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quarta-feira, 23 de abril de 2014

SUS incorpora exame PET-CT para monitorar pacientes com câncer

Reprodução Exame PET-CT
Portarias foram publicadas nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. Exame determina taxa de crescimento do tumor e extensão da doença
 
Três portarias publicadas nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial da União incorporam ao Sistema Único de Saúde (SUS) o exame PET-CT para determinar o grau de disseminação de tipos de câncer em pacientes da rede pública.
 
A recomendação foi feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, o Conitec.
 
A realização do exame é feita para determinar a taxa de crescimento do tumor, a extensão da doença, o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro.
 
Segundo o texto do D.O., passarão a realizar o procedimento pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas, metástase de câncer colorretal, além de linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodkin. Neste último caso, também haverá avaliação da resposta do tratamento.
 
O exame PET-CT gera cerca de 1,5 mil imagens simultâneas de todo o corpo do paciente para reconstruir em três dimensões um retrato fiel do organismo, capaz de identificar as menores alterações que possam indicar a existência de um tumor. Ele é também o mais indicado para acompanhar o desenvolvimento e a resposta aos medicamentos dos tumores.
 
Para isso utiliza uma injeção de radiofármaco (glicose marcada por material radioativo), que após sua distribuição pelo corpo, gera informações metabólicas das células.
 
Segundo especialistas, exames como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada não têm o mesmo grau de precisão obtido com o PET-CT. Em 30% dos casos, após a realização do procedimento, o médico muda a forma de tratamento que vinha sendo empregada. Cada exame custa, em média, entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil.
 
G1

Desmaio pode ser sintoma de epilepsia e outras doenças neurológicas

Reprodução
Saber diferenciar os sinais pode antecipar o diagnóstico de problemas graves
 
Por Dr. André Felicio
 
Quem nunca presenciou ou já foi protagonista de uma situação de desmaio ou quase desmaio? Do ponto de vista neurológico, o desmaio é uma perda completa da consciência, normalmente de caráter transitório. Entretanto, nem sempre estes desmaios estão relacionados com problemas de pressão arterial, como a maioria das pessoas pensa.
 
Uma das causas de desmaios, por exemplo, pode ser a epilepsia, que se manifesta apenas com perda da consciência associado ou não a "abalos motores". Outra causa de desmaio menos comum pode estar relacionada a um problema sério de sono, muitas vezes não diagnosticado, que é a narcolepsia. Neste caso, os "ataques de sono" podem simular desmaios também.
 
 Finalmente, causas mais comuns de perda da consciência incluem diminuição do açúcar no sangue, queda da pressão arterial e arritmias cardíacas.
 
Para os pacientes, é importante observar a situação na qual o desmaio ocorreu. Assim, devemos considerar se foi um desmaio após um período de jejum prolongado, durante o ato de urinar, após um esforço físico, após mudar repentinamente de uma posição (deitado) para outra (de pé), se ocorreu palpitação no tórax ou outro elemento incomum.
 
Em geral os desmaios são investigados pelo clínico, cardiologista e/ou neurologista, e os exames dependerão das causas, podendo incluir testes para o coração (eletrocardiograma, ecocardiograma, teste da mesa inclinada), exames neurológicos (neuroimagem e eletroencefalograma) e rotina laboratorial (glicemia, hemograma, eletrólitos, função renal, hepática e tireoidiana).
 
Em síntese, os desmaios podem significar muito mais do que uma queda da pressão arterial e envolvem problemas clínicos, cardíacos e, logicamente, neurológicos. A correta investigação e terapêutica, por sua, vez, dependerão de uma criteriosa investigação dessas etiologias.
 
Minha Vida

Ultrassonografia não substitui mamografia no diagnóstico de câncer de mama

Reprodução Ultrasson da Mama
Exame é complementar e pode gerar falsos positivos se feito sozinho
 
Por Dr. Wesley Andrade
 
A mamografia é o principal exame preventivo para câncer de mama. Outros exames utilizados neste cenário são a ultrassonografia mamária (USM) e a ressonância magnética das mamas (RMM). Vale ressaltar que tanto da USM quanto da RMM são utilizadas para casos bem específicos conforme indicação médica.
 
Aqui é extremamente importante entender a terminologia médica, e vale uma breve introdução sobre os conceitos de prevenção primária e prevenção secundária:
 
- Prevenção primária: consiste em várias medidas para evitar o desenvolvimento de uma doença, ou seja, se relaciona às estratégias para evitar que o câncer de mama apareça (manter o peso adequado, praticar atividade física, evitar reposição hormonal (RH) durante a fase de menopausa e, se for necessário, fazer a reposição hormonal por no máximo cinco anos com supervisão médica)
 
- Prevenção secundária: consiste na realização de exames que possam detectar uma doença em sua fase inicial. Neste quesito é que a mamografia se enquadra. Ou seja, fazer mamografia anualmente não previne o aparecimento de câncer de mama, mas permite que ele seja detectado precocemente, aumentando em muito as chances de cura da paciente.
 
O diagnóstico precoce de qualquer tipo de câncer, de uma forma geral, está associado a maiores taxas de cura bem como a menor necessidade de cirurgias mutilantes e também a menor necessidade de realização de quimioterapia. Mas quando começar a realizar os exames preventivos? Nessa questão, dividimos as pacientes entre aquelas com risco habitual (maioria da população) e pacientes de alto risco (a minoria da população).
 
São consideradas pacientes de alto risco aquelas com histórico familiar muito importante para câncer de mama, sendo os principais: parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos, homens com câncer de mama na família, parentes com câncer de ovário, pacientes de família judia Aschkenazi, pacientes ou familiares sabidamente com mutação dos genes BRCA1, BRCA2, TP53, dentre outros.
 
Para as mulheres de risco habitual, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a realização da mamografia deve ser iniciada aos 40 anos de idade e a partir daí deve ser realizada anualmente em caso de mamografia normal e para alguns casos deverá ser repetida em seis meses, conforme comentaremos abaixo de acordo a classificação BI-RADS®.
 
Para as mulheres de alto risco, a mamografia deve ser feita de forma mais precoce, de acordo a indicação do médico após avaliar cada caso individualmente, levando-se em conta a idade de aparecimento do caso de câncer em idade mais jovem na família, bem como a presença de determinado tipo de mutação genética ou sintoma da paciente. Para esse grupo de pacientes, o médico poderá lançar mão de outras modalidades de exames além da mamografia, como a ultrassonografia e, principalmente, a ressonância magnética das mamas. No geral, os exames de rastreamento se iniciam aos 25 anos de idade neste grupo de paciente.

Entenda a classificação
A mamografia é um raio-X das mamas. Logo, é um exame que utiliza radiação na geração da imagem mamográfica. É realizada em um aparelho específico para mama (mamógrafo) mediante a compressão das mamas (o que pode causar desconforto para algumas pacientes). Com realização de pelo menos duas incidências distintas para cada mama, a mamografia permite a detecção de microcalcificações e também de nódulos mamários bem como de outras alterações.
 
A classificação BI-RADS® (Breast Imaging-Reporting and Data System) consiste em um sistema internacional de padronização, avaliação, e interpretação dos exames de imagem mamária. Após essa análise, é atribuída uma nota ao exame pelo médico que avaliou. A classificação BI-RADS® se aplica aos exames de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética de mamas, é o que assegura maior confiabilidade do exame e serve para os diversos serviços médicos do mundo se comunicarem com a mesma linguagem. É importante também que os pacientes cobrem das clínicas/laboratórios de imagem que essa avaliação esteja disponibilizada em seus exames mamários, o que serve como um controle de qualidade do exame e maior segurança para todos.
 
De uma forma resumida, apresentamos a interpretação do laudo de exames de acordo à classificação BI-RADS® e a conduta médica em cada caso.
 
BI-RADS®SignificadoConduta
0Exame limitado - avaliação incompletaNecessita de exames adicionais
1Exame normalControle anual
2Alterações benignasControle anual
3Exame provavelmente benignoControle semestral por um período de tempo
4Lesão suspeita para câncerNecessita realização de biópsia
5Lesão altamente suspeita para câncerNecessita realização de biópsia
6Lesão já com diagnóstico de câncerTratamento oncológico

Mamografia x Ultrassonografia
Muitas mulheres, por medo da possibilidade de dor durante a realização da mamografia, optam por fazer apenas ultrassonografia, mas essa é uma opção individual e sem respaldo médico.  Isso porque a ultrassonografia de forma isolada é inferior à mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama, podendo ser realizada juntamente com a mamografia conforme recomendação médica, mas nunca de forma isolada no cenário de rastreamento de câncer de mama.

A principal limitação da USM é a incapacidade de detectar microcalcificações, bem como apesentar um alto número de resultados falsos positivos (lesões suspeitas na ultrassonografia levando a necessidade da biópsia de várias lesões que na realidade são benignas). As vantagens da USM se encontram na capacidade de diferenciar lesões sólidas (nódulos) de lesões císticas (cistos mamários), complementar os casos que geram dúvidas na mamografia e permitir melhor avaliação dos gânglios axilares. Idealmente, o laudo da ultrassonografia mamária deve seguir as normatizações e
classificação BI-RADS® conforme comentamos acima.

Adolescentes e mulheres jovens são exceção
Como o câncer de mama é raríssimo em adolescentes e em mulheres com menos de 30 anos, as sociedades médicas não recomendam a realização de mamografia de rotina nesta faixa etária - mas, se o médico achar pertinente por alguma suspeita clínica, a mamografia poderia ser realizada em casos muito selecionados. A grande limitação da mamografia nesta faixa etária é que, em geral, as mama das pacientes são extremamente densas, não permitindo a identificação de lesões ainda que elas estejam presentes, gerando o que chamamos de resultado falso negativo (ou seja, a paciente tem uma lesão na mama, mas a mamografia esta normal). Na faixa etária dos 30 aos 40 anos a ocorrência de câncer de mama também é pouco usual, não fazendo parte das recomendações gerais de rastreamento de câncer de mama por parte da sociedades médicas. Vale lembrar que o que comentamos acima se aplica a população de risco habitual, o que corresponde a maioria da população.
 
Para mulheres nas faixas etárias mais baixas, no caso de queixa ou presença de  nodulações mamárias, é recomendado procurar um médico, que irá proceder com uma avaliação clínica minuciosa e na sequencia poderá solicitar exames como a ultrassonografia mamária, principalmente para a avaliação de nodulações de baixa suspeição de câncer de mama - permitindo diferenciar precisamente nódulos (conteúdo sólido) de cistos mamários (conteúdo líquido), e em alguns casos muito particulares até mesmo uma mamografia.
 
Minha Vida

Conheça as características de uma menstruação saudável

Reprodução
Pequenos detalhes mostram como anda a saúde íntima da mulher
 
Por Dra. Barbara Murayama
 
O ciclo menstrual normal resulta de um sistema de ação complexa que envolve as seguintes glândulas: hipotálamo, hipófise, ovários, além do útero e está ligado à fertilidade da mulher. Quando ocorre a menstruação, os óvulos não fecundados são eliminados, e recomeça o processo de produzir novos, para que uma nova tentativa de fecundação ocorra. 
 
Duração e quantidade
Um ciclo menstrual adulto médio dura normalmente 28 dias, variando de 24 a 35 dias. O sangramento em si dura em média de 4 a 6 dias. A perda média de sangue durante cada período menstrual é de 30 ml, o limite superior do normal é de 80 ml, mas isso é extremamente difícil de medir, como podem imaginar. O ideal é ficar atento caso haja uma quantidade exagerada de sangue, por exemplo. Nesse caso, menstruações muito abundantes podem causar anemia, já que há uma grande perda de sangue. 
 
Características do sangue
Em geral, nos primeiros e últimos dias do período menstrual o sangue normalmente pode ser mais marrom, como uma borra de café. No final, principalmente, a coloração tende a ser mais escura, um tom vinho. No meio do período, costuma ser vermelho vivo e se sair em grande quantidade, podem aparecer coágulos. 
 
Meninas que menstruam muito pouco, seja naturalmente ou por usarem algum tipo de anticoncepcional, podem ter a menstruação apenas dessa cor mais amarronzada, sem que isso seja nenhum problema. Se sempre houver coágulos, pode ser que esteja sangrando mais do que deveria, e nesse caso, o recomendado é que procure sua ginecologista para avaliação. 
 
Referente ao odor, a menstruação tem um cheiro característico que mistura o sangue com o da vagina, que é causado pela flora normal. Quando ele muda, pode significar alguma alteração nessas bactérias que habitam a vagina. 
 
Motivos para alterações
O uso de anticoncepcionais pode mudar as características da menstruação, em geral para menor quantidade de sangue e menos dias menstruada, além de regular as datas em que a menstruação vai ocorrer. Mas, de qualquer forma, o anticoncepcional deve ser uma indicação do seu médico, pois para escolher o remédio ideal, varia de cada organismo e cada problema abordado. 
 
Perturbações do ciclo menstrual - como ausência da menstruação, ou diminuição dela, por exemplo - pode ser resultado de condições que afetam o hipotálamo, hipófise, os ovários, o útero ou a vagina. 
 
Isso ocorre porque esses órgãos e glândulas normalmente seguem uma sequência de eventos, uma vez por mês, que ajuda a preparar o corpo para a gravidez. Dois hormônios, o folículo-estimulante (FSH) e o luteinizante (LH), são feitos pela glândula hipófise. Dois outros hormônios, estrogênio e progesterona, são feitos pelos ovários. 
 
E se eu parei de menstruar?
Essa condição é chamada de amenorreia, e existem dois tipos. A do tipo primária ocorre quando a mulher nunca menstruou. Algumas das causas mais comuns de amenorreia primária incluem condições que estão presentes ao nascimento, mas pode não ser notadas até a puberdade, como anormalidades dos órgãos reprodutivos (por exemplo, se o útero não está presente ou foi desenvolvido de forma anormal).
 
Já a amenorreia secundária ocorre quando a pessoa menstruava e para por mais de 3 meses espontaneamente. Gravidez é o diagnóstico mais comum de amenorreia secundária, mas outras causas comuns incluem condições ovarianas, como a síndrome do ovário policístico e insuficiência ovariana (menopausa precoce). 
 
Muitas das condições que causam amenorreia primária ou secundária também podem levar uma mulher a ovular de forma irregular. Isso pode provocar sangramento em pequena quantidade e ainda sem periodicidade regular. Portanto é sempre importante procurar seu médico a qualquer alteração menstrual. 
 
Minha Vida

Combos do Burger King, Mc Donald's, Pizza Hut e pipoca do cinema podem até dobrar calorias, sódio e gorduras

Reprodução
Econômicos, os combos fast foods podem trazer prejuízos para a dieta e para a saúde 
 
A princípio os combos das redes de fast food parecem um ótimo negócio. Afinal, adicionando valores que variam entre R$4,00 e R$9,00 é possível comer bem mais.  A batata frita com refrigerante, entradas ou sobremesas com refrigerantes e o refil do que foi pedido aparecem como os "brindes" obtidos por uma pequena quantidade de dinheiro a mais.
 
Porém, o que é econômico para o bolso, pesa na sua saúde. Com os combos as quantidades de calorias, gorduras, gorduras saturadas, açúcar e sódio ingeridos chegam a dobrar.  "Para piorar, muitas vezes a pessoa não tem consciência de que está comendo tudo isso a mais", observa a nutricionista Cátia Medeiros.

Um estudo publicado no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicineem concluiu que os adolescentes consomem em média 310 calorias extras quando frequentam redes de fast foods. Já as crianças ingerem cerca de 126 calorias a mais nos locais de comida rápida. A pesquisa envolveu no total 9 mil adolescentes, além dos pais de crianças entre dois e 11 anos.

Outra pesquisa, desta vez realizada pela St. Catrherine University, nos Estados Unidos, concluiu com base em dados de 1997 e 2010 que os cardápios das redes de fast food possuem a mesma qualidade nutricional deficiente do que de anos passados.

Por isso, mesmo com o controle da quantidade de calorias, ter uma dieta baseada principalmente nos alimentos das redes de fast food é prejudicial para a saúde já que ela é rica em gorduras saturadas e sódio e pobre em vitaminas, minerais e fibras. "A alimentação não é balanceada em alguns nutrientes e no decorrer do tempo vai ocasionar carências nutricionais ao indivíduo", explica a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais, da empresa Consultoria Alimentar.

A orientação das nutricionistas é restringir ao máximo o consumo desses sanduíches. "Se tiver muita vontade ingira até uma vez por mês para amenizar o estrago. Quem come esses sanduíches uma vez por semana corre o risco de ter aumento de peso, hipertensão, alterações no colesterol e, dependendo das escolhas no restante dos dias, diabetes", alerta Medeiros. Além disso, procure evitar os combos e ingerir apenas o sanduíche, o pedaço de pizza ou a pipoca.

Ao adicionar a batata frita outros problemas de saúde podem ocorrer. "Há a possibilidade desta batata conter acroleína, substância que se forma quando o óleo atinge a temperatura de fervura e que pode ser um gatilho para desencadear um câncer", alerta Medeiros.

Os refrigerantes também contam com outros problemas além do açúcar em excesso. "Eles possuem uma frutose sintética que em excesso pode ao longo do tempo desencadear uma esteatose hepática, doença que se caracteriza pelo excesso de gordura no fígado", explica Medeiros.

Apontamos quais as principais diferenças nutricionais entre o combo e apenas o sanduíche, quais as principais substâncias em excesso em cada um deles e os problemas que elas podem causar para a saúde.
 
O Whooper duplo é rico em gorduras saturadas  - Julio PiccinCombo do Whooper duplo do Burger King
O combo do Whooper duplo do Burger King pode chegar a ter todas as calorias recomendadas em um dia, caso a pessoa aproveite bem o refil gratuito de refrigerante e tome três copos da versão comum. Mesmo que ela ingira somente um, o combo conta com 1531 calorias, o que equivale a 77% das 2000 calorias geralmente indicadas para o dia e se forem dois copos a porcentagem sobe para 1766 calorias, 88% das calorias indicadas no dia. Quando é consumido somente o sanduíche, a quantidade de energia ainda é alta, mas ainda menor, são 978 calorias, cerca de 49% da recomendação diária.

Apenas o sanduíche já possui 62 gramas de gorduras totais, 113% da recomendação diária de 55 gramas, e 21 gramas de gordura saturada, 95% do máximo que pode ser ingerido, 22 gramas. A situação fica ainda pior com o combo, que conta com 78 gramas de gorduras totais, 142% do recomendado, e 37 gramas de gorduras saturadas, 168% do que é orientado.

O combo, com batata frita, conta com 2062 mg de sódio, ultrapassando o máximo que pode ser consumido no dia do mineral, 2000 mg. Apenas o sanduíche possui 1497 mg de sódio, 75% do que é orientado desta substância por dia.  Como ele permite um refil livre de refrigerantes, o açúcar ingerido é muito alto, podendo chegar a 172 gramas, equivalente a 14 colheres de sopa, caso a pessoa ingira três copos da versão normal. Além de todos esses problemas, o combo ainda possui 1,7 gramas de gorduras trans.

A gordura saturada, presente em grandes quantidades no sanduíche e em valores são ainda mais assustadores no combo, pode causar problemas sérios. "Caso seja consumida em excesso, como ocorre com quem consome os fast foods semanalmente, há o risco de aumentar o colesterol ruim, LDL, a pressão arterial e outros problemas cardiovasculares", afirma a nutricionista Cátia Medeiros.

Uma opção mais saudável que pode ser encontrada no Burger King é a salada Caesar, mix de folhas com peito de frango grelhado e croutons. Esta salada tem 53 calorias, de acordo com o Burger King.

- Informações nutricionais dos produtos Burger King pesquisados no site oficial da rede.

- O site do Burger King só fornece a quantidade de sódio contida no versão light do refrigerante da rede Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar para adultos: Anvisa e Ministério da Saúde 
 
O combo Big Bob's conta com muitas calorias - Foto: Julio PiccinCombo Big Bob's do Bob's
O sanduíche Big Bob's conta com 625 calorias, 31% das 2000 calorias diárias que costumam ser orientadas. As quantidades de gorduras deste sanduíche são muito altas, ele possui 39 gramas de gorduras totais, 71% dos 55 gramas máximos de gordura total orientados e 13 gramas de gorduras saturadas, 59% dos 22 gramas recomendados. O sanduíche ainda conta com 1454 mg de sódio, 73% dos 2000 mg máximos recomendado no dia e 1,3 gramas de gorduras trans.

Quando a batata frita média e o refrigerante são comprados juntos com o sanduíche, os valores nutricionais ficam ainda mais alarmantes. O combo conta com 1049 calorias, 52% das necessidades calóricas diárias, 16,4 gramas de gorduras totais, 83% do orientado, e 16,4 gramas de gorduras saturadas, 75% do que é orientado. O sódio também aumenta significativamente passando para 1819 gramas, 91% das quantidades diárias recomendadas (2000 mg).

A gordura trans do combo é 3,3 gramas, enquanto o sanduíche tem 1,3 gramas, ou seja, duas vezes e meia maior do que a presente apenas no Big Bob's. "Esta gordura é ainda pior do que a saturada, pois é modificada pela indústria. Além de aumentar o colesterol ruim, LDL, a trans também irá baixar o colesterol bom, HDL", explica a nutricionista Catia Medeiros.
Este tipo de gordura também pode favorecer problemas cardiovasculares.

Na rede Bob's uma alternativa mais saudável é o sanduíche de peito de peru. Este sanduíche é feito com pão integral, peito de peru, salada e tomate e tem 278 calorias.

Informações nutricionais dos produtos Bob's pesquisados no site oficial da rede. Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar para adultos: Anvisa e Ministério da Saúde
 
O combo do Big Mac é rico em gorduras - Foto: Julio PiccinCombo Big Mac do Mc Donald's
O Big Mac, sanduíche mais famoso do Mc Donald's, possui 494 calorias, 25% das 2000 calorias normalmente necessárias no dia. As gorduras também apareceram em boas quantidades, com 26 gramas de gorduras totais, 47% de 55 gramas, a quantidade máxima recomendada. O hambúrguer ainda possui 9,7 gramas de gorduras saturadas, 44% dos 22 gramas máximos de gorduras saturadas que podem ser consumidas no dia. O sanduíche ainda possui 817 mg de sódio, 41% dos 2000 mg recomendados por dia.

O combo, versão que inclui a batata frita e refrigerante (500 ml), conta com 982 calorias, o dobro do que apenas o sanduíche. Ele também contém 41 gramas de gorduras totais, 75% das necessidades diárias, 14,3 gramas de gorduras saturadas, 65% do máximo recomendado por dia, e 1148 mg de sódio, 57% do recomendado para o dia.

Uma opção mais saudável que pode ser encontrada na rede Mc Donald's é a Premium Salad Grill, que conta com frango grelhado, mix de folhas, cenoura ralada, tomate grape, nozinhos de muçarela, croutons e tomate seco. Este prato tem somente 227 calorias, 755 calorias a menos do que o combo do Big Mac.

Informações nutricionais dos produtos Mc Donald's pesquisados no site oficial da rede. Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar para adultos: Anvisa e Ministério da Saúde
 
O combo da Pizza Hut é rico em carboidratos simples - Foto: Julio PiccinCombo individual da Pizza Hut
O combo individual da Pizza Hut é composto por um superpedaço de pizza, que equivale a um quarto da versão grande, uma entrada e um refrigerante de 400 ml. Somente o superpedaço de muçarela conta com 783 calorias, 39% das 2000 calorias recomendadas por dia, 72 gramas de carboidratos, 24% dos 300 gramas carboidratos orientados no dia e 39 gramas de gorduras totais, 71% dos 55 gramas da substância recomendados. A pizza também conta com 16,8 gramas de gorduras saturadas, 76% dos 22 gramas da substância indicados e 1659 mg de sódio, 83% dos 2000 mg da substância recomendados em um dia. 

Apenas a pizza já possui grande quantidade de substâncias prejudiciais para a saúde. Porém, o combo com a entrada de dois breadsticks de pepperoni e uma refrigerante Coca-Cola, possui valores nutricionais alarmantes.

Este combo possui 1266 calorias, 63% do que é normalmente recomendado no dia, 55 gramas de gorduras totais, 100% das gorduras totais orientadas no dia, 20,8 gramas de gorduras saturadas, 95% da quantidade máxima orientada para um dia. O combo também tem 2249 mg de sódio, 112% da quantidade da substância orientada para um dia. Além disso, a quantidade de carboidratos passa a ser 147,4 gramas, o dobro quando comparado somente com a pizza e 49% da quantidade diária recomendada do nutriente.

Algumas pessoas podem pensar que por serem assadas, a pizza e a entrada são muito melhores do que os sanduíches com opções fritas. Porém, é importante observar como é que o alimento assado que está sendo ingerido. "Note o que vai em cima dos assados, pode ser um queijo e um embutido muito gordurosos, como ocorre com essas pizza e entradas", alerta Medeiros.

Além disso, o combo conta com muitos carboidratos simples que levam a picos de glicemia no organismo. Com o passar do tempo isto faz com que a pessoa corra o risco de desenvolver resistência à insulina. Como os carboidratos simples são absorvidos mais rapidamente no organismo do que os integrais, a pessoa também sente fome antes.

O coração corre riscos com o excesso de carboidratos simples. "Quando há grandes quantidade de glicose que não são gastos como energia, a maior parte é transformada em triglicerídeos com um consequente acúmulo de lipídeos, gordura no corpo, que em excesso é perigoso para a saúde por suas associações a problemas cardiovasculares", explica Novais.

A salada de frango é uma opção mais saudável no cardápio da Pizza Hut. Este prato conta com somente 348 calorias, tratam-se de 918 calorias a menos do que o combo.

Informações nutricionais dos produtos pizza Hut pesquisados no site oficial da rede. Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar para adultos: Anvisa e Ministério da Saúde
 
O combo BMT do Subway é rico em sódio  - Foto: Julio PiccinCombo BMT do Subway
O sanduíche de 15 centímetros BMT do Subway com o pão de 9 grãos conta com 380 calorias, 19% das 2000 calorias máximas orientadas no dia, 12,6 gramas de gordura total, 23% dos 55 gramas orientados diariamente. O sanduíche também conta com 3,8 gramas de gorduras saturadas, 17% dos 22 gramas de gorduras saturadas orientados diariamente e possui 1141 ml de sódio, 57% da orientação máxima de 2000 mg da substância por dia.

Já com o de 30 centímetros todos esses valores dobram e o sódio passa a ser 2282 mg, ou seja, ultrapassa a quantidade máxima orientada para um dia. Assim, este sanduíche possui 760 calorias, 38% do que é orientado no dia, 25,2 gramas de gorduras totais, 46% da recomendação diária, 7,6 gramas de gordura saturada e 35% da orientação máxima diária. 

Apesar da versão de 15 centímetros não possuir valores nutricionais tão alarmantes, com exceção do sódio, quando o combo de um refrigerante e um cookie é incluído a situação muda.

As calorias passam a ser 790, 40% do que é orientado diariamente, e as gorduras saturadas são 8,8 gramas, 40% do que é recomendado por dia. Ambas dobram suas quantidades quando comparadas com a versão que conta apenas com o sanduíche. Além disso, o combo conta com 126 gramas de carboidratos, 42% da orientação diária, 22,6 gramas de gorduras totais, 41% da orientação por dia e 1288 mg de sódio, 64% do que é recomendado da substância para um dia.

O combo do sanduíche de 30 centímetros é ainda pior nutricionalmente. Ele conta com 1170 calorias, 59% da recomendação diária, 173 gramas de carboidratos, 58% da orientação por dia da substância e 42,6 gramas de proteínas, 85% dos valores máximos orientados. Além disso, este combo tem 35,2 gramas de gorduras totais, 64% do que é orientado para o dia, 12,6 gramas de gorduras saturadas, 57% da recomendação diária e 2429 mg de sódio, 121% do que é orientado por dia.

Os embutidos presentes no sanduíche são os principais responsáveis pelo excesso de sódio. Grandes quantidades do mineral podem causar uma série de problemas para a saúde. "O consumo excessivo de sódio pode levar a hipertensão arterial, problemas cardiovasculares, além de poder causar a retenção de líquidos em algumas pessoas", aponta Novais.

Os embutidos e carnes processadas ainda possuem uma substância chamada nitrito. "Consumida em excesso. esta substância pode aumentar o risco de câncer e é perigoso para crianças que ainda não têm uma boa flora bacteriana", diz Medeiros.

O sanduíche vegetariano é uma alternativa saudável na rede Subway. Este sanduíche de 15 centímetros possui somente 177 calorias.

Informações nutricionais dos produtos Subway pesquisados no site oficial da rede. Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar para adultos: Anvisa e Ministério da Saúde
 
O combo Bruttus do Giraffas é pobre em nutrientes - Foto: Julio PiccinCombo Brutus do Giraffas
O sanduíche Brutus do Giraffas conta com 594 calorias, 30% das 2000 calorias que são recomendadas para o dia, 43 gramas de proteínas, 86% dos 50 gramas orientados diariamente e 29 gramas de gorduras totais, 53% da recomendação diária. O sanduíche também possui 11 gramas de gorduras saturadas, 50% da quantidade diária orientada da substância e 1110 mg de sódio, 56% da recomendação diária da substância. O sanduíche também possui gorduras trans. Esses valores já elevados, ficam ainda piores com o combo que inclui batata frita média e refrigerante.

O combo possui 1060 calorias, 53% da orientação diária, 122 gramas de carboidratos, 41% da orientação diária, 45,6 gramas de proteínas, 91% das necessidades diárias, 43 gramas de gorduras totais, 78% do que é orientado por dia, 14 gramas de gorduras saturadas, 64% do máximo orientado e 1594 mg de sódio, 80% da recomendação diária.

Além de ter em excesso substâncias que não são boas para a saúde, os sanduíches e, especialmente, os combos das redes de fast food ainda são pobres em nutrientes essenciais. "Eles são pobres em vitamina, minerais e em fibras", observa Novais. As vitaminas e minerais são essências para o bom funcionamento do organismo, enquanto as fibras contribuem para o melhor trânsito intestinal e proporcionam saciedade.

Uma alternativa mais saudável na rede Giraffas é o prato tilápia, que conta com um filé de peixe, legumes, purê de batatas e brócolis e tem apenas 286 calorias. Este prato possui 774 calorias a menos do que o combo Brutus.

Informações nutricionais dos produtos Giraffas pesquisados no site oficial da rede. Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar para adultos: Anvisa e Ministério da Saúde
 
O combo do cinema parece leve, mas é rico em calorias - Foto: Getty ImagesO combo do cinema
A pipoca pequena do cinema possui em média 21%* das necessidades calóricas diárias, 420 calorias, 34% do sódio, 690 mg, e 9% das gorduras saturadas, 9 gramas. Porém, em boa parte dos combos das redes de cinema só é possível adquirir versões grandes, com refrigerante de um litro e a pipoca cuja versão com manteiga possui 59% das necessidades calóricas diárias, 1170 calorias.

Este combo irá ter 80% da quantidade de calorias recomendadas no dia, 1600 calorias.  Além disso, ele conta com 100% da gordura saturada, 22 gramas, 35% do açúcar, 106 gramas, e 75% do sódio, 1500 mg, orientados para o dia.

Assim como a pipoca pequena de cinema é muito menos prejudicial do que o combo, a versão caseira é ainda melhor. A mesma quantidade da pipoca grande com manteiga do cinema, 187 gramas, quando feita em casa sem a manteiga ou óleo conta com 159 calorias a menos, 724 calorias no total, e apenas 13% das quantidades diárias recomendadas de sódio, 15 mg.

Consumir mais energia do que se gasta leva ao ganho de peso ao longo do tempo, mas os problemas não param por ai. "O excesso de calorias também pode causar a obesidade, aumento do colesterol ruim, LDL, do triglicérides e maior probabilidade da pessoas desenvolver o diabetes", conta a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais, da empresa Consultoria Alimentar.

*As principais redes de cinema do Brasil não disponibilizam os valores nutricionais de seus combos na internet, nas lanchonetes e nem após pedidos da equipe editorial do Minha Vida. Os dados mencionados pertencem ao Nutrition Action, organização não governamental dos Estados Unidos que defende os direitos dos consumidores e a Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Informações da recomendação diária de sódio, gorduras e açúcar: Anvisa e Ministério da Saúde.
 
Minha Vida

Remédios da medicina chinesa terão de seguir regras

Reprodução
Remédios da medicina chinesa terão de seguir regras
Remédios da medicina tradicional chinesa deverão a partir de agora seguir regras de boas práticas farmacêuticas e de rotulagem e não poderão mais conter em suas fórmulas componentes de origem animal, como ossos ou chifres
 
A medida faz parte de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovada nesta terça-feira, 22. A regra estabelece ainda que, no prazo de três anos, os medicamentos passarão a ser monitorados.

"Nesse período vamos determinar o destino que será dado a esses produtos", disse o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. O acompanhamento será feito a partir de informações prestadas pela população, profissionais de saúde e usuários. Atualmente, não há nenhum tipo de regra para esse tipo de medicamento comercializado no País. Não há informações sobre a quantidade de produtos consumida nem mesmo quantos são comercializados.

"Estamos partindo do zero", resumiu Barbano. Ele admite que o caminho escolhido pela Anvisa para analisar o setor talvez não seja a ideal. "Mas é a possível. Não podemos partir para uma estratégia radical, proibindo o uso de produtos que há tempos são usados por parte da população", disse.

Estadão

Seu filho é muito ansioso? Hospital do Rio abre atendimento gratuito para distúrbios de ansiedade

Thinkstock
Criança preocupada com tudo pode ser sinal de ansiedade
Segundo psicóloga, problema pode atingir vida pessoal e até profissional da criança
 
Você tem filhos pequenos? Sabia que a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro abriu turmas de atendimento gratuito a crianças e adolescentes com distúrbios de ansiedade? O objetivo é atender crianças e adolescentes entre oito e 13 anos.
 
De acordo com assessoria de imprensa do hospital, o diagnóstico pode evidenciar ansiedade generalizada (preocupação com tudo, o tempo inteiro), ansiedade de separação (medo de ir à escola, de que algo aconteça com os pais) e fobia social (vergonha extrema, medo de se expor). Antes do tratamento, eles passam por uma triagem para confirmar a ansiedade e depois são encaminhados para atendimento.  
 
A psicóloga Lucia Marmulsztejn, do setor de Psiquiatra Infantil da Santa Casa, lembra que em muitos casos a ansiedade prejudica diversas etapas importantes da vida pessoal e profissional. 
 
— As crianças selecionadas passam por uma terapia e têm seu problema avaliado e tratado caso a caso, por psicólogos e, se necessário, também com acompanhamento psiquiátrico. Quanto antes detectada a ansiedade, mais fácil será prevenir que essa criança ou adolescente venha a adquirir uma ansiedade incapacitante na vida adulta.
 
Caso os pais identifiquem essas características no comportamento dos filhos, podem procurar o serviço de Psiquiatria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio, na Rua Santa Luzia, nº 206, Centro, Rio de Janeiro. As demais dúvidas podem ser tiradas nos números 2221-4896 e 2533-0118.
 
Principais sintomas de ansiedade
 
- Fica preocupado (a) com tudo;
 
- Estuda muito, mas tem “branco” na hora da prova;
 
- Pergunta várias vezes a mesma coisa ou faz várias perguntas sobre temas que o(a) afligem;
 
- Queixa-se com frequência de dor de cabeça, dor na barriga, falta de ar, cansaço ou dores musculares;
 
- Tem dificuldades para dormir;
 
- Fica preocupado (a) com notícias que assiste na TV sobre tsunamis, furacões, enchentes, etc;
 
- Fica preocupado (a) em ser esquecido na escola;
 
- Imagina com frequência que o pior vai acontecer;
 
- Fica com medo de perder os pais ou de ser raptado (a), sequestrado (a);
 
- Reluta ou se recusa a ir para a escola;
 
- Tem vergonha de falar na frente da turma;
 
- Evita ou reluta em participar de eventos sociais (festas, apresentações);
 
- É muito tímido(a), não se sente à vontade em interações com pessoas pouco conhecidas.
 
R7

Propostas de combate à epidemia de cesáreas estão paradas na Justiça há 4 anos

BBC
Ministério Público cobra da ANS seis medidas que colaborariam
para conter a epidemia de cesáreas
Brasil tem o maior índice de cesáreas do mundo (52%), número chega a 83% nos hospitais particulares; OMS recomenda 15%
 
Jogo de empurra entre órgãos federais ligados à saúde e entidades privadas, morosidade por parte da Justiça. Esses são alguns dos entraves encontrados nos últimos quatro anos pelo Ministério Público Federal (MPF) na tentativa - por enquanto, em vão - de reduzir os índices epidêmicos de cesarianas feitas na rede privada do país.
 
O Brasil é o país com maior índice de cesáreas do mundo (52%), e o número ultrapassa os 83% nos hospitais particulares, que atendem majoritariamente pacientes com planos de saúde. Enquanto o índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 15%, ele chega a 90% em algumas maternidades renomadas das principais capitais do país.
 
Em 2010, o MPF entrou com uma ação civil solicitando que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cumpra seu papel de regulamentar os planos de saúde e os obrigue a tomar providências para aumentar o número de partos normais e reduzir as cesáreas. O MPF pediu seis medidas que colaborariam para conter a epidemia de cesáreas.
 
BBC
O fato de o bebê estar sentado não significa que deverá
nascer em um cesárea
Quatro anos depois de impetrada a ação, a Justiça ainda não se manifestou e não tem prazo para fazê-lo. Em agosto de 2013, após três anos de trâmites legais, a ação finalmente estava pronta para ser julgada, aguardando o veredicto do juiz Victorio Giuzio Neto (titular da 24a Vara Federal, em São Paulo). Mas o juiz está de licença médica até maio e, procurado pela BBC Brasil, preferiu não fazer declarações sobre processo sob o argumento de que o julgamento da ação está pendente.
 
A BBC Brasil publicou uma série de reportagens mostrando que a desinformação e um sistema perverso de todo o sistema de saúde do país são os principais responsáveis pela liderança no ranking mundial dos partos cirúrgicos. Apesar de muitos dos pontos propostos pelo MP serem elogiados por algumas das entidades ligadas à saúde do país, nenhum deles foi colocado em prática. E os índices seguem crescendo.
 
Responsabilidade de quem?
Na ação civil, de número 0017488-30.2010.4.03.6100, o Ministério Público cobra da ANS seis medidas que ajudariam na redução do número de cesarianas e promoção do parto humanizado.
 
Publicação do percentual de cesáreas realizadas por médicos e hospitais conveniados a planos e pagamento de honorários diferenciados a médicos para cesáreas e partos normais estão entre as demandas do MP, que entende que essas medidas são de responsabilidade da agência.
 
No entanto, a ANS afirmou à BBC Brasil que nenhuma das medidas é de competência direta dela, apesar de dizer que concorda com cinco dos seis pontos propostos e até sugerir que sejam adotados pelos planos de saúde.
 
Arquivo pessoal
Parte das medidas sugeridas pelo Ministério Público deve
 ser tomada pelos hospitais
Associações da classe médica acusam a ANS de não cumprir seu papel de fiscalizar a atuação dos planos. Alegam que médicos fazem as denúncias, mas não têm como obrigar as operadoras de saúde a cumprir medidas que julgam razoáveis.
 
O jogo de empurra pela responsabilidade sobre a saúde pública brasileira amplia-se ainda mais porque o governo federal diz que a ANS é apenas um órgão vinculado ao Ministério da Saúde, que não teria competência sobre as ações da agência por causa disso.
 
Parte das medidas sugeridas pelo Ministério Público poderia ser tomada pelos hospitais e, outra parte, pelos próprios médicos. Mas isso não vem ocorrendo por iniciativa própria de médicos e maternidades conveniados a planos de saúde. Por isso, o MP tomou a decisão de acionar a ANS, na tentativa de fazê-la obrigar os planos a exigir tais medidas de seus médicos e hospitais.
 
A procuradora da República Ana Carolina Previtalli Nascimento, uma das responsáveis pela ação, disse à BBC Brasil que o MPF considera a ANS responsável por fazer com que as seis medidas (saiba mais abaixo) sejam colocadas em prática e, se não for assim, cabe ao governo federal deixar claro que setor precisa assumir a responsabilidade por cada ponto.
 
"A ANS vem sendo omissa em seu dever de regulamentar essa questão [das crescentes taxas de cesáreas], adotando ações educativas que são importantes, mas que estão longe de provocar mudanças efetivas no comportamento da sociedade", afirma a procuradora.
 
"E essa omissão total, que perdura há anos, explica bem a situação que temos hoje. O que a ANS faz (para pressionar os planos de saúde) é muito pouco, prova disso é que as taxas de cesáreas só vêm aumentando na rede privada."
 
Karla Coelho, gerente de assistência à saúde da ANS, refuta a acusação. "A agência está longe de ser omissa. Pelo contrário. Há 10 anos trabalhamos para reduzir o número de cesáreas e em medidas para reduzir esse problema", disse.
 
"Realizamos diversas audiências com todas as partes envolvidas. Também criamos um comitê para discutir sobre os fatores envolvidos no parto, envolvendo todos os interessados também. É preciso enfrentar o problema em todas as frentes, pensando ações conjuntas com vários setores, como o Ministério da Saúde, a Febrasgo, os planos, as maternidades e, claro, as mulheres."
 
Veja quais são os seis pontos da ação do MPF, sem posicionamento da Justiça já há quatro anos:
 
1. Percentual de cesáreas
Uma das demandas solicita que a ANS obrigue os planos de saúde a publicarem os percentuais de cesáreas e partos normais efetuados por médicos e hospitais conveniados, justificando que o direito à informação adequada é algo previsto em lei. Com essa medida, o MPF acredita que médicos e hospitais se esforçarão pra reduzir as taxas de partos cirúrgicos, já que terão seus procedimentos divulgados.
 
Getty Images
Gestante: o parto normal é a forma mas segura de parir, mas no
 Brasil a maioria das mulheres ainda é submetida à cesariana
"A paciente tem o direito de saber se o obstetra escolhido por ela opta em sua prática cotidiana pela realização do parto normal ou cesárea. A prática demonstra que essa não é uma informação discutida entre médico e paciente. Essa demanda quer garantir que o cliente do plano de saúde tenha o direito de obter essa informação simples, numérica e objetiva do próprio plano", pede a ação do MP.
 
"Seria muito interessante ter esses dados por hospital, mas isso não é de competência da ANS", afirmou Coelho, da ANS, à BBC Brasil. "A agência recebe trimestralmente das operadoras de saúde o percentual de cesáreas realizadas, mas sem discriminá-las por médicos ou hospitais."
 
Ela explica que, a partir desses dados, os planos recebem diferentes pontuações: quem faz mais de 90% de cesáreas não recebe pontos; quem faz de 45% a 90% recebe de 0,1 a 1 ponto e as que realizaram 45% ou menos, recebem 1 ponto.
 
Segundo a agência, seu papel não é expor hospitais ou médicos, mas os planos que realizam muitas cesáreas. Para isso, divulga o IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar), em que faz um ranking dos melhores e piores planos nesse e em outros quesitos (Programa de Qualificação das Operadoras).
 
Para o MPF, saber o percentual por plano não é suficiente. "Saber o índice de cesáreas do obstetra e do hospital é um direto da mulher, até mesmo como consumidora", diz Nascimento.
 
A obstetra Vera Fonseca, do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro e integrante da comissão de parto normal do Conselho Federal de Medicina (CFM), diz que divulgação do índice por hospital não seria relevante.
 
"Seria muito difícil comprovar e computar os dados. Além disso, não entendo qual seria o objetivo disso porque, por exemplo, minha taxa de cesárea é alta e um dos motivos é que faltam vagas em maternidades. Não vou passar sufoco com uma grávida em trabalho de parto de madrugada sem ter onde interná-la. Não podemos colocar a culpa toda no médico."
 
"O problema é complexo também porque os honorários médicos são injustos e não há certeza de que haverá vaga no hospital para o parto normal. Isso aumenta o número de cesáreas porque é melhor para o médico fazer a cirurgia, que dura menos tempo e paga um valor similar, e para a gestante, porque o leito dela fica garantido", afirma Fonseca.
 
2. Formas diferenciadas de remuneração
O MPF também sugere formas diferenciadas de remuneração para parto normal e cesárea e cita a lei que determina que a ANS deve estipular "índices [....] a serem observados pelas operadoras de planos de saúde". A solicitação é que se siga uma indicação do Conselho Federal de Medicina para se pagar quatro vezes mais pelo parto normal, já que ele pode durar 12 horas ou mais, enquanto uma cesárea pode ser realizada em até 3 horas.
 
BBC
Ideia é que ANS estipule que médico receba quatro vezes
 mais ao fazer um parto normal
"Isso não vai resolver", afirma Coelho, da ANS, à BBC Brasil. "O ideal é que se tenha sempre uma equipe completa de plantão 24 horas. É preciso mudar o modelo de parto no Brasil, com um trabalho colaborativo dos profissionais envolvidos."
 
Segundo a gerente da agência, a responsável pela determinação dos valores é a AMB (Associação Médica Brasileira), que faz uma tabela chamada Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).
 
O diretor de Defesa Profissional da AMB, Emilio Zilli, confirma que a AMB faz a tabela, que hierarquiza 3.800 procedimentos médicos e estabelece um valor mínimo pra cada um.
 
"Mas muitas vezes isso acaba não adiantando nada, já que a ANS não regula nada e não exige nem que os planos de saúde paguem o valor mínimo que estipulamos. Há locais usando versões da nossa tabela feitas nos anos 90 e a ANS não faz nada a respeito, deixando médicos e pacientes na mão. Vivemos em um embate eterno com a agência. Diante do forte lobby dos planos de saúde, é uma luta quase quixotesca", afirma Zilli.
 
O MPF afirma que a agência não pode se esquivar da responsabilidade. "É, sim, papel da ANS determinar quanto as operadoras devem pagar aos médicos por parto normal ou cesárea. O Estado precisa intervir para reduzir o número de cesáreas. E a ANS é o órgão competente pra isso. Não podemos deixar as mulheres no escuro", diz Nascimento.
 
"A agência reguladora não precifica os procedimentos e não estabelece preços ou custos de procedimentos e eventos em saúde, porque estas não são suas incumbências. Caso o fizesse, extrapolaria a lei", argumenta a ANS, em e-mail enviado à BBC Brasil.
 
3. Partos acompanhados por enfermeiras
Outro ponto solicitado pelo MPF diz respeito a partos acompanhados por enfermeiras. Os promotores afirmam que o atual rol de procedimentos já prevê a cobertura de assistência ao parto por enfermeira obstetra, mas que, para que isso seja efetivado, é preciso que os estabelecimentos de saúde autorizem tal prática ao não exigir a presença de um médico no parto. E a medida, pelo entendimento do MP, deve ser implementada e fiscalizada pela ANS.
 
AP
Gestantes de baixo risco podem ter o parto assistidas por
enfermeiras, em vez do médico
"Na maioria dos países europeus, onde a cultura local não enxerga o parto como um evento médico, o pré-natal e parto de baixo risco são realizados por enfermeiras ou parteiras. No Brasil, as maternidades são dominadas pela cultura médica, sendo dirigidas por médicos, grandes opositores dessa divisão de tarefas com os enfermeiros. Cumpre à ANS regulamentar a obrigatoriedade das maternidades privadas e permitir o atendimento do trabalho de parto sem grandes risco exclusivamente por enfermeiros, se essa for a escolha da gestante", diz o MPF na ação parada há quatro anos na Justiça.
 
Ainda que a cobertura obrigatória dos planos de saúde já esteja prevista, não é o que acontece na prática nos hospitais particulares.
 
"Já existe a sugestão de enfermeiras obstetras poderem realizar partos normais de baixo risco, com a presença de um obstetra para dar suporte em caso de complicações, como acontece com as parteiras, na Inglaterra. Mas só alguns planos acataram essa sugestão. A cultura brasileira é muito diferente", afirma Coelho, da ANS, argumentando que não compete à agência impôr essas medidas a maternidades.
 
De fato, quem deveria exigir a medida seriam os planos de saúde - por sua vez, regulados pela ANS. Ao contrário do que ocorre na rede privada, em alguns estabelecimentos do SUS, o sistema público de saúde, os partos sem complicações são atendidos por enfermeiros obstetras em casas de parto.
 
Até o fechamento desta reportagem, a Associação Nacional de Hospitais Privados não tinha nenhum porta-voz disponível para comentar o assunto.
 
4. Partograma obrigatório
Em outro quesito da ação, o MPF acredita ser imprescindível a adoção de um partograma - um prontuário detalhado de tudo o que ocorreu durante o parto, com dados sobre a evolução do trabalho de parto. Esse documento possibilitaria uma avaliação posterior sobre a real necessidade de uma cesárea. O MPF cita o Código de Defesa do Consumidor ao afirmar que isso seria, sim, competência da ANS, já que cabe a ela zelar pela qualidade dos serviços prestados.
 
"O partograma é uma forma transparente e muito útil para a grávida saber o que aconteceu exatamente em seu parto", afirma Nascimento.
 
BBC
Para o MPF, partograma e cartão da gestante devem ser obrigatórios
Para o MPF, a ANS deveria obrigar os planos de saúde a exigirem o partograma dos médicos conveniados. Coelho, da ANS, afirma que a proposta de criar esse documento vem da própria agência, em audiência pública em 2010. "Mas a ideia foi barrada pelo Conselho Federal de Medicina", diz.
 
Vera Fonseca, do CFM, nega que a proposta do partograma tenha sido barrada pelo órgão. "Defendemos o partograma e tentamos conscientizar os médicos de que preenchê-lo é tão importante quanto preencher o prontuário médico", diz Fonseca. "Mas o CFM não considerou que isso diminuiria a taxa de cesáreas e que não podia ser obrigatório porque implicaria em penalizar o médico que não o preenchesse. Seria injusto aplicar uma penalidade se tudo correu bem com a mãe e o bebê, já que isso não interfere no atendimento da gestante."
 
5. Cartão de gestante
O MPF pede ainda que a ANS exija dos planos a obrigatoriedade de médicos conveniados fazerem um cartão de gestante - já aplicado na saúde pública. A medida possibilita fornecimento de informações adequadas para a mulher e, se houver necessidade, para um outro médico que assuma o caso em emergência - na prática, a falta de todas as informações do pré-Natal induzem médicos a fazerem cesáreas que poderiam ser evitadas.
 
A ANS voltou a dizer que a iniciativa é louvável, mas que a implementação foge de área de atuação dela. Vera Fonseca, do CFM, diz que a questão foi debatida pelo órgão, mas que não foi à frente porque, segundo a mesma lógica aplicada na avaliação da obrigatoriedade do partograma, não seria adequado penalizar o médico por não fazer o cartão de gestante.
 
6. Incentivo a práticas humanizadoras
O MPF sugere também que ANS crie indicadores e notas de qualificação específicos para a redução no número de partos cirúrgicos, dizendo que o sistema atual de pontos da agência - a Política de Qualificação em Saúde Suplementar - tem um peso pequeno demais diante da gravidade do problema.
 
Além do programa citado pelo MPF, a agência lembra que possui diversas outras campanhas e políticas que perseguem esse objetivo. "Estimulamos que as operadoras tomem ações no sentido de criar condições para um parto humanizado, como criar salas de parto, ter uma ambiência adequada, permitir o acompanhamento de familiares durante todo a internação. E também divulgamos experiências de planos de saúde nesse sentido que deram certo, para que outros possam seguir esses exemplos", afirma Coelho.
 
BBC Brasil / iG