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segunda-feira, 15 de junho de 2015

É possível ter uma gravidez saudável mesmo com aids

Toda mulher grávida deve fazer o pré-natal e os exames para detectar o HIV e a sífilis. O cuidado é fundamental para evitar a transmissão da mãe para a criança
 
O teste para diagnosticar a sífilis deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, idealmente no primeiro trimestre da gravidez, no início do 3º trimestre (28ª semana) e no momento do parto (independentemente de exames anteriores), pois a sífilis congênita pode causar aborto e má-formação do feto, entre outros problemas. Caso o exame dê positivo, é muito importante que o tratamento seja feito com penicilina, pois este é o único medicamento capaz de tratar a mãe e a criança. Se a criança for diagnosticada com sífilis congênita, precisará ficar internada por 10 dias para receber o tratamento adequado.
 
Já a testagem para o HIV é recomendada na 1ª consulta do pré-natal ou 1º trimestre e 3º trimestre da gestação. Mas, no caso de gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do parto, na própria maternidade, por meio do teste rápido para HIV.
 
Além de ser um direito garantido por lei, as mulheres soropositivas podem ter uma gravidez tranquila, segura e com baixo risco de que seu bebê nasça infectado pelo HIV, caso faça o correto acompanhamento médico e siga todas as recomendações e medidas preventivas. A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas em situações em que a grávida segue todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%.
 
As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos antirretrovirais durante a gestação e ainda no trabalho de parto para prevenir a transmissão. O recém-nascido também deve receber o medicamento antirretroviral por quatro semanas e ser acompanhado no serviço de saúde.
 
O tipo de parto mais indicado para evitar a infecção do bebê pelo HIV vai depender, principalmente, do estado de saúde da mãe. Para gestantes soropositivas com carga viral maior ou igual a 1000 cópias/ml ou desconhecida após 34 semanas de gestação, o mais indicado é a cesariana eletiva, aquela realizada antes do início do trabalho de parto, sem rompimento da bolsa.
 
A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, por meio do leite materno, por isso a mãe que tem o vírus não deve amamentar a criança. É orientada a suspensão da amamentação e a inibição da lactação. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial.
 
O uso de medicamentos durante a gravidez é indicado para quem já está fazendo o tratamento e para a grávida que tem HIV, não apresenta sintomas e não está tomando remédios para aids. Nesse caso, o uso dos remédios antiaids pode ser suspenso ao final da gestação. Essa avaliação dependerá os exames e de seu estado clínico e deverá ser realizada, de preferência, nas primeiras duas semanas pós-parto, em um serviço especializado (SAE).
 

Para que serve sua doação de sangue?

Em 2010, uma complicação em uma cirurgia na vesícula levou Maria da Conceição de Vasconcelos, de 50 anos, para a UTI. “Devido aos procedimentos na via biliar, tive uma forte rejeição alimentar, que se agravou em um quadro de anemia”, conta
 
O tratamento da auxiliar administrativa envolveu a transfusão de quatro bolsas de sangue. De imediato, a família entrou em contato com o banco de sangue. Passado o susto, amigos e familiares mobilizaram-se em uma grande campanha para conseguir mais doações. Cerca de 30 pessoas se candidataram e ajudaram a repor os estoques do banco de atendeu Conceição no momento de necessidade. “Muitas vezes achamos que não é importante, que quem quer corre atrás, mas é fundamental doarmos para as pessoas que precisam”, reflete Conceição.
 
O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio e nutrientes para o corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua a função do sangue no corpo humano e como ele não é produzido artificialmente, as pessoas que necessitam precisam contar com a doação e solidariedade de outras pessoas.
 
O volume de sangue total a ser coletado deve ser, no máximo, de 8 mL/kg de peso para as mulheres e de 9 mL/kg de peso para os homens. Uma bolsa de sangue pode ser dividida em até quatro componentes, que podem ir para quatro pessoas diferentes. Os componentes são distribuídos aos hospitais para atender casos de emergência e pacientes internados.
 
O sangue coletado durante uma doação é denominado de sangue total e é submetido a um processo de centrifugação, que separa seus principais componentes para uso terapêutico: hemácias, plaquetas e plasma. Cada um destes componentes é utilizado para tratamentos específicos. Mesmo que haja descarte de algum dos componentes citados, muito raramente uma doação deixará de ser utilizada.
 
O concentrado de hemácias, por exemplo, é indicado para tratar anemias e hemorragias agudas. O concentrado de plaquetas é indicado para reposição nos casos em que esse componente se apresente baixo e coloque o paciente em risco de hemorragias, caso de plaquetopenias por falência medular, distúrbios associados a alterações de função plaquetária, transfusão maciça, dengue hemorrágica e outros. O plasma é indicado no tratamento de pacientes com distúrbios de coagulação, púrpura trombocitopênica trombótica e outros. As substâncias que podem ser extraídas do plasma por meio de processo industrial podem ser utilizadas como medicamentos para tratamento de queimados, pacientes em terapia intensiva e de doenças como cirrose hepática, AIDS e hemofilia.
 
A Lei 10.205 de 21 de março de 2001 impede que o sangue e quaisquer de seus componentes e derivados sejam comercializados. Por isso, não há a possibilidade de compra e venda de plasma ou remuneração direta ou indireta aos doadores de sangue. A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação é imediata após a doação.
 

Mercosul criará plataforma para compra conjunta de medicamentos

Em reunião realizada nesta quinta-feira (11), em Brasília, os Ministros da Saúde do Mercosul discutiram a criação de uma plataforma para aquisição conjunta de medicamentos de alto custo. A ideia é garantir melhores preços para as compras aos países envolvidos
 
Em nota, Arthur Chioro afirmou que eles pretendem viabilizar uma aquisição em maior escala, fortalecendo o poder de negociação dos membros do Mercosul. Ele ainda disse que eles terão como objetivo  garantir a segurança e eficácia dos produtos, bem como preços mais competitivo.
 
O acordo prevê que, nos próximos 30 dias, sejam avaliadas três propostas:
 
1 – Licitação realizada por um dos países, fazendo o registro de preço e permitindo que os demais comprem por meio de adesão a esse contrato;
 
2 – Eleição de um grupo de medicamentos prioritários e aquisição pelo fundo rotatório/estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS);
 
3 – Assinatura de um acordo internacional entre os países do Mercosul, que viabilizaria dentro do bloco a compra conjunta de medicamentos estratégicos. 
 
Os países acreditam que as propostas não sejam excludentes e possam ser trabalhadas ao mesmo tempo.
 
No Brasil, o orçamento para garantir o acesso aos medicamentos ofertados pelo SUS, em 2014, foi de R$ 12,66 bilhões. Para 2015, considerando o orçamento aprovado, será de R$ 14,05 bilhões, o que representa um crescimento de 11%. Desde 2010, o Ministério da Saúde implantou ações para aprimorar o uso de recursos, como a compra centralizada de produtos estratégicos – o que já gerou economia de R$ 1,3 bilhão – e negociação direta do Ministério com fornecedores. Atualmente, os medicamentos adquiridos de forma centralizada representam 65% do orçamento, o equivalente a R$ 8,2 bilhões.
 
Outro ponto importante da reunião foi o compromisso firmado entre o bloco para redução de sódio nos alimentos industrializados. Os países do Mercosul adotarão metas regionais com referência no documento elaborado por um consórcio de especialistas e OPAS (Saltsmart Consortium Consensus Statement) que traz sugestões para algumas categorias de produtos, como pães, carnes e cereais.
 
Na ocasião, também foram assinados acordos sobre segurança no trânsito e redução do tabagismo, da obesidade infantil, bem como a criação de um banco unificado de informação sobre doação de órgãos.

Saúde Web

Mercado Farmacêutico já apresenta crescimento real abaixo de 4%

O faturamento do mercado farmacêutico varejista no Brasil alcançou R$ 43,5 bilhões entre maio de 2014 e abril de 2015, com a venda de 132,9 bilhões de doses. Isso representa um crescimento nominal de 12,11%. Se descontada a inflação, de 8,17% no período, o crescimento real cai para apenas 3,94%
 
“Com o aumento do desemprego, é possível que o setor acabe sendo mais prejudicado no decorrer do ano, apesar dos medicamentos serem produtos de primeira necessidade”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).
 
A divisão do mercado teve pequenas alterações nos últimos quatro anos. Os medicamentos de referência, que representavam 43% das vendas em 2011, passaram a responder por 39% em 2015. Já os medicamentos similares ganharam mercado, passando de 43% para 48%. Os genéricos se mantiveram praticamente estáveis com 13%.
 
“Para melhorar o cenário, dependemos de alguns pontos que precisam ser resolvidos pelo país. O primeiro deles é o fato de não haver uma resposta organizada e realista para a questão do acesso. Cerca de 75% dos medicamentos brasileiros são comprados e pagos pelo bolso das pessoas, sem apoio do governo. Isso significa que a medicação mais complexa e mais cara acaba não chegando à maioria da população”, comenta Britto.
 
O segundo ponto é a questão tributária. “O Brasil é campeão mundial em imposto sobre medicamentos. Temos uma situação injusta porque mesmo olhando os tributos dentro do país, o medicamento paga mais do que outros produtos, como, por exemplo, biquíni e ursinho de pelúcia; e isso prejudica o acesso da população aos tratamentos que precisa”, conclui.
 
Sobre a Interfarma
Fundada em 1990, a Interfarma possui atualmente 55 empresas associadas. Hoje, esses laboratórios são responsáveis pela venda, no canal farmácia, de 80% dos medicamentos de referência do mercado e também por 33% dos genéricos produzidos por empresas que passaram a ser controladas pelos laboratórios associados. Além disso, as empresas associadas respondem por 46% da produção dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs) do mercado brasileiro e por 52% dos medicamentos tarjados (50% do total do mercado de varejo).
 
Saúde Web

Hospitais com presos sob custódia vivem rotina de insegurança no Rio

Foto/Reprodução
GloboNews mostrou como é fácil entrar no Albert Schweitzer, Zona Norte. Sem controle de acesso, furtos e ameaças são relatados por funcionários
 
Funcionários e pacientes de hospitais públicos que internam presos sob custódia da polícia no Rio vivem rotina de insegurança, como mostrou, com exclusividade, a GloboNews na última sexta-feira (12). Sem o menor controle de quem entra e circula dentro destas unidades hospitalares, furtos e a ameaças de invasores são relatados com frequência.
 
No dia 26 de maio, um homem entrou vestido de branco no Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte, sem precisar se identificar. Ele foi até a sala de descanso dos funcionários e furtou celulares e carteiras. Ele foi embora após ser abordado por uma médica.
 
A equipe de reportagem mostrou que no Hospital Albert Schweitzer, também na Zona Norte da cidade, é fácil entrar sem identificação. Nele, presos internados sob custódia dividem o mesmo andar com pacientes comuns. Acompanhado por uma ex-estagiária da unidade, o repórter conseguiu entrar no hospital sem precisar se identificar, apenas vestido de branco.
 
Os dois entraram no hospital às 7h, no horário em que ocorre a troca de plantão. Nenhum dos dois usava credenciais ou crachá, apenas trajavam roupas brancos. Eles circularam por vários corredores e chegaram ao quarto andar. Em momento algum foram abordados por funcionários ou seguranças.
 
Conversa com traficante
Em um quarto com quatro pacientes algemados nas macas, o repórter entrou sem ser abordado. Um inspetor penitenciário assistia à televisão na varanda do quarto. Um dos pacientes, que admitiu ser traficante, conversava com o repórter quando outro inspetor penitenciário entrou no quarto. Ele também não questionou a presença do desconhecido.
 
A ex-estagiária do Albert Schweitzer contou ter vivido momentos de terror, no ano passado, quando estagiava na unidade. Segundo ela, criminosos entraram armados com fuzis no Centro de Imagens exigindo que um traficante fosse atendido com prioridade.
 
“É área de risco isso aqui. É um dos piores hospitais para se trabalhar”, desabafou uma funcionária da limpeza, que enfatizou o clima de insegurança entre os funcionários do hospital.
 
Especialista em criminalidade, a professora de Criminologia da Unirio, Elizabeth Sussekind classificou como gravíssima a situação mostrada pela reportagem. Criminosos não deveriam estar em hospitais públicos onde há outros pacientes. Eles deveriam estar em hospitais de custódia”, destacou.
 
A Polícia Militar disse que o grau de periculosidade do preso é o que determina o número de policiais que fazem a custódia dele nos hospitais. A corporação informou ainda que todos os policiais podem fazer custódia de presos em unidades hospitalares, desde que haja um pedido feito por um delegado.
 
G1

Droga experimental acelera a regeneração de tecidos corporais

  Pesquisadores do Simmons Cancer Center, do Harold C. Simmons Comprehensive Cancer Center e do UT Southwestern Medical Center: drogas desenvolvida por eles conseguiu acelerar recuperação de tecidos  (Foto: UT Southwestern/Divulgação)
Foto: UT Southwestern/Divulgação - Pesquisadores do Simmons
 Cancer Center, do Harold C. Simmons Comprehensive Cancer
Center e do UT Southwestern Medical Center: drogas desenvolvida
por eles conseguiu acelerar recuperação de tecidos
Estudo mostrou potencial do remédio de reparar fígado, cólon e medula. Remédio pode aumentar chances de recuperação rápida de doenças
 
Um remédio experimental abriu uma nova porta para a medicina regenerativa quando conseguiu reparar tecidos danificados de fígado, cólon e medula óssea em camundongos - anunciaram na última quinta-feira (11)  pesquisadores norte-americanos.
 
Caso a terapia também funcione em seres humanos, pode vir a salvar vidas de muitas pessoas com doenças graves de cólon ou fígado, incluindo algumas formas de câncer.
 
Os especialistas advertiram que a pesquisa está em um estágio muito precoce e que mais testes são necessários antes que possam ser feitos experimentos em humanos.
 
O estudo conduzido por pesquisadores da Case Western Reserve e do Centro Médico UT Southwestern foi publicado na revista "Science".
 
"Estamos muito animados", afirmou o co-autor Sanford Markowitz, professor de genética do câncer na Escola de Medicina da Case Western Reserve.
 
"Nós desenvolvemos uma droga que age como uma vitamina para as células-tronco de tecidos, estimulando sua capacidade de reparar tecidos rapidamente", acrescentou.
 
"O medicamento cura danos em muitos tecidos, o que sugere que poderia ser aplicado no tratamento de diversas doenças", explicou.
 
Até agora, a droga só é conhecida como SW033291. Pode "desligar" a atividade de um produto do gene que é encontrado em todos os humanos, a 15-hidroxiprostaglandina desidrogenase (15-PGDH). Isto, por sua vez, resulta na produção de mais prostaglandina E2, que estimula o crescimento e a reparação de diversos tipos de tecidos de células estaminais.
 
G1

Microtentáculos robóticos poderão ser usados em cirurgias no futuro

 Micro-tentáculo robótico pode agarrar até pequenos insetos como uma formiga sem danificar seus corpos; para se ter uma ideia do quão minúscolo ele é, a tarja branca representa 0,5 mm  (Foto: Jaeyoun Kim/Iowa State University)
Foto: Jaeyoun Kim/Iowa State University: Microtentáculo
 robótico pode agarrar até pequenos insetos como uma formiga
 sem machucá-la; para se ter uma ideia do quão minúsculo ele é,
a tarja branca representa 0,5 mm
Novos instrumentos podem manipular tecidos frágeis sem danificá-los. No futuro, eles podem ser usados em microcirurgias, segundo cientistas
 
Imagine um robô com um tentáculo tão minúsculo e com movimentos tão precisos a ponto de conseguir agarrar uma formiga sem machucar o inseto. Ou envolver um ovo de peixe sem danificá-lo. Pois cientistas de uma universidade americana desenvolveram uma técnica para produzir esses microtentáculos robóticos que, no futuro, podem ter uma aplicação importante na medicina.
 
O grau de precisão de seu movimento, seu tamanho minúsculo e a delicada força exercida pelos microtentáculos são ideais para a realização de microcirurgias.

Segundo os autores da descoberta, que foi publicada na última quinta-feira (11) na revista "Scientific Reports", uma possibilidade é usá-los em cirurgias minimamente invasivas que acessam o local que deve ser operado por meio dos vasos sanguíneos.
 
Micro-tentáculo agarra um minúsculo ovo de peixe sem danificá-lo (Foto: Jaeyoun Kim/Iowa State University)
Foto: Jaeyoun Kim/Iowa State University - Micro-tentáculo agarra um minúsculo ovo de peixe sem danificá-lo
 
A nova técnica, criada por pesquisadores da Universidade do Estado de Iowa, nos Estados Unidos, permitiu a construção de microtubos longos e finos, altamente deformáveis e capazes de se movimentar em várias direções. 

G1

OMS estima que 400 milhões não têm acesso a serviços básicos de saúde

Ao todo, 80% da população têm acesso aos serviços essenciais. Gastos com saúde empobrecem cada vez mais as pessoas, diz relatório
 
Quatrocentos milhões de pessoas no mundo não têm acesso a serviços essenciais de saúde e custeá-los está empurrando muitas delas para a pobreza, escreveram o Banco Mundial (BM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório publicado na última sexta-feira (12).
 
O documento analisou a cobertura médica universal (CMU) no mundo e constatou que mais pessoas do que nunca - 80% - têm acesso a serviços essenciais de saúde.
 
Um sistema de cobertura médica universal oferece serviços a toda a população, sem importar seu nível sócio-econômico, destacou o informe. Entre eles, deve incluir planejamento familiar, cuidados pré-natais, assistência qualificada em partos, vacinação infantil, tratamento para a tuberculose e o HIV e acesso a saneamento e água potável.
 
Mas centenas de milhões de pessoas só têm acesso a poucos destes serviços. Além disso, em países de renda baixa e média, 6% da população corre o risco de mergulhar na extrema pobreza por ter que pagar altos custos com a saúde.
 
"Este relatório é alarmante: mostra que estamos longe de cumprir com a universalidade dos cuidados médicos", afirmou Tim Evans, diretor do departamento de saúde e população do Banco Mundial.
 
"Temos que estender o acesso à saúde e proteger os mais pobres dos custos de tratamento que estão lhes causando graves dificuldades econômicas", acrescentou Evans.
 
O BM e a OMS observam que, durante a última década, os gastos com saúde empobrecem cada vez mais as pessoas.
 
"No entanto, ainda nos resta um longo caminho para conseguir a cobertura médica universal, tanto em termos de serviços de saúde quanto em termos de cobertura econômica", destacou o informe.
 
O documento buscou definir a CMU como serviços essenciais quantificáveis, a fim de poder avaliar o desempenho de governos e comunidades.
 
G1

Traje robótico ajuda cuidadores a carregarem pacientes no Japão

Membro de Apoio Híbrido ajuda os usuários a levantar peso. Casas de repouso da província de Kanagawa receberam tecnologia
 
Traje robótico ajuda cuidadores a levantar pacientes em casas de repouso no Japão (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)
Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno -Traje robótico ajuda cuidadores a levantar pacientes em casas de repouso no Japão
 
Os funcionários das casas de repouso para idosos da província de Kanagawa, no Japão, receberam trajes robóticos.
 
Na província de Kanagawa, no Japão, o atendimento aos idosos ganhou um recurso de alta tecnologia. Todas as 30 casas de repouso da província receberam trajes robóticos para ajudar os cuidadores a levantar e transportar os pacientes com mais facilidade.
 
Cuidadores na casa de repouso para idosos Fuyoen experimentam traje robótico Membro de Apoio Híbrido - Hybrid Assistive Limb (HAL) - da Cyberdyne  (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)
Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno - Cuidadores na casa de repouso para idosos Fuyoen experimentam traje robótico Membro de Apoio Híbrido - Hybrid Assistive Limb (HAL) - da Cyberdyne
 
Chamado Membro de Apoio Híbrido, ou Hybrid Assistive Limb (HAL), o equipamento foi criado pelo professor Yoshiyuki Sankai, da Universidade de Tsukuba, e fabricado pela empresa Cyberdyne.
 
Tecnologia foi desenvolvida por pesquisador da Universidade de Tsukuba (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)
Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno - Tecnologia foi desenvolvida por pesquisador da Universidade de Tsukuba
 
O traje robótico foi desenvolvido para aprender como o usuário se move e ajudá-lo a executar os movimentos mais difíceis, como levantar pesos.
 
G1

Cavalo faz raio-X em aparelho de hospital e fotos circulam na internet

Radiografia em cavalo foi feita com equipamento de hospital, diz promotoria (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação - Radiografia em cavalo foi feita com
equipamento de hospital, diz promotoria
Flagrante foi feito em frente de unidade hospitalar, em Colorado, RO. Ministério Público instaurou inquérito civil para investigar atendimento
 
As imagens de um cavalo passando por uma radiografia na carroceria de um carro, em frente a uma unidade de saúde, estão repercutindo nas redes sociais de Rondônia. De acordo com denúncias feitas ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o equipamento de raio-X que aparece nas fotos pertence ao Hospital Municipal Pedro Granjeiro Xavier e foi usado ilegalmente em Colorado do Oeste (RO), município distante 800 quilômetros de Porto Velho.
 
A repercussão do caso começou quando o locutor Roni Freitas recebeu fotos de um funcionário esta semana. Após postar as imagens da radiografia na internet, Freitas marcou três vereadores do município e pediu que a situação fosse apurada. "O que mais me indignou foi a inversão de valores.
 
Muitas pessoas não conseguem fazer um raio-X no hospital e sempre são encaminhadas para Vilhena ou Cerejeiras. Para o cavalo, o equipamento foi arrumado na hora", desabafa.
 
Ao serem marcados na publicação online, os vereadores Jedeon de Souza Lima (PMDB), Almiro Dias da Silva (Solidariedade) e Mariley Novaki (PT) registraram uma denúncia na promotoria sobre o uso indevido do equipamento médico. "Temos várias reclamações que o aparelho de raio-X estava quebrado. A revolta da população é essa, pois as pessoas não conseguem ser atendidas, enquanto o cavalo foi atendido na hora", enfatiza Mariley.
 
O promotor de justiça na cidade de Colorado do Oeste, Marcos Giovane Ártico, explica que um inquérito civil público foi instaurado e que os envolvidos no caso serão processados por improbidade administrativa. Ártico não descarta a possibilidade de eles serem responsabilizados na esfera criminal, por crime contra a administração pública.
 
Preocupação com o animal
Procurado, o enfermeiro que ajudou a fazer o raio-X no cavalo, Caio Mendes da Silva, assumiu a realização do exame e disse não se arrepender da atitude. "Fiz isso para ajudar, por causa da dor do animal. Não me arrependo. Caso eu perca meu emprego, estou dormindo tranquilo. Fiz esse procedimento para que ele não fosse sacrificado. E independente da raça ou do preço do animal, eu iria ajudar", conclui.
 
Mendes, que foi afastado da função após a denúncia na promotoria, relembra que o atendimento ao animal ocorreu após um veterinário chegar à unidade de saúde pedindo uma caixa de gesso. Ao questionar sobre o uso do material, o solicitante explicou que um cavalo teria sofrido uma fratura.
 
"Foi eu mesmo que sugeri fazer o raio-X para saber se o procedimento correto era engessar, mas orientei que ele pedisse autorização para os gestores. Ele voltou e disse ter conseguido a autorização", esclarece.
 
O enfermeiro afirma que em nenhum momento o animal foi colocado dentro do hospital. Ele também revela que, após fazer raio-X, foi até o parque de exposição para ajudar a engessar a pata do cavalo, realizado com o material da unidade.
 
Atendimento não autorizado
O prefeito de Colorado do Oeste, Josemar Beatto (PSDC), garante que o procedimento não foi autorizado e que o caso está sendo averiguado através de uma sindicância. Um servidor efetivo estadual, cedido para a unidade e uma prestadora de serviços foram afastados do hospital. "Jamais autorizaria um ato desses, por mais que seja um ser vivo. Não sei se a pessoa agiu por sentimento, razão ou por juramento à profissão. Mas nenhum funcionário estava autorizado para usar equipamentos ou materiais do hospital dessa forma", enfatiza.
 
Segundo Beatto, há dois aparelhos de raio-X no hospital e um deles apresentava falhas. No entanto, o prefeito não soube precisar qual equipamento foi utilizado na radiografia do cavalo.
 
Caso o Ministério Público comprove a improbidade administrativa em Colorado do Oeste, os envolvidos na radiografia podem perder o cargo público, sofrer multa, ter a suspensão dos direitos políticos e ser proibido de contratar com o poder público. "Vamos apurar e ouvir cada um, e no final do procedimento vamos valorar em qual conduta criminal eles incorreram com essa conduta ilícita. O ilícito civil é certo, agora vamos apurar o ilícito criminal. Seriam duas responsabilidades em esferas distintas", salienta o promotor de justiça Marcos Ártico.
 
G1

As diferenças entre o líder e o chefe

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Asma: saiba como diagnosticar e tratar esta doença


Foto/Reprodução
No Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado no dia 21 de junho, médico explica a doença
 
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo e sua prevalência está aumentando tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento, afetando pessoas de todas as idades, nos países de baixa renda, calcula-se que comprometa 300 milhões de pessoas, provocando de 40 a 50 mil mortes anuais e gastos na ordem de 10 a 20 bilhões de dólares a cada ano. No Brasil, a asma tem sido uma relevante causa de hospitalizações, representando um dos maiores gastos do SUS com hospitalizações.
 
A asma é o resultado da integração entre alterações genéticas e fatores ambientais e biológicos. A base genética da asma fica evidente quando é focado o traço familiar. “Quando se faz o diagnóstico de asma, frequentemente se encontra outros asmáticos entre os pais, avós, tios e irmãos. Estudos demonstram que diversos genes estão envolvidos na patogenia da asma”, explica Hisbello Campos, pneumologista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
 
O traço genético da asma é o responsável pela impossibilidade de "cura", exatamente como na hipertensão arterial, diabetes e outras doenças geneticamente determinadas. No entanto, frequentemente, quando a asma é leve na infância, em 50% dos casos, ela desaparece na puberdade. “Isso independe de ter ou não tratado adequadamente e, provavelmente, está relacionado às alterações hormonais que acontecem nessa idade. Em parte dessas pessoas nas quais os sintomas da asma desapareceram, eles ressurgem na idade adulta”, esclarece Hisbello Campos.
 
Nesta época do ano há um aumento nos índices de crises de asma devido ao frio, poeira, mofo, fumo e por conta das pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados, aumentando a exposição aos fatores desencadeantes. “Os principais sintomas da asma são falta de ar (dispneia), tosse (predominantemente seca e noturna), chiado no peito e sensação de opressão torácica. Na asma alérgica, os sintomas agudos estão, mais frequentemente, associados a exposições a ácaros, odores, fumaça, mofo, epitélio animal, e outros. Nas formas não atópicas da asma, os sintomas podem estar relacionados ao exercício vigoroso, às mudanças climáticas, ao emprego de determinados medicamentos, à ingestão de determinados alimentos, a poluentes atmosféricos, emoções fortes, e outros”, disse o especialista.
 
O pneumologista lembra que uma pessoa com sintomas respiratórios como tosse, cansaço ou falta de ar deve procurar um médico. O tratamento da asma visa diminuir a inflamação, para isso, utiliza os corticosteroides por serem os mais potentes e fisiológicos dos anti-inflamatórios, o que os torna os melhores remédios para o tratamento da doença. “A falta de ar é o sintoma que mais incomoda o asmático, por isso, na maior parte das vezes, o esquema terapêutico associa o corticosteroide ao broncodilatador. Deve-se ter claro que o tratamento correto da asma inclui mais do que medicamentos, requer mudanças comportamentais para evitar os fatores desencadeantes de sintomas. Para isso, o processo de esclarecimento ao paciente acerca da doença e de sua participação no tratamento é fundamental para promover e manter as alterações comportamentais necessárias”, finalizou Hisbello Campos.
 
Juliana Xavier
Assessoria de Imprensa IFF/Fiocruz
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