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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Suco para TPM, alivia os sintomas

Suco para TPM, desincha e alivia o nervosismo da tensão pré-menstrual

Ingredientes do suco para TPM

- 3 folhas de agrião (diurético);

- 1/4 de beterraba (rica em magnésio, regula a serotonina);

- 1 fatia de abacaxi (estimula a digestão, diurético);

- 1 maçã com casca (Vitamina B6 e folato, que regula a serotonina);

- 1 colher de chá rasa de levedo de cerveja (tem vitamina B6, para o nervosismo);

- 200 ml de água
 
Como preparar o suco para TPM

Bata tudo no liquidificador. Beba o suco para tpm 2 vezes ao dia, 7 dias antes da menstruação, durante a TPM.

Saúde com Ciência

Cientistas testam novos remédios promissores contra endometriose

Duas novas drogas, testadas em ratos, apresentam potencial para combater a doença. Se elas se mostrarem eficazes em humanos, poderão acabar com as dores no ventre sentidas pelas pacientes e reduzir a necessidade de cirurgias para corrigir o problema
 
A endometriose é um problema de saúde que atinge milhões de mulheres em todo o mundo, causando dores e as ameaçando com o risco da infertilidade, possível consequência do tratamento para o mal.
 
Empenhado na busca por recursos mais eficazes para combater a enfermidade, um grupo internacional de pesquisadores chegou a duas substâncias que surgem como grandes promessas. Ao serem testados em ratos e em células endometriais humanas, os compostos se mostraram capazes de impedir o crescimento dos tecidos e até mesmo de fazê-los regredir, além de combater o processo inflamatório característico da doença.

Graças a esses resultados, os autores da pesquisa, publicada nesta semana na revista Science Translational Medicine, acreditam que as duas drogas experimentais possam se tornar remédios que combatam a dor sentida pelas pacientes devido à inflamação e reduzam a necessidade de intervenção cirúrgica, que visa retirar o excesso de tecido que cresce nas pacientes.

Para chegar à descoberta, os cientistas seguiram uma linha de estudo prévio, que apontou a ação dos receptores do hormônio feminino estrogênio como o principal alvo a ser combatido a fim de conter o crescimento do tecido endometrial.
 
“A estimulação excessiva de estrogênio e sua inflamação são aspectos cruciais da endometriose. A hipótese com a qual trabalhamos é a de que os tratamentos devem suprimir esses dois componentes”, escrevem os autores no estudo, coordenado por Benita Katzenellenbogen, professora de biologia celular da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Receptores
As duas substâncias avaliadas, chloroindazole (CLI) e oxabicycloheptene sulfonato (OBHS), mostraram-se muito eficazes para bloquear a recepção de estrogênio e combater inflamações quando aplicadas de forma conjunta — sozinhas, não apresentaram bons resultados. Elas foram testadas tanto em ratas que tiveram tecido endometrial implantado quanto em células humanas no laboratório.
 
“O OBHS ou o CLI administrados sozinhos não tiveram efeitos estimulantes sobre os receptores de estrogênio das ratas como esperávamos, mas, ao serem usados juntos, os compostos foram capazes de suprimir significativamente o crescimento do tecido uterino e a proliferação de células inflamatórias”, detalha o artigo.
 
Correio Braziliense

Mapa de 16 mil proteínas aumenta compreensão sobre doenças

Banco de dados. Imagem da proteína CNN3 no atlas Foto: Human Protein Atlas
Human Protein Atlas
Banco de dados. Imagem da proteína CNN3 no atlas
Estudo pontua localização detalhada de moléculas em tecidos e órgãos, o que pode levar à produção de novas drogas
 
Estocolmo - Pesquisadores suecos concluíram um enorme mapeamento das proteínas do corpo humano. Trata-se de uma primeira grande análise realizada a partir do Atlas da Proteína Humana, um projeto internacional que reúne um banco de dados com mais de 13 milhões de imagens de tecidos humanos. O levantamento contém informações detalhadas sobre 16 mil proteínas e suas localizações em 44 tecidos e órgãos humanos diferentes.
 
Os cientistas trazem, com isso, um novo olhar sobre a localização de certas proteínas ativas no corpo. Publicado na edição de ontem da revista científica “Science”, o mapa ajuda a pontuar quais proteínas estão ativas em todos os tecidos (como aquelas relacionadas à limpeza celular) e as que parecem ser específicas de cada tecido (proteínas especializadas na produção de esperma, por exemplo). Ele também identifica os tecidos onde estão ativas as proteínas que podem levar a novas drogas.
 
— São informações importantes para a indústria farmacêutica — afirmou Mathias Uhlén, autor do estudo pelo Instituto Real de Tecnologia (KTH), em Estocolmo, na Suécia. — Curiosamente, 30% dessas proteínas são encontrados em tecidos e órgãos analisados. Isto pode ajudar a explicar alguns efeitos colaterais de remédios e, portanto, ter consequências para o futuro desenvolvimento de novas drogas.
 
Conhecimento sobre a evolução de doenças
Lançado em 2003 e só concluído em novembro do ano passado, o Atlas da Proteína Humana envolveu mais de 150 pesquisadores internacionais na formulação de um catálogo de todo o conjunto de proteínas ou variantes de proteínas que podem ser encontradas numa célula. Ele está totalmente disponível na internet para consulta no site (http://www.proteinatlas.org).
 
— A maior contribuição desse banco de dados para a comunidade científica é sua facilidade de navegação — afirmou ao site “The Scientist” a pesquisadora Anne-Claude Gingras, do Instituto de Pesquisa Lunenfeld-Tanenbaum, em Toronto, no Canadá.
 
Daqui para frente, o atlas poderá ter uma enorme variedade de funções, como, por exemplo, levantar dados quantitativos sobre as proteínas, gerar análises de regiões de órgãos ou produzir informações sobre alterações de proteínas que levam a condições patológicas, como as doenças neurodegenerativas e o câncer. Um dos focos principais do estudo é exatamente a pesquisa sobre tumores, que tem avançado rapidamente na direção do desenvolvimento de terapias-alvo, as quais atuam em proteínas específicas relacionadas a cada tipo de tumor.
 
O Globo

Deficiência de iodo na gravidez pode reduzir o QI dos filhos na infância

vitamina c - Foto Getty ImagesEstudo conclui que talvez seja necessária suplementação do mineral durante a gestação
 
Durante a gravidez, diversos nutrientes são mais do que necessários. E parece que o iodo é um deles. Independente da associação com o hipotireoidismo (afinal mulheres com esse problema não controlado podem ter crianças com deficiência cognitiva), só uma carência desse mineral no sangue já pode estar relacionado com uma queda no QI das crianças. Pelo menos é o que aponta um estudo que será publicado na edição de junho do jornal britânico The Lancet.
 
Os pesquisadores analisaram o banco de dados Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), verificando as amostras de exame de urina de 1.040 mulheres no primeiro trimestre de gestação. Elas foram classificadas pela quantidade de iodo no líquido, as que tinham mais ou menos de 150 mcg por grama.

Depois, foi medido o quociente de inteligência (QI) de suas crianças com a idade de 8 anos, e suas habilidades de leitura aos 9 anos. Ao cruzar os resultados e fazer os ajustes de acordo com o tipo de educação e outros fatores, os cientistas perceberam que os filhos de mulheres com menor quantidade desse mineral tiveram menores resultados tanto no teste de QI verbal e habilidades de leitura. Ao subdividir esse grupo com menor quantidade de iodo, os filhos de mulheres com menos de 50mcg/g de iodo na urina tinham resultados ainda piores.

De acordo com os pesquisadores, é preciso que se observe mais a deficiência de iodo durante a gravidez e talvez até suplementar mais esse mineral durante a gestação. Vale também para a gestante buscar fontes naturais do nutriente, como itens marinhos tais quais algas, peixes e frutos do mar, e alimentos de origem animal (mesmo que em menos quantidade), como carne vermelha, ovos e leite.

Alimentação enriquecida
Outros nutrientes também são importantes durante esse período para garantir a saúde da mãe e do bebê. Para não perder nada de importante, confira quais são eles e reforce o prato nesse período. 
 
Vitamina A
Segundo a nutricionista Simone Freire, a vitamina A tem funções específicas na resposta imunológica e é essencial para a visão. Recomenda-se a ingestão de 770ug por dia, o que não é muito diferente da recomendação para mulheres não grávidas (700ug/dia), já que existem pesquisas apontando que essa vitamina pode ser tóxica ou causar danos ao feto quando ingerida em grandes quantidades nos primeiros meses de gestação.

Existem duas principais fontes alimentares dessa vitamina. A primeira é indireta e de origem vegetal, incluindo alimentos alaranjados, como cenoura, mamão, manga, abóbora e qualquer outro que contenha betacaroteno (precursor da vitamina A). A segunda fonte é de origem animal e está na sua forma ativa, podendo ser encontrada nos ovos e nas carnes, principalmente no fígado. 
 
Vitamina C
A gestante deve consumir cerca de 85mg por dia desse nutriente, pois, segundo a nutricionista Simone Freire, ele participa da formação do colágeno e auxilia na formação dos ossos, juntamente com outros minerais e vitaminas. "Essa recomendação é fácil de ser atingida, visto que os alimentos ricos em vitamina C são facilmente encontrados no Brasil", diz. A gestante deve ingerir frutas como acerola, goiaba, laranja, abacaxi, kiwi e caju. 
 
Ácido Fólico
A recomendação de consumo desse nutriente para as gestantes é de 600ug por dia, porém este valor não é atingido somente com a alimentação. A nutricionista Simone explica que uma dieta com 2.200kcal é capaz de atingir somente 250ug de ácido fólico, aproximadamente. "Uma das grandes funções dessa vitamina é construir o tubo neural do bebê", afirma.

Como a formação dessa estrutura se completa até o 28º dia da gestação, o ideal é que a gestante comece a tomar uma suplementação de ácido fólico um mês antes da gestação, aconselha Simone. Além da suplementação, é importante comer alimentos ricos em ácido fólico, que são folhas verdes escuras, feijões, frutas cítricas, fígado e leite. 
 
Cálcio
Muito importante para a formação óssea do bebê, além de auxiliar no ajuste da pressão arterial da gestante, prevenindo a hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Os alimentos ricos em cálcio são: leite e derivados - como iogurtes e queijos - e vegetais folhosos verdes escuros, esses últimos, porém, com menor aproveitamento do nutriente. "Existem opções de extratos de soja com sabor e enriquecidos com cálcio para as pessoas com intolerância à lactose ou alergia a proteínas do leite", lembra Simone. A recomendação é de 1000mg/dia. 
 
Vitamina D
"Essa vitamina equilibra o cálcio durante a gravidez, passa pela placenta e se apresenta no sangue fetal na mesma concentração do que na circulação materna", aponta Simone. A vitamina D pode ser adquirida com auxílio dos raios solares - lembrando que os melhores horários para tomar sol são antes das 10h e após às 16h -, além da ingestão de alimentos como ovos, carnes e leites. A recomendação é de mais 10ug/dia. 
 
Ferro
A partir do 2º trimestre de gestação, a futura mãe adquire mais massa celular, principalmente de glóbulos vermelhos, e o feto começa a criar a sua reserva de ferro. Por conta disso, é de extrema importância que a gestante absorva quantidade suficiente para suprir ambas as demandas.

O valor diário recomendado é de cerca de 27mg, alcançado apenas com suplementação. "Uma alimentação normal chega a atingir de 6 a 7mg/dia por 1000kcal. Para atingir as quantidade adequadas de ferro sem suplementação, seria necessário consumir 5000kcal por dia, o que é inviável", diz Simone. Porém, mesmo que a gestante tome suplementos férreos, é importante ter uma alimentação rica nesse nutriente.

Entre as fontes de ferro heme - melhor absorvido pelo organismo -, estão carnes e vísceras. Já as fontes de ferro não heme - com menor aproveitamento - são os feijões, legumes, vegetais de folha escura e ovos. "A vitamina C auxilia na absorção do ferro não heme e, por isso, é importante que os dois nutrientes estejam juntos na mesma refeição", conta Simone.
 
Fósforo, potássio e magnésio
Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, a ingestão adequada desses nutrientes está associada, juntamente com o cálcio, à prevenção de hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Para conseguir as quantidades adequadas, a gestante deve ter uma dieta diária com três a quatro porções de frutas variadas (fontes de potássio); três porções de cereais integrais - principalmente pães e arroz - (fontes de magnésio); e três porções de laticínios magros (fontes de cálcio e fósforo). 
 
Vitamina B6
A ingestão de vitamina B6 - 1,9mg/dia - é importante para a gestante no sentido de auxiliar a formação de novos tecidos e a fabricação da niacina, outra vitamina do complexo B, essencial para o corpo funcionar melhor e com mais energia. "Existem trabalhos apontando que a deficiência dessa vitamina pode contribuir com quadros de depressão durante a gravidez", conta Simone. A vitamina B6 pode ser encontrada em carnes, peixes, aves e fígado. 
 
Zinco
De acordo com Simone, "o zinco é extremamente importante para auxiliar o crescimento celular, tanto da gestante como do feto". A recomendação é de 11mg/dia e esses valores também só são atingidos com suplementação. É indicado, inclusive, que a suplementação de zinco seja feita junto com a de ferro. Os alimentos ricos em zinco são ostras, frutos do mar, peixes, fígado, peru e carnes. 
 
Proteínas
A nutricionista Simone Freire explica que a ingestão adequada de proteínas tem relação direta com a velocidade de formação dos tecidos da gestante e do bebê. O valor recomendado para grávidas é de 71g por dia, sendo que metade desse valor deve provir de carnes, aves e ovos e a outra metade, de alimentos de origem vegetal, como os feijões e derivados. 
 
Carboidratos
A necessidade de carboidratos aumenta porque o metabolismo da gestante está mais acelerado e, por conta disso, precisa de mais energia. A indicação é de 175g de carboidratos por dia. Arroz, batata, massas em geral, mandioca, pães, bolachas, aveia e granola são excelentes fontes desse elemento.
 
Minha Vida

Iodo é essencial para o crescimento e o metabolismo

Sal iodado é a principal fonte de iodo - Foto: Getty Images
Sal iodado é a principal fonte de iodo
 
O mineral também ajuda o corpo a eliminar toxinas e é aliado do coração
 
O iodo é um mineral necessário para a síntese dos hormônios tireoidianos que irão regular as funções do organismo, sua deficiência pode levar ao bócio e seu excesso pode causar intoxicação. 
 
O funcionamento correto da glândula tireoide depende do iodo. Esta glândula por sua vez sintetiza os hormônios tiroxina (T3) e triiodotironina (T4). Estes hormônios têm diversas funções no nosso organismo. Atuam no crescimento físico e neurológico, no metabolismo basal, na manutenção da temperatura corporal, controlam o metabolismo da oxidação celular, o metabolismo dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. O iodo também é importante no funcionamento de diversos órgãos como o coração, o fígado, rins e ovários. 
 
Benefícios comprovadas
 
Essencial para o crescimento: O iodo é essencial para o funcionamento da glândula da tireoide, que irá sintetizar hormônios que agem no crescimento físico e neurológico. Uma ingestão suficiente de iodo no organismo ainda irá fazer com que o cabelo e as unhas tenham um crescimento saudável. 
                                                
Elimina toxinas: O iodo ajuda a eliminar toxinas que estão no corpo. É especialmente eficaz contra certos produtos químicos e tóxicos, como mercúrio, chumbo e flúor. 
                                               
Importante para o metabolismo: O iodo é essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos. Esses hormônios atuam no metabolismo basal, dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. Eles também agem na manutenção da temperatura corporal. 
                                               
Importante para o coração e outros órgãos: Por ser necessários para a síntese dos hormônios tireoidianos, o iodo auxilia na regulação do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Pelo mesmo motivo, o iodo também é essencial para o funcionamento do fígado, rins e ovários. 
 
Algas são boa fonte de iodo - Foto: Getty Images
Algas são boa fonte de iodo
Deficiência de Iodo
O consumo insuficiente de iodo está relacionado a doenças como hipotireoidismo, problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo, bócio endêmico, que é o aumento anormal da glândula da tireoide, deficiência mental, aumento da mortalidade infantil e infertilidade. 
 
A deficiência de iodo é especialmente preocupante para as gestantes. Afinal, nesta fase é essencial que a glândula da tireoide funcione direito, principalmente nas 12 primeiras semanas, período em que alguns hormônios da futura mãe diminuem e outros passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e o bebê desenvolve seus principais órgãos.

A falta de cuidado com o hipotireoidismo pode causar parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto do feto.  
 
Fontes de Iodo
 
AlimentoQuantidade de iodo - mcg
Sal iodado (6 g - uma colher de chá) 444
Camarão (100 g) 90
Algas (100 g) 60
Ostras (100 g) 38
Badejo (100 g) 30
Atum (100 g) 30
Bacalhau (100 g) 20
Aipo (100 g) 15
Agrião (100 g) 15
Caranguejo (100 g) 13
Salmão (100 g) 11
Leite de vaca (100 g) 11
Arenque (100 g) 10
Alho (100 g) 9
Carne bovina (100 g) 5,3
Fígado de boi (100 g) 5
Aveia (100 g) 4
Arroz (100 g) 3,6
Sardinha (100 g) 3,5
 
Fontes consultadas: Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999. Tabela Taco de Composição de alimentos de 2006. 
 
Quantidade recomendada de Iodo
 
A quantidade média recomendada de iodo para cada idade de acordo com a Organização Mundial de Saúde é: 
  • Crianças de 0 até 1 ano: 90 microgramas (mcg) por dia ou 15 mcg/kg/dia
  • Crianças de 1 ano a 6 anos: 90 mcg por dia ou 6 mcg/kg/dia
  • Crianças de 7 a 12 anos: 120 mcg por dia ou 4,0 mcg/kg/dia
  • Adolescentes e adultos: 150 mcg por dia ou 2,0 mcg/kg/dia
  • Gestantes e lactantes: necessidades chegam a 200 mcg por dia ou 3,5 mcg/kg/dia.

Ostras são boas fontes de iodo - Foto: Getty Images
Ostras são boas fontes de iodo
Suplemento de Iodo
As grávidas e as mulheres que amamentam necessitam de maiores quantidades de iodo por dia. Isto porque seu organismo exige mais iodo para funcionar corretamente, os rins eliminam mais e é preciso transferir hormônios e iodo para o feto. Uma alimentação variada e equilibrada permite que as grávidas atinjam a dose diária recomendada de iodo.
                                               
Para os veganos que não consomem sal iodado nem algas ricas em iodo, é recomendável a suplementação, por isso estas pessoas devem conversar com o médico nutrólogo sobre o assunto.  
 
Riscos do consumo em excesso do Iodo
A intoxicação pelo iodo é causada devido ao consumo diário de quantidades muito grandes dele, 400 vezes maior do que a recomendação diária. O excesso de iodo pode produzir o bócio e, algumas vezes, o hipertireoidismo. 
 
Fontes consultadas:
Nutricionista Rita de Cássia Novais, especialista em nutrição clínica, nutrição parenteral e esportiva, especialização e vigilância sanitária de alimentos, auditora ISO 22000 e 9000. 
 
Minha Vida

Rosácea: entenda melhor quais são os quatro subtipos desse problema de pele

Cada tipo se caracteriza por manifestações diferentes e também pede tratamentos diferenciados
 
Por: Dra. Denise Steiner Dermatologista - CRM 36505/SP
 
A rosácea é uma doença crônica que atinge, principalmente, mulheres entre 30 e 50 anos. Ela não é contagiosa e tem origem desconhecida. A rosácea aparece como área avermelhada, com pápulas e pústulas que se manifestam no rosto e podem comprometer os olhos e o nariz. A doença pode ser classificada quatro tipos: eritemato telangectasia (a mais comum), pápula pustular, fimatosa e ocular. 
 
                            
Os tipos variam de acordo com a forma como ela se manifesta. No primeiro caso, na eritemato telangectasia, a pele fica muito vermelha e repleta de vasos (telangectasias). Isso é muito evidente principalmente na região centro facial. O avermelhamento pode ser agravado por vários fatores, entre eles: o álcool, sol, estresse, exercícios físicos e calor. Quem possui a rosácea, tem a sensação de estar com a pele pinicando ou queimando. Neste caso, a pessoa afetada é sensível a qualquer creme. 
                           
 
 
A rosácea pápula pustulosa é caracterizada pelo avermelhamento e pelo aparecimento de lesões pápulo-pustulosas em surtos, como se fossem espinhas. Nesse tipo, a rosácea lembra a acne - tanto que por muito tempo foi chamada de acne rosácea. O tipo pápula pustular é bastante comum em homens, com períodos de piora e melhora alternados.  

O tipo menos frequente é a rosácea fimatosa que causa uma inflamação na pele, tornando-a mais espessa e vermelha. O terceiro tipo de rosácea (fimatosa) é caracterizado pelo aumento e infiltração de áreas como as glândulas sebáceas do nariz e é comum em homens com mais de 40 anos. Com o tempo, o nariz pode até dobrar de tamanho. Queixo, rosto, olhos e ouvidos podem ser comprometidos. 
                           
A rosácea ocular atinge a região dos olhos. Cerca de 20% dos casos são descobertos em visita a um oftalmologista. O indicativo da doença é uma inflamação (chamada de blefarite) com avermelhamento e descamação na área dos cílios. Este tipo é o mais grave de todos, podendo evoluir para a perda da visão. 
                           
Existe outro subtipo mais raro da rosácea, chamado granulomatosa. Sua característica principal é o aparecimento de nódulos acastanhados na face. Cerca de 15% dos pacientes com a doença podem ter lesões em outros locais. É um tipo que tem tratamento difícil. 
                           
A rosácea também pode se misturar. Pode ocorrer, por exemplo, a combinação do fimatosa com o tipo pápula pustulosa e também com a forma mais comum, a eritemato telangiectásica. Também é muito frequente a associação de rosácea do tipo fulminante com a ocular. 
                           
O tratamento das doenças crônicas que não têm origem conhecida são um desafio para o dermatologista. No caso da rosácea, o tratamento do tipo mais comum é feito com produtos tópicos, como metronidazol 0,75%, ácido azelaico 0,75%, peróxido de benzoila e retinoides tópicos. O objetivo principal do tratamento é diminuir a inflamação do paciente, usando as substâncias citadas cerca de 1 a 2 vezes por dia. 
                           
Outra alternativa é a utilização de oximetozolina e da brimonidina. Ambos diminuem e controlam o flushing (vermelhidão). É bom lembrar que eles não curam a rosácea, mas diminuem o avermelhamento. Os inibidores da calcineurina também melhoram a inflamação. 
                           
Para a rosácea pápula pustulosa ocular e fimatosa é necessário utilizar o antibiótico do grupo das ciclinas: a tetraciclina e a miniciclina. Eles são utilizados até o controle clínico da doença e, com o tempo, a dose do remédio vai baixando aos poucos. 
                           
Já a isotretinoína pode ser utilizada nos quatro tipos de rosácea. O tratamento dura em torno de 3 a 4 meses. Em todas essas situações, pode haver associação dos medicamentos com o laser. 
                           
A correção cirúrgica da rosácea é indicada nos casos de fimatosa ? o quarto tipo. E para tratar a rosácea ocular, muitas vezes é necessário abordagem específica, como o uso de colírios locais (com antibióticos) e também imunossupressores, como a ciclosporina. 
                           
Também é importante o uso do laser ou da luz pulsada para vasos. A luz do laser atinge os vasos, promove sua destruição e clareia a região. Os tipos de laser mais utilizados são o Pulsed Dye Laser e NdYag. 
 
Minha Vida

Menstruação: o último tabu das mulheres esportistas?

Getty Images
Tenista britânica disse que se sentiu mal durante partida
Ex-tenista britânica diz que as mulheres "sofrem em silêncio"
 
O impacto do ciclo menstrual no desempenho das atletas é o "último tabu" do esporte, opina a ex-tenista britânica (e ex-número 1 do país) Annabel Croft. Ela declarou à BBC Radio 5 que as mulheres "sofrem em silêncio".
 
O comentário se referia à derrota, na primeira rodada do Aberto da Austrália, na terça-feira, da também britânica Heather Watson, que admitiu que não se sentiu bem durante a partida.
 
— Acho que é apenas uma dessas coisas que eu sinto, coisas de menina.
 
A jogadora de 22 anos contou que sentiu tontura, náusea e falta de energia na partida, que perdeu por 6-4 e 6-0 para a búlgara Tsvetana Pironkova.
 
Ela pediu ajuda médica no final do primeiro set e estava visivelmente abatida nos últimos sete games, vencidos por Pironkova.
 
Após a derrota, Watson afirmou que "se sente assim às vezes".
 
'Corajosa'
"Vou ao médico depois, para ver se há algo que eu possa fazer para me ajudar em momentos como este no futuro."
 
Annabel Croft descreveu os comentários de Watson como "corajosos" e afirmou que as mulheres "se identificam totalmente" com esses sintomas.
 
— Os problemas mensais das mulheres são um dos temas que são varridos para baixo do tapete, um grande segredo. Para as mulheres, ter de lidar com eles já é difícil o bastante, mas tentar jogar um esporte de alto nível em um dos momentos mais cruciais do calendário (esportivo) é uma falta de sorte. Acho que as mulheres sofrem em silêncio quanto a isso. É um tema que sempre foi tabu.
 
Watson disputou o primeiro Grand Slam da temporada, em Melbourne, pouco depois de ter conquistado seu segundo título da WTA, na semana passada, e estando em 38º lugar no ranking feminino.
 
— É muito frustrante, especialmente no momento em que eu realmente quero toda a minha energia e estar em 100% (da forma). Mas acontece. É uma pena e uma droga.
 
BBC Brasil / R7

Receita de analgésico natural de ervas

Dor e febre, males muito comuns
 
Normalmente usamos medicamentos analgésicos (no caso de dor) e antitérmicos (no caso de febre) para tratá-los. Esses medicamentos, porém, não tratam as doenças apenas: eles intoxicam nosso sangue com muita química nociva, agridem nosso aparelho digestivo, entre outras consequências.
 
Como fazer então? Tentar resolver o problema de forma natural. É lógico que isso tem que ser feito com responsabilidade.
 
A receita caseira que vamos ensinar agora é riquíssima em substâncias analgésicas. E também tem a capacidade de abaixar a febre.
 
Este remédio natural costuma resolver problemas de dor, febre, gripe e resfriado. Ele contém quatro ervas medicinais: malva, sálvia, eucalipto e alecrim. O poder dessas ervas é imenso.
 
A malva é anti-inflamatória e amplamente usada para tratar bronquite, catarro, dor de garganta, rouquidão, feridas e faringite.
 
A sálvia também é anti-inflamatória e é indicada nos casos de inapetência, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite.
 
O eucalipto é excelente para tratar doenças respiratórias ou alérgicas, como rinite e sinusite.
 
E o alecrim é especialíssimo, sendo um potente tônico para todo o organismo.
 
E como se faz esse analgésico e antitérmico natural.
 
É muito fácil a receita!
 
Confira:
 
Ingredientes
 
- 1 colher (sopa) de malva
 
- 1 colher (sopa) de sálvia
 
- 1 colher (sopa) de eucalipto
 
- 1 colher (sopa) de alecrim
 
- 1 litro de vinho branco de boa qualidade
 
Modo de preparo
 
- Lave as ervas (são encontradas em casas de plantas medicinais e em lojas de produtos naturais) e coloque dentro do vinho.
 
- Agite a garrafa e ponha para repousar por um mês em local fresco e escuro.
 
* É preciso agitar a garrafa de três em três dias.
 
- Depois do prazo de 30 dias, coe a bebida e acrescente 50 gramas de mel.
 
- Feche a garrafa. Está pronto o analgésico natural de ervas.
 
- Tome quatro colheres (chá) por dia.
 
Você pode tomar pelo tempo que quiser, mas recomendamos que se interrompa assim que os sintomas desaparecerem.
 

Uso de anticoncepcional por 5 anos pode dobrar risco de câncer no cérebro, diz estudo

Contraceptivos hormonais incluem contraceptivos orais,
adesivos, injeções e implantes
Apesar de aumentar risco, doença é extremamente rara, afirma pesquisa
 
O uso de anticoncepcionais por cinco anos pode dobrar as chances de câncer no cérebro em mulheres.
 
De acordo com o estudo realizado por cientistas dinamarqueses, a contracepção hormonal aumentou a chance de a mulher desenvolver glioma cerebral, tipo raro de câncer. Para o levantamento, foram analisadas mais de 300 mulheres que sofreram com a doença.
 
Segundo informações do The Telegraph, pouco se sabe sobre as causas de glioma e outros tumores cerebrais. Mas há alguma evidência de que os hormônios sexuais femininos podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer.
 
Os contraceptivos hormonais incluem contraceptivos orais, adesivos, injeções e implantes, contêm hormônios sexuais femininos e são amplamente utilizados por mulheres em todo o mundo.
 
O líder da equipe da pesquisa, David Gaist, do Hospital Universitário de Odense e University of Southern Denmark, informou que, apesar do aumento do risco, a chance de desenvolver a doença é extremamente baixa. Por ano, cinco em cada 100 mil pessoas desenvolvem glioma.
 
— Sentimos que nosso estudo é uma contribuição importante e esperamos que nossos achados irá estimular mais pesquisas sobre a relação entre agentes hormonais femininos e risco de glioma.
 
A pesquisa foi publicada no British Journal of Clinical Pharmacology.
 
R7

Uso de redes sociais pode diminuir estresse em mulheres

Em homens, não foi encontrada nenhuma associação das mídias com aumento da tensão
 
As mulheres que usam redes sociais podem ter uma vantagem com relação aos homens que fazem o mesmo: a prática pode diminuir o estresse delas. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa realizada pela Pew Research.
 
O estudo analisou 1,8 mil adultos, questionando sobre como e quantas vezes os entrevistados usavam mídias sociais. Foi utilizada uma escala de estresse percebido, que perguntou quantas vezes, nos últimos 30 dias, uma pessoa foi perturbada por algo que aconteceu de forma inesperada, que fugia do seu controle.
 
No geral, os pesquisadores não encontraram, nos homens, correlação entre a frequência do uso das mídias sociais e o estresse. Nas mulheres, no entanto, "o uso de algumas tecnologias está ligada à diminuição do stress, ainda que de forma modesta".
 
O resultado apontou que uma mulher que usa o Twitter várias vezes por dia, envia ou recebe 25 e-mails diariamente e compartilha fotos por meio de smartphone, apresenta níveis de estresse 21% mais baixos em comparação com aquelas que não utilizam essas tecnologias.
 
Os pesquisadores acreditam que a diferença entre os gêneros se deve ao modo como homens e mulheres se comunicam no mundo virtual. Eles ressaltam que "estudos existentes descobriram que compartilhar eventos positivos e negativos pode ser associado com o bem-estar emocional, e as mulheres tendem a compartilhar suas experiências emocionais com uma gama maior de pessoas do que os homens". Em outras palavras, as mulheres podem, em média, fazer uso psicologicamente mais saudáveis das redes sociais.
 
O Twitter foi uma das redes sociais que mais ajudou a diminuir o estresse, segundo os pesquisadores. Compartilhar eventos logo depois que eles acontecem e se expressar por meio de pequenas pode proporcionar às mulheres uma sensação de alívio maior que nos homens.
 
Mas o uso das redes sociais também pode afetar negativamente as mulheres com mais intensidade. É mais provável que elas se chateiem ao ver coisas ruins acontecendo com seus amigos. Os pesquisadores disseram que elas são mais propensas a serem "infectadas" pelo estresse de outras pessoas.

Zero Hora

Manual das Cantinas Escolares estimula lanches saudáveis entre os estudantes

Com o objetivo de fazer com que os alunos comam melhor na hora do recreio, o Ministério da Saúde elaborou o Manual das Cantinas Escolares
 
Nele, os donos de cantinas escolares recebem orientações para oferecer um cardápio mais saudável, com mais frutas, sucos naturais e alimentos com menos sódio e gordura. Maria de Lourdes Gonçales é dona de cantina em uma rede de escolas em Brasília e serve alimentos mais saudáveis aos estudantes. Para ela, a mudança no cardápio é uma forma de contribuir para que os jovens se desenvolvam com saúde."Nenhum salgado nosso é frito, até a coxinha nós temos feito agora no forno.
 
A gente oferece salada de fruta, as frutas, o suco natural, então a gente oferece uma alimentação mais saudável também para ajudar no desenvolvimento deles. E é mais saudável para eles, no desenvolvimento deles, para evitar obesidade. Então, os alunos acabam consumindo muitas coisas mais saudáveis para eles."
 
A servidora pública, Renata Borba, tem um filho de 12 anos que estuda em uma escola onde a cantina também oferece um cardápio mais saudável na merenda. Segunda ela, o garoto aprova a qualidade do lanche na cantina da escola."Ele mesmo notou uma diferença. Que não tem nada frito e que os lanches são bem saborosos. Ele notou que era uma qualidade melhor para ele, em termos de alimentação, gostou disso e em nenhum momento ele achou que o lanche ficou ruim por conta disso. Acho que tudo inicia em casa. A alimentação saudável tem que vir primeiro de casa e o apoio da escola é fundamental. Eu tenho sentido isso e estou achando muito positivo. A gente tem que estar preocupado e atento a isso, principalmente porque, hoje em dia, o que a gente mais vê é alimentação que não é o que a gente para os nossos filhos."
 
Promover a alimentação saudável faz parte da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, que elaborou o Manual das Cantinas Escolares. A consultora técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério, Renata Guimarães, explica que o manual ajuda os proprietários de cantinas escolares na mudança do cardápio.
 
"O manual das cantinas ele é um material voltado para os donos desses estabelecimentos, onde vai estar comercializando esses alimentos dentro das escolas para estar subsidiando a transformar as cantinas tradicionais, onde e carregado de alimento industrializado, em alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, e transformar essa cantina em uma cantina saudável. A alimentação saudável de uma forma geral tem haver com o desenvolvimento, principalmente se falando de criança, em desenvolvimento físico, motor, até mesmo com relação à concentração dessa criança em sala de aula. Então tem haver com saúde."
 
A consultora técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Renata Guimarães, também ressalta que a alimentação saudável ainda no período escolar reflete no futuro da saúde da população. O Manual das Cantinas Escolares é elaborado pelo Ministério da Saúde.
 

Descobertas mutações em câncer de fígado que podem ajudar em novo tratamento

Pesquisa foi realizada por meio de estudos moleculares com tecidos de 107 pacientes
 
Pesquisadores do Hospital Clinic, em Barcelona, descobriram duas mutações genéticas em tumores de fígado muito agressivos, o que pode representar uma revolução no tratamento desta doença ao abrirem possibilidades terapêuticas para 70% dos pacientes.
 
A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (22) na revista Nature Communications, foi financiada pela Associação Espanhola Contra o Câncer na Catalunha. O trabalho, dirigido pelo professor da Universidade de Barcelona, Josep María Llovet, diretor do Liver Cancer Program na Ichan School of Medicine at Mount Sinai, em Nova York, identificou pela primeira vez duas alterações genéticas que ocorrem nos tumores colangiocarcinoma intrahepático (ICCA) e que são tratáveis.
 
— Trata-se da descoberta mais importante realizada até o momento sobre as mutações em colangiocarcinoma e mudará de forma radical o tratamento desta doença.
 
A pesquisa foi realizada por meio de estudos moleculares com tecidos de 107 pacientes com ICCA, os quais foram extraídos e sequenciados o ácido ribonucleico (RNA) total. Os pesquisadores fizeram um mapa completo, não descrito até agora, de todas as alterações moleculares que podem ocorrer em pacientes com este tipo de câncer de fígado.
 
Segundo os oncologistas, existem nove alterações que se encontram em 70% destes tumores, “o que pode representar uma oportunidade terapêutica”, já que se trata de mutações que são tratáveis com inibidores. Para Llovet, uma das duas novas alterações genéticas no ICCA descoberta agora pode ser bloqueada mediante um inibidor que já demonstrou sua eficácia in vitro.
 
O colangiocarcinoma intrahepático é um tumor agressivo, de difícil detecção em estádios iniciais e que representa 10% do total de câncer hepático (ao redor de 70 mil casos anuais no mundo). A única opção até agora de cura é a cirurgia, mas ela está limitada aos casos em que o câncer não está em estágio avançado.

R7

Santa Casa falta a reunião com sindicatos na Delegacia Regional do Trabalho

Reunião discutiria pagamentos de salários e benefícios atrasados; nova reunião foi marcada para próxima quarta
 
Representantes da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo não compareceram à reunião agendada para esta quinta-feira (22) com o Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato Médico na Delegacia Regional do Trabalho, na região central de São Paulo.
 
A assessoria de imprensa da instituição informou que, uma hora antes do encontro, combinou uma nova reunião para a próxima quarta-feira (28) com o delegado regional Luiz Antônio Medeiros. Neste próximo encontro, a entidade espera que esteja liberado o empréstimo de R$ 44 milhões pedido junto à Caixa Econômica Federal (CEF).
 
A reunião desta quinta havia sido pedida pelos sindicatos que cobram da Santa Casa explicações sobre como serão feitos os pagamentos de salários e benefícios atrasados, bem como sobre os cortes de pessoal para enxugar a folha de pagamento.
 
"Temos 779 trabalhadores, entre eles 450 médicos, que não receberam os salários de novembro" disse a diretora jurídica do Sindicato dos Enfermeiros, Ana Lúcia Firmino. Os salários referentes a dezembro foram pagos. Parcelas referentes ao 13º continuam pendentes.
 
As duas entidades sindicais promovem nesta sexta-feira (23) assembleias no próprio hospital. Ana Firmino diz que um acordo de greve pode ser colocado em votação, mas não crê em sua aprovação nesse momento.
 
"Pelo que as outras assembleias que fizemos têm indicado, os trabalhadores vão esperar a próxima reunião. O que eu sinto, é que as pessoas aqui querem reerguer o nome da Santa Casa, e uma greve seria muito ruim pelo impacto negativo na sociedade e pelo impacto nos repasses do governo, que são feitos a partir de cada atendimento", explica a dirigente sindical.

Enxugamento
Segundo a sindicalista, a Santa Casa teria adiantado aos trabalhadores que a maioria dos cortes serão feitos nas áreas administrativa e estão entre 700 e 800 postos de trabalho. 
 
"Eles dizem que as rescisões, sem as multas, vão custar R$ 40 milhões e propuseram pagar as multas em folgas. Nós queremos que todos os direitos dos trabalhadores sejam assegurados", afirma. 
 
iG

Exposição ao bisfenol A na gravidez aumenta risco de diabetes no filho

O bisfenol A é usado na fabricação de plásticos como o PVC, que compõem as embalagens das mamadeiras
Pixland/Thinkstock/VEJA
O bisfenol A é usado na fabricação de plásticos como o PVC,
que compõem as embalagens das mamadeiras
De acordo com estudo, substância encontrada em garrafas plásticas causa stress oxidativo na mãe e no bebê
 
A exposição durante a gravidez ao bisfenol A (BPA), substância utilizada para a fabricação de garrafas plásticas, por exemplo, pode aumentar o risco de o bebê desenvolver diabetes e doenças cardíacas durante a vida. Segundo um estudo publicado na terça-feira no periódicoEndocrinology, a causa desse malefício é o dano oxidativo do produto no organismo.
 
O stress oxidativo ocorre quando o corpo é exposto a altos níveis de radicais livres, que têm o potencial de prejudicar as células quando elas estão processando oxigênio. “Essa condição está associada ao desenvolvimento de resistência insulínica e inflamação no organismo, o que aumenta o risco de diabetes e outras doenças metabólicas”, afirma Vasantha Padmanabhan, coautora da pesquisa e professora da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
 
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estima que mais de 96% dos americanos têm BPA no organismo. Estudos já mostraram que o produto interfere na produção e na ação dos hormônios.
 
Análise
Os pesquisadores reconheceram amostras de sangue de 24 grávidas no primeiro trimestre de gravidez para medir os níveis de BPA. As gestantes, então, foram divididas em dois grupos: aquelas que apresentaram baixos níveis de BPA e as que tinham altos níveis da substância. Além disso, os cientistas tiraram amostras de sangue do cordão umbilical dos bebês ao nascerem para mensurar subprodutos químicos causados pelo stress oxidativo.
 
Os autores constataram que as mães expostas a altos níveis de BPA e os seus filhos apresentavam sinais de stress oxidativo no organismo. “Mais estudos como esse precisam ser feitos para determinar o impacto do BPA no desenvolvimento de doenças”, diz Vasantha.
 
Conheça o relato

Onde foi divulgada: periódico Endocrinology.

Quem fez: A. Veiga-Lopez, S. Pennathur, D.C. Dolinoy, L. Zeng e K. Kannan

Instituição: Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e outras.

Resultado: Exposição ao bisfenol A durante a gravidez aumenta stress oxidativo na mãe e no filho.
 
 Veja