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sábado, 15 de junho de 2013

Brasil tem novas regras para pesquisas com seres humanos

A resolução reforça a privacidade das informações dos voluntários,
a obrigatoriedade de ressarcimento de gastos, como transporte e
alimentação, e a possibilidade de abandonar a pesquisa
 no momento que desejar
Resolução do CNS define os direitos dos voluntários e abre possibilidade de recompensa financeira, com prazo para avaliação ética
 
Resolução publicada esta semana pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) define, pela primeira vez, os direitos dos voluntários e abre possibilidade para recompensa financeira aos participantes, proibida no Brasil atualmente.

A resolução reforça a privacidade das informações dos voluntários, a obrigatoriedade de ressarcimento de gastos, como transporte e alimentação, e a possibilidade de abandonar a pesquisa no momento que desejar. Estão previstos ainda, em casos de efeitos colaterais, indenizações e assistência à saúde durante e após a pesquisa. As informações sobre a pesquisa devem ser passadas de forma acessível e apropriada à cultura, idade e condição socioeconômica do participante.

Em relação à suspensão da proibição de pagamento de recompensa financeira aos voluntários, a medida abrange pesquisas de Fase 1, quando são testados medicamentos em um pequeno grupo de pessoas saudáveis, e em estudos de bioequivalência, que facilitam o registro de novos genéricos.
 
Para acelerar a análise dos estudos, a normatização define prazo máximo de 60 dias para a avaliação ética dos projetos e de 20 dias para reanálise, caso o pesquisador tenha de fazer modificações no projeto original. Pesquisas clínicas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS) terão prioridade. " As novas regras dão garantiras tanto aos pesquisadores quanto aos participantes voluntários. Agora, com critérios e princípios claros, teremos mais transparência, segurança e agilidade às atividades científicas deste gênero" , afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Segundo a presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Maria do Socorro de Souza, a resolução segue os princípios dos comitês de Ética em Pesquisa (CEP) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisas (Conep) e enfatiza os direitos dos participantes de pesquisas. " A intenção é ampliar a segurança dos participantes e acelerar o desenvolvimento de tecnologias em saúde de interesse público" , diz.

Outro avanço que a resolução traz é o estabelecimento de classificação de riscos às diferentes metodologias de pesquisas. Assim, estudos menos invasivos terão uma análise mais rápida. " Não seria justo submeter aos mesmos critérios de análise, estudos que envolvam apenas questionários a outros que o voluntário recebe medicamentos" , explica o secretário Gadelha.

Com informações do Ministério da Saúde
 
Fonte isaude.net

Eliminar tomografias infantis desnecessárias reduz risco de câncer futuro em 62%

Diana Miglioretti, pesquisadora responsável pelo estudo
Foto: UC Davis Health System
Diana Miglioretti, pesquisadora responsável pelo estudo
4 milhões de tomografias realizadas em crianças a cada ano poderia resultar em cerca de 4.870 cânceres no futuro, afirma estudo
 
A redução de exames de raios-X e de tomografia computadorizada (TC) desnecessários em crianças pode diminuir o risco de câncer associado com a radiação em 62%. É o que revela estudo de pesquisadores da UC Davis Health System, nos EUA.
 
A pesquisa afirma que as 4 milhões de tomografias computadorizadas realizadas em crianças a cada ano poderia resultar em cerca de 4.870 cânceres futuros. Segundo os pesquisadores, reduzir mais de 25% das doses de radiação poderia impedir 2.090, ou 43%, desses futuros cânceres.
 
"Eliminando também os exames desnecessários, 3.020, ou 62%, dos casos de câncer poderiam ser evitados. Há danos potenciais da tomografia computadorizada, o que significa que há um risco de câncer, embora muito pequeno em cada criança, por isso é importante reduzir o risco de duas maneiras. A primeira é só fazer um exame quando é necessário, e usar imagens alternativas quando possível. A segunda é usar a dose de tomografia adequada para as crianças", afirma a principal autora Diana Miglioretti.
 
A tomografia computadorizada é um procedimento utilizado para gerar imagens transversais do corpo, em configurações de diagnóstico e terapêuticas. Ela é frequentemente usada em crianças pequenas, que podem ter traumas, por exemplo.
 
Segundo Miglioretti, sua utilização aumentou dramaticamente porque a tecnologia é eficaz e oferece maior conveniência do que outros métodos de imagem, que não envolvem a radiação ionizante, tais como a imagiologia de ressonância magnética (IRM), que requer que uma criança permaneça em um escâner por um período prolongado de tempo. A ultrassonografia pode ser demorada.

A pesquisa
O estudo retrospectivo foi realizado em diversas crianças do sexo masculino e do sexo feminino com menos de 15 anos.
 
Os pesquisadores examinaram dados de utilização da tomografia computadorizada dos sistemas de cuidados de saúde entre 1996 e 2010. A dose de radiação e o risco de câncer estimados foram calculados através da análise de 744 tomografias aleatórias da cabeça, abdômen / pelve, tórax e coluna vertebral realizadas de 2001 a 2011.
 
O estudo constatou que o uso de tomografia computadorizada aumentou entre 1996 e 2005. Entre as crianças menores de 5 anos, o uso do exame duplicou, passando de 11 em 1 mil, em 1996, para 20 em 1 mil em 2005-2007 e, em seguida, diminuiu para 15,8 em 1 mil em 2010.
 
Entre as crianças de 5 a 14, o uso da tomografia quase triplicou, passando de 10,5 em 1 mil em 1996 a um pico de 27 em 1 mil em 2005, antes de diminuir para 23,9 em 2010.
 
Os pesquisadores também descobriram que as doses de radiação foram muito variáveis para os exames da mesma região anatômica.
 
O risco de leucemia induzida por radiação e câncer no cérebro são maiores para a tomografia da cabeça. O risco de câncer sólido por exposição á radiação é maior para as tomografias do abdômen e da pelve. Câncer de mama, tireoide e pulmão e leucemia somam 68% dos cânceres projetados nas meninas expostas à tomografia. Câncer de cérebro, pulmão, cólon e leucemia somam 51% dos futuros cânceres em meninos.
 
Miglioretti explicou que os órgãos das crianças têm um risco aumentado de câncer derivado da tomografia computadorizada, porque as crianças ainda estão crescendo e suas células estão se dividindo rapidamente. Além disso, o risco de câncer é maior entre as crianças, porque elas estão no início de suas vidas e têm mais tempo para viver.
 
Ela observou que os médicos podem reduzir a quantidade de dosagem através de um número de diferentes estratégias, incluindo a redução da duração da verificação, concentrando-se apenas na "zona de interesse". Por exemplo, quando a zona de interesse é o abdômen, os médicos devem evitar também a digitalização da pélvis.
 
De acordo com Miglioretti, as orientações de dosagem para pacientes pediátricos de imagem devem ser acompanhadas de perto.
 
 
Fonte isaude.net

Medicamento usado no tratamento da calvície masculina reduz consumo de álcool

Finasterida pode reduzir o consumo de álcool
Finasterida pode reduzir o consumo de álcool
Análise de homens com efeitos colaterais sexuais relacionados à finasteride indica que droga altera consumo de bebidas alcoólicas
 
Pesquisadores da George Washington University, nos EUA, demonstraram que a droga sintética Finasterida, usada no tratamento da calvície masculina padrão, pode reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
 
Os efeitos colaterais da finasterida podem incluir o aumento das taxas de disfunção sexual, como baixa libido e disfunção erétil, na verdade, alguns homens que interromperam a medicação continuaram a experimentar efeitos colaterais sexuais persistentes.
 
Com base na descoberta de que a finasterida também reduz o consumo de álcool e de preferência suprime o vício em ratos, a pesquisa revelou que a maioria dos homens com efeitos secundários sexuais relacionados à finasterida notou uma diminuição no consumo de álcool.
 
 
"A finasterida é um medicamento sintético usado para tratar a próstata aumentada em homens mais velhos. Ele também é usado por homens mais jovens para a calvície masculina. Em homens jovens com calvície, [menos de] 5% desenvolveram efeitos colaterais sexuais. Finasterida não tem sido utilizado para reduzir o consumo de álcool em humanos. Nosso estudo está entre os primeiros olhar para seus efeitos sobre o uso de bebidas alcoólicas em seres humanos", explica o autor da pesquisa Michael S. Irwig.
 
Finasteride é um inibidor de 5a-redutase que bloqueia a produção de uma variedade de hormônios e moduladores derivados do colesterol, incluindo certos androgênios e outros esteroides que são ativos tanto no corpo quanto no cérebro.
 
Esteroides neuroativos, como allopregnanolone, ajudam a regular redes do cérebro envolvidas na emoção, motivação e cognição. Há um grande interesse em saber se estes neuroesteroides contribuem para doenças psiquiátricas. Álcool é conhecido por aumentar a produção de neuroesteroides como allopregnanolone em animais, e estes esteroides contribuem para a sedação e intoxicação e outros efeitos adversos do álcool, incluindo a perda de memória aguda.
 
A equipe recrutou 83 homens saudáveis que desenvolveram efeitos colaterais sexuais persistentes associados ao uso de finasterida, apesar de terem deixado de tomar a medicação por pelo menos três meses.
 
Irwig e seus colegas utilizaram entrevistas padronizadas para coletar informações sobre o histórico médico dos participantes, sua função sexual e os hábitos de consumo de álcool antes e após o uso de Finasterida.
 
"Ao estudar os efeitos colaterais sexuais persistentes associados à finasterida, observamos que a maioria dos homens tinha menor consumo de álcool. Muitos destes homens pararam completamente o consumo de álcool. Mais especificamente, dos 63 homens com efeitos colaterais sexuais persistentes que bebiam pelo menos um drinque por semana antes de usar finasterida, 41 ou 65% notaram uma diminuição no consumo de bebida", afirma Irwig.
 
A equipe acredita que os resultados podem abrir uma importante área de pesquisa clínica. "Não se sabe se a finasterida poderia suprimir a bebida em homens saudáveis. Espero que este estudo possa gerar mais pesquisas sobre os efeitos do medicamento em seres humanos no que se refere ao álcool", conclui o pesquisador.
 
Fonte isaude.net

Comer peixe para viver mais

Vários estudos científicos nos últimos anos têm demonstrado uma associação entre ingestão de peixe e boa saúde.
 
Este efeito tem sido atribuído a um conjunto de “gorduras boas” chamadas de Ômega 3 encontrados em grandes quantidades em alguns tipos de peixes.
 
Pesquisas em animais e humanos mostram que estas gorduras têm efeitos positivos sobre a saúde em geral, e sobre a saúde do coração em particular. Por sua vez, nos estudos em que são administradas cápsulas de Ômega 3 como suplemento, os resultados são controversos quanto aos potenciais benefícios para a saúde cardiovascular e risco de morte.
 
Em um estudo realizado em mais de 2600 idosos americanos, publicado no último dia 2 de abril na revista científica americana Annals of Internal Medicine, pesquisadores demonstraram que as pessoas que apresentaram um maior nível sanguíneo de Ômega 3, vivem em média mais de 2 anos que aqueles com níveis menores.
 
Os pesquisadores concluíram que os níveis sanguíneos de Ômega 3 estão relacionados com um menor risco de morte, especialmente por doença cardíaca.
 
O risco de morte por qualquer causa no grupo de maior nível sanguíneo de Ômega 3 é reduzido em 27%, e o risco de morte por doença cardíaca é reduzido em 35%, durante o período estudado, quando comparados com o grupo de menor nível sanguíneo de Ômega 3.
 
Quantidades elevadas dos ácidos graxos Ômega 3 são encontradas em alguns tipos de peixes sendo os mais comuns no nosso meio o atum, sardinhas (mesmo os enlatados), salmão, arenque e cavala. Por este motivo a Associação Americana do Coração recomenda o consumo de duas porções de 100 g desses tipos de peixe por semana.
 
Cabe salientar que estes resultados indicam somente a existência de uma associação, e não uma relação de causa efeito, entre os maiores níveis sanguíneos de Ômega 3 e o risco de morte por qualquer causa ou por doença cardíaca. Isto significa que o estudo não pode determinar se o nível de Ômega 3 no sangue é o responsável direto pela redução do risco de morte, ou é um marcador de estilo de vida saudável.
 
Os próprios autores enfatizam que aqueles com maior nível de Ômega 3 ingeriram mais frutas e vegetais que o grupo de menor nível, sugerindo que tomar suplemento de óleo de peixe, rico em Ômega 3, pode não ser suficiente.
 
Fonte
 
- Annals of Internal Medicine 2013;158:515-525.
 
-  Journal of the Academy of Nutrition and Dietetic. 2013;113:282-287.

Pequenas mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de derrame cerebral

Dentre os sete fatores de estilo de vida, a pressão do sangue foi
o mais importante em prever a ocorrência de um derrame
Você provavelmente tenha algum parente próximo ou distante, ou conhece alguém que tenha sofrido um derrame cerebral. A alta incidência desta doença torna-a comum, porém não por isso menos grave.
 
O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, é uma doença que afeta os vasos sanguíneos do cérebro. É uma das principais causas de morte e a principal causa de invalidez em todo o mundo.
 
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o AVC é a principal causa de morte entre adultos (10% dos óbitos). A maioria dos sobreviventes necessita de tratamentos de reabilitação devido aos danos neurológicos e 70% ficam incapacitados de voltar ao trabalho.
 
O acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo que leva nutrição ao cérebro é bloqueado por um trombo (um tipo de coágulo), interrompendo o fluxo de sangue (chamado de AVC isquêmico) ou o vaso sanguíneo sofre uma ruptura, o que provoca um extravasamento de sangue do vaso (AVC hemorrágico). Nas duas situações ocorre a morte das células nervosas da região do cérebro que deixa de receber o sangue. A função que estas células exerciam é perdida (movimento e sensibilidade de um lado do corpo, articulação da fala, etc.).
 
Pois esta doença ameaçadora e de prognóstico tão sombrio pode ser evitada ou ter seu risco bem diminuído. É o que diz um novo estudo publicado no dia 6 de junho na revista médica americana Stroke.
 
No estudo foram avaliadas perto de 23.000 pessoas acima de 45 anos que não tinham doença cardíaca prévia.
 
O risco foi quantificado por uma medida de saúde cardiovascular desenvolvida pela Associação Americana do Coração e que consta de sete itens: controle da pressão arterial, não fumar, controle do colesterol, dieta saudável, atividade física regular, controle da glicemia (açúcar no sangue) e controle de peso.
 
Cada item foi quantificado como pobre (zero ponto), intermediário (um ponto) ou ideal (dois pontos).
 
O escore geral de saúde cardiovascular foi categorizado como inadequado para quem atingiu de 0 a 4 pontos, médio para os que tiveram de 5 a 9 pontos e ótimo para os de 10 a 14 pontos.
 
Os resultados da pesquisa demonstram que cada ponto a mais no escore foi associado a 8% na redução de risco de ter um derrame.
 
Pessoas com escore classificado como ótimo (10 a 14 pontos) têm uma redução de 48% no risco quando comparados com os classificados como inadequados (0 a 4 pontos).
 
Dentre os sete fatores de estilo de vida, a pressão do sangue foi o mais importante em prever a ocorrência de um derrame.
 
As pessoas com pressão arterial ideal têm um risco 60% menor de ter um derrame.
 
Outro fator de grande importância é o fumo. Pessoas que nunca fumaram ou que deixaram de fumar até um ano antes do estudo ter iniciado têm um risco 40% menor de sofrer um derrame.
 
Devido a alta incidência de mortes causadas pela doença, assim como as consequências devastadoras resultantes das sequelas neurológicas, a conscientização pessoal para promover mudança de hábitos que afetam o estilo de vida devem ser urgentemente consideradas.
 
Ainda há tempo, o custo é baixíssimo, restrito apenas a um pequeno esforço pessoal.
 
Os fatores interagem entre si, ou seja, não fumar, atividade física e dieta saudável têm efeitos positivos diretos sobre controle de peso, açúcar no sangue, colesterol e pressão sanguínea.
 
Ao contrário de outros fatores de risco como genética e idade, estes três hábitos (comer de forma saudável, atividade física e não fumar) você é soberano para mudar.
 
Não morra nem fique incapacitado por um derrame cerebral. Comece já.
 
Fonte  Stroke - Published online - June 6, 2013, doi: 10.1161

Após oito meses com ereção, homem passa por cirurgia e órgão sexual reduz 50%

Motorista de caminhão processou médico por suposto erro médico em prótese inflável
 
Um motorista de caminhão, de 44 anos, que fez um implante "inflável" em seu órgão sexual processou o médico responsável pela cirurgia por um susposto erro. A informação é do jornal New York Post desta quarta-feira (12).
 
De acordo com a publicação, o homem luta na Justiça pela reparação dos danos e testemunhou no Tribunal de Justiça de New Castle Country, nos Estados Unidos. Em seu depoimento, ele relatou que teve uma ereção que durou oito meses. Após o problema, ele passou por uma nova cirurgia para retirada da prótese e seu testículo reduziu em 50%.
 
Por causa da ereção constante, ele ainda contou que passou por constrangimentos de ter que usar calças e camisas largas o tempo todo. Ainda durante seu depoimento, o homem contou aos jurados que a prótese inflável fez ele se sentir "menos homem".

O advogado de defesa do médico contou que a prótese teve que ser removido quatro meses após a cirurgia por causa de uma infecção. Porém, não atribuiu o erro ao seu cliente.

 A retirada aconteceu por meio de um dispositivo de punção do testículo do paciente. Hoje, ele usa uma prótese de substituição. Segundo o jornal, o procedimento foi realizado em dezembro de 2009 e a prótese retirada em agosto de 2010.
 
Fonte R7

Adolescente morre vítima de meningite em Marília (SP)

Doença que atingiu o jovem era a mais grave do tipo bacteriana
 
Um adolescente de 14 anos morreu vítima de meningite na cidade de Marília, interior de São Paulo.
 
O jovem deu entrada no pronto atendimento do Hospital Santa Antonieta, onde os médicos suspeitaram de dengue. Porém, com o agravamento do quadro, o adolescente foi transferido para o Hospital de Clínicas de Marília, onde morreu em menos de vinte e quatro horas vítima de meningite bacteriana tipo C.
 
Segundo a médica infectologista, Luciene Sgarbi, a meningite é a inflamação da membra que cobre o cérebro e pode ser de dois tipos: viral ou bacteriana, a mais grave.
 
O setor de epidemias da Secretaria de Saúde orientou a escola em que o rapaz estudava e a família foi instruída a tomar remédios.
 
Vacinação
As vacinas de meningite são distribuídas gratuitamente pela rede pública de saúde para crianças de até dois anos. Pessoas acima dessa idade precisam procurar a rede particular para se previr.


 
Fonte R7

Associação médica entra com pedido de improbidade contra ministro da Saúde

Segundo presidente da AMB, o Brasil precisa de mais recursos para a saúde
 
A AMB (Associação Médica Brasileira) entrou com uma ação de improbidade contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por não ter usado R$ 17 bilhões que estavam disponíveis no orçamento do ministério entre 2011 e 2012.
 
De acordo com o presidente da associação, Florentino Cardoso, "nós todos reclamamos, inclusive o ministro, de que a saúde pública brasileira precisa de mais recursos".
 
— Então, a gente quer saber do ministro da Saúde porque ele não utilizou nem o recurso que tinha disponível.

Segundo Cardoso, a informação foi repassada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em uma audiência na Câmara dos Deputados. De acordo com a exposição do TCU, o ministério não usou cerca de 18% dos R$ 93 bilhões que tinha à disposição. De acordo com o presidente da AMB, o percentual está acima da média dos anos anteriores, um patamar de 3%.
 
— A gente imagina que a burocracia oficial para se fazer as coisas, a gente até imagina que seja difícil executar 100% do orçamento. Mas deixar de executar um valor tão importante, nós queremos saber porque. Essa não é a média dos anos anteriores.
 
Cardoso disse ainda que dependendo dos motivos apresentados por Padilha, a associação buscará a responsabilização do ministro.
 
Em nota, Padilha atribuiu a ação da AMB à controvérsia em relação à contratação de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil. “O ministro Alexandre Padilha lamenta que uma entidade médica recorra a este tipo de ataque por discordar do diagnóstico de que faltam médicos no Brasil e por tratar como tabu a perspectiva de atração de médicos estrangeiros para atuarem no Brasil”, diz a nota do ministério.

O comunicado destaca ainda que os recursos destinados à saúde cumprem as determinações legais e que as contas do ministério foram aprovadas pelos órgãos competentes.
 
“O Ministério da Saúde cumpre rigorosamente o que determina a Emenda Constitucional 29 [a verba destinada ao setor deve ser a mesma empregada no ano anterior com o acréscimo da variação do Produto Interno Bruto], o que assegura investimento federal crescente, estável e contínuo. As contas federais, inclusive, foram aprovadas pelos órgãos de controle interno e externo e pelo Conselho Nacional de Saúde, no qual as entidades médicas têm participação”.
 
Fonte Agência Brasil

Três quitutes juninos somam mais de mil calorias

Uma porção de Amendoim torrado: 595 cal
Conheça o valor calórico de 12 delícias juninas e veja algumas dicas de receitas saudáveis e light para você curtir a festa sem cometer excessos
 
Além da diversão, a festa junina traz muitas tentações. Os quitutes típicos estão cheios de calorias – e resistir a eles não é o forte da maioria das pessoas.
 
“São tantos quitutes típicos que fica difícil manter uma dieta saudável diante das deliciosas opções.

O segredo é saber fazer as escolhas certas, como por exemplo, escolher a versão light de uma receita ou comer porções bem pequenas”, ensina a nutricionista Lara Natacci, do Meu Prato Saudável, uma parceria do Instituto do Coração (Incor) com a LatinMed Editora em Saúde.
 
Veja a seguir as calorias dos principais alimentos juninos (em cada 100g):
 
Amendoim torrado: 595 cal
 
Arroz doce: 234 cal
 
Batata doce frita: 368 cal. Batata doce cozida: 125 cal
 
Bolo de fubá: 259 cal
 
Canjica: 363 cal
 
Milho verde cozido: 325 cal
 
Pé-de-moleque: 418 cal
 
Pinhão cozido: 195 cal
 
Pipoca pronta com manteiga: 403 cal
 
Quentão: 310 cal
 
Vinho quente: 153 cal
 
A nutricionista explica que o bolo de milho, por exemplo, é um bom prato e não contém muitas calorias – mas desde que seja feito com pouco açúcar ou sucralose.
 
“Durante os festejos, deixe para comer os docinhos por último, evitando repetir”, explica Lara.
Quando o assunto se volta às bebidas alcóolicas, é preciso ter mais moderação.
 
"O quentão é gostoso, mas por causa da cachaça e seu valor calórico, o recomendável é não ultrapassar as duas doses. A vantagem da bebida é o gengibre, que tem ação anti-inflamatória, cicatrizante e ajuda na digestão", explica ela.
 
“Para evitar a desidratação e o mal-estar no dia seguinte, beba de 1 a 2 copos de água para cada dose de bebida alcoólica”, completa a nutricionista.
 
Veja algumas opções light e saudáveis selecionadas pelo programa Meu Prato Saudável, para que as comemorações típicas não tragam alguns quilos indesejados.
 
1 - Bolo de milho com coco
 
Rendimento: 15 porções

Calorias por porção: 290 Kcal

Ingredientes
3 ovos
5 xícaras (chá) de leite
40 gr de queijo ralado
1 1/2 xícara (chá) de preparado para polenta
3 xícaras (chá) de açúcar
1 pacote de coco ralado
1 colher (sopa) de margarina
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de fermento químico em pó

Preparo: Bata no liquidificador os ovos, 3 xícaras(chá) de leite, o queijo ralado, o preparo para polenta, o açúcar e o coco ralado. Em seguida, adicione o restante dos ingredientes aos poucos no liquidificador. Bata mais um pouco. Asse em uma forma untada e polvilhada. Depois de frio corte em quadrados pequenos.
 
2 - Queijadinha de milho-verde

Rendimento: 12 porções

Calorias por porção: 71 Kcal

Ingredientes:
1 lata de milho-verde
1 xícara (chá) de leite em pó desnatado
1/2 xícara (chá) de adoçante em pó para uso culinário
1/2 xícara (chá) de leite desnatado
1 colher (sopa) de margarina
3 ovoS
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
Canela-da-china em pó para polvilhar

Preparo: Bata bem todos os ingredientes no liquidificador. Coloque forminhas de papel duplas em uma assadeira. Encha as forminhas até a metade e leve para assar em forno médio até dourar. Misture adoçante e canela, polvilhe as queijadinhas e sirva.
 
3 - Bolo Junino
 
Rendimento: 16 porções
 
Calorias por porção: 180 Kcal

Ingredientes

Creme
3 espigas de milho-verde
3 ovos
2 xícaras (chá) de leite em pó desnatado
1/2 xícara (chá) de adoçante em pó
1 xícara (chá) de água
1 colher (sopa) de margarina

Massa
150 gr de margarina
3 gemas de ovo
3 colheres (sopa) de adoçante em pó
1 xícara (chá) de fubá
1/2 xícara (chá) de leite desnatado
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
3 claras de ovo em neve
1 colher (sopa) de fermento químico em pó

Montagem
1 colher (sobremesa) de margarina para untar
2 colher (sopa) de glicose para untar
100 gr de coco em lascas

Preparo
Creme: Rale o milho verde e bata no liquidificador com os ovos, o leite em pó, o adoçante, a água e a margarina. Passe por uma peneira e reserve. Unte uma forma redonda média com a margarina e polvilhe a frutose. Despeje o creme e reserve.

Massa: Bata a margarina, as gemas e o adoçante até obter um creme leve. Junte o fubá, o leite e a farinha. Misture levemente a farinha de trigo peneirada com o fermento e as claras em neve. Coloque a massa do bolo sobre o creme e leve para assar em banho-maria em forno médio baixo, por cerca de 40 minutos ou até ficar firme e dourado. Retire, espere amornar e desinforme.

Montagem: Enfeite com o coco em lascas e sirva
 
4 - Pé de Moleque de Micro-ondas

Rendimento: 13 porções

Calorias por porção: 133 Kcal

Ingredientes
2 colheres (sopa) de adoçante de forno e fogão
2 colheres (sopa) glucose de milho
1/2 xícara (chá) água
250 g amendoim (sem casca) torrado e triturado (deixe alguns inteiros)
1 pitada sal
2 colheres (sopa) margarina light
óleo para untar a forma
1 colher (chá) bicarbonato de sódio

Preparo: Misture o adoçante, a glucose de milho, a água e leve ao micro-ondas por 12 a 15 minutos, em potência alta, mexendo a cada 4 minutos até formar uma calda grossa e dourada. Junte o amendoim, a margarina e o bicarbonato, mexa bem e espalhe em forma untada. Depois de frio, corte em pedaços.
 
5 - Canjica Light

Rendimento: 12 porções

Calorias por porção: 232 Kcal

Ingredientes
500 g de milho para canjica
1 1/2 xícara (chá) de leite em pó desnatado
1 e 1/2 xícara (chá) de água
4 xícaras (chá) de leite desnatado
1 xícara (chá) de adoçante de forno e fogão
1 vidro de leite de coco light
2 paus de canela grandes
5 cravos da índia
1 colher (sopa) de margarina light

Preparo: Deixe os grãos de molho em água, de véspera. Cozinhe-os em água suficiente (cerca de uma hora e meia a duas horas em panela comum, 30 a 45 minutos em panela de pressão), com o cravo e canela. Bata o leite com o leite em pó, o adoçante e o leite de coco, no liquidificador. Quando os grãos estiverem macios, junte o batido de leite e a margarina e deixe ferver, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo. Ferva por cerca de 10 minutos e desligue o fogo. Deixe descansar por uma hora, antes de servir.
 
Fonte iG

Cientista analisa qualidade do ar de metrô

Estudo mostra que ar do metrô de Nova York tem qualidade
 semelhante ao de pontos da cidade
Cada amostra de ar coletada continha um bilhão de bactérias, algo equiparável ao encontrado no ar exterior
 
Norman R. Pace, microbiologista da Universidade de Colorado em Boulder, foi um dos primeiros pesquisadores a utilizar o DNA para estudar micróbios. Ele pesquisou os extremófilos (organismos que vivem em ambientes extremos) das fontes termais do Parque Nacional de Yellowstone e chegou a mergulhar com o submersível Alvin para examinar a vida microbiana das fontes hidrotermais.
 
Como qualquer microbiologista que já viu muita coisa, ele cumprimenta os visitantes com um "toca aqui".
 
Pace também pesquisou um ambiente exótico que é muito mais familiar para os nova-iorquinos: o metrô da cidade. Mas qual era seu objetivo? Descobrir exatamente como é o ar que se respira lá baixo – e se as criaturas invisíveis seriam motivo de preocupação. Além disso, seu estudo fornece uma "base prévia", ou seja, uma noção de quais são as condições normais do ar nessas áreas – o que é extremamente útil no caso de um ataque bioterrorista, das inundações recentes ou de qualquer outra catástrofe.
 
Em cada uma de sete estações pesquisadas – Times Square, Grand Central (com as linhas 4, 5, 6 e 7), Union Square, Chambers Street, Bowling Green e a estação abandonada da IRT na prefeitura – a equipe de Pace coletou dois metros cúbicos de ar, o equivalente ao que uma pessoa respira todos os dias.
 
Como referência, a equipe também coletou o ar da superfície na Union Square e dentro do mezanino da Grand Central. As descobertas foram publicadas na revista "Applied and Environmental Microbiology".
 
Cada amostra continha um bilhão de bactérias e, surpreendentemente, costumava refletir a qualidade do ar exterior, conforme descobriram Pace e os colegas. Contudo, a equipe destacou uma diferença fundamental no subterrâneo: "O volume de fungos é um pouco mais alto. Porém, há muita madeira podre por lá, de forma que isso não chega a surpreender."
 
A equipe não identificou qualquer patógeno humano e apenas cinco por cento das espécies microbianas (que representam um quinto das identificáveis) eram provavelmente originadas na pele humana – em calcanhares, cabeças e antebraços, principalmente.
 
"Todas as vezes que você desce, a pressão do ar dentro de seus sapatos aumenta", afirmou Pace.
 
"Você pisa e libera um pouco de ar quente, que por sua vez carrega a microbiologia do pé." Essa "nuvem convectiva" é irradiada pelos corpos dos cerca de 1,6 bilhão de passageiros que utilizam o sistema de metrô todos os anos. Bactérias associadas à pele humana foram encontradas até mesmo na estação abandonada, no centro da cidade.
 
O veredito: o ar lá de baixo não é causa para preocupação e, do ponto de vista da microbiologia, o ar úmido de lá de baixo não é diferente de qualquer local cheio de gente.
 
"Não identificamos nada estranho e certamente nada ameaçador", afirmou Pace. "Pelo menos, nada mais ameaçador que a pessoa ao seu lado na plataforma do trem."

Fonte iG