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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sete dicas para fugir do Alzheimer



Má alimentação, diabetes e sedentarismo aumentam as chances dessa doença

Pessoas com diabetes tipo 2, que têm resistência à insulina, estão mais propensas a desenvolver placas de aminolóides derivados de proteínas em seus cérebros, que estão associadas com o aumento nas chances de ter a Doença de Alzheimer.

Um estudo que observou durante 15 anos 135 participantes idosos, sempre procurando por sinais de Alzheimer. Depois da morte dos participantes, foi feita uma autópsia no cérebro de cada um. Os autores do estudo observaram que os indivíduos que tinham hiperglicemias, condição existente na diabetes, enquanto vivos também apresentavam placas no cérebro.

Os pesquisadores também descobriram que 22 participantes, ou seja16% do total, desenvolveram Doença de Alzheimer antes de morrer e tinham placas em seus cérebros. As autópsias também encontraram placas em outros participantes que tinham glicemia anormal elevada. Segundo os pesquisadores, as placas foram encontradas em 72% das pessoas com resistência à insulina e 62% destes não tinha resistência à insulina.

Esta não é a primeira pesquisa que liga Alzheimer com diabetes tipo 2, tanto é que alguns médicos vem tentando classificá-la como diabetes do tipo 3 desde 2005, quando pesquisadores concluíram que o nosso pâncreas não é o único órgão que produz insulina.

Nosso cérebro também produz esse hormônio, já que ele é necessário para a sobrevivência de nossas células cerebrais. Porém, o interessante é que enquanto insulina baixa no nosso corpo é associada com boa saúde, o oposto parece ser verdadeiro quando se fala de cérebro.

Estudos mostram que uma queda de produção de insulina no cérebro contribui para a degeneração das células cerebrais e que as pessoas com baixos níveis de insulina e de receptores de insulina no cérebro freqüentemente tem doença de Alzheimer.Um estudo realizado em 2004 também revela que pessoas com Diabetes tem 65% mais possibilidade de terem Doença de Alzheimer.

Como evitar o Alzheimer
De acordo com a Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, demência atinge 50% das pessoas que chegam aos 85. Desses casos, 60% evoluem para Doença de Alzheimer. A resistência a insulina aparece no top da lista dos causadores de demência, mas há outros fatores que também causam alterações e lesões em nervos que levam ao Alzheimer como:

1) Insuficiente ômega 3

2) Toxicidade por alumínio

3) Toxicidade por mercúrio

4) Certos remédios.

As medicações anticolinérgicas estão relacionadas com esse risco. Estão presentes em analgésicos de longa duração anti-histamínico e outros indutores do sono. Essas drogas anticolinérgicas bloqueiam a acetilcolina um neurotransmissor do sistema nervoso. Os indivíduos com Alzheimer tipicamente tem esse deficiência de neurotransmissor.

Claramente, o melhor tratamento para Doença de Alzheimer é prevenção, não remédios. O melhor meio de prevenir esse problema é a mesma estratégia para combater o diabetes, pois o objetivo é normalizar a insulina e leptina. A seguir, listo sete orientações para prevenir Doença de Alzheimer, que devem ser feitos junto ao combate à diabetes.

1) Evitar açúcar e grãos, particularmente frutose. Consumir muitos vegetais frescos é a melhor estratégia.

2) Usar ômega 3 da melhor qualidade com alta concentração de DHA e EPA e com pureza de metais pesados.

3) Aumente o consumo de antioxidantes pois protege do Alzheimer e outros problemas neurológicos.

4) Exercício é bom para o coração e cérebro. Segundo estudo quem não pratica exercício tem quatro vezes mais chance de desenvolver Alzheimer.

5) Evitar e remover mercúrio do seu corpo. Procure o seu dentista e retire camadas e faça terapia de desintoxicação para mercúrio.

6) Evite alumínio. Está diretamente associado com Alzheimer . Principais fontes de contaminação é a água para beber e desodorantes e panelas de alumínio.

7) Desafie a sua mente: viagens, tocar novos instrumentos, quebra cabeça, palavras cruzadas estão associadas com diminuição do risco de Alzheimer.

Com essas dicas, fica mais fácil se proteger dessa doença que atinge tantos idosos pelo mundo. Fique atendo aos sintomas, e em caso de dúvidas, procure um médico especializado no assunto para tirar ter mais conhecimento sobre o assunto.

Fonte Minha Vida

Colesterol: nove perguntas para lembrar na hora da consulta

Pergunte sobre seus fatores de risco, hábitos a serem adotados e outras

Você acabou de saber que tem colesterol alto. Ficou assustado com o diagnóstico ou, quem sabe, já até esperava o resultado. Independente da sua reação, porém, existem algumas perguntas que você não pode deixar de fazer ao seu médico. O motivo? Elas ajudarão a entender melhor a doença e, a partir das respostas do especialista, você estará apto a administrar melhor a sua saúde. Confira quais perguntas não devem ser esquecidas na hora da consulta:

1. Eu já tenho aterosclerose? Qual é o meu risco de ter um ataque cardíaco?
Logo que você descobre ter colesterol alto, já é importante perguntar ao médico se tem aterosclerose. O cardiologista Alexandre de Mira, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, explica que o colesterol é o causador dessa doença, que nada mais é do que o entupimento ou estreitamento das artérias. Nessas condições, o fluxo de sangue para o coração é restrito e, sem o sangue necessário, o órgão fica carente de oxigênio e de nutrientes vitais para que ele opere de forma adequada.

Para detectar a doença, o exame utilizado é o ultrassom Doppler de carótidas, que verá o tamanho da parede das artérias.

2. Quantos fatores de risco para doenças cardíacas eu tenho?
Visto que o colesterol é um fator de risco para doenças cardíacas, é importante perguntar ao seu médico quais são os demais. Quanto mais fatores de risco, maiores são as suas chances de desenvolver doenças cardíacas. "Exemplos desses fatores são cigarro, diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, antecedentes familiares de doença coronariana e estresse", diz Alexandre de Mira, que lembra que, desses, apenas o histórico familiar não é removível.

"Problemas de coração não oferecem sintomas. Metade dos pacientes com fatores de risco tem infarto ou morte súbita como primeira manifestação", acrescenta Ana Paula Marte Chacra, cardiologista do Instituto do Coração (InCor), de São Paulo.

3. Devo visitar uma nutricionista para me ajudar a mudar minha dieta?
Sabe-se que o colesterol elevado pode significar uma má alimentação. Ana Paula Chacra conta que um nutricionista profissional será capaz de dizer se sua alimentação é a responsável pelos altos níveis de colesterol. A partir do diagnóstico, ele cuidará da alimentação, ensinando o que deve ser ingerido e onde se deve pisar no freio.

4. Posso controlar meu colesterol usando apenas mudanças no estilo de vida? Preciso de medicações para baixar o colesterol?
Nem sempre remédios são necessários no controle do colesterol. Mas, quando os ajustes na rotina não suficientes, é hora de apelar para a medicação. A intervenção medicamentosa é especialmente indicada em casos que precisam de uma melhoria rápida, pois os níveis estão altos demais, ou quando já há histórico familiar.

5. No meu caso, quais mudanças no estilo de vida podem ser particularmente úteis?
Dependendo da situação, muitas mudanças são possíveis, e isso deve ser questionado. Os especialistas destacam estas: diminuir a ingestão de gorduras, carnes gordas e fast food; comer devagar; fracionar as refeições (para maior saciedade e menor ingestão de alimentos que podem ser gordurosos); praticar atividade física (que diminuirá o colesterol mal e aumentará o bom); parar de fumar etc.

6. Quais efeitos colaterais posso esperar dessa medicação?
Embora os efeitos colaterais não sejam muitos, nem tão frequentes, é importante que você saiba quais são para não haver surpresas. Os efeitos esperados são dores musculares e alteração hepática porque, de acordo com a cardiologista do InCor, os remédios utilizados são metabolizados no fígado. Assim, se você já está tomando outro remédio, deve comunicar isso ao médico, já que as alterações hepáticas causadas pela mistura podem levar a uma hepatite medicamentosa. Caso você note algo de diferente depois de começar a tomar o remédio, não se esqueça de também contar isso ao especialista.

7. Quanto eu realmente posso esperar que meu colesterol baixe? Qual deve ser a minha meta?
A cardiologista Ana Paula Chacra conta que as metas servem para que o paciente se empenhe e participe de seu tratamento. Segundo o cardiologista do Hospital Santa Catarina essas metas variam. Entre aqueles que já tiveram alguma doença associada, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, os níveis de LDL devem estar abaixo de 100, o que é considerado um controle muito rigoroso.

8. Algum dia, será seguro parar de tomar a medicação?
A medida de parar ou não de tomar o remédio deve ser vista e revista por seu médico, mas a pergunta vale para que você entenda o que levou à medicação e reflita, junto ao profissional, se um dia isso será possível.

9. Com que frequência devo verificar meu colesterol? Meus parentes também devem fazer esses testes?
O número de exames e sua frequência serão definidos pelo médico. Mas você deve questioná-lo sobre o tema para saber quando você voltará ao consultório. Geralmente, conta a cardiologista Ana Paula Chacra, depois dos 20 anos de idade, eles são feitos a cada cinco anos, e depois dos 40, anualmente. As exceções ficam em casos onde existe predisposição hereditária e quando já existe histórico de doença coronariana precoce - que acontece quando algum homem da sua família teve um infarto antes dos 55 ou alguma mulher antes dos 65. Nesses casos, os índices de colesterol devem ser medidos anualmente, a partir dos 12 anos. Por isso, você deve contar todo o seu histórico ao médico e perguntar sobre os exames, para receber a orientação adequada.

Fonte Minha Vida

Entenda o colesterol alto

Colesterol
Ele caiu na boca do povo como uma gordura, mas quimicamente é um álcool. A confusão tem razão de ser: ele só consegue circular pelo corpo grudado em moléculas chamadas lipoproteínas, que podem ser de dois tipos LDL o famoso mau colesterol -- ou HDL, também chamado de bom, pois retira o excesso de LDL do sangue.

Como o colesterol provoca doenças?
Quando há muito colesterol no sangue, ele se acumula nas paredes das artérias, levando à aterosclerose. As artérias ficam mais estreitas e o fluxo sanguíneo para o coração é bloqueado ou reduzido.

O sangue carrega oxigênio para o coração e, se uma quantidade suficiente não consegue chegar lá, você pode ter dores no peito. Se o suprimento de sangue para uma parte do coração for totalmente bloqueado, a conseqüência é um ataque do coração.

Existem duas formas mais comuns de colesterol: LDL, ou mau colesterol, e HDL, ou bom colesterol. Enquanto o LDL tem baixos níveis protéicos, o HDL tem elevadas quantidades de proteínas. LDL é a principal causa de placas de coagulação nas artérias. Já o HDL trabalha para retirar o colesterol do sangue.

Triglicérides são outro tipo de gordura no sistema sanguíneo. Pesquisas recentes têm apontado que altos níveis de triglicérides também estão relacionados a doenças do coração.

Quais são os sintomas do colesterol alto?
O colesterol alto por si só não leva a nenhum sintoma. Por isso muitas pessoas nem sabem que estão com o colesterol elevado. Portanto, é preciso descobrir qual o nível do seu colesterol. Se estiver alto, baixa-lo reduzirá o risco de desenvolver uma doença do coração.

Como analisar os resultados dos exames? Todo mundo acima de 20 anos deve medir o colesterol pelo menos a cada cinco anos.
Taxas ideais
Os valores considerados ideais no sangue dependem dos fatores de risco:
Adultos saudáveis:
Colesterol total até 200 mg/dl
LDL menor que 160
HDL acima de 40 (mulheres devem ter essa taxa acima de 50)
Quem tem mais de dois fatores de risco (fumo, hipertensão, histórico familiar, obesidade):
LDL abaixo de 130
HDL acima de 45 (mulheres acima de 50)
Pessoas com doenças coronarianas ou diabetes:
LDL menor que 100
HDL maior que 45 (mulheres acima de 50)


O que afeta os níveis de colesterol?
Muitos fatores aumentam o nível de colesterol:
Dieta: gordura saturada, trans e colesterol na comida aumentam os níveis de colesterol. Reduzir a quantidade de gordura saturada ou trans da dieta ajuda a diminuir o nível de colesterol.

Peso: além de ser um fator de risco para o coração, estar acima do peso também pode aumentar seu colesterol. Perder peso ajuda a reduzir o LDL, os níveis totais de colesterol, triglicérides e ainda eleva a quantidade de HDL.

Exercícios: a prática regular de exercícios reduz o LDL e aumenta o HDL. Tente se exercitar 30 minutos todos os dias.

Idade e sexo: conforme você envelhece, os níveis de colesterol sobem. Antes da menopausa, as mulheres tendem a ter níveis mais baixos de colesterol do que homens da mesma idade. Depois da menopausa, o colesterol da mulher sobe.

Hereditariedade: pode ser um problema familiar. Estado médico: Algumas doenças podem levar à elevação do colesterol. É o caso do hipotireodismo, doenças do fígado e do rim.

Medicamentos: alguns remédios, como esteróides e progesterona, podem elevar o mau colesterol e diminuir o bom.

Como tratar o colesterol alto?
O principal objetivo ao reduzir o colesterol é baixar o nível de LDL e elevar o HDL. Para diminuir o colesterol, tenha uma dieta saudável, se exercite regularmente e mantenha um peso ideal. Algumas pessoas podem também precisar de medicação. Os médicos determinam o seu nível ideal de LDL a partir da sua propensão a ter doenças do coração.

Os maiores riscos são: idade (homens com 45 anos ou mais, mulheres com 55 anos ou mais), fumo, hipertensão, um HDL inferior a 40 mg/dl, histórico familiar de doenças do coração prematuras (homem parente de primeiro grau com menos de 55 anos e mulher parente de primeiro grau com menos de 65 anos)
  • Se você tiver de 0 a 1 fator de propensão, seu risco é de baixo a moderado. Geralmente, o estilo de vida é eficiente para manter o nível ideal de colesterol
  • Se você tiver 2 ou mais fatores, seu risco é moderado, dependendo do risco que você tem. Às vezes, seu médico irá pedir mudanças no seu estilo de vida, mas a maioria das pessoas acaba precisando também tomar remédios para baixar o colesterol ou elevar o nível de HDL
  • Se você já teve problema do coração, diabetes ou múltiplos fatores, você corre um alto risco. A maioria das pessoas desse grupo irá exigir uma combinação de remédios para baixar o colesterol, além de mudanças no estilo de vida.
Para reduzir o risco de ter uma doença do coração e mantê-lo baixo, é muito importante:
  • Controlar qualquer fator de risco que você tenha, como pressão alta e fumo
  • Seguir uma dieta com pouca gordura saturada e colesterol
  • Manter um peso ideal Praticar atividades físicas regularmente
  • Seguir a medicação prescrita por seu médico
Quais drogas são usadas para tratar o colesterol alto?
Remédios que baixam o colesterol:
  • Estatinas
  • Niacinas
  • Resinas ácidas da bile
  • Fibrates
Remédios para reduzir o colesterol são mais eficientes quando combinados com uma dieta de baixo colesterol e exercícios físicos.

Estatinas
Elas bloqueiam a produção de colesterol no fígado. Assim, baixam o LDL, o mau colesterol, e o triglicérides. Ainda têm um leve efeito na elevação do HDL, o bom colesterol. Essas drogas estão na linha de frente para o tratamento da maioria das pessoas com colesterol alto. Efeitos colaterais podem ser problemas intestinais, danos ao fígado, e em poucas pessoas, amolecimento ou enfraquecimento dos músculos.

Niacina
É um complexo de vitamina B. É encontrado na alimentação, mas também está disponível à venda em altas doses. Ela baixa o colesterol LDL e eleva o HDL. Os principais efeitos colaterais são: ruborização, coceira e dor de cabeça. A aspirina pode reduzir muitos desses sintomas. Contudo, fale com seu médico antes. A niacina encontrada nos suplementos alimentares não deve ser usada para baixar o colesterol. Seu médico pode lhe indicar qual é o tipo mais adequado para seu caso.

Ácidos biliares
Agem no intestino, onde se unem à bile e evitam que ela seja reabsorvida pelo sistema circulatório. A bile é feita em larga escala de colesterol. Assim, essas drogas reduzem o suprimento de colesterol do corpo. Os principais efeitos colaterais são: constipação, gases e mal-estar no estômago.

Fibrates
Baixam o nível de triglicérides e podem aumentar o HDL e baixar o LDL. O mecanismo de ação não é claro, mas acredita-se que os fibrates potencializam a quebra de partículas de triglicérides e diminuem a secreção de algumas proteínas. Além disso, induzem a síntese de HDL.

Quais são os efeitos colaterais dos remédios?
São eles:
  • Dores musculares*
  • Função anormal do fígado
  • Reações alérgicas
  • Azia
  • Tontura
  • Dores abdominais
  • Constipação
  • Redução do desejo sexual
* Se você tiver dores musculares, consute urgentemente um médicohame seu médico.

Quais são as comidas e outras drogas que devo evitar enquanto estiver tomando remédios para baixar o colesterol?
Pergunte ao seu médico sobre a interação com outros remédios, incluindo ervas e vitaminas e o impacto deles na sua medicação para colesterol.

Fonte Minha Vida

Ambiente influencia nas chances de recaída de dependentes químicos

Estudo mostra que memórias sobre determinado local influem no desejo de usar droga

Um estudo revela que as atividades e o ambiente que usuários de drogas frequentam podem influenciar na possibilidade de recaídas. A pesquisa foi feita pelo ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo).

O biólogo André Veloso Lima Rueda disse à agência USP que as memórias que determinado local carrega influem no desejo do consumo da droga e, por consequência, na recaída do paciente.

Segundo ele, “o uso de drogas leva a alterações duradouras no cérebro. Entre as alterações está a sensibilização comportamental, que permeia a dependência”. Acredita-se que em função disso, apesar de o dependente não sofrer mais com os sintomas da abstinência após deixar de consumir a droga, ele ainda pode apresentar desejo por ela.

Testes com camundongos revelaram que condições ambientais e as atividades ocupacionais são capazes de diminuir alterações relacionadas a este desejo e, possivelmente, contribuir para melhorar a qualidade de vida do dependente.

- Os testes comprovaram que o animal que estava exposto a diferentes estímulos, sensoriais e motores, sofreu modificações de comportamento e no sistema nervoso que se contrapõem às promovidas pelo tratamento com a droga.

Os animais que possuíam a possibilidade de realizar atividades físicas tiveram a sensibilização comportamental ao etanol inibida.

Um efeito comum entre as drogas é a alteração de funções cerebrais, que normalmente geram prazer ou causam vício. O caminho para a dependência química, segundo Rueda, está relacionado ao gostar, em primeiro lugar, depois ao desejo de consumir a droga (querer) e, por último, à dependência química (necessitar).

- Uma vez que a pessoa já desenvolveu a dependência e depois parou de fazer uso da droga, o desejo permanece e é alimentado por estímulos sensoriais ligados à droga. Por isso, manipulações ambientais poderiam ajudar a diminuir as possibilidades de recaída.

Rueda diz que as atividades que geram prazer para o dependente poderiam auxiliar a diminuir o valor do incentivo associado ao uso da droga.

Atividades esportivas, terapia e atividades profissionais que envolvam valores motivacionais são extremamente importantes para a qualidade de vida de um dependente recuperado, de acordo com o pesquisador.

- Ao invés de um dependente químico de etanol beber whisky religiosamente às 17h como fazia antes, agora ele pode jogar futebol com os amigos. É preciso quebrar com hábitos que gerem recaídas e trocá-los por outras atividades que proporcionem prazer para a pessoa.

Os experimentos avaliaram a atividade locomotora de dois grupos de camundongos criados em ambientes distintos. Posteriormente, associou-se o nível de atividade motora com o ambiente e com o efeito e a dependência da droga.

No primeiro experimento, os camundongos receberam injeções de etanol durante 15 dias consecutivos, e foram testados após uma semana sem receber injeções.

Os grupos foram mantidos em caixas vazias (condições padrão de laboratório) ou em caixas com brinquedos, para estimular as atividades físicas, interações sociais e parâmetros cognitivos dos animais durante todo o tratamento com a droga.

Após isso, constatou-se que o grupo que ficou em uma caixa vazia andou mais, ou seja, desenvolveu sensibilização comportamental, embora já conhecesse o local e mesmo após uma semana sem receber injeções, o que constata que as alterações cerebrais da droga são duradouras.

Em contrapartida, quando estavam na caixa com brinquedos, os camundongos não apresentaram o aumento na locomoção característico da sensibilização.

Em um segundo experimento, os grupos foram mantidos nas condições padrão e só foram expostos ao ambiente enriquecido durante a semana em que não receberam o tratamento com a droga. Nesses animais ocorreu a reversão da sensibilização comportamental que havia se desenvolvido.

Isso indica que os efeitos pós-abstinência se mostraram menos agressivos em animais que realizavam atividades físicas e possuíam formas de distração e sociabilidade.

Fonte R7

Pará registra queda de 27% nos casos de malária no semestre

Estado registrou 29.522 casos no primeiro semestre deste ano

O Estado do Pará registrou 29.522 casos de malária no primeiro semestre deste ano. O índice representa queda de 27% nos casos da doença em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 41.911 ocorrências. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública, em todo o ano passado foram registrados 160 mil casos.

A malária é considerada uma doença infecciosa aguda e é causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium. A transmissão ocorre através da picada do mosquito do gênero Anopheles. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço.

A malária é uma doença que tem cura e o tratamento é simples e gratuito. Os exames laboratoriais são feitos por meio da coleta de uma gota de sangue do paciente, que vão possibilitar a visualização do parasita por meio microscópico.

Fonte R7

Corpo malhado nem sempre é sinônimo de saúde

Musculação, anabolizante
Médicos dizem que problema de auto-imagem faz pessoas malharem em excesso

Um corpo perfeito, esculpido em horas e horas de malhação, é um sinônimo inequívoco de saúde, certo? Nem sempre. Em muitos casos, o processo para alcançar a perfeição física, exigida para se encaixar nos padrões de beleza de hoje, tem no fundo sérios problemas de auto-imagem, que são mais intensos na adolescência.

Na prática, esse problema de percepção se traduz em dois comportamentos que preocupam os médicos: o excesso na prática de atividades esportivas e o uso de esteróides anabolizantes, GH (hormônio do crescimento) e suplementos alimentares.

Os dois fenômenos são comumente associados aos homens, mas têm aumentado entre as garotas.

Fábio Augusto Caporrino, ortopedista do Centro de Traumatortopedia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), realizou uma pesquisa com 247 praticantes de musculação para verificar as lesões mais frequentes e o uso das "bombas".

- Com o culto ao corpo e à beleza, as mulheres também começam a tomar anabolizantes, GH [hormônio de crescimento] e suplementos. Existe um mercado negro nas academias.

Considerados como drogas, os anabolizantes e o GH têm seu uso para fins estéticos condenado pelos médicos.

O endocrinologista Márcio Mancini, do grupo de obesidade e doenças metabólicas do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), diz que o uso de anabolizantes por mulheres torna-as masculinizadas. Mesmo assim, por causa de seu preço, é o mais usado pelas mulheres.

Uma alternativa para as garotas, igualmente condenada, seria o uso do GH, que não deixa as mulheres masculinizadas. Contudo o GH também causa efeitos colaterais severos e ainda não existem estudos sobre as consequências do uso prolongado do hormônio sem necessidade.

Os resultados adquiridos de forma natural, com uma boa alimentação e um programa de treinamento adequado devem sempre ter preferência para que nenhum desequilíbrio ocorra no organismo, evitando consequências indesejáveis ao corpo e à saúde.

Fonte R7

Bahia confirma três mortes por meningite C

Vìtimas trabalhavam em hotel de Sauípe que realizou carnaval fora de época

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou neste domingo (11) a ocorrência de sete casos de meningite meningocócica do tipo C - o tipo mais grave da doença -, no município de Mata de São João, a pouco mais de 100 km de Salvador. Destes, três casos resultaram em mortes, sendo as vítimas dois homens e uma mulher.

A secretaria também informou que todos os registros são de funcionários do Complexo Hoteleiro de Sauípe. Não haveria ocorrências entre hóspedes dos hotéis que integram o referido complexo e outros moradores da região.

Conforme a Sesab, a partir do conhecimento do primeiro caso, ocorrido no último domingo, dia 4, o Estado e as prefeituras dos municípios de Camaçari, Mata de São João e Entre Rios teriam iniciado a quimioprofilaxia, sob o comando do coordenador da Vigilância Epidemiológica da Bahia, Juarez Dias, para todas as pessoas que tiveram contato direto com os trabalhadores que apresentaram os sintomas da doença, tanto no ambiente de trabalho quanto em suas residências.

As mortes ocorreram na quarta-feira (7), sexta-feira (9) e no sábado (10), mesmo período em que se realizou no local o Sauípe Folia, espécie de carnaval fora de época, que atrai um número bem maior de turistas e baianos para a região. Os demais infectados estão internados no Hospital Couto Maia, em Salvador, unidade médica de referência para o tratamento de doenças infecto-contagiosas.

Juarez Dias explicou que não há motivos para alarme, porque não se configura uma situação de surto. Entretanto ele admite que o número de casos - localizados em uma única região - foge à normalidade.
Cerca de 1.800 pessoas já teriam recebido medicação preventiva, e nenhum novo caso ocorreu nas últimas 24 horas.

Como medida complementar, a administração do Complexo Hoteleiro Sauípe, anuncia que está programando para os próximos dias a vacinação de todos os funcionários. A Sesab acrescenta que a medida mais eficiente para bloquear o surgimento de novos casos é através do uso de antibióticos, pois a vacina não oferece proteção imediata.

Fonte R7