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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como Tratar Micose

Como Tratar MicoseA micose é um tipo de infecção causada por fungos e se caracteriza por coceiras, vermelhidão e muitas vezes aparecem também em um tom amarronzado. 
 
A micose pode afetar diversas áreas de seu corpo como os pés, o couro cabeludo, a região da virilha e até mesmo a região da barba. Sua transmissão pode ocorrer através do contato com animais ou seres humanos infectados ou por objetos pessoais como toalhas, cama, escovas de cabelo, roupas, água de piscina etc. Neste artigo lhe ensinaremos como tratar e prevenir micose.
 
Prevenção:
 
1. Evite o compartilhamento de objetos pessoais tais como roupas, toalhas, escovas de cabelo, meias etc.
 
2. Mantenha sua pele sempre limpa e nunca durma de cabeça molhada ou úmida.
 
3. Utilize roupas bem arejadas em regiões quentes, deixe sua pele “respirar” e evite ficar muito tempo suado.
 
4. Evite andar descalço em praias e ruas.
 
5. Leve seu animal de estimação ao menos uma vez por semana ao veterinário para certificar-se que ele não está infectado.
 
Tratamento:
1. Consulte-se com um dermatologista para o diagnóstico concreto. Muitas das vezes a micose se parece com uma simples irritação da pele, por isso fique atento à essa irritação. Caso ela dure mais de dois dias, vá a um médico para consultar-se.
 
2. Após o diagnóstico, o médico lhe receitará uma pomada ou até mesmo um remédio oral antifúngico.
 
3. Lave e seque bem a área afetada pela micose e em seguida, aplique a pomada antifúngica duas vezes por dia durante sete ou dez dias, dependendo da situação.
 
4.  Remédios de uso oral geralmente são prescritos pelos médicos em casos mais graves, quando a micose afeta uma grande parte do corpo.
 
5. Mantenha sua pele sempre limpa e procure pegar um pouco de sol, os fungos proliferam em locais úmidos e escuros.
 
6. Troque de roupa ao menos 4 vezes por dia, para evitar a propagação da micose pelo seu corpo e lave sua toalha sempre após se secar de seu banho.
 
7. Os antifúngicos comumente receitados são:
  • Miconazol
  • Clotrimazol
  • Cetoconazol
  • Oxiconazol
8. Caso a o tratamento não tenha efeito em um prazo de duas a quatro semanas, consulte seu dermatologista.
 
Dicas:
1. Você pode evitar micoses na região dos pés utilizando antissépticos antes de calçar tênis ou sapatos.
 
2. Não aplique curativos sobre a área infectada.
 
3.  A micose pode se espalhar para outras áreas do corpo caso não seja tratada de imediato.
 
4. Utilize sabonetes antifúngicos, isso lhe ajudará na prevenção da micose.
 
Este artigo foi escrito baseado nos tratamentos mais comuns prescritos por médicos, porém não substitui o laudo médico.

Como Fazer

Ob.: Jamais utilize qualquer medicamento sem orientação de seu médico!

Mulher exagera na bebida alcoólica e fica com “barriga de grávida”

Reprodução/Daily Mail
Vítima do alcoolismo, Jo chegou a beber três garrafas de vinho por dia
Jo foi diagnosticada com cirrose e retenção de líquido na região abdominal 
 
Ao entrar em um ônibus, muitas pessoas sedem o lugar a Jo por achar que ela está grávida. Porém, a barriga extremamente inchada é consequência de sérios problemas no fígado causados pelo consumo excessivo de bebida alcóolica. As informações são do site Daily Mail.
 
Por causa de uma cirrose, a mulher de 35 anos desenvolveu um efeito colateral chamado ascite — acumulação de fluídos na cavidade do peritônio. Pacientes com essa doença se queixam da sensação de peso e pressão na barriga. No caso de Jo, houve uma protuberância das veias em toda a região abdominal.
 
Para diminuir a barriga, Jo precisa ir ao hospital a cada três semanas para se submeter a uma drenagem. Durante o procedimento, considerado doloroso, os médicos inserem uma agulha e um cateter no corpo da paciente para retirar o acúmulo de fluído e reduzir a pressão arterial no fígado. De acordo com os cirurgiões, em uma operação, já foi possível remover 23 litros de líquido de sua barriga.
 
A única esperança para Jo seria um transplante de fígado. Porém, não há garantia sobre a sua sobrevivência.  
 
Alcoolismo
Vítima do alcoolismo há vários anos, Jo chegava a beber três garrafas de vinho por dia. Esse consumo exagerado equivale a beber 15 vezes a mais que a quantidade de álcool recomendada para uma mulher.
 
No momento, a paciente se encontra sóbria, mas os danos causados em seu fígado tornaram-se irreversíveis.
 
R7

Médica investigada por morte de jovens deixa hospital em Salvador

Foto: Imagens/ Tv Bahia
Com terço na mão, suspeita investigada por morte de jovens
 deixa hospital
Oftalmologista seguiu para presídio feminino. Irmãos são vítimas de batida. 'Ela está catatônica', disse promotor do MP sobre situação da suspeita
 
Deixou o Hospital Aliança em Salvador, na manhã da última quinta-feira (17), a médica Kátia Vargas Leal Pereira.
 
A oftalmologista estava internada desde a sexta (11), quando aconteceu a morte dos irmãos Emanuel e Emanuele, 22 e 23 anos, que trafegavam em uma moto, e foram atingidos pelo carro dela no bairro de Ondina, na capital baiana. A suspeita foi encaminhada para o presídio feminino no Complexo Penitenciário da Mata Escura.
 
A mulher é investigada porque teria atingido os dois, segundo testemunhas, de forma proposital após um desentendimento no trânsito. Com base em imagens, a polícia acredita que a motorista perseguiu a moto e assumiu o risco de matar.
 
A delegada Jussara Souza, responsável pelas investigações, chegou à unidade de saúde particular por volta das 9h10 e cerca de cinco minutos depois saiu acompanhada da suspeita, que tentou cobrir o rosto para evitar o assédio da imprensa.
 
A saída dela aconteceu pelo acesso principal do hospital particular. A médica teve a prisão preventiva decretada na terça-feira (15) pelo juiz Moacyr Pita Lima.
 
'Choque'
"Ela está catatônica. Está em estado de choque. Ela não tinha a mínima possibilidade de prestar depoimento. Estava aérea. Não sei se por causa dos medicamentos", afirmou o promotor do Ministério Público da Bahia, David Gallo.
 
"Nossa intenção é que ela fique presa", completou em entrevista concedida na porta do complexo penitenciário após uma "tentativa de depoimento". Segundo o promotor, a médica respondeu apenas perguntas básicas sobre ela, como nome, endereço, mas não falou a respeito da batida que matou os dois irmãos no bairro de Ondina.
 
A médica seguiu para a enfermaria do presídio e, de lá, deve ocupar uma cela individual porque tem nível superior. A delegada, segundo o MP, tem dez dias para concluir o inquérito. A suspeita deve ser indiciada por duplo homicídio triplamente qualificado. "O simples fato dela estar presa agora é uma vitória. Até hoje havia um clima de revolta popular, mas agora não há mais", disse o promotor do Ministério Público.
 
O advogado da suspeita pediu "respeito" durante as investigações. "Infelizmente, ainda não posso falar sobre esse processo porque ele está em tramitação. A gente precisa ter respeito aos mortos, às familias dos mortos, à família da minha cliente que está sofrendo muito, e à minha cliente. Ninguém pode ser tachado de culpado sem que o processo tenha terminado" afirmou o advogado Vivaldo Amaral.
 
O advogado dela manteve a confiança na absolvição da médica. "Não estranhe se ao final desse processo, depois de alguns anos, as pessoas que crucificaram minha cliente peçam desculpa. Fatos novos virão e eu tenho certeza que vamos reverter essa situação", conclui.
 
Já Daniel Keller, advogado da família das vítimas, afirma que "confia" na Justiça e na condenação da mulher. "A prisão foi o primeiro objetivo da família e hoje ela está presa. A expectativa é que ela continue presa enquanto aguarda julgamento. Acreditamos na Justiça, no Poder Judiciário", diz.
 
Na saída do presídio, a delegada Jussara Souza não falou com a imprensa.
 
Perícia
O laudo médico do Departamento de Polícia Técnica (DPT), cujos peritos avaliaram a saúde da suspeita aponta que ela estava clinicamente apta para receber alta. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), que promoveu coletiva à imprensa para divulgar o resultado da avaliação, o documento afirma que ela passa por abalo psicológico, mas que não há lesão física.
 
"O laudo esclarece que ela está incapaz de ficar 30 dias sem atividades genéricas ou laborativas. Mas nesse caso é parcial. Não há incapacidade física para atividades habituais, apenas psíquicas causadas pelo acidente. Ainda assim teremos o cuidado de que ela passe por avaliação médica onde irá, mas digo e repito, clinicamente ela pode ser levada à penitenciária. As autoridades estão cientes e a qualquer momento isso pode acontecer", afirmou na quarta-feira (16) o promotor de Justiça Davi Gallo.
 
O promotor Nivaldo Aquino, que também acompanha o caso, pontuou que a médica chegou a dizer para o perito que tem vontade de cometer suicídio. "O laudo diz que ela falou em cometer suicídio, sobre um possível arrependimento. Mas nada que irá tirar a possibilidade dela responder no conjunto penal. Hoje [quarta] ou amanhã [quinta] ela será custodiada e ouvida, se quiser se manifestar. O MP não tem dúvida de que ela será indiciada por homicídio triplamente qualificado", disse na quarta-feira.
 
Nivaldo Aquino diz que a Promotoria resolveu intervir no caso ao perceber "a atitude insana da senhora". Ainda segundo ele, "os subsídios até agora coletados sinalizam que ela cometeu homicidio doloso e o MP pediu da provisória em preventiva, assim como a autoridade policial", afirma.
 
Ele informa ainda que solicitou esclarecimentos sobre sete questões ao Hospital Aliança que envolvem o caso, entre elas, o motivo pelo qual a médica, enquanto suspeita presa em flagrante, ficou internada em um hospital privado. O mesmo requerimento foi enviado à direção do Samu. Segundo ele, como houve duas mortes, a médica deveria ter sido encaminhada para um hospital público.
 
O advogado que defende a família das vítimas disse que o inquérito deve ser concluído até a sexta-feira (18). "Queremos que ela vá à corte popular, para que a justiça da sociedade possa ser aplicada a ela", afirmou Daniel Keller. Segundo ele, caso a médica seja condenada, a pena prevista pode chegar a 60 anos para dois homicídios triplamente qualificados.
 
Acidente
Segundo testemunhas, na manhã da sexta-feira (11), a médica jogou o carro, em alta velocidade, e de forma proposital, na direção dos irmãos que estavam trafegando de moto pela Avenida Oceânica. Antes da batida, a motorista teria se desentendido com o jovem que guiava a motocicleta, por causa de uma "fechada" que a motorista teria dado no rapaz.
 
Relato de testemunha
A principal testemunha da batida conversou sobre o que presenciou com o G1. Na segunda-feira (14), ele prestou depoimento na 7ª delegacia.
 
"A gente [ele e os jovens na moto] parou no semáforo do antigo Salvador Praia Hotel e, quando a moto arrastou, também arrastei. O carro branco lá atrás. A moto seguiu em frente e, quando chegou lá na ponta do Ondina Apart, o carro passou com muita velocidade. Eu ainda reclamei e disse 'que motorista maluco!'. De repente, logo depois, teve a colisão dela batendo na moto. O carro jogou o casal contra o poste", relatou em exclusividade para a equipe. "Não houve freada, só derrapagem", acrescenta a testemunha, que não quer se identificar.
 
A testemunha afirma que desceu do carro ao se deparar com o acidente e percebeu que as vítimas morreram na hora, devido ao impacto da batida. "Vi que não tinha nada pra fazer e fui até o carro dela para falar, não sabia que era uma senhora, chegando perto, avistei que era uma senhora. Passo todos os dias por esse caminho, foi muito chocante, muito terrível. Na sexta-feira logo após o acidente eu viajei para tentar esquecer", afirmou.
 
G1

Agulhas e seringas terão selo do Inmetro obrigatório

A partir desta segunda-feira (1º), agulhas e seringas devem ser fabricados em conformidade com as Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) nº 3, nº 4 e nº 5 da Anvisa e das Portarias Inmetro nº 501, 502 e 503/2011. Os produtos fabricados antes do dia 1º de julho de 2013 podem ser comercializados e utilizados até a data de validade, ainda que estejam sem o selo de identificação.
 
O objetivo das certificações é proteger a saúde e segurança do consumidor. Caberá à Anvisa fiscalizar a obrigatoriedade do selo nos produtos. Fabricantes e importadores terão prazo de adequação até o dia 30 de dezembro.
 
Em fevereiro, 13 marcas de seringas e agulhas usadas para injetar medicamentos foram analisadas pelo Inmetro. Apenas duas estavam dentro da conformidade. Segundo André Santos, chefe da divisão de orientação e incentivo à qualidade do Inmetro, por isso foram incluídos na lista de produtos com certificação compulsória seringas, agulhas e também equipos não avaliados no teste.
 
Os principais problemas encontrados nas agulhas hipodérmicas analisadas estavam relacionados à possibilidade de ferimentos, de contaminação e desperdício de medicamentos, além do fato de a agulha não possuir resistência à corrosão na cânula (tubo de aço). No caso das seringas, o produto deve ser fabricado sob condições que garantam a ausência de contaminantes.
 
Acessórios descartáveis, encaixados no scalp para terapias intravenosas, ou em agulhas que estão no paciente, os equipos também terão de passar por avaliação do Inmetro, por conta dos problemas encontrados: vazamentos, velocidade inadequada do fluxo do medicamento (gotejamento), conexões defeituosas ou fora do tamanho padrão e esterilidade comprometida.
 
SaudeWeb

Espera sem fim para quem quer fazer cirurgia

Nilson mostra as dezenas de exame que fez para marcar cirurgia
Assis Cavalcante/Ag. Bom Dia
Nilson mostra as dezenas de exame que fez para marcar cirurgia
Pacientes se revoltam com a falta de agendamento e cancelamento. Enquanto aguardam decisão, sofrem
 
A esperança de se livrar da pedra no canal do pâncreas foi por água abaixo para o aposentado  Nilson Aparecido da Rosa, 37 anos, ao receber a notícia do médico gastroenterologista de que a Prefeitura de Sorocaba cancelou diversas cirurgias na Policlínica Municipal de Especialidades. “Meu caso é grave. Preciso fazer a cirurgia de retirada da pedra urgente. Infelizmente, algo de errado está acontecendo entre a prefeitura e a Policlínica.”
 
A unidade de saúde mantida pelo Poder Público  cancelou cerca de mil cirurgias que já estavam marcadas. 
 
O aposentado fez diversos exames para realizar o procedimento, porém ainda não há previsão de quando deverá realizá-lo. “Perdi as contas de quantos ultrassons, exames de sangue e eletrocardiogramas fiz. Tenho medo que percam a validade e tenha de refazer tudo de novo para poder me submeter a esta cirurgia”, desabafa.
 
Ainda de acordo com o paciente, o médico avisou que não poderia marcar a cirurgia, já que a prefeitura não está mais liberando os procedimentos. 

O retorno da consulta será na próxima semana e a esperança de Nilson é que consiga agendar a cirurgia e se livrar das dores no pâncreas. “O diagnóstico saiu há dois anos e quando chego perto da solução, acontece este problema”, lamenta.

Vesícula
Outra paciente que sofre com a falta de agendamento da cirurgia é a diarista Neusa Maria da Silva Aguiar, 49, que precisa retirar a vesícula. “Enquanto isso, quando tenho crise tomo remédio ou procuro atendimento na UPH [Unidade Pré-Hospitalar]. O que desejo é ficar livre deste sofrimento, mas está longe disso acontecer devido aos absurdos que ocorrem no governo.” 

O outro lado
Por meio de nota, a  Secretaria da Saúde de Sorocaba informou que a Policlínica  faz o atendimento ambulatorial de especialidades, procedimentos de pequeno porte e exames subsidiários. A prefeitura admite que houve o cancelamento de procedimentos, mas promete  reagendá-los.

opinião:  Marcelo Macaus, Editor do BOM DIA

Reagendamento tem de ser logo 

“É um absurdo o que fazem com a população. Nosso direito básico é ter acesso à saúde”. É o que diz a diarista Neusa, uma das prejudicadas com o cancelamento de mil cirurgias na Policlínica. E ela está certa. É dever da prefeitura organizar novo agendamento, conforme prometido. E isso não pode demorar. A CPI da Saúde tem de ficar em cima deste caso. Na verdade, mais um descaso com quem depende da saúde pública.

Vereador petista entra no caso e cobra solução
Segundo o vereador Izídio de Brito (PT), presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, instaurada na Câmara de  Sorocaba,  a desmarcação e a falta de agendamento de cirurgias na Policlínica  são devido à falha na gestão. “Na próxima semana irei fazer uma reunião ou ir ao local para analisar o que posso fazer para atender a população. Mas quem será cobrado para que haja uma solução será o secretário de Saúde, Armando Martinho Bardou Raggio”, avisa.

Diversos pacientes já procuraram a CPI e denunciaram os casos que ocorrem na Policlínica. “O paciente adquire confiança no médico. Em um dos casos, o profissional saiu da unidade e a cirurgia foi desmarcada. Enquanto isso, o caso da pessoa está parado. Outro problema é a desorganização. Muitas fichas desapareceram”, revela.

Um dos motivos da bagunça, acrescenta o petista, é a transição de coordenação que aconteceu este ano. “O prefeito Antonio Carlos Pannunzio anunciou a entrada de um corregedor, mas o que a unidade precisa é de um organizador”, afirma Izídio.
 
Mais...

60 mil pessoas aguardam atendimento

Casos
Destes casos, cerca de 20 mil são para consultas de oftalmologia e os demais para outras especialidades.
14 anos é o tempo que a Policlínica existe em Sorocaba
 
Diário de São Paulo
 

Efeitos dos desvios atingem a população

Grávidas aguardam atendimento no hospital municipal de Rosário(MA)
Felix Lima/Folhapress
Grávidas aguardam atendimento no hospital municipal de Rosário(MA)
Há dois anos, uma auditoria federal descobriu um desvio de R$ 6,9 milhões em verbas do SUS em Rosário (a 70 km de São Luís) no interior maranhense.
 
Entre as irregularidades: incompatibilidade entre os serviços prestados e os recursos repassados pelo Ministério da Saúde, despesas sem comprovação e unidades de saúde que deveriam ter recebido a verba em condições precárias e sem equipamentos.
 
Na última quarta, no único hospital público da cidade, uma fila com cerca de 20 mulheres grávidas esperava num corredor lotado. A maioria havia chegado às 6h da manhã, em jejum. Cinco horas depois, porém, não havia previsão de atendimento.
 
"E ainda por cima estou sentindo dor", disse a pescadora Maria Viana, 30, sete meses de gravidez.
 
O hospital -também chamado de Unidade Mista de Rosário- chegou a ser interditado judicialmente por problemas na estrutura, segundo o Ministério Público. O cenário é de abandono, com piso sujo, quartos e laboratórios completamente vazios.
 
O centro cirúrgico, que recebia pacientes de outras cidades, também está fechado.
 
A técnica de enfermagem Ivanilse Martins, 34, diz ter ficado surpresa com a presença da reportagem. "Aqui, qualquer coisa mais grave, tem que ir até São Luís."
 
Agenda apertada
Para conseguir um consulta com o oftalmologista no hospital municipal Pedro Vera Cruz Bezerra, em Miranda do Norte (a 119 km de São Luís), no Maranhão, é preciso encontrar espaço na agenda do médico -que só atende só atende duas vezes ao mês.
 
Essa realidade contrasta com os números encontrados por auditoria local em 2011.
 
O levantamento mostrou que em um ano, o hospital chegou a atender 27,9 mil pessoas para tratamento de glaucoma -número superior a toda a população da cidade. É como se todas as crianças, adultos e idosos do local precisassem de atendimento para o mesmo problema.
 
A Folha tentou falar com a secretária da Saúde e com o prefeito da cidade, mas, segundo funcionários, eles moram em São Luís (a 138 km da cidade) e só aparecem na cidade duas vezes por semana.

Editoria de arte/Folhapress

 Folhaonline

Cerca de 80 mil paraenses têm hanseníase

Cerca de 80 mil paraenses têm hanseníase (Foto: Bruno Carachesti)
Foto: Bruno Carachesti
Mesmo com alto índice de contaminação no Estado, em muitos
 casos o diagnóstico é tardio
O Pará é um dos lugares com maior número de hansenianos no mundo, segundo estudos liderados pelo doutorando em Doenças Tropicais, professor Josafá Barreto.
 
Uma amostra desse trabalho rendeu ao pesquisador o prêmio Jovem Cientista, pela melhor apresentação oral durante o 18º Congresso Internacional de Hanseníase realizado em Bruxelas com o tema "Hidden Challenges" (Desafios Ocultos).
 
Segundo Josafá, há atualmente, em solo paraense, pelo menos 80 mil pessoas doentes, grande parte sem diagnóstico. Cerca de 6% da população de 7,3 milhões de habitantes, embora a Organização Mundial da Saúde considere aceitável menos de 1% para cada grupo de 10 mil pessoas.
 
O público-alvo da pesquisa do professor são pessoas atendidas pelo SUS entre 6 e 20 anos. A equipe de cientistas visita escolas e postos de saúde de todas as regiões do Pará com o intuito de mensurar a quantidade de pessoas infectadas e ajudar no tratamento da doença na fase inicial ou de encubação, quando o tratamento é mais simples e barato e o risco de contágio e/ou de sequelas posteriores é quase nulo. "Encontramos um índice muito alto de estudantes infectados. Isso se dá porque temos um grande problema na atenção básica de saúde", explicou o professor Josafá.
 
Um dos atendidos pelo trabalho do cientista foi o estudante M.C, de 15 anos, em Castanhal, no nordeste paraense. Dona N.C., de 35 anos, o levava a postos de saúde para descobrir o que seriam as manchas surgidas nos pés dele desde 2006. Várias doenças foram erroneamente diagnosticadas e muitos remédios caseiros recomendados por parentes foram usados. Até que uma servidora do último posto procurado pela família recomendou à família procurar a equipe de pesquisa no primeiro semestre de 2011, ou seja, cinco anos depois.
 
Além de confirmar a hanseníase no garoto, uma visita à residência do adolescente rendeu a descoberta da doença em M.R, a irmã um ano mais velha. O preconceito ainda presente em relação a essa patologia faz com que a família evite comentar o assunto publicamente. Mesmo depois de curados, os irmãos têm dificuldade de falar nos assunto sem desviar o olhar ou baixar a cabeça. Na escola ou na esquina da rua, nenhum colega ou amigo deles desconfia do tratamento pelo qual passaram.

Falta de informação é o maior problema
"Nós recebemos aqui um paciente que tinha 12 anos e já estava com vários dedos atrofiados porque a hanseníase ataca o sistema nervoso da pessoa. Ele entrou aqui no consultório com as duas mãos enfiadas no bolso, e mesmo para mim que estou acostumada a ver pessoas assim diariamente ele teve receio de mostrar, imagina esse garoto na escola", lamentou a enfermeira Márcia Leão, que atende na Unidade de Referência Estadual em Dermatologia (URE), localizada na avenida João Paulo II, em Marituba, onde são atendidos centenas de hansenianos todos os meses.
 
A medicina e os tratamentos quimioterápicos avançaram de tal maneira no século passado que hoje a doença deveria ser tratada nas unidades básicas de saúde. Mesmo pacientes diagnosticados na URE são reencaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde o tratamento deve ser feito.
 
Porém, o trabalho preventivo em pessoas que possuem contato com possíveis comunicantes (pessoas transmissoras da doença) ainda é muito ineficiente. "Há muitas pessoas pobres no Pará, que convivem em casebres onde moram até dez pessoas. Isso potencializa a transmissão", explica o professor Josafá, cujo trabalho é realizado em parceria com a unidade.
 
"O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, não são necessários exames ambulatoriais para confirmar a doença na maior parte dos casos. Todas as UBS devem ter equipamentos e pessoas treinadas para lidar com essa situação. O problema é que, quando os pacientes chegam aqui, já é num estágio avançado da doença", lamentou a enfermeira Patrícia Ribeiro.
 
O grande problema, segundo ela, é que pacientes mais graves costumam ficar com sequelas muitas vezes irreversíveis. "E depois de um ano muitos voltam porque começam a ter reações com dores maiores do que quando tinham hanseníase", pontuou.
 
A hanseníase é diagnosticada em até quatro níveis. Do mais simples ao mais grave são I, T, D e V. Até a última terça-feira pela manhã, 287 novos pacientes foram atendidos na URE. Destes, 63,7% deram entrada com nível D, que é quando já há deformações, o tratamento é longo e dolorido. "Muitas dessas pessoas, quando encerram o tratamento, acabam se aposentando por invalidez. Ou seja, protelar o atendimento onera mais o Estado com medicamentos, cuidados com mais profissionais e ainda gera despesas previdenciárias para um problema tão simples de resolver, bastando atender bem lá na base", refletiu Márcia.

A cada ano, 3 mil novas ocorrências
Para descobrir todos os casos existentes, o Estado diz que trabalha em parceria com os municípios, visto que é na atenção básica que se busca a detecção e cura, conforme preconiza o Ministério da Saúde. Sendo assim, a Sespa informa que tem investindo na capacitação de profissionais de saúde, em especial da Atenção Básica, para realizar precocemente o diagnóstico e tratamento. Atualmente todos os municípios paraenses devem desenvolver ações de prevenção da hanseníase, cujo tratamento é gratuito e tem duração de seis a doze meses.
 
Segundo dados oficiais da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Hanseníase, no Pará foram registrados 3.862 casos novos de hanseníase em 2012, o equivalente ao coeficiente de detecção de 49,37 para cada 100 mil habitantes. Já no ano de 2011, foram notificados 3.876 casos, incluindo 412 pessoas com menos de 15 anos de idade. Em 2008, o Pará chegou a registrar 4.669 pessoas que descobriram ter o bacilo da doença.
 
Nos próximos dias, a Sespa informará o resultado final das campanhas de combate à hanseníase realizadas a partir de março deste ano em escolas públicas dos 61 municípios que receberam incentivo financeiro do Ministério da Saúde para o controle da hanseníase, geohelmintíases e tracoma.
 
Diário do Pará

Saiba como os sucos podem ajudar quem sofre de dores musculares

Saiba como os sucos podem ajudar quem sofre de dores musculares Miro de Souza/Agencia RBS
Foto: Miro de Souza / Agencia RBS
O mais recomendado é ingerir as bebidas depois da prática do
exercício físico
Eles ajudam a eliminar as toxinas do corpo, além de auxiliarem na hidratação
 
Os treinos intensos quase sempre são seguidos de dores, resultado da produção de ácido lático, causador de fadiga. Esse componente é temporário e acaba eliminado do sangue e dos músculos, por meio da urina e do suor, depois de algumas horas de repouso — estima-se que 25 minutos de descanso sejam necessários para expulsar metade das toxinas. Por isso, além dos dois litros de água indicados por dia, tipos de bebidas podem contribuir no processo.

Uma alimentação rica em proteínas e carboidratos ajuda na hora de dar uma maior reserva de energia ao corpo e diminuir a produção do ácido lático. As bebidas também tornam-se grandes aliadas. É que elas são mais fáceis de serem ingeridas e, da mesma forma, acabam expelidas mais rapidamente, favorecendo a desintoxicação.
 
Os chamados alimentos antioxidantes — que combatem os radicais livres que danificam as células do corpo e podem provocar doenças — não são milagrosos, porém, a depender da combinação, podem ajudar na recuperação muscular (um sanduíche de frango com queijo branco, por exemplo).

— A ardência vai chegar, mas é possível retardar a fadiga deixando o corpo hidratado e com boas reservas de carboidrato — explica a nutricionista Larissa Cerqueira.

A especialista montou uma seleção com bebidas facilmente preparadas em casa e com o poder de recolocar o corpo em ordem depois dos treinos. É importante, no entanto, deixá-las mesmo para o fim do exercício, já que ingerir sucos à base de frutose ao longo da atividade pode causar desconforto intestinal.

Confira alguns sucos que ajudam na eliminação de toxinas

Preparo
Bata no liquidificador qualquer uma das opções abaixo, com água ou iogurte desnatado
 
Mamão com cenoura: É rico em antioxidantes, vitaminas e fibras

Beterraba: Tem a chamada betaína, que ajuda na recuperação muscular

Abacaxi com couve: É antioxidante, diurético e tem propriedades anti-inflamatórias

Limão com gérmen de trigo: Ajuda na recuperação muscular e tem vitamina E

Laranja com banana e castanha-do-pará: É rico em vitamina C e aumenta a defesa do organismo

Correio Braziliense

Saiba o que fazer quando uma criança sofre traumatismo dentário

Lesões exigem cuidados para evitar problemas posteriores
Mesmo nos casos mais simples, ajuda do dentista é fundamental
 
Traumatismos dentários são muito comuns em crianças. Muitas brincadeiras da infância podem acabar causando quedas e batidas no rosto e podem atingir a boca e os dentes. De acordo com o dentista e especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Henrique Taniguchi, o importante é não se desesperar quando a lesão acontecer, e buscar a ajuda de um dentista assim que possível para que o caso seja tratado nas primeiras horas.
 
O especialista explica que são considerados traumatismos desde fraturas simples até a perda definitiva dos dentes. Em todos os casos, é necessária uma atenção especial para que não haja problemas posteriores.
 
— A maior parte das lesões são apenas superficiais e atingem tecidos de sustentação. No entanto, o atendimento clínico com um dentista deve ser imediato e prioritário. Existem diversos tipos de traumas e cada um deles exige uma conduta — afirma Taniguchi.
 
Independente da dimensão da fratura, alguns passos são básicos. Veja as orientações do dentista:
— Estanque todo o sangue com gazes, toalha ou gelo
 
— Caso o dente quebre, guarde-o em um recipiente com soro ou leite, pois é possível reconstituir o pedaço perdido
 
— Se o dente se desprender da gengiva, tente reposicioná-lo no lugar, mas sem tocar na raiz
 
— Se não for possível, apenas guarde o dente (também em um recipiente com soro ou leite) e busque o mais rápido possível um dentista para que o dente possa ser reimplantado. Isso aumentará as chances de sucesso
 
Após esses cuidados imediatos, é importante manter o acompanhamento clínico do dente que sofreu a lesão. Para dentes de leite, o período é entre seis meses e um ano e, para dentes permanentes, por no mínimo cinco anos. Segundo o dentista, o acompanhamento ajuda a prevenir complicações futuras.

Zero Hora

Uso inadequado de colírio pode prejudicar saúde do olho

Uso inadequado de colírio pode prejudicar saúde do olho Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
O incômodo causado pelas atividades que exigem concentração e
diminuem a frequência do piscar é chamado de síndrome do olho seco
Produto pode trazer alívio imediato, mas também pode gerar problemas com o passar do tempo
 
Passar várias horas na frente da tela do computador, do celular e da televisão é rotina para muitas pessoas. É comum a sensação de desconforto e irritação nos olhos ao longo do dia, o que pode levar à lembrança daquele colírio receitado há algum tempo que estava no fundo da gaveta. O produto pode até trazer alívio imediato, mas o ato inofensivo também pode gerar grandes problemas com o passar do tempo.
 
Os colírios, em geral, precisam de indicação médica. O uso indevido de fórmulas que contêm conservantes e anestésicos, a má conservação do produto e o prazo de validade expirado podem causar doenças.
 
O incômodo causado pelas atividades que exigem concentração e diminuem a frequência do piscar é chamado de síndrome do olho seco. Ela tem causas variadas como uso de lentes de contato, baixa umidade do ar, ambientes com ar-condicionado e pode ainda ser consequência de doenças sistêmicas. O tratamento é feito com o uso de colírios lubrificantes, também conhecidos como lágrimas artificiais. Esse tipo de terapia é a mais segura, mas ainda assim é preciso orientação porque alguns deles contêm conservantes.
 
De acordo com oftalmologista e presidente científico da Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS) José Álvaro Pereira Gomes, a lágrima exerce uma série de funções muito importantes no organismo.
 
— A lágrima ou filme lacrimal é produzida por glândulas específicas, sendo um líquido composto por água, eletrólitos, lípides e proteínas bactericidas, como imunoglobulinas e lisozima. Entre muitas funções, ela tem o papel de lubrificar a superfície dos olhos e protegê-los da entrada de substâncias estranhas e infecções — explica Gomes.
 
As funções da lágrima
— O filme lacrimal mantém a superfície da córnea lisa e regular, sendo fundamental para que a luz entre de forma homogênea
 
— A lágrima também participa da nutrição e oxigenação das células da superfície do olho
 
— Dentro da lágrima existem vários antibióticos naturais, substâncias que protegem o olho de infecções. Pacientes com olho seco têm risco maior de desenvolver conjuntivite e úlceras de córnea
 
— A superfície da córnea é muito enervada (a mais enervada do corpo), desencadeando o reflexo do piscar, que é muito importante para espalhar a lágrima. A lágrima protege as terminações nervosas, evitando que o olho fique sensível
 
De acordo com Gomes é pelo fato do filme lacrimal acumular tantas funções fundamentais à saúde ocular que a manutenção de uma lubrificação adequada é tão importante.

Zero Hora

Projeto usa botos do rio Negro (AM) para reabilitar crianças com deficiências

O fisioterapeuta Igor Simões Andrade com Wendel Albuquerque, 3, em sessão de boto-terapia no rio Negro (AM)
Renzo Gostoli/Divulgação
O fisioterapeuta Igor Simões Andrade com Wendel Albuquerque,
3, em sessão de boto-terapia no rio Negro (AM)
Leonardo Cavalcante, 15, nada tão bem que poderia ser chamado de menino-boto. Há oito anos, quando começou a fazer terapia com botos-cor-de-rosa, no rio Negro, em Iranduba (25 km de Manaus), ele mal andava. "Não tinha equilíbrio, só caía", diz.
 
Leonardo nasceu sem os braços e com uma diferença de altura entre as pernas.

Ele foi um dos primeiros pacientes de boto-terapia do fisioterapeuta Igor Simões Andrade, 37, que adaptou para a realidade amazônica uma técnica de tratamento já existente no exterior, feita com golfinhos em cativeiro.
 
"No primeiro dia tive medo de tudo", lembra o menino, que aprendeu a nadar imitando o movimento dos animais. "Vejo como eles fazem e vou atrás. Hoje peguei carona com um, nadei ao lado e depois fiquei em cima dele", conta.
 
Desde o início do projeto, aprovado há quatro anos pelo Ibama, Andrade contabiliza cerca de 600 atendimentos, quase todos feitos de graça em crianças com deficiências motoras, síndrome de Down ou doenças do sangue, como anemia falciforme, encaminhadas por instituições parceiras do terapeuta.
 
Leonardo Cavalcante, 15, antes da sessão de boto-terapia
Renzo Gostoli/Divulgação
Leonardo Cavalcante, 15, antes da sessão de boto-terapia
 
A atividade, que antes era feita uma vez por mês com o apoio de um hotel da região, vai ser ampliada agora graças a uma parceria com a Ampa (Associação Amigos do Peixe-Boi). O objetivo é atender 70 crianças por ano. Hoje há fila de espera.
 
"Meu sonho é fazer uma sessão por semana", diz Andrade. A cada encontro, ele leva a um flutuador no meio do rio um grupo de quatro ou cinco crianças. Antes de cair na água, elas são atendidas individualmente pelo fisioterapeuta, que é especialista em rolfing, técnica de terapia corporal surgida nos EUA.
 
Depois, as crianças ficam na água de 20 a 30 minutos, quando tocam o animal e fazem exercícios inspirados no rolfing. "Imitamos movimentos do boto, trabalhamos a força nas pernas, capacidade respiratória, flexibilidade."
 
Mineiro radicado em Manaus desde 2005, Andrade conquistou a amizade de um grupo de botos brincando com bolinhas. "A empatia foi instantânea, mas me preparei por quase um ano antes de trazer as crianças."
 
Hoje são cerca de 20 animais, que ficam livres e são atraídos pelas bolinhas na hora da sessão. Alguns têm até nome, como Moleque e Menteco.
 
O paciente-modelo, Leonardo, vai a todas as sessões e ajuda a monitorar novos adeptos, como Ezequiel Ruiz da Silva, 6, que está no quarto encontro. A avó, Maria Auxiliadora de Oliveira Ruiz, 53, já vê resultados. "Ele era muito inquieto, tem problemas na coordenação motora. Agora está mais centrado, até a professora elogiou."
 
Bicho terapêuta 
A terapia assistida por animais não é novidade. As técnicas mais conhecidas usam cães ou cavalos, mas há também terapia com pássaros, coelhos, roedores, gatos.
 
Em geral, o animal serve como ponte entre o paciente e o terapeuta, quebrando o gelo e fortalecendo o vínculo, diz Ceres Faraco, veterinária e doutora em psicologia.
 
"Ele serve como motivação para o tratamento. Pode ser usado para tratar pessoas com transtornos psiquiátricos, motores e doenças degenerativas."
 
Segundo o fisiatra Daniel Rubio, da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, apesar dos bons resultados, ainda falta comprovação científica para os resultados das terapias com bichos. Mais ainda para a que usa golfinhos ou botos.
 
"Sem dúvida há uma riqueza de estímulos, principalmente em associação ao meio aquático. Mas não há garantias de seus benefícios."
 
Faraco faz ressalvas quanto à segurança do tratamento. "Não são animais previsíveis como cães. Eles podem interagir de forma violenta. Há risco de passar ou pegar uma infecção do animal."
 
Segundo Andrade, não há casos de infecções entre crianças do projeto. Vera Silva, pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e conselheira da Ampa, diz que as crianças não têm doenças que possam transmitir aos botos. "A convivência com eles é prazerosa, tudo contribui para melhorar a motivação dos pacientes."
 
Folhaonline

ANS confirma que planos de saúde vão cobrir tratamento domiciliar de câncer

Brasília - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) confirmou ontem (21) a inclusão de mais 87 procedimentos para beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos que passam a valer a partir de janeiro de 2014.
 
Pela primeira vez, ocorreu a inclusão de 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer. Outros 50 novos exames, consultas e cirurgias passam a fazer parte dos procedimentos que devem ser cobertos pelos planos.
 
Serão ofertados medicamentos para tratamento de tumores de grande incidência entre a população como os de estômago, fígado, intestino, rim, testículo, útero, ovário e mama. As propostas estavam em consulta pública, mas em maio o governo já havia decidido que estas mudanças seriam garantidas. Na época, os novos procedimentos eram 80, mas foram ampliados agora para 87. A lista de medicamentos também cresceu, passando de 36 para 37.
 
“Medicamento extra-hospitalar, principalmente para o câncer, passa a ser obrigatório para os planos de saúde. Medicamentos e procedimentos de assistência farmacêutica fora do hospital não eram obrigatórios para o plano de saúde. É uma mudança de paradigma para o que passa a ser obrigatório. E dá uma maior qualidade de vida ao paciente de câncer”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
Foram incluídas no rol de procedimentos 28 cirurgias por videolaparoscopia, que é uma técnica menos invasiva, e a obrigatoriedade de fornecimento de bolsas coletoras intestinais ou urinárias para pacientes ostomizados. Além da inclusão de novos procedimentos, a ANS ampliou o uso de outros 44 procedimento já ofertados no rol da agência. Entre eles estão o exame de Pet Scan, que passa de três para oito indicações.
 
A ampliação beneficia 42,5 milhões de consumidores com plano de saúde de assistência médica e mais 18,7 milhões com planos exclusivamente odontológicos, de acordo com a ANS. Uma consulta pública foi feita pela agência para colher contribuições para a inclusão e ampliação do rol de procedimentos. Foram recebidas 7.340 contribuições e os consumidores foram responsáveis por 50% delas.
 
 
Agência Brasil

Governo define regras para composição de vacinas contra gripe

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na edição de ontem (21) do Diário Oficial da União resolução  que define as regras para a composição das vacinas contra a gripe a serem utilizadas no país em 2014.
 
O texto estabelece especificações para as vacinas influenza trivalentes, que deverão conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação, e para as quadrivalentes.
 
De acordo com a resolução, as trivalentes deverão conter amostras de vírus similares aos encontrados nos estados norte-americanos da Califórnia e do Texas, ambos classificados como Influenza A, e de Massachussetts (Influenza B). As vacinas quadrivalentes deverão ser compostas pelas amostras dos vírus das trivalentes além da cepa do vírus influenza B encontrado em Brisbane (Austrália).
 
A Anvisa ressalta que essas vacinas somente poderão ser produzidas, comercializadas ou utilizadas se estiverem dentro das determinações e nas composições descritas na resolução e enfatiza que é "vedada a utilização de quaisquer outras cepas de vírus em vacinas Influenza no Brasil, sendo que as atualmente comercializadas ou fabricadas fora destas determinações deverão ser retiradas do mercado".
 
Agência Brasil

Exercícios que ajudam a diminuir as dores nas costas durante a gravidez

A hidroginástica também pode contribuir para
evitar o parto prematuro
Região lombar sofre por causa das mudanças na postura causadas pelo aumento da barriga. Saiba quais atividades físicas podem levar mais conforto para o dia a dia da gestante
 
À medida que a barriga cresce durante a gravidez, o centro gravitacional do corpo da mulher muda do meio para a frente. Instintivamente, a maioria das gestantes empina um pouco o bumbum para “corrigir” a postura, o que resulta em dores nas costas. “Também há uma sobrecarga nos músculos da região lombar por causa do aumento de peso e uma mudança na forma de caminhar devido ao alargamento do quadril. Tudo contribui para o incômodo que elas podem sentir”, afirma a personal gestante Gizele Monteiro, mestre pela Unifesp em exercícios na gravidez e autora do livro “Guia Prático de Exercícios para Gestantes” (Phorte Editora) e do e-book “Gravidez em Forma” (disponível pelo site gravidezemforma.com.br).
           
O melhor remédio para amenizar as dores é a adoção (pelas sedentárias) ou a manutenção (pelas já atléticas) de uma rotina de exercícios físicos – sempre com a autorização do obstetra que acompanha o pré-natal. Independentemente do perfil da gestante, alguns detalhes precisam ser observados. “A frequência cardíaca não pode ultrapassar 140 batimentos por minuto e ambientes quentes devem ser evitados. É necessário também controlar a amplitude dos movimentos e a hidratação da grávida e assegurar a segurança do local, para evitar quedas”, diz a instrutora de musculação e personal gestante Luciana Flor Cardoso, responsável pelo Programa Gestante da Cia. Athlética Anália Franco (SP).
 
A definição do tipo de exercício dependerá de avaliações feitas pelo obstetra e por um educador físico, como explica Mariana Furtado, professora do Espaço Bella Gestante: “O nível de condicionamento da mulher interfere diretamente na prescrição de um programa. A frequência e a intensidade do treinamento, e mesmo as modalidades liberadas, são adequadas à realidade e às necessidades dela”.
 
É claro que o bom senso deve prevalecer, e atividades de competição e lutas são deixadas de lado nesse período. “Além de as de competição oferecerem sobrecarga cardíaca e biomecânica, as articulações da gestante estão mais flexíveis e mais suscetíveis a lesões por torção. Quanto às lutas, existe o risco de quedas e pancadas no abdômen”, esclarece Gizele.
           
Confira quais são os exercícios mais recomendados para as gestantes sentirem menos dores nas costas e, de quebra, controlarem o aumento de peso (que deve ser de no máximo 12 quilos ao longo dos nove meses) e diminuírem o risco de situações como hipertensão e diabetes gestacional.
 
Caminhada
A atenção deve estar voltada à velocidade, para respeitar os 140 batimentos cardíacos por minuto, e à postura, evitando empinar o bumbum. O bom posicionamento da coluna durante o exercício tende a se manter ao longo do dia e a diminuir as dores lombares. “É uma atividade aeróbica excelente que também ajuda no controle do ganho de peso, no alívio do inchaço do final da gestação e não tem restrições médicas, por ser sem impacto”, complementa Gizele.
 
Hidroginástica
Um clássico entre as grávidas pelo conforto que elas sentem dentro da piscina. As dores nas costas somem durante a aula e diminuem sensivelmente no restante do dia. De acordo com Luciana, “a atividade na água proporciona um relaxamento incrível e faz com que as gestantes não sintam o peso da barriga”. A hidroginástica também pode contribuir para evitar o parto prematuro: um estudo conduzido em 2006 pela Unicamp mostrou que a prática dessa modalidade aumenta em até 21,5% o volume do líquido amniótico.
 
Alongamento
Deve ser feito sob a orientação de educador físico ou fisioterapeuta especializado no tratamento de gestantes. Gizele defende a prática para qualquer mulher grávida, seja ela sedentária ou ativa: “O alongamento proporciona o relaxamento e o equilíbrio para grupamentos musculares sobrecarregados pelas mudanças posturais e ajuda, inclusive, a controlar a postura”.
 
Yoga
Não apenas mantém a coluna da mulher ereta e livre de dores como trabalha o equilíbrio mental. Mas só é recomendada para quem já a praticava antes da gestação – os meses seguintes à descoberta de que será mãe não são os melhores para se transformar em uma iogue. Ainda assim, o ideal é entrar em um programa específico para gestantes, porque à medida que a barriga cresce, fica difícil encaixar algumas posturas. A mudança do centro gravitacional do corpo também dificulta o equilíbrio em algumas posições, o que pode resultar em quedas caso a mulher tente acompanhar uma turma regular.
 
Pilates
Ameniza as dores lombares e melhora a postura ao fortalecer os músculos das costas, mas também só é recomendado para quem já era praticante antes da gestação. Isso porque, segundo as especialistas, na maioria dos exercícios do Pilates o abdômen fica contraído, gerando um estresse muito grande para as novatas – e desnecessário para quem tem um bebê no ventre.
 
Musculação adaptada
O fortalecimento dos músculos das costas adequa a postura da grávida e previne as dores. É imprescindível que seja acompanhada por um profissional com muita experiência com gestantes, que indique exercícios apropriados, cargas leves, número adequado de repetições e que respeite as pausas para recuperação completa após cada série. “A musculação também é benéfica para o fortalecimento das pernas, que carregarão cada vez mais peso com o crescimento da barriga da gestante”, acrescenta Gizele.

iG

STF decidirá se planos de saúde suspensos podem ser vendidos

ANS terá prazo de dez dias para se manifestar sobre
 pedido de suspensão de planos
Supremo Tribunal Federal decidirá se 246 planos de saúde de 26 operadores poderão voltar a ser comercializados
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se 246 planos de saúde de 26 operadores poderão voltar a ser comercializados. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaude), que representa as operadoras, pediu ao STF que anule decisão da Justiça que autorizou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a suspender a venda dos planos
 
Ao suspender a comercialização dos planos , a ANS alegou que as empresas eram mal avaliadas e descumpriam a legislação e os contratos firmados com consumidores.
 
A decisão sobre o pedido de liminar feito pela Fenasaude deverá ser tomada pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Ele deu um prazo de dez dias para a ANS se manifestar. Não há previsão de quando ele chegará a uma conclusão sobre o pedido de liminar.
 
Se atender ao requerimento da federação, Barbosa derrubará uma decisão recente do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, que foi favorável à suspensão da venda dos planos.
 
No pedido protocolado no STF, a Fenasaude sustenta que o STJ não era competente para julgar o caso. De acordo com a entidade, a discussão envolve matéria constitucional e, dessa forma, apenas poderia ser resolvida pelo Supremo.
 
Estadão