Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 21 de março de 2014

Urina muito amarelada pode revelar a presença de doença nos rins

Urina muito amarelada pode revelar a presença
 de doença nos rins 
Desidratação é uma das principais causas da formação de cálculos renais
 
Bom dia! Você já tomou seu copo de água hoje? Além de hidratar o corpo, você sabe qual é a importância da água para a saúde dos nossos rins?
 
A água no organismo faz com que a urina seja diluída, reduzindo a concentração de cristais e facilitando o trabalho dos rins na hora de eliminar nutrientes.
 
Nos dias mais quentes, geralmente as pessoas sofrem mais com as cólicas renais e a baixa ingestão de líquido associada a hereditariedade e a concentração de cristais facilitam a formação de pedras nos rins.
 
Segundo Sandra Laranja, diretora do Serviço de Nefrologia do HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual), os rins são responsáveis pela produção de hormônios relacionados ao aumento ou diminuição da pressão arterial e pelo controle da concentração de cálcio no organismo, uma das substâncias que ajuda na formação das pedras.
 
Por isso, para prevenir o problema é fundamental hidratar-se. Entre os fatores que promovem a litíase renal (pedra nos rins) estão cálcio, ácido úrico, sódio, cistina e oxalato, em excesso no organismo, além do consumo exagerado de sal.
 
Outro fator que facilita o desenvolvimento de cálculos é a quantidade de urina produzida pelo organismo. 
 
― Se, quando eliminada, [a urina] possuir cor amarelada, é um indicativo de que está concentrada. O correto é que sua cor seja clara e sem odor.
 
Minha Vida

Anvisa suspende saneantes e medicamentos; xampu é interditado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira, 20, a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de todos os produtos saneantes fabricados pela empresa Pequimica do Brasil Indústria e Comércio Ltda
 
A medida vale para todo o território nacional, informa o Portal da Anvisa. A empresa continua fabricando saneantes mesmo após os produtos serem interditados em 10 de abril de 2013, por apresentarem deficiências em seu sistema de qualidade. A determinação é de que sejam recolhidos do mercado todos os produtos fabricados após a data.

Os medicamentos Removex e Amendorio, ambos do lote R1304299, também foram suspensos pela Anvisa. A empresa Indústria Farmacêutica Rioquímica Ltda, fabricante dos dois medicamentos, informou que foi encontrado no mercado o lote R1304299 do medicamento Removex rotulado como Amendorio. Também foi suspenso o produto Alvejante Verão, fabricado por Fernando Buhler - Me. O saneante estava sendo comercializado sem estar regulado na Anvisa - e o fabricante também não possui autorização de funcionamento na Agência.

A Anvisa também interditou, de forma cautelar, pelo prazo de 90 dias, o lote 030713 do produto xampu Kids sem lágrimas, marca Palmolive-Naturals. O lote foi fabricado pela empresa Colgate-Palmolive Industrial Ltda. e possui validade até 07/2016. O produto apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação de pH. Os demais lotes do xampu estão liberados.

R7

Chioro diz que pretende acabar com tabela do SUS

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta quinta-feira, 20, em palestra para uma plateia composta basicamente por prefeitos e vereadores do Estado, no 58º Congresso Nacional de Municípios, que pretende acabar com a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e criar um novo mecanismo de financiamento para a saúde pública.
 
"Ouvimos falar muito que a tabela do SUS está desatualizada. Pretendo, como ministro, acabar com essa tabela, mudar o processo de financiamento e da transferência de recursos feita atualmente", disse. E exemplificou: "Não (substituir) pelo que paga mais, mas com pacotes de cuidados, para saber qual o custo para cuidar de um hipertenso e financiar adequadamente para garantir o procedimento ao paciente. A mudança dessa lógica é fundamental", afirmou.

O ministro explicou que já está se avançando, desde 2003, neste sentido, não mais pagando por tabela, mas por meio da contratação dos serviços. A produção, disse, passa a ser uma base para a informação e, em vez de pagar o procedimento, é importante avançar para modalidades que remunerem o cuidado integral.
 
"Gostaria muito de anunciar que essa tabela deixou de ser a lógica do SUS, deixou de ser a lógica de pagamento, passa a ser sistema de informação para financiar o cuidado em saúde com outras lógicas." Nessa defesa do fim da tabela do SUS, Chioro disse que talvez ocorra a necessidade de adaptar como se pagar, por exemplo, serviços privados que só fazem procedimentos. "Talvez seja necessário manter uma pequena tabela com alguns procedimentos para remunerar nessa realidade."
 
Apoio
Chioro anunciou aos prefeitos e vereadores que o ministério estará disposto a dar todas as informações, apoio e assistência que os municípios precisam, já que saiu diretamente de um município (na prefeitura de São Bernardo do Campo) para a Esplanada dos Ministérios e, portanto, conhece bem as dificuldades que esses administradores enfrentam.
 
O ministro disse também que sua pasta irá destinar mais de R$ 3 bilhões na qualificação do serviço e melhoria das parcerias com os municípios. "O prefeito que fez a lição de casa vai receber pelo esforço.
 
Contudo, quem não fez, vai ter todo nosso apoio também, pois temos de ver o que aconteceu e os problemas que podemos sanar."
 
Estadão

Exames de rotina: veja os 5 mais importantes para a saúde da mulher

Thinkstock
Mulheres devem fazer checkup pelo menos uma vez por ano
Algumas doenças não têm sintomas, por isso a importância do checkup, alerta médica
 
Você sabe que todo ano é importante fazer um checkup da saúde, mas bateu aquela dúvida de por onde começar? Calma! A ginecologista Maria Luísa da Rocha Mendes, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, vai ajudar nesta a esclarecer algumas questões.
 
— Geralmente, é recomendado realizar exames (ultrassom pélvico e de mama) anualmente. E a mamografia, após os 40 anos. Quem tiver vida sexual ativa, deverá incluir o papanicolau nessa lista.

Segundo a médica, a densitometria óssea é indicada como adicional para quem estiver na menopausa.
 
Já os exames de sangue e outros clínicos de mesma linhagem fazem parte de qualquer rotina, de acordo com as queixas e faixas etárias de cada mulher.
 
A ginecologista também chama a atenção para alguns sinais do corpo: as cólicas incapacitantes em pacientes jovens podem indicar endometriose. Já a sonolência, a fraqueza e a depressão têm grandes chances de estarem associadas a anemias e alterações na tireoide.
 
— Por outro lado, câncer na mama, no ovário, no endométrio e no colo podem não ter sintomas clínicos. Em razão disso, fazer os exames é algo extremamente importante. 

R7

OMS: 3 milhões de pessoas não sabem que têm tuberculose

3 milhões de pessoas não sabem que têm tuberculose
Em países mais pobres, diagnóstico da doença demora dois meses
 
Mais de 3 milhões de pessoas ignoram que estão infectadas com o bacilo da tuberculose, alertou nesta quinta-feira (20) a OMS (Organização Mundial da Saúde). "Alcancemos os 3 milhões" é o lema da campanha da OMS para conscientizar da importância da tuberculose no Dia Mundial desta doença, lembrado em 24 de março.
 
Em entrevista coletiva, Mario Raviglione, diretor do departamento dedicado à doença na OMS, disse que "estimamos que anualmente se dão entre 8,6 e 9 milhões de casos de tuberculose. Os sistemas de saúde dos países nos notificam (à OMS) cerca de 6 milhões, isso quer dizer que outros 3 milhões ficam sem diagnóstico".
 
Mas, além disso, dos 6 milhões detectados se estima que aproximadamente entre 450 mil e 500 mil são casos de tuberculose multirresistente (MDR-TB, na sigla em inglês). Desses 500 mil, "apenas" cerca de 90 mil se diagnosticam, "o que é muito alarmante porque é um número muito baixo", alertou o especialista.
 
A OMS declarou no ano passado que a MDR-TB era uma "crise" da saúde e deveria ser tratado "imediatamente", segundo Raviglione. Por isso, a organização aplicou em 27 países em desenvolvimento o programa EXPAND TB, para melhorar as técnicas de detecção e diagnoses da doença em geral e da multirresistente em particular.
 
O programa permite que o diagnóstico seja feito em duas horas, que em vez de demorar dois meses como ocorre em muitos países, especialmente os mais pobres, que contam apenas com um laboratório central ou que inclusive têm que mandar as mostras a outra nação. Segundo os primeiros resultados, nos países onde o projeto foi iniciado, o número de casos detectados triplicou.
 
Para Catherina Boehme, diretora-executiva de FIND's, uma ONG que participa do projeto, "sem diagnoses, a medicina é cega. O projeto EXPAND TB é crucial para aumentar a capacidade de detectar tuberculose multirresistente".
 
Os 27 países onde se aplica o programa contam com 40% dos casos estimados de tuberculose multirresistente no mundo. Até o momento, o projeto ofereceu "enormes resultados", dado que mais do 30% dos casos de MDR-TB detectados no mundo em 2012 foram graças à EXPAND TB.
 
De fato, de 2009 a 2013 triplicou o número de casos detectados de tuberculose multirresistente nos 27 países onde se aplica o projeto. Na Índia, graças ao projeto foram detectados 90% dos casos de tuberculose multirresistente.
 
Diante do sucesso, a OMS solicita à comunidade internacional mais fundos para financiar o projeto em sua estrutura atual de 92 laboratórios, e poder expandi-lo para conseguir o objetivo de alcançar os 3 milhões de casos no mundo que ficam sem diagnóstico. 

EFE / R7

Para especialistas, é preciso acelerar pesquisa clínica no Brasil

Comissão de Assuntos Sociais do Senado debateu formas de promover estudos e aumentar acesso a medicamentos
 
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) promoveu na terça-feira (18) uma audiência sobre os avanços e desafios da pesquisa clínica de medicamentos no Brasil. O evento contou com a participação de representantes dos órgãos de governo envolvidos na pesquisa e de membros da área científica do País.
 
Uma das questões mais apontadas pelos representantes da área científica foi a necessidade de acelerar as análises de pesquisa clínica para que o Brasil seja capaz de participar de um número maior de estudos. Este tipo de pesquisa acontece de forma simultânea em vários países.
 
De acordo com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as pesquisas clínicas são fundamentais para o acesso da população a novos medicamentos e o desenvolvimento da indústria nacional de fármacos, mas é necessário adotar todas as precauções necessárias para que os direitos e a segurança dos voluntários em pesquisa sejam garantidos.
 
A autora do requerimento de realização da audiência, senadora Ana Amélia (PP/RS), cobrou dos órgãos governamentais envolvidos com a pesquisa formas de permitir a vinda de mais projetos para o Brasil e apoiou uma revisão do marco legal, caso seja necessário. Já o presidente da CAS, senador Waldemir Moka (PMDB/MS), propôs um grupo de trabalho entre governo e pesquisadores para que sejam apresentadas ao senado proposta de otimização da pesquisa no Brasil.
 
Nos últimos dois anos a Agência editou duas importantes normas para a pesquisa clínica de medicamentos. A primeira é a RDC 36/2012 que definiu regras para agilizar a avaliação de protocolos já aprovados em uma lista de países de referência. A outra norma é a RDC 38/2013 que normatizou o acesso a medicamentos em fase de pesquisa para os voluntários do estudo e também para outras pessoas que possam se beneficiar do produto pesquisado.
 
Para Barbano é importante melhorar os prazos nacionais, mas sem perder de perspectiva que o correto atendimento e tratamento dos pacientes acontece a partir de uma política pública maior de atenção à saúde. Segundo ele, o tema voltará a ser discutido este ano, já que está na Agenda Regulatório da Anvisa para 2013/2014.
 
A autorização de pesquisa clínica com medicamentos envolve a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e Comitês de Ética (CEP), que observam os aspectos éticos do trabalho, e a Anvisa que avalia as questões de segurança do participantes do estudo.
 
SaudeWeb

Projeto integra equipes de saúde da família a crianças e gestantes

Cartilha “Toda hora é hora de cuidar”
Objetivo do projeto da EEUSP e Fapesp é tirar o foco da doença e colocá-lo na saúde da criança, com base nas necessidades e competências das famílias
 
Um grupo de profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) que atua em seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na zona oeste de São Paulo começou a participar, em 2013, de oficinas de capacitação com o intuito de melhorar o cuidado à saúde e o desenvolvimento de crianças de até 3 anos pertencentes a 4,5 mil famílias atendidas na região.
 
Eles fazem parte do projeto “Promoção de melhorias na atenção primária à saúde com foco no desenvolvimento infantil: fortalecendo os profissionais e as famílias”, realizado por pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP), com apoio da FAPESP, no âmbito do acordo com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV).
 
Alguns resultados do estudo foram apresentados no dia 13 de março durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, realizado na FAPESP.
 
“O objetivo do nosso projeto é tirar o foco da doença e colocá-lo na saúde da criança, com base nas necessidades e competências das famílias”, disse Anna Maria Chiesa, professora da EEUSP e coordenadora do projeto, durante sua palestra.
 
De acordo com Chiesa, a puericultura – especialidade da pediatria voltada ao acompanhamento integral do processo de desenvolvimento da criança – tem perdido espaço entre os profissionais do sistema público de saúde e entre as famílias para uma prática mais voltada à atenção de queixas de problemas.
 
Isso porque de um lado as famílias passaram a procurar mais os serviços de atendimento público à saúde quando a criança manifesta algum problema e a faltar nas consultas agendadas de acompanhamento, chamadas de “consultas do sadio”.

Por outro lado, segundo Chiesa, há falta de interesse dos profissionais em monitorar o desenvolvimento infantil, expresso no baixo número de registros nos prontuários médicos sobre o desenvolvimento das crianças atendidas nas UBSs.
 
“Os profissionais observam o desenvolvimento da criança, mas não dão valor a esses indicadores a ponto de registrar o que observaram durante o atendimento no prontuário médico”, avaliou. “Todos os indicadores de saúde e desenvolvimento infantil no Brasil são voltados para a doença.”
 
O problema, segundo Chiesa, é agravado pela falta de tecnologias para instrumentalizar os profissionais a fim de, não apenas avaliar o estado de saúde das crianças atendidas, mas capacitar seus familiares a adotar comportamentos e atitudes promotoras do desenvolvimento infantil.
 
Capacitação profissional
Em 2001, os pesquisadores da EEUSP começaram a implementar, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e com outras instituições, um projeto-piloto intitulado “Nossas crianças: janelas de oportunidades”.
 
O objetivo do projeto foi engajar equipes de profissionais da ESF – nova nomenclatura do Programa Saúde da Família (PSF) – a promover o desenvolvimento de crianças de até 6 anos atendidas em UBSs das regiões sul, centro-norte e leste da cidade de São Paulo, por meio da qualificação dos cuidados familiares.
 
Os pesquisadores desenvolveram a cartilha “Toda hora é hora de cuidar”, voltada às famílias com gestantes ou crianças de até 6 anos, e uma ficha de acompanhamento da criança, a ser utilizada pelos profissionais da ESF.
 
O conteúdo da cartilha e da ficha de acompanhamento foi desenvolvido a partir de conceitos de competências familiares no desenvolvimento infantil – como cuidados relacionados à alimentação, à higiene, à saúde, prevenção de acidentes, brincadeira, amor e segurança –, elaborados em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
 
Por meio do projeto, apoiado pela FAPESP e pala FMCSV, foram capacitados 312 profissionais participantes da Estratégia Saúde da Família, dos quais 26 são médicos, 31 enfermeiros, 62 técnicos de enfermagem e 193 agentes comunitários de saúde de UBS situadas na região oeste da cidade.
 
Além desse grupo, também foram capacitados pediatras, ginecologistas, psiquiatras, geriatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores físicos de duas equipes de Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), também da zona oeste.
 
Os profissionais assumiram a responsabilidade de incorporar as tecnologias desenvolvidas pelo projeto em seu cotidiano de trabalho com as famílias atendidas.
 
“A ideia foi superar a ênfase dada tradicionalmente pelos profissionais de saúde aos aspectos de saúde e incluir outros elementos, como prevenção de acidentes, brincadeira, amor e segurança, na análise do desenvolvimento infantil”, disse Chiesa.
 
Os “Cadernos da Família”, como são conhecidas as cartilhas, são distribuídos a todas as gestantes atendidas pela ESF, que as utilizam até a criança completar 3 anos.
 
No caderno, há indicadores para avaliação periódica da equipe da ESF. Ela pode ser feita durante a visita dos agentes comunitários, nas consultas de rotina ou nas idas da criança à UBS para tomar vacina, por exemplo, a fim de analisar se a família adota práticas capazes de promover o bom desenvolvimento da criança. Se a família adota uma determinada prática positiva para o bom desenvolvimento da criança, ela é elogiada. Se não, é orientada.
 
Quando os agentes de saúde percebem um problema sério em determinada família, como maus-tratos à criança, a equipe discute o problema e acionam-se outras instituições atuantes na região, como o Conselho Tutelar ou os Centros de Referência de Assistência Social (CRAs).
 
“A ideia é que a família tenha o caderno como um elemento de diálogo com os profissionais de saúde para receber orientação sobre o desenvolvimento infantil e para que os profissionais também observem como é a rotina da família e se os familiares estimulam suficientemente a criança para que ela atinja os marcos de desenvolvimento infantil”, disse Chiesa.

Foco na família
De acordo com a pesquisadora, atualmente estão sendo sistematizados os resultados de uma avaliação com os 312 profissionais de saúde participantes da segunda etapa do projeto, sobre o que eles conheciam e praticavam em termos de ações promotoras do desenvolvimento infantil antes e depois de participar da iniciativa.
 
Os pesquisadores também sistematizam os resultados de uma avaliação sobre as competências de desenvolvimento infantil de 309 famílias de cinco UBSs participantes do projeto.
 
Entre maio e junho deste ano, os pesquisadores pretendem realizar uma avaliação do ambiente familiar das gestantes e crianças participantes do estudo com o intuito de avaliar o risco de violência doméstica, contou.
 
“Se essa experiência for bem-sucedida na cidade de São Paulo, eventualmente também poderá ser utilizada pelas 32 mil equipes de profissionais participantes da Estratégia Saúde da Família no país”, estimou.
 
A ESF foi escolhida como via de promoção do projeto porque possui contato privilegiado com famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social, de acordo com a pesquisadora.
 
O foco nas famílias se justifica: os pais são os primeiros educadores dos filhos e os principais cuidados essenciais dispensados a crianças com até 3 anos são realizados em casa. Apenas 23% das crianças nessa faixa etária estão matriculadas em creches públicas ou privadas.
 
Além disso, a violência contra a criança também ocorre, majoritariamente, no ambiente doméstico, apontou a pesquisadora.

“Quem está próximo da casa onde há crianças tem que se comprometer a olhar se elas estão sendo bem cuidadas”, avaliou.

 O objetivo do seminário na FAPESP foi divulgar os resultados de dez projetos de pesquisa selecionados na primeira Chamada de Propostas do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica firmado entre as duas instituições em 2010 nas áreas de Saúde, Educação, Economia, Pedagogia, Psicologia e Assistência Social.
 
Também participaram do seminário os coordenadores dos 16 novos projetos aprovados na segunda seleção de propostas, concluída em 2013.
 
SaudeWeb

Medicamentos devem ficar 3,5 % mais caros em 2014

Segundo o diretor executivo da ABCFARMA, Renato Tamarozzi, os reajustes de preços dos remédios não acompanham os custos das farmácias e drogarias
 
Todos os anos, no final de março, habitualmente os medicamentos sofrem reajuste. O aumento é determinado pela Câmara de Regulação de Medicamentos (CMED). Segundo estimativas da Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico (ABCFARMA), a expectativa é que em 2014, os preços fiquem, em média, 3,5% mais caros.
 
Na lista de medicamentos estão 16.775 itens, sem contemplar os fitoterápicos, homeopáticos e algumas classes com alto nível de competição, mas os genéricos, que correspondem a 4.695 apresentações, também poderão sofrer reajuste.
 
Segundo o diretor executivo da ABCFARMA, Renato Tamarozzi, os reajustes de preços dos remédios não acompanham os custos das farmácias e drogarias. “Os índices apresentados não acompanham os reajustes de salários e o aumento dos custos das empresas que atuam no comércio farmacêutico e as microempresas do segmento são as que mais sentem o impacto”, diz em comunicado.
 
Apoio à desoneração
No Brasil, o porcentual de tributação que incide sobre os medicamentos chega a 34%, contra 6% da média mundial. No mês de fevereiro, a ABCFARMA junto com outras entidades acompanhou a entrega de abaixo-assinado com 2,7 milhões de assinaturas em Brasília. Atualmente tramitam no Congresso mais de um projeto sobre o tema.
 
Por isso, foi criada uma Comissão Especial destinada a debater a redução dos impostos sobre os medicamentos.
 
SaudeWeb

Tecnologia móvel facilita entrega e comercialização de medicamentos

Máxima Sistemas desenvolve solução que contempla tanto a pré-venda quanto a pronta entrega e possibilita a emissão de Nota Fiscal Eletrônica online
 
A Máxima Sistemas, especializada em logística e em tecnologias móveis, atentou-se para um gargalo da comercialização de medicamentos no País: a dinâmica necessária para fazer as mercadorias chegarem a áreas mais distantes e de difícil acesso.
 
Para facilitar a distribuição desses itens, a companhia desenvolveu uma tecnologia, batizada de maxEntrega, para a logística e vendas em campo. O sistema funciona através de dispositivos móveis, disponível para o sistema Android, e acompanha toda a operação, desde o centro de distribuição até o cliente final, que podem ser pequenas farmácias em cidades do interior e vilarejos.
 
Diferentes medicamentos são carregados no veículo que o vendedor irá conduzir, o qual tem acesso ao histórico de cada cliente, facilitando o momento de fazer o pedido das mercadorias. Assim que finaliza a visita, o vendedor já consegue emitir a nota fiscal e entregar os produtos escolhidos e, caso o cliente ainda precise de outro medicamento que não esteja fisicamente disponível naquele momento, o vendedor pode utilizar a ferramenta para realizar a pré-venda, emitindo uma nova solicitação, que segue para posterior entrega.
 
“Desenvolvemos uma solução com tecnologia robusta e, ao mesmo tempo, totalmente intuitiva para apoiar os vendedores em campo e dinamizar a entrega e o abastecimento de medicamentos por todo o Brasil, mesmo nas regiões mais afastadas. O sistema é 100% integrado ao ERP WinThor, disponibilizado pela PC Sistemas, o que garante o controle exato sobre o estoque e a perecibilidade dos produtos”, comenta Régis Oliveira, diretor de Produtos da Máxima Sistemas, em comunicado ao mercado.
 
De acordo com o gerente comercial da Máxima, Gustavo Ragonesi, o lançamento da solução faz parte da estratégia de ampliação do portfólio, com mais quatro novidades previstas até o final do ano.
 
Mercado
Ocupando a sexta posição no mercado farmacêutico mundial, segundo ranking do IMS Health, o Brasil está em um momento promissor neste segmento, com perspectivas de passar para o quarto lugar nos próximos anos, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão. O setor farmacêutico no País também apresenta bons índices de crescimento, segundo apurou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com alta de 29,4% neste início de 2014.
 
SaudeWeb

Nova resolução da ANVISA ajuda pessoas a escolherem melhor os alimentos

Saiba o que mudou ao caracterizar um produto como light e ao decidir se o alimento é fonte de um nutriente
 
Por Patrícia Bertolucci
 
Recentemente uma nova resolução da ANVISA alterou as normas sobre a Informação Nutricional Complementar (INC) das embalagens de alimentos. A INC é a alegação nutricional do produto, por exemplo, se ele é light, baixo em gordura, rico em fibras, fonte de vitaminas, não contém açúcar, entre outros.  
 
Essa nova regulamentação teve como objetivo adequar as normas brasileiras às regras do Mercosul, facilitar a fiscalização e principalmente melhorar o acesso do consumidor às informações nutricionais importantes dos rótulos de alimentos. Dessa forma, as pessoas podem escolher melhor os alimentos que vão consumir e a padronização das informações não leva o consumidor ao engano ao comparar diferentes marcas de produtos.  
 
Antes as alegações eram feitas com base em 100 gramas ou 100 ml do produto e agora são feitas de acordo com a porção do alimento. Dessa forma, as informações ficam mais claras e de acordo com a tabela de valor nutricional que já é calculada sobre a porção do alimento. 
 
Para a alegação light, o produto deve reduzir em 25% o valor energético (calorias) ou de algum nutriente, por exemplo, gorduras, sódio, colesterol ou açúcar. Nesses casos, deve ser veiculada a informação sobre a quantidade de redução do nutriente em questão ou do valor energético. Exemplo: uso da alegação light em sódio, seguida da informação "menos 30% de sódio". 
 
Antes, além desse critério, produtos com baixo valor energético ou de algum nutriente também podiam ser considerados lights sem que houvesse redução comparado com um alimento de referência. Por exemplo, poderia existir um peito de peru light, sem que houvesse redução de calorias em relação a algum outro peito de peru existente. Ou gerar comparações entre produtos diferentes como comparar maionese com azeite. 
 
Já para que um alimento seja considerado fonte ou rico, ele deve apresentar uma quantidade mínima desse nutriente na porção do alimento pronto para o consumo. Por exemplo, para ser fonte de vitaminas e minerais, o alimento precisa conter no mínimo 15% do valor diário (VD) /porção e para ser rico pelo menos 30% do VD/porção. 
 
Além disso, no caso das proteínas, o alimento além de precisar apresentar no mínimo 12 gramas por porção para ser considerado rico, ele ainda precisa atender as quantidades mínimas de aminoácidos essenciais. Isso para garantir que a proteína contida seja de alto valor nutricional. E no caso das fibras, vai ser importante para o consumidor ter mais ferramentas na hora da escolha, já que muitos produtos considerados integrais apresentam muitas vezes mais ingredientes refinados que integrais e acabam não contendo uma quantidade adequada de fibras. Para ser fonte de fibras o alimento precisa conter pelo menos 2,5 gramas de fibras/porção e para ser rico mínimo de 5 gramas/porção. 
 
É importante lembrar que nem todo alimento que possua uma dessas alegações nutricionais é mais saudável que outro. Isto porque as propriedades nutricionais não são obrigatórias nas embalagens. Além disso, um produto pode alegar ser isento de açúcar, mas conter altos teores de gordura saturada, por exemplo. Ou ser considerado light em calorias, mas conter muito sódio e aditivos artificiais.  
 
Esse tipo de confusão é muito comum entre pessoas que desejam perder peso. Elas acabam trocando todos os alimentos pela versão light sem conhecer a composição dos nutrientes presentes e sem levar em conta a qualidade nutricional do produto.  
 
Consumir somente esses produtos não garante uma alimentação adequada. É imprescindível que o consumo de produtos com alegação nutricional seja feito dentro de uma dieta contendo alimentos frescos, naturalmente ricos em nutrientes e fitoquímicos e isentos de aditivos. 
 
Minha Vida

Lubrificantes protegem contra feridas e fissuras nos órgãos sexuais

mulher com lubrificante na mão - Foto: Getty Images
Prefira os lubrificantes à base de água
Tire suas dúvidas sobre o produto e como usá-lo corretamente
 
Considerado por muitos apenas um acessório sexual, os lubrificantes na verdade tem funções que vão além de apimentar as relações.
 
Para algumas pessoas, esse produto ajuda a tornar o doloroso mais prazeroso, fora tornar o sexo mais seguro e protegido de feridas na área genital.
 
Existem diversos tipos de lubrificantes e ressalvas que devem ser levadas em conta no momento de utilizá-lo. Você conhece todos os cuidados?
 
Confira:
 
Prefira aqueles à base de água
Existem quatro tipos de lubrificantes: os formulados com substâncias solúveis em água, que normalmente são mais fáceis de limpar; os derivados de petróleo, como a vaselina, que costumam sujar o corpo e as roupas; os produtos a base de silicone, similares aos de água, porém a prova d'água; e os óleos naturais, que também sujam as roupas.

Segundo os especialistas, o melhor lubrificante é aquele a base de água, uma vez que as chances de causar alguma alergia são muito pequenas, além de facilitar a limpeza. É importante também levar em conta o tipo de preservativo e o tipo de lubrificante que você usa. "Aqueles a base de óleos ou vaselina podem fragilizar o látex da camisinha masculina, comprometendo sua eficácia", afirma o urologista José de Ribamar Rodrigues Calixto, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia. Se você tiver dúvidas busque essas informações no rótulo, ele dirá qual a base do produto e também se ele contém outras substâncias, para dar sabor ou odores ao lubrificante, por exemplo.
 
Para todas as idades
"Não há uma idade mínima para se começar a usar o lubrificante, basta ter iniciado atividade sexual", afirma o urologista José. Entretanto, para as mulheres, em algumas faixas etárias ele pode se fazer mais necessário. "Após a entrada na menopausa, a vagina fica mais ressecada, principalmente nas mulheres que não utilizam hormônios, podendo causar incômodo e até mesmo dor durante a relação sexual", afirma a ginecologista Daniela Gouveia, ginecologista e obstetra da clínica VIVID. Mas mesmo as mulheres jovens podem demorar um pouco mais para ficarem lubrificadas durante as preliminares, e o lubrificante tem um papel muito importante nestes casos, facilitando o ato sexual.

No caso do sexo anal, o lubrificante se faz necessário em todas as faixas etárias e em todas as relações sexuais, para evitar dor, desconforto e diminuir o risco de fissuras anais.
 
Como aplicar
Algumas pessoas podem ter dúvidas sobre o órgão ou instrumento no qual o lubrificante deve ser aplicado - se no ativo ou passivo. Os especialistas explicam que não tem diferença, ele pode ser aplicado tanto no pênis ou vibrador/dildo, como também na vagina ou ânus. "O importante é lubrificar bem o local de contato", diz a ginecologista Daniela. Segundo Rita, a quantidade de lubrificante a ser utilizado corresponde a ponta de um dedo, o suficiente para fazer uma camada fina em volta da camisinha ou para cobrir toda a região externa do ânus ou vagina.
 
Posso usar na primeira vez?
Caso a relação seja anal, o ideal é usar sim, a fim de minimizar a dor e o risco de feridas na região, uma vez que ela não tem lubrificação natural. Em relações vaginais, explica a ginecologista Rita, pode ser que o lubrificante atrapalhe um pouco a penetração e até o rompimento do hímen - mas isso varia conforme o caso. "Algumas pessoas ficam inibidas em falar com seus parceiros ou parceiras que estão com pouca lubrificação ou sentindo dor, e acabam por não ter prazer na relação", alerta a ginecologista Daniela. Dessa forma, converse com seu parceiro ou parceira, certifique-se de que todos estão confortáveis com aquela relação e então discutam a necessidade do lubrificante. 
 
Fique atento às alergias
É muito difícil os lubrificantes à base de água causarem alguma reação alérgica. Caso você esteja usando o produto de outra procedência, fique atento a sinais como vermelhidão, ardência ou coceira. "Aqueles que possuem colorações ou fragrâncias também podem causar alergias, mesmo sendo à base de água", afirma a ginecologista Rita. Se isso acontecer, lave imediatamente a área com um sabonete neutro e não utilize o produto novamente. Não havendo melhora do quadro ou complicações como inchaços e focos alérgicos em outras partes do corpo, procure um médico.
 
Vale só para o sexo anal?
O lubrificante é essencial para as relações anais, uma vez que a região não tem lubrificação própria. Entretanto, ele também pode - e deve - utilizado por mulheres em relações vaginais quando necessário. "O sexo nunca deve ser sinônimo de dores ou incômodo, e o lubrificante é um coadjuvante nesse cenário", afirma a ginecologista Rita Géssia Patriani Rodrigues, do Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.

Inclusive, no caso do sexo vaginal pode existir uma condição que impede a mulher de lubrificar corretamente. Isso acontece por diversos fatores. "Um deles é a baixa produção do hormônio estrogênio, que acontece em decorrência do climatério, impactando também na lubrificação da mulher", afirma a ginecologista Paula Marcovici, de São Paulo. Mulheres que estão amamentando também podem apresentar secura vaginal e perda de libido - e o responsável nesse caso é o hormônio prolactina, que favorece a produção de leite. "A falta de lubrificação pela ação da prolactina pode vir acompanhada de desconforto durante o ato sexual, como dores e ardências", ressalta Paula. Além disso, a secura vaginal pode ter um fundo psicológico, relacionado à falta de interesse sexual. Na dúvida, a mulher deve verificar com seu médico ginecologista se existe algum problema de lubrificação e não deixar de usar os lubrificantes.
 
Durante a menstruação
Os lubrificantes podem ser usados sem nenhum problema durante a menstruação. "No entanto, geralmente ele não é necessário, uma vez que o sangue por si funciona como lubrificação para o sexo vaginal", explica a ginecologista Rita. No caso do sexo anal, pode ser que ele ainda seja necessário. Caso utilize o produto, não há nenhum cuidado especial além da boa higiene do local após o ato sexual, afirmam as ginecologistas.
 
Higienize após o ato
Não precisa se desesperar e sair correndo para o banheiro após o sexo - entretanto, higienizar o órgão sexual depois do ato ajuda a evitar principalmente infeções causadas por fungos, como a candidíase. "Lavar-se após a relação sexual também ajuda a remover resíduos de fluído corporal, da camisinha e o lubrificante", afirma o urologista José. Essa combinação de resíduos e lubrificante é rica em substâncias que servem como meio de cultura para bactérias e fungos.
 
Perigo das misturas caseiras
Os especialistas são unânimes: não utilize outros tipos de cosméticos para lubrificação da área íntima. "Muitas vezes esses produtos, como hidratantes ou condicionadores, possuem algum veículo alcoólico e pode causar uma alergia", diz a ginecologista Rita. Além das irritações, o uso desses cosméticos pode causar corrosões e úlceras na pele, gerando dor e podendo evoluir para inflamações. "Evite também o uso de produtos com anestésicos que prometem tirar a dor, pois anestesiando o local o risco de traumas é maior, já que a sensação de incômodo será diminuída no momento da prática", explica o urologista José.

Quanto ao uso de alimentos durante o sexo, os especialistas afirmam que vai do fetiche de cada um, basta não se esquecer da higienização e evitar o contato da comida com áreas internas dos órgãos, prevenindo assim uma infecção. "O cuidado fica principalmente para produtos a base de álcool."
 
Minha Vida

Ingerir água nas refeições não engorda, mas bebidas açucaradas sim

Líquidos podem causar uma falsa sensação de saciedade e tornar a digestão alimentar mais lenta
 
A ciência de nutrição nunca ganhou tanto destaque como nos dias atuais. Temas sobre alimentação e nutrição são tão recorrentes em programa televisivos ou mídias impressa e online, que já fazem parte das discussões populares. Na fila do banco sempre se encontra alguém que tem uma receita nutricional para controlar a pressão arterial. Nas feiras livres em cada banca uma receita para saúde.
 
No salão de beleza as dicas são para emagrecer... Tanto se fala sobre este assunto que ao invés de esclarecer o que há de verdadeiro no poder dos alimentos, cria-se dúvidas, muitas dúvidas. 
 
Em alguns casos, determinadas informações são tantas vezes repetidas ao longo do tempo que se tornam verdadeiros mitos nutricionais. São informações passadas de geração a geração e ganham tanta força na cultura popular que são tidos como verdades absolutas. O líquido junto com a refeição é um desses mitos. Não tem uma pessoa que não tenha uma informação formada sobre isso. O que mais se diz é que "líquido junto com a refeição engorda", "aumenta a barriga", "deixa o estômago alto", "causa anemia". Vamos tentar esclarecer algumas dessas afirmações e aquelas não respondidas ficarão à serviço da imaginação popular. 
 
As questões mais importantes com relação ao líquido junto com a refeição dizem respeito às alterações nutricionais. O líquido pode diluir o suco gástrico, tornando a digestão alimentar mais lenta e influenciando a liberação de alguns nutrientes como o ferro. Mas na prática clínica, é raro encontrar pessoas com deficiência nutricional por consumir líquidos com a refeição. O bom senso recomenda cuidar das porções. Um copo com 250 ml de líquidos acompanhando à refeição não causará problemas nutricionais relevantes. Sim, podemos tomar líquidos com a refeição! 
 
O líquido no estômago junto com a refeição pode mesmo aumentar o volume abdominal. Mas isso não significa ganho de peso ou aumento da barriga. Trata-se apenas uma distensão gástrica, a parede abdominal volta ao normal após o tempo necessário para a digestão. Apesar disso, essa distensão, se for constante, pode sim aumentar o tamanho do estômago. Essa dilatação vai exigir mais volume alimentar para que a resposta de saciedade seja adequada, e consequentemente, causar ganho de peso. Consumir água não aumenta o peso, comer muito, sim! 
 
Várias são as alegações de líquidos junto com a refeição associados ao peso corporal. Àquelas associadas ao emagrecimento estão diretamente relacionadas à resposta de saciedade. Parte da resposta fisiológica de saciedade do corpo humano diz respeito à distensão da parede gástrica, causada pela presença do alimento. Isto justifica as alegações de que beber água antes das refeições poderia ajudar no emagrecimento. Poderia ser verdadeiro se a saciedade fosse uma resposta causada apenas pelo preenchimento do estômago. Infelizmente não é assim. 
 
A qualidade do nutriente presente no estômago esta diretamente relacionada à resposta adequada de saciedade. Alimentos ricos em proteínas e gorduras são os que mais tempo ficam no estômago e são os mais fortemente relacionados à plenitude gástrica. 
 
Os líquidos têm uma pausa gástrica curta causando uma falsa sensação de saciedade. As consequências podem ser perigosas, a fome pode voltar muito cedo, conduzindo para a busca maior de alimentos fora dos horários das refeições, e inevitavelmente, causar ganho de peso. Mas nada tem a ver o líquido com a refeição, apenas com a ineficiência em enganar o corpo humano e maior consumo alimentar. Líquido junto com a refeição não ajuda a emagrecer! 
 
No que diz respeito ao aumento de peso a partir de líquidos, uma única informação basta: açúcar! A maior parte dos líquidos consumidos atualmente é rica em açúcar e o consumo exagerado dessas bebidas, sim, causa ganho de peso. A questão mais importante nesse caso não é beber junto com a refeição, mas quantas calorias contém o líquido que acompanha a refeição. Sucos, águas aromatizadas adoçadas com açúcar, refrigerantes, águas tônicas, bebidas energéticas. Todos estão no topo dos produtos que mais causam ganho de peso. Não há nada relacionado à ocupação gástrica do líquido, mas sim ao teor calórico dessas bebidas. Sim, bebidas com açúcar causam ganho de peso! 
 
Os refrigerantes ou bebidas gaseificadas mereceriam uma capitulo a parte, tamanha a quantidade de malefícios associados às bebidas. De fato, são as piores. Potencializam os efeitos de má absorção dos nutrientes; influenciam a saúde dos dentes; aumentam ainda mais distensão abdominal; irritam a mucosa gástrica. Refrigerantes ou bebidas gaseificas sem açúcar, conhecidas como light ou zero, essas bebidas não causam ganho de peso. Refrigerante zero açúcar ou light não engorda! 
 
E o que diz a ciência? A ciência da nutrição é a favor de não consumir líquidos junto com a refeição. Essa é a recomendação de saúde. Quando não for possível, recomendamos o consumo de pequenos volumes. A prioridade deve ser sempre para a água. Sucos de frutas naturais deve sempre ser a segunda opção. Esses devem ser diluídos em água e prioritariamente sem adição de açúcar. Comer a fruta é a recomendação de saúde. Sucos de fruta e de soja artificiais e os refrigerantes são bebidas que devem ser evitas ou consumidas eventualmente. Essa é a recomendação de saúde! 
 
Minha Vida

Selênio: essencial ao bom funcionamento da tireóide

As oleaginosas são ricas em selênio
Reposição do micronutriente reduz prevalência da tiroidite pós-parto
 
Por Dra. Glaucia Duarte
 
O selênio é importante na nutrição humana e animal. Está presente em uma enzima antioxidante (glutationa peroxidase), que atua impedindo a formação excessiva de radicais livres e no controle de processos envolvendo estresse orgânico. Também é necessário na tireóide, atuando na conversão do hormônio T4 em sua forma mais ativa, T3. A ingestão recomendada a um adulto é de 55 a 70 mcg (microgramas) e as principais fontes nutricionais onde ele está presente são a castanha-do-Pará (que contém 120 mcg em apenas uma unidade), nos frutos do mar, aves e carnes vermelhas, além de nos grãos de aveia e no arroz integral.

Sua deficiência pode causar dores e sensibilidade muscular, alterações no pâncreas e, estudos relatam, maior suscetibilidade em alguns casos de câncer. Seu excesso, em contrapartida, provoca fadiga muscular, alterações vasculares, queda de cabelo, unhas fracas, alterações no esmalte dos dentes, dermatites e vômito.

Devido à sua ação no sistema imunológico, combatendo os danos causados pelo excesso de oxidação, o selênio está associado à modulação de processos inflamatórios, como a tiroidite pós-parto.

É uma doença caracterizada pelo hipertiroidismo seguida de hipotireoidismo, ambos transitórios ou permanentes. Ocorre em 5 a 9% das puérperas em até 12 meses pós-parto e é mais comum em mulheres já predispostas a desenvolver a doença, ou seja, que já tinham os anticorpos antitireodianos pré-existentes e, durante a gravidez, pelo aumento dos títulos destes auto-anticorpos, terminam com um distúrbio auto-imune precipitado por alterações imunológicas do puerpério.

Pesquisas mostram a persistência do hipotireoidismo em 20 a 30% dos casos. Em um estudo, realizado por Negro et al, 77 mulheres com anticorpos antitireoidianos foram suplementadas, durante e após a gestação, com 200 mcg de selênio ao dia.

A prevalência de tiroidite pós-parto foi menor naquelas que usaram a suplementação (28,6%) quando comparadas às que não suplementaram (48,6%). O autor concluiu que os resultados são promissores, mas ainda não se deve generalizar a suplementação como consenso a todas as gestantes, deverá ser uma indicação futura àquelas com sinais de tiroidite.

Mas, o que deve, sim, ser uma prática, é a dosagem de hormônios na gestação e no puerpério, fazendo um rastreamento preventivo da tiroidite pós-parto.

Dra. Glaucia Duarte é médica endocrinologista, doutorada em Endocrinologia e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Sociedade Latino Americana de Tireóide e do ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency).

Para saber mais, acesse: http://draglauciaduarte.wordpress.com
 
Minha Vida

Exames de imagem podem ser decisivos no diagnóstico de doenças da tireoide

Ultrassonografia e dúplex Doppler colorido da tireoide são aliados da identificação precoce

Por Dr. Danilo Höfling
 
A ultrassonografia (US) vem evoluindo de forma muito rápida nos últimos anos e está assumindo um papel cada vez mais importante no diagnóstico das doenças da glândula tireoide. Os equipamentos de ultrassom estão sendo aperfeiçoados progressivamente, tanto na qualidade da imagem quanto nos programas que permitem análises objetivas da glândula. Esses aprimoramentos estão possibilitando a visualização de pequenas alterações da tireoide, cada vez mais precocemente.
 
O exame de ultrassonografia revolucionou a pesquisa de doenças da tireoide, especialmente quando inclui a análise pelo Doppler colorido e pelo Doppler pulsado. Este exame, denominado dúplex Doppler colorido da tireoide (DDT), é superior à US simples, pois fornece importantes informações adicionais.
 
Em minha opinião, quando há algum indício de problema na tireoide, pelo menos uma ultrassonografia simples deve ser solicitada. Se disponível, a realização de um DDT é, sem dúvida, melhor. Esses exames podem mostrar alterações da tireoide antes que a pessoa mostre sintomas e sinais de doença e mesmo antes dos exames de sangue.
 
 Quando ocorre grande aumento dos níveis dos hormônios tireóideos no sangue (hipertireoidismo) ou grande diminuição (hipotireoidismo) vários sintomas e sinais estão presentes (ver nos artigos anteriores). Contudo, pequenos aumentos ou diminuições dos hormônios podem passar despercebidos. O mesmo acontece com os nódulos de tireoide. Quando grandes, podem até ser visíveis, mas nódulos pequenos podem não ser notados, mesmo pelo exame de palpação de um médico experiente.
 
Como exemplo da importância da ultrassonografia, vale lembrar que a simples palpação da tireoide é capaz de identificar nódulos em, aproximadamente, 5% das mulheres e 1% dos homens. Já a US de alta resolução permite a detecção de nódulos em 19 a 67% de indivíduos selecionados ao acaso. Ou seja, utilizando-se apenas a palpação, muitos nódulos deixariam de ser identificados.
 
Na verdade, a grande maioria dos nódulos é benigna, porém é necessário excluir a presença do câncer de tireoide que representa 5% a 10% dos nódulos tireóideos. Na presença de um nódulo, o DDT além ser capaz de detectar o nódulo, pode mostrar várias características que aumentam a probabilidade de se tratar de um câncer ou de um nódulo benigno. Na suspeita de um câncer, a biopsia (punção aspirativa) de tireoide é necessária para esclarecer a natureza do nódulo.
 
 O mesmo acontece para outras doenças da glândula, quando o DDT é de extrema importância tanto para diagnosticá-las, como para diferenciá-las. Entre elas estão: a tireoidite (inflamação da tireoide) de Hashimoto, a doença de Graves, a tireoidite pós-parto, a tireoidite subaguda, a tireoidite aguda entre outras. A tireoidite de Hashimoto, por exemplo, pode estar evidente ao DDT e passar despercebida no exame de sangue, especialmente na fase inicial.
 
O DDT é necessário até mesmo quando o exame de sangue acusa alguma doença na tireoide, pois além de confirmar o diagnóstico, permite verificar se outras alterações estão presentes. Assim, se uma pessoa tem indícios de tireoidite de Hashimoto ou doença de Graves no sangue, além de o DDT contribuir para confirmar a doença, enseja ainda identificar nódulos que poderiam passar despercebidos ao exame de palpação da tiroide.
 
Desse modo, um exame simples, rápido, seguro, eficaz e não invasivo, pode ser de extrema utilidade para o diagnóstico precoce das doenças da tireoide. Entretanto, para que o DDT tenha as qualidades acima referidas é fundamental que seja realizado em equipamento adequado e, principalmente, por um bom ultrassonografista. Caso contrário, pode mostrar falsos resultados que confundem o diagnóstico.
 
Portanto, a US ou o DDT são exames indispensáveis que, nas mãos de um profissional experiente, podem ser decisivos para o diagnóstico das doenças da glândula tireoide.
 
Minha Vida

Conheça os benefícios e cuidados ao praticar o slackline

O slackline melhora o equilíbrio e a postura - Foto: Getty ImagesO equilíbrio, a postura e a concentração melhoram, o estresse diminui e a força aumenta com o esporte
 
O slakcline, esporte que envolve andar e se equilibrar em cima de uma fita apropriada, cresce cada vez mais no Brasil. O sucesso não é à toa, além de ser muito divertido, a atividade também melhora o equilíbrio, postura, a concentração, aumenta a força e diminuir o estresse.

Porém, é necessário tomar alguns cuidados quando for começar a praticar o slakline. "Primeiro é preciso ter conhecimento sobre como é a colocação das fitas", diz o educador físico Igor Armbrust, professor do curso de pós-graduação em esportes radicais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Procure locais resistentes para montar a fita, árvores com raízes profundas ou colunas, preferencialmente aquelas arredondadas. Serão necessários uma fita de nylon com cerca de 5 centímetros de largura, uma catraca que irá tencionar a fita e duas alças onde a estrutura será presa. Procure fazer o esporte em parques ou na praia, pois assim as quedas podem ser amenizadas pela grama ou pela areia.

Fique atento para a altura em que a corda será colocada. "Comece com uns 30 ou 40 centímetros e tenha alguém te dando a mão. Coloque o pé inteiro em cima da fita, não o deixe de lado, mantenha os joelhos semi-flexionados e mantenha os braços abertos com a palma da mão virada para cima", orienta o educador físico Dimitri Wuo Pereira, proprietário da empresa Rumo Aventura.

O esporte pode ser feito descalço ou com um tênis de solado mais rígido, caso ele seja muito macio não é possível aplicar a força corretamente ao se equilibrar. "Antes de começar o exercício sempre alongue e aqueça o corpo", indica o educador físico José Sodré, profissional parceiro da Gibbon Slacklines Brasil.
 
Confira quais são os benefícios que a prática do slackline proporciona: 
 
Melhora o equilíbrio e a postura
Como o objetivo é se manter sobre uma fita de base pequena e oscilatória, o equilíbrio é trabalhado a todo o momento. Assim, os músculos responsáveis pelo estabilização são fortalecidos e ocorre a melhora do equilíbrio. "Consequentemente a propriocepção, que é a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, aumenta", constata o educador físico José Sodré, profissional parceiro da Gibbon Slacklines Brasil.

Uma consequência do ganho de equilíbrio é a conquista da postura certa. "A fita obriga o praticante a manter uma postura correta para que ele consiga ficar sobre ela o maior tempo possível", explica Sodré.  
 
Aumenta a força
No esforço para manter-se equilibrado, a musculatura profunda que é a responsável pela estabilidade é trabalhada. "O corpo precisa conseguir ficar na posição ideal para alcançar a força máxima. Quando se conquista maior equilíbrio ocorre o aumento da precisão do movimento", explica o educador físico Dimitri Wuo Pereira, proprietário da empresa Rumo Aventura. Com a musculatura profunda mais desenvolvido também torna-se possível realizar movimentos mais amplos e com grande intensidade, como ocorre no pilates. 
 
Fortalece o abdômen
O abdômen é muito exercitado durante a prática do slackline. "Como a pessoa está em movimento de desequilíbrio o abdômen é trabalho o tempo todo. A musculatura exercitada é a mais profunda que será importante para conseguir se equilibrar", conta o educador físico Igor Armbrust, professor do curso de pós-graduação em esportes radicais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Por isso, não é possível conquistar o abdômen com tanquinho por meio do slackline. "Para isso é preciso fazer os movimentos repetitivos, como o abdominal, mas com este esporte a pessoa irá trabalhar a musculatura que dificilmente é exercitada na academias", pondera Armbrust.  
 
Fortalece as pernas
Os membros inferiores são fortalecidos com o slackline. "Começando pelos músculos dos pés que são de extrema importância e negligenciados, panturrilha, tibial, posterior, anterior e lateral. Todos os músculos são solicitados e ainda há os estímulos de força, resistência e vibração decorrente da oscilação da fita", destaca Sodré.

As articulações não são prejudicadas nesse exercício. "Indico ficar parado com apenas uma perna sobre a fita. Isto é importante para o ganho de força e evita lesão porque não desgasta a articulação já que não ocorre o atrito do movimento", explica Pereira.  
 
Previne lesões
Ao fortalecer a musculatura profunda, as articulações, tendões e ligamentos ficam mais protegidos. Isto porque esses músculos estão próximos destas outras partes do corpo e assim as chances de lesões diminuem.

Como o slackline faz com que o equilíbrio fique mais apurado isto irá prevenir quedas e torções. "Eu dou aula de slackline para idosos e tem sido ótimo, pois fez com que eles melhorassem o equilíbrio e fortalecessem as pernas, dois fatores aliados para evitar tombos na terceira idade. Claro que temos mais cuidado ao fazer o esporte com pessoas mais velhas, usamos colchão embaixo e temos dois professores que os ajudam na travessia", conta Pereira. 
 
Melhora a concentração e autoconfiança
É preciso estar 100% concentrado durante a prática do slackline. "A dinâmica deste esporte está desequilibrando a pessoa a todo o momento, se ela não focar em um ponto fixo e se concentrar completamente no que está fazendo, irá cair", constata Armbrust.

A autoconfiança também melhora com a pratica do slackline. "Eu começo fazendo o esporte com a corda baixinha e conforme melhoro vou querer colocá-la mais alta e depois mudar os movimentos, vou estabelecendo novos desafios", constata Pereira.  
 
Diminui o estresse
O slackline também contribui para diminuir o estresse. "Afinal, a pessoa precisa estar concentrada e não dá tempo de pensar em outros problemas, ela se dedica totalmente na execução do movimento e alivia as outras tensões já que muda o foco", explica Pereira.

O fato do esporte ser realizado ao ar livre em parques ou na praia também contribui para a sensação de bem-estar. Uma pesquisa feita em 2006 pela Universidade de Chiba, no Japão, observou que pessoas que estiveram em um ambiente natural por 20 minutos contaram com uma concentração de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, menor do que quem ficou em locais urbanos.  
 
Minha Vida

Tamiflu reduz em 25% risco de óbito por gripe A

Tamiflu reduz em 25% risco de óbito por gripe A  Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
O Tamiflu é considerado o tratamento antiviral básico
contra a gripe A
Segundo pesquisa, medicamento foi considerado mais eficaz quando ministrado nos dois dias seguintes à aparição dos sintomas do H1N1
 
O tratamento com antivirais do tipo Tamiflu (nome comercial do oseltamivir) reduziu em 25% o risco de óbito nos adultos hospitalizados durante o surto de gripe pandêmica A (H1N1) no período 2009-2010, revela um estudo publicado nesta quarta-feira.
 
Divulgado na revista médica britânica "The Lancet Respiratory", a meta-análise (análise de uma série de estudos) mostra que o Tamiflu foi considerado ainda mais eficaz - com um risco de falecimento reduzido em 50% - quando era ministrado nos dois dias que se seguiam à aparição dos sintomas da gripe.
 
Em contrapartida, passados esses dois dias, cada dia de atraso no início do tratamento aumentou em 20% o risco de óbito, alertaram os autores do estudo.
 
Os pesquisadores da Universidade de Nottingham (Reino Unido) investigaram mais de 29 mil pacientes originários de 38 países, hospitalizados entre 2 de janeiro de 2009 e 14 de março de 2011 com confirmação, ou suspeita de contaminação por vírus A (H1N1).
 
Embora a sobrevida com o uso do Tamiflu tenha sido de 25% nos adultos, incluindo mulheres grávidas e pacientes em reanimação por sintomas graves, nenhuma redução "significativa" da mortalidade foi observada em menores de 16 anos.
 
Considerado o tratamento antiviral básico contra a gripe, o Tamiflu é produzido pelo grupo farmacêutico suíço Roche, que financiou o estudo.
 
AFP / Zero Hora

Campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 14 de abril

Campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 14 de abril Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação
Em 2013, foram notificados 561 casos por influenza no
Rio Grande do Sul e 73 óbitos
Grupos prioritários a serem vacinados devem ser os mesmos de 2013
 
A campanha nacional de vacinação contra a gripe, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, acontecerá entre os dias 14 de abril e 02 de maio neste ano. Assim como em 2013, os grupos prioritários a serem vacinados são as pessoas acima dos 60 anos, crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, gestantes, puérperas (mulheres que deram a luz em até 45 dias), indígenas aldeados, profissionais da saúde e pessoas privadas de liberdade. Pessoas que sofrem de doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, imunodepressão, etc.) também poderão receber as doses sob prévia recomendação médica.
 
O "Dia D" de mobilização contra a doença, um mutirão que busca vacinar o maio número de pessoas possível, está agendado para 26 de abril. A quantidade de doses que o Estado receberá nesta edição da campanha ainda não foi confirmado pelo Ministério da Saúde.
 
Em 2013, foram notificados 561 casos por influenza no Rio Grande do Sul e, dentre estes, 73 óbitos em decorrência da contração dos vírus. A adoção de hábitos simples como a higienização das mãos, ventilação dos ambientes e a utilização de lenços descartáveis são fundamentais para diminuir a circulação dos vírus da gripe.
 
Zero Hora

Câncer de colorretal é o segundo mais comum entre os gaúchos


Câncer de colorretal é o segundo mais comum entre os gaúchos Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS
Apesar de comum, o câncer colorretal é pouco divulgado, o que
 dificulta a procura pelo diagnóstico
Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, que inicia nesta sexta-feira em Gramado, discute esse e outros assuntos
 
Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que o Rio Grande do Sul deve ter 2.960 novos casos de câncer de cólon e reto neste ano de 2014. É o segundo tipo de neoplastia mais comuns entre os gaúchos, perdendo somente para o de próstata entre os homens e o de mama, entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele não-melanoma. No país, 32.600 casos devem ser registrados em 2014.
 
Apesar de comum, o câncer colorretal é pouco divulgado, o que dificulta a procura pelo diagnóstico, diminuindo as chances de cura.
 
— Na maioria dos casos esse tipo de câncer é silencioso e assintomático, mas pode ser diagnosticado precocemente pelo exame de sangue oculto nas fezes e/ou por colonoscopia, o que aumenta a chance de cura dos pacientes. Por isso, é importante que existam campanhas como a do câncer de mama e a do câncer de próstata também voltada para o colón e o reto — defende o gastroenterologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), João Carlos Andreoli.
 
Para debater essa situação, cerca de 400 especialistas de todo o país, além de convidados internacionais, participam a partir desta sexta-feira do VIII Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, em Gramado. O evento segue até o dia 22 de março.
 
— É um momento de extrema importância para nós, profissionais, pois apontamos o que há de mais novo na área e realizamos uma revisão geral do que temos atualmente — destaca Andreoli.
 
O câncer colorretal abrange todos os tumores que acometem o intestino grosso (o cólon) e o reto. A maioria desses tumores surge a partir de lesões benignas, os pólipos, que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Quando essas lesões são removidas antes do se tornarem malignas, o câncer pode ser evitado. É um tipo tratável e, quando diagnosticado precocemente, pode ser curado em até 70% dos casos.
 
Como diagnosticar
Dois exames podem identificar precocemente o câncer colorretal: a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. O primeiro deve ser feito anualmente por todas as pessoas com mais de 50 anos. Caso algo seja identificado, é recomendada a realização da colonoscopia, um exame de imagem que permite a visualização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal (final do intestino delgado). Caso haja histórico da doença na família, é recomendado buscar orientação médica antes dos 40 anos.
 
Sintomas
Quem tem mais de 50 anos deve procurar ajuda médica caso apresente anemia de origem indeterminada ou suspeita de perda crônica de sangue no exame de sangue. Mudanças no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal como gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação também são sinais de alerta. Também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar.
 
Prevenção
As causas das lesões que dão origem ao câncer colorretal ainda são desconhecidas, mas alguns fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o surgimento da doença.
 
A recomendação do INCA para se proteger é realizar atividades físicas e consumir alimentos ricos em fibras como frutas, hortaliças (legumes e verduras) e cereais integrais, além de evitar o consumo de carne vermelha, carnes processadas (como mortadelas, presuntos, salsichas, linguiças) e bebidas alcoólicas e o tabagismo. Realizar os exames preventivos após os 50 anos (ou antes dos 40 para quem tem casos na família) também é fundamental.

Zero Hora

Frutas, verduras e legumes do outono

Jiló: rico em vitaminas A, B e C, também é fonte de ferro,
cálcio e fósforo
Além de mais gostosos, alimentos da safra são mais saudáveis por conta da menor quantidade de agrotóxicos
 
O outono começou ontem (20) e muitas frutas, verduras e legumes estarão mais apetitosos, por serem típicos desta estação.

Consumir os alimentos da safra é mais saudável porque eles não precisam de muitos esforços para crescer, logo, a quantidade de agrotóxicos é menor.

Confira os alimentos que serão encontrados mais facilmente nos supermercados e feiras livres e veja quais são as vitaminas contidas neles:

- Abacate: rico em ácido oleico, substância que protege contra o acúmulo de LDL (o colesterol ruim) e ajuda a manter as taxas de HDL no sangue

- Abobrinha: ajuda no funcionamento do intestino (rica em fibras), contém tiamina (vitamina B1) e magnésio

- Agrião: é um inibidor da fome fora de hora e também melhora sintomas de intoxicação, como a ressaca

- Banana-nanica: fonte de fibras solúveis e vitamina C, ela é rica em potássio e com isso ajuda a combater cãibras

- Batata-doce é considerada um carboidrato bom para quem pratica exercícios, devendo ser consumida antes do treino

- Berinjela: rica em cobre, folato, magnésio e fibras, ela ajuda a combater o colesterol alto

- Beterraba: antioxidante, contém vitamina B1, B2, B5, além de sódio, silício, fósforo, cálcio, zinco e cobre

- Brócolis é um dos alimentos que provocam gases abdominais

- Caqui é rico em vitamina A

- Chuchu: ajuda a prevenir a osteoporose porque contém boas doses de cálcio e potássio. Também é rico em fibras que regulam o intestino

- Coco verde: a água da fruta verde tem vitamina C e elevado teor de cálcio, ferro e magnésio. A carne, molinha e adocicada, fornece boas doses de açúcar, gordura e fibras

- Espinafre: é uma importante fonte de ferro

- Figo: cheio de fibras, atua como um laxante suave. Também ajuda na cicatrização

- Goiaba: tem vitaminas A, B1 e C, além de ferro, fibras, fósforo e cálcio

- Jiló: rico em vitaminas A, B e C, também é fonte de ferro, cálcio e fósforo

- Kiwi: por conter altas doses de vitamina C, ajuda a combater o envelhecimento das células

- Laranja-lima: é rica em fibras e vitamina C. Por ser menos ácida do que a laranja e o limão, é ideal para agradar ao paladar infantil

-  Limão é termogênico e ajuda a quebrar o acúmulo de gordura

- Maçã: comer uma por dia tem efeitos semelhantes à estatina, remédio usado no controle do colesterol e que previne doenças cardiovasculares

- Mamão formosa: contém papaína, uma enzima que facilita a digestão e protege o estômago

- Maracujá: Rico em vitamina B2 e B5, vitamina C, sais minerais, fósforo e cálcio. Também tem propriedades calmantes

- Melancia: com vitaminas do complexo be e também ferro, fósforo e cálcio, a melancia também contribui para a boa hidratação do corpo

- Nabo: pobre em calorias, é rico em cálcio e fósforo, e ajuda no processo de digestão dos alimentos

- Pera: rica em selênio, um antioxidante poderoso contra o envelhecimento das células

- Repolho: fonte de vitamina C e fibras, ele protege o corpo contra o câncer, especialmente o de intestino

- Rúcula: contém boas doses de ômega-3, que ajuda a proteger os vasos sanguíneos, e betacaroteno, um precursor da vitamina A

- Tangerina ponkan: fonte de magnésio, que participa da formação óssea, ela também é rica em vitaminas A e C

iG

Propaganda de suplemento que promete aumentar pênis segue proibida pela Anvisa

Reprodução/YouTube
Trecho de propaganda do Xtrasize no YouTube
Registrado por laboratório nutricional na categoria de novos alimentos e novos ingredientes, Xtrasize também diz melhorar o desempenho sexual
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada ontem (20) no Diário Oficial da União mantém suspensa a propaganda do produto Xtrasize que alega melhoria do desempenho sexual.
 
De acordo com o texto, o produto está registrado na Anvisa pela empresa Fitoway Laboratório Nutricional na categoria novos alimentos e novos ingredientes.
 
“Permanece em vigor, como medida de interesse sanitário, a suspensão da divulgação de todas as propagandas em qualquer tipo de mídia, inclusive no site www.xtrasize.com.br, que alegam propriedades funcionais, tais como o crescimento peniano ou melhoria no desempenho sexual.” A resolução entrou em vigor nesta quinta-feira.
 
Agência Brasil

Número de leitos no Hospital do Servidor Estadual permanece o mesmo desde 1961

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Corredor do setor de Ortopedia do Hospital do Servidor
 Público Estadual
Construído para atender emergências de 90 mil usuários, hoje Iamspe recebe 800 mil pessoas em diversas especialidades
 
Concebido em 1957 e posto de pé em 1961, o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) permanece com o mesmo número de leitos 53 anos depois de inaugurado. “O hospital começou atendendo 90 mil segurados. Hoje esse número é de 800 mil, mas os leitos permanecem os mesmos: mil”, afirma o presidente da Comissão Consultiva Mista (CCM) do Iamspe, Sylvio Micelli.
 
“A ideia inicial era criar o hospital para atender apenas urgências”, explica Micelli, que vê com preocupação o aumento da demanda. “Em 2007, havia 450 mil servidores que utilizavam o hospital.
 
Hoje esse número está em 800 mil. Estimo em 500 mil pessoas a demanda reprimida.” De acordo com suas contas, o Iamspe vai atender 1,3 milhão de pacientes até o final da década.
 
Micelli lamenta o fato de se estender a outros setores o caos testemunhado pelo iG no setor de ortopedia do hospital. “Não é só na ortopedia que isso acontece, e a tendência é aumentar a demanda porque muitos servidores que hoje usam convênio médico estão recorrendo ao Iamspe.”
 
De acordo com ele, é muito difícil baixar a demanda porque “60% dos pacientes do Iamspe são idosos”.  Além da reforma no prédio, prevista para ser concluída em maio de 2015, o hospital precisa descentralizar o atendimento. "Primeiro, a reforma vai tornar o cuidado mais humanizado e acabar com a espera nos corredores."
 
“O processo de descentralização começou em 2008, mas precisa se intensificar com a assinatura de convênios com unidades de saúde que fiquem perto da casa do servidor. Hoje chega paciente de todos os cantos do Estado”, diz o presidente da CCM.
 
Esse é o caso da professora Célia Manfre, que desde maio do ano passado aguarda autorização para operar a coluna da filha adolescente. “Eu sai de Mogi das Cruzes, tinha um rapaz de Campinas, outro de Piracicaba... A gente não tem convênio por perto e precisa vir pra cá.”
 
iG