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domingo, 13 de abril de 2014

Especialistas discutem novos métodos de prevenção de trombose

A primeira Jornada Nacional Antitrombose reuniu cerca de 300 participantes no Rio de Janeiro
 
Um encontro ocorrido no último sábado  (12) no Rio reuniu três institutos federais de saúde para discutir um problema que pode levar à embolia pulmonar e ao acidente vascular cerebral: a formação de coágulos nas veias da perna, conhecida como trombose venosa profunda, e no coração, chamada de fibrilação atrial.

A primeira Jornada Nacional Antitrombose, organizado pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), o Instituto Nacional do Câncer e o Instituto Nacional de Cardiologia, órgãos do Ministério da Saúde, reuniu cerca de 300 participantes, entre estudantes, residentes e médicos.
 
O coordenador do encontro, Salo Buksman, médico do Into, explica que já houve três encontros no instituto ortopédico, mas que pela primeira vez, a jornada conta com os institutos do câncer e de cardiologia, para debater um problema comum às três áreas da medicina.
 
“A trombose venosa ocorre com muita frequência no pós-operatório de cirurgias ortopédicas e também em situações de câncer, são coágulos que se formam em veias das pernas, que têm o risco de se soltar e encalhar no pulmão, provocando um quadro de embolia pulmonar, que é potencialmente letal. Em relação à cardiologia, existe uma arritmia cardíaca chamada fibrilação atrial, que provoca formação de coágulos dentro do coração, que podem se soltar e provocar um acidente vascular cerebral ou uma gangrena”.
 
No encontro, foram debatidas novas formas de tratamento e novas drogas anticoagulantes que podem ajudar na prevenção da doença. Outro tema, segundo Buksman, é a trombose que surge em decorrência de viagens aéreas prolongadas, acima de seis horas de duração.
 
“Nós pretendemos alertar a população no sentido de que se o passageiro tiver fatores de risco adicionais, além da viagem prolongada, como idade mais avançada, obesidade, tabagismo, uso de hormônio feminino, doenças cardíacas, insuficiência venosa crônica, varizes, ele vai ter que consultar um médico para saber se tem a indicação de tomar um remédio preventivo de trombose”.
 
Ele lembra que, além do medicamento, indicado para quem tem algum fator de risco, a população em geral também deve tomar algumas medidas preventivas durante voos prolongados para evitar o problema.
 
“Evitar a bebida alcoólica, porque provoca a desidratação, que favorece a trombose. Pelo contrário, procurar ingerir bastante água, sucos, refrigerantes, para ficar hidratado, com isso a pessoa vai mais ao banheiro e essa movimentação ajuda a fazer a circulação de sangue pelas veias. São medidas, além do remédio, que podem atenuar os riscos”.
 
Após o evento, os institutos pretendem divulgar uma carta de recomendações com os temas discutidos no encontro, além de estatísticas sobre a doença. No Brasil, a estimativa do Ministério da Saúde é que um ou dois habitantes a cada mil sofram de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.  A fibrilação atrial atinge cerca de 1,5 milhão de brasileiros e é responsável por 20% dos casos de acidente vascular cerebral registrados no país.
 
Agência Brasil

Aedes aegypti pode transmitir vírus da febre chikungunya

Pacientes com a febre da chikungunya são atendidos em hospital na Índia: transmissão da doença é mais rápida que a da dengue (Ajit Solanki/AFP - 17/1/2008)
Pacientes com a febre da chikungunya são atendidos em hospital
na Índia: transmissão da doença é mais rápida que a da dengue
Pesquisa inédita do Instituto Oswaldo Cruz comprova que o mosquito é possível vetor da doença, que exibe sintomas semelhantes aos da dengue e já causou epidemias na Ásia, na África e na Europa. Ministério da Saúde tem plano para frear o contágio no país
 
A dengue e a febre amarela não são as únicas ameaças carregadas pelo Aedes aegypti. Um dos vetores mais temidos nos países tropicais, o mosquito também pode transmitir o vírus da chikungunya, febre que tem sintomas similares aos das outras doenças e já causou graves epidemias na Ásia, na África, na Europa e no Caribe.
 
É o que mostra um estudo coordenado por cientistas nacionais e publicado na última edição do Journal of Virology. Isso significa que o risco de o novo micro-organismo se espalhar pelas Américas e, especialmente pelo Brasil, é bastante alto, uma vez que, após diversos experimentos, os pesquisadores constataram que os insetos existentes no continente são extremamente vulneráveis a diferentes tipos do vírus.

Uma equipe do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), no Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Pasteur, em Paris, avaliou a capacidade de os mosquitos americanos — dos Estados Unidos ao Uruguai — transmitirem o agente causador da chikungunya.
 
“Nós pegamos 35 amostras de mosquitos de vários lugares do continente, tanto do tipo Aedes aegypti quanto do Aedes albopictus e desafiamos esses insetos com três amostras diferentes do vírus: uma africana, uma do Oceano Índico e outra asiática”, detalha Ricardo Lourenço, pesquisador do Laboratório de Hematozoários do IOC e coordenador do estudo.
 
Os diversos experimentos confirmaram a eficiência desses vetores para a transmissão da febre. Segundo Lourenço, isso confirma que o Brasil é receptível e vulnerável ao patógeno. A situação se agrava com a proximidade física de países que enfrentaram epidemias recentemente, como o Caribe e a Guiana Francesa, e a realização da Copa do Mundo, que proporcionará um grande trânsito de turistas.
 
O pesquisador ressalta, porém, que o Ministério da Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde já estão atentos à possibilidade de entrada do vírus no país. “Desde 2009, documentos foram produzidos para capacitar médicos. Centros de diagnósticos estão sendo preparados para detectar precocemente os casos.”

A ideia é preparar um bloqueio de transmissão. Os resultados recolhidos por Lourenço e colegas ajudarão a intensificar esse trabalho.
 
“A população não deve ficar alarmada. Os profissionais foram capacitados para lidar com a situação o mais rapidamente possível, evitando maiores danos”, garante o especialista.
 
Em 2010, dois casos da doença foram diagnosticados no país, mas não se espalharam.
 
Os dois pacientes diagnosticados tiveram contato com o micro-organismo em outros continentes e chegaram ao Brasil já infectados.
 
Correio Braziliense

Estudiosos criam técnica para acabar com o desconforto do fuso-horário

Americanos desenvolvem aplicativo gratuito que orienta quem costuma sofrer com o problema
 
Ir para outro país com fuso horário muito diferente costuma gerar dificuldades de adaptação na rotina e desconfortos, como insônia, cansaço e estresse.
 
O quadro, muito bem conhecido por quem costuma fazer longas viagens, é chamado de jet lag.
 
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) recorreu à matemática para combater o problema e ajudar as pessoas a se adaptarem mais rapidamente aos novos horários.
 
Publicado nesta semana na revista Plos One, o estudo apresenta uma série de equações que permitiram aos autores elaborarem um regime de exposição à luz, que, ao ser seguido, ajudará as pessoas a sentirem o mal-estar por menos tempo.
 
O jet lag é resultado de um desajuste entre o relógio interno da pessoa — os chamados ritmos circadianos (veja arte) — e o ambiente externo.
 
O maior regulador desse relógio biológico é a luz, afirmam os especialistas.
 
Quando está dia, a claridade dispara uma série de processos no organismo.
 
A chegada da noite, e a consequente diminuição da luminosidade, causa outros efeitos, incluindo a sensação de sono.
 
Quando alguém viaja para um ponto distante, há um descompasso. O corpo está em um ritmo, mas o ambiente envia sinais discordantes.

Diferentes estudos já propuseram estratégias de exposição alternada a ambientes claros e escuros para promover a adaptação.
 
Os autores da nova pesquisa, contudo, acreditam ter encontrado uma maneira de fazer isso em um período mais curto.
 
“Muitos têm tentado reduzir o jet lag, e outras programações de iluminação foram propostas no passado para ajudar o corpo a se adaptar.
 
Nossos horários se destacam por trazer a adaptação de forma mais rápida”, diz Olivia Walch, coautora do trabalho.
 
Correio Braziliense

Mulheres recorrem ao Ministério Público para pedir socorro

A cada duas horas, três mulheres pedem ajuda ao MP para manter o agressor distante: em sete anos, promotores receberam 51,9 mil inquéritos (Kleber Lima/CB/D.A Press -  6/3/07)
A cada duas horas, três mulheres pedem ajuda ao MP para
 manter o agressor distante: em sete anos, promotores
receberam 51,9 mil inquéritos
Estudo inédito do Ministério Público mostra que em 2006, ano que passou a vigorar a Lei Maria da Penha, foram 34 solicitações de medidas protetivas contra 12,9 mil em 2013. Total de denúncias à Justiça cresceu 5.000%         
 
Durante quase oito anos, Regina (nome fictício) viveu ao lado de um homem ciumento, possessivo e violento. Foi ameaçada e agredida incontáveis vezes, até mesmo enquanto estava grávida. Em 2012, prestes a completar 40 anos, ela decidiu recomeçar. Denunciou o companheiro. Hoje, ele está proibido de se aproximar dela. Assim como Regina, milhares de vítimas de violência doméstica resolveram procurar ajuda.
 
O número tem aumentado nos últimos anos. A cada duas horas, três mulheres recorrem ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitando medida protetiva, que prevê o afastamento do agressor.

Os pedidos de socorro ao MPDFT cresceram de forma acelerada. Passaram de 34 para 12.945, entre 2006, quando passou a vigorar a Lei Maria da Penha, e o ano passado. Nesse período, foram 51.913 inquéritos policiais ou termos circunstanciados recebidos pelos promotores da capital do país.

Em sete anos, os casos de agressões contra mulheres aumentaram 5.000%. Em 2006, os promotores ofereceram 113 denúncias relacionadas ao crime.
 
No ano passado, o número subiu para 5.651, o que significa que, somente em 2013, 15 denúncias foram oferecidas pelo MP, por dia. As estatísticas que revelam o aumento expressivo nas ocorrências de violência doméstica contra mulher fazem parte de um levantamento inédito dos promotores(confira arte).

O responsável pela pesquisa, o promotor Thiago Pierobom, explica que não é possível afirmar que a violência doméstica, de fato, aumentou. Para ele, é certo que as mulheres denunciam mais e isso aumenta o número de casos. Mas ressalta que o levantamento revela que as mulheres do DF sofrem muito dentro de casa. “Sabemos que o número é ainda maior, já que muitas vítimas não denunciam. Entretanto, para nós, o aumento das estatísticas, de certo modo, é bom, pois percebemos que elas não aceitam mais a violência. E procuram ajuda cada vez mais”, diz o coordenador dos núcleos de direitos humanos do MP.

Hoje, o DF tem 40 promotorias, 19 varas e uma delegacia dedicadas exclusivamente ao combate à violência doméstica. “Mesmo assim, trabalhamos no limite.
 
Os números revelam um desafio para o Estado, que vai ter que se aparelhar cada vez mais para atender a demanda. Devemos ter mais cursos de capacitação para os servidores que lidam com esse tipo de violência. Isso vai fazer com que os casos caiam lá na frente”, explica o promotor.
 
“Mesmo que a mulher fale que apanha há muitos anos, ela não pode ser recriminada. Ela precisa de apoio para ter a liberdade de ir e voltar, sabendo que será bem recebida e bem tratada pelo Estado”, complementa Pierobom.
 
Correio Braziliense

Conheça oito situações que podem desencadear dor de cabeça

Conheça oito situações que podem desencadear dor de cabeça  Jim Hendew/Morguefile
Foto: Jim Hendew / Morguefile
Café, bebidas alcoólicas, mudanças de temperatura e noites mal dormidas são algumas causas
 
As dores de cabeça são uma das queixas médicas comuns, mas nem por isso elas devem ser ignoradas. Segundo o neurologista Leandro Teles, dependendo da região que a dor na cabeça atinge pode ser um indício de uma doença.
 
— A dor latejante na cabeça pode partir da pele, músculos, veias, dentes e terminações nervosas. Em alguns casos, é necessário que seja feito um diagnóstico, principalmente se ela vier acompanhada de outros sintomas — explica.
 
Os tratamentos mais comuns para aliviar esse incômodo são o uso de analgésicos. Se a dor persistir, o ideal é procurar ajuda de um médico.
 
O especialista lista algumas situações podem colocar o seu cérebro em risco e ocasionar dores de cabeça:
 
1) Não beber água
O organismo desidratado também pode desencadear crises de cefaleia. A recomendação é consumir dois litros de água por dia, segundo o médico.
 
2) Consumo excessivo de cafeína
Ao mesmo tempo em que o café é capaz de aliviar uma crise de enxaqueca, a sua abstinência súbita pode causar crises de dor de cabeça. O ideal, segundo o neurologista, é consumir até três xícaras de café por dia.
 
3) Tensão pré-menstrual (TPM)
A queda dos níveis de estrógeno no sangue da mulher é o responsável pelas dores de cabeça durante os dias que antecedem a menstruação. A mulher pode apresentar oscilações do humor, cólicas menstruais, dor de cabeça e dores nas mamas.
 
4) Fome
Permanecer muito tempo sem comer causa dor de cabeça tensional, além de aumentar as chances de uma crise de enxaqueca. Quando o indivíduo não come suficiente, ocorre uma queda nos níveis de açúcar no sangue, o que favorece para o surgimento de uma cefaleia.
 
5) Disfunção na mandíbula ou dentes
Uma disfunção na articulação temporomandibular pode causar dores de cabeça, uma vez que ela tem a finalidade de conectar a mandíbula ao crânio. A dor merece ser investigada quando vem acompanhada de dores na face e nos maxilares, dificuldade de mastigar e estalos ao abrir e fechar a boca.
 
6) Mudanças de temperaturas
Calor demais ou frio em excesso pode gerar uma crise de dor de cabeça. Para evitar que ela ocorra nos dias de calor, é importante molhar a cabeça com frequência para amenizar a exposição direta prolongada.
 
7) Excesso de bebidas alcoólicas
O álcool provoca uma dilatação nos vasos cerebrais e, depois de várias doses, vem a dor de cabeça. Procure beber moderadamente e sempre intercalando o a bebida com um copo de água.
 
8) Falta de sono
As noites mal dormidas também são responsáveis pelas dores de cabeça. É importante dormir pelo menos até oito horas por noite.
 
Zero Hora

Café faz bem para a memória, diz estudo

Getty Images
Café em excesso pode causar ansiedade e dificuldade para dormir
Cientistas observaram que ingestão de cafeína fez com que voluntários tivessem melhor desempenho em diferenciar imagens; porém, excesso da substância gera nervosismo
 
Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória.
 
O estudo, publicado na revista especializada Nature Neuroscience, testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas.
 
Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
 
O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente.
 
Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens.
 
Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo.
 
Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
 
No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
 
Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória.
 
Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens "semelhantes" era maior que o que respondia - de forma errada - que eram as mesmas imagens.
 
"Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína", disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
 
"Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso", acrescentou.
 
O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.
 
Poucos efeitos
A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o "centro de memória" do cérebro, para compreender o efeito da cafeína.
 
Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína.
 
"Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente", disse Yassa.
 
O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que "sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas".
 
"Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar", acrescentou.
 
"E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos."
 
Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomar cafeína logo depois de ver as imagens "melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado".
 
"Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas."
 
Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.

iG

Caminhadas regulares reduzem progresso de demência em idosos, diz estudo

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Caminhada aumenta a memória
Prática de exercícios aeróbicos duas vezes por semana podem ajudar a aumentar a memória
 
Idosos devem investir em exercícios aeróbicos para combater o risco de demência. Pesquisadores observaram que mulheres cuja capacidade intelectual foi afetada pela idade tiveram aumento de memória com a prática de caminhadas regulares. O resultado pode ser percebido em apenas seis meses.
 
No estudo, realizado por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, também foi observado o aumento do volume do hipocampo, área do cérebro relacionada com a linguagem verbal e memória.
 
O resultado, no entanto, surpreendeu os pesquisadores. Teresa Liu-Ambrose, autora da pesquisa, explica que aquelas que demonstraram ganhos maiores no volume do hipocampo, também foram as que tiveram menor desempenho da memória.
 
“Foi uma descoberta desconcertante. Esta análise sugere que a relação entre a estrutura e o comportamento do cérebro é complexa e são necessárias mais pesquisas para explorar esta relação”, diz.
 
O estudo analisou ao todo 86 mulheres entre 70 e 80 anos . Elas foram distribuídas em três grupos com três diferentes treinos aeróbicos de uma hora duas vezes por semana. Um grupo realizou caminhadas rápidas; outro fez treinamento de resistência, como agachamentos e atividades com pesos; e o terceiro praticou exercícios de equilíbrio e tonificação muscular meses. As mulheres que fizeram caminhadas em ritmo moderado rápido apresentaram o melhor desempenho de memória.
 
“Atualmente não há nenhum tratamento eficaz para comprometimento cognitivo e demência. Os benefícios do exercício tanto para a saúde, quanto para o desempenho cognitivo, parecem ser uma estratégia eficaz”, disse Teresa.
 
iG

Humor: Para compensar

Tamanho do pênis pode levar a obsessão por malhação, afirma estudo

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Psicologia da Universidade Victória, de Melbourne, na Austrália, aponta que os homens se preocupam mais com a opinião de outros homens sobre a imagem de seus corpos, o peso ou o tamanho do pênis em relação ao que acha a parceira sexual
 
Isso levaria os não tão dotados a trabalharem mais no ganho de massa muscular e na perda de gordura corporal para compensar as ‘perdas’.
 
Para chegar a conclusão, a cientista Annabel Chan Feng Yi entrevistou 738 homens pela internet, com idades entre 18 e 76 anos.
 
A pesquisa aponta que a preocupação dos entrevistados, principalmente com o tamanho do pênis, deixava a maioria insegura em ambientes onde outros homens poderiam vê-los frequentemente sem roupas, como vestiários de academia. O fenômeno é chamado pela especialista de “síndrome do vestiário”.
 
“A preocupação dos homens com o tamanho pouco tem a ver com o desempenho sexual. Na verdade, tem muito mais a ver com competição entre outros homens. A maioria sente insegurança em lugares que outros homens possam ver seu pênis, como em vestiários, mas se sentem seguros na cama”, resumiu a doutora Chan.
 
E ai, você é da turma dos caras de boa ou tem obsessão por academia?
 
manualdohomemmoderno.com.br

Porque os mosquitos picam algumas pessoas mais que outras?

Há pessoas que são atacadas por mosquitos só de fazer uma caminhada à tarde, enquanto outras podem andar através de uma nuvem desses insetos sem sofrer uma única picada

O principal atrator de mosquitos é o suor. Essa relação foi estudada na Universidade da Califórnia: cientistas pegaram um homem incapaz de suar e constataram que ele atraía bem menos insetos que o normal.

Essa atração acontece porque 90% dos nervos das antenas dos mosquitos são dedicados à detecção de substâncias químicas, como o ácido láctico – não por coincidência, presente em nosso suor. Para nosso azar, outra coisa que alerta os radares desses malditos insetos sanguinários é o dióxido de carbono (CO2), simplesmente o gás que a gente joga no ambiente toda vez que respiramos.

Assim como os “vampiros”, os mosquitos também consideram algumas pessoas como sendo o seu “tipo”. Tipos diferentes de sangue atraem ou repelem mosquitos. Se você já foi o alvo principal dos mosquitos em um grupo de amigos num acampamento, então você provavelmente é do grupo O. Cientistas japoneses chegaram a essa conclusão após exporem pessoas a grupos de mosquitos que tiveram as partes de seus corpos responsáveis pela picada e pela sucção do sangue removidas.

Os insetos pousaram principalmente nas pessoas do grupo O, ignorando os grupos A e B.  Curioso ein?
 
mundointeressante.com.br

Proteja a casa de ácaros

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Renove colchões e travesseiros após seis a dez anos de uso
Evite as crises alérgicas geradas por esses inimigos invisíveis
 
Tapetes felpudos, carpetes, sofás de chenile, bichos de pelúcia, animais de estimação e edredons quentinhos são os lugares preferidos dos ácaros, que se instalam sem que a gente perceba e provocam reações alérgicas nas pessoas mais sensíveis.

“Os ácaros procuram no ambiente o abrigo e a proteção necessários para viverem. E nossa moradia configura o local perfeito para isso”, afirma o pesquisador Nicolau Maués Serra-Freire, do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
 
Isso sem contar que encontram matéria orgânica como fungos, vegetais, excrementos de animais, descamações da pele, cabelos e restos de alimentos em quantidade para se alimentarem.
 
Para evitar o problema, o mais indicado é se livrar de todos os possíveis focos de ataque, optar por piso frio e trocar o estofamento por couro, o que nem sempre é possível. “A melhor maneira de conviver pacificamente com os ácaros é reduzir o alimento disponível para eles. Com menos alimento, a colônia cresce menos”, diz o pesquisador.
 
Veja como evitar a infestação de ácaros em casa:
 
1- Mantenha portas e janelas abertas para arejar os ambientes;

2- Retire a poeira de colchões, carpetes, sofás, almofadas e cortinas. Ácaros adoram pó. Para garantir a limpeza, use um aspirador de pó com filtro hepa. “Ele garante a coleta de 99,97% da poeira e das micropartícula alergênicas, como as caspas de gato, por exemplo, que medem cerca de 0,3 micrômetros. Em termos de comparação, um cabelo humano mede cerca de 100 micrômetros, o equivalente a 0,1 milímetro”, afirma Ângelo di Fraia, gerente da Arno. O aspirador pode limpar ainda e o que mais achar necessário;

3- . Alguns modelos já vêm com proteção antiácaros. Quem não quiser mudar o colchão pode revesti-lo com capas protetoras com tratamento antimicrobiano que impede a passagem dos ácaros;

4- Faça uma higienização periódica em colchões, sofás, tapetes e carpetes. Em apenas um ano de uso, esses locais chegam armazenar quase cinco milhões de ácaros. Uma das opções é a higienização feita pela Hygienitech, que não utiliza componentes químicos. “É uma combinação de radiação, vibração e sucção”, diz Ricardo Rocco, dono da empresa;

5- Lave periodicamente cortinas e tapetes. Se estiverem tratados com algum produto antiácaro, não molhe ou use produtos químicos. Apenas passe o aspirador de pó uma a duas vezes por semana;
 
6- Troque a roupa de cama uma vez por semana. Em dias mais quentes e no verão, troque duas vezes por semana. Aproveite para virar o colchão de lado. Se possível, exponha-o ao sol;

7- Desumidificadores de ar ajudam bastante. “Ao procurar abrigo, o ácaro busca pouca luz, umidade acima dos 60% e calor abaixo dos 50ºC. Então, quando é instalado um, com capacidade volumétrica compatível com o volume do espaço, o abrigo deixa de ser ideal para os ácaros. Suas duas possibilidades imediatas são: morrer ou abandonar o ambiente, migrando para outro lugar (lembrando que toda a casa deve ser desumidificada)”, completa Serra-Freire;

8- Mantenha a disciplina: faça as refeições na cozinha ou sala de jantar (nada de sentar no sofá ou na cama); não troque de roupa em qualquer cômodo e não entre em casa com sapatos usados na rua;
 
9- Use acaricidas com cautela. “É recomendável seguir a indicação de um profissional habilitado para o uso. Para ambientes em que vivem animais, é bom consultar um veterinário”, diz o pesquisador;

10- Instale esterilizadores de ar. Eles puxam os ácaros do ambiente para dentro do aparelho que, com circuitos internos que esquentam a até 300ºC, elimina os microrganismos.
 
Delas

Fique atenta à validade do colchão

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Escolha bem o colchão e fique atento ao prazo de validade
Saiba quando está na hora de trocar o seu colchão
 
Uma bela noite de sono é suficiente para repor as energias e combater o cansaço e o stress do dia a dia. Mas nem sempre é possível dormir bem devido a desconfortos, torcicolos e dores musculares que podem aparecer, muitas vezes, por causa do colchão . Para evitar que isso ocorra é preciso escolher o colchão que lhe traga mais conforto e ficar atento ao prazo de validade.
 
Segundo Eduardo Carrieri, gerente comercial da Mannes, todo colchão, independente de tipo ou modelo, tem um tempo médio de vida, que gira em torno de quatro a cinco anos. “Isso se deve a dois fatores muito importantes: o vencimento das substâncias bactericidas e a fadiga da espuma.”

Durante o período de vida útil, os colchões vão perdendo as substâncias que o protegem contra ácaros e bactérias e começam a ficar vulneráveis a esses agentes, que aproveitam para se proliferar. “O suor diário, em contato com o colchão aquecido, torna o ambiente propício à produção desses causadores de doenças respiratórias e alérgicas”, diz Carrieri. Nesse estágio podem aparecer manchas e odores na superfície do colchão.

O outro fator que determina a troca é a fadiga da espuma. De acordo com o gerente comercial, ao comprar um colchão novo, os primeiros 90 dias serão de adaptação do peso do usuário ao formato do produto escolhido. “É nesse período que o corpo vai se acomodar, o que trará conforto e aconchego.”

Porém, com o tempo, essa sensação tende a diminuir, já que o colchão vai perdendo a mobilidade e a maciez, e começa a ficar deformado. “Dores na coluna e noites mal dormidas costumam aparecer nesse período”, explica Carrieri.

Delas

Cinco passos para a noite de sono perfeita do seu filho

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Rotina diária facilita hora do sono
Especialistas explicam o que fazer para seu filho dormir bem e na hora certa todos os dias
 
Para as crianças, dormir bem é duplamente importante. Além de manter o relógio biológico ajustado, o sono infantil é essencial para o crescimento. E também para que os pais não percam o próprio sono. Mas como regular o sono do seu filho?
 
“Cumprindo o período necessário de sono da criança, as funções biológicas como a digestão e a respiração, por exemplo, também ficam de acordo”, afirma o médico Derblai Sebben, especialista em questões do sono. Segundo Derblai, a falta de ritmo diário é o que mais prejudica a hora de dormir de um bebê ou uma criança – a não ser que ela tenha distúrbios como o terror noturno, por exemplo. Cuidar para que ela tenha hábitos – e eles sejam cumpridos – desde os primeiros meses de vida é essencial.
 
Atenção aos hábitos
Era o caso de Letícia. Durante os primeiros dois anos de vida, ela fez a mãe Ana Cláudia Guimarães penar na hora de dormir. “Tentei tudo o que me indicaram: colocava música, balançava, mas duas horas se passavam e ela continuava acordada”, diz. Depois de dois meses de noites muito mal dormidas, Ana, muito cansada, decidiu dar uma volta de carro com a filha e o marido para ver se a filha se acalmava. “Surpreendentemente, ela dormiu. E dormiu pesado”, conta.

Mas, depois desse dia, Letícia só dormia ao ser levada para uma volta de carro. Isso durou até os dois anos de idade, quando ela começou a ir para a escolinha e, por voltar cansada, finalmente teve mais facilidade para dormir. De acordo com Derblai, os rituais para a hora de dormir são decisivos para o sono tranquilo, mas é importante impor estes comportamentos desde cedo.
 
Rituais do sono
Uma das razões mais comuns para as crianças dormirem mal são os erros dos pais ao conduzi-las para o sono. “Uma criança que passa o dia sem se alimentar em horários específicos e não tem horários de soneca, por exemplo, não saberá que é hora de dormir quando a noite chegar”, explica Derblai.

Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, acredita que muitos pais criam hábitos equivocados na rotina dos recém-nascidos, como fazê-los dormir sempre no colo da mãe ou com companhia. “Esse tipo de procedimento pode levar a criança a ter um sono mais fragmentado durante a noite”, diz.

Além disso, é comum que os pequenos despertem durante a madrugada e, para o desespero dos pais, comecem a chorar. “Todos nós acordamos durante a noite, mas se toda vez a mãe correr para dar de mamar ou colocar o filho no colo, facilmente ele irá se acostumar e essas manias vão se estendendo por mais tempo”, afirma.

A criança precisa ser ensinada a dormir espontaneamente – e separada dos pais – desde que chega da maternidade. Para que isso aconteça, os pais podem seguir algumas táticas desde os primeiros dias de vida do filho e estabelecer um ritual.
 
Boa noite, filho!
A advogada Carolina Melo Artese parte desta premissa com a filha Luana. Desde que Luana nasceu, a mãe a coloca no berço logo depois de alimentá-la e fazer a troca. “Deixo o quarto bem escuro, a coloco pra dormir e logo depois já saio e fecho a porta. Dou no máximo dez minutos para ela parar de chorar”, conta Carolina. Sempre funcionou e Luana dormia feito um anjo. Hoje, a menina já nem chora tanto e não sente falta de alguém por perto para dormir bem.

De acordo com Derblai, não há certo ou errado nos hábitos: o ideal é seguir uma atitude que funcione principalmente a partir dos quatro meses de idade da criança, quando ela começa a definir os próprios hábitos. Exagerar na alimentação logo antes do seu filho ir para o berço também não é indicado. A digestão pode dificultar a qualidade do sono. Os pais também devem estar atentos a outros problemas que podem dificultar a hora de dormir, como ronco, dor de ouvido ou cólica, que merecem atenção médica.
 
Cinco dicas práticas para o seu filho dormir bem
 
Dar um banho quentinho na criança e massageá-la – o que nada mais é do que fazer carinho – podem ser estratégias infalíveis. Além disso, conforme a idade da criança, os pais podem cantar ou contar uma pequena história. Quando ela estiver pegando no sono, já mais relaxada, os pais devem se despedir e sair do quarto enquanto a criança ainda está desperta. Isso evita os sustos nos “microdespertares” da madrugada: “Quando a criança acorda durante a madrugada, ela quer o último estímulo que teve antes de pegar no sono. Se ela dormiu ao lado ou no colo da mãe, ela chora por querer a mãe novamente”, explica Derblai. Se isso não acontecer, ela dormirá novamente.
 
Entre os quatro e seis meses, a vida passa a ser regulada pelo relógio biológico e o ambiente da hora de dormir deve estar de acordo. “Se houver muita luz e barulho, ela não conseguirá dormir. O ambiente precisa estar propício a este referencial biológico, com escuro e silêncio”, diz ele.
 
Se a criança despertar durante a noite e começar a chorar sem parar, os pais devem evitar pegá-la no colo, não demonstrar irritação e não acender a luz, para não haver algum estímulo capaz de despertá-la ainda mais. “Os pais devem seguir o mesmo ritual feito primeiramente – a massagem – e ver se funciona”, explica. A criança vai sim acordar durante a noite e, caso não tenha algum outro problema como a necessidade de trocar a fralda, é importante não mantê-la no colo por mais de poucos minutos, para que ela volte a dormir logo no berço.
 
Delas