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sábado, 26 de dezembro de 2015

Remédio de graça é responsabilidade da União, Estados e municípios, decide STJ

Os ministros julgaram recurso especial que chegou ao STJ contra o Estado do Paraná

União, Estados, Distrito Federal e municípios são igualmente responsáveis quando o assunto é garantir aos carentes o acesso grátis a remédios. Este é o entendimento da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que levou em consideração que todos esses entes federativos formam o Sistema Único de Saúde, o SUS. As informações foram divulgadas no site do STJ nesta quarta-feira (23).

Os ministros do colegiado julgaram recurso especial que chegou ao STJ contra o Estado do Paraná e a União para a aquisição, em caráter de urgência, de medicação especial para tratamento de um agricultor diagnosticado com linfoma não-hodgkin, que é um tipo de câncer.

A União argumentou que a responsabilidade para a aquisição do medicamento seria do Paraná, principalmente porque o repasse de verbas do Ministério da Saúde é feito para que os governos estaduais comprem e forneçam os medicamentos.

Segundo o STJ, o Estado do Paraná alegou que o medicamento solicitado seria excepcional e que não faz parte do rol de remédios fornecidos pelo SUS.

O relator do recurso, ministro Herman Benjamin, não acolheu nenhuma das duas argumentações. Segundo ele, a responsabilidade dos entes federativos, no cumprimento dos serviços públicos de saúde prestados à população, é solidária, ou seja, todos são responsáveis.

"A responsabilidade em matéria de saúde, aqui traduzida pela distribuição gratuita de medicamentos em favor de pessoas carentes, é dever do Estado, no qual são compreendidos aí todos os entes federativos", advertiu o ministro.

Em relação ao fato de o remédio necessário ao tratamento do agricultor não constar do rol daqueles distribuídos pelo SUS, uma perícia comprovou a inexistência de outro medicamento que pudesse substituí-lo. O laudo comprovou também a eficácia do remédio no tempo de sobrevida do paciente.

Para a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, por ser a saúde um direito fundamental, previsto na Constituição, "os entes federativos deveriam mover esforços para cumprir o que é estabelecido na Carta Maior e não criar entraves para que o cidadão tenha acesso àquilo que lhe é garantido constitucionalmente".

R7

Câncer de pele: mais da metade dos brasileiros não usa filtro solar diariamente

Pesquisa realizada entre janeiro e outubro de 2015 revela que população do país ainda se expõe de forma perigosa ao sol

O brasileiro ainda não se conscientizou da importância da proteção solar na prevenção do câncer de pele e envelhecimento precoce. Além de 53% da população não usar filtro solar diariamente, 69% das pessoas ouvidas em uma pesquisa realizada em Campinas, Porto Alegre, Recife e São Paulo afirmaram que não reaplicam o produto ao longo do dia. A falta de informação é tão grande que 71% ignora a proteção UVA (radiação solar que atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele) ao comprar o protetor. Além disso, o estudo conduzido pelo farmacêutico Lucas Portilho, que é também presidente do Ipupo Consultoria em Desenvolvimento Cosmético, revelou que 53% das pessoas só fazem a aplicação do produto no rosto sem se preocupar com as demais partes do corpo que ficam expostas ao sol.

O câncer da pele é o mais comum de todos os tipos de tumores. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que em 2016 haverá cerca de 175 mil novos casos de câncer da pele não melanoma no Brasil. Além disso, o uso do filtro solar é uma ferramenta importante na prevenção do fotoenvelhecimento e seu uso correto e consciente protege a pele de rugas, manchas e flacidez. A radiação ultravioleta (UV) é a principal responsável pelo envelhecimento precoce da pele.

A pesquisa foi conduzida entre entre janeiro e outubro de 2015 e ouviu 1278 pessoas, de ambos os sexos, entre 19 a 65 anos e, de acordo com Portilho, o objetivo “foi coletar dados e alertar a população e a comunidade científica da necessidade de se melhorar os canais de informação da população em relação ao uso correto e escolha adequada dos fotoprotetores em função do tipo de pele”.

Outros dados revelados no levantamento mostram a importância de ações de conscientização sobre a fotoproteção: apenas 13% dos entrevistados recorrem ao dermatologista para indicação do melhor filtro a ser utilizado, 74% brasileiros não aplicam fotoprotetor em dias nublados e apenas 10% utilizam roupas para se proteger do sol.

Radiação UVA e UVB
A pesquisa revelou que 71% dos entrevistados ignoram os dados de proteção anti-UVA constantes na rotulagem dos produtos solares ou por não saber ou por acreditar que a proteção UVB é a mais importante. Além disso, 26% alegam não saber a diferença entre os dois tipos de radiação. Apenas 6% dos entrevistados compram o fotoprotetor baseado na proteção UVA, mesmo levando em conta que a maior parte da radiação absorvida no nosso dia-a-dia seja a UVA ao invés da UVB.

Em rótulos de fotoprotetores, o PPD é a sigla que indica o quanto um determinado produto protege contra a radiação UVA. Já a sigla FPS, indica o quanto o filtro solar protege contra a radiação UVB.

A radiação UVA (Ultra Violeta A) está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos doque a radiação UVB e, embora menos energética, é uma das mais perigosas. Diferentemente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina que dão sustentação à pele, sendo a principal responsável pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas.

Mesmo assim, 53% da população brasileira se expõe ao sol pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro e por desconhecer que a radiação UVA está presente o ano todo, inclusive no inverno, e em níveis muitas vezes intoleráveis em todos os horários do dia (entre 9h e 17h).

A radiação UVB (Ultra Violeta B) é mais energética e, embora não atravesse vidros e nem janelas, exerce seu poder destrutivo por impacto direto sobre a pele - como no caso das queimaduras solares. Sendo assim, apesar de não penetrar profundamente, a radiação UVB também pode lesar o DNA e causar fotoenvelhecimento e câncer de pele.

A incidência da radiação UVB é maior no verão do que no inverno e também nos horários próximos às 12h, entre 11h e 14h.


Reaplicação filtro solar
A reaplicação do fotoprotetor deve ser feita a cada duas horas, uma vez que a grande maioria dos filtros solares perde de maneira sginficativa ou até completamente seu poder de filtrar as radiações UVA e UVB após duas horas da aplicação inicial.

Escolha do protetor
A escolha do protetor solar adequado inclui a análise de fatores como fototipo cutâneo, hábitos ocupacionais, atividades recreativas, histórico de doenças de pele, grau de envelhecimento ou de fotoenvelhecimento. Assim, a indicação do fotoprotetor por um dermatologista é essencial.

Saúde Plena/G1

Dezembro laranja alerta para os efeitos nocivos do sol sobre a pele

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta a população quanto aos riscos do câncer de pele. Chegada do verão, esta semana, põe o tema em evidência

Depois do Outubro Rosa e do Novembro Azul, campanhas de conscientização sobre os cânceres de mama e próstata, respectivamente, dezembro chegou com a tarefa de alertar sobre os riscos e orientar sobre métodos de prevenção de tumores na pele. E o laranja foi a cor escolhida para a campanha organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que chega a seu segundo ano. O momento é oportuno, já que, com a chegada do verão e do recesso escolar, praias, clubes, piscinas, cachoeiras, parques e praças ganham mais vida. Mas se divertir exposto a raios emitidos pelo Sol exige cuidados.

Estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) mostra que, em 2016, 175 mil novos casos de câncer de pele não melanoma serão diagnosticados no Brasil. De todos os diagnósticos da doença no país, 29% são de pele. É o tipo com maior incidência entre os brasileiros. Em segundo lugar, vem o de próstata, e, em terceiro, o de mama.

“A incidência do câncer da pele está crescendo no país e no mundo. Assim, a SBD achou que era o momento de assumir a responsabilidade de alertar a população, tanto na forma de prevenção como na de detecção precoce da doença. A cor laranja foi escolhida por representar um sol saudável, poente”, explica Gabriel Gontijo, presidente da SBD. O principal objetivo da campanha é orientar sobre a necessidade do uso correto do filtro solar e outras formas de cuidado com a pele, bem como incentivar o autoexame.

Doença provocada pelo crescimento anormal e descontrolado de células da pele, os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares e espinocelulares. Mais agressivo e raro que os dois primeiros – representando somente 4% dos casos –, o melanoma fica na frente dos outros quando o quesito é a letalidade. A principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos é a radiação solar. “O mais importante é orientar a população que a melhor prevenção para o câncer na pele é o uso do filtro solar no dia a dia, não só no momento de praia, de clube, de fim de semana. O mais saudável é todos os dias, mesmo que o Dezembro Laranja aproveite o momento de as pessoas entrarem de férias e o começo do verão”, afirma Gontijo.

Cirurgião oncológico da Rede Mater Dei de Saúde, Alberto Wainstein observa que o dano causado pela exposição exagerada ao Sol não é pontual, por isso o cuidado deve ser tomado durante toda a vida do indivíduo. “Todo dano fica acumulado. Ele não vai embora depois que a pessoa descasca. É como se fosse uma poupança que não tem retirada. Esse dano que foi feito na pele já está no DNA. É irreversível”, esclarece. Wainstein explica que a incidência de tumores é maior em pessoas mais claras, e que o melanoma costuma aparecer em pessoas com a pele mais escura na planta do pé e na palma da mão, sem ter grande relação com a exposição ao sol.

Não existem muitas novidades no que diz respeito à prevenção do câncer de pele, e a maioria das pessoas já sabe de cor e salteado como se cuidar. O mais importante é o adequado e contínuo uso do protetor solar, respeitando sempre o tipo de pele. Pessoas mais claras devem usar um filtro com fator de proteção solar (FPS) de, no mínimo, 30. Quanto mais sensível for a pele, mais alto deve ser o FPS. Não se expor ao Sol no horário de maior incidência de radiação – durante o período do horário de verão, entre 10h e 16h; nas outras épocas do ano, entre 9h e 15h – é outra recomendação recorrente entre os especialistas. “Não é o Sol que faz mal, mas a atitude irresponsável das pessoas”, reforça Wainstein.

Gabriel Gontijo chama a atenção para um detalhe importante em tempos de epidemia de dengue, zika vírus e febre chikungunya. Com o aumento do uso dos repelentes de mosquito, as pessoas devem ter o cuidado de nunca aplicar a substância com o protetor solar. “É importante alertar que não se deve aplicar o filtro e o repelente ao mesmo tempo. Primeiro, se aplica o protetor. Depois de 15 a 20 minutos, use o repelente, que sempre é o último a ser usado. Sempre separado”, ensina.


Autoexame
Ao contrário dos outros tipos de câncer, o diagnóstico dos tumores da pele é rápido e de baixo custo. Não é necessária nenhuma intervenção cirúrgica, somente quando há a suspeita do problema, quando parte do tecido é retirado para a realização de biópsia. Por isso, o Dezembro Laranja busca orientar as pessoas sobre a importância do autoexame na pele, que nada mais é que uma observação cuidadosa das pintas e ferimentos.

“Uma pinta que mudou de forma, aumentou de tamanho ou alterou de cor. Uma pinta que não existia e apareceu na pele. Um pequeno caroço que surgiu ou uma ferida que não cicatriza. Qualquer um desses sinais já deve ser observado como alerta para procurar um dermatologista”, orienta Gontijo.

Alberto Wainstein explica que, geralmente, o tipo de pinta que assusta os pacientes não é grave. “É aquela que parece de bruxa, de alto-relevo, mole, com cabelo. Ela é feia, mas é absolutamente benigna. Mas o que recomendamos é que, sempre que alguma coisa na pele estiver incomodando, se vá ao dermatologista. Não é caro e, só com uma avaliação visual, podemos detectar um tumor”, acrescenta.

O cirurgião esclarece que, diferentemente de outros tumores, o melanoma não precisa atingir um tamanho específico para espalhar células cancerígenas para outras partes do corpo. Com apenas 1mm, ele já é capaz de se disseminar para outros órgãos. Causado principalmente pela exposição exagerada ao Sol, daquelas que queimam a pele e chegam a causar bolhas, esse tipo da doença atinge muitas pessoas jovens. E, mesmo que hoje existam tratamentos mais efetivos, em estágio avançado, a cura é rara.

“O bom é que, se até alguns anos atrás não existiam tratamentos efetivos para pacientes com melanoma metastático, hoje temos alguns medicamentos novos. Era até muito triste, pois chegavam muitos pacientes jovens com um quadro avançado da doença e não tínhamos nada para oferecer para eles. Nem esperança. Agora, as medicações são muito boas e efetivas, e agem não destruindo o tumor, mas ativando o sistema imunológico para que ele seja capaz de reconhecer e atacar as células cancerígenas. Temos esses tratamentos disponíveis no Hospital Mater Dei. Infelizmente, esses tratamentos não são acessíveis a todos, com muita restrição no sistema público de saúde. No privado, são poucos hospitais que têm esses remédios disponíveis e é muito caro”, conclui Wainstein.

Estado de Minas

Câncer de pele passa a ser diagnosticado em tomografia

O método de diagnóstico por imagem é proposto por cientistas de universidade alemã como alternativa à biópsia. Menos invasivo, o exame não apresentou falsos negativos em teste com 20 pacientes

A biópsia é o recurso mais utilizado na medicina para detectar se um paciente está com câncer. Devido à necessidade de retirada do tecido que precisa ser analisado, porém, incomoda o paciente e exige presteza de quem realiza o procedimento. Na busca por facilitar essa etapa importante do enfrentamento à doença, cientistas da Alemanha desenvolveram uma técnica menos invasiva e mais eficiente de diagnóstico. Com o auxílio de uma tomografia avançada e que dispensa o uso de radioatividade, eles conseguiram resultados melhores de descoberta do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, do que pelo método tradicional. Os autores do trabalho, publicado na revista Science Translational Medicine desta semana, acreditam que a opção se torne uma alternativa mais segura e possa ser usada em outras versões da doença.

A ideia de buscar uma técnica mais avançada surgiu com base em estudos anteriores que utilizaram tomografias computadorizadas com visualização em 3D para identificar tumores. “Em 2014, um trabalho de colegas nossos mostrou que 79,2% dos pacientes com melanoma submetidos a essa análise obtiveram resultados negativos; ou seja, quase 80% deles poderiam ser poupados de cirurgias de biópsia”, destacou ao Correio Joachim Klode, pesquisador da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha).

A técnica usada por Klode e equipe chama-se tomografia optoacoustic multiespectral (MSOT, pela sigla em inglês). Primeiro, o paciente recebe a injeção de um corante fluorescente na região que existe a suspeita de tumor. Logo em seguida, entra no MSOT para a realização do exame. Depois, um detector de MSOT de mão é usado para deixar a análise mais localizada. Ambos os exames são baseados em uma resposta de luz criada pelo corante, que reage ao ser exposto à tomografia.

A tecnologia foi testada em 20 pacientes e nenhum deles apresentou falsos negativos — quando o paciente tem a doença, mas o exame não a acusa. “O corante e o MSOT provaram ser uma excelente abordagem de detecção, eliminando a necessidade de uso de radioatividade. Ainda foram capazes de melhorar a análise patológica, aumentando as taxas de detecção de metástases. Se validada em estudos maiores, essa abordagem poderia aliviar a necessidade de cirurgia invasiva em um número significativo de pacientes”, destacou Klode.

Radioatividade
Eduardo Vissotto, oncologista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro da Associação Brasileira de Oncologia, explica que já são usadas atualmente técnicas semelhantes de diagnóstico, como a linfocintilografia. Segundo o médico, o procedimento também é menos invasivo e funciona de forma parecida, com uma substância injetada na região de suspeita do tumor para que ele possa ser localizado mais facilmente.

“Mas ela utiliza material radioativo, diferentemente dessa técnica nova da Alemanha, o que é uma vantagem, já que esse é um material que pode trazer perigo ao paciente e ao profissional de saúde”, compara. “(O MSOT) é um exame de alta sensibilidade e que não mostrou falsos negativos. Isso auxilia a evitar as cirurgias, um procedimento muito invasivo, mas é claro que precisa ser confirmado em trabalhos maiores”, pondera.

Com os resultados positivos obtidos no primeiro experimento em humanos, os autores da pesquisa adiantam que mais análises são necessárias. “Nossos resultados precisam ser validados em um estudo com pacientes de perfis diferentes e acreditamos que eles também possam ajudar na detecção do carcinoma de células escamosas”, adiantou Klode. Vissoto também acredita que a tecnologia tem chances de aplicação ampliada. “Caso a eficácia seja comprovada em outros experimentos, ajudaria na busca de outros tumores, como o câncer de mama”, opina.

Na terceira idade
É um tumor maligno com origem nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Os carcinomas podem ocorrer em todas as partes do corpo, mas costumam se desenvolver em regiões que são expostas ao sol, como braços, pernas, rosto, pescoço e couro cabeludo. É uma enfermidade mais frequente em homens e raras vezes se manifesta antes dos 50 anos. Os diagnósticos começam a surgir após os 70 anos. 

Para saber mais

Tumor agressivo
O melanoma surge nos melanócitos, que produzem a melanina, substância que determina a cor da pele. Não é o câncer de pele mais comum — representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão —, mas tem alta possibilidade de metástase. Quanto menos o melanoma crescer dentro da pele, maiores as chances de a doença ser curada com a retirada do tumor. Geralmente, os médicos tratam o melanoma extraindo o tumor e 1,5cm da extremidade da pele ao redor dele. A quimioterapia é indicada em casos maiores.

Quando o melanoma se dissemina, porém, é frequentemente mortal. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) contabiliza que, em 2013, 1.559 pessoas morreram em decorrência de complicações da doença, sendo 910 homens e 649 mulheres. A estimativa do órgão é de que, no próximo ano, sejam descobertos no Brasil 5.670 casos, sendo 3.000 em homens e 2.670 em mulheres. O melanoma cutâneo geralmente se desenvolve em áreas que são expostas ao sol— nas mulheres, as pernas são um local frequente; e, nos homens, na região do tronco. Mas pode surgir em outros locais do corpo, como o couro cabeludo e as palmas das mãos.

Foto: Reprodução/Melanoma

Correio Braziliense

TPM aumenta o risco de hipertensão

A ligação entre as complicações foi detectada por pesquisadores dos EUA. Segundo eles, mulheres que sofrem com tensão pré-menstrual têm 40% mais chances de serem acometidas também pela pressão alta

Irritação, dor de cabeça, cansaço, fome, inchaço, sonolência. Extensa, a lista de consequências da tensão pré-menstrual (TPM) ganhou um integrante que preocupa: a hipertensão. A descoberta foi feita por pesquisadores dos Estados Unidos ao analisarem a incidência do problema cardíaco em um grupo de enfermeiras. Eles concluíram que aquelas que sofriam com a TPM tinham 40% mais chances de desenvolver a pressão alta. Divulgado recentemente no American Journal of Epidemiology, o estudo, segundo os autores, serve de alerta para as mulheres e pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção.

“Conduzimos diversas pesquisas sobre a TPM que incluíram a obesidade, o tabagismo e a baixa ingestão dietética de vitaminas do complexo B, de vitamina D, de cálcio e de outros minerais como agravantes. Daí, surgiu a nossa hipótese de que a TPM estaria relacionada ao risco de pressão arterial elevada”, explicou ao Correio Elizabeth Bertone-Johnson, uma das autoras do estudo e pesquisadora da Universidade de Massachusetts.

Para o estudo, inicialmente, os cientistas analisaram um grupo de mulheres entre 1991 e 2005. Observaram sintomas menstruais ligados à TPM, como palpitações, náusea, esquecimento, tonturas e ondas de calor. Com base nessa análise, separaram as participantes em dois grupos: 1.257 tinham TPM e 2.463 não. Na segunda parte da pesquisa, acompanharam as mulheres até 2011 para saber qual delas desenvolveria a hipertensão. Juntando os dados, detectaram que as participantes com TPM tinham o risco de 1,4 de ter pressão alta quando comparada às voluntárias sem a complicação menstrual.

“Descobrimos que as mulheres que experimentam a TPM moderada ou grave tinham um risco maior de desenvolver hipertensão mais tarde do que as com poucos sintomas menstruais”, complementa a autora, que descarta a hipótese de que os problemas tenham uma relação de causa e efeito. “Nós não acreditamos que ter TPM é uma causa de pressão alta. Acreditamos que as duas condições partilham fatores de risco semelhantes e podem ter causas fisiológicas similares.”, destaca Johnson.

Semelhanças
Andre Wambier, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, indica um fator biológico comum vinculado a comportamentos adotados durante a tensão pré-menstrual e a reações do organismo submetido ao aumento da pressão arterial. “Existe um sistema, chamado eixo renina-angiotensina-aldosterona, que fica em disfunção quando a pessoa sofre de hipertensão. Ele funciona na regulação do sódio e do volume sanguíneo e, durante a TPM, também sofre um desequilíbrio, o que causa inchaços nos seios, por exemplo”, explica. Segundo Maria Elisa Noriler, responsável pelo Setor de Ginecologia Endócrina Infantopuberal e Climatério do Hospital Municipal Maternidade — Escola de Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, o corpo todo reage diferentemente nos dias que antecedem a menstruação. “Após ler esse trabalho, até passei a perguntar para minhas pacientes que sofrem com hipertensão se elas tem mais TPM”, conta a especialista. “Outro ponto importante de frisar é que esse é o primeiro estudo prospectivo a associar a síndrome da tensão menstrual com o risco de hipertensão no futuro, que contou também com um grande número de participantes.”

Também surpreendeu os cientistas e especialistas a constatação de que o risco de surgimento da hipertensão não sofreu interferências com o uso de contraceptivos orais ou de antidepressivos, registrado em algumas voluntárias. Os cientistas observaram ainda que as mulheres que consumiam de forma elevada a tiamina e a riboflavina (fontes de vitaminas B) apresentaram menores chances de ter a complicação cardíaca, independentemente da ocorrência da TPM.

Noriler destaca que a ingestão de vitamina B para tratar sintomas da TPM é uma alternativa clínica, mas destaca que as melhoras quanto à hipertensão podem auxiliar ainda mais a área médica. “Já recomendamos para as pacientes a ingestão de alimentos que têm vitamina B, como ovo, lentilha, fígado e amêndoas. Agora, sabendo que também pode ajudar a diminuir os riscos de hipertensão, ela se torna uma opção melhor, pois pode prevenir dois problemas”, destaca.

Prevenção
Os autores acreditam que as descobertas possam servir como um incentivo para a prevenção mais minuciosa da hipertensão. “Nossos resultados sugerem que as mulheres que têm TPM moderada ou grave devem prestar atenção na pressão arterial. No tratamento de TPM, precisam considerar aumentar a ingestão de vitaminas do complexo B para melhorar seus sintomas e, potencialmente, diminuir o risco de hipertensão”, destaca Johnson.

Wambier destaca ainda que a aplicação do estudo é importante devido ao alto índice de doenças cardiovasculares em mulheres. “Esse tema merece atenção, ainda mais agora, em que os registros de hipertensão em mulheres jovens têm subido. No caso do derrame, 34% das ocorrências têm como causa a pressão alta, e mais ou menos 18% dos casos de infarto também. Trabalhos como esse podem ajudar na prevenção dessas doenças”, avalia. 

Os cientistas adiantam que o trabalho terá continuidade e que o objetivo é encontrar mais ligações entre sintomas pré-menstruais e problemas cardíacos. “Gostaríamos de investigar quais fatores fisiológicos podem ligar a TPM e a pressão arterial elevada, e também testar diretamente se o tratamento de mulheres que têm TPM com vitaminas do complexo B pode ajudar a melhorar a hipertensão”, adianta a autora.

Correio Braziliense

Repelentes e inseticidas: conheça as principais dúvidas

Anvisa elaborou uma lista com os maiores questionamentos sobre o assunto

Desde que o Ministério da Saúde externou a possibilidade de haver relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia diagnosticados no País, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem recebendo diversos questionamentos relacionados ao uso de repelentes de insetos.

Por isso, a Agência elaborou uma lista com respostas às perguntas mais frequentes Confira abaixo as dúvidas mais frequentes sobre o assunto:

Quais as substâncias existentes em repelentes são eficazes para afastar o Aedes aegypti?
Para os repelentes de pele, classificados pela Anvisa como cosméticos, as substâncias ativas sintéticas registradas são o N,N-DIETIL-META-TOLUAMIDA ou N,N-DIETIL-3-METILBENZAMIDA (DEET), o Icaridin ou Picaridin e o EBAAP ou IR3535.Existem ainda produtos registrados contendo como substância ativa o extrato vegetal ou o óleo de plantas do gênero Cymbopogon (citronela).Já para os repelentes de ambientes, classificados pela Agência como saneantes, há dezenas de substâncias ativas. A maioria delas são piretroides.

Como saber se os produtos são registrado na Anvisa?
Todos os repelentes e inseticidas devem expor no seu rótulo o número de registro na Anvisa.Para os cosméticos, ou os repelentes de pele, o número do registro do produto, normalmente, aparece no rótulo como Reg. MS – X.XXXX.XXXX. O registro de cosméticos começa com o algarismo dois e possui nove dígitos. Para os repelentes de ambiente e inseticidas, classificados na Agência como saneantes, o registro começa com o algarismo 3 e também possui nove dígitos..

Os repelentes de tomada são eficazes contra o Aedes aegypti?
Os repelentes de tomada são produtos saneantes repelentes de ambiente que tiveram a eficácia comprovada contra o Aedes aegypti ao serem registrados pela Agência .Contudo, vale ressaltar que essa eficácia foi comprovada com cepas de mosquitos criados em laboratório. É possível que cepas presentes no meio ambiente apresentem resistência ao produto.Para saber se o aparelho pode ficar ligado o dia todo, consulte as instruções de uso na embalagem.

Gestantes e crianças menores de dois anos de idade podem utilizar todos os repelentes registrados na Anvisa?
Não há restrições de uso de repelentes para gestantes, desde que sejam seguidas as instruções presentes no rótulo do produto. No entanto, tais produtos não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Plantas e produtos caseiros são eficazes no combate ao Aedes aegypti?
Os “inseticidas naturais”, ou seja, produtos caseiros formulados à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, etc. não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento.

ANVISA