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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Grávida: Tire suas dúvidas em relação ao preparo para o parto normal

gravidaduvidasA medida que entram no 9º mês de gestação, algumas mulheres começam a ter dúvidas sobre como se prepararem para o parto normal

Pensando em apoiar essas gestantes e dar a elas informações claras sobre o assunto, o Blog da Saúde conversou com a chefe da Casa de Parto de São Sebastião, no Distrito Federal, Vanessa Barbosa. Com o apoio da Coordenação Geral de Saúde das Mulheres, do Ministério da Saúde, foram elaboradas respostas sobre questionamentos comuns nesse período.

A Casa de Parto de São Sebastião (DF) oferece assistência a mulheres com baixo risco gestacional e que fizeram pré-natal na região. Atende, em média, 40 partos por mês, uma referência nacional das casas de partos no Brasil.

É certificada como Hospital Amigo da Criança por respeitar todos os passos para aleitamento materno exclusivo na primeira hora de vida e em todo o período de internação das mães e bebês. Na casa de parto não é indicado o uso de mamadeiras, chupetas ou fórmulas industriais, como orienta o Ministério da Saúde. Além disso, é a única Casa de Parto do país que funciona apenas com enfermeiros obstétricos.

Confira a seguir as perguntas e respostas sobre o preparo para o parto normal:

1.Quais são os sinais do trabalho de parto?
Resposta: Esse período pode ser iniciado com as contrações e aí a mulher vai observar se começou uma contração e dali, mais ou menos uma meia hora, ela vai ter outra. Perto da data do parto a mulher poderá sentir sua barriga endurecer, com contrações que não duram muito tempo. Antes de pensar em sair para o hospital, tome um banho, repouse e veja se essas contrações continuam fortes e regulares. Pode ser que ainda não seja o trabalho de parto, mas só um treino.

Dias antes do parto poderá sair por sua vagina um muco grosso amarelado, como uma clara de ovo, com rajas de sangue, esse é o tampão mucoso. É um sinal de que o parto está próximo e esse sangramento faz parte das etapas.Caso venha um sangramento vermelho vivo, em grande quantidade, a orientação é que ela siga imediatamente para o hospital.

Por ser um momento de muita ansiedade para a mulher, é importante que ela, em caso de dúvidas, busque o atendimento profissional para ser avaliada. Aproveite o pré-natal para se preparar para todas as etapas que virão e tire todas as dúvidas para se sentir tranquila e confiante para o parto.

2. Preciso me depilar para o parto?
Resposta: Não é obrigatório e nem necessário se depilar quando estiver em trabalho de parto. Os pelos são uma proteção natural para a vagina não havendo necessidade da retirada deles. Caso a mulher queira aparar os pelos, tudo bem, mas esse procedimento não interfere no momento do parto e se for da vontade dela fazer, que a depilação seja realizada com antecedência. Caso ela escolha a depilação com gilete, no dia do parto, pode abrir uma pequena lesão na pele que pode ser uma porta para uma infecção. Cuidado! Não é preciso fazer a raspagem dos pelos íntimos nem em casa, nem quando chegar à maternidade.

3. Preciso ficar em jejum para o parto normal?
Resposta: O trabalho de parto é desgastante e exige muita energia da mulher. Dê preferência a comidas leves e sucos naturais, que são de fácil digestão, lembrando que as porções, tanto das bebidas quanto dos alimentos, devem ser pequenas.Não precisa ficar de jejum e nem deve ficar para que não faça a hipoglicemia (que é quando o nível de açúcar no sangue encontra-se muito baixo, levando a mulher a fraqueza, tonturas, enjoos, vômitos e até desmaios).

Se ela quiser, pode comer um chocolate ou rapadura, um doce para elevar a glicemia. É importante que ela se alimente, mesmo que esteja com náuseas. Se ela tiver com a pressão alta ou tenha problemas de pressão alta, aí é necessário mais cuidados com a alimentação e ela deva evitar alimentos gordurosos e frituras. Caso queira se alimentar normalmente, como ela faz todos os dias, pode se alimentar. Não tem problema!

4. O que fazer se a bolsa romper?
Resposta: Não necessariamente quando a bolsa rompe significa que o bebê está prestes a nascer. Se ela tiver contrações regulares e a bolsa romper, normalmente evolui mais rápido o parto, mas a bolsa também pode romper mesmo sem contrações. Observe alguns sinais: Caso a bolsa rompa e o liquido for claro, pode se organizar, toma um banho e ir ao local onde planejou ter o bebê com calma.

Agora, se a bolsa rompeu e o líquido é meio esverdeado ou amarelado, ela terá que ir imediatamente à maternidade, Centro de Parto Normal ou hospital. Se o líquido não estiver transparente pode ser uma indicação de uma emergência.

5. E se a bolsa não romper naturalmente, o médico vai precisar rompê-la?
Resposta: Se a bolsa não romper durante o trabalho de parto, mesmo na hora do parto pode romper, então, não necessariamente, ela precisa de interferência para esse processo. A própria evolução do parto pode levar ao rompimento e em casos bem raros, pode ser necessário um pique na bolsa pra ela romper.

O bebê pode, inclusive, vir dentro da bolsa que é chamado de parto empelicado. A criança sai do ventre da mãe ainda dentro da bolsa gestacional.

Raramente pode acontecer da equipe obstétrica precisar romper a bolsa ainda na barriga da mãe para fazer com que o bebê nasça. Se esse for o caso, precisa sempre ser conversado com a mulher, explicado antes o motivo. O rompimento da bolsa pode ajudar a acelerar o parto.

Isso será necessário, por exemplo, quando a mãe está há horas com dilatação completa e o bebê não desce, tem muito líquido na placenta ainda e o bebê não consegue descer totalmente. Pode ser um método usado, mas sempre com a concordância da paciente.

6. Preciso fazer lavagem intestinal?
Resposta: A mulher não precisa, de forma nenhuma, fazer a lavagem intestinal! A mãe já está tendo contrações e ter que lidar também com cólicas intestinais é bastante incomodo. Não é também necessário fazer a lavagem na semana que antecede o parto, nos dias que ela percebeu a evolução para ganhar o bebê.

Não há problema caso a mulher evacue durante o parto e isso é totalmente natural. Às vezes, há mulheres que preferem ter uma alimentação com menos resíduo sólidos no período que antecede o parto já que incomodo para se alimentar é grande e ela prefere comer alimentos de fácil digestão. Isso é pessoal.

7. Até quando deixar evoluir o parto normal? Existe limite de tempo para a evolução do parto?
Resposta: O tempo que dura o trabalho de parto pode variar para cada mulher. Considera-se parto ativo quando a grávida já está com quatro centímetros de dilatação, com contrações frequentes e regulares. No mínimo três contrações, de 30 a 35 segundos cada uma, em dez minutos. Logo, se a mulher estiver com quatro centímetros e uma contração apenas, esporádica, ela ainda não está em trabalho de parto.

Muitas mulheres, achando que já estão em trabalho de parto, afirmam que esperaram até 40 horas para o bebê nascer. Trata-se de um engano, já que ela não estava em trabalho de parto ativo, e sim no período pródromo (que antecede o período ativo – quatro centímetros de dilatação, com contrações frequentes e regulares).

Se a mulher já deu entrada no serviço de saúde, está com quatro centímetros com contrações regulares e frequentes, é normal que evolua, mais ou menos, um centímetro por hora. Com o período expulsivo, que é finalmente quando a cabeça do bebê está bem perto de sair, daria um total de 10h às 12h. Mas esse tempo é muito variável conforme o caso.

É fundamental entender cada uma das fases que envolvem o nascimento do filho. Porque muitas vezes, ainda não está em parto ativo, é que a equipe obstétrica indica que ela não fique onde escolheu ter seu bebê ainda. É muito melhor ela ficar em casa, tentar descansar.

“Às vezes a contração é irregular e demora 30 minutos pra voltar. Então ela tem de descansar, ficar no apoio da família. Então qual é a resposta aqui? Até quando deixar evoluir? Até quando estiver tudo bem”, reforça Vanessa.

Vanessa também alerta que é importante verificar o coração do bebê a cada meia hora, juntamente com os sinais maternos. Também há outro detalhe: se parou a dilatação e ela está há três ou quatro horas sem evolução nenhuma, precisa entender que pode haver a necessidade de intervenção, de uma cesariana por algum motivo.Lembrando que há mulheres que podem passar por todas as etapas do parto normal em duas horas. Não é tão comum, mas pode acontecer.

8. Quando é necessário fazer a epsiotomia?
Resposta: A epsiotomia é um corte feito na região do períneo (área muscular entre a vagina e o ânus) para abrir o canal de parto. Alguns estudos mais recentes sobre o assunto avaliaram que não há indicação que o procedimento seja benéfico para a mulher, salvo os casos, excepcionais, onde seja preciso fazer alguma manobra para auxiliar a saída do bebê. Por exemplo, um distorce de ombro, que é quando nasce a cabeça e o ombro fica preso, nesse caso é necessário ampliar o espaço para ajudar a fazer a manobra que irá virar o bebê. Não é nem pra tirar o ombro porque a pele do canal vaginal não prende o bebê.

Logo, a episiotomia não é um procedimento comum, cientificamente comprovado como benéfico, em casos de parto normal.

9. Como e quando se deve fazer força durante o parto normal?
Resposta: A mulher não precisa fazer força durante o trabalho de parto como um todo. O corpo dela já está dilatando e quando vem a contração, o que ela precisa fazer e respirar e esperar a contração passar.

Só fará força quando o corpo dela demandar. E que horas vai ser essa? Quando o bebê estiver saindo e é só nesse momento. Então ela não precisa fazer força com dilatação de oito centímetros, com dez centímetros. Porém, se ela está com dez centímetros - dilatação total, o bebê coroou e a cabeça do bebê pressionou o assoalho pélvico naturalmente ela vai sentir vontade de fazer força, o corpo mandará que ela faça isso. Em via de regra a mulher terá uma vontade incontrolável de fazer força. Ela segue seus instintos e, quando a vontade chegar, faz força da forma que for mais natural para ela.

“Então nada de fazer força antes, porque se ela fizer, não vai respirar direito, o corpo vai liberando hormônios que não fazem bem para o momento do parto, ela vai ficar ansiosa, mais nervosa esperando por um resultado que ainda não virá”, explica Vanessa.

Para lidar com essa etapa é importante que a mulher use os recursos disponíveis durante a dilatação como exercícios de bola (pilates), andar, agachar, banho morno, aquilo que tranquilizará, reduzirá a ansiedade e a apoiará para que ela espere o momento certo.

10. Qual a diferença entre uma contração verdadeira e uma falsa?
Resposta: Essa contração de treino, chamada de Braxton Hicks, são contrações normalmente indolores chamadas de falsas. A barriga endurece toda, mas a mulher não sente dor ou ela pode sentir um pequeno incomodo, depende da sensibilidade da mulher. A contração esta presente durante toda a gestação, mas são esporádicas, indolores, curtas, irregulares e sem direção.

As outras contrações que estão já estimulando o parto são dolorosas, intensas e regulares. A intensidade da dor depende. Pode ser bem leve, como uma cólica, ou com dores mais intensas.

11. Quando o fórceps é usado no parto?
Resposta: O fórceps não é uma prática usual no Sistema Único de Saúde (SUS). A ferramenta pode causar lesões neurológicas graves no bebê.

12. Como é o parto induzido e quando ele é necessário?
Resposta: O parto pode ser induzido quando se utilizar de fármacos que estimulem a dilatação e a contração. Podem ser usados medicamentos diretamente na vagina ou intravenosos, combinados ou não. Há indicação quando a mulher chegou a 41 semanas de gestação e ainda não entrou em trabalho de parto. Ou a bolsa rompeu, mas ela não está com contrações eficazes, fortes e aguardou 12 horas, 18 horas e não entrou em trabalho de parto ativo.

13. O que é parto humanizado?
Resposta: O parto humanizado pode ser normal, natural ou pode ser uma cesárea, por exemplo. Ser humanizado é respeitar a mulher, a pessoa como um ser com especificidades, é não aplicar métodos e padrões indiscriminadamente, individualizando a assistência para cada um, de acordo com a sua necessidade. É oferecer uma assistência personalizada, ouvir, escutar, atender, dentro do possível, as necessidades da mulher, os desejos dessa mulher.

“Por exemplo: o bebê pode ser colocado pele a pele após uma cesárea. Isso é humanizar”, explica Vanessa. Não será humanizado quando a mulher não for ouvida e for obrigada a ficar numa posição, durante o parto, porque é melhor apenas para o profissional médico e não para ela. Isso é considerado uma violência obstétrica. Parto com menor intervenção, com respeito à fisiologia e empoderamento da mulher como protagonista do parto, é parto humanizado”, finaliza a chefe da Casa de Parto de São Sebastião, no Distrito Federal, Vanessa Barbosa.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde 

Saiba por que descongestionantes nasais não devem ser usados em excesso

Você já usou ou provavelmente conhece alguém que usa descongestionante nasal para aliviar incômodos respiratórios


O uso deste tipo de medicamento é muito comum porque muitas pessoas acreditam que esse produto não tem contraindicação e nem provoca efeitos colaterais. Mas, na verdade, quem usa em excesso pode estar ameaçando a própria saúde. Não é à toa que as embalagens dos descongestionantes nasais apresentam a advertência “Venda sob prescrição médica”, apesar dessa recomendação ainda ser ignorada por muitos consumidores, já que grande parte dos brasileiros ainda tem o hábito da automedicação. O uso de descongestionantes é recomendado em casos de entupimento, coceira, espirros e secreção nasal.

Mesmo nesses casos, a otorrinolaringologista vinculada ao SUS, Fátima Regina Abreu Alves, explica que o tratamento deve ser por poucos dias. “O uso prolongado destes medicamentos pode desencadear uma rinite medicamentosa e podem reduzir o fluxo sanguíneo da mucosa que reveste o nariz, podendo ocasionar a longo prazo uma perfuração do septo”, explica. Além disso, também é comum ficar viciado na medicação.

A estudante de nutrição, Yohana Vieira, de Brasília, começou a usar descongestionantes quando era criança copiando a mãe, que quebrou o nariz e precisou usar a medicação. “Quanto mais eu usava, mais eu sentia o meu nariz entupido. Hoje eu não uso tanto, mas preciso ter na bolsa para caso eu precise. E parece que se não tiver o nariz entope e eu já fico desesperada. É horrível para mim”, conta.

Já entre os efeitos colaterais podem aparecer elevação da pressão arterial, insônia, entre outros. Por conta disso, a otorrino lembra a importância da prescrição do medicamento a partir de uma conversa com o paciente. “Somente uma cuidadosa avaliação médica, com a coleta dos antecedentes pessoais e exame físico detalhado poderão identificar o quadro clínico e qual o melhor tratamento a ser instituído”.

Uma consulta com o otorrinolaringologista ainda pode ajudar a identificar outros problemas nasais como aumento das adenóides, desvio do septo nasal, pólipos nasais, tumores nasais ou da nasofaringe, entre outros, que causam entupimento do nariz. “Somente uma cuidadosa avaliação levará ao diagnóstico correto e ao tratamento efetivo, podendo ou não ser indicados descongestionantes ou outras classes de medicamentos”, explica a otorrino Fátima.

Em alguns casos, antialérgicos para o controle de rinites e coceiras podem melhorar temporariamente o quadro do paciente. Já o soro fisiológico pode ser uma solução até que o paciente procure ajuda médica, pois ajuda a umidificar o nariz e remover secreções nasais.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Anvisa promove Seminário sobre Dispositivos Médicos

A discussão sobre manufatura ativa e segurança e eficácia dos dispositivos médicos ocorrerá em outubro na sede da Agência, em Brasília


Nos dias 19 e 20 de outubro, a Anvisa promoverá o Seminário de Dispositivos Médicos. O debate sobre manufatura ativa e segurança e eficácia de equipamentos médicos, ocorrerá na sede da Agência, em Brasília.

O seminário reunirá o setor regulado para discutir e alinhar os entendimentos, os impactos, os benefícios e os riscos associados a essas tecnologias, para promover um ambiente regulatório que proporcione dispositivos seguros e eficazes à população.

As inscrições para o Seminário de Dispositivos Médicos podem ser feitas até o dia 10 de outubro, ou até que sejam preenchidas todas as vagas.

O segmento de dispositivos médicos é caracterizado pela grande diversidade tecnológica e pela rápida evolução destas tecnologias, como ferramenta para melhoria da qualidade de vida e saúde da população. Estas particularidades do setor trazem desafios ao contexto regulatório, o qual precisa sempre se manter atualizado e evoluir junto à tecnologia a ser regulada.

A manufatura aditiva de dispositivos médicos surge como um desafio regulatório, motivada principalmente pelas descobertas inovadoras das suas aplicações na área da saúde.

Clique aqui para acessar a programação do evento na íntegra.

ANVISA

Unicamp testa chia e revela benefícios contra câncer, diabetes e Alzheimer

É a 1ª pesquisa que descobriu um poder antioxidante na semente e no óleo. Chia já era conhecida por ser nutritiva, mas efeitos no corpo são novidade

Pesquisadores recomendam uso regular da semnte ou do óleo na comida  (Foto: Reprodução EPTV)
Pesquisadores recomendam uso regular da semente ou do óleo na comida (Foto: Reprodução EPTV)

Um estudo do Departamento de Alimentos e Nutrição da Unicamp, em Campinas (SP), revelou que, além das propriedades nutritivas, o consumo da semente ou do óleo da chia pode ajudar na prevenção de vários tipos de doenças, entre elas o câncer e o mal de Alzheimer.

Segundo os pesquisadores, é a primeira pesquisa que descobriu na chia um poder antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce das células. O alimento ajuda também a reduzir a quantidade de açúcar no sangue.


Estudo em ratos

A pesquisa para descobrir os efeitos da chia no organismo começou há quatro anos.

Durante seis meses, os pesquisadores usaram a semente e o óleo como parte da ração de ratos magros e obesos.

"Nós verificamos que tanto com o consumo da semente quanto com o óleo de chia, mostrou um efeito anti-inflamatório, reduziu os níveis de colesterol em torno de 30% a 40% e também aumentou a concentração de ômega 3 nos animais", explica a pesquisadora Rafaela Marineli sobre os resultados obtidos com o experimento.


Descobertas

De acordo com o professor do Departamento de Alimentos e Nutrição Mário Maróstica, o estudo também revelou que, além de reduzir a quantidade de açúcar no sangue, a chia previne doenças cardiovasculares, diabetes tipos 1 e 2, além de reduzir a incidência de mal de Alzheimer e de câncer.

"A ingestão da chia está relacionada à redução dos radicais-livres. Ela previne outras doenças por conseguinte", afirma Maróstica.

A pesquisa, publicada em revistas científicas internacionais, é também a primeira que mostra o poder antioxidante da semente no organismo dos animais, segundo a Unicamp. A conclusão do trabalho realizado pelos pesquisadores é que a chia ajuda a prevenir o envelhecimento precoce das células.

Duas colheres de sopa
Para garantir todos esses benefícios, os especialistas recomendam a ingestão de duas colheres de sopa de chia nas refeições diárias, ou o uso do óleo no tempero da comida.

A secretária Maria Célia, que precisou passar por uma reeducação alimentar devido a um problema de saúde e incluiu a chia na sua dieta alimentar, conta que a semente pode ser consumida com facilidade.

"Ela é totalmente neutra, tanto é que você pode colocá-la numa panqueca. Num suco de uva ela se transforma numa sobremesa maravilhosa", comenta.

História
O surgimento da chia data de mais de dois mil anos, quando era consumida pelos povos maias na América Central. Atualmente, ela é vendida em lojas de produtos orgânicos in natura ou como ingrediente de barras de cereais, pães e outros itens.

G1

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Risco de morte aumenta em até 30% em pessoas sedentárias

O corpo humano é uma máquina que precisa se movimentar. Do mesmo jeito que as máquinas enferrujam, o corpo humano cobra um preço muito alto pela ausência de atividade física

Risco de morte aumenta em até 30% em pessoas sedentárias

Para se ter uma ideia, o sedentarismo é o quarto fator de risco de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de três milhões de pessoas perdem a vida por ano vítimas das doenças adquiridas pela falta de atividade física como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.


A diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho, explica a gravidade de se manter o corpo inativo. “Ao ficar sedentário, você vai perder muito da sua saúde. Você tem uma perda muscular, troca isso por gordura. Perde força, elasticidade, movimento e aumenta o risco de doenças crônicas, especialmente as do coração, o diabetes e a obesidade. E quanto menos você se move mais dificuldade de se mover você terá. Isso vai se tornando crônico”, alerta. E os prejuízos vão muito além do que se imagina. “Atualmente, alguns tipos de câncer estão associados à falta de atividade física. Não que gere câncer, mas ela [atividade física] é um fator de proteção”, completa a diretora.

A mudança de hábitos
E como saber o quanto é preciso mover o nosso corpo? Não é considerada sedentária a pessoa que pratica alguma atividade física moderada por ao menos 150 minutos semanais - 30 minutos/dia por cinco dias na semana. E vale de tudo: natação, caminhada, luta, yoga, dança e subir e descer escadas.

Estudo da OMS afirma que pessoas sedentárias têm de 20% a 30% de risco de morte a mais do que uma pessoa que pratica pelo menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana. Em todo o mundo, 31% dos adultos com 15 anos ou mais não são ativos o suficiente. No Brasil, esse índice é de 48,7% entre os adultos, segundo dados do Vigitel 2014. Até 2025, o Ministério da Saúde pretende reduzir esse índice para 10% da população acima dos 18 anos.

“A gente tem um passivo. Então ou tratamos ou a pessoa vai ter complicações e morrer precocemente. Tivemos um aumento de atividade física na população em geral, mas ainda é insuficiente. Ainda temos menos da metade dos brasileiros suficientemente ativos. Queremos chegar a pelo menos mais da metade. Porque a gente tem estimado que 18% dos infartos e 10% das mortes por doenças cérebro vasculares são devido a baixa atividade física”, afirma Marinho.

Enfrentamento ao Sedentarismo
Com base em dados oficiais de 142 países, a revista médica The Lancet destaca que o mundo perdeu, em 2013, cerca de US$ 67,5 bilhões com o tratamento e perda de produtividade decorrentes de doenças associadas ao sedentarismo. Só no Brasil, foram gastos US$ 3,62 bilhões.

A coordenadora dos Programas Academia da Saúde e Saúde na Escola, Daniele Cruz, esclarece que incentivar a prática de atividades físicas também é papel do governo. “É das esferas de gestão. Não só da Saúde, como da Educação, da Cultura, dos Esportes. É fazer uma convergência de forças para que a gente traga a possibilidade da atividade física ser construída no cotidiano das pessoas como uma coisa importante”, finaliza.

Erika Braz, para o Blog da Saúde