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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tendência sustentável chega aos edifícios de saúde

Sinônimo de economia e qualidade, construções verdes são demandadas por bem-estar e segurança do paciente

Aspectos de bem-estar, segurança e produtividade aliados à redução de custos estão impulsionando a tendência sustentável também na construção dos hospitais brasileiros. Sistema de iluminação, condicionamento de ar, uso racional da água, entre outros recursos voltados ao conforto e controle de riscos aos pacientes já estão presentes em edifícios verdes certificados no País. Delboni Auriemo – unidade Dumont Villares, Fleury Medicina e Saúde e Hospital Israelita Albert Einstein já foram certificados e outros nove prédios estão em processo.

No Brasil, há duas metodologias de certificação: a Leed Healthcare e a Aqua. Em 2010, houve a aprovação do critério americano Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) para hospitais. Segundo Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil, que concede a certificação, a versão tem critérios específicos, por exemplo, em relação à qualidade do ar e à acústica.

O país já é o quinto no ranking mundial de construções verdes. Em 2006 havia oito projetos, em 2010 foram 231 e este ano a expectativa é de 350, sendo que a certificação sai até seis meses após o término da obra.

Com 35 edifícios aprovados, a Fundação Vanzolini lançou a certificação Aqua para empreendimentos hospitalares no final de 2010. Ela se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: ecoconstrução, ecogestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, o projeto, a construção e a fase de uso dos empreendimentos. A certificação ocorre simultaneamente com a realização do empreendimento. Há cerca de cinco clientes em processo de análise, mas que não autorizaram a divulgação.

Para Luiz Henrique Ferreira, presidente da Inovatech, consultoria especializada em projetos sustentáveis para a construção civil, a certificação não envolve apenas a questão ambiental. “Está na moda falar em hospital verde, mas o sustentável busca também elevados níveis de conforto para a saúde.”

Irreversível
Apesar do aumento na demanda, a sustentabilidade ainda é novidade para a maioria dos hospitais e serviços de saúde. “Na verdade, demorou bastante para a arquitetura hospitalar no Brasil entrar na mesma sintonia do resto do mundo. É gratificante ver algumas empresas formadoras de opinião estarem à frente de seu tempo”, ressalta Paola Figueiredo, vice-presidente executiva do Grupo Sustentax, especializado no tema para o universo corporativo.

Para Marcos Cardone, arquiteto superintendente da Cabe Arquitetura e coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos Hospital Arquitetura (Nupeha), ainda há um atraso conceitual no País que não permite a percepção de valor financeiro na sustentabilidade. “Como a oferta de recursos naturais diminui e encarece, a opção por ela será feita mais por necessidade do que por consciência ambiental.”

A aplicação na prática já mostra que o politicamente correto é mais lucrativo. Na hora de apresentar o projeto ao corpo diretivo, a princípio, a conversa gira em torno de quanto será gasto e de quanto será o retorno. Um bom argumento é se um hospital verde pode custar até 10% mais caro, também garante um custo operacional, em média, 15% menor.

“A tendência é sempre ver os impactos orçamentários e não os benefícios. Aqui temos o privilégio de o prefeito entender a importância e o benefício de um prédio eficiente”, diz diretor de projetos públicos da Secretaria Municipal de Política Urbana de Suzano, Elvis José Vieira.

Processo
A Unimed-Rio inaugura um hospital “verde” voltado para procedimentos de média e alta complexidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em 2012. Segundo o gerente de engenharia da unidade de empreendimentos do grupo Rudiner Panisset Junior, a fase inicial do planejamento, ponto-chave neste tipo de construção, envolveu a escolha de materiais sustentáveis como tintas, vidros e equipamentos.
O uso de recursos é determinante no processo. “Há redução de substâncias, como mercúrio em lâmpadas, cádmio, chumbo e cobre”, ressalta Paola Figueiredo. Os pisos também devem ter baixa toxidade e o mobiliário deve ser isento de metais pesados.

A unidade tem um orçamento de R$ 180 milhões, cerca de 10% mais caro. “O investimento imediato é um pouco maior, mas os ganhos são certos em médio prazo”, diz Rudnir sobre o hospital, que terá 225 leitos, sendo 70 voltados à terapia intensiva e semi-intensiva e 11 salas cirúrgicas em 30 mil metros quadrados de área construída.

Depois de obter a certificação Leed na categoria prata – há ainda o básico, ouro e platina -, o hospital precisará mantê-la, mas no meio do processo nasceu a versão específica, a Healthcare. “Já solicitei que avaliem o empreendimento segundo os novos critérios, mais restritivos”, assegura o executivo.

Em 2008, também o Fleury Medicina e Saúde construiu sua unidade Morumbi, em São Paulo, de forma sustentável como parte da percepção de redução de custos. Daniel Marques Périgo, gerente corporativo de sustentabilidade lembra a experiência como grande laboratório. “Durante o processo, percebemos de que maneira é possível otimizar, inclusive, os recursos aplicados na construção.”

Eficácia
Muitos edifícios públicos já trabalham com práticas sustentáveis. Em janeiro, foi entregue o Hospital e Maternidade Municipal Doutor Odelmo Leão Carneiro, em Uberlândia (MG). O conforto do paciente é apontado com uma das grandes vantagens do prédio. “Com o controle de temperatura e luz, temos um ambiente confortável”, afirma a superintendente da Rede Afiliada da SPDM, Nacime Salomão Mansur.

Para atender a falta de leitos em Divinópolis (MG), uma das regiões mais críticas do Estado, será entregue em 2012 o hospital regional de Divinópolis, inicialmente com 134 leitos, mas com perspectiva para 500. Além do uso racional da água e energia o planejamento do prédio facilita a manutenção. “O porão técnico permitirá a circulação para manutenção hidráulica ou elétrica”, diz o secretário de saúde adjunto de Divinópolis, Gilmar Santos.

Uma das características importantes dos edifícios é a flexibilidade de espaços internos. O ambulatório de Especialidades Médicas do município de Suzano (SP) é um prédio interessante. Durante a obra, uma das preocupações era com o desperdício de material. Com o uso de tecnologias, reduziram em 15% essa perda. Usaram mais vedação drywall de gesso que permitiu maior velocidade e flexibilidade. “Se precisar ampliá-lo, é mais fácil”, enfatiza Elvis José Vieira.

Segundo Paola Figueiredo, é importante decidir-se pela sustentabilidade já nas fases preliminares do planejamento, para que a construção seja projetada já com esta visão.

Fonte SaudeWeb

TI dos hospitais é vulnerável ao fenômeno da consumerização

Enquanto a legislação de crimes digitais não é clara no País, a gestão de TI no cenário hospitalar reflete o mesmo despreparo do governo com a invasão de hackers em seus sites

A ideia de que o trabalho seria a segunda casa das pessoas vai além de uma referência ao tempo do colaborador no ambiente da empresa. O movimento que aponta para que os funcionários usem seus dispositivos móveis pessoais no trabalho – smartphones, tablets e laptops – já ganhou nome: consumerização e cresce na velocidade em que a chamada Geração Y toma seus postos nas corporações. Pesquisa recente encomendada pela Unicys à consultoria IDC aponta que 92% dos brasileiros levam tecnologia pessoal para o trabalho, dos quais, 65% usam celulares, 55% laptops, 30% smartphones, 25% PDA e 16% iPhones.

No hospital, a extensão da gravidade de uma invasão também por ação de hackers a sistemas como RIS e ERP passa das consequências morais de dados médicos expostos e pode chegar a casos graves, até mesmo de homicídio.

Em 2006, na Califórnia, um jovem de 20 anos foi acusado de invadir o sistema de um hospital e causar a paralisação dos equipamentos da UTI e dos pagers dos médicos. Nenhum paciente morreu, mas ficou evidente a vulnerabilidade dos sistemas de informação era uma questão prioritária.

A situação repetiu-se em novembro passado no Seacoast Radiology, em New Hampshire, Estados Unidos. O servidor do hospital foi invadido por hackers que acessaram nomes, endereços e informações pessoais dos pacientes. Porém, o ataque, rastreado pelas autoridades americanas, veio de um endereço de IP na Escandinávia e serviu para hospedar uma partida do jogo Call of Duty: Black Ops.

Nem todos os ataques são inofensivos. Em março, o Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, na Paraíba, teve o layout de seu website desfigurado, pelo mesmo grupo que invadiu a página da Prefeitura da cidade.

O tema não era, até então, a maior preocupação das organizações e da sociedade, como se comprovou em junho deste ano, quando mais uma vez, hackers expuseram a fragilidade da segurança de sites do governo brasileiro, alterando as páginas do Ibope e da Presidência da República. “As empresas se preocupam, sim, com ameaças externas, mas hoje nós sabemos que a principal ameaça vem de dentro das próprias empresas”, afirma José Antonio Milagre, perito especialista em crimes digitais. “Hoje nós temos desde negligência de profissionais da saúde até colaboradores insatisfeitos, que acabam sendo uma das principais vulnerabilidades dos dados das empresas.”

O especialista afirma que mesmo as mais avançadas ferramentas de segurança que previnem ataques externos não são mais eficazes exatamente pelo fato de que são, na maioria dos casos, funcionários que têm credenciais e acessos a dados sigilosos que realizam os ataques. Segundo ele, a área de saúde carece de cuidados redobrados em função da relevância e da possibilidade de golpes e fraudes.

A demanda por segurança e por regulamentação do direito digital cresce com esse tipo de alerta, uma vez que a interface entre os dados pessoais e profissionais já não é tão clara e cabe às áreas de TI das empresas definir políticas e normas de conduta e de requisitos técnicos.

Por outro lado, a internet no Brasil ainda remonta à Era do Rádio no que diz respeito à legislação. Exceto pela jurisprudência que, em alguns casos, já se estabeleceu a respeito de algumas questões do direito digital, o País segue o código criado na década de 1940. Mas as atualizações das leis específicas para crimes digitais ainda patina bastante aquém de um consenso no Congresso Nacional.

O cenário nos hospitais é um reflexo disso. O ambiente composto por diversos profissionais em diversos regimes de contratação, desempenhando funções que dependem muitas vezes de informações sensíveis, monta a rede de cuidados com os quais as áreas de TI devem se cercar para evitar situações desagradáveis ou até desastrosas.

“É importante que as políticas de tecnologia da informação das empresas abordem os diversos casos, de funcionários contratados e terceirizados, que têm acesso a dados confidenciais do paciente”, afirma Milagre. “Principalmente na área da saúde, que já trabalha com prontuário eletrônico, e onde já existem inclusive resoluções do Conselho Superior de Medicina que se preocupam com essa área de segurança da informação.”

Como em situações de crimes comuns, em crimes digitais, a exemplo de casos de vazamento de informações sigilosas, há a parcela culposa de participação dos funcionários, que envolve imprudência, imperícia ou negligência no uso inadvertido dos recursos de TI de uma empresa. Por definição, o funcionário, que embora não tenha tido a intenção de vazar informações ou praticar concorrência desleal, não considerou uma possível orientação de segurança e expôs ao risco o sistema de informação da empresa.

“Por outro lado, há também a ação intencional do funcionário, que muitas vezes pode usar algum dispositivo de armazenamento para retirar informações de um paciente e pode causar danos reputacionais irreparáveis”, afirma o especialista Milagre. “É possível bloquear vários perímetros como pen drives, acesso físico e acesso a sites, mas não há bloqueio quando alguém tem credenciais para isso.”
Este é, segundo Milagre, o motivo pelo qual os hospitais devem ter uma atuação preventiva e não reativa em relação à segurança da informação, através de políticas e normas de conduta.

Políticas
A prevenção neste caso são previstas nas políticas de tecnologia da informação ou nos termos de uso dos serviços de informática, meios que servem de garantia e ao mesmo tempo de diretriz para a prática da segurança de uma instituição.
A burocracia não se posicionaria contra o avanço tecnológico, portanto as políticas se adaptam e abrangem as novidades do mercado tecnológico, segundo Márcio Lago, gerente de TI do Hospital Novo Atibaia, no interior de São Paulo.

Segundo o executivo, apesar de algumas normas serem exigidas em função da segurança do ambiente de TI do hospital, há um esforço em criar diversas condições para que a aceitabilidade seja a mais ampla possível. “O equipamento pode ser pessoal, mas precisa estar sujeito à política de segurança da empresa”, afirma Lago. “O principal ponto é que mantemos três tipos de redes para os três tipos de público que utilizam o acesso dentro do ambiente do hospital: a rede para os funcionários, a rede para os funcionários terceirizados e a rede para o público em geral, que não compromete as aplicações da instituição.”

Segundo Lago, os casos de profissionais que usam equipamentos pessoais no hospital ainda não são expressivos. Ele afirma que os funcionários que aderem à política da empresa nesta modalidade não chegam a 20% do total.

Mas a segurança não é um fator que reduza a disponibilidade de acesso. Mesmo para dispositivos que não tenham perfil para acessarem a rede do hospital, a área de TI disponibiliza um ambiente virtual separado para permitir que o profissional trabalhe, mas os dados do equipamento não entram em contato com a rede do hospital. “Para uma pessoa que está na empresa e precisa acessar uma aplicação, nós criamos uma sessão na máquina desta pessoa para que ela use os serviços da rede , sem comprometer a segurança ou usar algo da própria máquina”, explica Lago. “É como se fosse a virtualização de um desktop para que o uso da rede a partir daquele dispositivo não gere riscos.”

Crime digital
Depois dos ataques aos sites do Governo Federal, um projeto que tramita no Congresso desde 1999 pode enfim virar lei. O documento criminaliza 12 ações na internet com penas de um mês a seis anos de prisão para destruição de dados eletrônicos alheios, acesso a sistemas, obtenção de informações sem autorização e estelionato eletrônico.A pena é branda para padrões internacionais. Nos EUA, um hacker que instalou um vírus em um hospital foi condenado, a pagar multa e a três anos de liberdade assistida.

Fonte SaudeWeb

Arquitetura é ativo de valor nos hospitais, dizem especialistas

Ciência e tecnologia médica, de informação e a da movimentação orientam processos e soluções de acordo com a operação e perfil do paciente

A visão empresarial voltada à excelência e às acreditações aumentam a lista de hospitais brasileiros atentos aos fluxos e especialidades influenciadoras do funcionamento das empresas como a reserva de caminhos distintos para o transporte de macas e ambientes flexíveis às novas tecnologias médicas como tomógrafo e ressonância magnética. E isso reflete em mudanças na arquitetura hospitalar, inclusive comportamentais. “A ambientação faz parte do processo de cura e bem-estar dos usuários” afirma a arquiteta Bela Gebara que, ao lado das sócias Patrícia Sinisgalli e Gisele Conde, assinou projetos da UTI pediátrica dos hospitais Sírio Libanês e Nossa Senhora de Lourdes e ganhou prêmio pelo esforço que implicou em viagens aos Estados Unidos em busca de referências.

Este ano, o Hospital Vitória, do grupo Amilpar, em São Paulo, venceu o VIII Prêmio de Arquitetura Corporativa, na categoria Obras Realizadas no segmento Saúde. Inaugurado em dezembro de 2010, o prédio custou R$ 120 milhões, tem jardins e fontes internas, uma clarabóia no átrium central, além de uma fachada envidraçada que utiliza a luminosidade natural e reduz o consumo de energia em 20%.

Diretor médico do Vitória, Dr. Luiz Cervone afirma que a evolução no atendimento em medicina e tecnologia trouxe a necessidade de investir. “O projeto é adequado ao atendimento e o break even será alcançado em sete meses”.

Planos
Os conceitos arquitetônicos sustentáveis são requisitos das acreditações e norteiam planos diretores dos hospitais ao incorporar nos espaços funcionalidades condizentes aos processos e recursos de tecnologia médica, de informação e a da movimentação da instituição.

A visão reúne num mesmo grupo o gaúcho Ijuí, os mineiros Uberlândia, Metropolitano, Divinópolis, Contagem, os paulistanos Albert Eistein, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Samaritano, São Camilo, Mater Dei, Vitória, Unimeds, entre outros.

“O movimento expande o horizonte dos gestores hospitalares além das atividades fim para que se não deixe de lado as atividades meio, já que o conceito de organização dos espaços evita o desperdício de tempo, esforço físico e riscos ao paciente, a despeito do custo da obra”, defende o arquiteto Domingos Fiorentini.

Fluxos dentro do prédio que demandam a arquitetura voltada à segurança e bem estar de pacientes e acompanhantes, e com escolhas certas dos materiais contempla a sustentabilidade financeira da instituição, outro ponto das acreditações.

E a compreensão do espaço físico passa pelo entendimento das dinâmicas e processos por quem nele opera, esclarece João Carlos Bross, arquiteto responsável por grandes obras nessa linha.

Flexível
Para melhorar o atendimento, o hospital Samaritano, reacreditado pela Joint Commission International (JCI) esse ano, inaugurou em abril um novo edifício que centraliza numa torre o fluxo de acompanhantes e na outra a parte social. O investimento de R$ 180 milhões será recuperado entre 8 a 10 anos, “mas o foco é atender a demanda, aumentar as vagas de carros, a capacidade de estocagem de água, leitos e centro de diagnóstico”, como afirma o superintendente geral Sergio Bento.

A distribuição interna projetada pela Botti Rubin Arquitetos é através de Dry Wall que permite a mudança de layout diante da troca de tecnologia. As duas salas do centro cirúrgico têm placas metálicas Variop, de intervenção limpa. “Trabalhamos com a Vigilância Sanitária e o serviço de infecção do hospital para esse sistema alemão ao País”, conta a coordenadora de arquitetura do Samaritano, Alina Barros.

O prédio diminuiu a manutenção com uso de papel vinílico nas paredes, em meia altura, e a iluminação indireta não afeta mais os olhos dos pacientes que circulam em macas.

Transformações
Como o cliente, tecnologia e conhecimento mudam, de acordo com o arquiteto Bross, as alterações e espaços flexíveis precisam ser admitidas e previstas já na edificação.

Nesse contexto, as tendências da ciência e da tecnologia médica transformam procedimentos diagnósticos em terapêuticos e mudam demandas no prédio, que são reorganizadas pela arquitetura, evitando espaços sub ou sobreutilizados, congestionamentos em filas e salas de espera.

Normas
O apelo sustentável na arquitetura hospitalar já é exigido pelo Ministério da Saúde e Anvisa que estipularam normas sobre o espaço físico, como a RDC 50, a mais emblemática, embora defasada em alguns aspectos, de acordo com o arquiteto Fiorentini.

Acreditações
Ter uma farmácia central e pequenas satélites em áreas críticas do hospital, como centro cirúrgico, unidades intensivas e emergência, ou áreas de expurgo, de materiais de limpeza e rotas de fuga são exigências arquitetônicas das acreditações da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e da Joint Commission International (JCI).

No hospital Vitória, da Amilpar, além dos quatro elevadores para pacientes e acompanhantes, há dois para colaboradores, um exclusivo dos nutricionistas e um pressurizado para emergências.

A sustentabilidade também é considerada nas certificações, para hospitais econômicos que não impactam o meio ambiente, com redução de uso de água potável e produção de esgoto, e uso de energia elétrica com geradores próprios.

Fonte SaudeWeb

Secretaria de Saúde abre 64 vagas

São 48 vagas para técnico de enfermagem, 16 vagas para médico com especialidade em ortopedia para atuar na emergência e com especialidade em cirurgia geral

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina abriu processo seletivo para contratação temporária de 64 profissionais para o Hospital Governador Celso Ramos (Região da Grande Florianópolis) e Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (Região de Joinville).

São 48 vagas para técnico de enfermagem, com salário de R$ 1.050,84, e 16 vagas para médico com especialidade em ortopedia, para atuar na emergência e com especialidade em cirurgia geral, cujo salário é de R$ 4.201,12.

O horário de trabalho para a função de técnico em enfermagem será de plantão diurno (escala de 12h x 36h), das 7h às 19h.

O processo seletivo simplificado destina-se à seleção de profissionais para contratação temporária pelo período de 12 meses, podendo ser prorrogada por uma única vez, pelo mesmo prazo.

As inscrições ocorrerão somente online no período de 12 a 23 de setembro no site da Secretaria Éstadual de Saúde. Não é cobrada taxa de inscrição.

A seleção dos candidatos será publicada em Diário Oficial do Estado e consistirá no somatório de pontos da contagem de títulos e da experiência comprovada.

Fonte SaudeWeb

Santa Catarina vai receber 3 toneladas de medicamentos

Segundo o Ministério da Saúde, a remessa tem antibióticos, analgésicos, sais para reidratação, ataduras e outros itens de primeiros-socorros

Três toneladas de medicamentos chegam nesta terça-feira, (13), ao estado de Santa Catarina para atender às vítimas das enchentes. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa tem antibióticos, analgésicos, sais para reidratação, ataduras e outros itens de primeiros-socorros. O material é suficiente para o atendimento de 18 mil pessoas em um mês.

O governo federal anunciou nesta segunda-feira, (12), a liberação de R$ 13 milhões para as cidades catarinenses atingidas pela chuva. Do total, R$ 3 milhões irão para o governo estadual e R$ 10 milhões para as prefeituras dos municípios afetados. O dinheiro será liberado por meio do cartão de pagamento da Defesa Civil para a compra de colchões, barracas, remédios e combustível.

Em Santa Catarina, 48 municípios decretaram situação de emergência por causa da chuva, conforme balanço da Defesa Civil divulgado no fim da tarde dessa segunda-feira (12). Nove cidades estão em estado de calamidade pública e 90 encaminharam notificação de desastre.

Mais de 977 mil pessoas foram afetadas no estado – 161.957 estão desalojadas e 15,3 mil, desabrigadas. Foram registradas três mortes e 170 pessoas estão feridas.

Fonte SaudeWeb

EUA: Registros eletrônicos são prejudicados por alterações internas

Pesquisa mostra que funcionários que realizam visualizações não autorizadas prejudicaram mais de 70% organizãções de saúde no ano passado

Mais de 70% das organizações de saúde relataram equivocos de informações pessoais de saúde (PHI) nos últimos 12 meses, de acordo com pesquisa recente. A maioria dos erros são realizados por funcionários, com 35% vsualização sem permissão registros médicos de colegas de trabalho e 27% acessando os relatórios de amigos e parentes.

O levantamento feito com 90 gerentes de TI de saúde foi conduzido pela VeriPhyr, provedora de identidade e acesso de soluções de inteligência. Também descobriu que 30% das brechas foram detectadas de um a três dias, 12% em uma semana e 17%, foram reveladas durante o período de duas ou quatro semanas.

De acordo com Alan Norquist, CEO da Veriphyr, o que mais o surpreendeu acerca do relatório -Veriphyr’s 2011 SurveyofPatientPrivacyBreaches – foi o número de equivocos cometidas pelos funcionários.

“Apesar da perda de dados em discos rígidos e USBs terem cobertura, a preocupação principal são os funcionários que abusam do acesso para visualizar os dados dos pacientes”, afirmou Norquist. Ele também observou que é muito mais difícil para um funcionário acessar inapropriadamente registros em papel quando comparados com registros eletrônicos.

Observou que com arquivos em papel, um funcionário precisa pedir a uma pessoa para chegar aos arquivos, e esse pessoa irá suspeitar se um membro da equipe pedir os registros de alguém da diretoria, seu chefe, ou sua ex-mulher.

“Com os registros eletrônicos, o funcionário tem acesso a quase tudo ao alcance de alguns toques, sem questionamentos. O que as organizações de saúde precisam no mundo dos registros médicos digitalizados são ferramentas de identidade e acesso inteligentes que possam monitorar as conexões dos funcionários em dados de pacientes e descobrir os que estão usando de forma ilegítima para visualizar os dados de membros da diretoria, colegas de trabalho, amigos, parentes e vizinhos”, disse Norquist.

Outras descobertas do relatório:
- 79% dos questionados estavam “preocupados” ou “muito preocupados” que seus controles atuais não detectem a tempo as brechas de PHI;

- 50% afirmaram não possuírem ferramentas adequadas para monitorar acesso inapropriado ao PHI; e

- 47% planejam investir em melhoria de detecção e capacidade de resposta nos próximos 12 meses.

Conclusão do relatório: “Apesar dos questionados concordarem que o apoio e acato das recomendações para melhorias na conformidade e esforços de segurança da alta administração e TI, o tempo de resposta aos pedidos de melhoria (principalmente de TI) também indicaram a satisfação com as ferramentas para o monitoramento de acesso inapropriado de PHI. Em contrapartida, os questionados que indicaram maior satisfação com suas ferramentas de monitoramento reportaram menos brechas em PHI e maior tempo de resolução. O contrário também é verdadeiro: os questionados que indicaram insatisfação com suas ferramentas reportarem mais brechas e maior tempo de resolução”.

Norquist interpretou os resultados dizendo que o foco não deveria ser em ferramentas de segurança, mas sim em ferramentas de monitoramento de acesso de funcionários ao PHI, bem como o seu uso indevido.

Fonte SaudeWeb

EUA: Contratação de clínicos: efeitos no acesso aos cuidados

Acesso ao cuidado pode mudar drasticamente para os pacientes quando um grande sistema hospitalar abandona uma rede de plano de saúde

Veja o sexto artigo referente ao estudo Aumento de contratação de clínicos: melhor qualidade e maiores custos?, do Center for Studying Health System Change (HSC), dos Estados Unidos. O instituto realizou pesquisa em 2010 em 12 regiões metropolitanas representativas dos EUA.

A alta da contratação de clínicos parece afetar o acesso dos pacientes ao cuidado de muitas maneiras. Sob a perspectiva do paciente, a contratação pode não parecer visível, já que muitos médicos continuam a trabalhar nos mesmos locais de quando eram independentes.

Um benefício potencial do alinhamento pode incluir um melhor acesso a especialistas para pacientes de baixa renda, especialmente àqueles com cobertura da Medicaid, que historicamente têm pouco acesso à especialistas independentes. Ao mesmo tempo, o acesso ao cuidado pode mudar drasticamente para os pacientes quando um grande sistema hospitalar abandona uma rede de plano de saúde.

Fonte SaudeWeb

Pediatras suspendem atendimento a planos de saúde


A partir de hoje, pediatras não atenderão os pacientes dos planos de saúde Volkswagen, Notredame, Intermédica, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e Ameplan.

A paralisação dá continuidade ao movimento dos médicos, que pedem às operadoras o repasse de R$ 80 por consulta.

Atualmente, os profissionais recebem R$ 30 por atendimento, valor que, segundo a categoria, não cobre os custos para manter um consultório. O atendimento será normalizado no próximo sábado.

Fonte Estadão

Óculos usados em filmes em 3D não prejudicam a visão, mas exigem cuidados

Confira dicas para que o recurso não cause incômodos com as crianças

Mães e pais que levam os filhos ao cinema 3D ou que compraram TVs com o recurso já devem ter se perguntado se essa nova tecnologia não pode causar danos aos olhos dos pequenos.

Segundo o oftalmologista Paulo Guilherme Horta Barbosa, não há nenhuma pesquisa que tenha comprovado que essa tecnologia provoque qualquer prejuízo à visão.

— O que se evidencia é que os óculos 3D exigem mais recursos dos olhos, da visão. Por isso, causa um cansaço maior e, por consequência, uma dor de cabeça. E isso ocorre com crianças e adultos — explica.

Barbosa exemplifica que, como o 2D exige menos dos olhos, a pessoa tem chance menor de ter uma dor de cabeça, por exemplo. É justamente isso que mostrou uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, já amplamente divulgada.

Os estudiosos analisaram 400 pessoas que assistiram a filmes em 2D e usando o óculos 3D. O resultado foi que a utilização dos óculos que viabilizam a terceira dimensão aumentam a chance de cansaço nos olhos e de dor de cabeça em até três vezes.

— Como a criança e o adulto ficam muito atentos aos detalhes do filme ou do programa, eles esquecem de piscar, o que exige mais dos olhos e provoca a sensação de peso e de cansaço — diz o oftalmologista.

Se a pessoa usar óculos ou lentes de contato e estiver sem eles, a fadiga ocular torna-se ainda maior. E sempre lembrando que ficar muito tempo diante da tela não é nada saudável para os pequenos (e também para os grandes).


Dicas para amenizar os efeitos do 3D:
:: Antes de colocar os óculos 3D, confira se eles estão bem limpos.

:: Tente manter a criança o mais longe possível da tela, seja no cinema ou em casa.

:: Tenha sempre um colírio lubrificante quando estiver assistindo a um filme no cinema ou à TV 3D em casa. A sugestão vale também para os pequenos que ficam muito tempo em frente ao computador. Hidratando a córnea, o cansaço dos olhos é amenizado, assim como diminuem as chances de uma dor de cabeça. A dica é usar a cada duas horas, no máximo.

:: Se a criança tiver algum problema durante a exibição do filme, peça para que ela tire os óculos e feche os olhos por alguns minutos. O efeito é o mesmo que o conferido pelo uso do colírio — a córnea é hidratada, e os olhos ficam menos cansados.

Fonte Zero Hora

Uso recreativo de medicamentos para impotência sexual preocupa médicos e psicólogos

Terapeutas afirmam que o efeito em homens jovens e saudáveis é mais psicológico do que fisiológicoCristina Vieira

O Brasil se tornou vice-líder mundial em vendas de remédios para impotência sexual em 2010. Entre agosto de 2010 e julho de 2011, o mercado movimentou R$ 621 milhões no país, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O número de comprimidos vendidos pulou de 19,5 milhões, entre maio de 2009 e abril de 2010, para 40,5 milhões no mesmo período de 2011, de acordo com números da IMS Health — empresa que faz auditoria no setor, divulgados pela Pfizer. Diante de dados pomposos, é lógico pensar: os brasileiros andam às voltas com dificuldades de ereção — logo o Brasil, um país famoso pelo fervor sexual.

Raciocínio equivocado. A mudança de comportamento entre jovens de 18 a 30 anos é um dos fatores que explica a expansão no mercado — o que significa que os rapazes não estão ficando broxas.

— Estava numa festa com uma garota. Um amigo me ofereceu. Tomei.
Otimiza bastante — contou um estudante de 28 anos do Departamento de Odontologia da UFSC.

O uso recreativo dos medicamentos para disfunção erétil é uma realidade, embora ainda não existam métodos de prevenção ou de alerta sobre o tema. Três estudos publicados recentemente comprovam a prática. A revista científica Saúde Pública publicou em 2008 um estudo da Faculdade de Farmácia, da Universidade Nove de Julho (Uninove), de São Paulo. A universidade investigou o uso dos remédios no campus. Questionários foram passados para um número de alunos que equivalem a 5% do total. Verificou-se que 14,7% dos entrevistados já haviam utilizado as pílulas, sendo que 83,5% usaram uma única vez e o restante pelo menos uma vez ao mês. O destaque é que nenhum dos entrevistados relatou dificuldade para ter ou manter a ereção. As motivações para o uso foram curiosidade (70%), potencialização da ereção (12%), ejaculação precoce (12%) e aumento do prazer (6%).

— O uso recreativo é comum no Brasil, e um alerta precisa ser dado logo. Isso acontece porque o governo brasileiro cedeu ao lobby dos grandes laboratórios e permite a venda sem receita. Em outros países, como EUA e na Europa, o controle é mais eficaz — afirma Eduardo Lopes, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

O urologista critica a apresentação do remédio em embalagens como a do recém-lançado Levitra ODT. A embalagem sugere um remédio “mais pop”, que derrete na língua, o que tende a ter mais apelo entre os jovens. Nelson Ambrogio, diretor da unidade de negócios Medicina Geral da Bayer, fabricante do Levitra, rebate a crítica, dizendo que estudos comportamentais mostram que homens com disfunção erétil têm certa resistência em assumir que precisam do medicamento.

— A nova apresentação traz mais conforto e discrição — completou.

Em 2010, a Sociedade Internacional de Sexualidade Humana veiculou artigo sobre o tema feito na Argentina. A pesquisa recolheu 400 depoimentos de homens entre 18 e 30 anos em universidades, academias e escolas. 21,5% dos entrevistados já haviam usado alguma pílula para disfunção erétil sem indicação médica. O que chamou mais a atenção é que as medicações foram usadas em 53,4% dos relatos combinadas com drogas ou álcool. Um estudo mais amplo foi publicado, em abril de 2010, pela Springer, publicação científica internacional. Nele, foram ouvidos 2 mil jovens de 497 instituições de ensino dos EUA — 4,5% usaram o remédio pelo menos um vez e, desses, 1,4% usam de forma recorrente. A publicação também identificou a falta de problemas de ereção entre os usuários e chamou a atenção para um comportamento de risco, pois os entrevistados usaram o remédio em relações sexuais sem camisinha e aliado ao uso de drogas. Os três trabalhos ressaltam a preocupação com a venda dos remédios sem receita e com a falta de estudos dos efeitos dos remédios em jovens saudáveis.

Dizem os terapeutas que o efeito do remédio em homens saudáveis é mais psicológico do que fisiológico. Não há trabalho de prevenção sobre o uso recreativo dos remédios.

“Viagra não é uma bala qualquer”, diz psicólogo

Segundo o urologista Jovânio Fernandes da Rosa, chegam próximo a 100% os casos de origem psicológica na dificuldade de ereção apresentada por pacientes com menos de 30 anos e que não têm os fatores de risco (diabetes, hipertensão ou algum tipo de cardiopatia).

— Viagra não é uma bala qualquer. Se não orientado médica e psicologicamente, sua dependência psicológica pode partir já do uso do primeiro comprimido. Na clínica, temos jovens que, aos 18 anos, já são dependentes dos potencializadores de ereção e não conseguem manter uma relação sexual satisfatória se não estiverem usando — afirma Marlon Mattedi, psicólogo, especialista em Sexualidade pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana e pela Fundação Sexpol, da Espanha.

Para Mattedi, as causas do uso estão associadas às dúvidas quanto à própria sexualidade:

— São jovens que não tiveram educação sexual, não conhecem o próprio corpo. Em geral, mantêm uma baixa autoestima, buscam no sexo a autoafirmação e projetam no Viagra a solução momentânea.

A educadora sexual e ginecologista Maria Inês Gasperini afirma que a prática tem origem em um contexto de sociedade que valoriza a performance excepcional, onde você tem que ser o melhor em tudo. Assim, a broxada passa a ser uma falha grave. Maria Inês chama a atenção para as relações sexuais antecipadas, antes de o casal ter afinidade, o que potencializa a insegurança masculina.

— São jovens e estão com os estímulos à flor da pele. Não precisam do remédio. Mas temos um problema grave. Ninguém sabe quais os efeitos colaterais do uso a longo prazo desses remédios. O mais antigo deles, o Viagra, só está no mercado há 11 anos. É pouco tempo para a medicina — afirma.

Jovânio explica que os efeitos colaterais comuns são transitórios e leves (veja no box acima). Há, no entanto, relatos de efeitos graves como priapismo (ereção ininterrupta e dolorosa que pode causar impotência) e queda da pressão arterial no uso associado ao álcool. Outros efeitos adversos considerados de maior gravidade estão relacionados à função cardíaca.

Os laboratórios ouvidos pela reportagem — Pfizer, Bayer, Elli Lilly e EMS — afirmaram que os remédios não foram testados em homens sem problemas de ereção e que são contra o uso sem indicação médica.

Efeitos colaterais comuns
:: Dor de cabeça, rubor facial, coriza ou crise de rinite, gastrite, refluxo, dor de estômago, pressão baixa e visão embaçada.

Indicação
:: Pessoas acima de 50 anos (com recomendação médica), com doenças como diabetes, hipertensão e cardiopatias. Usuários de remédios para depressão ou humor e pessoas que passaram por cirurgia de próstata

Precisa de receita, sim!
A  venda sem receita de remédios para disfunção erétil nas farmácias é tão frequente que virou lugar-comum dizer que não precisa de receita. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses medicamentos são de tarja vermelha, o que implica receita.

— De uns três anos pra cá, esses remédios viraram uma febre, uma modinha mesmo. Você pode comprar em qualquer farmácia sem receita. Não há controle. Isso é um risco e uma prática errada — afirma a farmacêutica Carolina Junkes, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos e assessora técnica do Conselho Regional de Farmácias.

A conclusão de um estudo publicado pela revista Saúde Pública, em 2008, sobre o uso recreativo dos remédios, priorizou a falta de controle na venda do remédio: “Um resultado de certa forma preocupante foi o fato de 100% dos usuários terem adquirido o medicamento sem receituário médico, indicando a ausência de diagnóstico para o consumo desses fármacos. Contudo, têm sido utilizados de forma inconsequente e em desacordo com os princípios do uso racional de medicamentos”.

Urologista com especialização em andrologia (a área que estuda a saúde sexual do homem) pela Escola Paulista de Medicina, Jovânio Fernandes Rosa defende um controle rígido na venda do remédio.

— Tem alguns rapazes que vem consultar só para ter a receita. Não sabem que, hoje em dia, é só chegar na farmácia e comprar — contou.

Carolina reforça que o papel do farmacêutico é essencial. É ele quem vai exigir a receita e orientar sobre o uso.

Fonte Donna DC

Estudo identifica mecanismo que transforma gordura ruim em boa

Novidade poderá auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias para tratar a obesidadeCientistas norte-americanos identificaram um mecanismo biológico que transforma a gordura ruim em gordura boa. Os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Ohio, nos EUA, afirmam que é possível mudar a gordura branca para marrom.

O que os especialista chamam de gordura branca é aquela cuja a função é acumular energia no corpo, associada a falta de exercícios e má alimentação. Já a gordura marrom é responsável por regular a temperatura do corpo, presente principalmente nos recém-nascidos.

Testes feitos em um modelo animal demonstraram que a mudança é possível graças à ativação de um nervo e de um caminho bioquímico, que começa no hipotálamo — área cerebral ligada ao equilíbrio energético. O trajeto segue até as células adiposas brancas.

Segundo os cientistas, a maior transformação de gordura branca em marrom foi associada a um ambiente fisicamente estimulante, mais do que à quantidade de alimentos ingerida.

A novidade, publicada na revista Cell Metabolism, poderá auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias para tratar a obesidade.

Fonte Zero Hora

Café da manhã é fundamental para garantir concentração e performance cognitiva

Quem pula a refeição provavelmente não consegue consumir diariamente a quantidade e a variedade ideais de nutrientes necessários ao organismo

O despertador toca, você acorda, levanta, lava o rosto, se veste, se arruma e sai de casa para trabalhar, estudar ou realizar alguma atividade. Se a sua rotina acontece mais ou menos desta forma todas as manhãs, você está esquecendo de uma parte fundamental do seu dia: o café da manhã. Talvez você não relacione fatos do cotidiano com as consequências da falta desta refeição, mas, sua ausência pode ser prejudicial em vários sentidos.

Segundo a nutricionista Camila Freitas, o café da manhã serve principalmente para quebrar o jejum depois de horas de sono e disponibilizar energia. Sem ele, você pode se sentir cansado e sem disposição ao longo do dia. Além disso, a mente também sente os efeitos da falta da refeição.

— Embora muitos não saibam, o café da manhã fornece energia também para o cérebro, que depende da glicose para funcionar — explicou, nesta terça-feira, durante o lançamento, em Porto Alegre, da campanha Café da manhã é + do que você imagina, da Nestlé.

Pesquisas recentes mostram que pessoas que fazem a refeição apresentam uma melhor performance cognitiva, o que inclui uma capacidade maior de recordar, memorizar e se concentrar. Um estudo específico com crianças revelou que além da memória, o café da manhã permite uma atitude mais positiva em relação à escola, uma pontuação melhor em matemática e leitura e índices menores de problemas de disciplina.

Além disso, de acordo com Camila, quem pula o café da manhã provavelmente não consegue consumir diariamente a quantidade e a variedade ideais de nutrientes necessários ao organismo.

— O cálcio, por exemplo, presente no leite e nos seus derivados (queijo, iogurte) é geralmente consumido nesta refeição — afirma.

Crianças
Se é fundamental para pessoas de todas as idades, a primeira refeição do dia é ainda mais essencial para as crianças, que estão em fase de desenvolvimento e formação dos hábitos alimentares. Por isso, o estímulo dos pais no sentido de cultivar o costume saudável é muito importante.

A atriz Julia Lemmertz, que participou do evento e é uma das madrinhas da campanha, acredita que o café da manhã deve ser encarado como um "cerimonial".

— Acho que é um hábito que se conquista e os pais tem que dar exemplo para os filhos. Muitas vezes é complicado, mas tem que conquistar as crianças - que acordam com sono e sem fome -, criar gostos, incentivar, colocar a mesa e comer com elas — disse.

Pesquisa
Embora a maioria das crianças brasileiras tomem café da manhã regularmente (83% das mães afirmam que seus filhos fazem a refeição todos os dias), muitas mães não estão satisfeitas com a qualidade da refeição. A constatação é de um estudo, realizado pela MarketTools a pedido da Nestlé, que entrevistou 207 mães de crianças com idade entre seis e 15 anos nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

O levantamento mostra que 40% das mães diz que é o filho quem escolhe o que vai comer no café da manhã. Contudo, de acordo com a nutricionista Camila Freitas, as mães precisam entender que quem apresenta os alimentos para os filhos e os disponibiliza são elas mesmas, ou seja, elas que colocam na mesa o que eles vão comer.

— A mãe deve oferecer um alimento para o filho pelo menos 10 vezes de formas diferentes para certificar-se de que ele realmente não gosta do item — exemplifica.

Confira outros resultados da pesquisa que analisou os hábitos em relação ao café da manhã:

:: 91% das mães entrevistadas gostaria que seus filhos comessem mais frutas ou alimentos feitos com frutas;

:: 90% queria que as crianças tivessem um café da manhã mais balanceado e 87% mais saudável;

:: 88% afirmou que gostaria que a refeição fosse mais rica em vitaminas e minerais;

:: 77% concorda plenamente que o café da manhã é muito importante para a saúde da criança;

:: 77% também não tem dúvidas de que comer pela manhã é fundamental para o desempenho escolar dos filhos.

Fonte Zero Hora

Caspa: como combater?

Xampus, alimentação e até laser entram na batalha contra essa doença

É muito comum encontrar uma pessoa com o pescoço ou o ombro cheio de casquinhas brancas. Ao ver essa situação, não pensamos duas vezes antes de dar o diagnóstico: é caspa. Essa doença é tão frequente e conhecida que é difícil uma casa não ter pelo menos um pote de xampu anti-caspa. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 40% da população mundial já teve ou tem o problema, sendo que os homens tendem a apresentar mais casos do que as mulheres. Mas, afinal, você sabe o que é caspa? Ela tem cura? Qual é o melhor jeito de tratar esse problema?

Segundo Gennaro Preite, especialista em saúde capilar, a caspa nada mais é do que uma pré-inflamação no couro cabeludo, que causa ruborização e descamações na área onde nascem os fios de cabelo. Quando a pele se solta é que começam a aparecer as incomodas crostas brancas na cabeça. Na maioria das vezes, a caspa é causada por um fator genético e a pessoa terá de conviver com o problema durante a vida inteira. Mas nem sempre os casos de caspa são irreversíveis.

De acordo com Gennaro, há casos em que a doença é causada por um fator de estresse ou uma mudança hormonal, ambos passageiros. "É comum que pessoas passem a ter caspa depois de uma cirurgia ou da perda de um ente querido. Essas situações alteram a produção de hormônios, o que causa um aumento da oleosidade na cabeça". Depois de um tempo, quando o organismo volta a ter níveis hormonais regulados, a caspa desaparece.

Se a doença não for tratada, pode evoluir para psoríase e, consequentemente, para uma infecção no couro cabeludo. "Como a caspa é mais vista como problema estético do que como doença, as pessoas demoram ou não procuram tratamento", diz Gennaro. Além das feridas na cabeça, a falta de tratamento e a higiene inadequada podem acelerar e até causar calvície, tanto em homens quando em mulheres, devido à dificuldade de respiração dos poros onde nascem os fios de cabelo.

Crianças
A caspa não tem idade para aparecer e também atinge muitas crianças. Os motivos para o aparecimento dessa inflamação são os mesmos que nos adultos - estresse, mudanças hormonais e fatores genéticos -, mas, nas crianças, a alimentação é um fator ainda mais importante.

"Crianças obesas normalmente apresentam quadros de caspa, principalmente quando estão chegando à puberdade, época em que há alterações muito grandes na produção de hormônios. Isso pode causar problemas psicológicos, já que na juventude os adolescentes sofrem com as brincadeiras dos colegas de escola", explica Gennaro.

Clima
De acordo com a dermatologista Flávia Addor, a caspa é mais frequente no inverno devido aos banhos quentes que são quase impossíveis de escapar no clima frio. "Isso estimula a produção do sebo e piora a descamação do couro cabeludo. Mas é bom lembrar que o banho quente sozinho não causa caspa, é preciso haver uma predisposição genética para desenvolver esse problema", afirma.

Além do banho quente, quando a temperatura está mais baixa, há uma menor quantidade de suor liberada pelo corpo, o que faz com que não haja uma limpeza na pele, inclusive no couro cabeludo. Isso também aumenta a quantidade de óleo nos poros que podem causar inflamações.

Tratamentos
O tratamento com laser é uma técnica relativamente recente no tratamento da caspa. "O laser é um método eficaz de tratar as descamações do couro cabeludo. Depois de uma sessão, é provável que o paciente fique livre da caspa entre uma e três semanas. Mas, depois disso, a pele volta e a pessoa precisa retornar para fazer mais uma aplicação", explica Gennaro.

Segundo Gennaro, o laser combate a caspa por esquentar e evaporar as camadas de pele que ficam acumuladas na parte superficial do couro cabeludo, antes que elas se soltem. Mas, quando novas descamações ocorrem, é preciso voltar a fazer aplicações de laser.

Xampus que combatem a caspa também são uma boa alternativa para controlar a caspa. "Essas loções costumam vir com um detergente mais forte, que limpa tanto as escamações que estão nos fios quanto as que se encontram no coro cabeludo. No entanto, o efeito só dura um dia, e é preciso ter um cuidado constante com o cabelo", explica Gennaro.

Alimentação
A mudança na alimentação também é uma forma eficaz, mas não tão simples de implantar na rotina. "Alguns alimentos reduzem as escamações devido à desintoxicação dos radicais livres que eles oferecem", conta o especialista.

Os chás de hortelã, abacate e camomila, que contêm substâncias antiinflamatórias e antioxidantes, são bebidas que controlam a escamação da pele solta no cabelo. A soja e seus derivados e o broto de bambu também ajudam no controle da caspa pelo mesmo motivo.

Por outro lado, o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares e lipídeos, aumenta as chances de o indivíduo sofrer com uma inflamação. Por isso, carne vermelha, bolachas, bolos e doces devem ter consumo controlado, principalmente, por pessoas que têm predisposição à caspa.

Fonte Minha Vida