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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Método detecta malária a partir de uma única gota de sangue ou saliva

Nova técnica acusa se infecção pelo Plasmodium é resistente a medicamentos e pode ser aplicada em áreas de poucos recursos
 
Investigadores dinamarqueses desenvolveram um novo método que torna possível o diagnóstico da malária a partir de uma única gota de sangue ou saliva.
 
O método pode, eventualmente, ser usado em áreas de poucos recursos sem exigir a necessidade de pessoal especialmente treinado, equipamentos caros, água potável ou eletricidade.
 
A malária é uma doença fatal que atinge mais de 200 milhões de pessoas a cada ano, principalmente na África, Ásia e América Latina. A doença é causada pelo parasita Plasmodium, que é transmitida por picadas de mosquitos infectados. Hoje, a malária pode ser prevenida e tratada com sucesso, mas mais de meio milhão de pessoas morrem a cada ano, no entanto, a partir da doença.
 
Grandes programas de acompanhamento e tratamento durante a última década reduziram a distribuição da doença, bem como a frequência de epidemias reais. No entanto, o número de pacientes com infecção tem aumentado, o que eleva a necessidade de métodos mais sensíveis para diagnosticar a doença.
 
Para atender a essa necessidade, os pesquisadores da Universidade de Aarhus desenvolveram um novo método que pode diagnosticar infecções de malária com sensibilidade muito alta.
 
O método baseia-se na medição da atividade de uma enzima denominada topoisomerase I do parasita Plasmodium.
 
Os pesquisadores desenvolveram uma tecnologia chamada REEAD (Rolling Circle-Enhanced Enzyme Activity Detection), que torna possível diagnosticar a malária a partir de uma única gota de sangue ou saliva.
 
Este método é muito mais eficaz e barato do que os métodos atuais de diagnóstico, e pode ser realizado por pessoal não treinado. Por conseguinte, pode ser utilizado em áreas de poucos recursos, sem o uso de equipamento caro, água potável ou eletricidade.
 
A luta contra a malária é complicada por problemas crescentes com parasitas resistentes. Além disso, várias espécies de Plasmodium (P. vivax e P. knowlesi) não podem ser detectadas com os métodos convencionais.
 
A nova abordagem baseada em REEAD distingue-se de outros métodos de teste rápido porque pode medir se uma dada infecção pelo Plasmodium é resistente a medicamentos.
 
A tecnologia é também o único método rápido de teste que faz com que seja possível diagnosticar os parasitas menos comuns da malária (P. ovale, P. knowlesi e P. malariae), além dos parasitas mais comuns como P. falciparum e P . vivax.
 
A sensibilidade única, combinada com a sua capacidade de detectar infecção em amostras muito pequenas de sangue ou saliva, torna o método adequado para projetos de grande escala de triagem.
 
A equipe acredita que isso seja de grande importância em áreas onde a doença está perto de ser erradicada, e onde, portanto, é essencial identificar e tratar todos os pacientes infectados com um dos parasitas, mesmo aqueles que não apresentam sintomas da doença.
 
 
Fonte isaude.net

Após tratamento sem cirurgia, 80% dos obesos conseguem controlar o peso

Estudo feito em SP aponta ainda que, em apenas quatro meses, perda pode ser de até 5% do peso do paciente
 
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo aponta que 80% dos obesos atendidos no Grupo de Estudo e Tratamento do Obeso (Gesto), serviço da pasta na capital paulista, conseguem manter o peso perdido após passarem por tratamento não cirúrgico na unidade.
 
O estudo também mostrou que, em apenas quatro meses, a perda é de até 5% do de peso total do paciente, o que já garante melhora na agilidade, motricidade e respiração. Do total de 149 pacientes analisados, que tinham entre 31 e 76 anos, 92% eram mulheres
 
Baseado em métodos comprovados cientificamente, o tratamento oferecido pelo Gesto tem duração de dois anos, e é realizado em grupos que se reúnem duas vezes por semana com uma equipe multiprofissional, formada por psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, educadores físicos e médicos em período integral.
 
" O tratamento foca na compulsão e no impulso de comer do obeso. Com isso, a perda de peso se torna gradual e saudável, porque é obtida através da sociabilidade, da prática de atividade física, da reeducação alimentar e do entendimento de sua psicodinâmica" , diz Maria Flora Almeida, coordenadora do Gesto.
 
A obesidade é uma doença plurimetabólica, multifatorial, e um de seus marcadores é o o índice de massa corpórea maior do que 30. Esse índice é calculado pela divisão do peso pela altura, elevada ao quadrado (IMC=P/H²). Além de diminuir a qualidade e a expectativa de vida, a obesidade aumenta o risco de diabetes, hipertensão, doenças coronarianas, acidentes vasculares, entre outros problemas que podem levar à morte.
 
" O controle do peso conquistado em 80% dos casos que passaram pelo tratamento se deve à continuidade da atividade física aprendida e, principalmente, à alimentação mais adequada. Isso nos mostra que a principal dificuldade encontrada no início do tratamento, que é a mudança das crenças individuais nos meios mágicos e rápidos para emagrecer, pode ser superada e substituída pelas alterações de estilo de vida que propiciam o prazer de ser saudável" , afirma Flora.
 
O tratamento no Gesto é gratuito e aberto a todos os pacientes obesos. Para participar, basta entrar em contato no telefone 3329-4463 para agendar uma entrevista com a equipe.
 
Fonte isaude.net

Ejaculação precoce atinge 40% dos homens, mas pode ser curada

Natural na puberdade, o problema pode ser tratado com remédios e terapias
 
A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas sexuais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, estima-se que um em cada quatro brasileiros sofram do problema, que se caracteriza quando o homem não consegue controlar a ejaculação. "Às vezes, o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já são suficientes para que termine o que deveria ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira na mesma situação, explica Archimedes Nardozza , presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e médico do Hospital São Luis".
 
Comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência, ela se torna doença quando se estende pela maturidade comprometendo a vida sexual do homem na maioria, senão em todas relações sexuais que pratica. Com mais de 80% dos casos com origem emocional, o transtorno sexual tem cura e requer atenção redobrada já que pode desencadear males como a disfunção erétil e a depressão, além de prejudicar a vida sexual do casal.
 
O que é ejaculação?
Do ponto de vista do funcionamento físico, segundo Archimedes, a ejaculação acontece em dois estágios. No primeiro (que pode ser controlado), há a expulsão efetiva do sêmen dos órgãos acessórios de reprodução - próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório - para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai a urina.
  
Como detectar a ejaculação precoce?
Não há uma duração considerada ideal para medir o momento certo da ejaculação, já que o que conta é a satisfação do casal durante o sexo. "Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. Costuma-se seguir um padrão de cinco minutos após a penetração ou, antes que ela ocorra, para identificar o problema. Mas a definição está tanto na sua percepção quanto na do parceiro de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado", explica o especialista em saúde masculina Érico Roldave. "Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante quando o problema é crônico e isso pode trazer dificuldades maiores como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal", continua Érico.
 
Quais são as causas da ejaculação precoce? Para o especialista em saúde masculina, Archimedes, a principal causa da ejaculação precoce é o desequilíbrio emocional do homem, seja por insegurança, por cansaço ou até por alguma decepção ou mágoa da parceira. "O homem tem muito medo de falhar e ter sua masculinidade colocada à prova ou de não corresponder às expectativas e isso só agrava a situação na hora da relação sexual", explica ele. "Outro fator bastante relevante é o nível de intimidade e de afeto que o homem mantém com sua parceira. Se for um relacionamento conturbado, certamente ele terá seu desempenho afetado." 
 
Outras causas
-Coito rápido:
relação sexual rápida após a penetração.

-Prostite aguda: "é uma inflamação na glande, base da cabeça do pênis, que ocasiona uma maior sensibilidade no pênis provocando a ejaculação precoce", explica Érico.

- Falta de desejo: "problemas conjugais podem fazer com que o homem perca o interesse pela parceira e isso acelera a ejaculação, que deveria ocorrer por prazer e não por falta de apetite sexual ou outros problemas", explica Archimedes. 
 
Tratamento
Existe tratamento tanto medicamentoso quanto psicoterápico. Os medicamentos devem ser prescritos por um especialista. Existe uma ampla gama de medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no organismo.

Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos, são contra-indicados para as pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Já no que diz respeito à saúde emocional, a sugestão de Archimedes é a reorientação e reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal.

"É importante entender se de fato há um caso de ejaculação precoce ou o homem acredita que tem o problema", explica ele. "Muitas vezes o desempenho do homem está normal, mas ele acha que não está satisfazendo a parceira e daí entra em pânico. É falta de informação e de diálogo".

Outras opções de tratamento são as técnicas de distração, compressão e stop-start. O objetivo destes tratamentos é fazer o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estágio da ejaculação, para que ele possa controlar quando deseja ejacular, evitando a frustração. "Elas ajudam, mas se o problema for emocional, caso as motivações sejam físicas, só amenizarão o problema", explica Érico.
 
Técnica de distração
De acordo com esta técnica, durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue do sexo, geralmente algo desagradável como contas a pagar, uma lembrança triste ou em alguma mulher que não o atrai. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Ele deve usar esta técnica para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.

Técnica de compressã
o
O homem deve comprimir a base da cabeça do pênis por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. "Fazendo esse movimento, ele dificulta a entrada de sangue no pênis e retarda um pouco a ejaculação", diz Archimedes.

Técnica stop-start

O homem é orientado a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos, quando estiver próximo ao momento de maior excitação.
 
Fonte Minha Vida

A boca pode dar sinais de HIV

Problemas dentários podem ser os primeiros sinais clínicos da doença
 
Problemas bucais associados ao HIV/AIDSO HIV (vírus de imunodeficiência humana) é o vírus que causa a AIDS. Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação. AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) ocorre quando a infecção pelo HIV enfraquece o sistema imunológico da pessoa até o ponto em que ela não consegue combater certas doenças e infecções. Infecções "oportunistas" também podem ocorrer, aproveitando-se da fraqueza do sistema imunológico.
 
Como saber se estou com HIV/Aids?
Problemas dentários como gengivas machucadas e sangrando, feridas de herpes na boca e infecções por fungos (sapinho), podem ser os primeiros sinais clínicos de AIDS. No entanto, se você tiver alguns destes sintomas não deve concluir que está infectado pelo vírus, uma vez que eles ocorrem também na população em geral. A única forma de se saber ao certo se está infectado é fazendo o teste de HIV. Consulte seu médico ou qualquer outro profissional da área de saúde. Um teste de HIV positivo não significa que você tenha AIDS. A AIDS é um diagnóstico feito pelo médico, com base em critérios específicos. Também não se pode confiar nos sintomas para saber se está ou não infectado pelo HIV. Muitas pessoas que estão infectadas pelo vírus não apresentam nenhum sintoma durante muitos anos.
 
Os sinais abaixo podem servir como alerta para a infecção pelo HIV:

- Perda de peso acelerada

- Tosse seca

- Febre constante ou sudorese noturna intensa

- Glândulas linfáticas inchadas nas axilas, virilha e pescoço

- Diarreia que dura mais de uma semana

- Manchas brancas ou manchas estranhas na língua, na boca ou na garganta

- Pneumonia

- Manchas vermelhas, marrons, rosas ou púrpuras na pele, ou dentro da boca, nariz ou pálpebras

- Perda de memória, depressão e outras alterações neurológicas

Como evitar o HIV/Aids?
A transmissão pelo HIV pode ocorrer quando o sangue, sêmen, fluido vaginal ou leite materno de uma pessoa infectada penetra no seu corpo. A melhor maneira de evitar a contaminação pelo HIV é não praticando atividades de risco que permitam que o vírus entre em seu corpo. Para maiores informações sobre a prevenção contra o HIV/AIDS, consulte um médico ou outro profissional da área de saúde. Informações podem ser também obtidas na Secretaria da Saúde do Estado ou da Prefeitura de sua cidade. Muitas pessoas se preocupam com o risco de infecção através da transfusão de sangue. Doar sangue não oferece nenhum risco de contrair o vírus HIV.
 
Posso contrair HIV no consultório dentário?
Devido à natureza do tratamento dentário, muitas pessoas temem que o HIV possa ser transmitido durante o tratamento. Precauções universais são utilizadas para a limpeza do consultório, dos equipamentos e instrumentos utilizados pelo dentista, entre cada um dos pacientes a fim de prevenir a transmissão do HIV e outras doenças infecciosas. Isto é a lei! Estas precauções exigem que os dentistas e assistentes utilizem luvas, máscaras e proteção para os olhos, e que esterilizem todos os instrumentos manuais (motores) e outros instrumentos dentários para cada paciente, utilizando os procedimentos de esterilização específicos determinados pela Vigilância Sanitária.

Os instrumentos que não puderem ser esterilizados devem ser descartados em lixos especiais. Após cada consulta, as luvas são descartadas, as mãos são lavadas e um novo par de luvas é utilizado para o próximo paciente. Se você estiver ansioso, alguns minutos de conversa com seu dentista para tirar quaisquer dúvidas que possa ter sobre saúde e medidas de precaução podem deixá-lo mais tranqüilo. Como tratar HIV/Aids?
 
Como tratar HIV/Aids?
Atualmente existem tratamentos médicos que podem retardar a velocidade com que o HIV enfraquece o sistema imunológico. Existem outros tratamentos que podem prevenir ou tratar algumas das doenças associadas à AIDS. Assim como outras doenças, o diagnóstico precoce oferece mais opções de tratamento.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

AIDS mata uma pessoa a cada três horas em São Paulo

Dados fazem parte do novo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde
 
Em uma década, houve queda de 35,7% da taxa de incidência de novos casos de AIDS entre os paulistas, de acordo com levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Mesmo assim, a doença ainda mata cerca de oito pessoas todos os dias. Os dados foram publicados no novo boletim epidemiológico feito pelo Programa Estadual DST/AIDS.
 
Em 2000, foram registrados 10.667 notificações de AIDS, com 28,8 novos casos por 100 mil habitantes. Já no ano passado, foram diagnosticadas 7.706 infecções, com taxa de incidência de 18,5 novos casos por 100 mil habitantes. Outra boa notícia foi a diminuição do número de óbitos. Em 2011, 3.006 pessoas morreram vítimas da AIDS, enquanto que, em 2000, foram registrados 4.181 óbitos, o que representa diminuição de 28% em números absolutos.
 
A pesquisa também dividiu os dados por gênero: houve uma queda de 23% no número absoluto de casos de AIDS entre os homens e 31% no total de mortes no período. Em 2000, foram notificadas 6.868 ocorrências com 2.940 mortes, enquanto que no ano passado os mesmos números passaram para 5.270 e 2.019, respectivamente. Entre as mulheres, os números são bem menores. Em 2000 foram 3.798 novos casos e 1.241 óbitos, contra 2.436 diagnósticos e 987 mortes em 2011.
 
Diante do panorama geral da doença, a diretora do Programa Estadual DST/AIDS, Maria Clara Gianna, reforça a importância do diagnóstico precoce da doença para um tratamento mais efetivo. Isso não só aumenta a sobrevida do paciente como permite que ele leve uma vida completamente normal.
 
Exame gratuito para detecção do vírus HIV
Até o dia 1º de dezembro, a Secretaria pretende realizar 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e das hepatites B e C. Fazem parte da campanha 526 municípios do Estado, incluindo mais de duas mil unidades de saúde.
 
Além do tradicional exame de sangue, será aplicado também o teste rápido do HIV, feito a partir da punção digital, com pequena quantidade de sangue, duração de 40 minutos e total eficácia.
 
Para saber sobre as unidades que estão participando, assim como dos serviços que estarão disponíveis no dia 1º, ligue para 0800-16-25-50 ou visite o site www.crt.saude.sp.gov.br.
 
Fonte Minha Vida

Falta apoio a famílias de pacientes com câncer, revela estudo

Sozinhos e sem suporte, familiares e pacientes com câncer em estágio terminal precisam ser ouvidos e necessitam de assistência.
 
A afirmação é da pesquisadora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade de São Paulo (USP), Carolina Oliveira Serradela Fonseca.
 
De acordo com a Agência USP de Notícias, a psicóloga entrevistou sete pessoas diretamente em seus domicílios.
 
Elas exerciam a função de principais cuidadores desses pacientes, mesmo sem possuir formação técnica, e estavam cadastradas na Associação Brasileira de Combate ao Câncer Infantil e Adulto (Abraccia) ou na Associação Brasileira de Pessoas e Crianças com Câncer (Abrapec), em Ribeirão Preto, entre julho e novembro de 2010.
 
Para Carolina, no momento de comunicar o diagnóstico, é essencial que “os profissionais de saúde ofereçam escuta sensível” para as dúvidas, fantasias, mitos e temores dos familiares.
 
É que, após o impacto da notícia, diz, eles mesmos buscam respostas para os sinais do início da doença e do porque do agravamento do quadro.
 
Fonte R7

Roupa biocinética é testada em crianças com paralisia cerebral

Traje tem a finalidade de simplificar os movimentos com eficiência e praticidade
 
A roupa biocinética produzida no Brasil está sendo testada em crianças com paralisia cerebral. A ideia do traje é facilitar as atividades diárias dos portadores dessa doença.
 
Os anéis fixados na região da cintura, quadril e joelhos, puxados por elásticos, ajudam a corrigir a postura. O objetivo da roupa é fazer com que o cérebro armazene as mensagens dos movimentos corretamente facilitando as atividades do dia a dia.
 
A terapeuta ocupacional Ana Irene foi quem teve a ideia de desenvolver o traje biocinético. Foram mais de 20 anos de estudo e análise. O desafio é simplificar o problema juntando eficiência e praticidade.
 
Veja o vídeo e saiba mais.


 
Fonte R7

Conheça a Síndrome Alimentar Noturna

Artigo publicado na última edição da revista da Associação Brasileira paro o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) mostra os impactos da Síndrome Alimentar Noturna.
 
O problema é causado por alterações neuroendócrinas que levam a uma dessincronização entre o ritmo alimentar e o ritmo de sono.
 
De acordo com Claudia Cozer e Fernanda Pisciolaro, membros da Abeso, o problema é decorrente da mudança social e comportamental dos últimos anos, o estresse.
 
Os principais sintomas são: falta de apetite matutino, aumento excessivo de apetite com ingestão de maior valor energético após 19h e despertar no mínimo uma vez por noite para comer.
 
A estimativa de incidência recente oscila entre 0,5 e 1,5% da população, mas os índices aumentam para até 14% em obesos e 42% nos obesos grau III.
 
O tratamento pode envolver intervenções farmacológicas e comportamentais. Intervenções cognitivo comportamentais têm sido as mais usadas.
 
Fonte R7

Tenistas de mesa não devem descartar ocorrência de lesões

Apesar do tênis de mesa ser um esporte de pouco impacto, não se deve descartar a ocorrência de lesões entre seus praticantes.
 
Segundo estudo publicado Revista Fisioterapia e Pesquisa, os membros superiores e o tronco são os locais mais acometidos.
 
A pesquisa, que analisou 111 atletas participantes do Campeonato Paulista de Tênis de Mesa, mostra que durante uma partida de tênis de mesa, as bolas são enviadas em diferentes direções com velocidades e rotações igualmente variáveis, fazendo que os competidores realizem movimentos complexos em frações de segundo, envolvendo essencialmente deslocamento lateral e pequenos saltos com mudanças de direções que deixam os atletas expostos às lesões.
 
O treinamento foi o momento mais relatado de ocorrência das lesões.
 
Os pesquisadores acreditam que muitas vezes treinadores e atletas extrapolam a fase de adaptação, resultando em exaustão e contribuindo para aparecimento de lesões.
 
Fonte R7

Pesquisadores criam sauna para tratar lesões de atletas

Pesquisadores da Universidade de Brasília desenvolveram uma sauna gelada para tratar lesões musculares.
 
Dentro dela, vapor de nitrogênio cobre o corpo inteiro do atleta e o submete a temperaturas extremamente baixas para curar inflamações e melhorar a recuperação muscular.
 
A ideia é viabilizar o equipamento para a Copa de 2014.
 
Segundo os criadores, o princípio é o mesmo de quando aplicamos gelo em uma área muscular lesionada, logo depois de um tombo, por exemplo.
 
Além de recuperar lesões mais rapidamente, o tratamento funciona também como anestésico possibilitando uma fisioterapia mais eficiente, além de poder ser usado como parte do treinamento de alta performance.
 
O projeto todo custou R$ 450 mil e foi desenvolvido em incubadora no Centro de Desenvolvimento Tecnológico da instituição.
 
Fonte R7

Câncer pode ser prevenido com alimentação saudável

Especialistas recomendam consumir frutas, hortaliças e produtos integrais
 
Adotar uma alimentação adequada pode ser fundamental na prevenção do câncer e outros problemas crônicos. Pesquisas vêm sendo desenvolvidas para estudar as propriedades de algumas substâncias encontradas nos alimentos que possuem propriedades quimiopreventivas, ou seja, propriedades que atuam contra o câncer.
 
Estudos mostram que alimentos com estas propriedades podem reduzir o risco de desenvolver o câncer, retardar a taxa de crescimento e metástase de uma doença maligna, reduzir a toxicidade associada à quimioterapia e radioterapia, inibir a proliferação celular e induzir a morte celular em células cancerosas.
 
E, para garantir que alimentos com essas propriedades ajudem o organismo, é aconselhável manter uma alimentação equilibrada e nutricionalmente completa, variada em frutas, hortaliças e alimentos integrais, que fornecerão uma grande variedade de vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes.
 
Importante também é evitar consumir alimentos processados, gorduras e farinhas refinadas.
 
Fonte R7

Mulher passa por transplante de células de mortos que pode curar diabetes

Após procedimento, Ann sentiu que os sintomas da doença começaram a regredir
 
Ann Dair, de 43 anos, passou por um transplante de células de pacientes mortos. A técnica inovadora pode, um dia, levar à cura do diabetes.
 
A mulher, que tem diabetes tipo 1, passou por uma cirurgia para substituir células responsáveis pela produção da insulina. Após a operação, os sintomas da doença começaram a regredir.
 
O resultado fez os médicos descobrirem que transplantar as células pancreáticas de pacientes mortos faz com que o organismo do receptor produza novamente a insulina, segundo o site Daily Mail.
 
Ann disse que, após o procedimento, ela passou a tomar uma dose menor de insulina e que só sofreu uma crise de hipoglicemia na semana (antes eram cinco).
 
Segundo o endocrinologista Dr. Teh, ainda existem desafios pela frente, mas o transplante de células abre caminho para a cura do diabetes e cria esperanças para quem sofrem da doença.
 
Fonte R7

Jovem passa por cirurgia para retirar tumor do tamanho de bola de golfe

Rihanna sofre de sarcoma, doença que atinge músculo, osso, nervos e cartilagem
 
Rhianna Thomas, de 24 anos, ficou horrorizada ao ver que um pequeno nódulo em seu couro cabeludo se transformou em um tumor do tamanho de uma bola de golfe.
 
A jovem, que mora em Cardiff, País de Gales, foi diagnosticada com sarcoma, um câncer raro em que ocorre crescimento exagerado das células nos tecidos de suporte e conjuntivo do corpo, como músculos, osso, nervos, cartilagem, vasos sanguíneos e o tecido adiposo.
 
Para retirar as células cancerígenas, Rhianna passou por uma cirurgia em que os médicos fizeram um enxerto da pele de sua perna, segundo o site Daily Mail.
 
— Para a cirurgia, eu tive de raspar uma parte da minha cabeça. Mas eu sabia que perder o cabelo era a menor das minhas preocupações.
 
Os médicos conseguiram retirar o tumor e a operação foi exitosa. Agora, ela está prestes a iniciar as sessões de quimioterapia e radioterapia. Os médicos dizem que seu prognóstico é bom.
 
Como um dos efeitos colaterais do tratamento contra a doença pode ser a infertilidade, Rhianna resolveu congelar nove óvulos para poder engravidar no futuro.
 
Toda essa experiência levou-a a criar um blog para falar de sua doença e progressão.
 
Fonte R7

Estudo brasileiro mostra benefícios do chá verde

Um novo estudo brasileiro apresenta informações que indicam que o chá verde pode ajudar na perda de peso, perda de gordura corporal e trazer ainda outros benefícios como a diminuição dos níveis de triglicérides.
 
Para a pesquisa, estudiosos analisaram os efeitos do chá durante dois meses em quatro grupos de mulheres, sendo que algumas praticaram exercícios físicos usando pesos.
 
Dentre as participantes, aquelas que consumiram o chá verde perderam, em média, 5,7 kg, havendo manutenção da massa magra.
 
Mulheres que tomaram o chá e se exercitaram tiveram maiores alterações corporais, perdendo mais gordura e ganhando mais massa muscular, aumentando a força dos músculos e reduzindo níveis de triglicérides.
 
Aquelas que consumiram placebo e não se exercitaram tiveram mais resultados negativos, ganhando mais gordura e perdendo massa magra.
 
Participantes que se exercitaram e tomaram placebo tiveram melhoras de saúde, mas os resultados foram inferiores aos obtidos pelas mulheres que praticaram atividades físicas e tomaram o chá.
 
A pesquisa foi desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). A orientadora da pesquisa, Dra. Jocelem Salgado, explica que os resultados encontrados comprovam os benefícios que o chá verde oferece e o seu papel como aliado contra a obesidade.
 
O estudo foi publicado no periódico americano Journal of Medicinal Food.
 
Fonte: PS Comunicação, 28 de novembro de 2012

Seis em cada dez jovens portadores do HIV não sabem que têm a doença

Nos Estados Unidos, seis em cada dez jovens portadores do HIV não conhecem sua condição. Segundo relatório Vital Signs, dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), cerca de 12.200 jovens com idade entre 13 e 24 anos foram infectados em 2010, sendo que 72% das novas infecções ocorreram em homens homossexuais, dos quais 57% eram afro-americanos.
 
O doutor Thomas R. Frieden, diretor do CDC, essa é uma questão que pode ser evitada, já que todos os jovens podem proteger sua saúde e a dos outros, evitando contrair e transmitir o vírus a partir do momento que conhece seu status sorológico.
 
O CDC e a Academia America de Pediatria recomendam que o teste de HIV seja incluído nos exames de rotina. A análise mostrou que 35% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos já haviam sido testados para o HIV, enquanto 13% dos alunos do ensino médio e 22% dos estudantes sexualmente experientes nunca haviam sido testados.
 
Segundo a pesquisa, pessoas com menos de 25 anos que apresentam diagnóstico positivo para HIV eram menos propensas a procurarem e se manterem em tratamento, o que aumenta o risco de transmissão do vírus.
 
Fonte: UPI, 28 de novembro de 2012
Rio de Janeiro - A prefeitura do Rio espera fazer 30 mil testes rápidos de aids no próximo sábado (1º), como parte da campanha nacional Fique Sabendo. Em 2011, foram 17,5 mil exames na capital fluminense, segundo o subsecretário de Atenção Primária e Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, Daniel Soranz. " No ano passado, no Fique Sabendo, a prefeitura do Rio de Janeiro foi a que fez o maior número de exames em um único dia. Nesta nova campanha, a gente pretende repetir a marca, com maior número de exames do país", disse.
 
No próximo sábado, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, unidades de saúde ficarão abertas das 8h às 17h. Normalmente, as unidades funcionam de 8h às 12h. Iniciada no dia 10 de novembro, a campanha Carioca da Prevenção oferece testes para detecção do vírus HIV e da sífilis em 200 postos de saúde e clínicas da família em toda a capital, em parceria com a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, órgão da prefeitura. Somente no dia 10 de novembro, quando teve início a ação, 21,6 mil exames foram feitos.
 
Daniel Soranz explicou que qualquer cidadão pode fazer os exames. É coletado sangue do paciente e o resultado sai em aproximadamente oito dias. O resultado ficará disponível nas unidades de saúde e na internet. Segundo Soranz, os casos de aids e sífilis no Rio estão dentro da média brasileira. "Com o aumento da disponibilidade de exames, a gente espera encontrar mais casos precocemente para proteger a população de casos futuros", disse.
 
Quem procurar as unidades de saúde também poderá se vacinar contra a hepatite B e, no caso das mulheres, fazer o exame preventivo do câncer de colo de útero. Haverá ainda aferição de pressão arterial, distribuição de material educativo e de preservativos, além de atividades de promoção à saúde. Para obter mais informações sobre onde fazer o teste, os interessados podem ligar para a central de atendimento da prefeitura pelo telefone 1746.
 
Fonte Agência Brasil

Como se prevenir da conjuntivite

Lavar bem as mãos e não coçar os olhos são
as duas formas de prevenção
Hospital São Paulo, na zona sul da capital, registra 300 casos por dia. Veja como evitar o problema
 
Ela pode ser considerada quase como uma “prima” da gripe.
 
Embora tenha inúmeras formas de contaminação, a viral é a mais comum, e a grande responsável pelos surtos esporádicos da doença.
 
A secretaria de Saúde do Estado de São Paulo afirma que o número de casos está abaixo do esperado. De janeiro a fevereiro de 2010 foram registrados 19.478. Para o mesmo período deste ano, já foram computados 16.208 casos. A prévia, porém, contradiz os altos índices no Interior e no Litoral.
 
As altas taxas de contaminação da população, em determinados locais, suspenderam aulas em escolas públicas e somam, diariamente, vítimas nas filas dos hospitais.
 
No Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista, ligado a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desde fevereiro os casos são crescentes. Nos últimos três dias, o pronto atendimento diagnosticou mais de mil casos de conjuntivite, uma média de 300 pacientes por dia.
 
Assim como a gripe, a doença é de fácil contaminação. Ter o problema não é sinônimo de organismo doente, mas a baixa imunidade torna o indivíduo mais suscetível. O vírus pode ser transmitido por contato direto e indireto.
 
Formas de contaminação
Não lavou as mãos antes de coçar os olhos? Um ato simples assim pode resultar em coceira, inchaço e irritação: pronto, a conjuntivite pegou. “Não sabemos se os ambientes pelos quais passamos foram frequentados por pessoas contaminadas. Locais com aglomeração são os principais focos de transmissão”, explica Elizabeth Nogueira, chefe do pronto socorro de oftalmologia da Unifesp.
 
Segundo a médica, não existe relação entre umidade relativa do ar, épocas do ano ou poluição. Os vetores de transmissão são os ambientes fechados e as aglomerações. Uma pessoa contaminada, ao fazer uso de transporte público, por exemplo, é suficiente para que o vírus se propague, alerta a médica.
 
A conjuntivite pode ser viral, bacteriana e alérgica. Esta última não é contagiosa, explica a especialista. Os surtos são provocados pelo vírus, que se aloja na membrana da pálpebra inferior, chamada conjuntiva, provocando a inflamação. Vermelhidão, coceira e inchaço e olhos lagrimejantes são os sintomas clássicos.
 
Paliativos perigosos
Elizabeth esclarece: não há tratamento que acelere o processo de recuperação. O recomendado é fazer compressas com água filtrada ou soro fisiológico, e usar sempre produtos descartáveis – algodão ou gaze – nunca panos ou toalhas.
 
“O grande erro para aliviar os sintomas é utilizar toalhas. Elas ficam contaminadas e postergam a recuperação. É fundamental utilizar produtos higiênicos descartáveis a cada nova compressa.”
 
O tratamento, embora paliativo, minimiza a coceira e a sensação de desconforto. A conjuntivite dura, em média, de cinco a sete dias. Em casos mais agressivos, ou por descuido do paciente, pode se estender por 10 dias.
 
O ideal, defende a oftalmologista, é que o paciente seja afastado do local de trabalho durante esse período mínimo, pois o risco de contaminação é alto. Depois de sete dias, o risco de transmissão torna-se desprezível.
 
A especialista ainda alerta quanto ao uso de colírio, água boricada e chás caseiros: os três são contraindicados. Nenhum medicamento deve ser usado sem orientação médica, mas, no geral, a maioria dos colírios alteram o sistema imunológico e podem retardar a recuperação em vez de ajudar. A água boricada e os chás causam mais irritação e pioram o quadro de inchaço.
 
As pessoas que usam lentes de contatos corretivas devem descartá-las após o diagnóstico da doença. Quem já teve o problema não está imune de uma nova contaminação. A única forma de prevenir é lavar bem as mãos e evitar o contato com os olhos nesses períodos de surto, alem de não dividir objetos de uso comum. Leia abaixo, as dicas da médica.
 
Prevenção
- Não coçar os olhos antes de lavar as mãos
 
- Não compartilhar objetivos de uso comum com pessoas contaminadas
 
Tratamento
- Fazer compressas com água filtrada gelada ou soro fisiológico, sempre feitas com gase ou algodão e descartados a cada novo procedimento
 
- Nao utilizar toalhas ou panos para fazer compressas
 
- Não coçar a região afetada
 
- Não usar colírio, água boricada ou chás caseiros
 
Fonte iG

Não bobeie com as lentes de contato

Lente de contato: negligência nos cuidados diários coloca a visão em risco
Negligência na hora de limpar e manter as lentes pode custar a visão. Veja os erros mais comuns e como evitá-los
 
O cuidado precário com as lentes de contato pode ter consequências graves, como infecções ou ulcerações que prejudicam a visão, por vezes de forma irreversível, alertam os especialistas em doenças dos olhos.
 
“As lentes de contato são geralmente muito seguras, mas os usuários precisam saber que os famosos atalhos no cuidado com as lentes podem levar a problemas graves de saúde”, diz Sean Edelstein, professor-assistente de oftalmologia do Centro Médico da Universidade de Saint Louis.
 
“Infelizmente, muitos pacientes já chegam ao consultório com infecções e inflamações graves, relacionadas ao cuidado precário com as lentes de contato.”
 
Vermelhidão dos olhos, dor, sensibilidade à luz e visão borrada são sintomas que sugerem algo de errado.
 
“Se você está experimentando estes sintomas, deve remover imediatamente a lente de contato e consultar um oftalmologista”, orienta Edelstein, que é especialista em córneas e doenças externas do olho.
 
Os atalhos e erros mais comuns que as pessoas tomam no cuidado com as lentes de contato são:
  • Usar soluções para lentes com a data de validade vencida
  • Reaproveitar as sobras de solução para lentes
  • Expor as lentes a água não esterilizada
  • Usar lentes por muito tempo ou dormir com elas
  • Não limpar corretamente as lentes ou o estojo onde elas ficam armazenadas
Na maioria das vezes, as infecções da córnea são causadas por bactérias, particularmente Pseudomonas e Staphylococcus. Em casos mais raros, observa Edelstein, as lentes de contacto podem ser infectadas por fungos ou parasitas, o que é mais difícil de ser tratado.
 
Em alguns casos extremos, as infecções podem se espalhar para dentro do olho, causando endoftalmite (inflamação no interior do globo ocular). As úlcerações de córnea também podem causar cicatrizes no tecido da córnea e até perda de visão permanente.
Para evitar os efeitos nocivos da negligência no cuidado com as lentes, Edelstein aconselha as seguintes precauções:
  • Nunca substitua a solução para lentes por água da torneira
  • Use sempre solução para lenetes de contato limpa e na validade
  • Mantenha o estojo das lentes bem limpo
  • Não use lentes de contato por longos períodos de tempo

Fonte iG

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Acúmulo de gordura na barriga aumenta risco de osteoporose em homens

Pesquisa aponta que a obesidade é um fator de risco para a perda óssea e a diminuição da resistência óssea em homens
 
Homens com maior acúmulo de gordura abdominal têm maior risco de desenvolver osteoporose mais tarde na vida, de acordo com estudo de pesquisadores da Harvard Medical School, nos EUA.
 
A pesquisa aponta que a obesidade é um fator de risco para a perda óssea e a diminuição da resistência óssea em homens.
 
"É importante para os homens ter a consciência de que o excesso de gordura da barriga não é apenas um fator de risco para doença cardíaca e diabetes, também é um fator de risco para a doença óssea", afirma a pesquisadora Miriam Bredella.
 
Bredella e seus colegas avaliaram 35 pacientes com idade média de 34 anos e índice de massa corporal (IMC) de 36,5, obesidade grau 2.
 
Os voluntários foram submetidos a uma tomografia do abdômen e da coxa para avaliar a quantidade de gordura e massa muscular, além de outro exame em alta resolução do antebraço, para analisar a força dos ossos e o risco de fraturas.
 
A análise mostrou que os homens com maior acúmulo de gordura visceral tinham menor resistência óssea em comparação com aqueles com menos gordura visceral. Não houve associação entre idade ou IMC total e propriedades mecânicas do osso.
 
"Nós não fomos surpreendidos pelos nossos resultados que a gordura abdominal é prejudicial para a resistência óssea em homens obesos. O que nos surpreendeu foi que homens obesos com uma grande quantidade de gordura visceral tinham a força óssea significativamente reduzida em comparação com aqueles com IMC similar, mas pouco acúmulo de gordura na barriga", conclui Bredella.
 
Fonte isaude.net

Pesquisa revela contribuição do xarope de milho na epidemia global de diabetes

Países que consomem altos níveis do produto têm 20% maior incidência da doença do que os países que não permitem o adoçante
 
Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram que o consumo elevado de xarope de milho de alta frutose, adoçante encontrado em alguns alimentos pode estar contribuindo para a crescente epidemia global de diabetes tipo 2.
 
O estudo mostra que países que contém altos níveis de xarope em seus alimentos tiveram 20% maior incidência de diabetes do que os países que não permitem o adoçante.
 
A análise revelou também que a associação do produto com a prevalência de diabetes ocorreu independentemente da disponibilidade de açúcares totais e níveis de obesidade.
 
"Nosso estudo mostra uma relação ecológica que sugere que há riscos potenciais derivados do consumo de altos níveis de xarope de milho de alta frutose", afirma o coautor da pesquisa Stanley Ulijaszek.
 
Ulijaszek e seus colegas avaliaram 42 países em todo o mundo. Os resultados mostraram que os Estados Unidos têm o maior consumo de xarope per capita da população a uma taxa de 25 kg por ano. O segundo maior consumo é da Hungria, com uma taxa anual de 16 kg por habitante.
 
Canadá, Eslováquia, Bulgária, Bélgica, Argentina, Coréia, Japão e México também são consumidores relativamente altos do adoçante. O Reino Unido foi um dos países com níveis mais baixos de consumo, menos de 0,5 kg por habitante.
 
A equipe notou que países com maior uso do produto tiveram uma prevalência média de diabetes tipo 2 de 8% contra 6,7% em países que não usam o adoçante.
 
"Esta pesquisa sugere que o xarope de milho de alta frutose pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, que é uma das causas mais comuns de morte no mundo de hoje", afirma Ulijaszek.
 
Segundo os pesquisadores, a ligação é provavelmente impulsionada pela maior quantidade de frutose em alimentos e bebidas que contêm o xarope. Frutose e glicose são ambas encontradas no açúcar ordinário, a sacarose, em quantidades iguais, mas o xarope de milho tem uma maior proporção de frutose. O maior teor de frutose torna o produto mais doce e fornece maior estabilidade e uma melhor aparência aos alimentos processados.
 
"O estudo acrescenta a um corpo extenso de literatura científica que indica o consumo de xarope de milho pode resultar em consequências negativas distintas para a saúde e mais deletéria do que o açúcar natural", conclui o autor da pesquisa Michael I Goran.
 
Fonte isaude.net

Anticoncepcional associado ao cigarro aumenta risco de trombose em mulheres

Estudo foi realizado no Hospital de Transplantes de São Paulo. No total, 400 mulheres entre 20 e 45 anos foram acompanhadas
 
Levantamento realizado no ambulatório de trombofilia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo (antigo Hospital Brigadeiro), unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que o uso de pílula anticoncepcional, associado ao tabagismo, pode elevar expressivamente as chances das mulheres desenvolverem trombose.
 
O estudo foi elaborado com base nos atendimentos ambulatoriais de 2011. No total, 400 mulheres entre 20 e 45 anos com trombose venosa foram acompanhadas, das quais 180 (45%) fumavam e também usavam o método contraceptivo.
 
As pacientes que não faziam uso de nenhuma destas substâncias corresponderam a 23 mulheres, ou 6%, aproximadamente. As demais 197 usuárias que desenvolveram o problema apresentavam, ainda, outros fatores de risco, mas também já tiveram contato com o fumo e a pílula anticoncepcional em algum momento.
 
A trombose venosa profunda ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma veia do interior de nosso corpo, dentro dos músculos das pernas, por exemplo.
 
"É como se o sangue formasse uma ' rolha' no vaso sanguíneo e não deixasse o sangue circular" , explica a médica hematologista Denise Zahr.
 
Os hormônios dos anticoncepcionais, como o estrógeno e a progesterona, alteram a circulação e aumentam os fatores de coagulação do sangue. Por isso as chances de desenvolvimento de coágulos nestas veias profundas são maiores.
 
De maneira geral, o problema pode estar associado a alterações genéticas, mas é relacionado, principalmente, as dislipidemias (hipertensão arterial e colesterol) e fatores de risco como a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo.
 
" Este efeito colateral da pílula é informado na bula do medicamento, mas nem sempre as mulheres são bem orientadas pelos especialistas. A combinação do uso do anticoncepcional com o cigarro, ou mesmo a um dos fatores de risco para trombose funciona como uma bomba para o organismo. É extremamente importante que o médico conheça bem a história de sua paciente antes de receitar qualquer tipo de medicação, além de acompanhar de perto o tratamento" , ressalta Denise.
 
Somente especialistas podem indicar o melhor método de prevenção para cada mulher, conforme sua idade, histórico familiar e condição financeira. Além da pílula, existem outros contraceptivos como o dispositivo intrauterino (DIU). O preservativo ainda impede o contato com as doenças sexualmente transmissíveis.
 
" Realizar caminhadas e exercícios físicos regularmente, consumir uma dieta equilibrada, evitar a automedicação e abandonar o cigarro, são maneiras seguras de evitar a trombose" , finaliza a especialista.
 
Fonte isaude.net

Terapia de relaxamento reduz sintomas da menopausa pela metade

O objetivo é ensinar às mulheres a encontrarem os grupos musculares, relaxando com a ajuda de técnicas de respiração
 
Mulheres que se submeteram a terapia de grupo, aprendendo a relaxar, reduziram os sintomas da menopausa pela metade. Os resultados são de estudo realizado na Linköping University , em Linköping (Suécia).
 
Resultado da tese de doutorado de Elizabeth Nedstrand, da Linkoping University, o estudo trabalhou com um grupo de mulheres aleatoriamente designadas a três tratamentos diferentes, paralelamente ao uso do estrogênio: acupuntura, exercícios e relaxamento com o uso de um método baseado na terapia cognitiva comportamental desenvolvida pelo psicólogo Lars-Göran Ost.
 
O sucesso dos resultados levou a um estudo maior que, a partir de 2007, trabalhou com um grupo de 60 mulheres que procuraram seus médicos com sintomas moderados a graves da menopausa, com ciclos de até 50 vezes por semana. Elas foram divididas aleatoriamente em dois grupos: um de dez sessões de terapia de grupo e o outro que passou apenas por um controle, sem receber tratamento algum.
 
Segundo Nedstrand, o objetivo da terapia é ensinar às mulheres a encontrarem os grupos musculares de seus corpos, aprendendo a relaxar com a ajuda de técnicas de respiração. Os participantes receberam exercícios para praticar diariamente em casa. Durante o período de intervenção e, por três meses seguintes, as mulheres mantiveram um diário de suas ondas de calor. Elas também tiveram que preencher um questionário de qualidade de vida em três ocasiões, além de apresentar uma amostra de saliva para análise de cortisol, o hormônio do estresse.
 
As mulheres que participaram do grupo de tratamento reduziram os índices de ondas de calor diárias de 9.1 para 4.4, sendo que o efeito manteve-se durante três meses após a última sessão de terapia. Elas também relataram melhora da qualidade de vida como memória, concentração, sono e ansiedade. Por outro lado, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na secreção do hormônio do stress.
 
" O estudo confirma que o relaxamento aplicado pode ajudar as mulheres com os problemas da menopausa. Minha esperança é que este tratamento possa ser oferecido às mulheres pelos centros de atendimentos primários e prestadores privados de cuidados de saúde," completa.
 
 
A menopausa
Sete em cada 10 mulheres sofrem com a chegada da menopausa com sintomas como calor, insônia, baixa na libido, depressão, irritabilidade. Para uma em cada dez mulheres, estes problemas duram cinco anos ou mais, principalmente com relação à insônia. A ciência ainda não identificou o que está por trás destes sintomas. O que se sabe é que as quantidades decrescentes de hormônios femininos (estrogênio) afeta o centro responsável pela regulação de calor no hipotálamo.
 
Com base neste conhecimento, a terapia de reposição de estrogênio foi largamente utilizada. De acordo com os responsáveis por este estudo, os médicos suecos chegaram a receitar a terapia, no final dos anos 90, para cerca de 40% das mulheres com sintomas moderados a graves de menopausa. Com o tempo, foi observada uma relação direta deste tratamento com o aumentou do risco de câncer da mama e de doença cardiovascular, o que levou à busca de terapias alternativas.
 
Fonte isaude.net

Mensagens negativas têm pouco impacto sobre o cérebro de dependentes

Joshua Brown, principal investigador do estudo
Joshua Brown, principal investigador do estudo
Descoberta tem potencial para ajudar a direcionar políticas de saúde pública para reduzir ou impedir o abuso de drogas e álcool
 
Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos EUA, descobriram que mensagens negativas são menos eficazes para pessoas que fazem uso abusivo de álcool e drogas.
 
A descoberta pode ajudar a guiar políticas de saúde pública para impedir o abuso de drogas e álcool ou dissuadir as pessoas de se envolverem em comportamentos de risco.
 
"Os resultados são um tanto irônicos, porque muitos anúncios de serviço público dizem "Drogas são ruins para você", "Basta dizer não", ou "Este é o seu cérebro em drogas" mostrando uma imagem de ovos fritos. O que estamos vendo é que as mensagens negativas não estão tendo o mesmo impacto sobre o cérebro", afirma o principal investigador Joshua Brown.
 
Utilizando técnicas de neuroimagem, os pesquisadores examinaram o impacto de diferentes mensagens sobre os cérebros de indivíduos dependentes de substância e comparou-o com seus efeitos sobre pessoas não dependentes.
 
Eles também procuraram determinar onde está o problema no circuito cérebro, mensagem e comportamento. Eles sugeriram que talvez o cérebro de pessoas dependentes de substâncias é sensível ao risco, mas o conhecimento não orienta seu comportamento. Ou talvez dependentes percebam as mensagens de forma diferente em primeiro lugar.
 
Para responder a estas questões, os participantes participaram de um jogo virtual, o Iowa Gambling Task, frequentemente utilizado em estudos psicológicos sobre tomada de decisão. Quatro baralhos de cartas aparecem em uma tela, e os participantes são informados de que vão ganhar ou perder dinheiro, escolhendo certos baralhos.
 
O grupo dependente da substância mostrou menos atividade no cérebro em resposta à mensagens negativas de que um baralho certo levaria a perdas. As mensagens negativas também levaram decisões piores e significativamente mais arriscadas do grupo de dependentes de substâncias tóxicas do que no grupo de não usuários.
 
Os resultados sugerem que o nível de atividade cerebral em regiões do cérebro que avaliam o risco é menor em indivíduos dependentes de substância do que aqueles que não usam drogas ou álcool.
 
Os dois grupos analisados processam as mensagens de forma diferente, particularmente aquelas mensagens que enfatizam a perda ou redução de perspectivas de ganho.
 
A pesquisa contribui para um crescente corpo de evidências que analisam o impacto de determinados tipos de mensagens sobre os mecanismos neurais envolvidos na tomada de decisões arriscadas.
 
Segundo Brown, ainda não pode dizer se as mensagens positivas são mais eficazes para reduzir o uso de drogas porque sua experiência envolveu decisões sobre o dinheiro em vez de drogas. Eles estão trabalhando nisso, porém, estão apenas começando a ver como as pessoas tomam decisões com relação às drogas.
 
Fonte isaude.net

Consumo elevado de vitamina E reduz risco de câncer de fígado

Pesquisa realizada na China sugere que papel antioxidante da vitamina pode prevenir o aparecimento de danos no DNA
 
Alto consumo de vitamina E a partir da dieta ou de suplementos vitamínicos pode reduzir o risco de câncer de fígado, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.
 
A pesquisa sugere que papel antioxidante da vitamina solúvel em gordura pode prevenir o aparecimento de danos no DNA.
 
Para determinar a relação entre a ingestão de vitamina E e o risco de câncer de fígado, os pesquisadores dos EUA, em conjunto com cientistas do Shanghai Cancer Institute analisaram dados de 132,837 pessoas na China estudadas entre 2002 e 2006.
 
Utilizando questionários, os pesquisadores realizaram entrevistas individuais para coletar dados sobre os hábitos alimentares dos participantes do estudo. Os participantes foram questionados sobre quão frequentemente eles comeram alimentos ricos em vitamina E e tomaram suplementos vitamínicos.
 
A equipe então comparou o risco de câncer de fígado entre os participantes que apresentaram alto consumo de vitamina E e aqueles com baixa ingestão.
 
A análise incluiu 267 pacientes com câncer de fígado (118 mulheres e 149 homens) que foram diagnosticados entre após o início do estudo.
 
Os resultados mostraram que a ingestão de vitamina E pela dieta ou por meio do uso de suplementos de vitamina E foram ambos associados a um menor risco de câncer de fígado. Esta associação foi consistente entre os participantes com e sem auto relato de doença hepática ou histórico familiar de câncer de fígado.
 
O câncer de fígado é a terceira causa mais comum de mortalidade por câncer no mundo, o quinto câncer mais comum em homens e o sétimo mais comum em mulheres. Aproximadamente 85% dos casos da doença ocorrem em países em desenvolvimento, com 54% só na China.
 
Fonte isaude.net

Hipersônia, a necessidade de dormir mais que 8 horas diárias

O cérebro, durante a noite, secreta uma substância chamada líquido cefalorraquidiano (LCR) que é responsável por regular uma série de funções no corpo, incluindo o sono e o estado de alerta. Muitas pessoas, entretanto, têm uma produção desregulada do LCR e isso pode se refletir em uma maior necessidade de sono.
 
O problema foi chamado de hipersônia, e faz com que essas pessoa – e não são poucas – precisem de mais de 70 horas de sono semanais (o normal é que entre 56 e 70 horas semanais sejam o suficiente).
Indivíduos com hipersônia também têm maior dificuldade em acordar pela manhã, e passam o dia com menor concentração, como se não tivessem dormido o suficiente. Problemas no trabalho, na escola e menor sensibilidade a substâncias que as deixariam mais acordadas (como o café ou outros estimulantes) também são característica dessa condição que é relativamente nova para os médicos e neurocientistas.
 
“Pessoas com hipersônia afirmam se sentir como se estivessem sempre andando em um nevoeiro durante o dia. Eles estão fisicamente acordados, mas não com a mente alerta”, explca David Rye, autor de uma pesquisa sobre o tema publicada no periódico Science Translational Medicine.
 
“Normalmente quando atendemos pacientes com muito sono pensamos inicialmente em problemas neurológicos, glandulares ou nutricionais e o tratamento passa, muitas vezes, pelo uso de medicamentos estimulantes. Mas isso, sabemos agora, é como acelerar um carro com o freio de mão puxado”, explica o pesquisador da Universidade de Emory, nos EUA.
 
Confusão e novas técnicas
“A hipersônia é bastante impactante e sabe-se muito pouco sobre a condição. Nosso estudo é um dos primeiros a trazer mais dados sobre isso, o que pode melhorar as técnicas e terapias para tratar o problema”, aponta Merrill Mitler, outro autor da pesquisa.
 
Em algumas pessoas, diz o artigo, a hipersônia é similar aos efeitos de se tomar sedativos. “Isso é muito similar a uma incosciência, e as pessoas com hipersônia têm que lutar contra isso no dia a dia para conseguir dar conta de tudo o que precisam fazer durante seus afazeres cotidianos”, afirma Rye que lembra ainda que a prevalência do problema ainda não está clara, pois ainda é confundida com outros problemas relacionados com o ritmo do sono.
 
“Até agora os médicos caracterizavam esse problema como ‘sono longo’, e mesmo chegavam a tratá-lo como uma forma de narcolepsia, o que não confirmamos que não é. Os medicamentos para esse tipo de problema não são os mesmos usados para outros problemas relacionados ao sono ou ao estado de vigília, e estamos tentando descobrir o que pode melhorar o estado de alerta desses indivíduos”, finalizam os autores.
 
Fonte O que eu tenho

Amnésia alcoólica, a atuação do álcool na memória

Sabe quando você acorda após uma noite de bebedeira e não se lembra de nada do que aconteceu na balada, simplesmente um blackout total? Cientistas da Universidade de Sussex, Inglaterra, realizaram um estudo para provar se a chamada amnésia alcoólica existe mesmo. Segundo os pesquisadores, o álcool pode estar a afetando os neurotransmissores e estariam alterando a maneira com que a memória é formada. O alto consumo da bebida inibe a memória pós ingestão, fazendo o individuo lembrar apenas o que ocorreu antes, o que na maioria das vezes é uma boa lembrança.
 
Durante a pesquisa foram comparadas as habilidades de memória dos voluntários para imagens mostradas antes e depois da ingestão de bebidas não-alcoólicas e alcoólicas. O resultado mostrou que quem bebeu álcool teve a memória aumentada para as imagens vistas antes do consumo e deteriorada para as imagens vistas depois.
 
Os pesquisadores também identificaram uma dificuldade na capacidade de julgamento de determinadas situações e valores. Outra descoberta foi que tendemos a nos lembrar mais dos fatos positivos do que dos negativos, o que faz com que lembremos mais das partes divertidas do que das coisas vergonhosas que fizemos com o julgamento afetado pelo álcool.
 
Não está claro como o álcool muda a maneira como as memórias são formadas, mas ele pode estar alterando os neurotransmissores que formam as memórias. É incerto o ponto exato do mecanismo de memória em que o álcool atue, mas pesquisas científicas demonstram que há uma espécie de anestesia do cérebro e a transferência da memória de curta duração para memória de longa duração é prejudicada, fazendo com que não fixemos os fatos.
 
Outro ponto intrigante sobre o qual não há nada conclusivo é o porquê algumas pessoas não têm esses blackouts ou apresentam muito raramente algum tipo de perda de memória, já que essa condição foi verificada tanto em dependentes de álcool quanto em pessoas que bebem socialmente. O que se sabe do fato é que alguns têm uma tolerância maior aos efeitos nocivos do excesso de álcool do que outros e que isso pode indicar um fator genético ou da maneira como o corpo processa o álcool.
 
Fonte Corposaun

Tempero e blueberry brasileiro estimulam a memória

blueberries Tempero e blueberry brasileiro estimulam a memóriaEstudos com folhas de sálvia, usada com frequência para temperar peixes e carnes, e o mirtilo, o bluebarry brasileiro, revelam que tanto a planta como a fruta azul são ricos em flavonóides que ajudam a desacelerar o declínio das funções mentais e até proteger contra o Alzheimer.
 
Com o envelhecimento da população em todo o mundo e a melhora na qualidade de indivíduos da melhor idade, estimular a memória tornou-se um dos grandes desafios da medicina moderna. Além das novas drogas, estudos recentes têm demonstrado que alguns alimentos contribuem para melhorar a função cognitiva, a compreensão verbal e a habilidade numérica.
 
“Um dos elementos mais estudados e divulgados é o Ômega 3, presente em peixes. É comprovado que indivíduos na melhor idade que possuem dieta rica em produtos marinhos têm melhor performance cognitiva, pois além de proteger o cérebro contra estresse oxidativo, o Ômega 3 regula a neurotransmissão. No entanto, dietas deficientes da substância podem levar, inclusive, a um prejuízo na aprendizagem”, explica Sandra Chemin, docente do curso de Nutrição da Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate.
 
Ainda de acordo com a nutricionista, outros compostos que atuam na memória são os flavonóides, que ajudam a desacelerar o declínio das funções mentais e até protegem contra Alzheimer. “Há alguns anos, pensava-se que os flavonóides agiam como o Ômega 3 e, até mesmo, como a vitamina C, ou seja, como antioxidantes. Entretanto, estudos mais recentes demonstraram que eles interagem com a quinase, uma proteína que regula o fluxo de sangue nos tecidos cerebrais”, completa.
 
Frutinha da inteligência
Atualmente foram identificados mais de seis mil flavonóides, responsáveis por cores e sabores dos alimentos. Um estudo de 2010, com dois mil voluntários entre 70 a 75 anos, que relataram consumir de forma periódica vinho, chá e chocolate (alimentos ricos em flavonóides), revelou a melhora na função cognitiva se comparado às pessoas que raramente ingerem esses produtos.
 
“Entre outros alimentos ricos em flavonóides está também o mirtilo, o blueberry brasileiro, pequena fruta azul originária da América do Norte e muito consumida pelas suas propriedades medicinais. Pesquisa com adultos que bebem até duas xícaras de suco de mirtilo por dia mostrou que esses indivíduos tiveram desempenho intelectual 30% melhor”, conta a professora da Anhembi Morumbi.
 
Tempero da memória
Outra descoberta mostrando o poder dos alimentos que elevam os níveis de concentração está ligada a um tempero muito utilizado na cozinha brasileira para ressaltar o sabor de peixes e carnes: a sálvia. Estudos demonstraram que, pessoas que se submeteram a uma bateria de teste por computador em uma sala aromatizada com sálvia comum, apresentaram memória mais precisa que aquelas que realizaram os mesmos exames em ambientes desodorizados.
 
“A razão disto é que a planta é rica em um flavonóide chamado hispulina, que parece interagir com receptores de cultura de células cerebrais, formando ácido gama-aminobutírico, um neurotransmissor que afeta justamente a cognição e os estados de ânimo. Vale apontar ainda, que os fatores genéticos que afetam a neurodegeneração já foram identificados, porém alimentos como a sálvia e o mirtilo podem determinar a idade cerebral, atrasar a perda de memória e até colaborar com as funções cognitivas”, finaliza Sandra.
 
Fonte Corposaun

Medicamentos biológicos podem evitar a morte prematura de pacientes com artrite reumatoide

De acordo com pesquisa – Biologics and Mortality Risk in Rheumatoid Arthritis: Results of a Population Based Study – apresentada na reunião anual do Colégio Americano de Reumatologia, evento que reuniu em Washington (EUA) especialistas em reumatismo de todo o mundo, o tratamento com medicamentos biológicos pode reduzir o risco de morte prematura em pacientes com artrite reumatoide.
 
A artrite reumatoide é uma doença crônica que provoca rigidez, dor, inchaço, limitação de movimentos e a perda da função de múltiplas articulações. “Embora as articulações sejam as principais áreas afetadas pela artrite reumatoide, a inflamação pode desenvolver-se em outros órgãos. Doentes com artrite reumatoide têm uma taxa de mortalidade elevada. No Brasil, estima-se que a doença atinja 1% da população. Como falamos de aproximadamente 1,9 milhão de brasileiros doentes, falamos de uma doença importante”, destaca o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, que participou do evento.
 
Já sabemos que os agentes biológicos, como drogas antitumorais do fator de necrose (comumente chamados de anti-TNF), são prescritos para controlar a inflamação e prevenir lesões articulares causadas pela artrite reumatoide. Também são eficazes em reduzir a dor e melhorar a função física dos pacientes acometidos pela doença.
 
Agora, cientistas do Centro de Pesquisa de Artrite do Canadá, ligados à Universidade Britânica de Columbia, avaliaram se os benefícios da redução da inflamação sistêmica nos pacientes artríticos estão relacionados a um menor risco de morte prematura nesse grupo de pacientes.

Para isto, revisaram dados de pacientes do Ministério da Saúde canadense. O estudo incluiu todos os casos notificados com artrite reumatoide que receberam tratamento entre janeiro de 1996 e março de 2006. Os casos foram acompanhados até março de 2010. Todos os serviços de saúde utilizados – incluindo medicamentos, internações e exames de laboratório a partir de janeiro de 1990 – foram avaliados.
 
Os pacientes que usaram um agente biológico durante o acompanhamento foram colocados num mesmo grupo. Cada paciente deste grupo foi então relacionado a um paciente de um grupo de controle que nunca havia utilizado um agente biológico, mas que havia sido tratado com pelo menos três tipos de drogas antirreumáticas, tais como o metotrexato, a leflunomida, a hidroxicloroquina e a sulfassalazina.
 
O estudo avaliou 4.312 participantes no total, dos quais 2.156 eram usuários de agentes biológicos e 2.156 não. A idade média dos participantes foi de 56 anos de idade, e 74,7% dos participantes eram do sexo feminino. Os pesquisadores observaram 573 mortes, dos quais 326 estavam no grupo de controle e 247 no grupo de usuários de medicamentos biológicos.
 
Os resultados do estudo revelaram que a exposição aos agentes biológicos foi associada com uma redução de 25% no risco de morte prematura em comparação com qualquer outra medicação utilizada para tratar a artrite reumatoide.
 
“Saber que os agentes biológicos utilizados para tratar a artrite reumatoide podem reduzir o risco de morte prematura é muito significativo para as pessoas que vivem com a doença e seus médicos. Os resultados do estudo podem ajudar as pessoas a pesarem riscos e benefícios do uso destes medicamentos. Os pacientes devem conversar com seus reumatologistas para determinar o melhor curso de seu tratamento“.
 
Fonte Corposaun