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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


O pequeno Thomas Miller, de cinco anos, sobreviveu a doze cirurgias no cérebro, insuficiências renal e hepática, paralisia no lado esquerdo do corpo e cegueira dos dois olhos. Tudo isso depois de comer um hambúrguer. O menino foi o único a sobreviver à bactéria E.coli, depois que atinge o cérebro, no Reino Unido e um dos quatro no mundo.

Thomas ficou doente 24 horas depois de comer um hambúrguer em um passeio com a família, na Escócia, há dois anos. O pequeno começou a perder sangue e foi levado ao hospital pelos pais Joanne e Andrew. Começava aí a batalha da família contra a doença.

Os médicos descobriram que a bactéria tinha entrado na corrente sanguínea do menino, atacando veias e vasos. Thomas recebeu uma transfusão de sangue, mas a E.coli já havia atingido o cérebro. O caso era tão raro que os médicos britânicos solicitaram a ajuda de especialistas canadenses.


“Ele não estava falando comigo, o que era estranho, já que ele sempre foi um menino agitado”, lembra Joanne. Durante o tratamento, Thomas sofreu reações alérgicas tão sérias que precisaram ser tratadas por especialistas em queimaduras. Os médicos chegaram a dizer aos pais que o menino não sobreviveria por mais uma noite.

Thomas foi mantido em coma e respirando com ajuda de aparelhos por dias. “Quando ele acordou, os médicos ainda não sabiam se os danos no cérebro seriam permanentes. Ele não mexia as pernas nem os braços”, contou Andrew.

De acordo com o pai de Thomas, é muito raro um caso em que a bactéria E.coli invade o cérebro. No Reino Unido, o último registrado foi em 1993. Depois que o menino acordou do coma, os médicos fizeram cirurgias para remover os abcessos que haviam se formado no cérebro e ele recuperou os movimentos e voltou a enxergar.


Depois de 20 semanas no hospital, Thomas voltou para casa. Mas a família logo descobriu que a bactéria não havia sido totalmente exterminada e o pequeno precisou retomar o tratamento. Ele sofreu uma reação alérgica, ficou com a pele vermelha e queimada. “Eu vim buscá-lo e a pele dele saiu na minha mão”, conta o pai.

Em janeiro e fevereiro de 2010, Thomas passou por longas cirurgias para retirar abcessos. E o efeito foi quase imediato. “Eu nunca vou esquecer do dia em que saiu do tratamento intensivo. Ele perguntou pelo irmão, e eu soube naquele momento que já estava tudo bem”, conta aliviada Joanne.

 
Fonte G1

Pesquisa mostra como o corpo humano combate o vírus da dengue

Proteína identifica o vírus e comanda ataque do sistema imunológico.
Hoje, não existe nem remédio nem vacina contra a doença.

Uma pesquisa publicada na edição online desta terça (13) da revista científica “mBio” traz uma novidade sobre como o corpo humano responde ao vírus da dengue. Uma proteína chamada lectina de aglutinação à manose (MBL, na sigla em inglês), é capaz de identificar o vírus para atacá-lo.

Hoje, não existe nenhum remédio específico para a dengue; o que os médicos fazem é controlar os sintomas que ela causa. Os cientistas tentam também criar uma vacina para a doença, mas ainda não conseguiram.

Até essa descoberta, os cientistas sabiam que o sistema imunológico conseguia se livrar do vírus, mas nunca tinham entendido o processo em detalhes. O que a MBL faz é identificar moléculas de açúcar presentes ao redor do vírus. Uma vez que o corpo estranho é detectado, os anticorpos reagem e matam os vírus.

O nível de MBL no sangue varia de pessoa para pessoa. Isso pode explicar porque alguns pacientes são bem mais resistentes que outros em relação à dengue. Além disso, a descoberta pode levar à criação de medicamentos que ajudem a eliminar o vírus.

dengue (Foto: Arte/G1)
Fonte G1

Em pesquisa israelense, tratamento com raios alfa reduziu pela metade a reincidência de tumor

Testes feitos com ratos de laboratório tiveram excelentes resultados contra câncer de pulmão, pâncreas, colo, seio e cérebro

Pesquisadores israelenses anunciaram nessa terça-feira uma nova técnica para tratar tumores cancerosos, que consiste em implodí-los com a emissão de raios alfa, o que reduz o risco de reincidência. Os professores Yona Keisari e Itzhak Kelson, da Universidade de Tel Aviv, estão prestes a iniciar testes clínicos com a nova técnica, que utiliza um implante fino como uma agulha que emite raios alfa de curto alcance dentro do tumor.

Ao contrário da radioterapia, que bombardeia o tumor com raios gama a partir do exterior, na nova técnica as partículas alfa "circulam dentro do tumor, propagando-se para o exterior antes de se desintegrar".

"É como uma bomba de fragmentação. No lugar de explodir em um ponto, os átomos se dispersam continuamente e emitem partículas alfa a distâncias maiores", destaca a Universidade de Tel Aviv.

O procedimento todo exige cerca de 10 dias e deixa apenas pequenas quantidades de chumbo não radioativo nem tóxico. O implante, introduzido no tumor por uma agulha hipodérmica, "se desintegra de maneira inofensiva".

"Não apenas a destruição das células cancerosas é mais segura, mas na maioria dos casos o paciente desenvolve imunidade contra o reaparecimento do tumor", revela o comunicado.

Em testes feitos com ratos de laboratório, "100% dos que tiveram o tumor retirado cirurgicamente desenvolveram um novo tumor, contra 50% dos que foram submetidos ao tratamento radioativo", destaca a Universidade. "Os pesquisadores obtiveram excelentes resultados contra vários tipos de câncer, especialmente de pulmão, pâncreas, colo, seio e cérebro".

Fonte Zero Hora

Morte fetal está frequentemente ligada a problemas na placenta

Complicações na placenta causam mais mortes de bebês do que infecções

A morte de um feto no útero materno está normalmente ligada a dificuldades na gravidez, como problemas com a placenta ou parto prematuro, segundo duas pesquisas americanas publicadas nessa terça-feira e que buscam levar luz às causas e riscos desse fenômeno pouco estudado. Há 10 anos, sabia-se muito pouco das causas da morte fetal, um termo utilizado para descrever a morte de um bebê na 20ª semana ou depois.

Ainda que sejam raros os casos, nos Estados Unidos ocorrem uma vez a cada 160, uma taxa mais alta que em outros países desenvolvidos. Alguns estudos publicados pela revista científica Journal of the American Medical Association mostram que, na metade das ocasiões, uma ou mais complicações na gravidez parecem ser a causa dessas mortes.

Entre as complicações estão problemas com a placenta — que se encarrega de proporcionar nutrientes e sangue para o feto e eliminar desperdícios — em 26% dos casos, segundo os resultados obtidos pelos pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde americanos. As infecções causam de 14% a 19% das mortes do feto e as anormalidades fetais e problemas com o cordão umbilical são responsáveis cada uma por 10% das mortes do bebê antes de nascer.

Ao examinar dados de 500 mulheres grávidas em cinco estados do país, os investigadores foram capazes de identificar uma provável causa de morte fetal em 61% dos casos. Um terço delas foram ligadas a uma ou mais causas. Em média, a investigação se viu frustrada pela falta de análises posteriores à morte, dado que a metade das famílias não autorizou o estudo devido ao trauma do momento ou a preocupações financeiras.

De fato, a pesquisa começou com um número potencial de 900 mulheres a analisar, mas foi finalizada com 500, porque se centrou unicamente naquelas que tinham completado uma análise post-mórtem.

— Nosso estudo mostrou que uma possível causa de morte — mais de 60% — poderia ser encontrada através de avaliação médica. Uma maior disponibilidade de avaliação médica em mortes fetais, particularmente a autópsia, o exame da placenta e o cariotipo (análise cromossômica) proporcionaria informação para entender melhor as causas da morte fetal — disse Uma Reddy, um dos autores do estudo.

Fonte Zero Hora

Homens têm percepções diferentes sobre o "bom sexo" ao longo da vida

Independentemente da idade, vida sexual pode ter impacto na saúde masculina

A satisfação sexual masculina e a relação entre quantidade e qualidade têm proporções variadas para homens de diferentes idades. Para os mais jovens, entre 18 e 25 anos, ter o maior número possível de relações é mais importante. Os maduros, entre 41 e 50 anos, se preocupam mais com o desempenho no geral e com a satisfação da parceira. Na terceira idade, a partir dos 61 anos, o primordial é a qualidade. Independentemente das mudanças de percepção com o passar do tempo, a vida sexual impacta na saúde do homem em todas as idades.

Segundo Eduardo Berter, urologista do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e especialista em medicina sexual pela Universidade de Boston, os jovens, em geral, temem a maneira como o seu desempenho será percebido pela parceira, e isso pode desencadear transtornos como a dismorfofobia (síndrome da distorção da imagem). Ou seja, os homens enxergam as proporções de seu órgão genital diferente da realidade. Outra questão que pode ser favorecida pela ansiedade ou insegurança vivida pelos homens no início da vida sexual é a ejaculação precoce.

Já para os homens maduros, o "bom sexo" é aquele que lhe satisfaça, mas que também proporcione prazer à sua parceira. Eles normalmente querem manter sua atividade como está e ficam preocupados com a possibilidade de acontecer alguma alteração de libido ou da qualidade de ereção. Segundo o médico, é comum escutar dos pacientes nessa idade questionamentos sobre como prevenir problemas como a disfunção erétil, que é a dificuldade em obter ou manter a ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório.

A partir dos 61 anos, mesmo com alguma piora na ereção inerente à idade, o urologista comenta que o avanço da medicina permite que os idosos continuem ativos sexualmente por muitos mais anos e com qualidade.

Tratamentos ajudam a melhorar o desempenho
De acordo com a pesquisa Mosaico Brasil, os entrevistados relataram que a média de relações sexuais por semana é de 3,5 para os rapazes com 18 a 25 anos. Ao alcançarem a faixa etária dos 41 a 50 anos, essa média cai para 2,9 relações semanais. Já os homens entre 61 e 70 anos afirmam praticarem sexo 1,8 vezes a cada período de sete dias.

Ainda segundo resultados da mesma pesquisa, os homens relataram ter notado piora na qualidade da ereção nos últimos anos. Tal dificuldade foi percebida por 25,4% dos jovens entre 18 e 25 anos. Para os homens com 41 a 50 anos, a percepção ocorreu para 58,4% dos pesquisados. Já aqueles com 61 a 70 anos, a piora relatada foi de até 81,3%.

Terapias auxiliam tanto na qualidade da ereção como no tratamento para recuperá-la. No passado, o tratamento da disfunção erétil implicava em proporcionar uma ereção suficiente para a penetração. Após o advento do Viagra (sildenafila), a meta é atingir a rigidez ideal do pênis. Berter ressalta que é fundamental procurar um especialista, para que seja indicado o tratamento adequado.

Fonte Zero Hora

Pesquisa sugere que altos níveis de açúcar no sangue fazem as pessoas parecerem mais velhas

Resultados levam em conta fatores que influenciam no envelhecimento, como tabagismo, exposição ao sol e IMC

Longa exposição a altos níveis de glicose faz com que as pessoas aparentem ter mais idade do que realmente têm. É o que diz um estudo conjunto realizado pelo Centro Médico da Universidade de Leiden e pela área de Pesquisa & Desenvolvimento da Unilever.

De acordo com a pesquisa, pessoas com idade entre 50 e 70 anos, com altos níveis de açúcar no sangue, testadas sem que estivessem em jejum, consistentemente aparentavam ser mais velhas do que aquelas com níveis mais baixos de açúcar. Os resultados demonstraram que, para cada aumento de 1 mmol/litrode açúcar no sangue, a idade percebida aumentava em cinco meses.

A pesquisa também identificou que a idade facial percebida de diabéticos — que tiveram exposição a altos níveis de açúcar no sangue por um longo período — era mais elevada do que a de não diabéticos. De maneira importante, esses resultados permaneceram válidos após levar em conta fatores que sabidamente influenciam o envelhecimento facial, tais como tabagismo, exposição ao sol e índice de massa corporal (IMC).

Para Diana van Heemst, professora associada do Centro Médico da Universidade de Leiden, os resultados desse estudo ressaltam ainda mais a importância do controle dos níveis de glicose no sangue para o bem-estar e a saúde na meia idade avançada.

— O benefício associado de ter uma aparência mais jovem pode proporcionar uma motivação adicional para a adoção de mudanças saudáveis em estilo de vida por pessoas na faixa 50 a 70 anos de idade — considera a pesquisadora.

David Gunn, cientista sênior dos laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento da Unilever em Colworth Science Park, considera que, embora existam caminhos conhecidos através dos quais altos níveis de glicose poderiam influenciar o envelhecimento facial, serão necessárias pesquisas adicionais para que se possa identificar a verdadeira causa subjacente da aparência de envelhecimento.

O estudo, publicado na revista científica AGE, foi conduzido como parte da iniciativa Consórcio dos Países Baixos para o Envelhecimento Saudável, que busca entender como se pode preservar a saúde conforme os indivíduos envelhecem. Conduzida na Holanda, a pesquisa envolveu testes dos níveis de glicose no sangue de mais de 600 homens e mulheres sem que estivessem em jejum, que depois foram fotografados. Posteriormente sua idade real foi comparada com sua idade facial percebida por 60 avaliadores independentes.

Fonte Zero Hora

Sírio-Libanês contrata transcritor para preencher prontuário eletrônico

Médicos são resistentes às prescrições digitais devido à lentidão do sistema, conta o superintendente do Hospital, Gonzalo Vecina

A gestão hospitalar é, talvez, uma das mais complexas a serem executadas. O Hospital é a única “empresa” que funciona durante sete dias da semana, 24 horas por dia, que conta com uma das mais vastas gamas de profissionais – mais de 14 da área da saúde – entre engenheiros, administradores, de recursos humanos, entre outros; além de ter de conciliar os interesses econômicos com as necessidades vitais da população.

Segundo o superintendente do Hospital Sírio Libanês, a gestão clínica e administrativa está entre os principais gargalos do setor. Devido à alta complexidade, os softwares hospitalares ainda têm muito que evoluir, segundo Vecina. “Falta demenda por eficiência”, afirma Vecina.

O preenchimento das prescrições eletrônicas no Sírio Libanês, por exemplo, encontra resistência por parte dos médicos. Para cada droga a ser prescrita, o médico precisa abrir uma série de janelas e preencher vários campos. “Isso leva uns vinte minutos e os médicos não querem fazer isso. Por isso contratamos uma pessoa só para digitalizar as prescrições, o transcritor”, conta Vecina.

Depois, o trabalho do transcritor passa pela validação das áreas farmacêuticas e enfermagem.

Fonte SaudeWeb

Rede D´Or assume controle acionário do Hospital viValle

Situado na cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo, o viValle possui 60 leitos e é referência na região

A Rede D’Or São Luiz, maior operadora independente de hospitais do Brasil, acaba de anunciar que assumiu o controle acionário do Hospital viValle, situado na cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo.

A instituição de saúde foi fundada a partir da inauguração da Clínica Gastroclínica, em 1980, a qual deu origem ao Hospital Gastroclínica, em 2000. Cinco anos depois, houve a mudança de nome para Hospital viValle, o qual hoje é referência no Vale do Paraíba.

Atualmente, a unidade possui 60 leitos, sendo 8 de UTI, e mil médicos cadastrados. Ao ano, realiza 50 mil atendimentos no pronto-socorro, 4,2 mil internações, 3,4 mil cirurgias e 10,5 mil consultas ambulatoriais no Centro Médico. Em 2005, foi inaugurado o Instituto de Ensino e Pesquisa viValle (IEP), instituição sem fins lucrativos que promove a atualização do conhecimento científico e tecnológico dos profissionais da região por meio de atividades voltadas aos estudos científicos, ensino e pesquisa.

“Essa operação proporcionará sinergias importantes do ponto de vista de negócio, pois as instituições se complementam em suas respectivas regiões de atuação, e está alinhada à estratégia de expansão e crescimento da Rede D’Or São Luiz e ao seu compromisso com o desenvolvimento da saúde no mercado brasileiro”, informou o grupo, em comunicado.

Fonte SaudeWeb

Saúde é o maior problema para 59% da nova classe C

Setor ocupa o primeiro lugar da lista das áreas que mais enfrentam problemas no Brasil, ficando à frente de outras categorias como violência, desemprego e até corrupção

A saúde é o maior problema vivido pela nova classe C brasileira, elevado grupo de pessoas que ascenderam à faixa média da sociedade, segundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), divulgada nesta quinta-feira (08). De acordo com 59% dos entrevistados, o setor ocupa o primeiro lugar da lista das áreas que mais enfrentam problemas no Brasil, ficando à frente de outras categorias como violência, desemprego e até corrupção. As informações são do Valor Econômico.

Depois da saúde, integram a lista das áreas que enfrentam maiores problemas a segurança/violência/drogas (38%) e educação (35%). O desemprego foi citado por 20% dos que responderam, à frente da corrupção (13%) e da pobreza/miséria (13%).

Realizada entre os dias 16 e 24 de outubro pelo Instituto Ipespe, a pesquisa ouviu 2 mil entrevistados da nova classe C, considerados segundo os critérios da Fundação Getulio Vargas (FGV) como sendo as pessoas com renda familiar de R$ 1,2 mil a R$ 5,2 mil.

A pesquisa revela ainda a agenda da nova classe média. Do ponto de vista econômico, por exemplo, as respostas apontaram para a manutenção da estabilidade, a geração de mais empregos e a redução de impostos. No aspecto social, a nova classe C quer melhorias na saúde, educação, segurança e diminuição das desigualdades sociais, nessa ordem. Além disso, 74% querem aumento das oportunidades de emprego do que a ampliação dos programas sociais, como o Bolsa Família (10%).

Fonte SaudeWeb

5 problemas estruturais da saúde

Segundo o superintendente do Sírio, Gonzalo Vecina, financiamento, relação com a indústria, separação entre público e privado, gestão administrativa e clínica são desafios

Ex-secretário de Saúde de São Paulo e atual superintendente do Hospital Sírio Libanês, Gonzalo Vecina, é um dos mais assíduos pensadores do sistema de saúde brasileiro. Nesta última segunda-feira, Vecina elencou os principais problemas estruturais da saúde, que precisam ser debatidos e solucionados em prol da sustentabilidade do setor.

São eles:

Financiamento. A saúde representa 8% do PIB brasileiro, sendo que 4,5% são provenientes do setor privado e os 3,5% restantes do público. O sistema de saúde privado gasta, em média, R$ 60 bilhões, aproximadamente 1.100 per capita por ano. Já o setor público consome R$ 100 bilhões, R$ 700 per capita. “Isso é uma distorção”, ressalta Vecina.

Falta gestão administrativa
Falta gestão clínica, incluindo ações de promoção e prevenção de diagnóstico. Um problema, por exemplo, enfrentado pelo Sírio refere-se à adoção de prontuário eletrônico pelos médicos. “Para o profissional fazer a prescrição online, é preciso abrir uma série de janelas e campos a serem preenchidos para cada droga. Isso leva tempo e o médico geralmente não está disposto”, compartilha o executivo.

Separação entre público e privado
Indústria como vilã. De acordo com Vecina, diferente da realidade atual, a indústria deve ser encarada como fator de geração de valor. “Ela gera emprego, exportação e aumenta a capacidade produtiva”, diz o superintendente.

Fonte SaudeWeb

Gestão do Einstein faz M´Boi Mirim economizar R$150 mil

Projeto da Organização Social gerida pelo Hospital Israelita Albert Einstein organizou demanda e alterou forma de pagamento dos médicos garantindo o acompanhamento do paciente

Entidade de urgência e emergência, o Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch (M´Boi Mirim), localizado na zona sul de São Paulo (SP), é a organização responsável pelo atendimento dos 600 mil habitantes da região. Voltado à atenção secundária e, por esse motivo, sem dispor de especialistas na área de nefrologia, os atendimentos na área eram realizados com a contratação de profissionais via cooperativa, com o pagamento por procedimento, o que resultava em altos custos e refletia apenas uma medida pontual no tratamento aos pacientes.

Para mudar essa realidade, há 18 meses, a Organização Social, gerida pelo Hospital Israelita Albert Einstein, estruturou um novo modelo. Uma equipe foi montada com quatro médicos e uma enfermeira para atender diariamente o paciente nefrológico.

Os médicos ainda são contratados via cooperativa, mas agora recebem uma remuneração fixa, que não está atrelada a cada procedimento. A enfermeira contrata foi treinada para fazer uma pré-triagem do paciente renal, melhorando dessa forma o fluxo do atendimento da patologia, estabelecendo controle e acompanhamento do doente e, dessa forma,

Só nos primeiros 11 meses, a gestão dos pacientes nefrológicos proporcionou economia de R$ 150 mil. Mas a grande transformação não se restringe na diminuição de custos e sim no novo formato de triagem, que acaba por preservar o paciente.

“A inovação foi dimensionar um programa de atendimento nefrológico e parar de atender por procedimento. Começamos a pagar por mês, fazer acompanhamento e estendemos para um suporte nefrológico”, explica o coordenador médico do serviço de Diálise do Hospital Albert Einstein, Bento Cardoso.

O projeto, coordenado dentro do M´Boi Mirim pela nefrologista Thais Matsui, traz a possibilidade de traçar um perfil dos pacientes e transformar as informações em conhecimento. Já se sabe, por exemplo, que a idade média dos pacientes do sexo masculino é 58,6 anos e as mulheres atendidas têm, em média, 27,8 anos. A patologia que demanda mais esse tipo de tratamento é a diabetes, seguida por hipertensão, insuficiência renal crônica e diálitica e portadores do vírus HIV.

Desde o começo da triagem, foram 4984 atendimentos, 9,1 pacientes por dia e 26 novas avaliações por mês. Foram 1475 seções de diálise desde o início do programa, 81,9 por mês e 3,1 por dia. Cardoso ainda não comparou com a quantidade de procedimentos, mas o que está claro é a tendência a queda de procedimentos diáliticos e o maior controle das doenças da população.

“O que é interessante, se antes a diálise era todo o trabalho, hoje ela é parte dele. Na verdade, se consegue editar a realização da diálise por um suporte anterior, se tem um quadro de insuficiência renal aguda e evitar que ela vá para a diálise e eliminar a possibilidade de fazer. Isso diminui o custo, mais diminui também a necessidade do paciente”, completa Cardoso.

Fonte SaudeWeb

98% dos médicos chineses usam a Internet

Novo estudo da Kantar Health China e da DXY mostram que os médicos chineses conhecem mais o mundo digital do que se pensava

Um estudo realizado pela Kantar Healthm uma empresa de consultoria e conhecimento de marketing voltada para a saúde, e pela DXY, portal online acadêmico dos médicos e profissionais de ciências da vida da China, concluiu que 98% dos médicos da China usam a Internet e gastam 5,1 horas por semana em atividades do consultório e especializadas.

De acordo com a pesquisa da Digital Life Physician China, os médicos chineses gastam cerca de 42% do tempo online, ou 2,6 horas por semana, em atividades de conhecimento, incluindo pesquisa de artigos, livros ou informação de doenças; informação de hospital/departamento; e conferências e exibições.

A continuing medical education (CME – Continuação da Educação Médica) ocupa até 1,9 horas por semana, e os médicos gastam aproximadamente 1,4 horas por semana com colegas online, incluindo escrevendo blogs, artigos e críticas. Os médicos gastam apenas 0,6 horas por semana interagindo com os pacientes online, incluindo respondendo às perguntas e participando de programas educacionais e de suporte ao paciente.

Segundo o gerente geral da Kantar Health China, a pesquisa Digital Life Physician mostrou que os profissionais médicos da China conhecem mais o mundo digital do que se pensava — quase 100% deles têm acesso à Internet. Isto indica um grande potencial para o uso de canais digitais em suporte aos trabalhos de marketing.

Ele ressalta que a internet é uma fonte significante de informação para os médicos mas ainda não está sendo totalmente aproveitada pelos fabricantes para atrair e influenciar estes profissionais. A indústria farmacêutica tem duas grandes oportunidades de atrair os médicos chineses online: oferecer novo conteúdo e material educacional e, influenciar os líderes de opinião online e monitorar os centros para gerenciar e controlar as influências de marketing online, conta.

Os dados da Digital Life Physician China foram compilados de pesquisas online (4.857 participantes) e offline (2.070), analisados pela Kantar Health e complementados pelos dados da DXY para a obtenção de resultados de trabalho. A pesquisa revela o comportamento, necessidades e motivações dos médicos, oferecendo uma visão única para a condução de um marketing de sucesso no mundo digital.

Fonte Saudeweb

Oportunidade: Québec busca enfermeiros no Brasil

Estimativas do Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais (MSSS) do Québec apontam que atualmente a rede de saúde tem 4 mil vagas para enfermeiros e outras 7,3 mil devem ser abertas em 2012

Estimativas do Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais (MSSS) do Québec apontam que atualmente a rede de saúde tem 4 mil vagas para enfermeiros e outras 7,3 mil devem ser abertas em 2012. Nesse ritmo, no ano de 2022, haverá 66 mil enfermeiros em exercício, enquanto o necessário seriam 89 mil.

É por isso que os profissionais de enfermagem são um dos focos do Escritório de Imigração do Québec no Brasil. A remuneração anual na província canadense gira em torno de US$ 51 mil. É possível encontrar vagas em hospitais, laboratórios, centros de serviços comunitários, programas de educação em saúde ou serviços de assessoria em assuntos relacionados à prática da profissão. As jornadas de trabalho são de 36 horas semanais.

Para utilizar o título de enfermeiro, é necessário ter concluído curso superior na área e ser membro da Ordem dos Enfermeiros do Québec. Os profissionais formados no exterior precisam passar por um estágio remunerado de curta duração exigido pelo Conselho.

Programa de imigração
O programa de imigração do Québec procura trabalhadores qualificados e o processo de seleção tem duração média de um ano, um dos mais rápidos do mundo. Os critérios incluem diploma na área, experiência profissional, idade preferencialmente até 35 anos, conhecimento de francês (idioma oficial do Québec) ou disposição em aprendê-lo. Aqueles que já possuem família – cônjuge e filhos – são especialmente bem-vindos.

O imigrante tem todos os direitos de um cidadão canadense, como assistência médico-hospitalar, previdenciária, além de outros benefícios extensivos a familiares (esposa e filhos). O programa não garante emprego, mas o governo ajuda na busca por uma colocação no mercado de trabalho.

Segundo o Escritório de Imigração do Québec em São Paulo, a instituição auxilia no ingresso ao mercado de trabalho tanto com a elaboração de currículos e de cartas de apresentações, como também com o repasse de anúncios de vagas. Ele diz ainda que se necessário, há ainda aulas gratuitas para aperfeiçoamento do francês.

Fonte SaudeWeb

Samaritano finaliza processo para a acreditação das unidades da Fiocruz

Objetivo do projeto é de aprimorar a qualidade dos serviços prestados e aumentar a segurança do paciente para unidades da Fiocruz no processo preparatório para a acreditação

O Hospital Samaritano de São Paulo finalizou no mês de novembro o seu Programa de Desenvolvimento e Apoio à Gestão Assistencial das Unidades Assistenciais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para acreditação hospitalar.

O projeto teve início em 2009 e foi desenvolvido pelo Samaritano para o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi/SUS) com o objetivo de aprimorar a qualidade dos serviços prestados e aumentar a segurança do paciente para unidades da Fiocruz no processo preparatório para a acreditação.

Neste mesmo mês, de acordo com a instituição, duas unidades ambulatoriais da Fiocruz foram acreditadas pelo programa de acreditação internacional da Joint Commission International (JCI), um dos mais importantes órgãos certificadores de padrões de qualidade em saúde no mundo: o Serviço de Referência Nacional em Filarioses do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CpAM/Fiocruz Pernambuco) e o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Cesteh/Ensp – Rio de Janeiro).

O projeto contou com o envolvimento direto das áreas de Responsabilidade Social e de Qualidade do Hospital Samaritano e consultores externos especializados. Para acompanhar o processo preparatório e implementar as melhorias de Instituição, foi instituído um comitê Gestor, composto pelas equipes internas e externas do Samaritano, bem como pela diretoria da Fiocruz e das Unidades participantes.

Segundo o Superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Samaritano, Luiz Maria Ramos Filho, o envolvimento das equipes das unidades foi primordial para a melhoria contínua de processos.

E ressalta que o objetivo foi preparar as Instituições para que pudessem pleitear a certificação de qualidade em saúde. Contribuir para as que as unidades pudessem aprimorar seus processos e garantir um cuidado mais seguro foi extremamente significativo para o Hospital Samaritano.

Dentre as atividades promovidas pelo Samaritano neste processo preparatório destacam-se: capacitação dos colaboradores em diversos temas, como metas internacionais de segurança do paciente, importância da lavagem das mãos e eventos adversos; monitoramento da segurança das instalações físicas; implantação do uso de indicadores para acompanhar processos, bem como de um plano de gerenciamento de riscos e um de contingências e emergências; intensificação do programa de controle de infecção hospitalar; incentivo ao preenchimento completo do prontuário; organização do fluxo de trabalho, entre outros.

Fonte SaudeWeb

OIM: Brasil é um dos que garantem saúde a imigrantes ilegais

Segundo a Organização Internacional de Migrações, só em 2011, um volume de remessas de US$ 404 bilhões foi gerado aos países de origem dos migrantes

A Organização Internacional de Migrações (OIM) informou, nesta terça-feira (13), por ocasião do Dia Mundial dos Migrantes, que Brasil, Argentina, Espanha, França e Portugal são os únicos países do mundo a garantirem acesso a serviços de saúde aos imigrantes em situação irregular. De acordo com a OIM, a falta de acesso adequado aos sistemas sanitários para imigrantes, na grande maioria dos países, é considerada “uma omissão preocupante, que requer um novo enfoque de maneira urgente em um mundo com crescente mobilidade humana”. As informações são do portal Terra.

No mundo todo, a estimativa é de que mais de 1 bilhão de migrantes estejam em circulação, sendo 214 milhões deles internacionais. “Todos os países dependem do trabalho, das aptidões e do conhecimento dos imigrantes”, lembrou a OIM. Segundo o órgão, só em 2011, um volume de remessas de US$ 404 bilhões foi gerado aos países de origem dos migrantes. Contudo, segundo a organização internacional, a situação continua sendo “um dos principais desafios atuais em saúde no âmbito global”.

Para a OIM, vinculada a Organização das Nações Unidas (ONU), os progressos da comunidade internacional em relação à inclusão dos imigrantes aos sistemas públicos de saúde são “dolorosamente lentos”, inclusive em cenários de epidemias internacionais como a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a gripe suína. A restrição ao acesso aos tratamentos de emergência e ao atendimento básico representa sério risco às sociedades, comentou a OIM.

O diretor-geral da OIM, William Lacy Swing disse que a “exclusão dos serviços e das políticas sanitárias não representa só uma negação de seu direito humano básico à saúde, mas também dar rédea solta aos temores públicos e às percepções de que os imigrantes representam um peso excessivo para os serviços sociais”.

Fonte SaudeWeb

Portugal: Dor de garganta acaba em morte


Paula Moreira não se conforma com a forma como morreu o irmão,
Júlio Ramalho (foto pequena). O jovem, de 18 anos,
frequentava o 12.º ano na Escola de Salvaterra de Magos

Um dia depois de ter sido consultado no Centro de Saúde de Benavente, e de ser enviado para casa com medicação, um jovem de 18 anos, que se queixava de uma inflamação na garganta, deu entrada no Hospital de Santarém com uma infecção geral e em estado muito grave.

Os médicos ainda o operaram de urgência, mas já não o conseguiram salvar. Júlio Ramalho morreu ontem de manhã. Os familiares suspeitam de negligência médica.

"Sentimos uma dúvida e uma injustiça muito grande. Se era só uma inflamação na garganta, como morre assim de repente com uma septicemia?", interroga-se Paula Moreira, irmã da vítima. Júlio Ramalho vivia com a mãe e um irmão, em Marinhais, e frequentava o 12º ano na Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos. Na manhã de sexta-feira (dia 9), decidiu ir ao Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Benavente, por sentir a garganta inflamada. "Foi atendido e enviado para casa com medicação", explicou Luísa Portugal, directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria.

No dia seguinte, a mãe foi dar com ele na cama, "com a boca a ficar roxa e sem forças para se levantar". Dado o alerta para os bombeiros, o jovem teve de ser transportado ao colo para a ambulância e sujeito a manobras de reanimação.

Quando deu entrada no Hospital de Santarém, o seu estado era já muito grave. Foi submetido a intervenção cirúrgica urgente, colocado em coma induzido e internado nos Cuidados Intensivos. Apesar dos esforços, acabou por morrer ontem, às 09h30. Fonte do hospital disse ao CM que a morte se deveu à falência de órgãos vitais, provocada por uma doença infecciosa, que não põe em causa a saúde pública.

Apesar das dúvidas, a família do jovem decidiu não solicitar a realização de autópsia. O funeral de Júlio realiza-se hoje, às 14h00, na Igreja de Marinhais.

ESTUDANTES DESCONFIAM DA MEDICAÇÃO
A morte de Júlio César Ramalho deixou a população de Marinhais e a comunidade escolar de Salvaterra de Magos em choque. O jovem terá dito a alguns colegas da escola que "tinha levado uma injecção" no Centro de Saúde (CS) de Benavente, o que os levou a suspeitar de que a sua morte possa ter sido provocada por uma alergia a esse medicamento. Mas os responsáveis do centro de saúde asseguram que apenas foi prescrita medicação para o jovem tomar em casa.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Saúde: Despesa total atingiu os 18,2 mil milhões de euros em 2009

A despesa total em saúde continuou a crescer, atingindo, em 2009, cerca de 18,2 mil milhões de euros, correspondente a 10,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e uma despesa por pessoa de 1.700 euros.

Segundo a Conta Satélite da Saúde, hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os resultados definitivos para 2008 e 2009 revelaram “uma diminuição do ritmo de crescimento da despesa total em saúde a partir de 2007, registando aumentos nominais de 3,9% e 3,7%, respetivamente”.

Esta variação foi basicamente determinada pela evolução da despesa corrente, que representa aproximadamente 95% da despesa total, correspondendo a parte complementar à formação bruta de capital.

Como aconteceu entre 2001 e 2005, em 2008 e 2009 a despesa corrente em saúde voltou a crescer, em termos nominais, a um ritmo superior ao do PIB (1,6% em 2008 e -2,0% em 2009), ao contrário do observado em 2006 e 2007.

No entanto, entre 2000 e 2009, a despesa corrente em saúde apresentou, em termos acumulados, uma taxa de crescimento superior à do PIB em 25,3 pontos percentuais.

“A pequena redução da despesa de capital em 2009 esteve associada à alienação de edifícios de hospitais públicos que foram adquiridos pela PARPÚBLICA – Participações Públicas, SGPS”, adianta o INE.

Por outro lado, o ritmo de crescimento da despesa corrente em saúde abrandou entre 2008 e 2009, mantendo-se, contudo, superior ao do crescimento do PIB.

Em 2009, a despesa total e corrente em saúde atingiram respetivamente 18 224,2 e 17 256,2 milhões de euros. A despesa corrente desacelerou, aumentando, em termos nominais, 3,9%, menos 0,9 pontos percentuais que o registado em 2008.

Ainda assim, num contexto mais geral de contração da atividade económica, o seu peso em percentagem do PIB aumentou ligeiramente de 9,7%, em 2008, para 10,2% em 2009.

Em 2009, cerca de 67,6% da despesa corrente em saúde foi financiada por agentes financiadores públicos (entidades das administrações públicas, subsistemas de saúde públicos e os fundos de segurança social), contra 66,1% em 2008.

A restante despesa corrente foi suportada pelo setor privado, que incluiu os seguros, as famílias e as instituições sem fim lucrativo.

Em 2008 e 2009, a despesa em hospitais e nos prestadores de cuidados de saúde em ambulatório aumentou, em média, 4,5% e 6,5%, respetivamente.

Por sua vez, a despesa em farmácias aumentou 2,0% em 2008 e diminuiu 0,9% em 2009.

No financiamento da despesa corrente em saúde, o SNS e as famílias mantiveram-se como os principais agentes financiadores (80% do total).

Registou-se também um aumento da proporção dos subsistemas de saúde públicos (7,0% em 2008 e 7,4% em 2009) e, em sentido inverso, a diminuição da percentagem referente aos subsistemas de saúde privados (2,2% em 2008 e 1,9% em 2009).

Em 2008 e 2009, o SNS continuou a suportar mais de 50% da despesa corrente em saúde. Ainda assim, verificou-se que a proporção de despesa suportada pelo SNS, nestes dois anos, foi inferior à média registada até 2007 (56,0%).

Fonte Destak