Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 29 de março de 2014

Dicionário de Substâncias Farmacêuticas Comerciais

dicionario-de-substancias-farmaceuticas-comerciais
Informações detalhadas sobre mais de dez mil substâncias farmacêuticas comerciais podem ser acessadas, gratuitamente, pela internet
 
A Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (Abiquifi) disponibilizou, no site da instituição, a 5ª edição do Dicionário de Substâncias Farmacêuticas Comerciais, que reúne registros como Denominação Comum Brasileira (DCB), Código de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e número CAS (Chemical Abstracts Service).
 
De acordo com o Presidente Executivo da Associação, Onésimo Ázara Pereira, a compilação é inédita no mundo e revela mais de vinte anos de trabalho. “As outras edições foram publicadas em formato de livro, com cerca de oitocentas páginas e a um custo de mais de mil dólares o exemplar. Mas chegamos à conclusão de que esta obra deveria ser colocada à disposição da sociedade”, afirma.

Ainda segundo ele, o Dicionário poderá auxiliar os profissionais de vigilância sanitária, principalmente aqueles que trabalham com registro e fiscalizações em portos, aeroportos e fronteiras. “Irá ajudar na identificação da substância, já que basta digitar o nome dela e o verbete relacionado aparecerá na tela.
 
Esses verbetes apresentam o nome correto do farmoquímico em português e inglês, indicam se o produto é controlado ou proibido pela Anvisa, demonstram a Nomenclatura do Valor Aduaneiro e Estatístico (NVE) da Receita Federal e a referência do produto na Denominação Comum Internacional (DCI ou INN)”, sintetiza.

Consulte o Dicionário:
 

Entorse de tornozelo: saiba como prevenir e tratar a lesão

Foto: Reprodução
O problema de saúde é comum em atletas, especialmente no futebol, e se negligenciado pode condenar as articulações
 
Por Dr. Ricardo Nahas
 
Se tivermos um vilão na atividade física e esportiva ele atende pelo nome de "entorse" e o sobrenome "tornozelo". A entorse de tornozelo é a ocorrência traumática articular mais frequente nos esportes, independente da atividade física ou modalidade que se pratique.  
 
Esta lesão articular aguda está associada, por um lado, ao treinamento insuficiente dos músculos e ligamentos que a assistem e, por outro, à qualidade da superfície na qual o esporte é jogado.  
 
A primeira providência na prevenção de tão freqüente ocorrência é com a superfície. Buracos, ondulações, piso molhado (que altera a aderência com o calçado esportivo), superfícies com atrito maior nas paradas, mudança de direção e arranques de velocidade são fatores a serem observados. Para os fanáticos por futebol é fácil observar gramados bastante irregulares, verdadeiras armadilhas para os tornozelos dos jogadores. 
 
Ao praticante também cabe atenção ao treinamento. Os músculos responsáveis pela estabilidade dinâmica dos tornozelos, dependente de sua força e elasticidade, como os tibiais e fibulares, por exemplo, devem receber programação específica e independente. 
 
Junto, os exercícios de propriocepção "treinam" os estabilizadores estáticos, os ligamentos, e também devem ser praticados independentemente da fase de treinamento que o atleta se encontra, ou seja, rotina de treinamento paralela ao desenvolvimento de suas habilidades e condicionamento físico.  
 
Se tudo isso falhar há uma grande probabilidade de você torcer o tornozelo em algum momento de sua vida esportiva: movimento articular súbito, inesperado e vigoroso, acompanhado de dor intensa e incapacitante, inchaço (edema) e sangramento, o hematoma. Estes são sinais e sintomas que revelam o dano tecidual estabelecido pelo stress do trauma além do limite suportado pelos ligamentos.  
 
Na entorse os ligamentos envolvidos estiram ou se rompem, parcial ou por completo, classificados em grau já visando o planejamento para tratamento: leve, grau I, moderado, grau II, ou grave, grau III. Os leves se resolvem geralmente em até 15 dias enquanto os graves podem estender o tratamento por meses. 
 
Ocorrido o fato, pare imediatamente com a atividade para evitar que o quadro possa se agravar. Identifique corretamente o que aconteceu, pois, quanto mais preciso o diagnóstico e precoce o início do tratamento, mais rápido o retorno ao esporte. Aplique gelo, repouse, evite o apoio e deixe o membro acometido elevado. Procure tratamento especializado o mais rápido possível por mais simples que a lesão possa parecer. 
 
Negligenciar uma entorse de tornozelo, por mais leve que seja, é condenar a articulação a instabilidade com consequências que podem ser desastrosas. 
 
O esporte, qualquer que seja, será retomado apenas após a cura completa do trauma articular.
 
A memória do episódio doloroso ajuda neste início para os mandamentos da prevenção: 
  • Proteger os tornozelos com bandagens ou tensores
  • Conhecer o tipo de piso e usar o calçado adequado ou mesmo evitar superfícies impróprias para prática segura
  • Incorporar treinamento específico para a prevenção de recidivas, como fortalecimento muscular e treinos de propriocepção
  • Condicionamento físico geral, não só o específico e de habilidades relacionadas ao esporte praticado
  • Siga os conselhos do seu médico assistente. São muito valiosos apesar de você, na maioria das vezes, poder achá-los aborrecidos.
Evitar a ação deste "vilão" é muito mais fácil, mais barato e menos doloroso que tomar as providências após o seu, digamos, ataque. Sem levar em conta os meses que ele pode te deixar longe do esporte que você pratica e gosta.  
 
Minha Vida

Dieta Dash baixa a pressão sanguínea e previne problemas cardiovasculares


O sódio aumenta a pressão arterial  - Foto: Getty Images
Além de diminuir o sal de mesa, há outros alimentos que
também são ricos em sódio e devem ter suas quantidades reduzidas
Método foi criado para pacientes hipertensos, mas proporciona benefícios para todas as pessoas
 
A dieta DASH, sigla em inglês para Abordagem Dietética para Parar a Hipertensão, foi criada pelo National Heart, Lung, and Blood Institute dos Estados Unidos. Apesar de ter sido criada para pacientes da hipertensão, este método passou a ser adotado por pessoas que não sofrem desta doença, pois proporciona uma série de benefícios.
 
"Atualmente, duas dietas no mundo tem reconhecimento científico de que fazem bem para a saúde, uma delas é a dieta DASH e a outra é a dieta mediterrânea", destaca o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Assim, qualquer pessoa pode seguir a dieta DASH com o objetivo de ter uma vida mais saudável. "A proposta dela é ingerir menos sódio, mais alimentos integrais, frutas, vegetais e oleaginosas. Todos podem seguir este regime sem riscos", afirma o nutrólogo Roberto Navarro. Caso haja o controle de calorias ingeridas, esta dieta também pode ajudar na perda de peso.
 
 Listamos as principais orientações da dieta DASH e explicamos por que elas são importantes:
 
O sódio aumenta a pressão arterial  - Foto: Getty ImagesControle o sódio
Um dos principais pontos da dieta DASH é controlar a quantidade de sódio ingerida no dia. O quanto pode ser consumido da substância na dieta varia entre 2300 mg e 1500 mg. "O sódio é um mineral que favorece a vasoconstrição sanguínea e por isso leva ao aumento da pressão arterial", explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

É importante ressaltar que esta quantidade de sódio orientada pela Dieta DASH é recomendada em casos de pessoas com hipertensão. "A proposta é muito saudável, mas quem não tem pressão alta pode ingerir entre 2000 mg e 3000 mg de sódio por dia", orienta o nutrólogo Roberto Navarro.

Além de diminuir o sal de mesa, há outros alimentos que também são ricos em sódio e devem ter suas quantidades reduzidas. É o caso dos congelados, das sopas instantâneas, do molho shoyu, dos embutidos, como o presunto, a mortadela, o peito de peru, entre outros, e refrigerantes.  
 
Alimentos ricos em gorduras saturadas aumentam o colesterol ruim - Foto: Getty ImagesControle a gordura saturada
A dieta DASH propõe reduzir a quantidade de gorduras saturadas a 6% das calorias ingeridas em um dia. Em pessoas saudáveis a orientação é consumir no máximo 10% das calorias diárias na forma de gordura saturada, o equivalente a 22 gramas nos casos do consumo de 2000 calorias por dia.

A gordura saturada em excesso pode favorecer o aumento da pressão arterial e causar uma série de problemas. "Esta gordura em grandes quantidades tem como característica diminuir o colesterol ruim, LDL, e aumento o colesterol bom, HDL. Em última análise, ela pode favorecer o aumento do colesterol sanguíneo e favorecer a hipertensão", conta Ribas Filho.

Os alimentos ricos em gorduras saturadas são aqueles de origem animal, especialmente as carnes vermelhas. Por isso, diminua a quantidade deste alimento, cerca de 500 gramas por semana nos casos de pessoas saudáveis não traz efeitos ruins para a saúde. Opte por carnes magras como aves e peixes e laticínios com redução de gorduras, pois eles possuem menos quantidades de gorduras saturadas. Os peixes, como o salmão e a sardinha, ainda contam com boas quantidades de gorduras boas, especialmente o ômega 3, que contribuem para a proteção do coração e do cérebro.  
 
Diminua o consumo de alimentos que são ricos em colesterol  - Foto:Getty ImagesControle alimentos ricos em colesterol
A dieta DASH sugere que hipertensos consumam no máximo 150 mg de colesterol por dia. Nos casos de pessoas saudáveis a orientação é ingerir até 300 mg de colesterol diariamente. "É importante deixar claro que 80% do colesterol é produzido no fígado e somente 20% vem da dieta. Mas é claro que se os alimentos ricos em colesterol forem ingeridos em excesso isso irá fazer mal", constata Ribas Filho.

Por isso, a orientação da Dieta DASH para hipertensos é reduzir o consumo de ovo, ao invés de um por dia, recomendação para pessoas saudáveis, podem ser ingeridos até quatro por semana.  
 
É importante  consumir frutas e vegetais para baixar a pressão arterial - Foto: Getty ImagesComa frutas e vegetais
A Dieta DASH orienta ingerir entre quatro a cinco porções de frutas e entre quatro a cinco porções de vegetais por dia. "Esses alimentos possuem antioxidantes que são os chamados flavonoides que melhoram a vasodilatação", diz Ribas Filho.

Além disso, essas alimentos são ricos em potássio e magnésio. "Quando o sódio circula em níveis mais altos os nossos rins tentam eliminá-lo pela urina, mas para conseguir isso eles precisam de boas quantidades de potássio e magnésio", explica Navarro.

As frutas e vegetais também possuem fibras e vitaminas que proporcionam uma série de benefícios para a saúde como melhorar o trânsito intestinal, o sistema imunológico, entre outros.  
 
É importante ingerir lacticínios com pouca gordura - Foto: Getty ImagesComa laticínios com pouca gordura
Os laticínios com pouca gordura, como o leite e o iogurte desnatados, são recomendados para pessoas hipertensão. Isto porque eles possuem boas quantidades de cálcio e de proteínas, duas substância que ajudam a baixar a pressão sanguínea. Além disso, o cálcio é essencial para a saúde de ossos e dentes.

É importante que esses alimentos tenham redução de gorduras, pois as versões normais possuem gorduras saturadas que, como já foi dito, podem fazer com que a pressão sanguínea suba. A dieta DASH orienta ingerir entre duas e três porções de laticínios com pouca gordura por dia.  
 
Ingira alimentos integrais que são ricos em fibras - Foto: Getty ImagesComa alimentos integrais
Os alimentos integrais são orientados por contarem com boas quantidades de fibras. "Este nutriente contribui para que a absorção do colesterol, dos triglicerídeos, da glicose, entre outros, seja mais lenta. Assim, evita-se altos níveis de liberação de insulina. Quando a insulina está elevada, aumenta a absorção de sódio o que leva a vasoconstrição e tem efeito prejudicial ao sistema cardiovascular", explica Ribas Filho.

Então, invista em alimentos como o arroz e o pão integral. A orientação da dieta DASH ingerir entre seis e oito porções de grãos integrais por dia.  
 
As oleaginosas são fontes de gorduras boas - Foto: Getty ImagesInvista em oleaginosas
As oleaginosas com a castanha do pará, as nozes e a castanha de caju são boas alternativas por serem fontes de gorduras boas. "Enquanto a gordura saturada estimula o processo inflamatório, as gorduras monoinsaturadas tem o efeito anti-inflamatório", diz Navarro.

Esses alimentos também são ricos em magnésio. Como já foi mencionado, esta substância contribui para baixar a pressão sanguínea. A dieta DASH recomenda comer entre quatro e cinco porções de oleaginosas, sementes e legumes.  
 
Minha Vida

Vista cansada é problema garantido com a chegada da idade

Presbiopia atinge população com mais de 40 anos, mas tem tratamento
 
Beirando os 40 anos, é possível notar certa dificuldade para leituras de perto. As letras do jornal, da bula de remédio, do livro e até da receita de bolo parecem incrivelmente desfocadas, fazendo com que a leitura se torne ligeiramente melhor quando os objetos são colocados a uma distância mais afastada dos olhos. Esses sinais são decorrentes da presbiopia ou, como muita gente a conhece, a vista cansada.
 
Segundo a oftalmologista Elizabeth Murer, do Hospital São Luiz, a presbiopia caracteriza-se por um desgaste fisiológico no sistema de acomodação do olho durante a vida. "Ela ocorre por conta da perda de elasticidade do cristalino, uma das partes do olho, que não é capaz de formar uma curvatura suficiente para que a imagem de perto seja formada. O cristalino tem a forma de uma lente biconvexa e sua função é pemitir a visão nítida de qualquer distância.

Assim como ocorre na hipermetropia, na presbiopia, há a dificuldade de enxergar de perto. A diferença é que no quadro de vista cansada não existe uma alteração no formato do olho, que vai modificar a formação da imagem. O olho do hipermétrope é mais curto e a imagem se forma depois da retina, dificultando assim a visão. "Já com o presbita não acontece isso. Todos nós teremos presbiopia um dia por causa da idade", completa a oftalmologista.
 
Diagnóstico
A presbiopia pode ser identificada no exame de rotina do oftalmologista, que usa a tabela de leitura para perto para o paciente exercitar a capacidade do foco ocular.

O exame é importante, pois o problema pode surgir precocemente.

"Um hipermétrope não corrigido simula uma presbiopia precoce" explica Elizabeth.

Segundo a oftalmologista, por não se tratar de uma alteração na anatomia do olho, dificilmente ocorrerá uma estabilização no grau de presbiopia até os 60 anos. 
 
Tipos de presbiopia
 
As dificuldades para leitura de perto podem aparecer em três situações distintas:

- Presbita emétrope: a visão para longe é perfeita. Só há problemas para enxergar de perto.

- Presbita hipermétrope: quando o hipermétrope não sente a necessidade de usar óculos logo que o problema se manifesta, a vista cansada aparece mais cedo.

- Presbita míope: a dificuldade é a visão para longe. Quando a presbiopia surge, muitos míopes preferem tirar os óculos para a ler de perto.  
 
Tratamentos
Óculos para perto: as lentes utilizadas em óculos indicados para a vista cansada, em geral, são lentes positivas, ou seja, com a adição especial de grau para a presbiopia na lente que o presbita costuma usar. Isso se houver outro problema de visão, além da vista cansada, que necessite do uso de óculos. A lente funciona como uma máquina de zoom, com o objetivo de direcionar a imagem até a retina.

Cirurgia refrativa: é usado a mesma técnica, a Lasik, que corrige erros refrativos (miopia, astigmatismo, hipermetropia) mudando o formato da córnea. Porém, a oftalmologista salienta que, a longo prazo, esse tipo de procedimento envolvendo a presbiopia não garante uma segurança com relação ao resultado, pois o que é corrigido é a hipermetropia, onde há alteração cirúrgica na córnea, e não no cristalino.

Radiofrequência
: técnica que corrige temporariamente os problemas na visão, fazendo a alteração do encurvamento da córnea. No entanto, a oftalmologista afirma que é uma técnica muito utilizada nos Estados Unidos, mas que a ANVISA ainda não liberou sua utilização no Brasil.

Lentes de contato especiais
: para as dificuldades com a leitura para perto, há as bifocais ou multifocais, com áreas diferentes da lente que focam zonas diferentes. Em geral, a área central da lente facilita a visão para longe, enquanto a parte inferior da lente - região da movimentação dos olhos para baixo - focaliza a leitura de perto.

Monovisão: a técnica faz uso de lentes comuns. Segundo Elizabeth, é feito um teste de visão e o olho dominante do presbita utiliza a graduação da lente para longe, enquanto o outro, a graduação para perto. "Parece difícil, mas a pessoa se acostuma", afirma.

Esclera: cirurgia refrativa em que há uma expansão dos túneis esclerais, deixando o olho mais curvo. A especialista salienta que, a longo prazo, as complicações da cirurgia são grandes, como possível elevação transitória da pressão intra-ocular e redução progressiva da correção feita.

Monovisão e cirurgia refrativa: as técnicas combinadas utilizam o Lasik para correção do olho dominante (lente para longe), e do outro (lente para perto).

Cirurgia Facorefrativa: ocorre a substituição do cristalino por uma lente artificial de acrílico (polimetilmetacrialto). Dessa forma, o paciente ficaria com um cristalino artificial, similar ao que ocorre na cirurgia para substituição do cristalino em pessoas com catarata. "Mas a cirurgia é  questionável. Não considero essa técnica aconselhável pela dificuldade de acesso no Brasil e até mesmo no exterior", diz Elizabeth.
 
Minha Vida

Miopia pode ser corrigida com laser apenas quando está estabilizada

Foto: Reprodução
Alguns pacientes sofrem progressão do problema por tempo indeterminado
 
Por Dr. Alfredo Tranjan Neto
 
É comum encontrarmos crianças no período escolar que começam a anotar incorretamente as informações da lousa e o rendimento na escola começa a cair. Muitos pais repreendem o filho, mas não se dão conta do problema. Um certo dia, a professora passa pela carteira do aluno e percebe anotações erradas no caderno e desconfia que ele tenha miopia. Em seguida, os pais são notificados e o diagnóstico é confirmado pelo oftalmologista.
 
A miopia se deve a um alongamento do globo ocular por seus pólos anterior e posterior. Ou seja, o olho míope é aquele que tem o diâmetro anteroposterior superior ao normal, assim o paciente tem a dificuldade em enxergar objetos que estão longe. A doença se origina também devido ao aumento da curvatura da córnea, ou também ao início da catarata, ou a espasmos da acomodação. Todas essas causas produzem um aumento da refração do cristalino.
 
Em situação normal, os raios de luz focam ou convergem em nível da retina, graças ao poder de acomodação do cristalino. Nos olhos míopes, há o diâmetro anteroposterior acima do normal, ou seja, são mais longos. Então os raios luminosos não focam na retina e sim antes desta. Com isso, faz com que não se veja bem um objeto à distância. Se este objeto estiver perto do olho, tem-se uma visão normal, mas se estiver distante, tem-se uma visão borrada.
 
Ela ocorre normalmente na fase de crescimento da criança e se estabiliza no fim da juventude ou início da fase adulta, por volta dos 18 anos de idade. Porém, existem casos raros de miopias progressivas que evoluem mesmo após 20 anos de idade. Nestes pacientes diagnosticados, a correção pode ser através de óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa, mas só se pode pensar em cirurgia quando a miopia estiver estabilizada há pelo menos um ano.
 
Há casos raros da miopia não estabilizar, são as chamadas malignas, que evoluem para altos graus da condição. Nestes pacientes, deve-se ter um acompanhamento rigoroso com seu oftalmologista, com avaliação de fundo de olho.
 
Para as crianças que não chegaram à idade adulta, é recomendada a utilização dos óculos ou de lentes de contato de pacientes, que necessitam de lentes corretivas com elevados graus, sendo adaptadas mesmo em crianças pequenas. Já a indicação estética ou para a prática de esportes ocorre quando o jovem manifesta desejo de usá-las e tem condições de cuidar delas.
 
A cirurgia corretiva é indicada após um ano de estabilização, e hoje é muito segura, sem riscos e com resultados excelentes, corrigindo até nove graus da doença. O laser altera o formato da córnea e melhora a forma pela qual a luz é focada ou refratada pelo olho. Também remodela o formato da córnea e, pelo ajuste do feixe de luz do laser, trata altos graus de miopia e o disco corneano é recolocado na sua posição original.
 
O procedimento ambulatorial dispensa internação. Os pontos também são dispensáveis pelo alto poder de aderência natural da córnea. Muitos pacientes relatam melhoria da visão no dia seguinte à cirurgia e retornam à sua vida normal em um ou dois dias.
 
Minha Vida

Dez vezes mais cara, cirurgia pouco invasiva da coluna ganha adeptos no Brasil

Thinkstock/Getty Images
Cirurgia minimamente invasiva proporciona um pós-operatório
 melhor, além de diminuir o risco de sangramentos durante
 o procedimento
Técnica permite pós-operatório mais rápido e com menor risco de sangramento, mas custo pode chegar a R$ 100 mil
 
Quem nunca reclamou de dor na coluna? Segundo dados do IBGE, as dores nas costas (lombalgia, hérnia de disco lombar, hérnia de disco cervical e discopatia degenerativa) são a terceira causa de aposentadoria precoce e a segunda em licença ao trabalho. No Brasil já existem mais de 5,2 milhões de portadores de hérnia de disco.
 
A maior parte desse público consegue amenizar ou eliminar as dores com medicação, prática de exercícios físicos como pilates ou sessões de fisioterapia. Mas um pequeno contingente precisa se submeter a um procedimento cirúrgico.
 
Até tempos atrás, a única opção era a cirurgia convencional, com corte que chega a 20 centímetros, dependendo do problema, e com pós-operatório delicado. Atualmente, no entanto, já é possível tratar artrodese lombar e hérnia de disco por meio da cirurgia minimamente invasiva, aquela realizada com pequenos cortes ou incisões, através de instrumentos cirúrgicos longos que são introduzidos até o local e acompanhados por câmeras e monitores de vídeo.
 
Mas isso tudo tem um custo. Enquanto a cirurgia convencional custa de R$ 6 a 8 mil, a feita com a técnica pouco invasiva pode chegar a R$ 100 mil reais, dez vezes mais. Um custo calculado com base no preço do hospital, do fornecedor e dos honorários médicos. Um investimento que precisa ser feito do bolso, já que a maioria dos convênios não autoriza esse tipo de procedimento.
 
A cirurgia é parecida com aquelas de videolaparoscopia, como as cirurgias de vesícula e extração de pedras do rim. A diferença é que os ‘tubos’ inseridos no paciente são um pouco maiores, porque a instrumentação cirúrgica necessária para o procedimento é também maior, precisando se encaixar dentro dos aparatos.
 
Alguns riscos e desconfortos da cirurgia convencional podem ser minimizados com esse novo tipo de intervenção, já que a operação não é feita com o paciente de bruços – abrindo os músculos das costas - mas sim com ele deitado de lado ou de costas.
 
O ortopedista e especialista em cirurgia minimamente invasiva, Juliano Lhamby, explica que, com o paciente deitado de lado, uma incisão pequena – cerca de cinco centímetros – é feita na região entre as costelas, atingindo, portanto, o disco vertebral sem precisar passar pelo canal medular ou nervos – tirando o risco de lesão neurológica e paraplegia.
 
O risco de fibrose (má cicatrização muscular) e lesão muscular, que costumam causar dores mesmo depois da recuperação completa na cirurgia convencional, também são mínimos. Isso porque os músculos não são cortados, e sim ‘desfiados’, já que eles são fibras que conseguem se regenerar depois, como explica o especialista.
 
“O tempo que a pessoa permanece no centro cirúrgico é bem menor, a perda de sangue é pouco significativa, a anestesia geral não precisa ser longa, a cicatriz deixada é menor, são menos dias de internação e o paciente normalmente se levanta e pode andar poucas horas depois da cirurgia”, enumera Lhamby.
 
Cirurgia convencional
A cirurgia convencional já é mais agressiva, pois a abertura deve ser feita nas costas do paciente, com ele deitado de bruços na maca. O corte feito é em torno de 15 a 20 centímetros. Para manter a área livre para que o cirurgião possa operar, são colocados alargadores de metais que mantém a pele e músculos abertos.
 
No caminho até chegar aos discos da coluna vertebral, para fazer a cirurgia de uma hérnia de disco – que é quando o disco ‘escapa’ da coluna e pinça os nervos da medula – ou uma artrodese lombar – quando o disco já está destruído e precisa ser substituído por uma prótese – é preciso abrir uma grossa camada de músculos que protegem a coluna, e depois passar pelo canal medular e os nervos.
 
É aí que reina a apreensão da maioria dos pacientes: o medo de ficar paraplégico, já que os instrumentos cirúrgicos precisam passar pelo canal medular, e, se acontecer algum erro, ele pode levar a sérias consequências neurológicas.
 
O temor não precisa ser grande, afinal a ocorrência desse acidente é rara. Hoje há um equipamento que monitora em tempo real se os nervos estão sendo lesados, ou seja, se alguma coisa acontece, o cirurgião consegue detectar e parar a cirurgia na hora.
 
O problema maior não é o risco de ficar paraplégico, mas sim a cicatrização errada dos músculos da coluna. Pelo fato de os instrumentos cirúrgicos terem que passar dentro do canal que abriga a medula espinhal, pode acontecer alguma fibrose (cicatrização anormal) dos músculos dali também. Se esse fato acontecer, apesar da cirurgia ter sido um sucesso para o fim em que foi destinada, a pessoa pode voltar a ter dores por conta da cicatrização errada.
 
iG

Mulher com doença rara tem crânio substituído por prótese de plástico

Reprodução/ vídeo UMC Utrecht
Prótese desenvolvida em impressora 3D foi implantada em
paciente na Holanda
Pela primeira vez, técnica foi usada para substituição completa do crânio, que aumentava de tamanho e pressionava cérebro
 
Após uma cirurgia que durou 23 horas, uma holandesa se tornou a primeira pessoa a receber uma prótese plástica em reposição total ao crânio. Mulher sofria de uma condição rara que fazia com que o crânio ficasse mais espesso. Isso causava fortes dores de cabeça e fazia com que o cérebro fosse pressionado pelo crânio.
 
A prótese que substituiu o crânio da paciente foi feita em uma impressora 3D. Próteses como esta já haviam sido usadas para substituir partes do crânio, mas a cirurgia realizada no Centro Médico Universitário de Utrecht, na Holanda, foi a primeira a fazer a substituição total do crânio.
 
De acordo com os neurocirurgiões, a técnica pode ser usada também em pacientes com danos severos ao crânio, ou tumores.
 
Três meses após a conclusão da cirurgia, a paciente não apresenta mais os sintomas, e inclusive já voltou ao trabalho. "É praticamente impossível ver que ela fez a cirurgia um dia”, disse Bon Verweij, neurocirurgião, ao Daily Mail.

iG

Tire suas dúvidas sobre as lentes de contato

Getty Images
Só pode usar lentes de contato quem tem disciplina para
mantê-las bem limpas
Limpeza é fundamental e nunca deve ser feita com água da torneira ou mineral, mas com produtos apropriados
 
Para aqueles que usam óculos e não pensam em fazer cirurgia refrativa para a correção definitiva dos graus - ou até mesmo não têm indicação para isso - usar lentes de contato é uma boa opção. Com a tecnologia avançando, já existem até lentes que corrigem miopia e astigmatismo ao mesmo tempo, o que poupa a pessoa de usar óculos multifocais o tempo todo.
 
O oftalmologista Luís Viera, do Hospital CEMA, explica que não há idade exata para se começar a usar lente de contato. O pré requisito é ser responsável pela limpeza do material. “Normalmente, a partir de uns 12 anos a pessoa já sabe cuidar da própria lente. Mas já vi gente de 18 que não tinha cuidado algum, então a regra é: se cuidar, pode usar”, explica. 
 
Algumas restrições ao uso existem, mas a proibição não costuma ser definitiva. “Quem tem infecções nos olhos, nas pálpebras, ou doenças inflamatórias não pode usar lente de contato até resolver o problema. A conjuntivite é um exemplo."
 
Já o grau mínimo para poder comprar uma lente de contato gira em torno de um ou um e meio. “Depende do que a pessoa pode suportar sem usar óculos corretivos. Se com um grau ela já está incomodada, então pode usar lente de contato também”, diz Vieira.
 
As versões coloridas também não têm contra indicações, mas é preferível optar pela mensal em vez da anual, explica o oftalmo. "Como as proteínas e substâncias estranhas vão se acumulando na lente com o decorrer do tempo, trocar uma vez por mês evita sujeira e consequentes infecções”, explica. Importante: a lente tem validade de 30 dias, não de 30 usos. Isso significa que, mesmo se a lente não for usada 30 vezes, ela precisa ser descartada ao fim de um mês. 
 
A limpeza – ou lavagem das lentes – nunca deve ser feito com água de torneira ou mineral, mas apenas com os produtos indicados para esse fim. “Usar soro fisiológico também não é muito indicado, pois se a pessoa não usa o soro adequadamente, existe o risco de contaminação também”, alerta.
 
Para o estojo, Vieira recomenda evitar o uso da água da torneira. “Se a pessoa só lavou com água de torneira e não enxugou adequadamente, pode ficar resíduos da água, como bactérias. Tem que enxaguar bem com soro fisiológico, para tirar resíduos”, ensina.
 
Ao nadar, tire a lente
A maior recomendação de Vieira é nunca nadar usando lentes de contato. “Existe o risco de uma infecção com acanthamoeba, uma ameba que vive em águas de piscina e água doce – inclusive a da torneira, daí o risco de contrair o parasita. Ela não causa danos intestinais, mas a infecção que ela dá nos olhos é terrível, chega a cegar”, alerta.
 
Isso acontece porque, quando a pessoa está com as lentes, a ameba microscópica gruda nelas e consegue com isso penetrar na córnea, causando problema sério. “Se a pessoa nadar com óculos especiais para natação e não entrar nenhuma gota d’água, não existe risco”, explica.
 
O médico recomenda que, em qualquer situação, se a pessoa ficar com os olhos vermelhos, coçando ou tiver qualquer anormalidade, é necessário procurar um oftalmologista o quanto antes.
 
iG

Empresas oferecem serviços para 'malhar' o cérebro

Istockphoto
Criada em 2006 pelo engenheiro Antonio Carlos Guarini Perpétuo,
a Supera utiliza apostilas, ábacos, jogos didático-pedagógicos,
dinâmicas e vídeos motivacionais para exercitar o cérebro
Longe das academias de musculação, empreendimentos oferecem exercícios de estimulação da capacidade cognitiva
 
Academias para definir os músculos e cuidar da saúde do corpo são encontradas facilmente a cada esquina. O que parece incomum é exercitar o cérebro. Longe dos aparelhos de musculação e de bicicletas ergométricas, existem empresas que oferecem o serviço de ginástica cerebral, com exercícios que têm como objetivo a estimulação da capacidade cognitiva.
 
Criada em 2006 pelo engenheiro Antonio Carlos Guarini Perpétuo, formado no ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), a Supera utiliza apostilas, ábacos, jogos didático-pedagógicos, dinâmicas e vídeos motivacionais para exercitar o cérebro. Além disso, há a neuróbica – atividade que estimula sinapses e cria novas redes de conexões.
 
Com um investimento inicial de R$ 300 mil, a primeira unidade foi aberta em São José dos Campos (SP). No entanto, devido a grande quantidade de alunos, surgiu a ideia de franquear a marca. Em julho de 2007, cadastraram-se na Associação Brasileira de Franchising (ABF) e hoje são 130 contratos de franquias vendidos em todo o País; 76 já em operação, uma delas em Lisboa.
 
Da igreja para a franquia
Quando o filho de Antonio Carlos Guarini Perpétuo tinha nove anos, tinha dificuldades de concentração. Para tentar cuidar do problema do menino – muito comum entre crianças –, o engenheiro buscou alternativas e métodos de estimulação cerebral. Durante essa pesquisa, viu eficiência no ábaco, um objeto muito utilizado para fazer cálculos.
 
Após perceber que a falta de concentração não era um fator que atrapalhava somente a vida de seu filho, o empresário reuniu um grupo de alunos, contratou uma professora de soroban (ábaco japonês) e começou a dar aulas em uma igreja. Depois do sucesso da escola, Perpétuo deixou de lado a rede de lojas de couro que possuía para investir em um negócio de estimulação cerebral.
 
Depois de muitos testes realizados por pedagogos e professores, o método foi aperfeiçoado para se tornar mais eficiente. Para isso, o capital de giro teve de ser alto.
 
Segundo Victor Rocha, diretor de Expansão da Supera, ter uma unidade fora do País é muito gratificante, mas que a prioridade é o Brasil. “Estamos interessados em países da América do Sul, Europa e Oceania. Se aparecer alguma coisa boa, nós temos interesse, mas nosso foco principal é aqui”, conta.
 
A meta, segundo o diretor de Expansão, é chegar ao final do ano com 200 franquias vendidas. Para abrir uma unidade padrão, o investidor tem de desembolsar cerca de R$ 150 mil – taxa de franquia já inclusa. A previsão de retorno do capital inicial é de 18 a 24 meses, com um faturamento mensal de R$ 25 mil. O franqueador cobra 3% de fundo de propaganda e 12% de royalties sobre o lucro.
 
Já para os interessados em aderir ao negócio em uma cidade com até 100 mil habitantes, há a opção de microfranquias. O investimento inicial para esse tipo de unidade é de R$ 56 mil – também já inclusa a taxa de franquia. A previsão de retorno é de 18 a 24 meses e não há pagamento de royalties. 
 
Ginástica cerebral pela internet
Em 2009, o pedagogo Luiz Moraes e o engenheiro mecatrônico Ricardo Marchesan se juntaram para investir no negócio de ginástica para o cérebro e criaram o site Cérebro Melhor. Na página, o internauta assina um plano mensal (R$ 21,90), semestral (R$ 79) ou anual (R$ 109,90) e pode acessar de casa vários exercícios estimulantes.
 
A partir de uma viagem que fez para os Estados Unidos, Moraes percebeu que o conceito "brain fitness" (ginástica cerebral) era muito difundido. Assim, os sócios criaram uma empresa e firmaram parceria com o empreendimento francês Scientific Brain Training, responsável por desenvolver os jogos e exercícios juntamente com neurologistas, psicólogos, geriatras e engenheiros de TI.
 
Moraes conta que a Cérebro Melhor tem como tarefa a tradução e distribuição dos exercícios no Brasil. Hoje, cerca de 80 mil pessoas têm contato com os exercícios e o site já conta com mais de cinco mil assinantes.
 
A empresa não divulga faturamento e margem de lucro do negócio.
 
Palavra de neurologista
Para o médico neurologista Claudio Correa, do Hospital Nove de Julho, de São Paulo, os exercícios podem ser eficientes para as pessoas que não têm nenhuma doença degenerativa. “Para quem tem Alzheimer, por exemplo, a ginástica cerebral não serve e não muda o curso evolutivo da doença”, diz.

Segundo o neurologista, com atividade física e exercícios intelectualmente, a possibilidade de ter uma boa capacidade cerebral em relação a pessoas ociosas e sedentárias é muito maior.
 
No entanto, para o especialista, antes de buscar empresas que oferecem ginástica cerebral, o paciente deve procurar um médico para analisar o problema. “Esquecer a bolsa, por exemplo, muitas vezes não acontece por falta de ativação do cérebro. A pessoa pode ter um transtorno de ansiedade ou algum outro problema por trás", explica o neurologista. 
 
iG

O lanche escolar ideal para seu filho

Nutricionistas explicam o que não pode faltar na lancheira da criança, quais produtos são pouco indicados e sugerem um cardápio para três semanas
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma dieta saudável passa por cinco pontos: amamentar o bebê durante os seis primeiros meses de vida, comer alimentos variados, ingerir muitos vegetais e frutas, moderar na quantidade de gorduras e óleos e evitar sal e açúcar. Parece fácil, mas estes hábitos devem ser desenvolvidos desde a infância – de preferência, começando pelo que seu filho leva na lancheira.  

Lanche indicado            
O lanche escolar é uma refeição intermediária, que serve para dar energia à criança entre duas refeições principais. O ideal é que ele contenha uma porção de carboidratos , para fornecer energia; uma porção de lácteos , que tem proteínas; uma porção de frutas ou legumes , responsáveis pelas vitaminas, fibras e minerais; e uma bebida , para hidratação.
Tricia Vieira / Fotoarena
O lanche indicado contém fibras, frutas e laticínios

Lanche contraindicado
Do outro lado, pães brancos , refrigerantes , salgadinhos – especialmente os fritos – e confeitos desequilibram a balança. Apesar de fornecerem energia, estes alimentos contêm pouco além das chamadas “calorias vazias”. “Nutricionalmente, eles são só sal e gordura”, alerta a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, em São Paulo.             
Tricia Vieira / Fotoarena
No lanche contraindicado, frituras, corantes e refrigerante
Como equilibrar a equação?            
É claro que a maioria das crianças prefere abrir a lancheira e encontrar batatinhas fritas, chocolate e refrigerante. Já os pais gostariam que elas comessem um bolo integral, uma fruta e um suco. Para equilibrar essa equação, a nutricionista e consultora Cynthia Striebel, que há 14 anos desenvolve um projeto de educação alimentar escolar em Porto Alegre, sugere a negociação. “Seu filho quer levar algo não muito nutritivo? Eventualmente, isso não é um problema. Negocie com ele um dia da semana para este lanche e, nos outros dias, as frutas, cereais e o leite”, exemplifica.
 
Rosana Perim concorda. “Não precisa proibir o chocolate. Basta saber equilibrar”, diz ela. Outra dica é incluir as crianças no processo de comprar e preparar o lanche. Vale levá-las ao mercado ou à feira, explicar porque você escolhe aqueles alimentos e como aquilo vai fazer bem a elas.
 
Opções industrializadas            
Nem todas as mães têm o tempo necessário para assar um bolinho integral ou preparar um suco natural para o lanche do filho antes de sair de casa pela manhã. Por isso, não se desespere se tiver de recorrer aos industrializados. Hoje, os supermercados oferecem opções razoavelmente saudáveis, basta saber escolhê-las.
 
No caso dos biscoitos, procure aqueles com as menores quantidades de gordura e de açúcar possíveis. Bolinhos com recheio e cobertura devem ser evitados, pois geralmente contêm gordura trans – vale observar também na tabela nutricional do alimento o índice de gordura vegetal hidrogenada; quanto mais elevado, pior. Escolha os sucos de caixinha sem adição de açúcar e lembre-se que achocolatados não são leite, são uma composição feita com soro de leite: prefira aqueles com menos sódio e menos açúcar e garanta que a criança beba leite de verdade em algum outro momento do dia.
 
Conservação
Não adianta ficar atenta para um cardápio equilibrado se ele não estiver bem conservado na hora do sinal. Lancheiras térmicas garantem conservação por duas a quatro horas, segundo fabricantes. Mesmo assim, é melhor evitar patês e embutidos que necessitem de refrigeração maior.
 
Cynthia dá uma dica final: colocar a caixinha de suco ou a garrafinha de água congelada na lancheira é uma opção para garantir um resfriamento extra. E não se esqueça de fiscalizar os cuidados do seu filho com o lanche. Se o que ele não consome pela manhã vira petisco para depois da aula de inglês, no fim da tarde, não há lancheira que aguente.
 
Delas