Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


domingo, 16 de março de 2014

Mais de 80% dos homens com câncer de cabeça e pescoço são ou foram fumantes

Pedro Ventura/ Agência Brasília
Apesar do grande número de casos, o potencial de prevenção
da doença é alto, devido a sua relação inerente com o
tabagismo e etilismo
Estudo aponta ainda ocorrências são mais frequentes em homens acima de 50 anos
 
Sete em cada dez casos de câncer de cabeça e pescoço atingem o público masculino. Desses pacientes, 83% são ou foram fumantes. O levantamento foi realizado pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).
 
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, entre os pacientes tratados nesse setor, 60% são vítimas de tumores localizados na boca e 40% na faringe ou laringe. O estudo aponta ainda que as ocorrências são mais frequentes em homens acima de 50 anos.
 
Além do tabagismo, o etilismo (consumo excessivo de álcool) também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer.
 
O médico Marco Aurélio Kulcsar, chefe da Clínica da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Icesp, afirma que o álcool, assim como o tabaco, tem uma relação expressiva com a doença. Quase 60% dos nossos pacientes são etilistas.
 
Ainda segundo o especialista, o Instituto do Câncer realizou no ano de 2013 cerca de 3.500 consultas no setor. O número mostra que, embora os tumores sejam passíveis de detecção precoce, por estarem em regiões visíveis, muitas vezes os sintomas passam despercebidos. 
 
Sintomas x Prevenção
O câncer de cabeça e pescoço compreende um grupo de neoplasias classificadas por localização, em áreas diretamente envolvidas com as funções de fala, deglutição, respiração, paladar, olfato e outros. Entre os sintomas manifestados estão: manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada ou com sangramento e cicatrização demorada, nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir. 
 
Apesar do grande número de casos, o potencial de prevenção da doença é alto, devido a sua relação inerente com o tabagismo e etilismo. Medidas simples como não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas em excesso, além de dar preferência a alimentos pobres em gordura e ricos em fibras, ajudam a evitar o desenvolvimento dos tumores.
 
Especialistas orientam também que as pessoas se habituem a examinar sua boca regularmente, já que, se detectadas na fase inicial, as neoplasias apresentam até 80% de chances de cura.

R7

Benefícios do Própolis

É extremamente raro encontrar  alguém que nunca tenha tomado ou que não conheça própolis. Afinal, estamos falando do remédio milagroso de noventa por cento das mães brasileiras. E como dizem que mãe tem um pouco de tudo – enfermeira, cozinheira, psicóloga, médica… – elas não poderiam estar erradas
 
Propriedades e como é feito
As abelhas produzem a própolis quando colhem uma substância de origem resinosa no pólen e em árvores, misturando-as posteriormente com suas próprias secreções. Para as abelhas, sua serventia é por proteger a colmeia, já para os seres humanos serve como protetor do organismo.
 
Conhecido como antibiótico natural, suas propriedades são antissépticas, antimicrobianas, anti-inflamatórias, antivirais, regeneradoras, analgésicas, antioxidantes, anestésicas, cicatrizantes e antifúngicas. Sua constituição é a seguinte: 25 a 35% de ceras; 5% de grãos de pólen; 10% de óleos essenciais; ésteres cafeinados de flavonoides; 50% de bálsamos aromáticos e resinas; todas as vitaminas do complexo B; próvitaminas A; ferro; cálcio; alumínio; magnésio; titânio; zinco; bromo e silício.
 
Indicações
Por todas as propriedades acima citadas, própolis é indicada para tratar e auxiliar no tratamento de diversos males, principalmente os causados por fungos, vírus e bactérias. Encaixam-se aí infecções de garganta, gripes e resfriados. Própolis é capaz também de diminuir os terríveis sintomas do reumatismo, hipertensão e diabetes, além de reduzir a fadiga e melhoras ulcerações em geral.
 
Amidalites, hemorroidas, estomatite, gengivite e outras doenças inflamatórias superficiais também são facilmente tratáveis por própolis, principalmente na versão de extrato alcoólico, já que cria uma película protetora quando aplicado no local afetado, trazendo melhores e prolongados resultados.
 
Pode-se fazer a mesma indicação para o tratamento de doenças dermatológicas e queimaduras de todos os graus.
 
Ainda, própolis possui um importante papel para evitar que as doenças acima citadas se manifestem. Ele atua diretamente na prevenção, já que com a ação de linfócitos fortalece a imunidade do organismo. Pode ser utilizada também para tratar bronquite infantil, pneumonia crônica, além de reduzir efeitos colaterais de radioterapia e quimioterapia.
 
Como utilizar?
Para beneficiar-se de própolis, adicione algumas gotas ao mel, sucos ou chás, para combater resfriados, gripes e outros males de origem interna. No caso de problemas de pele ou queimaduras, aplique algumas gotas diretamente na pele para que seja feita a limpeza e cicatrização do local.
 
remediocaseiro.com

Planos de saúde lideram ranking de queixas do Idec em 2013

Queixas mais recorrentes são negativa de cobertura e descredenciamento da rede assistencial
 
Pelo segundo ano consecutivo, o setor de planos de saúde lidera o ranking de queixas recebidas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), de acordo com balanço divulgado durante a semana em comemoração ao Dia Mundial do Consumidor, celebrado neste sábado (15). Os planos de saúde estão no topo da lista, com 26,66% das demandas feitas à entidade em 2013, com acréscimo de 6,26 pontos percentuais em relação a 2012.

Em seguida, vêm serviços financeiros (16,73%), produtos (13,05%) e telecomunicações (12,53%). Outros setores, que englobam imóveis, transporte, lazer e serviços públicos, corresponderam a 31,03% dos registros feitos por consumidores no Idec. No ano passado, o instituto registrou 13.541 demandas, sendo 8.040 dúvidas de relações de consumo e 5.501 pedidos de informação sobre processos judiciais.

A coordenadora executiva, Elici Bueno, disse que o ranking do Idec nada mais é do que a ponta do iceberg de milhões de consumidores insatisfeitos com a má qualidade na prestação de serviços e produtos no âmbito da iniciativa privada ou governamental.

— Esperamos que esses valores diminuam cada vez mais e que essa queda represente a retomada contínua do respeito aos direitos do consumidor.
 
Sobre planos de saúde, as queixas mais recorrentes são negativa de cobertura, reajustes abusivos e descredenciamento da rede assistencial. Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec disse que os problemas se concentram na regulação.

— A ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, não está resolvendo, apesar de algumas iniciativas nos últimos dois anos.

Entre essas iniciativas, ele cita a suspensão da venda de planos de saúde. Atualmente, há 111 planos de saúde de 47 operadoras com a comercialização suspensa.

— Mas, me parece que o mercado não está respondendo de maneira positiva. Talvez seja o caso de ter medidas mais enérgicas, como a suspensão definitiva e não apenas temporária de alguns planos.

O setor de saúde privada abrange cerca de 50 milhões de brasileiros.

— Quando as empresas não entregam o serviço que prometem entregar, o consumidor é punido porque pagou e não recebeu pelo serviço e acaba recorrendo ao SUS, Sistema Único de Saúde.
 
No setor financeiro — bancos, cartões de crédito, financiamento e consórcios —, as principais reclamações no Idec são cobranças indevidas, negativa de renegociação de dívida e falta de informação sobre o CET (Custo Efetivo Total) de operações de crédito.

Nas reclamações sobre problemas com produtos, como celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, os consumidores queixam-se de defeitos e falha na assistência técnica. Em telecomunicações, falha do sinal, cancelamento do serviço, validade de créditos pré-pagos e cobrança indevida lideram os atendimentos.

Em nota, a Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), que representa as operadoras de planos de saúde, contestou os dados divulgados pelo Idec, “por se tratar de instituto particular que representa apenas consumidores associados e não o universo da categoria”.
 
— Por esse motivo, entendemos que esse ranking fica comprometido por falta de isenção e critérios técnicos transparentes.

A ANS informou que, somente no ano passado, recebeu 102 mil reclamações de consumidores, entre 1,2 milhão de contatos recebidos. Na intermediação de conflitos entre operadoras de planos de saúde e consumidores, a agência disse que obteve o índice de 85,5% de resolução sem a necessidade de abertura de processos administrativos.

Segundo a ANS, o programa de monitoramento avalia a prestação do serviço das operadoras por meio das queixas registradas pelos usuários nos canais de atendimento da agência.

— Dessa maneira, os planos com maior número de reclamações não solucionadas adequadamente ficam impedidos de ser comercializados até conseguir reestruturar a assistência ao beneficiário.

Desde 2012, a ANS suspendeu temporariamente a venda de 783 planos de saúde de 105 operadoras.
 
R7

Cientistas descobrem droga que reduz a absorção de sódio pelo organismo

Sal em excesso pode causar hipertensão arterial
Com o nome de tenapanor, a droga poderia ajudar pacientes com doença renal, diabetes e outras condições que prejudicam a capacidade de regular a ingestão de sal
 
De insignificante coadjuvante do temido açúcar e das odiadas calorias, o sódio passou a um dos protagonistas das tabelas nutricionais. Hoje, pessoas que buscam uma dieta saudável não deixam de checar a proporção desse composto nos alimentos, especialmente nos industrializados, nos quais aparece em maior quantidade.
 
O desejo, no entanto, sempre é o mesmo: manter o sabor sem prejudicar o organismo. Pois, agora, pesquisadores norte-americanos ligados a uma empresa farmacêutica relatam ter alcançado esse feito.
 
Em artigo publicado na edição de hoje da Science Translational Medicine, eles divulgam os dados de testes com um novo medicamento que ajuda a remover o sódio do organismo, sem que seja necessária qualquer alteração na dieta.
 
Com o nome de tenapanor, a droga poderia ajudar pacientes com doença renal, diabetes e outras condições que prejudicam a capacidade de regular a ingestão de sal. Atualmente, os medicamentos usados para controlar a quantidade de sódio no corpo são diuréticos e anti-hipertensivos, que exigem que o paciente reduza o consumo da substância.
 
Normalmente, a maior parte do cloreto de sódio consumido é recolhido por um transportador específico nas membranas das células do intestino. O tenapanor, um próton permutador de sódio (NHE3), impede essa absorção.

O remédio funciona bloqueando a atividade do transportador da membrana celular, NH3, o que impede que o sódio se infiltre no sangue e em outros tecidos. Em vez disso, o excesso é excretado pelas fezes.
 
A equipe liderada por Andrew Spencer, da Plato BioPharma, testou os efeitos do fármaco em ratos normais e em seres humanos saudáveis. Quando administrado por via oral a camundongos, o tenapanor atuou no trato gastrointestinal inibindo a absorção de sódio.

“Nos seres humanos, o tenapanor reduziu a excreção urinária de sódio e conduziu a um aumento de magnitude semelhante nas fezes”, relatam os autores do artigo.
 
Em outros experimentos com camundongos, os pesquisadores descobriram que a associação do tenapanor a uma popular droga anti-hipertensiva, chamada enalapril, mostrou-se ainda mais eficaz.
 
Embora sejam necessários mais estudos, os resultados sugerem que o tenapanor poderia ser uma nova ferramenta para manter o sódio sob controle.

Correio Braziliense

Gel do dia seguinte pode combater o HIV, testes apresentam 83% de eficácia

Cientistas dos Estados Unidos criam substância que poderá ser usada até três horas após a exposição ao vírus da Aids
 
Géis vaginais contendo medicamentos que combatem a infecção pelo HIV são estudados há alguns anos, mas a linha de pesquisa perdeu forças especialmente pela baixa adesão das mulheres que testaram a estratégia. O principal motivo é que precisam ser aplicados cerca de 30 minutos antes da relação sexual, o que, segundo elas, pode atrapalhar o sexo.
 
Resultados encontrados por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, nos Estados Unidos, devem dar novo impulso a trabalhos nessa linha. De acordo com artigo publicado hoje na revista científica Science Translational Medicine, cinco de seis macacas não foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV), correspondente do HIV para os primatas não humanos, usando uma espécie de gel do dia seguinte, aplicado três horas após a exposição ao micro-organismo.
 
A grande diferença está no tipo de antirretroviral empregado. O HIV tem um ciclo próprio para infecção do organismo e entra na célula utilizando alguns mecanismos.
 
O medicamento utilizado nos géis microbicidas que devem ser aplicados antes da relação atua no início do ciclo. Já as drogas testadas no novo produto agem no final, no momento em que o material genético do vírus se integra à célula do hospedeiro humano. Essas drogas pertencem à classe dos inibidores de integrase.
 
Há três usados no tratamento contra o HIV em pessoas infectadas. Um deles é o raltegravir — presente no gel testado nas cobaias.

A hipótese dos pesquisadores é de que, como esses antirretrovirais agem em uma fase mais tardia do ciclo viral, eles seriam melhores para prevenir contra a infecção nas primeiras horas após a exposição ao vírus.
 
A pesquisadora Valdileia Veloso, do Laboratório de Aids do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, explica que o método se insere em um conjunto de estratégias para prevenir a aquisição e a infecção do HIV.
 
Entre elas, a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós-exposição. No primeiro caso, uma pessoa que tem risco alto de adquirir o vírus por estar em situação de exposição, como profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis, podem se prevenir tomando antecipadamente antirretrovirais, diminuindo o risco de infecção.

Já a profilaxia pós-exposição é indicada para o indivíduo que não tomou remédios, não usou preservativo e se expôs ao HIV.
 
A técnica é voltada principalmente aos agentes de saúde que foram expostos ao vírus de forma acidental, mas também atende casos de falha nas medidas de prevenção após relações sexuais. Nesse caso, doses do coquetel usado para combater a infecção em pessoas já diagnosticadas precisam ser ministradas até 72 horas após a exposição e por cerca de 28 dias.
 
Dessa forma, o vírus é combatido no instante em que entra na corrente sanguínea do indivíduo, impedindo que ele se instale definitivamente. Esse é o mesmo princípio usado pelo novo gel norte-americano, segundo Veloso.

Correio Braziliense

Caso raro de transmissão de HIV entre mulheres é divulgado nos EUA

Uma mulher "provavelmente adquiriu" o vírus da Imunodeficiência Humana em uma relação sexual com sua parceira
 
Washington - Um caso raro de possível transmissão de HIV entre mulheres foi anunciado nesta quinta-feira (13/3) por autoridades de Saúde americanas.

Uma mulher, de 46 anos, "provavelmente adquiriu" o vírus da Imunodeficiência Humana em uma relação sexual com sua parceira, portadora do HIV, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

A paciente, que não teve o nome revelado, já teve relações heterossexuais anteriormente, mas não nos dez anos anteriores à infecção.
 
Sua companheira, que tem 43 anos e foi diagnosticada em 2008, foi sua única parceira sexual nos seis meses antes do teste positivo do vírus causador da Aids.

A mulher não apresentou nenhum dos outros fatores de risco, como drogas injetadas através de agulha, transplante de órgão, acupuntura, ou sexo desprotegido com mais de um parceiro.

O vírus tinha 98% de semelhança genética com o de sua parceira, divulgou o CDC em seu relatório semanal.

O casal disse não ter recebido informações sobre práticas de sexo seguro e contou que mantém relações sem proteção rotineiramente.

"Elas descreveram seu contato sexual como algumas vezes intenso, chegando a levar ao sangramento de uma delas", explica o texto do CDC.
"Elas também informaram terem sexo sem proteção durante seu período de menstruação" completou a nota.

A mulher infectada desde 2008 tinha recebido prescrição de medicamentos antirretrovirais em 2009, mas parou de tomá-los em novembro de 2010.

Segundo o CDC, apesar de casos como esse serem raros, "transmissão entre mulheres são possíveis porque o HIV pode ser encontrado no líquido vaginal e no sangue da menstruação".

O instituto reforçou que pessoas com HIV precisam ficar sob atenção médica e fazer uso dos remédios prescritos, para reduzir o risco de infectar o parceiro.

Poucas ocorrências desse tipo já foram documentadas, e a confirmação "tem sido difícil pelo fato de outros fatores de risco quase sempre estarem presentes, ou de ser impossível eliminá-los", informou o CDC.

Correio Braziliense

ANS decide ampliar "Espaço Você Saudável" em seu portal na internet

Os clientes de planos de saúde tomarão conhecimento, ainda, das principais ações de promoção da saúde e prevenção de doenças
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu ampliar o Espaço Você Saudável, criado em seu portal, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS,) com o objetivo de “despertar nas pessoas mudanças de comportamento que tenham impacto direto na melhoria da qualidade de vida”. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13/3) pela instituição, por meio de sua assessoria de imprensa.
 
O espaço traz maior conteúdo sobre saúde e qualidade de vida, abordando desde as várias etapas saudáveis do desenvolvimento de bebês, por exemplo, até a prevenção e o controle de drogas, inclusive álcool.
 
As orientações incluídas no Espaço Você Saudável resultam de cooperação entre a ANS, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), entre outras entidades.

Os clientes de planos de saúde tomarão conhecimento, ainda, das principais ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. A ANS destacou que a partir de 2011, em especial, com a publicação das Resoluções Normativas nº 264 e 265, “que incentivam a criação pelas operadoras de programas voltados à promoção da saúde e prevenção de doenças”, cresceu o número de programas inscritos na agência.

De acordo com a ANS, os resultados apurados mostram que diminuiu a taxa de internação por doenças crônicas. Foi reduzida também a exposição das pessoas a fatores de risco, entre os quais inatividade física, alimentação inadequada e tabagismo.
 
Correio Braziliense

Campanha orienta população sobre tratamentos para incontinência urinária

A campanha que visa conscientizar a população sobre esse
 problema que afeta homens e mulheres de todas as idades
Coordenador do Departamento de Urologia Feminina da SBU, Márcio Averbeck, disse à Agência Brasil que estão definidas, até o momento, atividades em Porto Alegre e São Paulo
 
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aproveita o Dia Mundial da Incontinência Urinária, comemorado nesta sexta-feira (14/3), para divulgar a campanha Segura Aí, que visa conscientizar a população sobre esse problema que afeta homens e mulheres de todas as idades. A campanha educativa junto ao público leigo começa no próximo dia 26, nas ruas e em unidades hospitalares de várias localidades do país.

O coordenador do Departamento de Urologia Feminina da SBU, Márcio Averbeck, disse à Agência Brasil que estão definidas, até o momento, atividades em Porto Alegre e São Paulo. A capital paulista concentra a maior parte dos serviços médicos do Brasil. Outras capitais deverão aderir ao movimento.

“A ideia é fazer atividades de divulgação em locais de ampla movimentação de pessoas. Em Porto Alegre, foi escolhida a Esquina Democrática, no centro da cidade, próximo ao Mercado Público. Além disso, vão ser abordadas algumas instituições hospitalares”, informou. Na capital gaúcha, por exemplo, Averbeck citou o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, que atende grande número de mulheres com queixa de incontinência urinária.

Em cada uma das cidades que sediarão a campanha, um médico urologista membro da SBU, acompanhado por uma equipe, estará divulgando publicações que explicarão às pessoas o que é a incontinência urinária e as modalidades de tratamento existentes. “Infelizmente, a gente sabe que muitas pessoas acabam não procurando ajuda, tendo esse problema de incontinência urinária”.

Segundo Averbeck, a prática médica mostra que quando as pessoas procuram ajuda, em geral elas se encontram em uma etapa em que a perda involuntária de urina está mais severa e as chances de tratamento com cura não são as melhores. O constrangimento ou vergonha de falar do assunto com outras pessoas é um dos fatores que levam quem sofre desse problema a não buscar ajuda médica e, muitas vezes, a se afastar do convívio social.

 Outro fator identificado pela prática clínica é o fato de as pessoas acreditarem que a incontinência urinária é algo que acontece, de forma normal, com o envelhecimento, “o que não é verdade”, acentuou Márcio Averbeck. Ele deixou claro que “em qualquer etapa da vida, a incontinência urinária atrapalha muito a qualidade de vida das pessoas”.

Acrescentou que, muitas vezes, o problema acaba levando as pessoas que sofrem dessa doença à depressão e até ao suicídio. Um estudo europeu demonstrou que idosos que levantam duas ou mais vezes à noite para urinar, ou seja, que podem ter a bexiga hiperativa - uma das causas da incontinência urinária, têm risco aumentado de quedas e fraturas e mortalidade maior do que a população em geral, relatou o médico. “A incontinência urinária gera um prejuízo importante na qualidade de vida do indivíduo”, frisou.

O terceiro fator que leva as pessoas a não procurarem auxílio médico é o desconhecimento sobre as modalidades de tratamento. Hoje, com a evolução técnica, Averbeck assegurou que as cirurgias, quando necessárias, são minimamente invasivas. Existem três tipos de incontinência urinária. Uma delas é a incontinência por esforço, que ocorre quando a pessoa tosse, espirra, levanta peso ou ri.
 
A incontinência urinária de urgência é um sinônimo de bexiga hiperativa e ocorre quando há uma súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro. Um terceiro tipo de perda involuntária de urina mistura esses dois sintomas. Além desses tipos, existe a incontinência por transbordamento, que afeta com mais frequência homens que têm aumento da próstata e apresentam dificuldade de esvaziar a bexiga.

Em consequência dessa dificuldade, a bexiga começa a transbordar e ocorre um gotejamento contínuo de urina. Esse tipo de incontinência é muito perigoso, disse o urologista, porque pode indicar insuficiência renal aguda. Averbeck lembrou que, a partir de janeiro deste ano, as pessoas que sofrem de incontinência urinária contam com dois novos procedimentos para o tratamento, incluídos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para 2014.

Um deles é o implante do esfíncter urinário artificial em homens que sofrem de incontinência urinária, após a remoção cirúrgica da próstata. “A gente estima que entre 5% e 10% dos homens que fazem a cirurgia radical da próstata vão apresentar incontinência urinária persistente, com necessidade de tratamento. A gente sabe que esse esfíncter urinário artificial beneficia esses homens”. O médico lembra que, no Brasil, o câncer mais frequente nos homens é o da próstata.

Outro tratamento que entrou no rol da ANS é o implante de um marcapasso da bexiga, chamado tecnicamente de neuromodulação sacral. Ele consiste na estimulação elétrica do nervo da pelve para melhorar o sintoma de urgência em pacientes que têm incontinência urinária de urgência. Cerca de 18% da população brasileira apresentam sintomas de bexiga hiperativa. No Rio Grande do Sul, que tem uma população de 10 milhões de pessoas, são 2 milhões de pessoas que sofrem os sintomas da bexiga hiperativa.

O implante do marcapasso é importante para os pacientes que não respondem aos tratamentos mais conservadores, apontou. O urologista da SBU disse ainda que menos de um terço dos brasileiros que sofrem de incontinência urinária procura ajuda médica e, dentre os que procuram auxílio clínico, 70% relatam que o tratamento feito não foi suficiente para resolver o problema. “Isso significa dizer que hoje as pessoas não conhecem e não desfrutam de todas as modalidades de tratamento que a gente tem para oferecer no armamentário para essas condições”.

Por meio da divulgação do problema, a SBU quer melhorar as condições de saúde da população brasileira. Averbeck informou que os sintomas de bexiga hiperativa são mais comuns e mais frequentes na população do Brasil do que a asma e o diabetes, que são doenças crônicas e bastante conhecidas. “A bexiga hiperativa é tão prevalente e tão frequente, ou até mais, que o diabetes”, disse. A campanha Segura Aí, de esclarecimento da incontinência urinária, é realizada pela SBU em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

Correio Braziliense

Remédios contra a pressão alta aumentam em até 40% o risco de tombos

Erros na dosagem e a interação com outros medicamentos podem explicar o efeito adverso
 
Os brasileiros com mais de 65 anos representam 7,4% do total da população do país, e a tendência é de que esse percentual cresça consideravelmente.
 
O IBGE estima que eles representarão 26,7% dos brasileiros em 2060. O avanço eleva as preocupações com a saúde dessa faixa populacional, em especial em torno de dois inimigos recorrentes na terceira idade: a hipertensão e as quedas. Um estudo publicado pelo periódico Jama Internal Medicine relaciona os problemas.
 
Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, sugerem que a ingestão de medicamentos para controlar a pressão alta pode fazer com que idosos caiam com mais facilidade.
 
Os cientistas investigaram os registros de 4.961 pessoas com mais de 70 anos para identificar qual a relação dos medicamentos com as quedas.
 
Dos voluntários, 14% não tomavam remédios para a hipertensão, 55% ingeriam em doses moderadas e 31% eram medicados com quantidades maiores. Ao longo de três anos, percebeu-se que os idosos sob medicação eram de 30% a 40% mais propensos a cair.
 
Durante o período, 446 deles (9%) apresentaram lesões graves decorrentes de quedas e 111 (24,9%) morreram em decorrência de complicações causadas após acidentes do tipo. Uma das explicações cogitadas pelo grupo é que falhas na medicação podem provocar o problema.

“Os pacientes mais velhos e os médicos precisam pesar os danos, bem como os benefícios desses medicamentos, especialmente quando os prejuízos podem ser tão graves quanto as doenças e os eventos cardiovasculares que esperamos evitar com os remédios”, alerta Mary Tinetti, principal autora do estudo.
 
“Os idosos podem ficar na posição difícil de escolher se continuam com a medicação para controlar a pressão arterial e enfrentam os efeitos colaterais que podem levar às quedas ou se suspendem os medicamentos e encaram um maior risco de ataques cardíacos e de acidentes vasculares cerebrais”, detalha.

Correio Braziliense

Novo tratamento eleva sobrevida de paciente com câncer de colo do útero

Método aumenta em 4 meses a sobrevivência global de mulheres. Dados foram publicados em periódico científico nesta quarta-feira (12)
 
Um novo tratamento desenvolvido e testado em um hospital de Barcelona, na Espanha, melhora a sobrevivência das pacientes com câncer de colo do útero e reduz em 30% a taxa de mortalidade por esse tipo de tumor. Os dados foram publicados nesta quarta-feira (12) na revista científica "The New England Journal of Medicine".
 
A oncologista ginecológica e coordenadora do estudo, Ana Oaknin, explica que os cientistas compararam "a eficácia do tratamento padrão baseado em quimioterapia" com outro ao qual acrescentaram "um novo agente, um anticorpo monoclonal, que inibe a angiogênese", ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos e o crescimento dos tumores.
 
A pesquisa marca, segundo a cientista, a primeira vez que um tratamento médico consegue prolongar a sobrevivência dessas pacientes mais de 12 meses. Segundo Oaknin, o novo tratamento aumenta em 4 meses a sobrevivência global, em uma doença que tem uma incidência baixa mas que afeta sobretudo a mulheres de entre 30 e 40 anos.
 
Até agora, quando fracassava o tratamento padrão (cirurgia em estágios iniciais e uma combinação de quimioterapia e radioterapia em estágios avançados), as pacientes com câncer de colo do útero tinham como única opção a quimioterapia convencional, mas sua sobrevivência era de aproximadamente um ano.
 
Testes clínicos
O estudo foi realizado com 452 pacientes que tinham câncer de colo do útero em 164 hospitais americanos e espanhóis. Segundo Oaknin, "até 2009, ano em que começou o teste clínico, era muito difícil que essas pacientes vivessem mais de um ano, mas conseguimos prolongar sua sobrevivência 17 meses".
 
Uma das pacientes que já provou o novo tratamento é Stania García. Ela conta que após receber o anticorpo se sente "bem, em geral com muita energia" e que pode "sair de casa, correr e passear". "Me sinto muito melhor, porque com o tratamento anterior estava muito cansada", compara a paciente.
 
Arte HPV - vale este (Foto: G1)
 
O câncer de colo do útero é diagnosticado a cada ano em cerca de 500 mil mulheres no mundo, das quais a metade morre, 90% delas nos países em desenvolvimento.
 
Embora o câncer de colo de útero seja a principal causa de morte em mulheres jovens, as taxas desse tipo de doença nos países desenvolvidos diminuíram drasticamente graças ao rastreamento que se realiza através de citologia (estudo das células) e dos teste de vírus do papiloma humano (HPV).
 
G1

Mulheres solteiras têm mais risco de morrer de problemas cardíacos

BDBR_hipertenso (Foto: Bom Dia Brasil)
Foto: Reprodução/Bom Dia Brasil
Mulheres solteiras e casadas contrairam mesmas  doenças
cardíacas, mas mortalidade entre as solteiras foi maior
Pesquisa da Universidade de Oxford constatou maior mortalidade no grupo. Enquanto mortalidade entre casadas foi de 3%, entre as solteiras, foi de 4%
 
As mulheres solteiras têm 28% mais risco de morrer por problemas cardíacos do que as casadas, revela um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford.
 
A pesquisa, publicada nesta quarta-feira (12) pela revista "BMC Medicine", foi realizada com base no acompanhamento de 735 mil mulheres britânicas, as quais apresentavam uma média de idade de 60 anos, não tinham um histórico prévio de problemas cardiovasculares e que foram acompanhadas durante oito anos.
 
Após oito anos de análises, os cientistas concluíram que as mulheres casadas - 81% do total - contraíam as mesmas cardiopatias isquêmicas que as mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas, mas sua taxa de mortalidade era consideravelmente mais baixa.
 
Ao término do estudo, três em cada 100 mulheres casadas morreram por problemas cardíacos, enquanto, no outro grupo, essa média era de quatro em cada 100.
 
Os especialistas da Universidade de Oxford consideram que as diferenças entre os grupos pode estar relacionada, principalmente, a fatores socioeconômicos e de estilo de vida.
 
Embora os cientistas tenham mencionado que essas conclusões não são definitivas, eles acreditam que as mulheres casadas poderiam ter mais segurança financeira e mais apoio por parte de seu parceiro na hora de seguir um estilo de vida mais saudável.
 
O estudo explica, entre outros fatores, que as mulheres solteiras são mais propensas a viver em zonas desfavorecidas, fazer menos exercício físico, consumir mais tabaco e ter mais níveis de depressão, frente a um maior nível de ingestão de álcool entre as casadas.
 
Esta pesquisa faz parte de uma série de estudos da Universidade de Oxford sobre fatores que relacionam o estilo de vida com doenças, como o câncer de mama, sob o título de "The Million Women Study".
 
G1

Entenda a importância do café da manhã

Você tem o hábito de tomar café da manhã? A refeição, tão importante para a manutenção da saúde, é ignorada por até 30% dos brasileiros adultos. Esta refeição auxilia na manutenção de um peso saudável e na prevenção de  doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
 
O café da manhã é ainda mais importante, pois é a primeira refeição do dia após 7 a 8 horas de jejum.
 
Se a pessoa não come no início da manhã, corre o risco de ter uma ingestão excessiva de alimentos bem maior, como um processo de compulsão no final da manhã ou mesmo no almoço, consumindo alimentos altamente energéticos. O fracionamento adequado da alimentação, o que inclui a realização do café da manhã, é um ponto chave para o controle da fome e da saciedade no decorrer do dia.
 
Crianças que não fazem a refeição apresentam ingestão reduzida de nutrientes como, por exemplo, vitaminas A, E, C, B6, B12, folato, ferro, cálcio, fósforo, magnésio, potássio e fibra alimentar. Os especialistas recomendam que o dia seja composto de quatro a seis refeições diárias, distribuídas em três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar), com 15% a 35% das recomendações diárias de energia, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5% a 15% das recomendações diárias de energia.
 
Mesmo com a escassez de tempo, é possível incluir alimentos de alto valor nutritivo no café da manhã, como o iogurte, por exemplo. O iogurte é um alimento fonte de cálcio (em média 120mg de cálcio a cada 100g), nutriente que exerce papel fundamental na saúde óssea. O consumo de uma porção de iogurte natural por dia oferece 29% da recomendação diária de cálcio. Ele contém proteínas de alto valor biológico e probióticos. Além disso, no iogurte a lactose (açúcar do leite) é parcialmente fermentada pelas bactérias, podendo ser uma alternativa de consumo de um alimento fonte de cálcio por indivíduos com intolerância à lactose. 
 
Segundo a nutricionista, Marcia Vitolo, além do iogurte, outros alimentos como frutas, biscoitos integrais, queijos pasteurizados, bolos simples, mix de castanhas e frutas secas, são ótimas opções no café da manhã.
 
Universo Jatobá

França proíbe milho geneticamente modificado da Monsanto antes do plantio

AFP
A decisão está programada para evitar qualquer semeadura
de milho transgênico por parte dos agricultores
França proíbe milho geneticamente modificado da Monsanto antes de plantio
 
O Ministério da Agricultura francês proibiu neste sábado (15) a venda, uso e cultivo de milho MON 810 geneticamente modificado da Monsanto, a única variedade atualmente autorizada na União Europeia.
 
O governo francês, que mantém que as culturas geneticamente modificadas apresentam riscos ambientais, vem tentando colocar uma nova proibição ao milho após seu mais alto tribunal ter derrubado medidas semelhantes duas vezes anteriormente.
 
A decisão está programada para evitar qualquer semeadura de milho transgênico por parte dos agricultores antes de um projeto de lei que será debatido em 10 de abril e é destinado a proibir o plantio organismos geneticamente modificados.
 
Diferenças de longa data entre os países da UE ressurgiram em fevereiro, quando eles não conseguiram chegar a um acordo sobre se devem ou não aprovar uma outra variedade de milho geneticamente modificado, o Pioneer 1507, desenvolvido pela DuPont e Dow Chemical, deixando o caminho aberto para a Comissão da UE liberá-lo para o cultivo.
 
A França tenta ganhar apoio para reformar as regras da UE.
 
iG