por equivalentes feitos de carne e laticínios. Além disso, os novos veganos descobrem rapidamente que muitos alimentos disponíveis em mercearias e cardápios de restaurantes contêm ingredientes de origem animal escondidos.

“O consumo de carne é a norma sociocultural dominante no Ocidente”, disse Hanna Schosler, pesquisadora do Instituto de Estudos Ambientais da Universidade Vrije, em Amsterdã, que estudou a aceitação de substitutos da carne entre os consumidores.

“As pessoas que querem mudar para uma dieta mais vegetariana relatam enfrentar limitações físicas e mentais. Não comer carne não é algo muito aceito em nossa sociedade.”

Ainda assim, os números são significativos, de acordo com uma reportagem publicada em 2008 pela revista Vegetarian Times: 3% dos adultos norte-americanos, 7,3 milhões de pessoas, seguem uma dieta vegetariana, e 1 milhão deles são veganos, que não comem nenhum produto de origem animal – nada de carne, peixe, ovos, leite, queijo, nem mesmo mel. (23 milhões dizem que raramente comem carne.)

Ninguém sabe quantas pessoas já tentaram e não conseguiram mudar a alimentação para dietas veganas ou vegetarianas, mas a popularidade de livros como The China Study (O Estudo da China) e da série Skinny Bitch sugere que o interesse está crescendo.

Os novos veganos costumam citar o documentário de 2008 Food, Inc., de Robert Kenner, que oferece uma perspectiva perturbadora da agricultura empresarial e dos custos que ela impõe aos animais, ao ambiente e à saúde humana.

Megan Salisbury, de 33 anos, estudante de Serviço Social de Phoenix, diz que prefere uma alimentação baseada em vegetais, mas que consegue viver à base dela apenas cerca de 75% do tempo. As opções vegetarianas no refeitório do campus onde estuda são limitadas e muitas vezes caras, e ela tem que dirigir 32 quilômetros para encontrar lojas com alimentos específicos para veganos se quiser cozinhar.

“Eu realmente gosto da minha alimentação. Uma caixa dos hambúrgueres vegetarianos Gardenburgers custa 4 dólares – o que não parece caro. Mas quando comparamos a uma caixa de hambúrgueres de carne, é muito mais caro.”

A falta de apoio social também é frustrante. Quando Salisbury preparou rosquinhas veganas para compartilhar com a família, eles disseram coisas como: “Agora eu vou comer uns ovos”, lembra ela.

“Eles foram muito condescendentes. Não compreendem e não fazem nenhum esforço para compreender.”

Os novos veganos dizem que é difícil abrir mão dos alimentos dos quais mais gostam e se acostumar ao gosto dos substitutos da manteiga e dos laticínios. Para Linda Walsh, de Wilmington, Vermont, que foi vegetariana durante 30 anos antes de se tornar vegana recentemente, o mais difícil foi deixar de comer queijo.

“De todo modo, eu me tornei vegana. Mas acho que o surgimento de uma alternativa realmente boa ao queijo poderia converter muitas e muitas outras pessoas à alimentação vegana.”

Deixar de comer as comidas das quais mais se gosta nunca é fácil, dizem os cientistas de alimentos, pois significa passar por cima de preferências gustativas que ficaram gravadas no cérebro durante toda a vida.

“Para a maioria dos adultos norte-americanos, o consumo de carne ficou associado desde a infância a efeitos nutricionais agradáveis”, disse France Bellisle, pesquisadora do comportamento alimentar que vive em Paris.

“Gostar de carnes é algo que se aprendeu e foi reforçado ao longo dos anos. Qualquer substituto teria que imitar a experiência sensorial evocada pelas carnes.”

“É sempre preciso mais motivação para mudar qualquer tipo de comportamento do que para continuar com os hábitos antigos”, acrescentou.

Os laticínios são particularmente difíceis de substituir, diz Daniel Granato, pesquisador da Universidade Federal do Paraná, porque é difícil imitar os atributos intrínsecos dos alimentos lácteos provenientes de proteínas e gorduras em seus substitutos. E como as pessoas começam a consumir esses alimentos na infância, a preferência do paladar tem um enraizamento profundo.

“Normalmente, os laticínios feitos com a gordura do leite são mais suaves e apresentam uma viscosidade e uma textura muito agradáveis”, disse Granato.

“Os consumidores sentem a diferença entre os produtos à base de leite e à base de soja. E uma vez que têm como primeira referência os produtos à base de leite, tendem a rejeitar produtos de base vegetal, feitos com aveia, soja ou outro alimentos.”

Os ingredientes e técnicas culinárias veganos pode ser difíceis para os iniciantes, mesmo que as mudanças sejam relativamente pequenas. Substitutos como a margarina vegetal e a levedura nutricional podem parecer ter um sabor estranho de noz ou queijo. Outro método para preparar alimentos veganos mais cremosos ou que lembrem o queijo é fazer uma pasta de castanha-de-caju.

“O que eu achei estranho foi a pasta de missô", disse Salisbury. “Eu a usei para rechear conchigliones, mas não entendi de fato para o que ela serve. Acho que é para dar mais consistência.”

Apesar dos desafios da alimentação baseada em vegetais impostos por um mundo baseado nas carnes, os aspirantes ao veganismo dizem que vão continuar tentando. Maria Bandrowski, de 50 anos, moradora de Bainbridge Island, em Washington, conta que tem uma alimentação principalmente vegetariana há anos, mas nas últimas semanas começou a abraçar o veganismo depois de ler Eat to Live (Comer para viver), do médico Joel Fuhrman. Ela também está tentando incentivar a família a comer menos alimentos de origem animal.

“Eu acho que toda a minha família deveria se alimentar assim porque acredito ser melhor para ela”, disse ela.

“Mas meu marido vem do centro-oeste americano e está acostumado a comer carne e batatas. Para ele, voltar para casa e dar de cara com pimentões verdes recheados com vegetais não é tão animador quanto encontrar um bife com batata cozida.”

Fonte iG

10 perguntas respondidas sobre congelamento de óvulos

Saiba quando esse procedimento é indicado, quais os riscos e as chances de sucesso

- Existe uma idade limite para congelar os óvulos?
Não existe uma idade máxima para que a mulher opte pelo congelamento de óvulos. No entanto, ela precisa estar ciente de que passar pelo procedimento depois dos 40 anos vai resultar no congelamento de um óvulo mais velho, que pode não se tornar um embrião.

- Por quantos anos esse óvulo pode ficar congelado?
Não existe um tempo limite. O congelamento, quando bem-feito, preserva as características do óvulo, que pode ser utilizado anos mais tarde. Assim que passou pelo procedimento, o óvulo não envelhece mais e suas características são mantidas.

- Se não utilizar o óvulo e não quiser mantê-lo mais, o que posso fazer?
Nesse caso é possível descartar o óvulo, já que ele é apenas um gameta, como aquele descartado pela mulher todo mês. Se ela quiser, pode doar para pesquisa, mas terá de preencher um termo dizendo que abre mão daquele óvulo.

- Quais são os métodos de congelamento mais usados?
Existem dois principais métodos: o congelamento lento e o congelamento rápido ou a vitrificação. O primeiro vai diminuindo a temperatura gradualmente, depois da inclusão do frio protetor, substância que entra na célula e não permite que sejam criados cristais – eles poderiam romper os óvulos. Já na vitrificação, o processo de congelamento é rápido, o óvulo é submetido a baixa temperatura de forma abrupta. Assim, as chances de formação de cristais é bem menor e o resultado da recuperação desse óvulo é bem maior.

- Quando o congelamento de óvulos é indicado?
O congelamento do óvulo é indicado em algumas situações. São elas:- para casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de fertilização in vitro
- no caso de mulheres que passarão por quimioterapia ou radioterapia
- mulheres com histórico de menopausa precoce entre os familiares
- mulheres com 35 anos, sem parceiro, que desejem conservar sua fertilidade

- Existem riscos no processo?
A mulher passa por uma estimulação hormonal, na qual recebe uma carga alta de hormônios para produzir mais óvulos em um mesmo ciclo. Esse processo pode gerar complicações: pode haver reação ao uso de hormônios ou ainda a produção exagerada de óvulos, chamada de síndrome do hiperestímulo ovariano. Com isso, pode ocorrer um distúrbio metabólico pelo acúmulo de líquido no abdome, um dos sintomas é a dor abdominal. No entanto, todas essas complicações podem ser contornadas pelo médico que acompanha a mulher.

Se o início do procedimento transcorrer sem problemas, é realizada a captura dos óvulos, via vaginal, com anestesia. Um ultrassom guia a agulha, que é introduzida na vagina até os ovários, onde os óvulos são aspirados. Os riscos nessas punções são: a agulha atingir um vaso importante da pelve ou o sangramento ovariano não cessar. Nesses casos, a mulher é submetida a uma laparospocia diagnóstica para contenção do sangramento.

- Quantos óvulos devo congelar?
Um número bom, uma reserva suficiente, é de 20 óvulos. Dependendo do motivo que leve o casal a uma fertilização, esse número pode até ser pequeno.

- Há diferenças na gravidez de um óvulo fresco e de um óvulo congelado?
Não há diferença na gravidez em si. Depois de descongelado, o óvulo fertilizado se torna igual ao óvulo fresco.

- Não vou usar meus óvulos congelados. Posso doá-los para alguém da minha família?
Não, isso não pode ser feito. A doadora não pode escolher para quem doar, porque essa doação deve ser sigilosa. Quem doa não sabe quem será a receptora e vice e versa.

* Fontes consultasas para a elaboração: Karla Giusti Zacharias, especialista em reprodução humana da clínica Huntington Medicina Reprodutiva; Arnaldo Cambiaghi, especialista em reprodução humana do IPGO; Rosa Maria Neme, ginecologista e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo.

Fonte iG