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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Estresse precoce pode agravar depressão na vida adulta, indica pesquisa

Maus-tratos na infância e na adolescência levam a alteração em sistema
psiconeuroendócrino (NIH)
Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) verificou que o chamado estresse precoce – termo que engloba tanto traumas e maus-tratos físicos como abusos sexuais e emocionais sofridos por crianças e adolescentes – pode agravar quadros de depressão na vida adulta

Coordenada por Mario Juruena, professor no Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP, a pesquisa detectou registros permanentes no cérebro de quem passou por esse tipo de estresse e estabeleceu um meio de identificar a relação entre causa e efeito em diferentes tipos de depressão.

Em parceria com o professor Anthony Cleare, do King’s College London, instituição britânica que mantém acordo de cooperação com a FAPESP, Juruena identificou alterações no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) – parte do sistema neuroendócrino que percebe as situações causadoras de estresse – como resultado de estresse precoce em pacientes com psicopatologias depressivas na vida adulta.

Desenvolvido em colaboração com a Seção de Neurobiologia dos Transtornos de Humor da Unidade de Doença Afetiva do Instituto de Psiquiatria do King’s College, o estudo avaliou a associação entre abusos físico, sexual e emocional e negligências na infância e alterações específicas no eixo HPA e na função de receptores de hormônios responsáveis pelo metabolismo celular. O objetivo foi analisar desequilíbrios provocados pelo estresse precoce em dois subtipos prevalentes de depressão – a atípica e a melancólica.

“Buscamos avaliar quadros de depressão atípica e melancólica em adultos com dificuldade de resposta a tratamentos, o que tende a ocorrer com mais frequência quando há histórico de estresse precoce”, disse Juruena à Agência FAPESP. Segundo ele, estudos anteriores e a experiência em atendimento clínico indicam que, em geral, 50% dos casos de depressão não respondem ao tratamento.

Os pacientes estudados foram divididos em três grupos distintos. Em todos foram medidos os níveis de secreção do hormônio cortisol e suas correlações com os receptores.

O primeiro grupo foi formado por pessoas com histórico de estresse precoce e quadros de depressão. O segundo, por pessoas com quadros de depressão, porém sem histórico de estresse precoce. No terceiro (grupo controle), foram reunidos indivíduos saudáveis sem histórico de maus-tratos nem sintomas de depressão.

Em todos, foi aplicado o Childhood Trauma Questionnaire (CTQ), um tipo de questionário sobre traumas na infância com perguntas sobre abusos sexual, físico e emocional, negligência física e negligência emocional.

Também foi feita uma avaliação das funções dos receptores do hormônio cortisol em cada um dos sujeitos, correlacionando os resultados psicométricos da gravidade da depressão e do estresse com os resultados neurobiológicos do eixo HPA e dos receptores.

Aos pesquisados, também foram ministradas substâncias corticoides, como fludrocortisona, prednisolona, espironolactona e dexametasona. Essas substâncias interagem com os receptores de cortisol de modo diferente e seletivo e indicam em que receptor o paciente apresenta disfunções do eixo HPA, por meio da secreção de cortisol – que foi avaliado em amostras de saliva.

Oitenta por cento dos pacientes do primeiro grupo receberam o diagnóstico de depressão atípica. Entre os sintomas desse tipo de depressão estão a hiperfagia – tendência a comer em demasia, sobretudo doces e carboidratos – e a hipersonia – propensão para dormir muito. Eles são resultado de uma liberação muito baixa de cortisol pelo eixo HPA.

Por outro lado, a maioria dos pacientes do segundo grupo foi diagnosticada com depressão melancólica. Nesse caso, o desequilíbrio no eixo HPA provoca a liberação de altos índices de cortisol, levando a quadros de insônia e perda de apetite.

Genética e epigenética
De acordo com o professor da FMRP, a pesquisa indicou que o estresse precoce exerce influência sobre as pessoas consideradas suscetíveis a apresentar um dos subtipos de depressão na vida adulta.

Mesmo passando por eventos traumáticos na infância e adolescência, há pessoas que não desenvolvem quadros depressivos, pois não apresentam predisposição genética à depressão, “tendo algum tipo de resiliência”, disse Juruena.

“Os quadros de depressão apresentam uma interação entre a vulnerabilidade do indivíduo e o ambiente adverso em que ele viveu ou vive. Se um indivíduo com predisposição genética à depressão sofrer maus-tratos, os riscos de que desenvolva a doença aumentam muito. Isso ocorre por causa de fatores epigenéticos, ou seja, pela influência de fatores externos [ambientais, sociais, econômicos] na constituição física e psíquica dos indivíduos”, disse.

Segundo Juruena, embora a síntese de proteínas esteja relacionada à herança genética de cada pessoa, crianças que passam por estresse precoce têm modificadas suas características de liberação de proteínas. Fatores ambientais exerceriam o dobro de influência nos quadros depressivos, em comparação com fatores genéticos.

“Quando a criança sofre estresse precoce, essa informação impacta o eixo HPA, onde deixa cicatrizes. Na vida adulta, isso torna mais grave os casos de depressão. A pessoa deprimida passa a ter a sua condição físico-emocional determinada por essa alteração, apresentando oscilações nos níveis hormonais, como o de cortisol, para mais ou para menos, dependendo do subtipo de depressão”, disse Juruena.

Trabalhos feitos pelo pesquisador apontam que cerca de 70% dos pacientes com depressão têm histórico de maus-tratos. Além de maior resistência aos tratamentos, também apresentam maiores índices de recaída e de comorbidade.

“A discussão em torno de leis que proíbam maus-tratos contra crianças considera abusos físicos, mas trata pouco dos abusos emocionais, que envolvem destratar, humilhar e agredir uma criança verbalmente. A agressão com palavras, no entanto, também deixa cicatrizes, impulsionando o desenvolvimento de patologias na vida adulta, como pudemos verificar na pesquisa”, disse Juruena.

“O abuso e as negligências emocionais no desenvolvimento de uma criança são os fatores que mais causam impacto na gravidade da depressão”, disse.

Estudo compartilhado
Para Juruena, que realizou doutorado e pós-doutorado no Instituto de Psiquiatria do King’s College, o conhecimento desenvolvido sobre depressão na Unidade de Doenças Afetivas da instituição favoreceu o aprimoramento das pesquisas na FMRP.

“A depressão é uma doença muito resistente ao tratamento, com fatores que podem influenciar a gravidade dos sintomas e gerar cronicidade. Esse estudo nos permitiu chegar a dados que ajudam a corroborar tais evidências, já apontadas em pesquisas anteriores realizadas em colaboração com a equipe do professor Anthony Cleare”, disse.

Recentemente, segundo Juruena, outras pesquisas no Brasil também abordaram o tema, incluindo trabalhos feitos no grupo do Programa de Assistência, Ensino e Pesquisa em Estresse, Trauma e Doença Afetiva (EsTraDA), também na FMRP-USP, do qual faz parte. Mas o pesquisador destaca que são necessários novos estudos para elucidar os mecanismos envolvidos na ligação entre o estresse precoce e quadros depressivos na vida adulta.

Agência FAPESP

Médicos chineses usam impressora 3D para reconstruir crânio de paciente

Foto: China Daily/Reuters
Hospital usou tela de titânio criada com impressora 3D para dar aparência normal a Hu
Hospital de Xi'an usou tela de titânio criada com impressora 3D. Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de prédio

Médicos usaram uma impressora 3D para reconstruir o crânio de um paciente no hospital de Xi'an, na província de Shaanxi, na China. 

Segundo o jornal “South China Morning Post”, o homem de 46 anos teve seu crânio esmagado ao cair do terceiro andar de sua casa. 

O hospital usou uma tela de titânio criada com uma impressora 3D para dar uma aparência normal ao homem, que teve apenas seu sobrenome, Hu, divulgado. 

No acidente, Hu perdeu parte de seu crânio, e ficou com a cabeça desfigurada. 

A cirurgia vai permitir que ele volte a ter uma cabeça normal. Nesta quarta-feira (27), ele passou por exames prévios à cirurgia.

G1

O melhor momento do dia para tomar café (farmacologicamente falando)

Acredite se quiser, tomar uma xícara de café pela manhã pode não ser uma boa ideia – pelo menos entre 8h e 9h30

Nesse intervalo, os níveis de cortisol (hormônio ligado ao nosso estado de alerta) estão altos. “Um dos princípios-chave da farmacologia é o de usar uma substância quando ela é necessária (embora eu tenha certeza de que alguns cientistas questionem se a cafeína é)”, lembra Steven Miller, pós-doutorando em neurociência. 

“Do contrário, nós podemos desenvolver tolerância a uma substância ministrada na mesma dose. Em outras palavras, a mesma xícara de café pela manhã terá um efeito menor”.

Não é à toa que muita gente sente como se a quantidade de café que consome já não é o bastante para espantar o sono e a preguiça.

Sendo assim, com base em diversos estudos de farmacologia e metabolismo, Miller recomenda que você tome café entre 9h30 e 11h30 da manhã, quando seus níveis de cortisol estão (a princípio) baixos.

Também é melhor evitar a cafeína entre 12h e 1h da tarde, e entre 5h30 da tarde e 6h30 da noite, quando ocorrem picos de cortisol no sangue.

Naturalmente, isso pode variar de um organismo para outro, mas vale a pena ficar de olho na orientação. 

[LifeHacker; NeuroscienceDC] /  Hypescience

10 coisas que café faz com o seu corpo

Para quem gosta, toda hora é uma boa hora para um café, não é? 

O que os amantes do café talvez não saibam, no entanto, é que a cafeína é a droga de mudança de humor mais usada no mundo, e o café é um dos jeitos mais populares de ingeri-la. 

Os cientistas estão constantemente tentando descobrir mais sobre os vários efeitos que esta misteriosa bebida tem em nossos corpos. 

Olha só o que eles descobriram até agora: 

10. Café + medicação para dor = alívio extra
Cortar sua ingestão de café pode levar a dores de cabeça e outros sintomas de abstinência. Mas mesmo se você não for um bebedor de café regular, daqueles dos mais viciados, a cafeína pode realmente ajudar a aliviar a dor mais rápido. A cafeína pode fazer com que analgésicos sejam 40% mais eficazes no tratamento de dores de cabeça. Além disso, ela também acelera a reação do organismo a outros medicamentos. É por isso que muitos remédios daqueles de balcão de farmácia para dor de cabeça também contêm cafeína.

9. O café ajuda a combater a sua dor de cabeça, ou alguma coisa do tipo
Como se vê, as pesquisas sobre a relação entre o consumo de café e alívio da dor estão cheias de resultados aparentemente contraditórios. Como, por exemplo, este estudo publicado em 2009 no Journal of Headache and Pain. Os autores encontraram uma relação entre o consumo elevado de cafeína (aproximadamente 500 mg/dia) e a prevalência de cefaléia, mas também mostraram que os sintomas de dor de cabeça crônica (mais de 14 dias por mês) eram mais comuns em pessoas com um consumo de cafeína considerado de baixo a moderado (aproximadamente 125 mg de cafeína/dia). Os autores escrevem que “os resultados podem indicar que um alto consumo de cafeína transformam dor de cabeça crônica em uma dor de cabeça menos frequente”.

8. Café pode provocar um aumento no seu colesterol
Um estudo realizado em 2007 na Universidade Baylor de Medicina determinou que a ingestão de cafestol e kahweol, moléculas estruturalmente semelhantes e encontradas exclusivamente em grãos de café, pode levar a aumentos significativos nos níveis de colesterol LDL em humanos.

Aqui está a boa notícia, no entanto: filtros de café de papel podem realmente se ligar às moléculas enquanto o café está sendo passado, de modo que elas nunca chegam ao seu copo em quantidades significativas.

7. Café pode ajudar a prevenir câncer
Eu quase escrevi que o câncer odeia café, mas a palavra “ódio” é provavelmente um pouco forte demais. Claro, muitos estudos têm demonstrado correlações entre o consumo de café e o risco reduzido de câncer. Contudo, nenhum desses estudos consegue formar correlações particularmente fortes e realmente significativas.

6. Café causa úlceras
Se você já teve a infelicidade de ter uma úlcera, sabe como se trata de algo extremamente doloroso. O café, por mais incrível que seja para alegrar nossas manhãs e voltas de almoço, pode causar estragos no forro do seu trato gastrointestinal, dando origem a úlceras e outras formas de irritação gástrica e danos. Adicione a isso o fato de que o consumo de café muitas vezes pode levar à ansiedade e irritabilidade, e você tem uma receita completa para dores de estômago devastadoras.

5. Café não faz bem para bebês
Numerosos estudos têm apontado para uma correlação entre o consumo de café em mulheres grávidas e uma maior probabilidade de aborto espontâneo. Uma das pesquisas mais recentes e sem dúvida a mais completa até o momento, publicada em 2008, revelou que o risco de aborto é mais do que o dobro em mulheres que consomem 200 mg ou mais de cafeína por dia.

4. Café provavelmente tem um efeito preventivo contra o diabetes tipo 2
Enquanto os estudos sobre a correlação entre o consumo de café e o câncer não são os mais atraentes e conclusivos, Frank Hu, epidemiologista da Universidade de Harvard, caracteriza os dados sobre café e diabetes tipo 2 como “bastante sólidos”. E essa afirmação ele faz com base em mais de 15 estudos publicados recentemente, sendo que a grande maioria tem demonstrado que o café ajuda na prevenção do diabetes tipo 2. Agora, há também evidências científicas de que o café descafeinado pode ter o mesmo benefício que o café regular.

De acordo com Hu, os benefícios da bebida provavelmente se resumem ao seu conteúdo antioxidante e mineral. Substâncias como magnésio e cromo, em particular, ajudam o corpo a fazer uso do hormônio insulina, que por sua vez auxilia o organismo a regular o açúcar no sangue.

3. Café ajuda a controlar distúrbios cognitivos
O consumo de café também tem sido associado com diminuição do risco de problemas cognitivos como demência, principalmente a doença de Alzheimer. Um estudo realizado em 2009 sugere que as pessoas que bebem café regularmente por 20 anos, algo em torno de 3 a 4 xícaras por dia, tem 65% menos probabilidade de desenvolver demência e doença de Alzheimer do que aqueles que bebem 2 xícaras ou menos.

2. Café faz seu intestino funcionar
O café é um estimulante. Isso é fato. Mas quando ouvimos isso, geralmente pensamos que esse estímulo fica restrito a atividade cerebral ou ao sistema nervoso. No entanto, uma das coisas que o café estimula é o peristaltismo, as contrações musculares que acontecem em suaves ondas no seu trato gastrointestinal. 

O que é interessante, porém, é que muitas pessoas experimentam a necessidade de fazer o número dois só com café (mas não com, digamos, bebidas energéticas). Outras pessoas chegam a experimentar esse efeito depois de beber cervejas descafeinadas, também. Além do mais, o desejo de ir ao banheiro provavelmente vem rápido demais para ser causado diretamente pela cafeína sozinha. De acordo com um estudo, a velocidade com que a resposta ocorre (aproximadamente dentro de quatro minutos depois de beber o café) sugere uma ação indireta sobre o cólon. Os pesquisadores suspeitam que o café pode induzir a uma “resposta gastrocolonical” agindo sobre os receptores epiteliais do estômago ou do intestino delgado. Esse mecanismo pode ser mediado por mecanismos neurais ou por hormônios gastrointestinais.

O café tem sido apontado como o responsável pela liberação de gastrina, que pode aumentar a atividade motora do cólon. Ou seja: o seu cafezinho de todos os dias pode ser um bom laxante.

1. Café causa alucinações
Sério. Um estudo realizado na Universidade de Durham (Reino Unido) em 2009 descobriu que as pessoas que consumiam pelo menos 315 mg de cafeína (cerca de três xícaras de café) por dia eram três vezes mais propensas a ter alucinações que as pessoas que consumiam doses menores de café. Ver coisas, ouvir vozes e sentir a presença de fantasmas estavam entre as experiências relatadas pelos participantes do teste. Essas experiências foram computadas como “alucinações” pelos pesquisadores.

De acordo com eles, a questão fundamental é: são as alucinações resultado do hábito de beber café, ou o café é algo que os alucinados usam como desculpa para lidar com suas experiências?

Pelo menos um estudo, conduzido pelo pesquisador Harold Koenigsberg em 1993, descobriu que a cafeína, quando injetada por via intravenosa para testar os participantes durante o sono, tinha o curioso efeito de induzir alucinações olfativas. Quando os participantes do teste acordaram, eles relataram ter experimentado uma variedade de cheiros estranhos. Um dos participantes, inclusive, disse ter sentido o cheiro de “plástico ou café queimado”.

[alternet] /  Hypescience

Alergia ao anticoncepcional? Saiba como lidar com o problema

Embora seja um dos efeitos colaterais menos comuns deste medicamento, as reações alérgicas
reforçam a recomendação de que a escolha do método deve ser individualizada
Condição não é comum, mas existe e pode se manifestar em relação a diversas formas de uso do medicamento 

As alergias podem se manifestar em qualquer época da vida, basta que você tenha sido exposto à substância. Os anticoncepcionais não escapam disso. Embora seja um dos efeitos colaterais menos comuns deste medicamento, as reações alérgicas reforçam a recomendação de que a escolha do método deve ser individualizada.

A médica Rivia Lamaita, presidente do Comitê de Reprodução Humana da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), explica que as pílulas mais utilizadas são compostas por dois tipos de hormônio, o estrogênio e a progesterona. 

A quantidade e o tipo de estrogênio e progesterona variam, podendo se aproximar mais ou menos das substâncias produzidas naturalmente pelo organismo. E existem ainda as versões que utilizam apenas uma das substâncias, como a Gestodene, que não inclui o estrógeno e promete reduzir alguns efeitos colaterais do uso da pílula.

A especialista explica que é possível apresentar alergia ao composto oral e não manifestar a mesma reação ao tipo injetável, vaginal ou transdérmico (adesivo colado à pele). Se forem observados os sintomas mais comuns da farmacodermia – vermelhidão pelo corpo, coceira, brotoejas – há duas opções mais indicadas: optar por métodos não hormonais, como a camisinha e alguns tipos de dispositivos intra-uterinos (DIU); ou tentar outras versões do método contraceptivo. “Não é porque você já toma há bastante tempo que não corre o risco de desenvolver uma reação alérgica. E toda reação medicamentosa deve ser observada com cuidado”, aponta Rivia.

A médica explica que algumas pílulas mais novas utilizam compostos de estrogênio bem próximos ao que é produzido pela mulher, o que pode até reduzir a possibilidade de reação adversa, mas isso não quer dizer que as mais antigas são menos eficazes. “O que altera a eficácia são os erros no uso, principalmente a irregularidade, quando a mulher esquece de tomar em vários dias ao longo do mês. Mas o preço, por exemplo, não indica uma pílula mais ou menos eficaz. Um medicamento mais caro pode trazer consigo mais tecnologia associada, minimizando efeitos colaterais e aumentando a praticidade, mas o mais barato tem a mesma confiabilidade”, esclarece a especialista.

Mitos
A presidente do Comitê de Reprodução Humana da Sogimig relata que, apesar de as adolescentes e mulheres já chegarem ao consultório muito bem informadas sobre o uso da pílula e de outros métodos anticoncepcionais, alguns mitos permanecem. “O papel do médico é fundamental para instruir a forma correta de uso e o método mais indicado para cada uma”, ensina.

Um dos mitos mais comuns é de que a pílula atrapalha a fertilidade futura. “O uso prolongado do anticoncepcional não prejudica a capacidade de a mulher engravidar”, afirma a médica. Outro engano frequente é achar que, após interromper o uso da pílula, o organismo leva um tempo para se tornar apto à gestação. “Assim que o uso do medicamento é interrompido, a mulher está exposta ao risco da gravidez. No caso das versões injetáveis, pode haver um período de ação prolongado após a interrupção, mas isso só pode ser avaliado e informado pelo médico”, define Rivia.

Não só para tirar as dúvidas sobre uma possível reação alérgica, que povoam fóruns de sites médicos no Brasil e em vários países, como também por causa desses mitos, a escolha do melhor método contraceptivo não deve vir da indicação de amigas ou parentes, mas sim do ginecologista.

Saúde Plena