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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A Síndrome das Pernas Inquietas

Por Dr. André Felício, CRM 109.665, neurologista, doutorado pela UNIFESP/SP, pós-doutorado pela University of British Columbia/Canadá, e médico pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein/SP

A cena é conhecida: a pessoa está se preparando para deitar, depois de um longo dia, e, neste exato momento de descanso, as pernas começam a doer, e há uma intensa vontade de balançar os membros inferiores. Trata-se da síndrome das pernas inquietas, a SPI, um problema neurológico que acomete de 5 a 10% da população, mas é pouco reconhecido.

A denominação “pernas inquietas” se refere ao fato de o indivíduo ter que movimentar as pernas para aliviar os sintomas desconfortáveis, como dor, formigamento e ardor nas pernas, do joelho para baixo, especialmente no final do dia, e que pode piorar em períodos de repouso prolongado.

Outra pista para o diagnóstico de síndrome das pernas inquietas são os movimentos periódicos dos membros, que ocorrem à noite durante o sono, e são involuntários. É bastante percebido no dia seguinte, quando se nota o excesso de bagunça nos lençóis.

Em relação a fatores que podem agravar a síndrome, destaca-se o consumo abusivo de cafeína, um dos vilões de quem sofre desta síndrome. Por outro lado, movimentar-se (caminhar ou correr) e fazer massagem nas pernas são dicas boas para aliviar estes sintomas, e muitos dos que sofrem da síndrome das pernas inquietas, nesta hora, podem contar com os parceiros de cama para auxiliar com massagens ou outras técnicas de relaxamento.

Ainda não há formas de prevenção para a síndrome das pernas inquietas, até porque uma parte grande dos casos é hereditária. A boa notícia é que há algumas medicações que podem amenizar bastante os sintomas como remédios das seguintes classes: agonistas dopaminérgicos, anticonvulsivante e benzodiazepínico. Como sempre, o ideal é buscar orientação de um médico familiarizado com este problema, que irá sugerir a melhor opção de tratamento ao paciente, após confirmar o diagnóstico.

Blog da Saúde

Cientistas transformam gordura ‘má’ em ‘boa’, aquela que ajuda a queimar calorias

Estudo publicado na 'Cell Reports' mostra que estrutura molecular da gordura branca pode ser transformada para que ela fique bege. Transformação contribuiu para a perda de peso consistente em camundongos

Acima, à esquerda, células brancas de gordura de camundongos utilizados na pesquisa.  Na outra imagem, à direita, células sem a proteína PexRAP transformaram o aspecto da gordura, que ficaram mais fáceis de 'queimar' (Foto: Irfan J. Lodhi/Washington University School of Medicine/Cell Reports)
Acima, à esquerda, células brancas de gordura de camundongos utilizados na pesquisa. Na outra imagem, à direita, células sem a proteína PexRAP transformaram o aspecto da gordura, que ficaram mais fáceis de 'queimar'
(Foto: Irfan J. Lodhi/Washington University School of Medicine/Cell Reports)







O nosso organismo acumula uma gordura boa e outra ruim. A boa gordura (marrom) ajuda a queimar calorias e está associada à habilidade do corpo de produzir calor; já a “ruim” (branca), contribui para o acúmulo de calorias -- o que leva ao ganho de peso, à obesidade e a problemas associados, como o aumento da prevalência de condições como diabetes e hipertensão.

Desde a distinção entre essas duas gorduras, a ciência tenta identificar uma maneira de aumentar a produção de gordura boa. Uma possível contribuição nessas empreitadas é a da Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos, que "encontrou" uma maneira de converter a gordura ruim em marrom em camundongos. O método foi publicado nesta terça-feira (19) na “Cell Reports”.

Pesquisadores demonstraram que o bloqueio da atividade de uma proteína específica na gordura branca a transformou em gordura bege, um tipo de gordura entre a branca e a marrom. Nos camundongos em que a proteína 'PexRAP' foi bloqueada, não houve mais sua produção nas células de gordura. Essas cobaias também se tornaram mais magras que as demais, mesmo quando comiam a mesma quantidade de alimento que outros ratos. Ainda, cobaias que tiveram sua gordura modificada queimaram mais calorias.

O processo também fez com que as células de gordura aquecessem e, com isso, queimassem calorias. Segundo os pesquisadores, mesmo que a gordura branca não tivesse se transformado inteiramente em marrom, a bege também contribui para que o corpo queime mais calorias. "Ao visar a gordura branca, podemos converter gorduras ruins em um tipo de gordura que combata o ganho de peso", detalha

Lodhi. Lodhi e equipe esperam que algum tipo de terapia possa ser desenvolvida com base no que foi feito em laboratório: a ideia é que um medicamento seja capaz de bloquear uma proteína da gordura branca em seres humanos com segurança.

Frio influencia produção de gordura boa
Em uma outra etapa da pesquisa, camundongos foram colocados em um ambiente frio e os níveis de proteína bloqueada também diminuíram dentro da gordura branca -- o que permitiu que a gordura tivesse um aspecto que a deixasse mais próxima da gordura marrom.

A gordura branca é encontrada na barriga, quadris e coxas. Já a marrom, está localizada perto do pescoço e dos ombros.

Essas diferenciações entre os diferentes tipos de gordura são relativamente recentes na ciência: a gordura marrom foi descrita primeiramente em artigo do "New England Journal of Medicine" em 2009; já a bege, foi apresentada em 2015.

G1

Exame pode aumentar chances de gravidez natural após ser realizado

Histerossalpingografia é o segundo mais procurado para rastreio de infertilidade

Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2017 – O nome pode até assustar, mas o exame de Histerossalpingografia (HSG) é um importante aliado na hora de investigar qualquer suspeita de infertilidade entre as mulheres, ficando em segundo lugar entre os exames do gênero – atrás somente do espermograma. No Brasil, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a estimativa de que 300 mil casais – em torno de 15% – não consigam ter uma gestação e filhos de forma natural, precisando recorrer a tratamentos de reprodução assistida. Porém, há estudos que mostram a eficácia do exame de HSG no estímulo da gestação, com até 20% dos casais que se submeteram a ele tendo sucesso na fertilização natural.

Segundo o radiologista Antonio Coutinho Jr., integrante do corpo clínico do Alta Excelência Diagnóstica, o exame é focado na anatomia feminina e consiste em uma radiografia do útero e das trompas que mapeia o caminho da fecundação. Desta forma, o especialista pode identificar, através do contraste, qualquer problema que exista no corpo da paciente e que esteja impedindo a fertilização do óvulo, como trompas alteradas, obstruções tubárias, fibrose nas regiões peritubáricas e outras anormalidades. Pacientes que já tiveram infecções ou cirurgias pélvicas, tumores benignos no útero ou perdas gestacionais também podem faze-lo sem qualquer complicação. Praticamente indolor, sem necessidade de internação e rápido, ele demora cerca de 30 minutos para ser feito.

“Já tivemos relatos de casos de gestações após a realização do exame. Em alguns estudos, cerca de 11 a 20% de casais previamente inférteis cuja mulher fez HSG engravidaram dentro de quatro meses após o exame, e essa taxa sobe para 20 a 30% quando eles também fazem algum tipo de tratamento após a procura do especialista”, conta o dr. Antonio. Isso tende a acontecer provavelmente pelo estímulo provocado pelo exame no aparelho reprodutor feminino com a lavagem mecânica das trompas, o estímulo dos cílios da mucosa tubária e a liberação de aderências peritubárias frouxas, porém ainda sem confirmação.

A HSG deve ser realizado uma semana após o início da menstruação, mas antes do período em que a paciente esteja ovulando, para o especialista ter a certeza de que ela não estará grávida durante o exame. Caso a mulher tenha qualquer infecção ou inflamação ginecológica ainda não completamente curada, é indicado que ela procure um especialista na área para finalizar o tratamento antes de submeter-se à HSG.

“Como não é um exame muito comum, sempre me preocupo em tirar todas as dúvidas que a paciente possa ter antes de iniciá-lo. Para isso, uso um modelo de plástico que recria o útero para que elas possam ver tudo o que será feito durante a HSG. Isso costuma dar mais confiança para a paciente e reduzir a ansiedade”, explica o radiologista.

Para aumentar um pouco mais o conforto das mulheres, o exame no Centro Médico do BarraShopping é feito com o contraste aquecido no aparelho, o que diminui a intensidade das cólicas – comuns de acontecerem durante o procedimento. Outro fator que melhora o desconforto é a injeção do contraste através de um cateter flexível e fino. O exame está disponível para agendamento com antecedência no Alta Excelência Diagnóstica da Barra da Tijuca. Para garantir maior conforto e bem-estar, as pacientes são atendidas no Espaço Mulher, um ambiente exclusivo localizado dentro do laboratório.

Foto: Reprodução

Informações para a imprensa
Saúde em Pauta
Paula Borges – (21) 99789-7643
E-mail: paula@saudeempauta.com.br
Facebook: @saudeempauta

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Você sabe o que é Nomofobia?

A denominação é recente, assim como esse distúrbio dos tempos modernos. Se a tecnologia é solução para muitos, pode ser um problema para outros

Você tem vários celulares, carrega toda noite e, se por acaso acabar a bateria, o sentimento é de angústia e desconforto significativo pela impossibilidade de se comunicar.

Já existe a Nomofobia, derivada de “No mobile”, do inglês, sem celular. Mas, espera, eu fico triste quando esqueço o celular, devo me preocupar?

Quem sofre de nomofobia não larga o celular nem para situações íntimas.

Para ser caracterizada como fobia, a ausência desses tipos de aparelhos deve trazer prejuízo significante, a ponto de atrapalhar a vida pessoal e profissional.

A dependência apresenta vários sinais ao ficar longe deles, como taquicardia, suores frios, dor de cabeça e sensação de nudez.

Há ainda outras características comuns, como abandonar tudo o que faz para atender o celular, carregar o aparelho na mão para que possa atender imediatamente, se esquecer em casa, voltar de onde está para pegá-lo.

A pesquisa feito pelo instituto britânico YouGov, revelou que 53% dos usuários de telefone celular do Reino Unido sofrem de nomofobia.

O estudo concluiu que a síndrome atinge mais os homens que as mulheres.

Do total de entrevistados, 20% afirmaram não desligar o telefone nunca, e cerca de 10% disseram que o próprio trabalho as obriga a estarem sempre acessíveis.

Blog da Saúde

Aspirina pode reverter danos da cárie

Segundo cientistas britânicos, o ácido acetilsalicílico ajuda a regenerar os dentes deteriorados com o estímulo de células-tronco

Um novo tratamento capaz de restaurar os dentes danificados pela cárie pode estar a caminho. De acordo com um novo estudo da Queen’s University de Belfast, na Irlanda do Norte, o ácido acetilsalicílico – princípio ativo da aspirina, analgésico com ação anti-inflamatória – pode estimular a regeneração dos dentes, preenchendo as cavidades danificadas pela cárie.

Regeneração dos dentes
Com base em dados de pesquisas anteriores, os cientistas testaram como a forma líquida da aspirina reagia sobre as células-tronco dos dentes e descobriram que essa combinação produzia a dentina – segunda camada dos dentes, logo abaixo do esmalte, que é deteriorada por uma substância produzida pelo excesso de placa bacteriana, que causa a cárie e, portanto, regenerar mesmo uma grande área danificada.

Naturalmente, os dentes têm habilidade regenerativa limitada. Isso significa que eles conseguem regenerar uma fina camada de dentina danificada, mas se a cavidade for grande, isso não será possível. Atualmente, o tratamento da cárie, para evitar que ela atinja o interior dos dentes (polpa), o que pode comprometê-los por completo, consiste na aplicação de selantes e resinas, que podem durar até 15 anos, dependendo da composição, mas que têm uma vida útil relativamente curta e, portanto, precisam ser trocadas diversas vezes ao longo da vida. Em casos mais graves, pode ser necessário um tratamento de canal, procedimento delicado que consiste na retirada da polpa infeccionada. O estudo também observou que a aspirina tem o potencial de repor minerais dessa estrutura, tornando-a mais resistente.

Novo tratamento
“Esperamos desenvolver uma terapia para que os dentes consigam se regenerar sozinhos.”, disse Ikhlas El Karim, principal autora da pesquisa, à BBC News. “Nosso próximo passo é tentar descobrir como aplicar a aspirina nos dentes, substituindo a necessidade de selantes”. O desafio dos pesquisadores é desenvolver um produto à base de ácido acetilsalicílico que possa ser aplicado no dente, mas que não seja removido com água, por exemplo, e que consiga liberar a substância por um longo período de tempo.

Uso profissional
Portanto, isso não significa que tomar aspirina previne o surgimento de cáries nem que aplicar o medicamento diretamente na cárie vai tratá-la. Além disso, os cientistas ressaltaram que o produto a ser desenvolvido será destinado para uso clínico e profissional. “Pensamos em produzir um produto que possa ser utilizado por um dentista, não por um paciente”, explicou a pesquisadora. Os resultados do estudo foram apresentados na quinta-feira no Congresso da Sociedade Britânica de Pesquisa Oral e Odontológica.

Veja